O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

09 = Colossenses 2.16-19 - O Corpo é de Cristo



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás

Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019

Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho e Sem. Salomão S. Tavares Jr.

09 = Colossenses 2.16-19 - O Corpo é de Cristo -------------------------------- 02/10/2019

Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.



Introdução


          Como se prepara um estudo indutivo?

1.     Leia e releia o texto cuidadosamente, meditando em cada parte.

2.     Aprende a dividir o texto de acordo com as frases principais e dê títulos às divisões encontradas.

3.     Pesquise o contexto - literário e histórico ao redor do texto.

4.     Faça notas explicativas daquilo que precisa de explicação mais detalhada.

5.     Qual o objetivo do estudo? Procure o propósito e o ensino do texto. Pergunte: O que Deus deseja que eu (e meu grupo) façamos?

6.     Dialogue com o texto fazendo as perguntas de observação e de interpretação.

7.     Reflita e faça perguntas de aplicação: O que devemos fazer com o que e pelo que aprendemos?

8.     Escreva uma introdução que desperte atenção para o texto e seu propósito.

9.     Dê um título chamativo e unificador para a mensagem do estudo.

10.  Avalie todo a sua pesquisa.

11.  Escreve, formate o estudo para ser aplicado no seu pequeno grupo.

         

Contexto

          Paulo não mudou de assunto, mas apresenta duas razões para não nos deixarmos enredar pelas sutilezas do mundo e suas tradições elaboradas à parte da total obediência a Cristo.

          Note que a palavra ninguém aparece duas vezes no texto (v. 16,18), indicando duas atitudes equivocadas que as pessoas tomam para substituir a obediência simples devida a Cristo por uma simulação de “religião natural” baseada nas experiências e fantasias humanas.



I.    Costumes e tradições não estão acima da obediência devida a Cristo - v. 16,17



a)    Ninguém pode nos julgar com base nelas.

Primeiro Paulo trata das ordenanças alimentares e costumes do Antigo Testamento que os judeus utilizavam para negar Cristo. Os judeus criaram um sistema de interpretação sobre elas que levava as pessoas a se afastarem de Deus e não a conhece-lo com mais profundidade.


b)    Costumes e tradições religiosas do Antigo Testamento são sombra do que havia de vir - Cristo.

Paulo ressalta que o caráter desses costumes e festas do Antigo Testamento era transitório, pois tinham o objetivo de apontar para a vinda de Cristo, nunca de substituí-lo. A sombra projeta uma imagem ou ideia do objeto real, mas não é ele. Ao ver uma sombra, devemos ser levados a procurar pelo objeto que a produz.

  

c)     O “corpo” pertence a Cristo.

O que significa “corpo” nessa frase? _______________________. Se Cristo é a cabeça (1.18) e o cabeça (2.10), e a Igreja é o seu corpo, a quem devemos obedecer acima de tudo e de todos? _______________________________________.



II.  Ninguém, além de Cristo, é o mediador entre Deus e os homens - v. 18,19



a)    Ninguém pode fazer de si mesmo árbitro contra nós.

Qual a função de um árbitro? _________________________. A ênfase de Paulo está no “ninguém SE FAÇA...”. Não podemos nos colocar de Deus ou de Cristo.


b)    Há três fundamentos de uma religião carnal apontados por Paulo no verso 18, como pretexto para agir como mediador no lugar de Cristo.

(1) Humildade - a vida moral pessoal. (2) Culto a anjos - espiritualidade particular superior. (3) Visões. A heresia gnóstica colossense estava relacionada a culto a anjos. Os gnósticos declaravam ter uma religião e espiritualidade superior à dos cristãos, desqualificando-os como sendo uma religião inferior. Hereges sempre se apresentam com uma fala macia e carinhosa, parecendo ser humildes. Muitas de suas práticas e ensinos são retirados de visões que afirmam ter. Eles sempre se declaram “iluminados” para guiar outros de conformidade com a sua luz e experiências pessoais, não a luz da revelação das Escrituras.


c)     A sua mente é carnal.

Qual o sentido de carnal aqui? __________________________________________. Uma mente carnal pode se disfarçar de religiosa a fim de galgar posição e poder sobre os outros. Ser carnal pode indicar a capacidade de simular e dissimular com a verdade sem estar de fato comprometido com ela.


d)    Eles não retêm a cabeça que organiza o crescimento equilibrado e eficiente do corpo.

