O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Um Culto Reformado Para Uma Fé Reformada



Um Culto Reformado Para Uma Fé Reformada

O movimento da Fé Reformada surgiu na Suiça do século XVI durante a Reforma Protestante. Sua raiz teológica são os ensinos de Zuínglio e Calvino. Uma das áreas fundamentais que procuraram reformar, ou seja, trazer de volta aos limites dos ensinos bíblicos foi o culto cristão.
Os reformados deram ênfase ao chamado princípio regulador, que preconiza ser o culto cristão regido pelo que é clara e explicitamente revelado nas Escrituras ou dela depreendido (concluído, entendido). Em contraste, luteranos e anglicanos entendiam que o que não é proibido, é permitido (princípio normativo). Daí o culto reformado caracterizar-se por maior austeridade e simplicidade que as liturgias dessas outras confissões protestantes.
Os princípios básicos que regem o culto reformado são, entre outros: Precedente bíblico, simplicidade formal, música congregacional com conteúdo doutrinário e a centralidade da pregação. “A leitura das Escrituras com o temor divino, a sã pregação da palavra e a consciente atenção a ela em obediência a Deus, com inteligência, fé e reverência; o cantar salmos com graças no coração, bem como a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por Cristo - são partes do ordinário culto de Deus” (Confissão de Fé de Westminster XXI.5a).
Quanto à música, uma das partes do culto reformado, nunca é demais acentuar que a teologia de uma igreja é influenciada pela música que ela canta. Pastores podem pregar sermões doutrinariamente corretos, mas se a sua igreja cantar hinos e cânticos heterodoxos, esses últimos influenciarão mais que as palavras da pregação. Daí a necessidade de se associar a música com a pregação nos cultos públicos.
A prática crescente de substituir-se os antigos hinos utilizados por gerações de crentes por corinhos com ritmos mais contemporâneos corre dois sérios riscos: primeiro, a perda do sentido da história, a ruptura da nossa ligação com a igreja do passado; em segundo lugar, há o fato de que muitos desses cânticos, além de sua pobreza melódica, poética e gramatical, padecem de sérias distorções teológicas (ex.: "coroamos a ti ó Rei Jesus"; “o crente vive sempre sorrindo mesmo quando não dá”) ou são simplórios e repetitivos, trazendo muito pouca instrução para o povo de Deus, ao contrário daqueles hinos tradicionais da igreja, com todo o seu rico conteúdo bíblico e doutrinário.
A maioria dos presbiterianos deseja uma espiritualidade mais profunda, um evangelismo mais incisivo, um culto mais vibrante com uma música mais bíblica. Podemos obter tudo isso sem abrirmos mão das nossas convicções reformadas, pois esses elementos estão explícitos nelas. Nestes dias conturbados, em que a nossa cultura assume formas cada vez mais distanciadas dos valores do reino de Deus, necessitamos pedir ao Senhor sabedoria e discernimento para dar testemunho da sua verdade com firmeza e convicção, não nos conformando com o presente século, mas transformando-nos pela renovação das nossas mentes (Rm 12.1,2).
Venha refletir conosco sobre A Teologia do Culto no 8º Encontro da Fé Reformada nos dias 9 a 12 de novembro, aqui em nossa igreja. Faça a sua inscrição na secretaria da igreja ou pelo site WWW.pipg.org/fereformada. Até lá.

Dr. Alderi Sousa de Matos – adaptação: Pr. Hélio.

sábado, 16 de outubro de 2010

Congregação Presbiteriana Jardim Goiás



Venha nos visitar!

Projeto NUR

Acalma-te



Hélio O. Silva
09/03/2008. Acalma-te

Acalma-te, aquieta-te.
Relembra as bênçãos,
Recupera a paz.
Pois Deus não te abandonou.
Sabes que ele está perto.
Sabes que não se afastará.
Ouça a voz que acalma o coração,
Que faz cessar a tempestade.
Deixa de reparar no tempo;
Deixa de temer a força do vento.
Ele está aqui.
Silencia tua alma agitada.
E espera em Deus...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dignos de Cuidado - III João 5-8



Dignos de Cuidado (III João 5-8)

