O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

06 = Orando Por Outras Pessoas



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Abimael A. Lima.
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06 = Orando Por Outras Pessoas.  27/02/2013.
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p.65-78.
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Introdução:
A igreja é formada por pessoas diferentes umas das outras. Algumas difíceis de lidar com elas, outras nem tanto. Entretanto, todas são pessoas caídas no pecado e perdoadas em Cristo. Existem ainda aqueles que freqüentam a igreja, mas ainda não se arrependeram de seus pecados para serem remidas por Cristo. Todavia, nossa freqüência à igreja não pode ser medida pelo que recebemos dos outros, mas pelo quanto as servimos no evangelho.
Servir às pessoas não é o mesmo que servir a Deus porque os dois grandes mandamentos são dois e não um só: Amar a Deus acima de tudo e amar o próximo com a si mesmo (Mt 22.37-40). Porém, o serviço prestado às pessoas com amor faz parte de nosso amor a Deus também, porque estamos servindo àqueles que ele ama! Fazer a vontade de Deus é interessar-se pelas mesmas coisas que ele se interessa e pelas mesmas pessoas que ele ama.

1.    Uma Característica Notável das Orações de Paulo é a Grande Proporção Dedicada à Intercessão.
®  Uma breve comparação com salmos demonstra facilmente a grande proporção dedicada à intercessão por Paulo.
®  As orações de Paulo podem ser classificadas em quatro categorias:
a)    Orações = Paulo orando ao escrever.
b)   Relatos de orações = Paulo conta de suas orações aos seus leitores.
c)    Desejos de oração = Pedidos no subjuntivo a Deus a fim de que faça algo em favor de seus leitores.
d)   Exortações à oração = Paulo incentivo seus leitores a orar.

®  D. A. Carson seleciona 31 textos das cartas de Paulo sobre suas orações em seu livro “Um Chamado à Reforma Espiritual”, ECC, p. 69-74.
®  Quem seguir o exemplo de Paulo nunca negligenciará a grande importância de orar pelos outros (Intercessão).
®  Dessa forma, nossa vida de oração será modelada pelo profundo desejo de procurar o que é melhor para o povo de Deus.

2.    Duas Inferências Importantes sobre a Intercessão.
a)   Devemos sempre submeter à definição de Deus o que é melhor.
®  As escrituras devem remodelar nossas convicções; e nossa conduta em relação aos outros deve moldar nossa vida de oração.

b)   Orar por outras pessoas requer que examinemos o nosso próprio coração.
®  Como podemos orar efetivamente pelos outros se nutrimos ressentimentos contra eles?
®  Nossos pecados nos impedem de orar (Is 59.1,2).
®  Malaquias condena quatro pecados sociais que separam as pessoas: Religião indiferente (1.6-14); Lágrimas sem arrependimento (2.13-16); falta do temor de Deus que resulta na corrupção e opressão do próximo (3.5); desejo pelos caminhos dos arrogantes (3.13-15).
®  A amargura absoluta corta freqüentemente aintercessão.
®  Quem deseja sinceramente reformar a sua vida de oração deve começar com o próprio coração.
®  Deve oferecer o perdão,mesmo quando a ofensa foi causada inteiramente pelo outro lado (Mt 6.14,15; Mc 11.25; Ef 4.32; Cl 3.13).
®  Força para perdoar é aquele ponto decisivo para a restauração de qualquer relacionamento.
®  Como podemos interceder por nossa igreja, se nós, secretamente, menosprezamos alguns de seus membros?

Questões Para Revisão e Reflexão:
1.    O que a oração tem a ver com a escolha dos lideres da igreja?
2.    Por que e como o pecado cultivado no coração atrapalha a intercessão?

Aplicações:
1.    Para entender o pensamento de Paulo sobre a intercessão, leia todos os 31 textos selecionados por Carson sobre suas orações.
2.    Escreva algumas de suas orações em favor dos outros e pregue num local onde possa ler sempre.
3.    Pregue uma lista de oração por outras pessoas num local visível e ore por elas. Use a lista do boletim para fazer isso.
4.    Procure alguém contra quem está magoado e ressentido e proponha reconciliação.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Dízimo



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia = EBD-2013.
Classe: Líderes Que Deus Usa.
Professores: Hélio O. Silva / João Marcos Battaglin e Sóstenes Martins.
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Aula 01 = O Dízimo.                                                                                      (17/02/2013)
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Introdução:
         O dízimo é a forma de contribuição que Deus deixou para os cristãos como meio de sustento da obra da Igreja. O dízimo é mandamento de Deus. O dízimo é obrigatório (mandamento), a oferta é voluntária, isto é, praticada conforme o desejo de cada um.
        