O que significa “reter a cabeça”? O crescimento cristão procede de Deus, não da inteligência dos homens. Um planta e outro rega, mas o crescimento vem Deus (1 Co 3.1-9).



Conclusão

          Tradições são boas, mas não podem tomar o lugar de Deus no governo de nossas vidas. Experiências pessoais podem ajudar na edificação, mas não podem tomar o lugar de Deus no governo de nossas vidas. Aprenda essa lição cedo na sua caminhada de fé.



Motivos de oração

1.     Ore para ter discernimento diante das propostas de uma religiosidade formalista baseada somente em tradições e costumes.


2.     Ore para ter discernimento diante das propostas e tentações de uma religiosidade individual e intimista, que tenta forçar experiências pessoais como padrão de conduta sobre os outros, sem ter base nas escrituras.

08 = Colossenses 2.8-15 - O Triunfo de Cristo



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás

Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019

Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho e Sem. Salomão S. Tavares Jr.

08 = Colossenses 2.8-15 - O Triunfo de Cristo ---------------------------------- 25/09/2019

Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.



Introdução


          O estudo indutivo das escrituras trás grandes benefícios tanto para o estudo pessoal como para o estudo em grupo. O estudo grupo tem muitas vantagens e a principal delas é a troca de observações sobre o texto entre os participantes do grupo. Também porque havendo visitantes não crentes, a palavra estudada de forma simples e direto no texto bíblico quebra muitas barreiras à evangelização.

          Experimente chamar algumas pessoas e criar um pequeno grupo de estudo indutivo das escrituras!

         

Contexto

          Paulo exortou os colossenses a que ficassem firmes em Cristo e caminhassem com ele o tempo todo. Agora, ele passa a dar razões práticas para isso. Seu primeiro ponto é mostrar o triunfo de Cristo e suas implicações e consequências a nosso favor como o maior incentivo para uma vida cristã comprometida.



Mas primeiro, uma alerta importante:

I.               Cuidado com as filosofias e tradições humanas - v.8



a)    O que significa “enredar”?

Enredar é lançar a rede sobre algo para prendê-lo e levá-lo cativo. O mundo tenta nos prender e escravizar para não servirmos a Cristo.

b)   Quais são os objetos que o mundo usa para nos enredar?

®   Filosofia - Não o conhecimento humano em si, mas os raciocínios criados a partir dele (veja o verso 3 - raciocínios falazes).

®   Vãs sutilezas. A palavra sutileza vem de “apatê” = engano, ilusão. De onde surgiu a palavra apatia = desinteresse.  Geralmente o desinteresse em algo surge quando o interesse em outra coisa toma o lugar do anterior. O mundo cria ilusões para distrair-nos do interesse genuíno em Cristo.

®   Tradições dos homens. Tradições humanas são as práticas criadas pelos homens que visam substituir os ensinamentos eternos e verdadeiros de Deus. A humanidade cria práticas e costumes que competem com a verdade e tumultuam a caminhada.



c)    O que são os rudimentos do mundo?

Rudimentos são pedaços pequenos de algo, como um quebra-cabeça com muitas peças. O mundo nos leva cativos, prendendo-nos na multidão de detalhes que impendem de ver o mais importante. Sutilezas e rudimentos são duas palavras que ilustram uma vida perdida. Tem tanta coisa para prestar atenção, que não consegue ver o essencial, o mais importante.

Você consegue dar um exemplo de algo que poderia funcionar como um rudimento do mundo? ___________________________ .



II.            As razões do triunfo de Cristo - v.9-15



A frase final do verso 8 é muito interessante - e não segundo Cristo. Alguém pode nos enredar com filosofia, sutilezas e tradições. Mas também pode nos enredar “segundo Cristo”! Cristo disse que seus discípulos seriam pescadores de homens (Mt 4.19). Eles pescavam com redes no Mar da Galiléia.

a)    Quais são os instrumentos do enredamento e triunfo de Cristo?

®   A encarnação da divindade - v.9. Em Cristo a divindade habita corporalmente, ou seja, Ele é plenamente divino. Paulo contradiz o ensino gnóstico que depreciava a humanidade de Cristo.


®   Nele estais aperfeiçoados - v.10. a palavra “aperfeiçoados” é da mesma família da palavra “plenitude” usada no verso anterior. Isso significa, não que fomos divinizados em Cristo, mas que somos presentemente santificados nele.


