O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sexta-feira, 17 de maio de 2013

13 = Superando Obstáculos (Filipenses 1.9-11) - 1ª Parte



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Sem. Adair B. Machado e Presb. Abimael A. Lima.
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13 = Superando Obstáculos (Filipenses 1.9-11).   1ª parte        25/04/2013.
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p.127 a 137.
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Introdução:
Alguns irmãos são dotados com um ministério especial de oração.
®   A irmã de William Carey – mesmo acamada orava por seu irmão todos os dias.
®   George Müller fundador de alguns orfanatos em Bristol.
®   John Hyde – Missionário na região norte da Índia (Punjab).
Não podemos justificar nossa relativa falta de oração dizendo que aqueles que são especialmente efetivos são mais dotados que nós (p.127). Onde quer que estivermos em nosso caminho da maturidade cristã, poderíamos estar melhor, muito melhor do que estamos. Não poucas vezes nos encontramos perigosamente murchos, porque nosso conhecimento de Deus é insignificante e nossas orações refletem isso.
A oração de Paulo pelos filipenses é singular em nos ajudar a vencer nossas desculpas para não orar.


1.     PAULO ORA PELO QUE É EXCELENTE.

a)    Um amor constantemente crescente para aprovar  o que é melhor (v.9).
®   O amor pelo qual Paulo ora não é um fim em si mesmo, mas um meio para alcançar um fim, que é a aprovação daquilo que é melhor, excelente.
®   Sua oração fala da morte da mediocridade, da presunção da auto-satisfação e do contentamento com as nossas próprias desculpas.
®   O amor deve crescer nesse caminho para provar o que é melhor pela experiência e não pelo mero estudo teórico.

b)    O que são as “coisas excelentes”?
Há três indícios:
1º) Para experimentar o que é melhor, o amor deverá crescer em conhecimento e percepção.
®   Um conhecimento que precisa ser “pleno” e uma percepção que precisa ser “total”.
®   O amor não deve apenas aumentar continuamente, mas deve fazê-lo nessas características, porque o oposto delas seria ignorância e insensibilidade, estupidez e artificialidade, sentimentalismo barato e nostalgia míope.
®   Este amor deve ser perspicaz; conhecimento e percepção são os seus limites; ele deve crescer dentro deles.
®   O amor acompanhado de conhecimento é a expressão do evangelho: sadio na instrução e completo na experiência.
®   “Toda percepção” significa “percepção ampla” e não completa, o que quer dizer uma percepção moral experimentada e vivida.
®   Conhecimento e discernimento sem o amor pode degenerar-se em autoritarismo e arrogância, mas amor sem ambos pode degenerar-se em sentimentalismo como uma paródia de si mesmo.
®   Conhecimento e percepção asseguram ao amor pureza e valor. Por isso deve crescer cada vez mais nessas características.
®   Se o amor não crescer assim, não conseguirá discernir o que é o melhor.

2º) As traduções da expressão “o que é melhor”:
®   Ela pode significar: “as coisas que são diferentes”, “superiores”, “excelentes”, “as coisas que realmente importam”.
®   A expressão indica que “aprovar” é fazer um teste.
®   É mais do que diferenciar entre o certo e o errado de forma simples, é saber o que as diferenciam na sua essência. O que é que torna o que é certo “certo” e o que é errado, “errado”.

3º) Esse crescimento acontece e se desenvolve no caminho crescente do discipulado cristão.
®   Em 3.12-14 Paulo exemplifica sua postura de mover em direção ao que é excelente pela santificação sob a ação do poder de Deus.
®   As “coisas excelentes” são os elementos característicos do discipulado cristão maduro (p.132).
®   Esse crescimento constante resulta num conhecimento crescente de Cristo (Fp 3.10).
®   O discernimento das coisas excelentes não resulta de uma diferenciação mecânica do certo e errado, mas das escolhas delicadas que refletem todo o sistema de valores e prioridades de uma pessoa.
®   Orar por isso é desejar que os crentes sejam profundamente cristãos, pois de outra forma não poderiam experimentá-las.