A hospitalidade cristã aplicada às missões transculturais está sendo chamada de “Retenção Missionária”. Não diz respeito somente a como tratamos bem os missionários aqui na igreja, ou em trânsito por nosso pais ou região, mas em como os tratamos de tal forma a que não abandonem os campos e voltem para casa desistindo da missão. Diz respeito a como os tratamos em suas necessidades espirituais e materiais, porque fora do país eles dependem totalmente de nossos recursos.
Qual deve ser o nosso procedimento ao hospedar conosco missionários em viagem, ou em visitas para levantamento de sustento como preparação para partir para o campo mais distante? João nos dá algumas indicações nos versos 6-8 de sua carta a Gaio: Cooperamos com a verdade quando tratamos com dignidade os missionários da igreja.
Devemos encaminhá-los por modo digno. “Modo digno” quer dizer “de forma apropriada”. Não devemos apenas recebê-los em nossas igrejas ou casas, orar por eles e despedi-los com promessas de paz. Mas devemos também cooperar com a manutenção de seu sustento. Isso significa dar suprimentos de alimentos e financeiros. Por que devemos fazer isso? Porque é possível enviar e depois esquecer um missionário no campo. O Rev. Silas Tostes perguntou numa das palestras do V Congresso Brasileiro de Missões em 2008: “_ Quanto tempo demora para uma igreja esquecer seu missionário no campo?” A missionária que estava do meu lado respondeu baixinho: “_ Seis meses”. Ela era missionária no Japão e sua igreja a abandonara lá depois de seis meses que a tinha enviado.
Eles servem ao nome de Cristo. Porque são servos de Cristo e o representam. Devemos tratá-los como trataríamos o próprio Cristo. Porque quem recebe um enviado de Cristo, recebe a ele mesmo: “Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou (Mt 10.40).” O bom obreiro deve receber sustento digno da igreja, todavia, o mal obreiro nunca deve ser sustentado pela igreja, mas deve ser dispensado do serviço. A motivação para a obra missionária é o nome de Cristo e não as vantagens pessoais da “viagem missionária”. Missões não pode ser a busca por uma experiência! Isso é sério demais. Falamos de vidas; falamos de sua salvação do inferno para a glória da casa do Pai!
Devem ser sustentados pela igreja (“nada receberam dos gentios”). O verso 7 deixa claro que a obra da igreja deve ser sustentada pela igreja, não pelo governo federal, estadual ou municipal. Isso não quer dizer que não devemos aceitar ofertas voluntárias deles, mas que não devemos ter como política viver pedindo dinheiro para eles com o pires na mão ao sabor de negociatas politiqueiras que envergonham o nome de Cristo. Porque isso seria negar a nossa confiança na providência de Deus para a sua própria obra e correr o risco de agir por cobiça e não por fé. Faz parte do nosso chamado prover para que a obra de Cristo alcance a todas as nações. É direito dos obreiros cristãos serem sustentados por aqueles que se beneficiam de seu serviço (I Co 9.1-18; Gl 6.6; 1 Ts 5.17,18). Na PIPG depois de um tempo comprometidos com 20 missionários com sustento parcial, decidimos permanecer comprometidos com menos missionários, mas com uma participação maior no seu sustento. Hoje estamos comprometidos com 10 casais de missionários no Brasil e no exterior, quatro deles são filhos da igreja (Rev. Marcos Agripino e Mônica Mesquita; Mis. Eliezer e Sara Camargo; Rev. Luciano e Luciene Pires; André e Thaís Marques).
Devemos acolher esses irmãos. No texto grego aparece um “nós” enfático, que ficou oculto na tradução pelo verbo “devemos”. É nossa obrigação cuidar dos obreiros cristãos em trabalho missionário, porque ao fazê-lo nos tornaremos “cooperadores da verdade”. Quem hospeda um falso mestre é “cúmplice de suas obras más” (2 Jo 11), mas quem hospeda um mestre verdadeiro é um “cooperador da verdade”. Verdade na perspectiva de João é o próprio Cristo Jo 8.32,36; Jo 14.6) e a palavra de Deus(Jo 17.17).
A obra cristã não é apenas sair e pregar o evangelho, mas também cooperarmos com ela quando hospedamos, enviamos e sustentamos os missionários locais, nacionais e transculturais (At 1.8). Com amor, Pr. Hélio.

Juízes 9. 1-21 = Perspectivas Cristãs na Política - 03/10/2010.



Perspectivas Cristãs na Política (Jz 9.1-21)

Hoje vamos às urnas para mais um pleito político. A campanha política de Abimeleque nos ensina algumas posturas que devem ser observadas ao se falar em apoio político a algum candidato, o desenvolvimento de suas campanhas e o resultado colhido na vida prática pelas posturas políticas equivocadas e galgadas através da corrupção.

1º) É preciso observar os tipos de articulação política que eles seguem em suas campanhas (v.1-6).
Existe oportunismo que sufoca idéias ou há interesse genuíno no bem da população (v.1). Suas propostas são para si mesmos ou para governar com retidão? (v.2). Suas propostas tentam colocar a paixão antes da razão? (v.3). A sua equipe de trabalho político é formada por homens levianos ou homens de bem? (v.4). A renda de sua campanha procede do trabalho honesto ou de um “templo pagão”? (v.4).

2º) É preciso observar o caráter dos políticos candidatos (v. 7-15).
O candidato deixa de ser quem sempre foi a troco do poder? (v.9, 11, 13). O candidato honra a confiança que nele é depositada? (v.9,13). O candidato vive trocando suas opiniões partidárias a cada pleito? (v.11). O candidato vê o poder como um fim em si mesmo? (v.15). Se o poder muda o sabor da personalidade e dos relacionamentos, ele não é digno. O poder deve refletir a personalidade e não o contrário. Candidato que é uma coisa antes e outra depois da eleição, não deve ser reeleito. Candidatos que vivem mudando suas idéias ao gosto de cada pleito devem ser descartados.

3º) É preciso observar quais as conseqüências do apoio a um candidato político v. 16-21.
Somos merecedores dos seus atos de governo (v.16-9). Sofremos com os seus atos de desgoverno (v.20). Se seus atos forem bons, haverá alegria e crescimento. A escolha errada produzirá sofrimento e castigo; além de estagnação; leis injustas, aumento das desigualdades sociais etc.

Conclusão:
Pode haver muitos Abimeleques no governo, mas eles não estariam lá se não houvessem muitos homens como os moradores de Siquém, que lhe emprestaram apoio por meio do seu voto. Querendo resolver necessidades imediatas amargaram três anos (v.22) de um governo ruim, que terminou numa revolução civil e na tragédia pessoal de Abimeleque (v. 5, 23 e 24). Deve haver sinceridade na escolha (v 16,19). Uma eleição que exija o massacre dos outros concorrentes não é digna de Deus, pois Deus é soberano e tomará castigo de todo procedimento pecaminoso (v. 5, 23 e 24). O tempo revelará as verdadeiras intenções (v. 22-24). Não esqueçamos que aleivosidade é agir com fingimento.

Assim, que não haja entre nós:
1. Quem vote naquele que está em primeiro lugar nas pesquisas só para não perder o seu voto, mas vote porque confia nas propostas do candidato escolhido. Você não perde o voto porque perde a eleição, vote perde o voto porque vota mal.

2. Quem acredita naquele que rouba, mas faz, pois será cúmplice do seu roubo e também participante do seu castigo. Vote em quem não rouba, e que por isso pode fazer muito mais.

