O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

16 = Colossenses 4.2-6 - O Mistério de Cristo


Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho
16 = Colossenses 4.2-6 - O Mistério de Cristo -------------------------------- 20/11/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.


Introdução

           Como podemos conhecer e manifestar o mistério de Cristo?

O que é o mistério de Cristo?

            Nas escrituras, um mistério é algo que estivera oculto, mas agora foi revelado (1.26). O mistério revelado é “Cristo em vós, a esperança da glória” (1.27), que pode ser compreendido por nós (2.2) e deve ser anunciado aos outros (4.3).
            Não há segredo ou algo escondido, mas tudo é claro no Evangelho de Cristo e devemos compartilhá-lo com os outros sem ter vergonha ou medo.

Contexto
            Entramos no último parágrafo da epístola. Paulo passa a dar os seus conselhos finais. A seguir compartilha dois conselhos importantes para a proclamação de Cristo ás pessoas. Precisamos levar a sério a oração e o nosso comportamento público. Nos dois conselhos Paulo deixa clara a sua intencionalidade: Em tudo, fazer Cristo conhecido das pessoas.


1.     Aprender a praticar orações intencionais - v.2-4

a)     Perseverar na oração.
O que significa perseverar? _____________________________. A perseverança é tanto negativa (suportar firmemente) quanto positiva (insistir sem abandonar). A insistência bíblica na oração é porque é um meio de graça que fortalece nossa comunhão com Deus e alimenta nossa perseverança.

b)    Vigiar continuamente em oração.
Vigiar é fazer o trabalho de uma sentinela. Praticar a oração não nos desliga do mundo, pelo contrário, por meio da oração Deus nos leva a ver (perceber) detalhes que passam despercebidos a olhos desatentos. A palavra vigiar está no gerúndio, que delineia uma ação constante e repetitiva. A vigília aponta para a necessidade de que o tempo gasto com oração seja maior que apenas poucos minutos.

c)     Orar com ações de graças.
Devemos ser agradecidos a Deus pelo privilégio que nos concede de participar da evangelização. Não devemos orar reclamando ou murmurando, como se não valesse a pena ou fosse perda de tempo. A gratidão coloca em relevo nossa dependência da providência divina para tudo.

d)    Suplicar pelo avanço da pregação do evangelho.
A palavra traduzida por “suplicar” é um particípio imperativo da palavra traduzida acima por “oração”. Isso significa que, suplicar é orar com mais intensidade expressando grande necessidade. O motivo das súplicas é a necessidade do avanço do evangelho entre as pessoas que não conhecem Jesus Cristo. Abrir uma porta é deixar o caminho livre; libertar os que pregam das prisões e da perseguição religiosa contra os cristãos.

e)     A intensão e o objetivo finais da oração é para que Cristo seja manifesto através de todos nós.
Devemos orar intencionalmente para que falemos de Cristo para as pessoas de nosso convívio. Manifestar Cristo não é uma opção para os cristãos. É um dever sempre presente no presente.


2.     Aprender a comportar-se com sabedoria

Se devemos orar para que falemos de Cristo, então precisamos dar atenção também ao que vamos falar e como fazê-lo.

a)     Comportar-se com sabedoria é um imperativo.
“Portai-vos” traduz “peripateite” (andar, caminhar ao redor do professor para aprender, ser um discípulo - 2.6 = andai nele). É evidente que Paulo nos diz que não caminhamos sem supervisão. Cristo vai caminhando conosco, instruindo-nos, dando-nos tarefas para realizar e avaliando nosso desenvolvimento e aprendizado. Andando com ele aprendemos como ele faz para imitarmos sem comportamento e aprendermos a fazer do mesmo jeito.

b)    Nossa comportamento deve ser intencional: Ganhar os de fora.
Nosso comportamento é modelado intencionalmente para ganhar os de fora, não para agradá-los. Devemos atraí-los para o nosso comportamento, nunca fazer concessões ao tipo de comportamento que não agrada a Deus e que é praticado por quem não conhece e nem anda com Jesus.
Ganhar não é apenas trazê-los para dentro, mas trazê-los para dentro a fim de discipulá-los para Cristo.