®   Ele é o cabeça de TODO principado e potestade - v.10. Cristo é a cabeça da Igreja (1.18), mas também é o cabeça de todo poder no universo. Ele tem o controle e o governo de todas as coisas em suas mãos, inclusive os poderes malignos.


®   Fomos circuncidados nele - v.11. Uma referência ao batismo como instrumento publico da mudança interior ocorrida em nossos corações pelo arrependimento dos pecados, daí dizer que essa circuncisão não foi feita por mãos humanas.


®   Fomos unidos a ele na sua morte e ressurreição - v.12. A morte de Cristo foi por nós (vicária) e a nosso favor (propiciatória), de modo que os principais beneficiários tanto da morte como da ressurreição somos nós, os convertidos a Cristo pelo arrependimento. A fé é o instrumento da recepção da obra de Cristo em nossos corações.


®   Ele nos deu vida perdoando TODOS os nossos delitos - v.13. Paulo repeti aqui o que disse em Efésios 2.1-3. Observe: Quantos pecados Cristo perdoou na cruz? _____________________ .


®   Ele cancelou nosso escrito de dívida contra Deus - v.14. duas palavras no verso 14 saltam aos olhos: cancelou e removeu inteiramente. Nada ficou para ser resolvido depois. A obra de Cristo na cruz a nosso favor é única (feita um única vez), completa (não deixou nada para depois) e suficiente (não precisa de complementos ou suplementos).


®   Ele despojou o reino de satanás publicamente - v.15. Ao perdoar nossos pecados, Cristo expôs satanás e seus seguidores ao ridículo. A ironia da cruz é que aquele que foi exposto para ser ridicularizado e debochado publicamente, ridicularizou e humilhou a satanás sem palavra ofensiva alguma. 


®   Ele trinfou na cruz - v.15. A cruz era o instrumento de morte mais vergonhoso da história, mas se tornou o símbolo do triunfo do amor de Deus!



Conclusão

          O que Cristo fez por nós na cruz é algo maravilhoso, não repetível e suficiente para nos garantir um relacionamento pessoal com Cristo de forma a nos abençoar e abençoar muitos outros. Não se afaste de Cristo!



Aplicações

1.    Fique atento aos objetos que o mundo usa para tentar te levar cativo para longe de Cristo e não lhes dê ouvidos.


2.    Fique atento ao significado da cruz e aprenda tudo que puder a respeito.



Motivos de oração

1.    Pela nossa vitória cotidiana contra o mundo, a carne e o diabo em obediência a Cristo.


2.    Pela nosso crescimento espiritual em Cristo e o fortalecimento de nossa fé nessas verdades fundamentais.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

07 = Colossenses 2.6,7 - Andai Nele



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás

Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019

Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho

07 = Colossenses 2.6,7 - Andai Nele ----------------------------------------------- 18/09/2019

Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.

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Introdução


          Recordando: Os componentes do estudo indutivo são: Observação, interpretação, correlação e aplicação. Nosso estudo nunca estará completo se não procurar aplicações do texto bíblico à vida prática. Segundo a Bíblia conhecer não é apenas ter informações sobre Deus e Sua Palavra, mas conhecer significa entrar num relacionamento pessoal com Ele e Sua Palavra.

Como aplicar o que estudamos às nossas vidas?

1º) Medite nos pontos principais e avalie os detalhes à luz deles.

2º) Busque especificamente:

(a) algo para crer

(b) Motivos de louvor e adoração

(c) Algo sobre o que pedir e/ou interceder em oração

(d) Algo sobre o que planejar e orar pedindo direção divina.


          A aplicação do texto está ligada ao ensino principal da passagem e aquilo que é entendido a partir dela

         

Contexto

          Paulo terminou o parágrafo anterior mencionando sua alegria e expectativa quanto à ordem e firmeza da fé dos colossenses. Aqui, ele alcança o clímax da epístola apontando para o fato de que o ponto alto do discipulado cristão é andar, comportar-se de acordo com o modelo e o aprendizado que recebemos a respeito de Cristo.

Andar Nele significa andar de acordo com o que aprendemos a respeito de Cristo. Não um aprendizado intelectual, baseado em informações e lições, mas na vivência cotidiana com ele, seguindo-o como seus discípulos.



I.               Como recebestes, andai Nele - v.6



a)    Comportamento determinado por aquele que recebemos.