3. Quem troque o seu voto por um mero favor político de ocasião, que certamente excluirá outra pessoa de ser atendida por estar em maior necessidade e trará o castigo de Deus sobre si e sobre a nação.
Com amor, Pr. Hélio de Oliveira Silva

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Apocalipse 3.14-22 = Laodicéia: Recuperando o Zelo



Texto: Apocalipse 3.14-22
Tema: Laodicéia: recuperando o Zelo.
------------------------------------------------------------------------------------

Introdução:
O que significa ser um crente morno?
Em Hierápolis havia uma fonte de águas quentes medicinais e em colossos havia uma fonte de águas frias, puras. Mas Laodicéia era como água morna. Não era cura para os doentes e nem refrigério para os cansados. Morno também significa fazer sem interesse.
Contexto: Laodicéia ficava ao sul da Frígia, ao leste de Éfeso e somente a 16 Km. de Colossos.
A cidade fora fundada em 250 a.C. por Antíoco da Síria, Situada no entroncamento de três estradas importantes, atraía para si muitas riquezas.
1. Era um grande centro bancário e comercial. Destruída em 61 a.C. por um terremoto, foi reconstruída com recursos próprios, sem a ajuda do Império.
2. Sua indústria têxtil produzia a partir da lã de ovelhas negras um tecido de lã aveludada de cor violeta escura que era o orgulho da cidade.
3. Era um centro médico importante. Tinha uma escola de medicina, com médicos bem conhecidos, cujos rostos eram cunhados em moedas da época. Ali era produzida uma pomada para cura dos ouvidos e o “pó frígio” utilizado na fabricação de colírios.

Ao lermos a carta, em comparação com as demais, percebemos que nada é dito de perseguições, problemas com judeus ou tribulações. É bem provável que a Igreja prosperasse seguindo os ventos da cidade, e, sem dúvida, deve ter sido isso que a fez se afastar de seu Senhor.
Segundo lemos em Cl 4.16,17, Paulo escreveu uma carta a essa Igreja que foi perdida (provavelmente é a Epístola aos Efésios), deixando a entender que Arquipo era pastor ali, e que ele tinha uma presença meio dúbia na Igreja, negligenciando certos aspectos de seu ministério. Paulo o exorta a ser zeloso por seu ministério. Colossenses foi escrita por volta de 60 d.C., a uns 35-40 anos antes de João escrever o Apocalipse.
A falta de zelo de um pastor no início da formação de uma Igreja pode levá-la a uma frouxidão moral tal, que Deus precise disciplinar a Igreja algum tempo depois. Por isso, a Igreja de Laodicéia é uma igreja que precisa recuperar o seu zelo.

Proposição:
Quero meditar sobre esse texto, apontando perspectivas de que caminho devemos trilhar para recuperarmos o nosso zelo cristão pela fé.

I. ATENTAR PARA O ESCRUTÍNIO DO OLHAR DE CRISTO V.14-17:

a) Quem é Cristo para os Laodicenses?
1. Ele é o Amém – O FIM de todas as coisas e a verdade onde tudo se cumpre. Ele é o sim de Deus onde todas as promessas têm o seu firme fundamento. Isso quer dizer que Ele é suficiente para satisfazer a fé e a vida de Sua Igreja.
2. Ele é a testemunha fiel e verdadeira – Ele expressa exatamente tudo o que Deus é e significa para nós no PRESENTE. Nada pode ser achado em Cristo que nos leva a um caminho mal.
3. Ele é o princípio (origem e COMEÇO) da criação de Deus – Todas as coisas foram feitas por meio dele e nada do que foi feito foi feito sem Ele.
João mostra que Cristo ocupa para a Igreja toda a extensão da história; O fim, o presente e o começo. Cristo é suficiente, nada precisa ser acrescentado e nem tirado. Quando Ele olha para a sua Igreja o que Ele vê não é somente a Igreja militante nas suas lutas do presente, mas Ele vê a sua Igreja eleita que precisa e anseia pela condução de sua vara e de seu cajado de pastor para ser conduzida ao descanso que Ele lhe prometeu. Seu olhar nos escrutina e não podemos negar isso.

b) Laodicéia se tornara morna em sua fé.
Ela vestiu a roupa do auto-engano. O auto-engano transforma a nossa fé em
Ilusão. O auto-engano nos afasta vagarosamente de Deus. O auto-engano não passa de uma farsa mentirosa. O auto-engano se manifesta na hipocrisia!
O veredicto de Cristo ao escrutinar a fé daquela Igreja foi: És morna.
Quem é o crente morno segundo o texto (v.17)?

1. É aquele que acha ter alcançado um nível de espiritualidade que ainda não alcançou (estou rico e abastado).
A cidade era rica e seu estilo de vida havia penetrado a igreja afastando-a de Cristo. Isso acontece de duas formas:
 Não há nada que o dinheiro não possa comprar.
 A riqueza é sinônimo inquestionável da benção de Deus.
Contudo, Paulo nos alerta em 1 Timóteo 6.5b-11 que a piedade não pode ser fonte de lucro pois os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada e em várias concupsciências insensatas e perniciosas. Essas coisas nos levam à ruína e à perdição, porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males. Quem se envolve nessa cobiça, diz Paulo, desvia-se da fé e se atormenta com muitas dores!
2. É aquele que está satisfeito com o que já alcançou (não preciso de mais nada).
Cuidado quando você achar que tudo está bem, quando você achar que tudo o que tem é fruto unicamente do seu esforço e capacidade. A auto-suficiência e a soberba são irmãs gêmeas.