c)     Intencionalidade significa aproveitar oportunidades.
“Oportunidade” traduz a palavra “kairós”, que significa “tempo”, mas não no sentido do tempo marcado pelo relógio e sim, o momento certo, ideal para a realização de algo específico e pode estar relacionado a um objeto, processo ou contexto. Logo, pode ser uma chance única ou um conjunto de fatores que se ligam num evento maior. Pode ser tanto a hora “H” ou uma época inteira. Por isso, somente, quando nossa vontade está sintonizada com a deus aproveitamos melhor as oportunidades que Ele nos dá para falarmos de Jesus às pessoas. Quando estamos atentos vemos as oportunidades, quando não estamos atentos, perdemos as oportunidades.

d)    Palavras intencionais são agradáveis, mas temperadas com sal.
Por causa da intenção de ganhar as pessoas de fora para Cristo, devemos aprender a escolher e a usar as palavras. Palavras temperadas com sal são palavras sóbrias, não comprometidas pela bajulação ou falsidade, mas comprometidas com a verdade dita com educação e respeito.

e)     Devemos saber como responder a cada um.
Isso implica em dizer que nossas respostas a respeito de nossa fé devem ser construídas com critérios bíblicos; jamais podem ser levianas ou sarcásticas; não podem ser arrogantes ou soberbas, mas ditas com sabedoria e sinceridade, baseadas na verdade revelada por Deus em Cristo e nas Escrituras.

Aplicações

1.     A intencionalidade de nossas orações ganha profundidade quando é iluminada pelos planos e vontade de Deus. Aprenda a orar intencionalmente seguindo o modelo das orações de Paulo no Novo Testamento.

2.     A sabedoria de nosso comportamento ganha profundidade quando é motivada e alimentada pelos planos e vontade de Deus. Aprenda a agir com sabedoria alimentando sua mente e alma com a riqueza das escrituras (3.16).

Motivos de oração

1.     Mudar os objetivos de suas orações.

2.     Mudar os objetivos de seu comportamento público.

3.     Aprender a ver e aproveitar as oportunidades de falar de Cristo às pessoas não cristãs ou cristãs nominais.

15 = Colossenses 3.22-41 - Servos de Cristo


Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho
15 = Colossenses 3.22-4.1 - Servos de Cristo -------------------------------- 13/11/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.



Introdução

            Como se aplica na prática esse revestimento do fruto do Espírito e o abandono das obras da carne? Depois de aplicar à vida familiar, Paulo se volta para as nossas relações sociais de trabalho quanto a patrões e empregados, extraídos da relação servo-senhor dentro do regime da escravidão dentro do Império Romano.

Contexto
            Desde o capítulo 2 Paulo vem tratando de nossa união com Cristo em sua morte e ressurreição. Essa união deve nos levar a despirmo-nos do velho homem e nos revestirmos do novo homem. O velho homem é caracterizado pelas obras da carne e o novo homem do fruto ou das virtudes do Espírito Santo.
            Paulo mostra como funciona aplicando para a vida familiar (v.18-23) e para as relações de senhorio e escravidão. Nesse estudo trataremos da segunda aplicação.

1.     Servos: obedecer em tudo ao seu senhor - v.22-25

a)     Obediência total.
O mesmo tipo de obediência esperada da esposa e de um filho.

b)    Não trabalhar somente para o senhor ver.
Ou seja, não trabalham somente enquanto ele está vendo; e não trabalhar somente para agradar e bajular o patrão.

c)     Não fazer somente para agradar a homens.
O alvo principal de nosso trabalho é agradar a Deus.

d)    Fazer com singeleza de coração.
Singeleza é simplicidade, sem segundas intenções egoístas.

e)     Fazer temendo ao Senhor e não ao senhor.
®   Fazer de todo o coração - com dedicação.
®   Fazer visando agradar a Deus mais que a homens - visando a glória de Deus.
®   Ter ciência que é Deus quem recompensará o serviço prestado - não procurar as recompensas dos homens, mas a de Deus em primeiro lugar..
®   “A Cristo, o Senhor, é que estais servindo”.
Paulo escreve uma frase direta para não deixar dúvida.
®   Quem pratica a injustiça receberá de volta a injustiça feita.
A prática da injustiça traz castigo sobre qualquer um que a pratica. O patrão que maltrata e o empregado que finge que trabalha.
®   Não há acepção de pessoas nisso - não há tratamento diferenciado nessa questão por parte de Deus.

2.     Senhores: tratar os servos com justiça - 4.1

a)     Tratar os servos com justiça
Justiça é dar a cada um o que merece, no caso, pelo seu trabalho. A escravidão é um sistema de trabalho injusto, pois se baseia na exploração da força de trabalho de outrem sem direito a pagamento, e sem direito de escolha. O trabalho é cobrado sob regime de opressão e ameaças.