Alguns exemplos práticos:
®   A que ponto a administração de nosso tempo está comprometida com o evangelho?
®   Por quais critérios escolhemos nossas leituras?
®   Como são nossos relacionamentos interpessoais?
®   E a oração pessoal e em grupo?
®   Você lê as escrituras regularmente a fim de aumentar o seu conhecimento de Deus?
®   Como você decide o que fazer com o seu dinheiro?
É um fato que por trás de todas essas questões e as respostas que damos a elas, existem opções. Essas perguntas não visam aumentar nosso sentimento de culpa, mas nos incitar ao discernimento e à conseqüente ação.
Também não é uma questão puramente legalista de saber o que fazer e obedecer,mas discernir o senhorio de Cristo e agir em obediência a ele.
A busca pelo que é melhor jamais poderá ser empreendida sem um apelo constante ao padrão da graciosa revelação de Deus em Cristo e nas escrituras.
Paulo não consegue se satisfazer com o status quo, uma vez que somos destinados à perfeição quando Cristo voltar, devemos desde já nos colocar em direção a ela! Não de forma apática em nossas orações, porque quanto mais frutíferos formos, mais experiência das coisas excelentes teremos e mais compartilharemos isso com os outros.

Aplicações:
®   Uma palavra aos pastores:
Se você deseja esse amor crescente à sua congregação precisa ponderar sobre sua experiência pessoal de oração.
         Os pastores sabem de seu ministério da palavra e da oração, mas as pressões de outras atividades acabam por moldar nossa agenda e valores.
1.     Um trabalho pastoral diversificado concorre com o tempo dedicado à oração.
2.     Muitos pastores estão confusos quanto à sua identidade ministerial, e por isso se dedicam a atividades alheias ao ministério, cedendo a pressões ou desviando-se da verdade.
3.     Desanimados e infrutíferos. A falta de frutos, o peso da tradição eclesiástica e as pressões de modismos teológicos passageiros somados à passagem dos anos têm afogado o fervor de muitos.
4.     Ativismo sem fim. Muitos criam o que fazer por terem prioridades falsas e interesses próprios.
Isso tudo corrói nossos valores e desviam nossos objetivos e corrompem nossos horários. A forma de corrigir isso é recuperarmos nossas prioridades bíblicas; delegar tarefas e cancelar compromissos menores. Orar é mais importante que todos os itens de uma agenda diversificada, porque Deus está mais interessado na fidelidade que nas estatísticas de nosso ministério!

®     Uma palavra aos cristãos.
É claro que a exortação de Paulo não é dirigida somente aos pastores, mas a todos os cristãos. Cada cristão deve se perguntar se tem orado pelas coisas excelentes e se as tem buscado. Cada cristão deve interceder para que o seu amor cresça continuamente e o amor dos irmãos da igreja também.
Precisamos muito discernir e distinguir biblicamente entre o que é admissível e o que é excelente; entre o aceitável e o melhor, testando-os e experimentando-os em nossas próprias vidas.
Nós oramos assim por nossa igreja?

sexta-feira, 3 de maio de 2013

12 = Pretextos Para Não Orar - 2ª Parte.



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
Grupo de Estudo do Centro – Fev a Jun/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Sem. Adair Machado e Presb. Abimael A. Lima
12.  Pretextos para não orar  (2ª. Parte) – 17/04/2013 - (Sem Adair).
Um Chamado à Reforma Espiritual - D. A. Carson -  Pg. 123 a 126.
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Introdução:

Na semana passada, quando estudamos a primeira parte deste tema, trabalhamos três aspectos, a saber: Estou ocupado demais para orar; Sinto-me espiritualmente esgotado demais para orar e Não sinto necessidade de orar.  Hoje estudaremos os três restantes, bem como algumas reflexões concernentes a eles.

4. Estou amargo demais para orar
O mundo em que vivemos está cheio de injustiça e de falta de integridade. Aceitamos isto cientes de que este mundo é caído, todavia, quando estas duas coisas são dirigidas a nós, deixamos a filosofia de lado e, eventualmente, passamos a nutrir um espírito de vingança, ou no mínimo de amargura e maldade. Nossas orações então se tornam falatórios repetitivos e por fim esse pecado paralisa nossas orações. O próximo passo é mergulharmos na autopiedade e no ressentimento excluindo definitivamente a verdadeira oração. É difícil orar com compaixão e zelo por alguém por quem preferimos guardar rancor.

