O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Instituto Presbiteriano de Educação (IPE) - 60 anos!



----------------------
O artigo foi editado a partir de uma entrevista feita comigo via email dois meses antes da publicação da revista. Parabéns ao IPE por 60 anos educando para Cristo!
Em 2012 traga seu filho para estudar no IPE!

11 = 2ª e 3ª Distinções = O Fundamento das Afeições Cristãs è a Excelência das Virtudes Divinas e Sua Santidade

http://pipg.org/index.cfm?p=wallpaper&d=4&i=14291

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
------------------------------------------------------------------------------------
Exposição 11 = 2ª e 3ª Distinções: O Fundamento das Afeições Cristãs é a excelência das Virtudes Divinas e Sua Santidade. 26/10/2011
[Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 125-139)]
------------------------------------------------------------------------------------
Introdução:
Três observações importantes:
1. Não estamos tentando identificar de forma absoluta a verdadeira e a falsa consagração.
2. Cristãos mundanos não podem esperar que os afetos da graça sejam reconhecidos neles ou por eles.
3. Aqueles que simulam os afetos da graça nunca se sentirão intimidados por regras sadias de conduta cristã, pois a sua presunção e a sua hipocrisia os cegam espiritualmente.

1ª Distinção: Os afetos espirituais verdadeiros são concedidos por Deus.
Exposição nº 10.

2ª Distinção: A Base Fundamental dos Afetos da Graça é a Excelência Transcendental e a Natureza Digna das Coisas Divinas.
O amor cristão é a fonte de todos os afetos da graça. A glória de Deus é o alvo do amor cristão e não o amor a si mesmo.

a) Alguns dizem que todo amor resulta do amor a si mesmo, mas isso é tentar amar a Deus por interesse próprio.
Estes nutrem uma espécie de gratidão natural baseada no erro comum de achar que Deus é apenas bondade e misericórdia e que jamais aplicará justiça contra nossos pecados. Esquecem que gratidão verdadeira é o afeto que se tem porque outro o amou ou o beneficiou de alguma forma que não se tem como pagar. O amor próprio gera um falso amor por Deus que ignora a queda no pecado como a atual condição humana. Sem convicção de pecado ignoramos o quanto o pecado é abominável para Deus e tentamos criar um deus que nos agrade.

b) Existem pessoas que são motivadas a amar a Deus por terem passado por desespero ou medo do inferno.
Sua motivação procede da sensação de segurança e conforto que julgam ter encontrado na benção do livramento e não no perdão dos seus pecados oferecido por Deus.

c) Os verdadeiros afetos começam com Deus.
Os verdadeiros afetos surgem quando se percebe que Deus é digno de amor por quem ele é e não quando se percebe que ele nos amou. Ele é amável primeiro e depois ele nos amou. Nós realmente amamos a Deus por sua bondade, mas há algo mais incluído, que é a percepção da sua glória. Logo, a verdadeira gratidão resulta do amor s Deus baseado em quem ele é.

Observando I Jo 4.19 conclui-se:
1º) O amor dos crentes por Deus é fruto do amor de Deus por eles. É dom de Deus.
2º) A obra da redenção é uma das principais formas da revelação do amor de Deus por nós (Rm 5.8).
3º) O amor de Deus por seus eleitos é uma evidência da sua perfeição moral e lhe dá glória.
A base da verdadeira alegria do cristão está em Deus e em sua perfeição, em Cristo e em sua beleza. Os falsos crentes se congratulam neles mesmos e de como experimentam as bênçãos de Deus. O foco no final é receber elogios e glória humana. Os falsos afetos falam muito de si mesmos, os verdadeiros falam de Deus o tempo todo. A glória de Deus é o elemento arrebatador que promove a santidade e o verdadeiro testemunho cristão.
Quando o centro de nossas afeições espirituais é Deus, a descoberta de si mesmo e do pecado levará à purificação dos afetos e não à sua destruição.

3ª Distinção: Os Afetos da Graça se baseiam no deleite pela beleza moral do Próprio Deus.
Isso quer dizer que a beleza e a doçura das virtudes morais divinas são a causa de toda a santidade na vida dos cristãos. As virtudes morais são seus atributos comunicáveis, ou seja. A perfeição moral de Deus diz respeito à sua justiça, verdade, fidelidade, bondade etc, que revelam para a sua santidade. A sua perfeição natural, são seus atributos incomunicáveis: Grandeza, poder, conhecimento, eternidade, onipresença, majestade dentre outros.

A santidade é o reflexo da excelência moral de alguém que inclui todas as suas virtudes boas. Essas virtudes manifestam a pureza de sua relação com Deus e com o próximo por amor a ele. Logo a base objetiva da nossa santidade é a santidade de Deus porque fomos criados à sua imagem e semelhança. Os santos amam as coisas divinas por causa da santidade que há nelas. Dizendo de outra forma, quem é nascido de Deus ama as coisas de Deus.

A beleza da santidade de Deus é mencionada constantemente nas escrituras (Sl 29.2; 96.9; 110.3). Os atributos de Deus são gloriosos por causa da santidade que há neles. Tudo o que Deus é e faz é santo. Sua majestade provoca em nós amor e não pavor porque ela é santa. A imutabilidade de Deus não é obstinação inflexível porque é santa. A beleza da santidade divina nos atrai para ele em adoração. Quem não enxerga a santidade dos atributos divinos, não conseguirá ver em Deus a glória de sua graça, bondade e misericórdia.

A beleza de toda a criação vem de sua santidade. Os anjos são santos (Dn 4.13,17,23; Mt 25.31, Ap 14.10). A religião cristã tem a sua beleza na santidade. A excelência da palavra de Deus está na sua santidade (Sl 19.7-10; 119.128,138,140,172; Jo 17.17). Jesus é o santo de Deus (At 3.14; 4.27; Ap 3.7). A beleza espiritual da natureza humana de Cristo reside na sua santidade.
A glória do evangelho de Cristo também está na sua santidade. A glória da Jerusalém celestial está na sua santidade (Is 63.15; veja Apocalipse 21.2,10,11,18,21,27; 22.1,3).