I - ORIGEM:
         A origem da prática do dízimo é antes do período da escrita da lei. Abraão pagou o dízimo a Melquisedeque (Gn 14.20; Hb 7.1-10). Jacó prometeu dar o seu dízimo a Deus se Ele o abençoasse. (Gn 28.20-22). Podemos ver que a causa dessa promessa de Jacó era a sua experiência com Deus e a gratidão que lhe brotou no coração em decorrência disso.
A palavra dízimo quer dizer dez por cento (10%), a décima parte. O número 10 era considerado sagrado naquela época, e também é fácil de fracionar. Como vemos, não havia mandamento, o dízimo era dado voluntariamente; para expressar a convicção de que em última análise, tudo pertence a Deus. Na Lei Mosaica é que ele passa a exercer um papel importante de caráter religioso e obrigatório.
        
II - O ENSINO DO ANTIGO TESTAMENTO:
         1. O povo deveria entregar os dízimos de todos os produtos da terra e dos rebanhos (Dt 12.6-11; Lv 27. 30-33). Isso deveria ser feito com alegria (Dt 12.7).

         2. Os dízimos pertencem ao Senhor, são santos ao Senhor. (Lv 27.30).

         3. Um de seus propósitos era o sustento dos levitas e sacerdotes (Nm 18.21-24; Dt 14.27).

         4. Também era usado para auxílio aos necessitados (Dt 14.28-29).

       5. Fazia parte da celebração de uma refeição pelas famílias do povo de Deus, cujo objetivo era ensinar o temor de Deus (Dt 14.22,23).

         6. A manutenção da casa de Deus (Ml 3.10) = Reformas, limpeza, reposição de peças e ornamentos etc.

II - O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO:
         Não há nenhum mandamento claro e específico determinando o dízimo; porém o oposto também não acontece. Em Mateus 23.23, o Senhor Jesus deixa claro que a prática do dízimo não justifica uma vida sem santidade, contudo, a vida de santidade não deve omitir ou eliminar o dízimo. O Novo Testamento enfatiza muito mais os motivos que nos levam a contribuir que o mandamento legal ou cerimonial em si de dizimar.
     1. A contribuição é voluntária. Por causa da gratidão. (2 Co 8.1-15).

     2. Deve ser conforme a prosperidade (proporcional ao rendimento). Em 1 Coríntios 16.2, vemos que a oferta era praticada semanalmente.

     3. Por causa da consciência de ser escravo de Cristo (Rm 6.16-17; 1 Co 6.22; 1 Co 7.22;). O Escravo não tinha nada por direito; tudo era do seu dono.

      4. Porque somos mordomos de Deus (1 Pe 4.10);

    5. Porque sabemos que deveremos prestar contas a Deus do que fazemos com os bens que nos confiou (Rm 14.12). Segundo G.G. Hawthorne: “O cristão não contribui com relutância ou compulsão (2 Co 9.7); sua contribuição não se limita ao dízimo da renda de cada ano. Pelo contrário, é feita com bom ânimo, voluntária, e sistematicamente; e com generosidade sem limites (1 Co 16.1,2; 2 Co 9.6-9)”.[1] A nova aliança é superior à antiga (Hb 7.7), o que vale dizer que o dízimo é o mínimo que se espera de cada cristão.

IV - O SIGNIFICADO DO DÍZIMO
         1. A base da prática do dízimo está no fato de o Senhor ser o dono da terra e doador de todas as bênçãos (Sl 24.1; Ef 1.3). O dízimo é do Senhor; entregá-lo é reconhecer a soberania de Deus; não entregá-lo é roubar de Deus. (Ml 3.8-10). O dízimo era santo ao Senhor. (Lv 27.30), retê-lo é o mesmo que “tomá-lo à força” das mãos de Deus.

         2. O dízimo é um símbolo de gratidão a Deus por causa de Sua generosidade. Deus promete bênção sem medida para os seus praticantes (Ml 3.10). Não entregá-lo significa desconhecer a bondade de Deus, limitando-se em si mesmo pelo individualismo egoista.

         3. O dízimo servia para sustentar os levitas e sacerdotes, bem como para assistência social. É uma oportunidade de participar na obra de Deus e na sua preocupação para com os pobres e necessitados. Pagar o dízimo é trazer bênçãos de Deus (Dt 14.29; 26.25); retê-lo é trazer a maldição de Deus (Ml 3.8,10).