3. É aquele que esconde a realidade do seu coração insatisfeito na falsidade e na hipocrisia de uma vida de aparências (nem sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu).
Uma igreja pode viver tão voltada para si mesma que não dá qualquer atenção ao que Cristo pensa dela! Tudo que ela diz de si mesma, Cristo retruca que é exatamente o contrário.
Pensemos sobre isso. Podemos enganar a nós mesmos de tal forma que o que dissermos de nós mesmos não passará da mais pura mentira.
Entre risos e abraços a igreja era infeliz e vivia debaixo de aflição! Entre bens matérias e prosperidade financeira, a igreja era miserável e maltrpilha da graça de Deus! Ela era digna de dó. Eram ricos como cidadãos da cidade, mas nada tinham para apresentar a Deus a não ser a sua mornidão espirtual. Produziam colírios famosos no mundo inteiro e não enxergavam um palmo diante do nariz! Vendiam roupas para o mundo inteiro, mas estavam nus na presença de Deus.
O que fazer diante de um quadro assim?!

II. ACEITAR E TRILHAR O CAMINHO DA RECUPERAÇÃO V.18-20.

a) Ouvir o conselho de Cristo v.18.
 Adquirir = comprar.
A ênfase do texto não está na ironia de se aconselhar a quem tem dinheiro a comprar ou adquirir algo, mas de quem essa pessoa vai comprar (de mim). A graça não compra e não se pode pagar. A verdadeira riqueza está em Cristo e é isso que ele oferece à sua igreja.
1. Ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres.
Em Cristo se encontram os tesouros da sabedoria!

2. Vestiduras brancas
 Para te vestires.
 A fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez.
A verdadeira nudez da igreja era a falta de santidade, ou seja, a falta de uma manifestação da vida transformada pela graça de Cristo, que exibisse uma caráter integro e de boas obras.

3. Colírio para ungir os olhos, a fim de que vejas.
Desvenda os meus olhos para que eu contemple as maravilhas de tua lei (Sl 119.18). A verdadeira conversão acontece quando enxergamos verdadeiramente quem somos em nosso pecado e a grandiosidade da provisão de Deus em Cristo para nos perdoar e salvar eternamente.
Como podemos adquirir essas coisas?
1. Buscando a Deus em primeiro lugar.
2. Pela intimidade com o estudo da palavra de Deus nas escrituras.
3. Deixando-se encher pelo Espírito Santo (Ef 5.18).

b) Submeter-se à disciplina amorosa de Cristo v.19.
Deus repreende e disciplina a quem ama (Hb 12.6; Pv. 3.11,12). O objetivo de Deus com a disciplina é tornar-nos mais zelosos e frutíferos e sua obra (Jo 15.2,3).

c) Recuperar o zelo v.19.
Ao recomendar-lhes o zelo Cristo nos mostra que há esperança para o auto-engano. Se a igreja aceitar tratar os seus olhos com o colírio de Cristo, então ela poderá ver claramente a sua situação, arrepender-se e voltar à prática das primeiras obras, como era o caso da igreja de Éfeso.

d) Arrepender-se v.19.
Arrependimento não é apenas tristeza pelo pecado, mas também a decisão firme de mudar de caminho e retornar à fidelidade.

e) Abrir a porta a Cristo v.20.
O texto comumente usado por nós na evangelização de incrédulos é dirigido claramente aos crentes. Acontece que podemos freqüentar uma igreja por quarenta anos e ainda assim não aprendermos o que de fato significa seguir a Jesus Cristo.
Nunca podemos tirar Cristo do centro, porque a outra opção é colocar-nos a nós mesmos e nossas idolatrias.
Jesus está à porta de sua igreja e olha para dentro dela, quem vai abrir a porta? Só abrirá a porta quem estiver com os ouvidos abertos e atentos ao que Cristo tem a dizer a respeito de sua igreja.
Citação: Há uma canção do Pe. Zezinho que diz assim:
“Hoje eu percebo que passas nas ruas e praças
De um mundo sem graça e de paz tão mendigo,
Ouço tua voz que convida que eu mude de vida
E por fim me decida e caminhe contigo”.
Quem abrir a porta ceará com Cristo porque “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14.23).
Ilustração: Erlo Stengen conta de uma reunião de oração em Mapumulo quando ele estava orando com negros e pela janela viu algumas pessoas brancas jogando tênis. Então resolveu fechar a janela. Ao fazê-lo ouviu uma voz dizendo: “_ Se fechar a janela eu fico do lado de fora”. Ele estava com vergonha de ser visto orando com os negros em pleno apartheid sul africano.

Conclusão: v.21 e 22.
Há benção para o vencedor. Há uma alerta para todos.
A benção é assentar-se no trono de Cristo com ele, da mesma forma que ele venceu e se assentou com o Pai no seu trono.
Ele venceu na cruz.
Ele venceu na cruz de braços abertos.
Ele venceu na cruz de braços abertos segundo a vontade de Deus.

Aplicações:
1. Eu não posso ver Jesus, mas ele me vê constantemente, eternamente.

2. A pergunta se repete: Você está escutando a palavra de Deus? Se escutamos, então devemos retomar o caminho do zelo cristão e perseverar:
 Precisamos perseverar na fé.
 Precisamos perseverar na palavra.
 Precisamos perseverar na santidade.
 Precisamos perseverar no zelo.

3. Cristo nos recebeu em seus braços abertos, então não devemos fechar a porta, mas abri-la para Cristo entrar e permanecer em nossas vidas. Onde Cristo está agora? Lá fora ou aqui dentro?

Apocalipse 3.7-13 = Filadélfia: Pequena, Mas Fiel



Texto: Apocalipse 3.7-13
Tema: Filadélfia: Pequena, Mas Fiel.

------------------------------------------------------------------------------------

Introdução:
A principal característica de um casamento, muito mais que as alianças, é o seu compromisso de fidelidade. A capacidade de manterem-se fiéis ao compromisso é o que atesta a maturidade dos noivos para o casamento.
A Igreja de Filadélfia nesse sentido é um exemplo de fidelidade. Pelo que lemos no v.8, ela é uma Igreja:
 Pequena e inexperiente (é a mais jovem das sete igrejas).
 Fraca;
 Atribulada;
 Mas fiel – Obediente e perseverante, que não nega seu amor por Deus.

