O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

10 = Os Afetos Espirituais Verdadeiros São Concedidos por Deus (Distinção 1)

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Texto: Uma Fé mais Forte que Emoções (Cap. III)
Tema: Os Afetos Espirituais Verdadeiros são Concedidos por Deus
Local: PIPG - Sem. Rogério Bernardes.
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Proposição:
Vemos no texto alguns princípios que nos ajudam a identificar os verdadeiros afetos da graça.

I. OS AFETOS ESPIRITUAIS VERDADEIROS VEM ATRAVÉS DO ESPÍRITO.

a) Aos que nasceram de novo.
As coisas designadas espirituais se relacionam com o próprio Espírito (I Co 2:13-14). Paulo explica que quando fala sobre coisas espirituais se refere a coisas do Espírito de Deus, e às que o Espírito Santo ensina.

b) Ao homem natural.
Alguns têm dons do Espírito extraordinários e, no entanto, não são espirituais. A Escritura mostra que pessoas naturais estão sujeitas a várias influências do Espírito de Deus (Nm 24:2; Sm 10:10; 11:6; 16:14, e muitas outras passagens). Ainda assim, essas pessoas não são, no sentido bíblico, espirituais. Apenas o Espírito Santo nos torna espirituais. Nem os efeitos, dons, qualidades ou afetos provenientes do Espírito de Deus sobre tais pessoas são chamados de coisas espirituais.

II. OS AFETOS ESPIRITUAIS VERDADEIROS SÃO PERMANENTES NA PESSOA REGENERADA.
O Espírito de Deus é concedido ao verdadeiro santo para habitar nele permanentemente. A Escritura mostra o Espírito Santo não apenas se movendo ocasionalmente para influenciar os santos, mas habitando neles como seu templo, habitação adequada e eterna (1Co 3:16; 2Co 6:16; Jo 14:17).
Por isso Paulo nos diz que “não é ele quem vive, mas Cristo vive nele” (Gl 2:20). Através de seu Espírito, Cristo não apenas está nele, mas, sim, vive nele. Ele vive pela vida de Cristo. O Espírito se une aos santos como a essência da vida neles, que não se limita a beber da água viva. Mas, uma vez que bebem dessa água, ela passa as ser “uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4:14). E essa água é o Espírito de Deus (Jo 7:38-39).
Embora o Espírito de Deus possa influenciar a pessoa natural de várias maneiras, não é transmitido para habitar nela, que é imcapaz de obter seu caráter do Espírito, porque não há união e, assim, ela não o Possui.

III. OS AFETOS ESPIRITUAIS VERDADEIROS EXPRESSAM QUALIDADES PRÓPRIAS DO ESPÍRITO.
Santidade é o caráter do Espírito de Deus e por isso a Escritura o chama de Espírito Santo. O Espírito de Deus habita no coração dos santos como semente, ou fonte de vida, que manifesta e comunica Sua natureza suave e divina. Mas o Espírito de Deus nunca influencia a mente do ser natural dessa maneira. A estes o Espírito não comunica Sua natureza, portanto, o modo de agir do Espírito Santo nos santos diferem imensamente de tudo o que o ser humano natural conhece ou experimenta. Observe como a Escritura expressa essa verdade: “participantes da natureza divina” (II Pe 1:4), “Deus permanece nele, e ele em Deus” (I Jo 4:12, 15, 16; 3:24), “Cristo está em vocês” (Jo 17:21; Rm 8:10), “somos santuário do Deus vivo” (II Co 6:16), “Cristo vive em mim” (Gl 2:20), “participamos da sua santidade” (Hb 12:10), etc.
Isso não significa que são participantes da essência de Deus como se fossem “deificados” com Ele, mas que eles são feitos participantes da plenitude de Deus (Ef 3:17-19; Jo 1:16), ou seja, participantes da beleza e felicidade espirituais de Deus, segundo a medida e capacidade da criatura.

IV. OS AFETOS ESPIRITUAIS VERDADEIROS PARTEM DE UM NOVO PRINCÍPIO DE VIDA.
Como já vimos, o Espírito pode agir na pessoa natural, contudo Ele se limita a agir sobre princípios naturais. Não concede um novo princípio espiritual. Ele concedeu visões a Balaão (Nm 22), Ele pode ajudar na habilidade natural da pessoa, como fez com Bazaleel e Aoliabe no trabalho habilidoso do tabernáculo (Ex 36:1-2).
Mas as influências espirituais do Espírito de Deus no coração dos santos operam ingroduzindo ou exercitando princípios novos, divinos e sobrenaturais.

a) Nem tudo que pertence aos afetos espirituais é novo e totalmente diferente.
b) O ser humano natural pode ter apreensões e afetos religiosos novos e surpreendentes para ele.
Deve-se, entretanto, salientar que isso não se compara ao princípio totalmente novo do afeto que o Espírito Santo dá à pessoa.

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