Na escritura santidade é representada como o sabor delicioso de uma boa comida (Jo 4.32,34. O Salmo 119 é o principal desse tipo de descrição.
A santidade do amor cristão consiste no fato de que ele ama o que é santo. Tudo o que é pecaminoso é inimigo de Deus, pois é um atentado à sua santidade. A santidade de Deus é o fundamento de todo culto espiritual. Os serafins proclamam a sua santidade (Is 6.3; Ap 4.8) e os salvos glorificados também (Ap 15.4).
Na terra a adoração do povo de Deus é motivada e mantida pela santidade divina (Sl 98.1; 99.2,3,5,8,9; 97.11,12; I Sm 2.2). Nosso amor e alegria em Deus são testados por sua santidade. Nosso amor por Deus é provado na medida em que redunda em santidade de vida e conduta na presença de Deus.
Os que vivem em hipocrisia não suportarão a manifestação da santidade justa de Deus no dia do juízo (Is 2.10,19,21), mas os santos de Deus se regozijarão nele, pois será fonte de sua eterna alegria!

Conclusão parcial:
1. O foco do nosso amor é o próprio Deus e não somente as suas obras. Devemos adorá-lo por quem é e não pelo que ele nos dá somente.
2. Sem santidade ninguém verá o Senhor (Hb 14.12).
3. A santidade nos leva a desejar as coisas divinas pelo que são em si, mas o mundanismo nos leva a desprezá-las como algo inferior.
4. A leitura bíblica sistemática da Bíblia é um instrumento eficaz para a nossa santificação.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

10 = Os Afetos Espirituais Verdadeiros São Concedidos por Deus (Distinção 1)

http://pipg.org/index.cfm?p=wallpaper&d=4&i=14292

----------------------------------------------------------------------------------
Texto: Uma Fé mais Forte que Emoções (Cap. III)
Tema: Os Afetos Espirituais Verdadeiros são Concedidos por Deus
Local: PIPG - Sem. Rogério Bernardes.
------------------------------------------------------------------------------------

Proposição:
Vemos no texto alguns princípios que nos ajudam a identificar os verdadeiros afetos da graça.

I. OS AFETOS ESPIRITUAIS VERDADEIROS VEM ATRAVÉS DO ESPÍRITO.

a) Aos que nasceram de novo.
As coisas designadas espirituais se relacionam com o próprio Espírito (I Co 2:13-14). Paulo explica que quando fala sobre coisas espirituais se refere a coisas do Espírito de Deus, e às que o Espírito Santo ensina.

b) Ao homem natural.
Alguns têm dons do Espírito extraordinários e, no entanto, não são espirituais. A Escritura mostra que pessoas naturais estão sujeitas a várias influências do Espírito de Deus (Nm 24:2; Sm 10:10; 11:6; 16:14, e muitas outras passagens). Ainda assim, essas pessoas não são, no sentido bíblico, espirituais. Apenas o Espírito Santo nos torna espirituais. Nem os efeitos, dons, qualidades ou afetos provenientes do Espírito de Deus sobre tais pessoas são chamados de coisas espirituais.

II. OS AFETOS ESPIRITUAIS VERDADEIROS SÃO PERMANENTES NA PESSOA REGENERADA.
O Espírito de Deus é concedido ao verdadeiro santo para habitar nele permanentemente. A Escritura mostra o Espírito Santo não apenas se movendo ocasionalmente para influenciar os santos, mas habitando neles como seu templo, habitação adequada e eterna (1Co 3:16; 2Co 6:16; Jo 14:17).
Por isso Paulo nos diz que “não é ele quem vive, mas Cristo vive nele” (Gl 2:20). Através de seu Espírito, Cristo não apenas está nele, mas, sim, vive nele. Ele vive pela vida de Cristo. O Espírito se une aos santos como a essência da vida neles, que não se limita a beber da água viva. Mas, uma vez que bebem dessa água, ela passa as ser “uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4:14). E essa água é o Espírito de Deus (Jo 7:38-39).
Embora o Espírito de Deus possa influenciar a pessoa natural de várias maneiras, não é transmitido para habitar nela, que é imcapaz de obter seu caráter do Espírito, porque não há união e, assim, ela não o Possui.

III. OS AFETOS ESPIRITUAIS VERDADEIROS EXPRESSAM QUALIDADES PRÓPRIAS DO ESPÍRITO.
Santidade é o caráter do Espírito de Deus e por isso a Escritura o chama de Espírito Santo. O Espírito de Deus habita no coração dos santos como semente, ou fonte de vida, que manifesta e comunica Sua natureza suave e divina. Mas o Espírito de Deus nunca influencia a mente do ser natural dessa maneira. A estes o Espírito não comunica Sua natureza, portanto, o modo de agir do Espírito Santo nos santos diferem imensamente de tudo o que o ser humano natural conhece ou experimenta. Observe como a Escritura expressa essa verdade: “participantes da natureza divina” (II Pe 1:4), “Deus permanece nele, e ele em Deus” (I Jo 4:12, 15, 16; 3:24), “Cristo está em vocês” (Jo 17:21; Rm 8:10), “somos santuário do Deus vivo” (II Co 6:16), “Cristo vive em mim” (Gl 2:20), “participamos da sua santidade” (Hb 12:10), etc.
Isso não significa que são participantes da essência de Deus como se fossem “deificados” com Ele, mas que eles são feitos participantes da plenitude de Deus (Ef 3:17-19; Jo 1:16), ou seja, participantes da beleza e felicidade espirituais de Deus, segundo a medida e capacidade da criatura.