Nota: Paulo não condena abertamente a escravidão, mas em Filemom deixa claro que ela não deveria ocorrer entre cristãos, e que os cristãos deveriam alforriar seus escravos por causa do evangelho. Com o crescimento do cristianismo dentro do Império Romano a escravidão deixou de ser praticada cerca de 300 anos depois.

b)    E com equidade
Equidade é imparcialidade e moderação na aplicação da justiça.
Você concorda com a definição de equidade abaixo?

_______________________________________
_______________________________________
______________________________________

c)     Certos de que têm Senhor no céu.
Os senhores não podiam achar que não prestariam contas dos maus tratos aplicados aos escravos. Todo ato de opressão e exploração do mais forte sobre o mais fraco, será julgado pelo justo juiz e criador da vida de todas as pessoas.

Conclusão
            As instruções de Paulo aos escravos e aos senhores de escravos se aplicam claramente às relações de trabalho em nossa sociedade.

Os empregados não tentar enganar ou iludir seus patrões com uma prestação de serviço ruim ou apenas para ser vista. Mas devem trabalhar de forma comprometida e prestar serviço de boa qualidade. Porque fazem para a glória de Deus acima de tudo.
            Por outro lado, os patrões não podem administrar seus trabalhadores pela via das ameaças e do desrespeito. Deus é o juiz de tudo e ninguém está acima do julgamento de Deus.

Motivos de oração

1.     Ore para que você trabalhe comprometidamente e faça tudo para a glória de Deus.

2.     Ore para que os cristãos sejam patrões diferentes do tipo de patrões que existe no mundo, fazendo para a glória de Deus e administrando suas relações de trabalho com justiça e equidade.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

14 = Colossenses 3.18 a 21 = Submissos a Cristo


Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho
14 = Colossenses 3.18-21 - Submissos a Cristo --------------------------- 06/11/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.


Introdução
            Como se aplica na prática esse revestimento do fruto do Espírito e o abandono das obras da carne? Paulo nos diz como deve funcionar em primeiríssimo lugar na nossa vida familiar.

Contexto
            Desde o capítulo 2 Paulo vem tratando de nossa união com Cristo em sua morte e ressurreição. Essa união deve nos levar a despirmo-nos do velho homem e nos revestirmos do novo homem. O velho homem é caracterizado pelas obras da carne e o novo homem do fruto ou das virtudes do Espírito Santo.

            Paulo mostra como funciona aplicando para a vida familiar (v.18-23) e para as relações de senhorio e escravidão. Nesse estudo trataremos da primeira aplicação.

1.     Esposas: Submissão ao marido como ao Senhor - v.18

a)     O que significa submissão?
Veja Efésios 5.21 - “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”.

b)    O que significa a submissão da esposa ao marido?
Veja Efésios 5.22-33: três palavras que definem a submissão: (1) Submissas - v.22; (2) sujeita (v.24) e respeite - (v.33).

c)     Três informações importantes sobre a submissão da esposa
1ª) Ao próprio marido. Dentro do casamento.

2ª) Como convém. O sentido de conveniente é “ser adequado”, nunca ser agradável ou satisfatório somente ao marido.

3ª) No Senhor. Dentro da submissão ao Senhor, de conformidade com a submissão a Deus, ou em complemento à submissão a Deus.

            A submissão da esposa espelha sua submissão a Cristo, ou seja está totalmente entregue a ele e pronta para servir-lhe.

2.     Maridos: Amar as esposas - v.19

a)     O marido deve amar (imperativo) a sua esposa.
A forma como os maridos devem amar é descrita em detalhes em Efésios 5.25-30. Paulo usa 5 verbos para esclarecer o que significa amar uma esposa: (1) amar como Cristo amou a Igreja; (2) Entregar-se; (3) santificá-la; (4) purificá-la; (5) apresentá-la gloriosa. Amar é cuidar do mesmo jeito que cuida de si mesmo (Ef 5.28). Por que os maridos devem amar assim? Porque somos membros do corpo de Cristo (v.30)

b)    Amar é o oposto de tratar com amargura.
Tratar com amargura é tratar mal; ser ríspido com ela; resmungar e criticar a esposa frequentemente. Maridos revestidos do fruto do Espírito procurarão ser mais pacientes e brandos nas palavras e no tratamento.