         4. Entregar ou “pagar” o dízimo é um ato de adoração com implicação missionária. É o reconhecimento de que o culto a Deus é verdadeiro e por isso buscar sua manutenção e progresso faz parte de nosso testemunho cristão.
        
CONCLUSÕES:
        1. O dízimo não fere os ensinos bíblicos quanto a contribuições financeiras:
a)     Ele não foi estabelecido pela lei cerimonial, mas tinha implicações morais (sustento do sacerdócio e auxílio aos necessitados).
b)    Sua prática explícita no Antigo Testamento não foi abolida no Novo Testamento.

         2. O dízimo é proporcional:
a)     Deve ser exercido segundo a prosperidade de cada um (lembre-se que os sistemas econômicos da época do Antigo Testamento e Novo Testamento não são os mesmos de hoje em dia).
b)    É sistemático. Segue um padrão bem específico. Hoje em dia é mensal, por causa da forma de pagamento da maioria dos salários. Cada um deve contribuir em conformidade com o modo que recebe. Os ensinos quanto às ofertas no Novo Testamento falam de práticas semanais (I Co 16.1,2). A palavra “logeia” (coleta religiosa pra um templo) pode indicar um imposto.

         3. Existem promessas claras para quem o pratica (Ml 3.10-12):
a)     Deus derramará Suas bênçãos (sem medida).
b)    Deus dará prosperidade material (Pv 3.9,10).
c)     Seremos um povo feliz (Pv 11.24,25).

4. As Ofertas.
a) Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento as ofertas faziam parte do caráter cúltico da vida cristã. O dízimo era uma das formas de ofertas fixas praticadas pelo povo de Deus.
b) As ofertas podiam ser alçadas (para suprir necessidades específicas) ou voluntárias (de livre vontade do ofertante).

Para meditação:



“Contribui de acordo 
com a tua renda
para que Deus não torne 
a tua renda
segundo a tua contribuição.”
  Rev. Peter Marshall







[1] G. F. Hawthorne, “Dízimo”, Novo Dicionário Internacional da Teologia do Novo Testamento, vol. I, p. 680,681.

05 = Petições Dignas (2 Tessalonicenses 1.11,12)



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Abimael A. Lima.
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05 = Petições Dignas ( 2 Tessalonicenses 1.11,12).  20/02/2013.
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p.53-64.
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Introdução:
Aprendemos sobre a estrutura mental sobre a qual Paulo construiu suas petições intercessórias a Deus quanto à igreja de Tessalônica. Agora é hora de perguntarmos: Que tipo de petições deveríamos apresentar ao Deus vivo?
Paulo apresenta duas petições a Deus aqui:

  1. Paulo faz duas petições:

a)      Ele ora para que Deus considere os cristãos dignos de sua vocação.
®    O chamado significa o convite ao evangelho (Mt 22.1-14 = a parábola das bodas).
®    Em Paulo, o chamado significa o chamado eficaz.
®    Não somos chamados por merecimento, mas por graça.
®    Paulo ora para que possamos corresponder às expectativas de nosso chamado: Viver dignamente para Deus.
®    Nosso interesse fundamental na oração não deve ser a benção material, mas a manifestação dos sinais da graça na vida dos crentes.
®    O que estamos fazendo com a salvação que já recebemos?
®    Paulo não ora por desempenho, mas para que Deus trabalhe na vida dos crentes santificando-os e fazendo-os crescer no conhecimento e relacionamento com Deus.
®    Quando fizemos esse tipo de oração pela última vez?

b)     Paulo ora para que Deus, por seu poder, cumpra todos os bons propósitos e obras de fé dos cristãos.
®    Para cumprirmos nossos propósitos de bondade precisamos da manifestação do poder de Deus.
®    Deus remodela por seu poder nossos propósitos de vida.
®    Todos nós podemos fazer alguma coisa boa e significativa para a vida de outros.

  1. paulo tem dois objetivos claros com sua oração

a)      Paulo procura a glorificação do Senhor Jesus Cristo.
®    Tudo foi feito por Cristo e para Cristo (Cl 1.16).

b)     Paulo procura a glorificação dos cristãos.
®    Não para que sejamos louváveis ou tenhamos boa reputação, mas para que o prpopósito divino se cumpra em nós, a glorificação eterna com Cristo.
®    Deus chama, justifica, santifica e glorifica (Rm 8.30).
®    Nossa glorificação final nos verá sem mancha ou mácula.
®    Deus é quem torna a nossa glorificação possível e isso redundará finalmente em glória ao seu próprio nome.
®    No último dia cisto será glorificado em nós por causa do que nos tornamos por causa do que ele mesmo fez por nós.
®    A vida cristã só pode ser vivida fielmente à luz do fim (p. 61).
®    O significado do fim aqui e agora ajuda-nos a moldar nossas convicções e valores para a vida toda e fornece a plataforma sobre a qual construímos nossas petições a Deus.