IV. OS AFETOS ESPIRITUAIS VERDADEIROS PARTEM DE UM NOVO PRINCÍPIO DE VIDA.
Como já vimos, o Espírito pode agir na pessoa natural, contudo Ele se limita a agir sobre princípios naturais. Não concede um novo princípio espiritual. Ele concedeu visões a Balaão (Nm 22), Ele pode ajudar na habilidade natural da pessoa, como fez com Bazaleel e Aoliabe no trabalho habilidoso do tabernáculo (Ex 36:1-2).
Mas as influências espirituais do Espírito de Deus no coração dos santos operam ingroduzindo ou exercitando princípios novos, divinos e sobrenaturais.

a) Nem tudo que pertence aos afetos espirituais é novo e totalmente diferente.
b) O ser humano natural pode ter apreensões e afetos religiosos novos e surpreendentes para ele.
Deve-se, entretanto, salientar que isso não se compara ao princípio totalmente novo do afeto que o Espírito Santo dá à pessoa.

Lucas 7.1-10 - Uma Fé Como Esta: Inabalável


Watch live streaming video from pipgyntv at livestream.com

-------------------

Introdução:
Esse é o primeiro milagre de Jesus após o sermão do Monte narrado no capítulo anterior.

Contexto:
Jesus continua em Cafarnaum. E o assunto continua o mesmo: Viver uma fé inabalável.
Ele terminara o capítulo anterior falando que a nossa fé nele deve ser inabalável. O que isso quer dizer? Que deve ser uma fé autêntica, ou seja, que o que aprendemos praticaremos com nossos atos.

Proposição:
Viver uma fé inabalável tem a ver com três posturas que Lucas aponta com respeito a esse Centurião:

I. O QUE A PESSOAS DIZEM DE NÓS (ELE É DIGNO - V.2-5):

a) O filho do centurião estava gravemente doente.
Um Centurião ocupava o terceiro nível da hierarquia militar romana. As legiões romanas tinham como unidade básica de guerra a Centúria, que era formada por um quadrado de 10 fileiras de 10 homens cada, dando o total de 100 soldados.
O centurião era o soldado responsável por comandar a centúria, dando ordens que deveriam ser prontamente obedecidas pelos soldados, especialmente as formações militares. Uma delas era a "formação tartaruga" onde os escudos encaixavam-se um no outro, formando um bloco maciço que impedia qualquer ataque de armas de longo alcance como flechas ou pedras de fundas.
O centurião, apesar de seu posto de destaque, era um soldado que lutava com os demais, não se locomovia a cavalo, marchava junto à sua centúria e acampava com eles. Por isso costumavam ser muito respeitados pelos soldados. Seria o equivalente a capitão, na hierarquia militar atual. Cada centúria possuía 10 decuriões que eram os responsáveis pela organização de sua fileira, sendo estes semelhantes aos cabos na hierarquia militar atual.

b) Ele é digno: O testemunho dos outros.
 Amigo do nosso povo.
 Construiu a sinagoga.
 Fé inabalável é uma questão de testemunho. testemunho não é o que dizemos de nós mesmos, mas o que os outros dizem de nós. Hebreus 11 relata o testemunho de Deus a favor daqueles que depositaram fé nele.

II. O QUE DIZEMOS DE NÓS MESMOS (NÃO SOU DIGNO - V.6-8):

a) Eu Não sou digno = sou sujeito a ordens.
Humildade é uma visão apropriada de si mesmo.

b) Sabe o significado de AUTORIDADE.
 Sujeito à autoridade = Ele é sujeito à autoridade e também exerce autoridade. Sabia que obediência é uma atitude a ser seguida na presença e na ausência de quem ordena uma ação.
 Fé inabalável é uma questão de obediência.

III. O QUE JESUS CRISTO DIZ DE NÓS: JAMAIS ENCONTREI UMA FÉ COMO ESTA! (V.9,10):

a) Jesus se admirou!
 Um homem que olha para os outros homens como verdadeiro homem!
 Só duas coisas causaram admiração em Cristo; A incredulidade dos moradores de Nazaré (Mc 6.6) e a fé desse centurião!

b) Nem mesmo em Israel achei fé como esta!
 O evangelho alcança a todos, inclusive os gentios.
As manifestações genuínas de fé aparecem de quem menos esperamos.

c) Jesus curou o menino.
 Os mensageiros já o encontraram curado.
 A presença não é uma exigência para que haja cura, mas a fé no poder de Cristo.
 Fé inabalável é uma questão de em quem depositamos a nossa fé.
Ilustração: Reavivamento na África do Sul. Pessoas eram curadas antes dos cultos começarem; sem a presença de Erlo Stengen; por pessoas comuns que criam em Cristo.

Conclusão:
1. A fé inabalável é vista no testemunho, na obediência e confiança exclusiva em Cristo.
2. Não existe o poder da fé, mas o poder do Deus da fé.
3. Como lidamos com os elogios?

Aproxime-se!

Dissidia Duodecim - Final Fantasy.

Aproxime-se,
Ele não te mandará embora.
Ele te conhece; sabe tudo de você.
Sua alma não é um segredo para ele,
Nem pode ser, pois ele pessoalmente a fez.
Ele sabe de suas lágrimas...
Seus sonhos...
Suas saudades...

Aproxime-se,
Pois ele não ficará ali o tempo todo.
Não porque não queira ficar;
Não porque não tenha tempo de esperar,
Mas porque ele é o pastor e cabe a nós segui-lo onde vai.
Ele te levará para pastos verdes e águas tranquilas.
Ele caminhará com você por estradas seguras
E te protegerá nos caminhos apertados.
Ele te dará descanso.
Mas é preciso segui-lo.

