O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO

Grupo de Estudo do S. Bueno 1 – Agosto a Dezembro/2014
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Adevenir Portes.
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02 = 2 Coríntios 1.5-11 – Uma Explicação do Sofrimento.                             13/08/2014.
Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.22-32.
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Na seção anterior Paulo tratou da origem, realidade e o propósito do consolo, aqui, Paulo expande o assunto e tece algumas explicações sobre  a natureza e o propósito do sofrimento na vida do cristão.

   1.      Uma Explicação do Sofrimento (v.5-7):
   a)      Deus permite o sofrimento na vida de seus filhos (v.5).
A expressão “os sofrimentos de Cristo” significa “os sofrimentos suportados por nós por causa de Cristo”. Deus não nos livra “do” sofrimento, mas “no” sofrimento, durante o período em que sofremos, ele nos socorre para atravessarmos o período de sofrimento. À medida que aumenta o sofrimento, também aumenta o suprimento da graça que “transborda” como um rio em enchente a nosso favor (Tg 4.6 – maior graça). Devemos saber que há sofrimento que passaremos por sermos cristãos e amamos a Deus.
   b)      O nosso sofrimento produz consolo e salvação para os outros (v.6).
O sofrimento por que passamos como cristãos abre portas para a salvação de outras pessoas. As perseguições romanas nos primeiros séculos do cristianismo e as revoluções comunistas do século XX trouxeram muitos aos pés da cruz de Cristo.
   c)      O nosso conforto é instrumento de consolação para os demais crentes (v.6b).
A nossa experiência de consolo é útil como instrumento de consolo para os outros. A palavra chave aqui é “paciência”, que significa a habilidade de suportar circunstancias desfavoráveis. Não é resignação, mas resiliência!
   d)      Os crentes não são poupados do sofrimento nem privados da consolação (v.7).
Podemos contar com a graça aliviadora de um na luta perseverante durante o outro.

   2.      Uma Provação Desesperadora (v.8-10):
Paulo enriquece a exposição com uma ilustração pessoal.
   a)      Os crentes mais consagrados estão sujeitos às provas mais desesperadoras (v.8).
A palavra tribulação denota um peso esmagador, a ponto de Paulo, um crente experiente e maduro, ficar desesperado. Ele viveu uma excepcional experiência evangelizadora em Éfeso e ao mesmo tempo marcada por muita oposição e perseguição (At 19 e 20). Apesar do desespero, Paulo sabia que Deus estava no controle e por isso pôde suportar a provação.
   b)      Quando chegamos ao fim da linha, Deus estende a sua mão para nos socorrer (v.9).
Precisamos primeiro ter consciência de nossa fraqueza para pormos nossa confiança em Deus. O poder de Deus em nós é aperfeiçoado na nossa fraqueza (12.7).
   c)      O Deus que agiu ontem continua agindo no desenrolar da história (v.10).
Deus os livrou, e os livrará da morte. Quem luta a favor da igreja é o Deus que ressuscitou a Jesus Cristo da morte, nunca houve, não há e jamais haverá empecilhos para Deus na realização dos seus eternos decretos, inclusive aquilo que decidiu a nosso favor e a fazer por meio de nós. O crente é indestrutível até cumprir o propósito de Deus na terra (p.28).

   3.      Uma Intercessão abençoadora (v.11).
O cristão desfruta de três tipos de comunhão: No sofrimento, na consolação e nas orações. a intercessão da igreja é um instrumento de Deus a favor do seu povo. Deus, na sua soberania, resolveu agir muitas vezes, atendendo às orações da igreja. Paulo pede as orações das igrejas do Novo Testamento, porque estava convencido de sua eficácia na vida cristã. Ele nos informa de suas orações muitas vezes pela mesma razão (Rm 15.30,31; Ef 6.18-20). Há duas razões esboçadas aqui para isso:
   a)      As orações da igreja ajudam os crentes (v.11).
Paulo usa as palavras “ajudar” e “favor” para denotar esse ponto. Pela oração cooperamos com a pregação do evangelho.
   b)      As orações da igreja glorificam a Deus (v.11).
Nada exalta tanto a Deus na terra quanto um crente prostrado em oração!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

01 = 2 Coríntios 1.1-4 = Consolados Para Consolar Outros


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do S. Bueno 1 – Agosto a Dezembro/2014
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Adevenir Portes.
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01 = 2 Coríntios 1.1-4 – Introduçção à Epístola: Consolados Para Consolar Outros.  06/08/2014.
Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.11-22.
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Introdução: Essa é a carta mais pessoal e mais autobiográfica de Paulo. Ela nos permite sondar os sentimentos mais íntimos do apóstolo sobre si mesmo, o seu ministério e seu relacionamento com as igrejas que fundava e nutria.