  1. A base da Oração de Paulo é a graça de Cristo.
®    Tudo acontece por causa da graça de Cristo dada a nós.
®    Devemos ser sempre lembrados que a mesma graça que salva é a graça que santifica.
®    Devemos estar profundamente conscientes de que é a graça de Deus que trabalha para que nossas petições sejam respondidas.
®    Não somos pessoas independentes que estão a caminham e precisam ocasionalmente de informações divinas para continuar. Somos pessoas perdidas que foram achadas e salvas por Deus em Cristo; e agora vivemos na dependência e sob a direção do nosso redentor.
®    Uma nadadora certa vez se propôs a atravessar um largo canal a nado, mas desistiu quando estava muito cansada. Depois descobriu que desistiu a apenas 800 metros da paria. Disse: “_Se eu tivesse visto a praia, não teria desistido”. Nós desistimos de nossas orações, porque não enxergamos o final.

Questões Para Revisão e Reflexão:
  1. O que significa orar para que sejamos dignos do chamado, da vocação divina?
  2. Quais os bons propósitos de fé e bondade temos desenvolvido?
  3. Qual a relação da glorificação do nome de Cristo com a nossa glorificação?
 Aplicações:
  1. Procure entender os ensinamentos bíblicos sobre o fim.
  2. Ponha em prática um propósito de fé e bondade que está latente no seu coração. Convide alguém para participar.
  3. O que você poderia fazer para que a igreja aprendesse a praticar esse tipo de oração?

Gênesis 24.58 = A História de Um Bom Casamento



Devocional da Família: Boletim da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO. Ano XXIII, nº 07 de 17/02/2013.

Chamaram, pois, a Rebeca e lhe perguntaram:
Queres ir com este homem? Ela respondeu: Irei. (Gen 24:58 ARA)

Vinicius de Morais definiu o amor e o casamento por meio de uma frase que foi imortalizada: “Que o nosso amor seja eterno enquanto dure”. Ele estava errado. O amor jamais acaba, mas para que o casamento seja estável, tem de começar certo, e aprender a perseverar na promessa de que é possível recomeçar, apesar de nossos fracassos pessoais.

Uma palavra às mulheres: Um Bom Casamento é Construído Debaixo da  Benção Familiar  (v.57-61):
(a) Rebeca foi ouvida. Embora a Bíblia testemunhe a realidade de casamentos arranjados pelas famílias, eles nem sempre aconteciam pela imposição unilateral dos pais. 
(b) Ela decidiu ir. Seu Casamento foi fruto de decisões próprias e não de influências de fora. Casamentos potencialmente promissores fracassam pelo simples medo de se tomar a decisão. Casamentos precipitados acontecem por deixar outros tomarem a decisão por si. 
(c) Ela foi debaixo da benção familiar. Não abrace essa idéia de se casar só para sair de casa, da tutela do pai opressor ou da mãe dominadora/superprotetora; mas a descoberta da outra metade que suprirá, não só expectativas e sonhos, como também a própria existência pessoal. Rebeca esperou o momento certo de sair de casa e foi abençoada. Não deixou mágoas familiares para trás e nem as levou consigo. 
(d) Rebeca se tornou fonte de consolo para Isaque pelo resto de sua vida! (v.67b).

Uma palavra aos homens: Um Bom Casamento é Construído Sobre Um Relacionamento de Amor (v.62-67).
(a) Isaque a conduziu à tenda de Sara, sua mãe. Ele lhe deu o lugar de honra, tal qual é o lugar dos nossos pais. I Pedo 3.7 afirma aos homens que eles devem agir conjugalmente com discernimento, consideração e dignidade, para com suas esposas, “porque sois juntamente herdeiros...” 
(b) Ele a tomou por mulher. Ela foi sua esposa e companheira permanente e única. 
(c) Ele a amou. Efésios 5.25 diz que os maridos devem amar suas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. O amor de Cristo é sacrificial e não voltado unicamente para a própria felicidade pessoal.

1ª. As mulheres precisam estar conscientes que a benção de Deus e da família são mais importantes que o romance e a beleza da festa de casamento, porque estas últimas não sustentam o casamento.