Aproxime-se,
Ele está te chamando para que você seja quem realmente é
E não para acreditar numa fantasia que se desmancha como fumaça.
Ele te livrará de seus pesadelos
E te dará verdadeira paz consigo mesma e com os outros.
Ele guardará a sua alma!
Não tenha medo dele, porque o seu amor por você já foi provado numa cruz.
O que você precisa mais?
Aproxime-se!
Venha segui-lo!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

09 = Os Afetos Religiosos Podem Ser Avaliados Erradamente ( Sinais 9 a 12)


Uma Fé Mais Forte Que As Emoções (p.94-105)
Os afetos religiosos podem ser avaliados erradamente
Sem. Adair Carvalho.


9. Afetos religiosos verdadeiros não são o mesmo que tempo e esforço gastos em afetos religiosos. (p. 93)

Há pessoas que argumentam contra o gasto de tempo na prática religiosa genuína, contudo as Escrituras argumentam a favor de uma tendência da verdadeira graça as pessoas sentirem prazer nessas práticas religiosas, tais como leitura bíblica, oração, cânticos, adoração pública, oitiva de sermões, compartilhamento, dentre outras práticas.
As Escrituras nos dão exemplos de pessoas (santos) que sentiam verdadeiro prazer, motivadas pela graça de Deus, na prática destes exercícios espirituais, tais como: 9.a – A profetisa Ana que não arredava do templo, adorando, jejuando e orando noite e dia (Lc 2:37); 9.b – Os primeiros cristãos diariamente se reuniam no pátio do templo, compartilhavam em suas casas o pão com alegria, sinceridade e louvores a Deus (At 2:46,47); 9.c – Daniel sentia prazer na oração e dedicava-se a ela três vezes ao dia (Dn 6:10); 9.d – Davi alguns séculos antes de Daniel tinha a mesma prática (Sl 55:17);
A graça leva os santos a sentirem prazer nos louvores (Sl 135:3; 147:1), na oitiva da palavra do Senhor (Sl 89:15), no lugar de culto [casa de Deus] (Sl 26:8; 27:4). Entretanto, isto não deve ser confundido com o ativismo religioso, isto é, manifestações externas de devoção, tão condenadas por Jesus nos fariseus no seu zelo religioso, suas orações pomposas, que não passavam de culto abominável à Deus (Is 1:11-15), religião falsa levam pessoas a fazerem barulho e se tornarem zelosas na oração (Is 58:2; Ez 33:31,32).

10. Adoração verbal não é evidência de atos religiosos genuínos. (p. 94)

Como foi visto na seção anterior, o tempo gasto em exercícios religiosos externos não significam nada e as Escrituras nos dão provas de que isso não sinal seguro da graça. 10.a – As multidões que presenciaram os sermões e milagres de Cristo (Mt 9:8; Mc 2:12; Lc 5:26); 10.b – Nabucodonozor , rei caldeu, declara o poder de Deus (Dn 3:28-30; 4:1-3; 34, 35, 37); 10.c – Dario, rei da Média, decreta que os homens devem temer e tremer diante do Deus de Daniel (Dn 6:25-27); 10.d – Saul reconheceu-se um tolo indigno diante de Deus, no entanto não ficou convencido do seu pecado (I Sm 15:16-19; 26:21).

11. Autoconfiança não é evidência dos verdadeiros afetos (p. 95)

Dois tipos de confiança: uma procedente da graça de Deus e outra procedente da própria auto-exaltação e autoconfiança.

I – A confiança procedente da graça e da dependência de Deus:
As Escrituras nos dão provas suficientes de que os santos possuíam tal confiança, conforme Hb 11. 11.I.a – Jó afirma claramente sua confiança em Deus e o chama de seu Redentor (Jo 19:25-27); 11.I.b – Davi demonstra seu conhecimento de Deus, chamando-o de seu Deus, tu és o meu Deus (Sl 31:14), sua rocha (Sl 28:1), libertador (Sl 40), pastor (Sl 23:1), refúgio e fortaleza (Sl 46:1), e muito mais; 11.I.c – Ezequias apela para Deus, certo de que seu coração tinha se agradado de Deus e o servira com integridade ( II Rs 20:2,3; II Cr 32: Is 38:1-8); 11.I.d – Cristo, Jo 14, 15 e 16, ora pelos seus discípulos e também por nós, assegurando a eles e a nós que seríamos participantes do seu Reino; 11.I.e – Paulo manifesta essa mesma segurança em relação a Deus (Gl 2:20; Fp 1:21; II Tm 1:12; 4:7,8)
Deus, desde a eternidade, ao estabelecer a aliança da graça tinha o propósito de conceder aos santos amplas provisões de esperança segura da vida eterna enquanto vivessem aqui na terra. Ele as confirmou com um juramento e declarou o Seu desígnio que os herdeiros das promessas tenham esperança inabalável e plena alegria na certeza de sua glória futura (Hb 6:17,18). Os cristãos são instados continuamente a se aplicarem e confirmarem seu chamado e eleição, com indicações precisas de como agirem (II Pe 1:5-8). A Bíblia fala que é inapropriado aos cristãos terem dúvidas quanto à presença de Cristo neles (II Co 13:5; I Jo 2:3,5; 3:14, 19, 24; 4:13; 5:2,19).
É irracional desacreditar das pessoas que não duvidam de sua salvação e que seus afetos retiraram delas todo medo do inferno.

II – A confiança procedente da própria auto-exaltação e autoconfiança
O hipócrita está baseado em uma esperança falsa, e não tem em si mesmo, recursos para questionar tal esperança, enquanto o verdadeiro santo pode duvidar por quatro motivos: II.1 – o hipócrita não possui espírito de cautela e não teme ser enganado, enquanto os santos são cautelosos e têm perfeita noção da santidade, justiça e onisciência de Deus; II.2 - o hipócrita desconhece sua própria cegueira, o engano de seu coração e a fragilidade de seu entendimento; II.3 – o diabo não ataca a esperança do hipócrita tanto quanto ataca a do verdadeiro cristão; II.4 – quem tem esperança falsa é inconsciente de sua própria corrupção. O cristão verdadeiro tem consciência de que seu coração é corrupto e enganoso. Ele tem horror aos seus pecados.

