O Bom pastor e seus comentários

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terça-feira, 9 de julho de 2019

Estudo 19 = Um Fim Para o Medo

Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Estudos de Quarta-Feira – 1º Semestre/2019
O DEUS QUE NOS GUIA E GUARDA - James I. Packer - Ed. Vida Nova

Rev. Hélio O. Silva - 19/06/2019



ESTUDO 19 = Um Fim Para o Medo (p. 333 a 342)



Introdução

          Alguém disse certa vez que o alfabeto de Deus tem uma ordem diferente do nosso: O nosso é ABCD; o de Deus é OBDC. “Noventa e cinco por cento de conhecer a vontade de Deus consiste em estar preparado para obedecê-lo, antes mesmo de você saber qual é” (Donald Grey Barnhouse).

A fonte de nossos medos quanto à vontade de Deus tem duas causas básicas: (1) Falha em apreciar a grandeza da graça de Deus e (2) cair em superstições sobre o modo como a direção de Deus é dada.

Recapitulando os três ensinos fundamentais dessa série de estudos:
1ª) A direção de Deus é parte da promessa pactual de cuidar de seus filhos adotivos e guardá-los da insensatez do pecado e da malícia de Satanás. Se nos desviarmos do caminho, tomando decisões equivocadas, O Senhor, nosso pastor, tomará as medidas necessárias para nos restaurar e nos reconduzir no caminho até o fim.

2ª) Deus nos guia por meio das Escrituras, do exercício da sabedoria, do conselho dos outros, pelos ideais inspirados nos exemplos de outros e pelo modelo que Cristo é para nós em todas as suas ações.

3ª) A paz no coração advinda da escolha da melhor opção, é a forma usual de Deus confirmar sua vontade. Essa paz não é um sinal especial de aprovação divina, mas a sensação de que a busca terminou e entramos em uma nova etapa do andar cotidiano com Deus.

          Deus nos guia pela Sua Palavra, nunca por superstições construídas em torno de interpretações equivocadas dela!

1.    O Deus fiel
A fidelidade de Deus é clara na forma como a revelação é disposta nas Escrituras. Elas narram a “Grande História” da redenção, cujo propósito divina é a revelação da glória de Deus e da redenção mesclada com narrativas, exortações, admoestações e respostas dirigidas por Deus aos seus remidos, que muitas vezes se mostram incrédulos, hesitantes e inseguros quanto ao privilégio gracioso de conhecer e andar com Deus. Para eles Deus se revela como o bom pastor que os guia e guarda (Sl 23; Jo 10).

No Antigo Testamento, essa fidelidade divina é claramente colocada diante de nossos olhos de três formas: 1ª) a realidade tremenda da miraculosa libertação divina para o seu povo; 2ª) A realidade tremenda das desconfianças de Israel em relação a Deus (queixas, reclamações, desobediências etc); 3ª) a demonstração tremenda da fidelidade de Deus ao seu propósito e suas promessas. A despeito das falhas do povo, Deus não falha, nunca quebra a sua aliança conosco, por isso, “nada te faltou!” (Dt 2.7). E no Novo Testamento é a mesma coisa, Ele é o pastor que procura as suas ovelhas até encontrá-las e leva-las de volta para casa, assim como é Pai que espera o retorno de filho para casa (Lc 15). Se Ele o faz com pecadores perdidos e com filhos rebeldes, por que temeríamos que não faria com aqueles que procuram diligentemente fazer a sua vontade?

2.    Oração repleta de fé
A oração desempenha um papel muito importante na busca da direção divina. O ingrediente básico da oração é nossa necessidade diante do Deus que pode atender. 

As orações dos salmos principalmente e a oração do Pai-Nosso, são modelos bíblicos de como devemos nos aproximar de Deus. Elas colocam a glorificação do nome divino em primeiro lugar e acima de tudo; depois nos mostram que devemos pedir a nossa libertação de nossos pecados pessoais na confissão, concordando com Deus a respeito de nossa insensatez, orgulho e teimosia que pervertem sua Palavra nos nossos corações. Então é que intercedemos por pedidos pessoais e pelos outros.