Qual é a resposta divina? Tenhamos em conta o ensino de Jesus em Mt 6.14,15 e Mc 11.25. A ideia não é tanto perdoarmos os outros para merecermos o perdão do Pai, mas, sim, demonstrarmos que realmente queremos o perdão do Pai. Através desta aproximação ao Pai, comunicamos que o nosso arrependimento é genuíno e nosso quebrantamento é real. Devemos ter sempre em mente que somos pecadores, portanto, carentes do perdão divino, e se não perdoamos os nossos semelhantes, não passamos de hipócritas. Paulo nos exorta em Ef 4.31,32 da seguinte maneira: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou”. Ao recordarmos a obra de Cristo na cruz a fim de nos perdoar e assumir nossa culpa, que direito temos de negar o perdão? Devemos levar nossa amargura e lançá-la aos pés da cruz, retornando o mais rápido possível a uma vida de comunhão mediada por sinceras orações, ao único que efetivamente nos pode perdoar e instruir-nos a perdoar nossos semelhantes.

5.Estou envergonhado demais para orar
            Adão e sua mulher intencionalmente desobedeceram à ordem divina e ao terem seus olhos abertos e se descobrirem nus, procuraram envergonhados esconderem-se de Deus (Gn 3.8). A vergonha nos leva a nos escondermos de Deus, atrás de gracejos dissimuladores e desonestos; a vergonha conduz-nos a fuga e ao escapismo, e engendrando a paralisação da vida de oração.
            
          Qual é a resposta de Deus? Deus procurou Adão e sua mulher e lidou com o pecado deles. De qualquer maneira, não nos é possível ocultarmo-nos de Deus, segundo Pv 5.21 nos diz: “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas”.
A carta aos Hebreus nos assegura que é inútil fugir da presença de Deus (Hb 4.13). A vergonha dificilmente é uma base adequada para desculpar nossa falta de oração, pelo contrário, deve ser o aguilhão que nos leve de volta ao único que nos pode perdoar e nos absolver completamente. Deus ao aceitar o nosso arrependimento nos devolve a liberdade de consciência, ousadia na oração e crescimento no conhecimento dEle.

6. Estou satisfeito demais para orar
            Muitos de nós queremos ter o bastante de Cristo para sermos identificados com Ele, mas não o suficiente para sermos incomodados; agarramo-nos fortemente à ortodoxia cristã, mas não queremos um estudo bíblico sério; valorizamos a honradez moral, entretanto, não nos engajamos numa luta contra as corrupções interiores; afligimos-nos com a qualidade e correção do sermão do pregador, todavia não nos preocupamos muito com a qualidade da nossa própria vida de oração. Contentamo-nos com a mediocridade.
            
           Qual é a resposta de Deus? Tiago, o meio irmão de Cristo, nos afirma que Deus, nestas condições nos vê como infiéis, pois, enquanto mantemos nominalmente um relacionamento com Deus, efetivamente temos um relacionamento com o mundo (Tg 4.4). A resposta divina não deixa dúvidas quanto ao que ele espera de nós: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.  Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará (Tg 4.7-10)”.
Quantas vezes todos nós devemos aplicar as palavras desta triste verdade às nossas vidas?

Questões para revisão e reflexão

a) Que pretextos, com exceção dos mencionados neste capítulo, são usados de vez em quando para justificar a falta de oração? Analise-os sob uma perspectiva bíblica.

b) Você já apelou para alguma desculpa justificando a sua própria falta de oração? Quais delas? Elas são boas?

c) Deus nos aceita com base no nosso desejo ou não de orar? Se não, com base em que ele nos aceita? Como isso deve influenciar a prioridade que determinamos para a oração?

Aplicações
1) Examinemos estes seis pretextos que impedem e interrompem nossa vida de oração. É notável a percepção das nossas falhas em cada um deles. Voltemo-nos para Deus, reconheçamos nossas falhas e busquemos a doce presença do Espírito Santo guiando e conduzindo-nos aos pés do Pai. Se quando lemos as Escrituras Deus fala conosco, quando oramos, somos nós que falamos com Deus. Desenvolvamos, pois, disciplina para nos colocarmos diante do Pai em oração constante, perseverante e ajustada à vontade de Deus.

2) Confiemos ao Pai nossas angústias e aflições. Ele conhece nossas reais necessidades e graciosamente tudo fará para o nosso bem. Tenhamos a certeza de que todas as nossas súplicas serão respondidas segundo o desígnio dEle, e não de acordo com a nossa vontade. Rendamo-nos, pois, submissos à Sua soberana vontade. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

11 = Pretextos Para Não Orar (1ª parte)



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
Grupo de Estudo do Centro – Fev a Jun/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Sem. Adair  Machado e Presb. Abimael A. Lima
11.  Pretextos para não orar  - Pg . 115 a 126 – 10/04/2013 - (Sem Adair) _____________________________________________________________________________________
  
Introdução:

Agora é o momento de fazer uma pausa para refletir sobre as desculpas que normalmente usamos na tentativa de justificar a nossa falta de oração, e o que as Escrituras afirmam acerca dessas desculpas.