Dois tipos de hipócritas:
a) o que é enganado com sua moralidade aparente e religião exterior,
e b) aquele que possui descobertas e elevações de espírito falsas.
Sua segurança é mais imutável do que aquela vinda da graça divina, em contrapartida, a verdadeira segurança não se sustenta em dogmas, mas em uma disposição devota. A confiança dos hipócritas não se abala com o pecado. Evidência certa de pecado.
Cuidado no estudo de certas doutrinas pois tendem a fazer florescer engano e a falsa confiança dos hipócritas. Cuidar para não colocar a fé em oposição à visão (II Co 4:18; Rm 8:24; Jo 20:29; Hb 11: 1,8,13,17,27,29). As Escrituras desconhecem qualquer fé em Cristo que não seja fundamentada na visão espiritual de Cristo. Crer em Cristo é “olhar para o Filho e nele crer”(Jo 6:40)

12. Evidências externas não bastam para demonstrar os verdadeiros afetos religiosos (p. 102)

Os verdadeiros santos não possuem discernimento para determinar quem é e quem não é santo. Embora conheçam a verdadeira religião em seus exercícios internos, não são capazes de sentir ou enxergar o que está no coração de outra pessoa. Só vêem a aparência externa e as Escrituras afirmam que esta não é uma assertiva aceitável (I Sm 16:7; Is 11:3). Aqueles que se arvoram em julgar a condição alheia são maus juízes e conselheiros perigosos, daí que, procedem com sabedoria e prudência neste assunto.
Quando a aparência é atrativa, até a melhor pessoa é enganada e conquistada. Muitos enfatizam a importância das evidências e as utilizam para discernir a verdadeira piedade dos outros, entretanto, estas evidências não são certas porque o verdadeiro santo sente prazer imenso na santidade. Cristo nos deu conselhos para avaliar a sinceridade alheia, “deveríamos julgar a árvore pelos frutos (Mt 7:17-20)”. No entanto, não podemos saber a verdadeira situação de uma pessoa. É conhecimento exclusivo de Deus.

Conclusões:
I – Excesso de ativismo religioso pode ser um sinal de falsa religiosidade;
II – Verbalização de adoração é outro sinal de falsa religiosidade;
III – Excesso de segurança sem evidências de santificação é sinal de legalismo; e
IV – Evidências externas podem ser enganosas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

08 = Sinais Falsos dos Verdadeiros Afetos Religiosos - Sinal 8.


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
------------------------------------------------------------------------------------
Exposição 08 = Sinais Falsos dos Verdadeiros Afetos Religiosos – Sinal 8. 28/09/2011
Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 85-93)

------------------------------------------------------------------------------------

Existem sinais que são citados como evidência de uma experiência real da ação do Espírito, mas que não constituem em evidências suficientes para a comprovação de que essas experiências são verdadeiras e duradouras:
1. A intensidade dos afetos religiosos não é evidência de que sejam verdadeiros.
2. Afetos físicos não é evidência dos verdadeiros afetos religiosos.
3. Fluência e fervor ao falar não são evidência dos afetos verdadeiros.
4. Emoções impostas não são evidências de afetos verdadeiros.
5. A Citação de Textos Bíblicos.
6. Exibição de Amor Não é Evidência dos Afetos Religiosos.
7. Muitos Tipos de Afetos Religiosos Não são Evidência Suficiente.

8. O Conforto e a Alegria Resultantes do Despertamento Espiritual e a Convicção da Consciência Não São Evidência.

Na tradução da PES foi traduzido assim: “se Conforto e alegria parecer seguir uma determinada ordem, isso não prova que nossas emoções sejam espirituais ou não” (A Genuína Experiência Espiritual, p.48).

Muitos são céticos quanto a experiências religiosas que nasceram de profunda angústia seguida de paz e consolo. Essas preocupações são descabidas, pois quando Deus liberta alguém da escravidão do pecado e o justifica do mesmo, lhe dá a paz (Rm 5.1). Com essa experiência a pessoa pode entender do que foi salva e o que Deus fez por ela. A profunda experiência de carência pode fazer o pecador sentir mais a suficiência de Cristo e da misericórdia de Deus para com ele. Faz parte do modo de Deus agir levar as pessoas ao deserto antes de lhe falar claramente.

Um princípio bíblico claro da ação de Deus nas escrituras é ele deixar a pessoa em grande aflição para que ela veja que é totalmente incapaz e dependente do seu poder e da sua graça, depois ele opera grande libertação (Dt 32.36,37).
 Egito – Mar Vermelho – deserto (Dt 8.2,16). A mulher hemorrágica – Mt 15.22ss. A tempestade no mar da Galiléia – Mt 8.24-26. Paulo – II Co 1.8,9.
Deus se revelou muitas vezes mostrando-se “terrível” e somente depois consolador.
 Abrão – Gn 15.12,13. Moisés no Sinai – Ex 19 e 20. Elias no monte Horebe – I Rs 19. Daniel – Dn 10. João – Ap 1.
Muitas passagens mostram que Deus levou o homem primeiro a encarar sua própria perversidade e somente depois manifestar-lhe a sua graça.
 O servo que devia 10 mil talentos. O filho pródigo (Lc 15 – caiu em si). A população de Jerusalém em Atos 2 (compungiu-se-lhes o coração). Paulo (At 9 – atônito e trêmulo). O carcereiro de Filipos (At 16 – trêmulo).
Portanto, as conversões tranqüilas não consistem num padrão bíblico que possa ser evocado contra conversões dramáticas e nem o oposto é verdade.