2ª. Os homens precisam aprender que amor não é sexo somente, mas dar à esposa o mesmo lugar de honra que se deu à boa mãe, porque a esposa se tornará a mãe de seus filhos.

3ª. Os casais precisam de um lugar especial para Deus no seu casamento a fim de que ele seja estável.

04 = A Estrutura da Oração (2 Tessalonicenses 1.3-10)



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Abimael A. Lima.
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04 = A Estrutura da Oração (2 Tessalonicenses 1.3-10).  13/02/2013.
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p.39-51.
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Introdução:
As petições de Paulo em suas orações não acontecem num vácuo, estão firmemente arraigadas nos fundamentos nos quais as coloca. Paulo ora de acordo com uma estrutura de pensamento que orienta suas convicções. Nesse texto há duas características dominantes dessa estrutura:

  1. Gratidão pelos sinais da graça.
A gratidão é um componente fundamental da estrutura mental que controla e grande medida a intercessão de Paulo. Precisamos traçar um paralelo comparativo entre pelo que Paulo agradece e pelo que nós agradecemos a fim de medirmos nossa maturidade na oração.
Nossos agradecimentos estão muito mais ligados ao nosso bem-estar e conforto material. Aquilo pelo que mais agradecemos é o que mais valorizamos. Se questões materiais são o que povoa nossas orações é porque é isso que nós mais amamos e desejamos de Deus. Diferentemente de nós Paulo prioriza e agradece pelos sinais da graça entre os cristãos.

a)      Paulo agradece porque a fé de seus leitores estava crescendo.
Paulo não se refere à fé da conversão, mas à crescente dependência, fidelidade, lealdade e confiança em Deus. O desenvolvimento da confiança produz confiabilidade. Na primeira carta Paulo já tinha qualificado a fé dos tessalonicenses como “operosa”, trabalhadora (1 Ts 1.3). Observe que o crescimento da fé deles era totalmente aparente e notável: “sobremaneira”.

b)     Paulo agradece porque o amor deles estava aumentando.
Paulo focaliza o amor mútuo como fruto do amor de Deus na vida deles. Esse amor prático é a marca distintiva do cristianismo (Jo 13.34,35).
O amor  cristão não deve ser medido somente pelo prisma social manifesto especialmente em grupos homogênios (clubes, sociedades filantrópicas etc), A igreja é diferente destes. Ela é composta de pessoas muito diferentes umas das outras (ricos e pobres; cultas e incultas; sofisticadas e simples; disciplinadas e distraídas extrovertidas e introvertidas.  A única coisa que as mantém unidas é sua dedicação a Cristo decorrentes da demonstração do seu amor por estes.
Quando os cristãos perdem de vista sua dedicação a Cristo a disputa se instala na igreja. Quando a uniformidade social, étnica, econômica ou temperamental se torna mais importante que desfrutar do amor de Cristo a idolatria já levantou a sua cabeça profana dentro da igreja (p.43). Pro isso crescer no amor que produz  mutualidade é um sinal evidente da graça na vida cristã.

c)      Paulo agradece porque eles estavam perseverando em meio à provação.
A gratidão de Paulo se torna evidente também na forma como eles enfrentavam tribulações e perseguições. O nosso coração agradece pelo que ama mais. Se amarmos mais os bens materiais e o conforto transitório da prosperidade material nossas orações serão povoadas por isso (Mt 6.19-21). Paulo ora pelo crescimento e pela perseverança mesmo nos dias difíceis. A estrutura de suas orações são permeadas por valores que parecem ser desconhecidos pela maaioria de nós cristãos modernos.

  1. Confiança na perspectiva da justificação.
A fidelidade na provação é sinal evidente do reto juízo de Deus na vida deles. Não a provação em si, mas a perseverança durante a provação é que é o sinal da graça. Eles não têm direito ao reino porque perseveram, mas eles perseveram porque lhes fora dado o direito ao reino, ou seja, eles perseveram porque já foram justificados em Cristo.
Os cristãos verdadeiros perseverarão apesar de todas as provações e circunstâncias adversas á sua fé. Sua perseverança não é resistência sem propósito, mas por causa do reino eterno. Os cristãos não são masoquistas, mas estão preparados para sofrer por causa do objetivo final: entrar no reino eterno.
O que este reino eterno significa?