1. Estou ocupado demais para orar

Vivemos numa época apressada. Estamos cheios de compromissos e precisamos realizar o máximo que pudermos, tanto no trabalho quanto nos divertimentos. Quando paramos de nos apressar naquelas atividades, quedamo-nos diante da televisão e absorvemos o que é oferecido. Raramente tiramos tempo para pensar, meditar, inquirir e analisar; raríssimo é o tempo destinado à oração. Infelizmente o exemplo vem de cima. Muitos dos líderes cristãos estão entre os piores transgressores ao negligenciarem o seu chamado para o ministério da Palavra e oração por estarem muito ocupados. Suas agendas estão sobrecarregadas.

Qual é a resposta de Deus? A história de Marta e Maria (Lc 10.38-42) certamente nos diz muita coisa da percepção de Jesus a respeito das nossas ocupações. Marta tinha absoluta certeza das suas escolhas que chegou a impacientar-se com o Mestre por causa de sua irmã a ponto de dizer-Lhe o que fazer. Jesus, no entanto, dá-lhe uma resposta que até hoje nos confunde: “Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa: Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada (Lc 10.41,42)”.
Outro lugar que a Bíblia trata da oração é encontrado em 1 Co 7.4,5, onde Paulo trata de casamento e relações sexuais. Paulo exorta aos casados a não se desviarem de suas obrigações de satisfazer as necessidades sexuais um do outro, exceto sob três condições: (1) deve haver mútuo consentimento; (2) o propósito deve ser para se devotarem à oração, e (3) a suspensão deve ser temporária, definida de comum acordo, depois do qual as obrigações maritais devem ser retomadas. Isto mostra claramente o valor que Paulo dava à oração. Se você tem tarefas demais, exclua alguma coisa e busque estar face a face com Deus em oração.

2. Sinto-me espiritualmente esgotada demais para orar

Alguns separam tempo para orar e chegada a hora de fazê-lo, sentimos-nos desanimados, ou muito incrédulos, ou vazios – muito esgotados – para orar. Deixamos de orar e esperamos até nos sentirmos mais animados para então fazê-lo. Centenas de coisas podem precipitar o nosso desânimo e sequidão espiritual. Dormindo pouco, acabamos por nos tornar mais pessimistas; o stress pode estar cobrando sua taxa emocional; uma crítica mordaz pode ter-nos ferido, etc.
Duas pressuposições: (1) A aceitação da minha abordagem a Deus em oração deve estar ligada ao modo como eu me sinto. Lembremo-nos que a base da aproximação de qualquer cristão ao Pai celestial é a suficiência da obra intercessora de Cristo a nosso favor. Desprezamos a obra de Cristo na cruz quando agimos como se a utilidade ou aceitação das nossas orações dependessem dos nossos sentimentos. É preciso ter em mente que a única razão para Deus nos aceite é a graça que ele nos deu mediante a pessoa do seu Filho. (2) minha obrigação de orar é diminuída quando não me sinto disposto a fazê-lo. Não se deve atribuir ao humor ou aos sentimentos o direito de determinar o que devo ou não fazer. Isto é terrivelmente egoísta e significa que eu sou meu próprio deus. Paulo nos adverte em Rm 12.12, dizendo: “regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes”.

Qual é a resposta de Deus? Jesus nos conta duas parábolas: A da viúva insistente com o juiz iníquo (Lc 18.1-8). A questão levantada por Jesus aqui, não é se Deus responde ou não nossas orações, mas, se temos ou não fé para perseverar. Cristo finaliza a parábola perguntando inquiridoramente: “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra (18.8)”. A outra parábola é a do amigo importuno (Lc 11.5,6). Jesus extrai o princípio moral que queria ensinar: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á (11.9,10)”. A questão não é, mais uma vez, que Deus tenha de responder às orações. Em ambas as parábolas, há a suposição implícita de que Deus pode não responder imediatamente, que esperar faz parte de sua sabedoria, até mesmo resistir a nós, par que possamos exercitar nossa fé e procurá-lo com sinceridade.