Não recebemos apenas informações a respeito de Cristo, mas recebemos o próprio Cristo, quando instruídos no discipulado, passamos a segui-lo como seus discípulos. Isso fica evidente ao observarmos a expressão “como recebestes... andai.” Recebemos Cristo como “Senhor”, aquele que tem o direito de governar, mas também tem o direito de propriedade sobre nós. Ele foi recebido por nós para nos governar, não para nos atender quando desejamos. Andar é comportar-se, viver de acordo com a sua vontade, segui-lo como alunos que precisam e querem aprender a ser parecidos com ele.


b)   Cristo é o modelo da vida cristã.

Em Efésios, Paulo diz que devemos andar assim como ele andou (Ef 5.1,2). Pedro diz que deixou exemplo para seguirmos os seus passos (1Pe 2.21).


c)    Nossa mensagem não pode ser modificada.

Uma vez que Cristo é o modelo e exemplo, não temos permissão para modificar a mensagem do Evangelho, nem para adaptá-lo às conveniências sociais de nossa época. Qualquer mudança, adaptação, acréscimo ou decréscimo pode mudar o sentido da mensagem e por fim mudar o conteúdo proposto e apresentado por Cristo.



II.            Como fostes instruídos, cresçam - v.7



Paulo continua sua aplicação da mensagem usando figuras da agricultura e da construção:


a)    Ele é o terreno onde nossas raízes devem se aprofundar.

Árvores com raízes profundas são firmes vencem tanto a seca como as tempestades que não as derrubam ou arrancam com facilidade. A superficialidade é uma grande inimiga da vida cristã.


b)   Ele é o alicerce sobre qual devemos edificar.

Alicerces sólidos não permitem o surgimento de rachaduras na construção. Cristo é o único fundamento sobre o qual podemos e devemos edificar (1Co 3.1-16).


c)    Ele é o Mestre cujo ensino devemos confirmar.

A palavra traduzida por “confirmados” se liga ao sentido de “firmeza” do verso 5, e diz respeito a algo que pode ser verificado, testado em sua consistência. Nosso compromisso com Cristo precisa ser consistente para o nosso testemunho ser relevante.


d)   Todo crescimento em Cristo deve ser vivido em gratidão.

O que Paulo quer dizer é que enquanto fortalecemos nossas raízes e fundamento, devemos crescer com gratidão. A gratidão deve acompanhar o crescimento.



Conclusão

          O centro de tudo na vida cristã é Cristo. Tudo foi feito por meio dele. e para Ele, Ele está acima de tudo e antes de tudo; nele tudo subsiste (1.16,17).



Aplicações

1.    Todos os que já receberam a Cristo, são filhos de Deus (Jo 1.12).


2.    Ser instruído como discípulo de Cristo é mais que frequentar uma igreja e obter informações intelectuais a seu respeito. Significa se envolver pessoalmente com ele.



Motivos de oração

1.    Ore para você seja um bom discípulo e aprenda a discipular outros a fim de que conheçam a Cristo como você o tem conhecido.


2.    Ore para que o nosso aprendizado frutifique em nossas vidas.

06 = Colossenses 2.1-5 - O Mistério de Deus, Cristo



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás

Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019

Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho e Sem. Salomão S. Tavares Jr.

06 = Colossenses 2.1-5 - O Mistério de Deus, Cristo --------------------------- 10/09/2019

Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.

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Introdução


          Os componentes do estudo indutivo são: Observação, interpretação, correlação e aplicação. A correlação é relacionar o texto estudo com outros textos com assuntos iguais ou semelhantes nas escrituras.


          A estrutura de Colossenses é muito semelhante à estrutura de Efésios, onde vários dos temas de Colossenses também estão presentes. A causa disso é o fato de Paulo te-las escritas na mesma época em que estava preso em Roma. Assim como Paulo relata sobre suas orações para que os colossenses conheçam a Cristo com profundidade. Faz a mesma coisa em Efésios 3.14-21. Paulo também se refere a Cristo como o grande tesouro que compartilhamos em 2 Coríntios 4.7. Cristo também chamado de mistério em Romanos 16.25 e 1 Coríntios 2.27.


          O objetivo da correlação é trazer mais luz para o entendimento do texto estudado.



Contexto

          Paulo havia falado no parágrafo anterior sobre o seu esforço para anunciar, advertir e ensinar todo homem a fim de este seja apresentado perfeito, ou seja, santificado em Cristo. Esse assunto o leva a tratar do papel da intercessão em nossa estratégia de evangelização.