a)      Para os crentes haverá justificação.
A esperança do reino deve preencher nossas expectativas quanto ao futuro (1 Ts 1.3 = esperança firme). Ela deve ser inarredável. Entretanto, para muitos cristãos os debates e polêmicas em torno do tema tem esfriado sua esperança e a reduzido a um mero detalhe de seu credo em vez de ser a realidade suprema que transforma as nossas vidas! Em termos práticos a nossa perda é grande exatamente porque faz a fé perder uma de suas convicções fundamentais: Cristo voltará para nós e por nós!

b)     Para os não crentes haverá retribuição.
Deus mesmo tomará vingança contra os nossos perseguidores. Essa retribuição justa virá sobre os que não conhecem o evangelho e sobre os que não obedecem ao evangelho. Deus retribuirá com justiça contra o pecado. A cruz de Cristo posiciona-se simultaneamente como a evidência irrefutável de que Deus exige retribuição contra o peado e brada que ela é a medida do amor de Deus (Rm 3.21,26). Não há como as pessoas experimentarem o perdão de Deus se não se curvarem arrependidas diante do que Deus fez por elas e por causa delas na cruz! O perdão é possível porqe houve uma ofensa real e um sacrifício real foi oferecido para compensar (propiciar) a ofensa.
E se não reconhecermos o sacrifício? Então a retribuição nos alcançará condenatoriamente (“banidos de sua face”).

Conclusão:
Paulo ora movido por essas duas convicções básicas: Gratidão e justificação. Se não visamos o novo céu e a nova terra, muito dos nossos valores e decisões nesse mundo serão míopes, desonrosos, maculados e fundamentalmente mal orientados.

Questões Para Revisão e Reflexão:
  1. Pelo que Paulo agradece; pelo que nós agradecemos?
  2. O que deve inspirar nossa mais profunda gratidão a Deus?
  3. O que nossa expectativa do retorno de Cristo tem a ver com nossas orações?

Aplicações:
  1. Repense suas prioridades na oração e mude a sua estrutura mental ao orar preenchendo-a com suas leituras bíblicas diárias.
  2. Gratidão e justificação. Entenda-as e ore partindo delas a Deus.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Plano Anual de Leitura da Bíblia

 DATA
LIVRO
CAPÍTULOS

Fevereiro



10
Gênesis
1 a 3
11
Gênesis
4 a 6
12
Gênesis
7 a 9
13
Gênesis
10 a 12
14
Gênesis
13 a 15
15
Gênesis
16 a 18
16
Gênesis
19 a 21

Filemon 22 = Uma Intercessão Que Fortalece a Comunhão


Gravura de Lívia Sally Freitas Silva - 2º semestre de 2012.

Uma Intercessão Que Fortalece a Comunhão

E, ao mesmo tempo, prepara-me também pousada,
pois espero que, por vossas orações, vos serei restituído. (Filemon 1:22 ARA)

A comunhão cristã não é uma casa de portas fechadas nem uma panela de pressão tampada; ela é a comunhão de irmãos de uma mesma família que se reúne à volta de seu pai. Por isso, ela recebe quem acaba de chegar pelo novo nascimento, sem abandonar quem já está na caminhada a mais tempo.

A expectativa de Paulo quanto ao novo tipo de tratamento dispensado por Filemon a Onésimo pelo perdão e pela comunhão, não substitui nem supera a amizade entre ambos, pelo contrário, isso a enriquece e fortalece!

Vejamos essa verdade nesse versículo:
(1) A comunhão eficiente alimenta as esperanças da ação divina em resposta às nossas orações. Paulo pede pousada a Filemon porque sabe e conta com a intercessão dos irmãos. Ele sabe também do prazer divino em ouvir e atender as orações de seus filhos e tem segurança das orações de seus irmãos amigos em Cristo a seu favor. A soberania amorosa de Deus se torna próxima e prática para nós quando oramos.

(2) A comunhão que se tornou eficiente é hospitaleira. Outro detalhe interessante é que ao pedir pousada, Paulo não faz cerimônia, não se acha pesado e nem se preocupa com o trabalho que vai dar. Ele pede porque trata com irmãos, não de sangue, mas em Cristo. Ele sabe que existe amizade que supera o amor de irmãos co-sanguíneos (Pv 18.24). E mais, Paulo o faz porque entre os irmãos se sente livre (v.8) quer dar oportunidade a uma bondade que é voluntária e não constrangida (v.14) bem como experimentar a expressão de um consentimento não forçado, mas voluntário (v.14). Ele sabe e conta com a hospitalidade eficiente dos irmãos, porque é assim que o trabalho cristão avança, uns cuidando dos outros.