3. Não sinto necessidade de orar.

Este é o mais enganoso dos pretextos que podemos evocar. O que acontece é o seguinte: apesar de abstratamente eu afirmar a importância da oração, trato-a como importante para a vida de outras pessoas que julgo fracas de espírito, que são mais necessitadas, menos competentes e menos produtivas. Ou, então, embora afirme a importância da oração na minha própria vida posso não sentir uma necessidade profunda de orar. Nestas condições damos início a uma rodada de falta de oração.

Qual é a resposta de Deus? Quando nos abrigamos sob as presunções acima deixamos de ouvir as Escrituras e Deus pode nos falar por meio da linguagem das tragédias. Deus deleita-se em manifestar-se ao contrito, humilde de coração e manso. Ao nos encontrar inchados a ponto de não necessitarmos dEle, sua bondade se manifesta ao baixar-nos a crista; deixar-nos na nossa exagerada autoestima seria um ato de julgamento.
A humildade nos é ensinada em diversas passagens das Escrituras, como relatado em Js 9 (o estratagema dos gibeonitas); derrotados pelo pecado de Acã, foram derrotados por Ai e ao se humilharem diante de Deus, voltaram e pelo poder e sabedoria de Deus, subjugaram-na (Js 7-8), entretanto, ao não tomarem o conselho de Deus foram engodados pelos gibeonitas que percebiam Israel como poder político crescente na região. Outro exemplo, Ezequias ao receber a notícia de que iria morrer, clamou a Deus por mais alguns anos de vida e Deus concedeu-lhe, entretanto, falhou fragorosamente num ponto: ao receber a embaixada babilônica, lisonjeado, mostrou-lhes seus tesouros, o que ensejou a decisão de Babilônia de saquear o reino, décadas mais tarde, conforme 2 Rs 20.1-19 e 2 Cr 32.31. Este é outro exemplo do que a autoconfiança pode nos levar a tropeçar.
Lembremos que não são os pecados grosseiros que nos impedem de orar. Caímos na maioria das vezes em pontos sutis. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

10 = O Conteúdo de Uma Oração Desafiadora (Colossenses 1.9-14) - 2ª parte



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
Grupo de Estudo do Centro – Fev a Jun/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Sem. Adair  Machado e Presb. Abimael A. Lima
10 = O Conteúdo de Uma Oração Desafiadora (Colossenses 1.9-14).   2 ª parte.                                                                                                                      27/03/2013 (Sem. Adair)
D. A. Carson - Um Chamado à Reforma Espiritual, p. 106 a 113.
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Introdução:
Na semana passada começamos a estudar as características da oração corajosa e desafiadora que Paulo fazia em prol da igreja de Colossos. Esta igreja não havia sido fundada por ele, por conseguinte ele sequer conhecia as pessoas de lá. Todavia, ele orava por eles incessantemente com um objetivo bem definido. Vejamos sua motivação e o caráter de suas petições em favor daquela igreja.

Lições sobre o conteúdo da oração (Cl 1.9-14)

1. Paulo pede a Deus uma única coisa: que os crentes sejam cheios do conhecimento da Sua vontade.
O que Paulo quer dizer com “conhecimento de Sua [Deus] vontade? Não há nada de errado eu suplicar a Deus por bênçãos pessoais (minha vocação/carreira/decisões iminentes/necessidades). Isto é correto, entretanto, se todas as minhas súplicas forem neste sentido, elas demonstram apenas o meu egocentrismo e, isto é enganoso, pois, seguramente esta não é a vontade de Deus.
O salmo 143.10 afirma que fazer vontade de Deus consiste em obedecê-lo.
Em Rm 12.2 Paulo exorta os romanos a renovarem as suas mentes para que possam experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, ou seja, descobrir pessoalmente e pela a experiência que os caminhos de Deus são melhores.
Aos efésios ele recomenda que “procurai compreender qual a vontade do Senhor (Ef 5.15-17).”
Dirigindo-se aos tessalonicenses, lembra-os de que “esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (1 Ts .4.3a)” e, ainda: “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo para convosco”. As Escrituras têm deixado bem clara a vontade de Deus para conosco. Nossa responsabilidade é cumpri-las.
A segunda parte do versículo: em toda a sabedoria e entendimento espiritual, supõe que a sabedoria e conhecimento espiritual constituem os meios pelos quais Deus nos enche (torna plenos) com a sua vontade. Esta sabedoria está relacionada com o saber viver, discernindo entre as coisas e com entendimento num nível mais espiritual.
Havia bons motivos para ele se preocupar com os colossenses. Ele sabia que eles flertavam com o pluralismo e com o sincretismo (os mesmos males de hoje) da sua época. Por isso ele procurava dar-lhes o suporte necessário para enfrentar as pressões culturais do mundanismo, com seus preceitos sutis e endêmicos que reduziam e relativizavam Cristo.
Atualmente temos visto a igreja decair de seu padrão de conhecimento bíblico e precisamos urgentemente retornar às práticas meditativa e reflexiva da Palavra de Deus (Dt 8.3), pois sem conhecimento bíblico, Deus não pode nos tornar plenos da Sua vontade, e a ignorância das Escrituras nos impede de conhecer-Lhe a vontade.