Contexto:
Filadélfia era a mais jovem das sete Igrejas da Ásia. A cidade foi fundada por colonos vindos de Pérgamo entre 160 e 140 aC. O nome da cidade significa “Amor fraternal” ou “amor de irmão”. Era uma cidade próspera e geograficamente bem localizada. Era a porta de entrada para o platô asiático, um centro de distribuição da cultura grega para toda a Ásia. Também era famosa pela quantidade e grandiosidade de seus templos pagãos (o principal culto era oferecido a Dionísio), contudo, seu maior problema não são os pagãos, mas novamente os judeus, que outra vez são chamados aqui de sinagoga de Satanás (2.9 à igreja de Éfeso).
Em 17 dC foi destruída junto com Sardes e outras nove cidades por um grande terremoto, fruto de erupções vulcânicas. A agricultura era promissora, embora a vida na cidade era incerta devido às erupções vulcânicas. A qualquer momento poderia ser necessário ter de deixar tudo para trás e fugir.
Tibério César a reconstruiu e ela passou a chamar-se de Nova Cesaréia; depois Vespasiano Flávio mudou seu nome para Flávia. Por fim passou a chamar-se Filadélfia. O Senhor Jesus diz que o vencedor dessa igreja será chamado de “Nova Jerusalém”, o nome da cidade de Deus.
Apesar disso tudo:
 Não recebe críticas de Jesus Cristo (Como Esmirna), mas os seus maiores elogios. Foi a última a ser destruída.
 A única onde há uma Igreja cristã hoje em dia segundo Guilherme Kerr. Kerr também observa que das sete igrejas as únicas que mantiveram firme o seu testemunho no decorrer dos séculos seguintes foram Filadélfia e Esmirna, comparativamente as duas mais fracas e mais pobres.

Proposição:
Qual o segredo dessa Igreja em sua pequena força? A resposta: A sua Fidelidade. Ela era pequena, mas fiel. Como ela expressava essa fidelidade?

I. RECONHECE A AUTORIDADE DE JESUS CRISTO SOBRE ELA V. 7,8a:

Todas as cartas começam com uma descrição demonstrativa do caráter de Cristo, sendo relacionada ao que a Igreja é ou precisa ser. Isso demonstra que a autoridade de Deus está baseada em seu caráter. Assim também, a autoridade de uma Igreja está baseada no caráter de Cristo manifestado nela e através dela, pois é corpo de Cristo.

a) Ele é Santo.
Deus é santo; Jesus Cristo é santo.
 Ele é totalmente puro.
 Ele é totalmente dedicado ao Senhor.
Santidade ao Senhor significa viver totalmente para Deus. Diariamente dedicar-se a Cristo como “um sacrifício vivo” (Rm 12.1) de separação daquilo que nos afasta de Deus, submetendo escolhas, sonhos e projetos a Deus.
Ilustração: Abraão Booth, o fundador do Exército da Salvação, resolveu aos 16 anos de idade: “Eu decidi que cada pedacinho de mim seria do Senhor”.

b) Verdadeiro: Confiável.
Salmo 146.6: Deus mantém para sempre a sua fidelidade. Nenhuma de suas promessas cairá por terra.

c) Chave de Davi – Poder Soberano.
 Significa a entrada no Reino de Deus.
Ela não pertence aos judeus que perseguiam a Igreja e que são sinagoga de Satanás. O Israel de Deus é a Igreja que vive pela fé e não o Israel segundo a carne (Gl 6.16).
 A chave pertence a Cristo e Ele a compartilha com a Igreja (Mt 16.16) através do anúncio do Evangelho.
Só Jesus tem poder para abrir e para fechar. O que Ele abre ninguém fecha. O que Ele fecha ninguém abre.
Ele abriu uma porta para a Igreja de Filadélfia. Ele lhe deu uma oportunidade nova de pregar o Evangelho. Isso deixa claro que Deus dá oportunidades às Igrejas locais como corpo de Cristo. E que essas oportunidades são dadas mesmo quando tribulações e sofrimentos a cercam como inimogos.
As oportunidades de nossa vida são-nos colocadas por Deus; temos de abraçá-las (ou perdê-las), mesmo que nos custem sacrifícios, senão não faremos a vontade de Deus nas nossas vidas.
Ilustração: John Elliot – Missionário americano martirizado entre os índios Aucas do Peru, na década de 50 dizia:
“Não é tolo aquele que larga o que não pode segurar, para pegar o que não pode perder”.

Portas abertas são tempos de manifestação de Deus. Reconhecer a autoridade de Deus significa entrar pelas portas que Ele abriu e não insistir naquelas portas que Ele já fechou; porque fazer isso é ficar dando murros contra a parede.
Filadélfia entendeu isso, e recebeu o elogio do seu Senhor.

II. MANTÊM-SE FIEL MESMO NAS TRIBULAÇÕES v. 8:

Seu compromisso não se dissolve, mesmo quando a dor é o preço a ser pago pela fé. Não são: As doenças; fracassos financeiros; calamidades particulares, etc. que farão a sua fé debandar para trás. É nas dificuldades que se é mais difícil ser fiel, mas é nas dificuldades que se conhece o poder de Deus e a luz do testemunho brilha mais linda e fulgurante. É nas dificuldades que se aprende verdadeiramente a ser fiel.
Ilustração: O autor do hino 260 (Amor que Vence). Ao ficar paralítico, sua esposa após algum tempo o abandonou. Compôs esse belo hino. O sofrimento tem a capacidade de arrancar de nós o nosso pior, mas se nos submetemos à autoridade de Deus e nos firmamos na fidelidade, então ele arrancará de nós o nosso melhor.