(3) Por causa das orações, Paulo espera ser restituído à igreja. Essa é a oração do obreiro que deseja voltar ao trabalho. A sua esperança é motivada pelas orações da igreja e fundamentada na eficiência da comunhão. Observe que Paulo deseja ser restituído à igreja como missionário enviado por ela (At 13.1-4).

Assim é evidente que quando tratamos de uma comunhão eficiente estamos tratando da vida da igreja onde pulsa o perdão que acolhe o arrependido; onde a hospitalidade expressa a liberdade entre conhecidos, não estranhos; onde o irmão é caríssimo, jamais desprezível; onde as orações são mais que conversas com Deus, pois servem também de modelo das nossas petições uns aos outros.

Essa sacralidade da comunhão às vezes é perdida entre tantos atropelos e intrigas no corpo de Cristo; às vezes ela está apenas escondida entre tantos afazeres e programas ativistas; às vezes ela se tornou ineficiente ou deficiente por causa do pecado não perdoado entre nós. Mas é um fato claro como o sol ao meio dia que ela pode ser redescoberta, achada e destrancada de dentro de nossas almas para ser à luz do dia tudo que Deus quer que ela seja: Eficiente, hospitaleira, gentil e acolhedora.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

03 = Lições da Escola de Oração (2ª Parte) - D. A. Carson


http://trocaatividadesbiblicas.blogspot.com.br/2009_07_18_archive.html

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Abimael A. Lima.
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03 = Lições da Escola de Oração (2ª parte).                      06/02/2013
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p.27-38..
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Introdução: Gênesis 32.26: A experiência de Jacó no Vau de Jaboque é um desafio e um incentivo à ousadia na vida de oração de qualquer cristão!
Na primeira parte desse estudo, o Dr. Carson nos apresentou quatro lições aprendidas com irmãos mais maduros na fé sobre a escola da oração:
  1. Muitas orações não são feitas porque não planejamos orar.
  2. Adote maneiras práticas de impedir que sua mente vagueie
  3. Em vários períodos de sua vida, desenvolva, se possível, um relacionamento de oração com um companheiro.
  4. Escolha modelos, mas escolha-os bem.
       Nesse estudo, ele nos apresenta mais quatro lições importantes para nossa meditação e vida de oração:
  1. Desenvolva um sistema para as suas listas de oração.
Esse sistema visa tão somente nos ajudar a lembrar dos motivos de oração. Podemos organizar uma lista própria e associá-la com outras publicadas para esse fim. Exemplos de listas de oração publicadas podem ser: O livro Intercessão Mundial (Ed. Descoberta) é um exemplo de um anuário de oração por missões mundiais. As listas de pedidos de oração publicadas no boletim semanal da igreja é outro muito útil.

Uma sugestão útil pode ser organizar nossas listas de oração por prioridades pessoais e circunstanciais relacionadas à nossa vida cotidiana.
1º) Uma lista de pessoas pelas quais devemos orar regularmente (cônjuges, filhos, parentes, amigos íntimos).
2º) Duas instituições intimamente ligadas a nós: Igreja e trabalho.
3º) Preocupações de curto e médio prazo: Responsabilidades momentâneas; crises circunstanciais e momentâneas; Projetos com prazos definidos, etc. Nomes e preocupações que podem ser acrescentados e retirados constantemente.
4º) Pessoas pelas quais somos particularmente responsáveis: liderados do trabalho e/ou da igreja; discípulos em treinamento cristão, etc.
5º) Pedidos e cartas de oração.

O objetivo de sistematizar não é aumentar tarefas e depois não conseguir administrá-las, mas simplesmente organizar a vida de oração de tal modo que ela aconteça e não cesse mais.

  1. Combine Louvor, confissão e intercessão; mas quando interceder, procure ligar o máximo de pedidos possível às Escrituras.
Dois extremos devem ser evitados aqui: Achar que é impróprio pedir coisas a Deus uma vez que ele já sabe de tudo; Achar que nossas orações mudam tudo, inclusive, Deus. Deus é tanto soberano quanto pessoal e amável. Devemos adorá-lo por quem ele é e pelo que ele faz. Se ele é soberano, sua vontade também é. A piedade repousa na submissão à vontade Dele em todo o seu poder, não em intercessões que procuram modificar essa vontade. Acreditar que nossas orações mudam a vontade divina é tratar a oração como mágica.

Por outro lado, a soberania divina não é uma amordaça à intercessão. O serviço verdadeiro a Deus requer que lutemos com Deus e nos apeguemos a ele como Jacó fez (Gn 32.26). Não interceder é fugir de nossas responsabilidades cristãs. Nossas petições não insultam a Deus, mas honram-no, porque ele gosta d dar suas bênçãos em resposta à intercessão do seu povo.