2. O propósito do pedido de Paulo é que os crentes possam ser completamente agradáveis ao Senhor Jesus.(1.10)
Finalidade da oração de Paulo: “a fim de viverdes de modo digno do Senhor”.
Paulo nesta oração exorta os colossenses a viverem em padrões superiores aos esperados pela igreja, em conformidade com o desejo de Cristo. Para a igreja atual, qual deve ser seu padrão de conduta. Quatro questões para meditarmos:
a) O que Jesus gostaria que eu fizesse? b) Que conversa ou conduta é digna dEle? c) Que conversa ou conduta devo evitar, porque isso O desonra? d) O que O agradaria mais? Certamente nossas condutas no trabalho, no uso do nosso tempo livre, nos nossos relacionamentos seriam afetadas caso respondêssemos com a disposição de agradarmos a Deus e não as nossas conveniências. O conhecimento da vontade de Deus não é um fim em si mesmo, mas sim para alcançar a maturidade cristã a fim de agradar a Cristo.

3. Paulo esboça o que é uma vida agradável ao Senhor – quatro características. (1.10b-14)
            a) Os cristãos produzem frutos em toda boa obra – isto varia de cristão para cristão, por isso, ele, Paulo, ora para que todos os cristãos possam transbordar de conhecimento e abundância de boas obras.

            b) Os cristãos crescem no conhecimento de Deus – quanto mais conhecemos a Deus mais digna será a nossa vida na presença dEle (Jo 7.17). Quanto mais o conhecemos, tanto mais o obedecemos e, isto nos leva a obedecê-Lo ainda mais, e a conhecê-Lo mais.

            c) Os cristãos são fortalecidos para demonstrar grande perseverança e paciência – em consequência desenvolvem resistência para superar as adversidades e opressões e ao mesmo tempo esperar com paciência. Estas características capacitam o crente a sobreviver com alegria frente à perseguição, triunfar em serenidade e contentamento quando insultado, a confiar na providência sábia e totalmente graciosa de Deus quando em sofrimento. Ao assim procedermos, agradamos a Cristo.

            d) Os cristãos agradecem alegremente ao Pai – Ações de graças também agradar a Cristo. A ausência de ações de graça pressupõe uma perda de perspectiva, visto que o Pai nos ...fez idôneos ... nos libertou do império das trevas e nos transportou ao reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados (1.12-14). Por causa dos sincretismo que rodeava os colossenses Paulo orou desta forma. Ele lembrou-lhes que Cristo é o Senhor do universo, posto que o criou e , também, Senhor da Igreja, uma vez que morreu por ela. Sua exuberância constrangia-os a crescerem no conhecimento de Deus e a frutificarem em toda boa obra.
Qual foi a última vez que você orou assim? O exemplo de Paulo sugere-nos que devíamos orar constantemente deste modo.

Aplicação:
1 Que tipo de ligação as ações de graças alegres e a perseverança fiel têm com a oração?
2 Você tem feito orações que o tornam agradável ao Senhor Jesus Cristo, mesmo a respeito de coisas concretas de sua vida pessoal pelas quais você deve orar? Pense neste objetivo.            

09 = O Conteúdo de Uma Oração Desafiadora (Colossenses 1.9-14) - 1ª parte



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
Grupo de Estudo do Centro – Fev a Jun/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Sem. Adair  Machado e Presb. Abimael A. Lima
09 = O Conteúdo de Uma Oração Desafiadora (Colossenses 1.9-14).   1 ª parte.  20/03/2013
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, p.97 a 102.