O Salmo 23 é um testemunho claro de como Deus nos concede a sua direção e proteção pelo caminho. Não é uma reza ou mantra que abre os nossos caminhos, mas é o testemunho de que não fazemos a jornada sozinhos, e o nosso guia sabe o que está fazendo ao nos guiar e guardar pelo caminho!

Conclusão
Vamos terminar essa série de estudos lendo o Salmo 25.4,5,8-10,12,15.

Motivos de oração
1.    Ore para ser atento à direção divina e que Ele promova a paz em seu espírito.

2.    Ore para que a Palavra habite ricamente o seu  coração, capacitando-o(a) para receber a orientação divina pela Palavra, irmãos e pelo Espírito de Deus.

3.    Ore para ser instrumento da direção divina na vida de outros.

4.    Ore pelo despertamento da Igreja na busca e no compromisso com a direção divina em sua vida e jornada cristã.

Efésios 6.4 = A Disciplina Positiva e a Disciplina do Senhor



A Disciplina Positiva e a Disciplina do Senhor



“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.1,4)



          Disciplina Positiva baseia-se no conceito de que disciplina pode ser ensinada com firmeza e gentileza ao mesmo tempo, sem punição, castigo ou recompensa. Esta filosofia apresenta o caminho do meio entre o autoritarismo e a permissividade.”[1] A educação moderna rejeita a sabedoria das Escrituras (que recomenda castigos físicos, quando necessário). Precisamos compreender sensatamente que a aprovação de castigos físicos não significa aprovação de agressão, opressão ou humilhação, mas uma demonstração clara da força da autoridade para evitar a dor diante das consequências do pecado. 


O filho está debaixo da autoridade dos pais e lhes deve obediência. Essa obediência é justificada pelo mandamento de Deus e pela justiça. Deus também prometeu abençoar os filhos que honrassem a seus pais. Há dois ensinamentos claros nesse texto sobre o significado de “educar os filhos na disciplina do Senhor”:


(1) NÃO PROVOCAR NOSSOS FILHOS À IRA. Quando é que provocamos nossos filhos à ira? (1) Exigir mais do que podem fazer. (2) Brigar com eles na frente dos outros. (3) Não reconhecer o seu trabalho quando bem feito. (4) Compará-los com outros, diminuindo-os. (5) Não os deixar escolher, mas escolher sempre por eles. (6) Desconsiderar as suas opiniões.


   (2) EDUCÁ-LOS NOS PRINCÍPIOS DE DEUS. Ensinar é aplicar a disciplina. A disciplina é positiva no ensinamento e discipulado dos filhos dentro de casa e negativa na aplicação de castigos. O ensino acerca do que é certo e do que se espera precisa vir sempre antes e após o castigo para surtir efeito duradouro. Instruir de como fazer certo e cumprir o discipulado da criança evita o castigo.


Para crianças, os métodos da disciplina negativa incluem a admoestação e a “vara” (Pv.13.24; 22.15; 23.13,14; 29.15). Admoestar é trazer à memória da criança o que é certo por meio da repreensão firme a fim de  abandonar o que é errado. A Admoestação pressupõe a aplicação de ensino prévio. Não se admoesta sem se ter a consciência de como deveria ter sido feito.


a Bíblia nos diz como usar a vara, a fim de que não haja violência ou agressão, mas apenas disciplina educativa. “Tu a fustigarás com a vara...”. Fustigar é bater com uma vara fina de forma a doer, mas não machucar. Mesmo assim, a vara só deve ser usada em casos de desobediência deliberada, da rebeldia e da teimosia. Atos de irresponsabilidade e falta de destreza devem ser tratados de outra maneira.


Com amor, Pr. Helio.



[1] http://www.disciplinapositiva.com.br/novosite/index.php/sobre/o-que-e-disciplina-positiva. Acesso em 09/07/2019.
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