O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Bíblias Queimadas!


A foto ao lado foi tirada no último dia 17/01 quando radicais muçulmanos incendiaram igrejas cristãs em Niamey, capital do Níger, norte da África. Fico meditando e conversando comigo mesmo, num solilóquio permeado de assombro, temor a Deus, responsabilidade histórica e missionária.
No mundo lá fora eles queimam nossas Bíblias. Sempre fizeram assim. O mundo lá fora é intolerante com os cristãos, porque nós aprendemos, lendo na Bíblia, que devemos ser intolerantes contra o pecado e amar e proclamar as virtudes de um Deus santo, o único Deus verdadeiro. Só que ao pecado eles amam! E ao Deus único e soberano não querem servir. Então eles precisam criar uma religião que os deixe ser eles mesmos.
Muitos que aderiram ao cristianismo tentam fazer a mesma coisa, ou seja, fazer o cristianismo ser o que eles são. Estes, no passado, queimaram Bíblias também e continuam queimando-as em suas consciências cauterizadas pelo pecado e não nascidas de novo pelo Evangelho contido nas Bíblias guardadas nas prateleiras de suas casas.
Mas, no cristianismo autêntico tem a Bíblia; e está escrito nela que os cristãos devem ser imitadores de Deus como filhos amados (Efésios 5.1). Quem quiser ser imitador de Deus, terá de tomar e carregar a sua cruz e seguir a Cristo dia a dia (Lucas 9.18-27). Somos e seremos odiados pelo mundo; mas amados eternamente por Deus (João 15.18,19).
Diante dessa foto medito: Qual será que vale mais? Amar a Deus e o seguir com minha cruz, ou amar o mundo e negar a cruz?
Eles continuarão queimando nossas Bíblias e nós publicaremos outras. Nós não adoramos o livro, mas o Deus que nesse livro se revela. Pois suas palavras já queimam como a sarça de Moisés dentro de nós. Um fogo que a intolerância e o ódio jamais apagarão, porque foi aceso pelo próprio Deus! Foi ele mesmo que nos disse para não pagamos o mal com o próprio mal, mas vencê-lo com o bem (Romanos 12.9-21) e que ao sermos perseguidos por sua causa, somos bem-aventurados (Mateus 5.11)
É comigo e a minha fé que me preocupo e oro: Senhor, não permita que nós queimemos a nossa (sua) Bíblia também! Em nome de Cristo, o nosso salvador, amém.
Com amor, Pr. Hélio

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Deus Absconditus ou deus "Agnósticus"?



Deus Absconditus 
ou 
deus “Aganósticus”?

O redator-chefe, Gerard Biard, defendeu a publicação da nova edição do Charlie Hebdo no domingo 18/01 afirmando que “cada vez que desenhamos a caricatura de Maomé, de profetas, de Deus, defendemos a liberdade de religião”, disse. “Deus não deve ser uma figura política ou pública, mas sim privada.” http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/01/1576984-igrejas-brasileiras-sao-atacadas-no-niger.shtml. acesso em 21/01/2015. Esse comentário publicado pela Folha diz respeito à destruição de duas igrejas presbiterianas brasileiras na capital do Niger no sábado, dia 17/01, como represália muçulmana à nova edição do jornal.

Há duas incoerências contraditórias nessa dupla afirmação. Primeiramente, como a sátira irônica e ácida travestida de humor pode servir na defesa do que quer que seja, especialmente a religião? O único objetivo desse tipo de humor negro é denegrir o caricaturado! Em segundo, quando foi que Deus franqueou à humanidade o direito de lhe dizer como ele deve ser conhecido e adorado? O Deus absconditus (secreto, que vê em secreto) das Escrituras não é o deus “agnósticus” (que não pode ser conhecido) do secularismo.

Deus se deu a conhecer por meio da revelação que faz de si mesmo de forma geral na criação, pois os céus proclamam a sua glória e as suas obras (Salmo 19.1) como também de forma especial e específica nas Escrituras (2 Pe 1.20,21; 2 Tm 3.14-16) e plenamente em Jesus Cristo, que é a expressão exata de seu ser (Cl 1.15,19; Hb 1.3). Nunca pertenceu ao homem a prerrogativa de escolher como e quando conhecer a Deus Ele simplesmente veio e vem a nós para revelar-se. Só pode conhecer o Pai aquele que o Pai deixar conhecê-lo e aquele a quem o Filho o quiser revelar (Mt 11.27; Lc 10.22).