I.               Intensa intercessão pelas igrejas - v.1,2


a)    Gostaria que soubessem.

Muitas pessoas não se envolvem na intercessão em favor dos outros por não saberem corretamente o seu significado. A intercessão é um dos fatores fundamentais do vínculo de comunhão dentro do cristianismo.


b)   Quão grande luta.

A intercessão aqui é definida como uma “grande luta”. Como a que Jacó teve com o Anjo do Senhor em Gênesis 32. É muito instrutivo perceber que em Gênesis 32, o motivo da luta de Jacó com Deus tinha a ver com a quebra da comunhão e amizade entre Jacó e seu irmão Esaú. Jacó precisava ser transformado em outro homem para poder encarar e pedir o perdão de seu irmão.


A intercessão é oração em favor de outros levando-nos a pensar em outros e não somente em nós mesmos. Note a seguir os alvos bem definidos da luta intercessora de Paulo.

®   Por vós.

®   Pelos laodicenses

®   Por quantos não me viram face a face


    Paulo ora pelos colossenses e laodicenses. Os que ele conhecia e os que ele não conhecia. Paulo nunca tinha estado na igreja de Colossos, embora já tivesse passado pela cidade e conhecesse vários membros da Igreja. Por isso orava por eles. Não estar pessoalmente num lugar não implica em que não podemos orar por pessoas que moram lá.



II.            O Objetivo da intercessão é o conhecimento amplo de Cristo - v. 3,4


A oração de Paulo é dupla, abarcando aspectos positivos e negativos na vida cristã. Muito da eficácia de nossas orações está relacionado com os seus objetivos


a)    Compreensão abrangente de quem é Cristo.

®   Corações confortados e vinculados em amor.

Confortar aqui tem o sentido positivo de exortar, animar, fortalecer e não o sentido de consolar alguma tristeza. Ânimos fortalecidos e animados são vinculados com mais poder pelo amor.


®   Toda a riqueza da forte convicção do entendimento.

Corações convictos são enriquecidos e fortalecidos na capacidade de discernir e aprender.


®   Compreender plenamente o mistério de Deus, Cristo.

Esse é ponto alto do parágrafo. O mistério antes oculto por Deus, mas agora revelado é Cristo e a redenção realizada na cruz. Esse mistério deve ser entendido plenamente, de forma ampla.


®   Em Cristo estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.

A grande riqueza da humanidade é partilhar Cristo e sua Cruz. Ele é o tesouro guardado nas almas de vasos de barro, que somos nós. Paulo não fala de algum tesouro, mas de todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Tudo isso está oculto em Cristo para nós conhecermos na doce comunhão de seu amor.



b)   Não serem enganados por ensinos falsos.

Por outro lado, a intercessão é para que o erro sedutor e raciocínio falacioso não tome conta de nossas mentes, mas apenas Cristo. Por quê?

®   O engano é sedutor e não leva à verdade.

®   Raciocínios falazes são ilusões e secam a vitalidade espiritual das pessoas.



III.         A intercessão fortalece o vínculo espiritual da fé - v.5


   a)    Ausente no corpo - presente no espírito.

A intercessão nuca está limitada no espaço e no tempo. A INTERCESSÃO TEM A CAPACIDADE DE TRANSFORMAR AUSÊNCIAS EM PRESENÇA. Essa verdade fortalece a fé e a firma no alicerce correto da vida cristã: Cristo.


   b)   Alegria na comunhão - estou convosco

 A intercessão amplia a alegria porque enaltece o vínculo espiritual da fé que elimina distâncias entre pessoas e necessidades. A intercessão é um elemento da comunhão cristã porque a sua alegria desemboca em relacionamentos fortalecidos.


   c)    Verificando a ordem e firmeza da fé

Verificar é olhar para ver se está tudo bem, conferindo detalhes e atestando a boa ordem das coisas. Ordem é organização. Uma fé que é verificada e encontrada em ordem tem firmeza, atesta a sua firmeza.



Conclusão

          A intercessão é uma ferramenta muito útil quando estamos impossibilitados de estar presentes em algum lugar para servir. Ela nunca é limitada por circunstâncias e distâncias. Paulo estava preso e usava seu tempo para interceder.

Precisamos aprender a fazer o mesmo.



