O Bom pastor e seus comentários

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sábado, 21 de maio de 2011

Exposição 12 = Gálatas 4.1-11 - Antes Escravos, Mas Agora Filhos (Sem. Rogério Bernardes).


Introdução/ Contexto:
Paulo acaba de explicar a relação existente entre Abraão, Moisés e Cristo. Deus deu a promessa a Abraão e a Lei a Moisés. A Lei não foi dada com o propósito de anular a promessa, mas com o propósito de torná-la mais necessária e urgente. Paulo mostrou como essa promessa se cumpriu em Cristo.
Agora, Paulo faz um contraste entre a nossa condição sob a Lei (v. 1-3) e sob Cristo (v. 4-7) concluindo com um forte apelo à vida cristã (v. 8-11).

Proposição:
Estes onze versículos mostram quatro benefícios que recebemos decorrentes da vinda de Cristo.

I. FOMOS RESGATADOS DA LEI (v.5a)
Pela lei nós estávamos condenados, havia uma sentença de condenação pronunciada por ela e um castigo de morte eterna exigido por ela (Gn 2:17; Dt 30:15-19; Rm 5:12). Cristo nos comprou e nos libertou dessa maldição.

a) Como?
Pagando com o seu próprio sangue o preço do resgate (1 Co 6:20; 7:23).
Se todos nós nascemos em pecado – como diz Davi no Salmo 51 – por causa de Adão (Rm 5:12) e sendo escravos do pecado ou “estando sob o pecado”, era necessário que alguém pagasse o preço por nós.

b) Qual foi esse preço?
O seu próprio sangue.
Explicação:
O que Gn 2:17 diz é “certamente morrerás”, (Rm 6:23). O preço pelo pecado é a morte, eu só poderia ser livre da morte com a morte de outra pessoa em meu lugar. Para me resgatar, ou me remir, era necessário derramar sangue (Hb 9:22). Foi isso que Cristo fez (Gl 1:4; 3:13; Ap 5:9; 1 Pe 1:18,19).

c) Qual a condição para que o seu sangue pudesse resgatar o pecador?
Nascido de mulher, nascido sob a lei.

II. FOMOS ADOTADOS PELO PAI (v.5b)

Willian Hendriksen comenta que Cristo veio para que pudéssemos não só ser libertos do pior mal, mas também coroados com a mais preciosa benção. Ele veio não só para nos comprar a liberdade, mas também para que pudéssemos ser feitos filhos de Deus por adoção.
Calvino diz que os pais no regime do AT, tinham certeza de sua adoção, mas não desfrutavam tão plenamente de seus privilégios. Mas aqui a adoção é apresentada como uma possessão atual. Da mesma forma como nós esperamos a redenção esperavam a adoção. Ela se torna real, histórica, concreta, no “advento de Cristo”, ou seja, em sua vinda, morte e ressurreição.
Com isso nós temos:
Uma nova relação familiar;
Um novo estado legal;
Uma nova imagem.

III. FOMOS AGRACIADOS COM O ESPÍRITO (v.6)
“Enviou Deus o espírito de seu Filho”.
O Espírito vem logo após o cumprimento da obra de Cristo aqui na terra (Jo 16:7). Cristo veio e cumpriu tudo o que dele estava escrito, tudo o que veio fazer, e depois de sua obra terrena terminada, foi para junto do Pai, para que o Espírito Santo viesse.

a) Para que o Espírito veio?
Para aplicar os méritos salvíficos de Cristo ao coração dos crentes.
É pelo espírito que clamamos a Deus como Pai, ou que temos a consciência de que somos filhos de Dele (Rm 8:15,16). Assim Deus não somente garante a nossa filiação a Ele como também nos dá certeza dela. Como diz John Stott, é comos se Cristo nos garantisse o status de filhos, e o Espírito nos convencesse disso.

b) A quem o Espírito é enviado?
Aos filhos, isto é, a todos por quem Cristo morreu.
Isso lança por terra o que muitas pessoas interpretam de forma errada. A questão da descida do Espírito Santo em Atos. Pois o Espírito não é

IV. FOMOS FEITOS HERDEIROS DE DEUS (v.7)

A própria palavra em si expressa a nossa passividade em ter a salvação. Herança é algo ganhado, não conquistado. Se nós somos herdeiros da vida eterna é porque nós a ganhamos. Ao longo de toda a Escritura põe-se ênfase na natureza soberana e divina da obra que transforma um homem em filho e herdeiro de Deus. (Dt 7:7; Is 48:11; Dn 9:19; Os 14:4; Jo 15:16; Rm 5:8; Ef 1:4; 1Jo 4:10,19).

Aplicações:

1. A vida cristã é a vida de filhos e filhas, não a vida de escravos. É libedade, e não escravidão.

2. Para vivermos a vida cristão em sua plenitude é preciso estarmos claramente conscientes de quem somos e o que somos. A leitura diária das escrituras é um exercício para não deixar nos esquecer dessas verdades a nós dadas por Cristo através do Espírito Santo.

3. A lembrança de quem já fomos deve fortalecer a convicção na nova vida que agora somos e passamos a viver.

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