Não cabe aos cristãos defender um conhecimento privativo de Deus e nem aceitar o conceito secularizado de uma religião privada, particular e sem expressão pública. Deus se revelou para que fosse conhecido e adorado por todas as nações que precisam conhecê-lo (Sl 100.1). A adoração ao seu nome é tanto particular quanto pública, aberta ao conhecimento de todos que precisam de sua graça e receber o seu convite para nos libertar de todos os tipos de escravidão, inclusive a escravidão de nossas consciências; seja por meio da intimidação das armas ou da ridicularização impressa de nossas crenças!


Com amor, Pr. Hélio.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O Uso da Sarça Como Símbolo da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB)

O Uso da Sarça Como Símbolo da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB)

O artigo da Wikipedia sobre a sarça ardente ("Burning bush") informa que ela se tornou um símbolo popular entre as igrejas reformadas desde que foi pela primeira vez adotada pelo huguenotes em 1583, em seu 12º sínodo nacional, na França. O lema então adotado, "Flagor non consumor" ("Sou queimado, mas não consumido") sugere que o símbolo foi entendido como uma referência à igreja sofredora que ainda assim sobrevive. Todavia, visto que o fogo é um sinal da presença de Deus, aquele que é um fogo consumidor (Hb 12.29), esse milagre parece apontar para um milagre maior: o Deus gracioso está com o seu povo da aliança e assim ele não é consumido. O atual símbolo da Igreja Reformada da França é a sarça ardente com a cruz huguenote.
A sarça ardente também é o símbolo da IP da Escócia (desde os anos 1690, com o lema "Nec tamen consumebatur" - E não se consumia), da IP da Irlanda (com o lema "Ardens sed virens" - Queimando mas florescendo), da IP do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia, de Taiwan, de Singapura, da Malásia, da IPB e das Igrejas Cristãs Reformadas da Holanda.


http://en.wikipedia.org/wiki/Burning_bush. Acesso em 21/11/2014.





Antiga Sarça da IPB








 Sarça da IPB entre 1950 e 1998.







Sarça da IPB utilizada de 1998 a 2014.







Sarça adotada a partir de Julho de 2014 pela IPB.

Loterias e Jogos de Azar


Jogos de Azar e Loterias

 Vocês viram o valor da Mega-Sena da virada? Muitos cristãos têm dúvidas sobre a licitude de se jogar nas loterias, Sena e Mega-Sena. A promessa do ganho fácil de quantias astronômicas move um mercado sempre próspero. Entretanto, Jogos de azar e Loterias são lícitos diante de Deus? Provérbios tem um versículo onde é dito que os bens que facilmente se ganham facilmente se perdem (Pv 13.11). A instrução bíblica é a da valorização do trabalho frugal pela obediência ao mandato cultural (Cuidar da terra). Tem um livreto de Toni Evans: Loteria e Jogos de Azar que vale a pena ler. É da Editora Vida, 1997.

Segundo Evans, Deus não é contra a riqueza em si (Dt 8.18), mas como você adquire a riqueza é importante para Ele (1 Tm 6.17). Deus encoraja a tomada de posição de risco ou investimento (Mt 25.14-30) pois o servo negligente será castigado. A seguir, Evans apresenta 10 princípios sobre o assunto:

1. A questão da ambição ou cobiça. Qual a motivação para jogar?

2. A questão da confiança. Você aposta porque não confia na provisão divina? Mt 6.19-21.

3. A questão da produtividade. Você joga porque não quer trabalhar? Ef 4.28.

4. A questão da sabedoria. O risco do jogo é assumido de forma planejada e inteligente ou apenas por pura insensatez motivada por impulso ou cobiça?

5. A questão do vício. Você domina o jogo ou o jogo te domina? 1 Co 6.12.

6. A questão da exploração. Seu envolvimento com o jogo requer que alguém seja usado, manipulado e perca para você ganhar? Am 4.1,2; Is 3.14; Zc 7.8-10. Nas loterias muitos têm de perder para um ou alguns poderem ganhar uma parte do montante. A maior parte é retida pelos organizadores. A manipulação se dá no incentivo à cobiça pela promessa do ganho fácil mediante um investimento irrisório.

7. A questão da Sociedade. O jogo beneficiará a muitos. Ninguém vive para si mesmo (Rm 14.7).

8. A questão do efeito espiritual. Na Bíblia dinheiro também é um assunto espiritual e todos os cristãos são mordomos de Deus.