Aplicações:

1.    Orar é lutar em favor dos outros diante de Deus. Tirar a atenção de nós mesmos um pouquinho para gastá-la com outras pessoas.


2.    Cristo é o nosso tesouro. Ele é a pérola preciosa, o tesouro escondido no campo, o tesouro em vasos de barro.


3.    A firmeza da fé pode ser verificada com clareza. A fé não é um elemento abstrato e absurdo, mas é verificável e do qual se pode testemunhada. Submeta sua fé ao escrutínio da Palavra e deixe-se moldar por ela.



Motivos de oração

1.    Peça para Deus te despertar para interceder mais em favor dos outros.


2.    Interceda para que o vínculo de nossa igreja não seja quebrado facilmente.


3.    Interceda por constância e organização na vida da igreja.

05 = Colossenses 1.24-29 - Todo Homem Perfeito em Cristo



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás

Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019

Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho

05 = Colossenses 1.24-29 - Todo Homem Perfeito em Cristo ------------- 04/09/2019

Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.


Introdução

          Os passos de um bom estudo indutivo incluem: Observação, interpretação, correlação e aplicação.


          Interpretar é explicar ou mostrar o significado de algo. Não o que achamos que significa, mas, o que o autor teve a intensão de mostrar para nós. A interpretação deve acontecer dentro do contexto (histórico e literário). Para interpretarmos bem temos de chegar ao significado natural - o que as palavras significam dentro das frases e seu uso. Busque o significado original - as culturas e as épocas mudam o significado de muitas palavras. Amor, por exemplo, hoje em dia é associado a relações sexuais, mas qual o significado de amor em Mateus 5.43-48 e João 3.16? Busque o significado coerente: O significado precisa ser harmônico com seu contexto literário e com o resto das Escrituras.[1]


          No parágrafo de hoje, precisamos entender o sentido da expressão (preencho o que resta das aflições de Cristo”. O significado é literal ou figurado? Se é figurado, o que significa, como participamos dos sofrimentos de Cristo? Se é literal: Um ser humano pode completar a obra que Cristo realizou na Cruz, ou, a obra de Cristo na Cruz não foi completa?



Contexto

No parágrafo anterior Paulo exaltou Cristo como o Senhor de todas as coisas, agora ele particulariza esse senhorio aplicando-o ao ministério cristão (pastoral e pessoal). O tema de Paulo é que o objetivo da pregação cristã, em todos os níveis, é levar as pessoas a crescerem em santidade e santificação para a glória de Cristo.



I.               Regozijo por causa das aflições de Cristo - v. 24,25


a)    Regozijo no sofrimento a favor da igreja.

No verso 23, Paulo afirmou que se tornou ministro da pregação do evangelho que promove a esperança. Agora, ele afirma que esse ministério é revestido de “um alegre sofrimento” em favor dos que estão sendo alcançados por essa esperança do Evangelho.


b)   O que significa: preencher o resto das aflições de Cristo?

Paulo não se refere a completar a obra redentora e expiatória de Cristo na cruz. Essa obra está completa. Ele se refere aos sofrimentos a que somos submetidos por pregar o evangelho de Cristo. Como ele é a cabeça e nós, seu corpo, essa ligação íntima entre nós e Cristo nos torna participantes dos sofrimentos de Cristo. Quem persegue os cristãos persegue a Cristo: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4). Por outro lado, somos perseguidos porque amamos a Cristo. Ele afirma que Cristo sofre com o nosso sofrimento.


c)    Os sofrimentos em favor da igreja dão pleno cumprimento à palavra de Deus.

Paulo associa os sofrimentos pelos quais atravessa (está preso em Roma por causa da pregação do Evangelho) à pregação do Evangelho. Esse sofrimento causado pelo evangelho, e não por pecados cometidos, produz alegria e faz parte do cumprimento da pregação.



II.            O mistério revelado é Cristo em vós - v. 26,27


a)    O mistério antes oculto, agora foi revelado aos santos.

O mistério da salvação estivera oculto por toda a dispensação do Antigo Testamento. Mas agora está completamente revelado. Observe que a revelação foi dada aos santos com o propósito de que o proclamassem a todos. Os gnósticos se gabavam de serem os detentores dos mistérios da salvação os quais só revelavam aos iniciados no gnosticismo. A proclamação do evangelho deve ser pública a fim de alcançar a “todos”, não somente alguns, uma elite espiritual escolhida a dedo por nós mesmos.


b)   A esperança da glória é “Cristo em vós”.