Aterrorizar as pessoas com histórias escabrosas de conversões não consiste em conduta aceitável na evangelização. Não podemos confundir o terror espiritual com a convicção da consciência diante do pecado. O terror pode ser causado por muitas ações não divinas, mas as ações divinas no coração das pessoas produzem convicção do pecado e da necessidade de Deus. Isso é fruto da ação do Espírito no coração e não da ação do homem nas emoções dos homens. É o pavor do pecado que produz desejo pela salvação. O diabo também pode, sob permissão divina aterrorizar as pessoas como fez com Jó (Jó 1 e 2). Mas ele não pode e nem deseja que elas cheguem ao arrependimento de seus pecados.

Muitos temem o inferno e ao diabo, mas não têm consciência de sua situação de perdidos diante da majestade divina. Muitos medos e terrores das pessoas são fruto do seu próprio temperamento, cuja imaginação os afeta profundamente. A sua própria imaginação intensifica suas reações emocionais e seus sentimentos. È por causa disso que existem pessoas que falam de suas maldades sem nenhuma convicção de seus pecados. Seu temperamento as leva para uma apatia ilógica diante de suas próprias palavras e reações “pouco emotivas” ou “sem afeição”. Elas discursam sobre seus pecados, mas estão longe da convicção de que é a sua condenação no juízo de Deus. Para estes vale a declaração de Jeremias 17.9,10 – “Enganoso é o coração mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto...”

Muitos até dizem ter convicção de seus pecados e de seus danos espirituais, mas pouco ou nada fazem sobre isso, continuando a viver como se isso fosse apenas conhecimento, não a própria realidade do pecado.

O terror sentido não implica que foi o Espírito de Deus quem o perpetrou e que o consolo da graça salvadora virá em seguida. Isso é verdade por quatro razões:

1ª) O diabo pode imitar todas as operações de salvação e da graça do Espírito Santo.
Saul por duas vezes reconheceu pecados de forma dramática diante de Davi, mas nada mostra que tenha mudado seu comportamento depois dessas experiências testemunhadas por ele mesmo (I Sm 24.16,17; 26.21). A Escritura diz que o Espírito de Deus o tinha abandonado e que um espírito maligno o atormentava. Se isso aconteceu com Saul pode acontecer com qualquer um! No caso específico de Saul, Edwards entendeu que sua dissimulação espiritual perante Davi fora operada por uma ação demoníaca.

2ª) Se a ação e os efeitos do Espírito Santo nas convicções e consolo dos verdadeiros convertidos são elaborados e mesmo assim podem ser imitados, então a ordem em que acontecem também podem ser imitada.
Se satanás é capaz de falsificar os fatos, também pode falsificar a ordem em que ocorrem. Isso não quer dizer que ele possa reproduzir fielmente uma obra divina, mas permanece a verdade de que uma imitação, ainda que muito parecida, não é uma obra original. Satanás não pode produzir uma conversão, mas apenas um simulacro da verdade com o propósito de enganar e manter as pessoas nas trevas.

3ª) Não existe regra clara para determinar até onde o Espírito de Deus pode operar nas convicções e emoções que não são verdadeiramente espirituais e de salvação.
O único fato que deixa isso claro é a revelação divina. Deus não revelou em sua palavra nenhuma conexão clara entre a salvação e qualidades humanas, a não ser a graça e seus frutos. Dessa forma, a convicção de pecado gerada pela Lei e o consolo subseqüente não são sinais apropriados para provarem a ação da graça!

4ª) A experiência confirma, em larga escala, que pessoas que parecem ter a seqüência correta de convicções e consolos não possuem, necessariamente a graça de Deus. Não é possível distinguir quem é convertido e quem não é convertido só por ouvir seus testemunhos de conversão, ainda que muito dramáticos!
Não sejamos ingênuos crendo em qualquer testemunho, procuremos nas pessoas as evidências da graça! Sem o Espírito Santo, técnicas e métodos não têm qualquer significado.

Conclusão parcial:
Que fique claro que o novo nascimento é tão traumático como um nascimento normal, a vida parece ter se tronado a princípio um caos. Mas o Espírito vai ordenando as coisas na vida daqueles que salvou de forma misteriosa, mas ao mesmo tempo maravilhosa (Ec 11.5; Sl 139.14,15).

Muitos tem ido longe demais tentando direcionar o Espírito de Deus, que é insondável e impenetrável quanto às suas ações salvadoras na vida dos melhores cristãos que conhecemos.

A postura correta é sondarmos constantemente nossas próprias convicções, ações e instruções que damos à igreja sobre essa matéria tentando discernir qual o efeito Deus trouxe à tona dentro da alma das pessoas. Os passos dados pelo Espírito são da responsabilidade exclusiva dele. Erramos em tentar remodelar a obra do Espírito segundo a nossa maneira de ver os fatos. A única medida que somos autorizados a praticar é ver se os frutos são verdadeiros, não como foram produzidos pelo Espírito.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

07 = Sinais Falsos dos Verdadeiros Afetos Religiosos (Sinais 5 a 7)

http://mundohumor.wordpress.com/2008/04/09/cara-de-piedade-iii/

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
------------------------------------------------------------------------------------
Exposição 07 = Sinais Falsos dos Verdadeiros Afetos Religiosos (2) 21/09/2011
Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 80-93)

-----------------------------------------------------------------------------------

Existem sinais que são citados como evidência de uma experiência real da ação do Espírito, mas que não constituem em evidências suficientes para a comprovação de que essas experiências são verdadeiras e duradouras:
1. A intensidade dos afetos religiosos não é evidência de que sejam verdadeiros.
2. Afetos físicos não é evidência dos verdadeiros afetos religiosos.
3. Fluência e fervor ao falar não são evidência dos afetos verdadeiros.
4. Emoções impostas não são evidências de afetos verdadeiros.

Nesse estudo são apresentados mais quatro sinais que não negam, mas que também não comprovam uma ação genuína e permanente do Espírito Santo na criação de afetos espirituais amadurecidos.