O v. 8 descreve a Igreja para nós:
a) Pouca Força (Mikran dunamin – pequeno poder, poder microscópio).
A Igreja era pequena e sem qualquer influência. O que ela podia fazer em meio à suntuosidade da idolatria de Filadélfia? Testemunhar o Evangelho e não se contaminar. Foi o que fez. Ela permaneceu fiel.
Ao contrário do que nós pensamos, Deus não se impressiona com:
 Número – Gideão venceu com apenas 300 homens porque Deus o mandou fazer assim.
 Poder político – O poder de Acabe murchou diante da oração de um só homem pedindo a seca conforme Deus mandara, e depois de três anos e meio, o mesmo homem orando em obediência ao mandamento de Deus trouxe chuva novamente. O mesmo pode ser dito a respeito de Hamã, o persa.
 Dinheiro – O dinheiro de Balaque nada pôde fazer contra Israel; e Balaão que queria amaldiçoar, teve de abençoar. Contra o povo de Deus não vale nenhum tipo de encantamento ou qualquer outra lorota mundana paga com dinheiro caro e pecaminoso!
 Status – Naamã era alto oficial da Síria, mas só curado ao se banhar no rio Jordão sob o mandamento de Deus.
 Carismatismo da liderança – Os falsos profetas de Jerusalém foram levados um a um para o cativeiro babilônico e lá morreram todos eles em cumprimento às profecias de um só que era Jeremias, o profeta estabelecido por Deus para aquela geração.
 Pompa – O sacrifício de Saul não foi aceito, porque Deus mandara que Ele destruísse tudo.
 Conveniência. Uzá morreu diante de Deus porque tentou convenientemente segurar a arca após o tropeço dos bois. No entanto não alertara Davi dos mandamentos prescritos por Deus na sua Lei sobre o transporte das coisas sagradas (II Sm 6).
 Inovações litúrgicas. Nadabe e Abiú acharam ingenuamente que podiam oferecer culto a Deus à sua maneira e ignoraram todo o aprendizado sacerdotal que lhes fora da do por seu tio Moisés, o legislador de Israel (Lv 10).
Quanto mais insistirmos nessas coisas, mais longe estaremos da vontade de Deus. Quanto mais vivermos uma fé simples, que testemunha e não nega a Cristo, mais Deus se manifestará no nosso meio e através de nós. Creia nisso igreja, pois é a verdade bíblica mais límpida do Evangelho da graça!
O prazer de Deus está em se fazer a sua vontade e não nas fórmulas mirabolantes que possamos inventar sob o pretexto de uma revelação para fazer a Igreja crescer. Tem horas que crescer é exatamente o contrário. É limpar o rol de membros para tirar os nomes daqueles que não crescem e ainda atiram pedras nos outros para eles não crescerem também!!! Deus quer é a nossa fidelidade e é isso que ele elogia!!!

b) Como essa fidelidade se manifesta?
De duas formas:
1) “Guardar a Palavra”.
Apesar de tantos ensinos competindo com a verdade, ela não abandonou a verdade do Evangelho. Ela permaneceu no ensino que aprendeu (II Tm 3.14,15).

2) “Não negou o Nome de Deus”.
O seu testemunho estava inteiro, porque o seu compromisso estava inteiro.
Era uma Igreja pequena, sem recursos, sem influência, perseguida e a mais inexperiente (nova) das sete; no entanto, não há reprimendas para ela, porque Deus a conhece e sabe de tudo, e a ama; e porque ela também o ama verdadeiramente e com simplicidade; não nega o seu nome.
A nossa Igreja é assim? Então Deus a abençoará! A nossa Igreja não é assim? Que razão tem para reclamar de suas tribulações?! A nossa Igreja pode ser assim? Pode sim!!! Desde que:
 Não negue a sua Palavra.
 Não negue o nome de Jesus através de suas obras.

III. EXPERIMENTA O CUIDADDO DE DEUS EM SUAS PROVAÇÕES v. 9,10:

a) Deus mesmo a exaltará v.9.
Uma das razões porque o Senhor Jesus Cristo condenava o legalismo dos judeus era porque eles fechavam a porta do reino dos céus aos homens. Não entravam e não deixavam os outros entrarem (Mt 23.13). “Dessa forma Pedro e os outros cristãos têm o privilégio de dar as boas vindas não somente aos judeus, mas aos samaritanos e aos gentios como membros permanentes do reino (At 2.8,10)”. É o próprio Cristo quem chama a todos pelo anúncio de seu Evangelho.

b) Deus mesmo a guardará v.10.
O problema não é o passar pela tribulação, mas sim, como passar pela tribulação. É a atitude que vale (Positiva ou negativa). Por quê?
1) A fidelidade da Igreja expõe a mentira dos falsos religiosos.
Esses:
 Virão se prostrar diante deles.
 Vão reconhecer o amor de Deus pela Igreja – Eu te amei. Não é o pastor quem diz isso, mas é o próprio Cristo!

2) Deus nos abençoa consoante (conforme) a nossa obediência.
“Porque guardaste a minha palavra... te guardarei na tribulação”.
Guardar nem sempre quer dizer livrar, mas proteger, ajudar a vencer. Deus nos ensina por meio das tribulações que atravessamos a sermos pessoas melhores.
 Rm 5.3-5: A tribulação produz perseverança. A perseverança produz experiência. A experiência produz esperança e a esperança não confunde. A esperança provada nos mostra o quanto Deus nos tem amado (Rm 5.8).
A Igreja estava acossada e perseguida, mas a sua fidelidade alimentava sua esperança e Deus promete abençoá-la. Ele estará sempre do seu lado se ela for fiel.

Conclusão:
Há recompensas para o vencedor.
1) Ser coluna no Santuário de Deus.
Ilustração: Nas ruínas de Filadélfia, o que restou foi uma única coluna sobre o alicerce. Deus lhe garante a segurança da salvação. Quem temia ter de mudar-se a qualquer momento gozará da eterna estabilidade da casa de Deus.