Os dois extremos mencionados acima além de não captar o equilíbrio das orações bíblicas são reducionistas em seu tratamento de nosso relacionamento com Deus. Deus é tanto totalmente soberano quanto Pai amoroso que tem prazer em ouvir e responder nossas orações. Vistas dessa forma nossas petições são decisivamente apropriadas porque expõem o verdadeiro estado das coisas. Elas nos lembram que Deus é a fonte de todo bem e resposta, e que nós somos apenas seres humanos completamente dependentes e necessitados de todas as coisas, mas especialmente da graça divina.

Deus, como nosso pai sábio, está mais interessado no relacionamento com seus filhos do que meramente em dar-lhes presentes. Essa é a ênfase bíblica que os proponentes da teologia da prosperidade não conseguiram captar nos seus ensinos sobre a oração e as bênçãos de Deus. O filho obediente aprenderá a desejar a presença de Deus não tanto pelas bênçãos em si, mas pela agradável companhia dele. Por isso é extremamente importante que oração não é magia e que Deus é tanto pessoal quanto soberano.

Há um terceiro ponto importante: Há mais na oração do que pedir e como nós facilmente podemos escorregar para o egocentrismo pecaminoso, devemos nos aproximar de Deus com contrição e confissão dos nossos pecados.

Como podemos manter nossas orações no foco apropriado na prática? Ligando-as o máximo possível às Escrituras. Um dos elementos mis importantes na intercessão é cogitar, à luz das Escrituras, no que Deus quer que lhe peçamos. A oração efetiva é fruto de um relacionamento com Deus, não uma técnica de adquirir bênçãos. Nós não sabemos orar como convém, por isso precisamos do auxílio do Espírito Santo (Rm 8.26,27).

  1. Se você exerce algum tipo de liderança espiritual, exercite suas orações públicas.
Lideres devem estar atentos à suas orações públicas porque, embora elas sejam dirigidas a Deus, outros estão ouvindo. Jesus Cristo mesmo mostrou essa necessidade em sua oração diante do túmulo de Lázaro (Jo 11.41,42).

Observando esse exemplo de Cristo, precisamos estar conscientes de que (a) a oração pública deve ser o transbordamento da oração individual. (b) A oração pública é uma oportunidade pedagógica. (c) A oração pública é tanto uma responsabilidade quanto um privilégio. (d) Muitas facetas do discipulado cristão são transmitidas mais efetivamente pelo exemplo do que pelo ensino formal. Bons hábitos na oração são mais facilmente percebidos do que ensinados.

  1. Ore até que você ore.
Esse é um conselho dos puritanos que nosso tempo precisa conhecer e aprender. Precisamos estar conscientes de que Deus não se impressiona com a tagarelice de orações longas tanto quanto com a brevidade que revela nossa negligência culpável. Nós devemos orar até que os nossos sentimentos de formalidade e irrealidade sejam vencidos e transpostos. Insistir na oração nos levará à delícia da presença de Deus, para descansar no seu amor e apreciar sua vontade. Mesmo na angústia sombria ou agonizante, saberemos estar diante de Deus verdadeiramente. Devemos orar até aprender a orar no Espírito, pois é possível orarmos deslealmente na carne, não no Espírito.

Muitos de nós, quando nos propomos a orar, somos como aqueles meninos malcriados que tocam a campainha das portas e correm antes que alguém atenda.

Orar, aprendemos tentando, errando e acertando. Ninguém jamais orará igual com uma comunhão igual com Deus, pois nossa relação com ele é pessoal e única. Orar não como seguir um esquema ou uma receita de culinária, mas “é o exercício ativo de um relacionamento pessoal, um tipo de amizade com o Deus vivo e seu Filho Jesus Cristo e a maneira como funciona está mais sob o controle divino do que nosso” (James I. Packer, p. 38). A única regra clara é: Permaneça nos limites bíblicos e dentro deles ore como você pode e não como você não pode.

Questões Para Revisão e Reflexão:
  1. Como podemos estabelecer princípios práticos de conduta para as nossas orações nos próximos seis meses?
  2. O que é meditar em oração na palavra de Deus?

Aplicações:
  1. Compre um caderno ou separe uma beirada de sua agenda para anotar pedidos de oração e interceder por eles.
  2. Cole na contracapa de sua Bíblia uma lista de nomes e prioridades espirituais para a sua vida de oração em 2013.
  3. Comece a orar de verdade hoje, não deixe para amanhã.
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