5. A Citação de Textos Bíblicos.
O fato de se lembrar um texto bíblico no momento da experiência para fundamentá-la ou para evocá-la num testemunho público não prova seguramente que os afetos da graça estejam presentes. As reações emocionais diante das escrituras não caracterizam uma real mudança de vida perante Deus. Emoções de alegria, esperança, prazer ou qualquer sentimento agradável não influenciam na salvação. Uma vez que as escrituras, como palavra de Deus são inerrantes (estão sempre certas) as experiências que provoca são sempre certas. Versículos bíblicos podem surgir na memória simplesmente como fruto de emoções e nada mais. O alvo das escrituras não é provocar emoções, mas mudanças na vida do cristão. Essa afirmação não exclui as emoções da vida cristã, simplesmente as coloca na perspectiva correta.
Há ampla evidência de que o diabo pode torcer textos da palavra a fim de alcançar seus objetivos malignos. Ele pode usar textos bíblicos para confortar o pecador diante de dúvidas verdadeiras ou para produzir alegrias falsas que desviam a atenção daquilo que é realmente necessário fazer. Ele tentou fazer isso com Cristo na tentação (Mt 4; Lc 4). A escritura também nos alerta dos falsos mestres fazendo a mesma coisa (II Pe 3.16 = II Tm 3.1-5; I Jo 2).
A parábola do semeador mostra que a semente que caiu em terreno pedregoso germinou ao receber a palavra com alegria, mas não sobreviveu (Mt 13). A diferença entre o solo bom e o pedregoso é a provação, porque a alegria inicial desvaneceu diante dela.

6. Exibição de Amor Não é Evidência dos Afetos Religiosos.
O amor é a principal virtude cristã, e por isso mesmo é foco de imitação falsa e enganosa por parte do coração corrompido dos homens e pela ação de satanás. Tanto satanás quanto o coração humano pecador são habilidosos e sutis em construir imitações do verdadeiro a fim de alcançar objetivos egoístas.
É claro nas escrituras a possibilidade de se ter um amor religioso sem a presença da graça salvadora nele (Mt 24.12,13). Aqueles cujo amor não durar até o fim não serão salvos. Multidões seguiram a Cristo a ponto de passarem fome e ficar sem dormir, e depois o traíram pedindo sua crucificação. Paulo deseja a graça de Cristo àqueles que têm um amor incorruptível (Ef 6.24) porque muitos podem nutrir por Cristo um amor que não é puro nem espiritual. O amor forte inicial pode dar em nada no final (Gl 4.11,15).

7. Muitos Tipos de Afetos Religiosos Não são Evidência Suficiente.
A hipocrisia é uma marca fatal na falsa religião, pois simula várias afeições cristãs a fim de galgar status e aplausos. Faraó, Saul, Acabe e Israel no deserto são exemplos inquestionáveis desse fato (Ex 9.27; I Sm 24.16,17; 26.21; I Rs 21.27; Nm 14.39,40). Havia temor de Deus entre os samaritanos, mas associado ao temor a falsos deuses (II Rs 17.32,33). Os inimigos de Deus muitas vezes demonstram reverência para com o seu nome, mas não o adoram como o seu Deus (Sl 66.3). Muitos que ouviram a João Batista e a Cristo o faziam de boa mente e até maravilhadas, porém sem o temor que os conduziria à salvação (Jo 5.35; Mt 13.20). Jeú serviu aos propósitos de Deus, mas nunca lhe rendeu o seu coração (I Rs 10.16); Paulo antes de sua conversão tinha zelo sem entendimento por Deus (Gl 1.14; Fp 3.6).

Conclusão parcial:
Devemos ficar atentos ao que vemos e ao que ouvimos como testemunhos da graça de Deus. Muito pode ser simples desejo de receber atenção ou pura manifestação hipócrita de uma fé falsa que vive por alcançar interesses pessoais tirando proveito da atenção de outros.

Por outro, não devemos ser apressados demais em nossos julgamentos, pois podemos cometer injustiças e falar mal daquilo que é bom e que o tempo mostrará o seu valor.
Todavia, o nosso critério sempre será a instrução bíblica, por isso ela deve habitar com riqueza em nosso coração, para que nas mãos do Espírito e sob a sua direção na nossa alma, possamos agir com prudência e de forma santa com os outros; seja aprovando a obra de Deus, seja rejeitando aquilo que não vem de Deus.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

06 = Sinais Falsos dos Verdadeiros Afetos Religiosos (Sinais 1 a 4)

Retirada da internet sem menção do autor.

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
-----------------------------------------------------------------------------------
Exposição 06 = Sinais Falsos dos Verdadeiros Afetos Religiosos (1) 14/09/2011
Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 68-80)

------------------------------------------------------------------------------------
Nos três estudos passados Edwards mostrou que a verdadeira religião consiste em larga escala de afetos. Ele fez 10 observações:
1. A verdadeira religião consiste, em larga escala, de fortes inclinações e vontade.
2. Os afetos motivam os atos humanos.
3. Questões religiosas só nos interessam até o ponto em que nos afetam.
4. As sagradas escrituras enfatizam os afetos.
5. O amor é o afeto principal.
6. Afetos santos caracterizam os santos da Bíblia.
7. O Senhor Jesus Cristo tinha o coração extremamente sensível e afetuoso.
8. A religião do céu consiste em grande parte de afeto.
9. Os decretos e deveres de Deus são meio e expressão da verdadeira religião.
10. Dureza de coração é pecado.

Na parte 2 de seu livro Edwards mostra como os afetos religiosos podem ser avaliados erradamente por nós. São 12 sinais. Nesse primeiro estudo trataremos dos quatro primeiros:
Da mesma forma que não podemos rejeitar todas as experiências emocionais com relação à fé como falsas também não podemos concluir que todas as pessoas que têm experiências religiosas “tocantes” possuem a graça de Deus ou estejam debaixo da ação salvadora do Espírito Santo (p.69). Nossas experiências espirituais não podem ser julgadas verdadeiras se partirmos de evidências falsas.