2) O selo de Deus estará sobre ela. Será gravado sobre eles:
a) O nome de Deus = Santidade de caráter.
b) O nome de Jerusalém = Uma nova cidadania.
Na nova Jerusalém não haverá perseguições ou qualquer tipo de competição com outras sociedades.
c) O novo nome de Cristo = Aprofundar-se no conhecimento do caráter de Cristo.
João 16.21 – “Outra vez vos verei... e a vossa alegria ninguém poderá tirar”. Ah! Que dia maravilhoso será o dia do nosso encontro com o Senhor! Com aquele que conhece todas as nossas falhas e pecados e mesmo assim nos ama com um amor eterno, incomparável e insuperável!

* Há duas advertências para a Igreja:
 Venho sem demora.
 Guarda o que tens para que ninguém tome a tua coroa.
Se o compromisso for abandonado, a promessa não tem obrigação de ser cumprida. Porque a razão da promessa é a fidelidade. Então não se deixe esmorecer, não se acomode com essa vida que leva, não deixe seu compromisso com Cristo esfriar e murchar. É hora de reafirmar a fé, pois o galardão está por vir!
Jesus está chegando por ai, como está a sua fidelidade, o seu compromisso?

Oração: Deus, faz-nos ser como a Igreja de Filadélfia! Amém.

Apocalipse 3.1-6 = Sardes: Uma Igreja Sem Luz



Texto: Apocalipse 3.1-6
Tema: Sardes: Uma Igreja Sem Luz

-------------------------------------------------------------

Introdução:
Você conhece a frase? “Por fora bela viola; por dentro pão bolorento”.
Sardes era uma cidade pequena e rica. Vivia das memórias de seu passado quando fora a capital da Líbia, centro do Império Persa. Situada na rota do comércio e de privilegiada situação geográfica, que a tornava inexpugnável do ponto de vista militar.
O culto era idólatra e licencioso. Eles adoravam à deusa Cibele com cerimônias muito licenciosas e que envolviam a cidade toda, depondo contra a vida moral de seus cidadãos.
Ao olharmos para a Igreja de Sardes e a compararmos com as demais, percebemos não há perseguição, nem oposição de judeus, nem Satanás e nem problemas com o Estado. Não há oposição religiosa ou política. A igreja vive na mais perfeita tranqüilidade!

Proposição:
Quando a Igreja fica tranqüila demais, ela começa a murchar. Ela corre o risco de sua luz deixar de brilhar e se acomodar ao ambiente de trevas ao seu redor.

I. NÃO VIVER DE APARÊNCIAS V.1:

a) Tem nome, mas não tem vida.
Tem fama, mas não tem vida.
João contrasta o que os outros pensam de nós e o que Cristo pensa de nós, e nos lembra que agradar os homens não é agradar a Deus.
Calvino afirma que viver um cristianismo externo (de aparência) não é suficiente para agradar a Deus, porque “a menos que nossa fé ou religião promovam uma mudança em nosso coração e em nossas atitudes nos transformando em novas criaturas, não nos será de muito proveito”. O evangelho não é uma doutrina de “falar”, mas de viver. A fama é bonita debaixo dos holofotes, mas para nada serve contra as sujeiras do próprio coração.
A igreja de Sardes era uma igreja muito ativa, a ponto de gozar de bom conceito na cidade, contudo a sua presença social na cidade não promovia qualquer mudança nela. Era uma igreja da moda, com cultos cheios e animados. Igreja que agradava a todos, menos a Deus. Ele se apresenta a ela como “aquele que TEM os sete espíritos e as sete estrelas” (v.1). “Os sete espíritos” é uma menção à plenitude do Espírito (1.4) e as sete estrelas representam os pastores das igrejas. Cristo zela por suas igrejas, pois ele as têm seguras em suas mãos. É por isso que pode sondá-las e mostrar-lhes seu julgamento sobre suas ações.
A carta levanta a delicada questão de quem realmente é o dono da igreja; os membros ou Deus. Eu posso ter fama de ser um bom cristão, mas não ter a luz de Deus iluminando nem a minha alma e nem os meus irmãos em Cristo. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento!

II. ZELAR PARA NÃO PERDER A INTEGRIGADE DE SUAS OBRAS NA PRESENÇA DE DEUS - V.2:

a) Ser vigilante.
A cidade de Sardes era inexpugnável do ponto de vista militar, contudo, por duas vezes em sua história havia sido conquistada por negligência de seus habitantes. Ciro a conquistou em 549 aC movimentando suas tropas na calada da noite. Quando pensamos que estamos seguros na nossa religiosidade é que experimentamos os nossos maiores tombos na fé.
A falta de zelo é um dos nossos maiores inimigos. Não zelamos pela leitura das escrituras; não zelamos por manter viva a oração. Não se constrói uma fé rica vivendo apenas de momentos passageiros de clímax em reuniões e cultos, mas é no exercício diário da disciplina é que aprendemos a avançar na fé.
Vigiar é ficar acordado para não ser pego de surpresa, como quando um ladrão nos rouba e nada podemos fazer.

b) Consolidar o seu crescimento.
Quando não consolidamos o nosso crescimento, corremos o risco real de deixarmos o resto se perder. Aqui no Brasil aprendemos a fazer o mínimo necessário. Como aquele aluno que não se esforça por tirar um 10,0, porque sabe que com 7,0 ele passa. Como aquele pastor que sabe que eloqüência, humorismo e gritaria arrancam mais aplausos do que o estudo sério e consagrado de horas num gabinete pastoral e uma disciplina de boas leituras cristãs. Como aquele mecânico que coloca uma peça usada num carro e a vende como se fosse nova.
Então crescemos pouco. Basta ir a apenas um culto por semana. Basta dar apenas uma oferta de vez em quando. Basta apenas saber como manusear a Bíblia. Pouco basta. Deus não pode querer tudo, tem de ficar um pouco para mim.
Por causa disso nossa fé sempre corre perigo e não raras vezes fraqueja e titubeia.

c) Ter compromisso com a integridade.
Integridade tem a ver com aquilo que é completo, pleno, cheio. Fazer sem integridade é fazer pela metade ou fazer com a motivação errada. Fazer pelo aplauso é ganhar somente o aplauso por recompensa.
Afinal quem mede a nossa integridade? O crescimento da igreja? O saldo da conta bancária? O prestígio na sociedade? Não a nossa integridade é mediada por Deus porque é diante dele que essas obras não foram encontradas íntegras.