9. A questão do legítimo divertimento. Qual o divertimento se você não ganhar a aposta? Qual o divertimento no desperdício de dinheiro de forma fútil? Muitos que nunca ganharam nas loterias amargam seus prejuízos contabilizados ao longo dos anos e das esperanças de enriquecimento fácil e rápido frustradas nos jogos e por eles.

10. A questão da boa mordomia. O jogo é uma boa mordomia? Mordomia é a gerencia dos bens de outro. Tudo o que temos recebemos de Deus e administramos para a sua glória. Perder dinheiro na loteria é boa mordomia dos bens de Deus?

            Quando Deus criou o homem, o incumbiu de trabalhar e cuidar do seu jardim. Os cristãos sempre deveriam manter-se dentro da dinâmica do mandato cultural divino e não se envolverem com práticas que se sustentam mediante a exploração e manipulação do próximo, pois isso não é justo.
Com amor, Rev. Hélio.


15 = 2 Coríntios 9 - A Contribuição Pela Graça


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
15 = 2 Coríntios 9 – A Contribuição Pela Graça.  26/11/2014.
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2014
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair B. Machado.
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Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.203-219.
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No capítulo anterior Paulo apresentou os princípios que devem reger a contribuição para ofertas cristãs. Agora ele ensina a respeito da aplicação prática desses mesmos princípios:

  1.     A nossa contribuição estimula outras pessoas (v.1-5).
   a)    Nosso engajamento pessoal na obra de Deus estimula a outros (v.1,2).

   b)    Disposição e ação precisam caminhar juntas (v.3,4).
A disposição precisa ser acompanhada pela ação para ter valor, não somos o que prometemos, mas o que fazemos.

   c)     A contribuição precisa ser metódica (v.5).
Em 1 Coríntios 16.1 Paulo já havia ensinado à igreja de Corinto que a oferta precisa ser periódica (“no primeiro dia da semana”), pessoal (cada um de vós), previdente (“ponha de parte”),  proporcional (“conforme a sua prosperidade”) e fiel (“e vá ajuntando para que não façam coletas quando eu for”). Se as necessidades são constantes, nossa contribuição não pode ser esporádica.

   d)    A contribuição precisa ser generosa (v.5).
Só existem três filosofias de vida quanto a dinheiro: Avareza (o que é meu é meu, e o que é seu deve ser meu também), indiferença (o que é meu é meu, o que é seu é seu) e generosidade (Se o que é seu é muito pouco ou quase nada, eu posso lhe dar do que é meu).

   2.     A nossa contribuição abençoa a nós mesmos (v.6-11).
   a)     O princípio da proporção – pouco e muito. A semente que se multiplica não é a que comemos, mas a que semeamos (leia: Pv 11.24,25; 19.27; 22.9; 28.27; Lc 6.38).

   b)    O princípio da motivação – segundo tiver proposto no coração.
®   A oferta não deve ser uma obrigação imposta, mas uma ação voluntária.
®   A oferta não deve ser dada com tristeza, mas com alegria. Deus ama quem dá com alegria.

   c)     O princípio da distribuição – toda graça... em tudo... toda boa obra. Deus nos abençoa para sermos abençoadores.

   d)    O princípio da provisão – Deus dá semente ao que semeia.

   3.     A nossa contribuição abençoa outros (v.12).
   a)     Supre necessidades materiais de irmãos mais carentes. A igreja é uma família onde nenhuma pessoa deveria passar necessidade. Assistência aqui no texto é “litourgia” – um serviço religioso prestado a Deus como um ato de culto a ele.

   b)    Promove gratidão a Deus no coração dos assistidos (v.12b).

   4.     A nossa contribuição glorifica a deus (v.13).
   a)    Quando a doutrina que cremos se transforma em ação Deus é glorificado.

   b)    Quando o amor deixa de ser apenas palavras, Deus é glorificado.

   5.     A nossa contribuição produz intercessão afetuosa a nosso favor (v.14).
   a)    Intercessão por nós (v.14a).

   b)    Reconhecimento da graça de Deus em nós (v.14b).

Aplicações:
   1.     Escolher fazer o certo do jeito certo sempre fará de nós bons exemplos e estímulos para os demais irmãos.

   2.     Precisamos estar convictos de que no final  das contas as nossas boas ações abençoarão a nós mesmos mais que aos outros.