1. A intensidade dos afetos religiosos não é evidência de que sejam verdadeiros.
Experiências fortes e vivas não provam que as experiências religiosas sejam verdadeiras ou não. Não se deve condenar uma experiência religiosa cristã como falsa somente porque foi intensa. Se isso é verdade, então devemos deixar de obedecer ao mandamento bíblico de amar intensamente a Deus (Dt 6.5) e aos irmãos (I Pe 2.2) ou o de odiar o pecado e resisti-lo até ao sangue (Hb 12.4). Em 1 Pe 1.8 o texto fala de uma alegria indizível (intensa). O mesmo pode ser visto em Mateus 5.12 e no Salmo 68.3. As escrituras expressam freqüentemente desejos espirituais intensos com uma ampla variedade de expressões fortes que conhecemos (Sl 21.1; 42.1; 63.3-7; 71.23; 119.136). Da mesma forma quanto à vida na glória eterna. Condenar o entusiasmo e presumir que o afeto não passa de emoção é um grande erro desnecessário.

Todavia, o oposto também é verdadeiro, a intensidade dos afetos não constitui evidência de uma experiência religiosa verdadeira. Isso também é claro nas escrituras. Paulo temia que a exultação inicial dos gálatas desse em nada (Gl 4.11,15). Os filhos de Israel n o deserto viveram muitas experiências espirituais intensas, mas mesmo assim mantinham-se rebeldes diante de Deus (a travessia do Mar Vermelho[Ex 15.1-21]; a recepção da Lei no Monte Sinai [Ex 19.8], etc). A narrativa bíblica é clara o mostrar que o entusiasmo passava rapidamente. A multidão que saldou Cristo em sua entrada triunfal em Jerusalém pediu a sua crucificação uma semana depois (Jo 12.18). Logo, a intensidade da emoção durante uma experiência religiosa não garante a sua genuinidade.

2. Afetos físicos não são evidência dos verdadeiros afetos religiosos.
O fato de haver grande comoção física (lágrimas, quedas, dores; risos) não é uma evidência segura da verdade de uma experiência religiosa verdadeira. Todos os afetos influenciam de alguma forma o nosso corpo. O homem é corpo e alma e ambas estão envolvidos em nossas experiências religiosas sempre. É fato bíblico que uma experiência intensa com Deus possa levar a um desmaio, mas o oposto também é verdade. Mas a escritura também nos alerta da fraqueza de nossa carne quando o assunto é servir a Deus intensamente (Mt 26.41; I Co 15.43,50). A manifestação da glória divina pode afetar profundamente o corpo humano (Sl 63.1; 84.2; 119.120; Hb 3.16). Daniel ficou sem forças diante de Deus (Dn 10.8) e João caiu a seus pés (Ap 1.17). A escritura fala de tremor (Sl 119.120; Ed 9.4); suspirar (Sl 84.2); palpitações (Sl 38.10) e desfalecimento (Sl 119.81).
Fica evidente que a argumentação de Edwards é confusa nessa parte. Todavia o que precisa ficar evidente é sua preocupação de resguardar a integridade do grande reavivamento que estava em curso em sua época de exageros de ambos os lados (Veja a nota de Genuina Experiência Espiritual, PES, p. 40).

3. Fluência e fervor ao falar não são evidência dos afetos verdadeiros.
Para muitos falar com fluência soa farisaísmo e hipocrisia; por outro lado, muitos são propensos a aceitar como verdadeiro um testemunho só porque foi dado de forma fervorosa. Agir dessa forma é tolice e confiar demais na evidência. É preciso discernimento para julgar emoções. A boca pode evidenciar tanto a verdade quanto a falsidade do coração (Jr 17.7; Mt 12.34). O entusiasmo pode não passar de emocionalismo passageiro e empolgação, nada mais. Falar muito do próprio testemunho pode incorrer na ilustração de Cristo ao condenar a figueira cheia de folhas, mas sem nenhum fruto. Ela não serve para nada. O testemunho pomposo é como a nuvem sem chuva (Pv 25.14). A pompa e a visibilidade estão ligados à falsa religião farisaica e não ao cristianismo.

4. Emoções impostas não são evidências de afetos verdadeiros.
Afetos verdadeiros vêm de experiências reais com o Espírito Santo, e são por este produzidos, em nós, naturalmente. Eles não resultarão do esforço da própria pessoa, porque são dádivas e não conquistas. É irracional supor que alguém pretenda receber a influência salvadora do Espírito Santo enquanto negligencia o aprimoramento dos meios indicados pela graça de Deus na sua vida pessoal.

É claro que as ações do Espírito para salvar as pessoas podem ser variadas quanto ao tempo, forma e duração de uma pessoa para outra, mas fica claro que o poder operante é diferente e maior que os poderes humanos ordinários.

A experiência da salvação é algo tão poderoso que a escritura a define como um “novo nascimento” (Jo 3.5,8). Paulo fala em Efésios da ação quádrupla do poder de Deus na vida dos cristãos (Ef 1.19) que difere de qualquer experiência produzida por ações humanas. Dizer que a única forma de Deus agem em nós é através de nossos próprios sentimentos é tanto irracional como testemunhar contra as escrituras. Todavia é também ingênuo ser crédulo quanto a testemunhos construídos apontando como evidência o próprio testemunho. A escritura nos exorta a provar os espíritos para ver se de fato são de Deus (I Jo 4.1).

Conclusão parcial:
1. Não devemos ser crédulos e movidos por aparência.

2. Precisamos estar atentos a todos os testemunhos bíblicos.

3. Precisamos ser menos românticos e mais realistas quanto às manifestações do poder de Deus.

4. Precisamos pesar as evidências seguindo as escrituras.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...