Local e data da epístola:
Paulo escreveu essa carta da província da Macedônia (2.13; 7.5; 9.2). por volta do segundo semestre de 56 d.C. no decurso de sua 3ª viagem missionária logo após receber um relatório otimista de Tito sobre a situação da igreja de Corinto. Paulo havia feito uma segunda visita a Corinto, conhecida como “visita dolorosa” entre a escrita de 1ª e 2ª Coríntios (2 Co 12.14; 13.12).

O Conteúdo da Carta:
         O motivo da carta era quádruplo: (1) Tratar do perdão e restauração do membro incestuoso que tumultuava a congregação e possivelmente liderava a oposição a Paulo em Corinto (2.6-11); (2) Falar das aflições por que passava em seu ministério (4.7-12; 6.4-10; 11.23-28); (3) O levantamento da oferta aos pobres da Judéia; (4) apresentar uma sólida defesa do seu apostolado diante dos falsos apóstolos (cap. 10 e 11).
         A palavra chave da epístola é “consolo”, por meio o qual o sofrimento, a fraqueza e a derrota são transformados em júbilo, força e triunfo. O verbo consolar aparece 18x e a palavra consolação 11x.

1.     Uma Saudação aos irmãos (v.1,2).
   a)    Paulo se apresenta como representante de Deus.
Ele é apóstolo (enviado) pelo próprio Deus com autoridade dada por Ele a Paulo. As credenciais do apostolado consistiam em ser testemunha ocular da ressurreição de Cristo (1 Co 9.1) e a realização, pelo poder de Deus, de sinais e prodígios com persistência (2 Co 12.12).

   b)    Paulo demonstra convicção do seu chamado.
A base do apostolado de Paulo era vontade de Deus; não sua experiência pessoal, nem a indicação de homens. Paulo argumenta da mesma maneira em Gálatas 2.

   c)     Paulo se dirige à igreja que pertence a Deus.
A igreja um único dono absoluto, ela pertence somente a Deus. A igreja é o ajuntamento do povo de Deus para a adoração, louvor, comunhão e serviço. Ela está em Corinto como uma expressão local, mas está em toda parte onde o povo de Deus está. Nesse sentido ela é transcultural, interdenominacional e universal. Ela é formada por pessoas santas, no sentido de que, são os crentes chamados e perdoados por Deus para ser sua possessão especial.

   d)    Paulo roga as bênçãos mais excelentes sobre à Igreja.
Graça e paz sintetizam a essência da salvação. A graça é a causa da salvação e a paz o seu resultado. Não há graça sem paz e não há paz sem a graça. Não há nem graça e nem paz fora do Pai e do Filho. A graça é o favor imerecido de Deus e a paz é a benção da reconciliação entre nós e Deus.

2.     Uma Exaltação a Deus (v.3,4).
Paulo inicia a carta enfatizando a pessoa e obra de Deus em nosso favor como mais importantes que manter o foco nos problemas e dificuldades. Ele destaca três verdades sobre Deus que precisamos ficar atentos:
   a)    Deus deve ser exaltado por quem Ele é.
®   Deus é a fonte de todas as bênçãos (Ef 1.3; 1 Pd 1.3).
®   Deus é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Cristo é o seu Filho em eternidade e Cristo é a expressão exata do seu ser.
®   Deus é o Pai de misericórdias.
Misericórdia é um atributo comunicável de Deus pelo qual ele não nos dá o castigo que merecemos, mas derrama sobre nós o favor que não merecemos. Suas misericórdias são a causa de não sermos consumidos (Lm 3.22). Elas são ricas (Sl 5.7; 69.16) ternas (Tg 5.11) grande (Nm 14.19) e dispensada a nós em multidão (Sl 51.1).
®   Deus é o Deus de toda consolação.
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente em toda tribulação (Sl 46).

   b)    Deus deve ser exaltado pelo que faz por nós.
Ele nos conforta em toda tribulação de forma contínua e ininterrupta. São repetidas e não terão interrupção. Não quer dizer que Deus nos livra do desconforto sempre que ele aparece, mas que Deus nos dá ferramentas, treinamento e orientações para suportarmos vitoriosamente os problemas da vida. Tribulação significa no texto “um peso esmagador” apontando para o fato real de que provas jamais são fáceis, mas que por intermédio delas, Deus nos burila e molda nosso caráter. Nas provações aprendemos a depender verdadeiramente da providência divina e a confiar mais no nosso provedor do que na providência em si.
   
   c)     Deus deve ser exaltado pelo que faz por meio de nós.
Somos consolados para sermos consoladores. Deus os abençoa para sermos benção na vida dos outros. As angústias pelas quais passamos são pedagógicas, pois Deus não desperdiça o sofrimento na vida de seus filhos redimidos.

Aplicações:
   1.     Em tempos de sofrimento tendemos a pensar somente em nós e nos esquecemos dos outros e nos tornamos cisternas em vez de sermos canais de benção para os outros.

   2.     Quem é consolado por Deus pode consolar outros em “qualquer” situação.

   3.     Não sejamos murmuradores durante a tribulação, mas procuremos entender o momento e a sermos gratos em todo tempo.
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