Introdução:
A Bíblia é a maior fonte moldadora de nossas orações bem como a sua maior fonte de autoridade espiritual.
O estudo da escrituras com a finalidade de fortalecer nossa vida de oração tem dois focos:
1. Geral e abrangente: Quanto mis aprendermos sobre Deus, seus caminhos  suas perspectivas, mais desenvolveremos nossa compreensão tanto da teologia quanto da própria oração. Isso porque nossas orações são baseadas e dirigidas por nossas crenças.
2. Limitado e vigoroso: O estudo das orações contidas na Bíblia nos ajudará a:
a) Identificar pelo que orar,
b) Como nos aproximarmos de Deus,
c) Os fundamentos corretos para as nossas petições. Quais as semelhanças e as diferenças entre as orações de Paulo e as nossas. A distanciação dos temas das nossas orações dos temas as orações de Paulo pode revelar tristemente os processos de paganização na nossa vida e no nosso pensamento.
         Por isso estudamos as orações de Paulo. As lições de Colossenses 1.9-12 ocorrem em três áreas:

1. Paulo ora por cristãos que nunca encontrou pessoalmente.

a)   A relação da igreja de Colossos com Paulo.
Paulo era o fundador das igrejas de Tessalônica e Filipos, mas não da igreja de Colossos. Ele nunca os tinha visitado e não os conhecia pessoalmente. Epafras era o fundador da igreja e possivelmente tinha sido instruído por Paulo em Éfeso (Cl 1.7; 4.12,13; At 19.1,8-10).
A igreja de Colossos foi acrescentada à sua lista de oração. Suas orações por eles são motivadas pelas noticias trazidas por outros irmãos a ele.

b)   A amplitude de nossas orações.
Até onde e por quem estamos dispostos a interceder? Qual a amplitude de nossa prática intercessora diante de Deus?
O alcance de nossas orações deve ultrapassar nosso seleto círculo de amigos e prioridades. Aprender a fazer isso é crucial para a expressão da comunhão da igreja e uma disciplina que alargará nossos horizontes, ampliando nosso ministério e serviço cristão ao próximo.

2. Paulo ora incesantemente.

a)   “Não cessamos de orar por vós”.
Aqui não temos nem um exagero místico de Paulo nem um abuso do uso da linguagem hiperbólica; mas a declaração de uma vida disciplinada de oração. Paulo separava horários reservados para oração (Rm 1.9,10). Paulo determinou a si mesmo interceder por Colossos.

b)   Coisas pelo que não devemos parar de orar.
Nós nos concentramos tanto na petição específica que os motivos gerais de oração permanecem negligenciados. Existem assuntos pelos quais devemos orar repetidamente. A oração é o meio estabelecido por Deus para nos apropriarmos das bênçãos que são nossas em Cristo. Como há bênçãos das quais necessitamos diariamente, devemos orar por elas da mesma maneira.
Essas observações de Paulo sobre a insistência na oração são-nos modelo para encorajar a persistência na oração.

3. PAULO LIGA ORAÇÕES DE AÇÕES DE GRAÇA COM ORAÇÕES DE PETIÇÃO.

a)   Petições relacionadas a ações de graças.
As bênçãos que Paulo agradece a Deus são as mesmas pelas quais pede. Isso implica em dizer que apesar de sermos inclinados a orar por pessoas e situações em necessidade, a prática comum deve ser orar por questões em andamento. Oramos mais quando as coisas vão mal, mas devíamos mesmo é orar sempre.
O resultado é perder de vista nossa gratidão. Quando oramos por mais sinais da graça e somos respondidos, então oramos para mais sinais da graça apareçam entre nós!
Boas notícias não deveriam inspirar apenas agradecimentos, mas também intercessão para que a graça continue operante no meio do povo de Deus. A preocupação de Paulo é que esses sinais da graça sejam protegidos e incrementados entre nós.

Revise e Reflita
1.    Nossas orações caminham na mesma direção das orações de Paulo?
2.    Nós realmente oramos por questões atuais?

Aplicação
1.    Precisamos aprender a educar nossas orações. A leitura sistemática e constante das escrituras nos ajuda a fazer isso.
2.    Diferenciar entre pessoas, situações e alvos espirituais.
3.    Vamos aprender a agradecer pelo que pedimos e a pedir pelo que agradecemos.
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