III. NÃO SER NEGLIGENTE COM O ENSINO BÍBLICO QUE RECEBE V.3:

a) Lembra-te (continuamente) – Não se esqueça (I Ts 1.5).
Lembrar-se de que? Do ensino que recebemos. Lembrar para que? Para viver de acordo com a verdade. A doutrina não é só para achar bonita ou interessante. É para ser crida e obedecida!
Também o texto quer dizer que devemos exercitar a nossa memória continuamente a fim de não abandonarmos a verdade. Igrejas há aos montes que já não ensinam mais as doutrinas da graça e do evangelho, mas um punhado de opiniões fantasiadas de revelações de Deus.

b) Guarda-o – obedeça.
A igreja deve guardar o que ouve no coração. A igreja deve manter vivo o seu arrependimento.
Quando citamos o slogan da Reforma Protestante “Igreja reformada sempre se redormando” queremos dizer que a reforma de uma igreja deve ser reafirmada e revivida de acordo com o seu único padrão que são as escrituras. Reformar-se não significa inserir novas formas e novas fórmulas de culto e liturgia na vida da igreja, mas significa sempre lembrar-se do padrão e nunca abandona-lo através do arrependimento que sempre nos faz voltar ao que abandonamos.

c) Arrepende-te – organiza a sua vida.
Arrependimento é uma disposição de reorganizar-se segundo um modelo. Significa um retorno. Significa a aceitação de que houve um lamentável engano no nosso percurso.

d) Se não vigiar, virei como um ladrão.
E se não nos arrependermos? Então a presença de Cristo não será algo desejável e amável, mas uma experiência de julgamento, lágrimas e desespero, porque ele virá!
“Quem encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13). “Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão vos apanhe de surpresa” (I Ts 5.4).

IV. PRECISA APRENDER A ANDAR COM QUEM ANDA COM JESUS V.4:

a) São poucas pessoas.
O caminho da fidelidade não é trilhado por muitos não. Embora as Igrejas estejam cheias, muitos estão procurando apenas aquilo que é do seu interesse, por isso, não se preocupam tanto com consagração.
Qual o problema da igreja de Sardes? Ela fazia concessões para afirmar-se. Quem olhava para igreja de Sardes não via qualquer diferença entre ela e as demais religiões mundanas da cidade. Sardes era uma igreja sem luz! Os seus gostos eram os mesmos dos demais cidadãos. Sua música era a mesma. Seus cultos não se diferenciavam dos demais. Ir ao culto em Sardes era a mesma coisa que ir a qualquer outro compromisso social, nada mais.
Mas havia um grupo dentro da igreja que não compactuava com isso! Podemos chamá-los de “heróis da resistência”.

b) Eles não contaminaram as suas vestes.
Para não se contaminar, enfrentamos muitas lutas e incompreensões. Mas é preciso se lembrar, que após a conversão, não vivemos para nós mesmos, mas para Jesus Cristo (I Co 1.30,31).

c) São dignas.
Andarão de branco junto a Cristo – “Comigo”.
O branco sempre foi o símbolo da santidade.
Infelizmente as pessoas não levam isso mais a sério. Os casais se engravidam e depois querem esconder seus pecados debaixo de um vestido branco de noiva. Só que o vestido se suja e o casamento que nasceu debaixo da mentira é destruído também por ela menos de dez anos depois.
Dignidade não tem nada a ver com aparência, mas com brancura de caráter. Por isso temos de aprender a andar com aqueles que andam com Jesus.

Conclusão v.5,6:

O VENCEDOR:
1) Será vestido de branco, como eles.
Deus mesmo o vestirá. Uma honra maravilhosa.

2) Seus nomes não serão apagados do livro da vida.
A vida eterna é um prêmio imperdível, pois é dada por Deus em Cristo. Quem se afastou é porque nunca o conheceu verdadeiramente, pois não aceitou que a Sua graça mudasse a sua vida!

3) Jesus os confessará diante do Pai e de seus anjos (Mt 10.32; Lc 12.8).
“Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 10.32). “Digo-vos ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus” (Lc 12.8).
O testemunho de Jesus, nosso advogado, atestando nossa fé e nosso testemunho. Nada será esquecido de nossas lutas. Nada será deixado para depois. Ele lembrará de tudo e fará tudo lembrado diante do Pai que nos receberá e nos consolará nos braços eternos.

Portanto: OUÇA!!!

1º. Em Sardes, da Igreja só ficou a fachada.
Ela está lá até hoje, como memória de que ali houve uma Igreja e sua luz se apagou. Não deixe a nossa luz apagar-se!!!

2º. Ele tem os espíritos e os anjos nas mãos.
Quando Ele decide agir, o seu Espírito move os pastores. Se os pastores não obedecem, Ele os remove.
Ilustração: Saul e Davi – A capa rasgada de Samuel.

3º. Em qual livro o seu nome está escrito?
No rol de membros ou no livro da vida?!

Cântico:
Sei que Algum dia terei de partir.
E essa alegria vai ter que acabar.
Mas alegria maior que a daqui;
Tenho certeza, Jesus vai me dar.
E com Ele então vou viver,
E um cântico novo cantar.
Lá esperarei por você;
Até que um dia.
Você venha com a gente morar.
E as tristezas da vida esquecer.
E em nosso jardim reinará.
Alegria... alegria... alegria.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...