Qual é o mistério? É que deus providenciou salvação para os pecadores através do envio de Cristo ao mundo. A esperança da glória é conhecer Cristo, mas não isto apenas, é conhecê-lo habitando o coração dos crentes eternamente! “Nós estamos em Cristo”, mas “Cristo também está em nós”.


c)    O mistério revelado é o cerne da pregação cristã

O centro e o significado da pregação cristã é a revelação desse mistério ao maior número de pessoas que pudermos alcançar. Observe que Deus “quis” revelá-lo aos seus santos. Paulo diz ser esse ato revelatório revestido de “riqueza”, porque inclui os gentios. Essa pregação produz esperança, e essa esperança aponta para o porvir, a glória futura. O Senhor de todas as coisas não está distante, porque veio até nós.



III.         Apresentar todo homem perfeito em Cristo é o alvo da pregação - v. 28,29


   a)    Anunciamos a esperança da glória

Essa mensagem foi anunciada abertamente. O modo como foi anunciada é destacado nos dois gerúndios a seguir “advertindo” e “ensinando”. Como anunciamos a esperança da glória? Advertindo e ensinando as pessoas a respeito de quem é e o que fez Jesus por nós na encarnação e na cruz.


   b)   Advertindo a todo homem

Advertir é confrontar o comportamento, aconselhando a mudança de rumo nas ações seguintes.


   c)    Ensinando a todo homem - com sabedoria

Ensinar é apontar o lado positivo do evangelho. Deus nos livra da perdição e nos dá a vida eterna. Ensinar com sabedoria é uma arte, pois é mais eficaz que simplesmente transmitir conhecimentos para as pessoas, pois é ensino para a vida prática das pessoas.


   d)   Para isso - fadiga e esforço

O alvo é levar as pessoas a serem “perfeitas em Cristo”, ou seja, amadurecidas na fé. Paulo enfatiza que o motivo de suas fadigas e cansaço era esse propósito de levar as pessoas a conhecerem a Cristo e se tornarem cada dia mais parecidas com Jesus. Em Gálatas ele falou de sofrer as dores de parto até Cristo ser formado na alma das pessoas (Gl 4.19). A expressão “a fim de que” tem o sentido de propósito, mas também de resultado. O propósito e o resultado do esforço ministerial é ver Cristo no comportamento dos crentes.


    e)    Poder = eficácia/opera/eficientemente

Eficácia = energizar. Operar = trabalhar. Eficiente = dinamizar. Deus energiza o nosso trabalho. Ele dinamiza os resultados do nosso trabalho. Fica evidente que o esforço humano não produz, por si mesmo, os resultados espirituais esperados, mas a ação poderosa de Deus que age nos bastidores dos acontecimentos, circunstâncias, sofrimentos e situações a que somos submetidos ou conduzidos por Deus a fim de alcançar e servir as pessoas.



Conclusão

Vale a pena envolver-se ministerialmente com a pregação do evangelho. Há sofrimentos, mas também há colheitas de frutos espirituais na vidas das pessoas alcançadas.



Aplicações:

1ª) Quando é que sofremos pelo evangelho?

(1) Quando somos perseguidos por causa do evangelho. 
(2) Quando ficamos cansados pelo trabalho da evangelização. 
(3) Quando oramos intensamente pela Igreja (Paulo chama o ministério de intercessão de “grande luta” - Cl 2.1).


2ª) O mistério da pregação do evangelho é que não existe mistério, pois Deus colocou em nossas mãos todos os recursos necessários para agirmos em obediência ao seu mandamento de anunciar o evangelho a todas as pessoas.


3ª) Todos querem experimentar poder, os cristãos desejam sincera e ardentemente serem instrumentos do poder de Deus. Paulo afirma que ele está disponível para aqueles que se envolvem sinceramente com a pregação do evangelho, mas adverte que os resultados contabilizados têm o seu alvo e finalidade na glória de Deus somente.



Motivos de oração

1.    Ore por regozijo verdadeiro em meio às tribulações.

2.    Ore por estar atento ao sentido e significado da pregação do evangelho como instrumento útil dele e jamais seu empecilho.

3.    Ore por ser energizado e ter seu trabalho cristão dinamizado pela ação poderosa de Deus em você e através de você no discipulado cristão.



[1] Antônia Leonora Van der Meer. O Estudo Bíblico Indutivo, ABU, p. 17,18.
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