   3.     Podemos tanto entristecer quanto glorificar a Deus com o dinheiro que nos concedeu para administrar. É uma escolha que fazemos ser generosos e abençoadores. É uma escolha que fazemos ser mesquinhos e avarentos.


   4.     É um equívoco secular acreditar que investimento material só nos devolverá bênçãos materiais. Não é assim na contabilidade de Deus. Sua riqueza em nos abençoar é multiforme e igualmente maravilhosas.

14 = 2 Coríntios 8 - Uma Filosofia Bíblica Acerca da Contribuição Cristã


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
14 = 2 Coríntios 8 – Uma Filosofia Bíblica Acerca da Contribuição Cristã.    19/11/2014.
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2014
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair B. Machado.
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Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.185-201.
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Paulo está levantando uma oferta em favor dos pobres de Jerusalém (At 11.29,30). No governo de Cláudio houve uma grande seca mundial. No ano 52 dC Cláudio expulsou todos os judeus de Roma em função de uma revolta em torno de um homem chamado “Chrestos”.
Quando se fala em dinheiro na igreja precisamos evitar dois extremos: Ocultar o tema e desvirtuar o tema por motivos interesseiros. O mundo leva em conta o dinheiro e sua quantidade; Cristo leva em conta homem e seus motivos.
         Aqui temos princípios bíblicos que devem reger a contribuição cristã:

   1.     A contribuição cristã é uma graça concedida à igreja (v.1).
   ®   Contribuir é um ato de graça.
   ®   A palavra graça é usada 6x no texto (v1,4,6,9,19 e 9.4).

   2.     A contribuição cristã é paradoxal em sua ação (v.2).
   ®   Tribulação x alegria.
   ®   Profunda pobreza x grande riqueza.

   3.     A contribuição cristã é transcendente em sua oferta (v.3-5).
   ®   Dois exemplos apresentados: Os macedônios (v. 3-5) e Cristo (v. 9).
A contribuição dos macedônios é transcendente em 3 aspectos:
1º) Na disposião voluntária de dar além do esperado.
2º) Na disposição de dar mesmo quando não é solicitado.
         Três palavras importantes juntas: graça (xaris) – participação (koinonia) – (diaconia) assistência. A contribuição financeira foi entendida como ministério cristão.
3º) Na disposição de dar a própria vida e não apenas dinheiro.
John Elliot (mártir entre os aucas do Equador em 1954) – Não é tolo o que larga o que não pode segurar para ganhar o que não pode perder”.

   4.     A contribuição cristã é progressiva em sua prática (v. 6,7,10,11).
   ®   Um bom começo não é garantia de progresso na contribuição (v.6).
  ®   Progresso em outras áreas da vida cristã não é garantia de progresso na generosidade (v.7).
   ®   Não se assiste os necessitados com boas intenções (v.10).

   5.     A contribuição cristã não é resultado da pressão dos homens, mas do exemplo de Cristo (v.8,9).
   ®   A contribuição deve ser motivada pelo amor ao próximo.
   ®   A contribuição é resultado do exemplo de Cristo.

   6.     A contribuição cristã é proporcional na sua expressão (v.12-15).
   ®   A contribuição proporcional deve ser vista como um privilégio e não como um peso.
   ®   A contribuição proporcional promove a igualdade e não o desequilíbrio

   7.     A contribuição cristã é marcada por honestidade em sua administração (v.16-24).
   ®   Fidelidade ao propósito prometido – v.19.
   ®   O propósito da contribuição é a glória de Cristo – v.19.
   ®   Cuidado em evitar acusações em face da oferta levantada – v.20. Paulo não lida com o dinheiro sozinho, mas acompanhado por Tito (v.16,17) e por mais dois irmãos conceituados na igreja (v.18,22,23).
   ®   Procedimento honesto perante Deus e os homens – v.21.
   ®   Valorização da equipe por meio de elogios e estímulos – v.16-18,22-24). Eele elogia pessoas individualmente, especialmente os que se envolveram com o levantamento da oferta e à igreja (v.24). É preciso ver e valorizar o lado positivo das coisas e das pessoas.

Aplicações:
   1.     Conhecer a graça e entender a graça de contribuir.
   2.     Agradecer a Deus o privilégio de contribuir e desejar fazê-lo para a sua glória somente.
   3.     Contribuir com lisura e com honestidade.
   4.     Planejar a contribuição da família e com a família.

   5.     Praticar a generosidade voluntariamente.
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