Pedro diz que os maridos devem tratar as esposas com discernimento(saber conviver no lar); tendo consideração (ela é mais fraca fisicamente) e com dignidade (são coerdeiros da mesma graça de vida) - 1 Pedro3.7.

3.     Filhos: Obedecer aos pais em tudo - v.20

a)     A obediência deve ser em tudo.

b)    A obediência é um mandamento e não uma opção.

c)     Obedecer é ser grato diante de Deus.

Deus prometeu abençoar a obediência dos filhos.

4.     Pais (marido e esposa): Não irritar os filhos - 21

Os filhos devem ser inteiramente obediente aos pais, mas isso não dá aos pais direitos irrestritos sobre seus filhos.

a)     Pais - a instrução é válida tanto para o pai como para a mãe.
Na educação de filhos segundo a Bíblia, um não pode se escusar da tarefa em favor do outro, nem escusar o outro a favor de si próprio. Ela é uma responsabilidade compartilhada por pai e mãe.

b)    Não irritar os filhos.
O que pode irritar os filhos?
(1) Exigir mais do que pode fazer.
(2) Brigar com eles na frente dos outros.
(3) Não reconhecer o seu trabalho quando bem feito.
(4) Compará-los com outros, diminuindo-os.
(5) Não os deixar escolher, mas escolher sempre por eles.
(6) Desconsiderar as suas opiniões.

c)     Para que não fiquem desanimados.
Pais que prendem ou protegem demais seus filhos podem desanimá-los e fazer deles pessoas sem expressão, opinião ou coragem diante de problemas e dificuldades.

Conclusão
            Agir assim é revestir-se do novo homem e do fruto do Espírito. A cosmovisão cristã é uma nova mentalidade diante das inúmeras concessões que a secularidade impõe sobre nós.

Motivos de oração

1.     Ore pelas mulheres casadas a fim de que saibam ser respeitosamente submissas.

2.     Ore pelos homens casados a fim de que saibam amar respeitosamente suas esposas.

3.     Ore pelos filhos para que aprendam a obedecer.

4.     Ore pelos pais a fim de que saibam educar segundo A Bíblia.

13 = Colossenses 3.12-17 = Vestidos Sempre das Virtudes de Cristo


Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho e Sem. Salomão S. Tavares Jr.
13 = Colossenses 3.12-17 - Vestidos Sempre das Virtudes de Cristo -30/10/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.



Introdução

            Qual fruta representa melhor a figura do fruto do Espírito em Gálatas 5.22,23? ( ) Uma maçã. ( ) Um cacho de uvas. ( ) Um abacaxi. ( ) Uma mexerica. Por quê? __________________.

            A linguagem de Paulo nos versos 12 a 17 se aproxima muito da descrição do fruto do Espírito de Gálatas 5.22,23.

Contexto

            No verso 10, Paulo afirmou que uma vez que fomos unidos a Cristo em sua morte e ressurreição, fomos revestidos do novo homem, que se refaz para conhecer plenamente a Deus, tendo como modelo a imagem de Cristo. Nesse parágrafo, ele explicará com mais detalhes o que quis dizer. Observe que o revestimento do homem se dá pela substituição das obras da carne, descritas nos versos 5 a 11, pelo fruto do Espírito descritos nos versos 12 a 17.


1.     Devemos nos revestir das virtudes do fruto do Espírito - v.12

a)     O que significa “revestir-se”?

No verso 10, Paulo afirma que já nos revestimos do novo homem. Aqui ele coloca o verbo revestir no imperativo. Nós nos revestimos de Cristo quando cremos e devemos continuar nos revestindo dele por toda a nossa vida cristã na terra. A voz reflexiva enfatiza a necessidade de fazê-lo por obediência a Cristo.

b)    Por que devemos obedecer ao mandamento de nos vestirmos de Cristo?

Porque somos (a) eleitos de Deus, (b) santos e (c) amados. A nossa nova natureza e posição (status) diante de Deus exige isso de nós. Devemos agir de acordo com o que já somos para Deus.

c)     Quais as virtudes do fruto do Espírito que devemos nos vestir?
(a) Ternos afetos de misericórdia. (b) bondade, (c) humildade, (d) mansidão, (e) longanimidade. Podemos acrescentar (e) amor [v. 14] e (f) paz [v.15]. Observe que há virtudes alistadas aqui que não aparecem na lista de Gálatas 5.22,23. O que isso quer dizer? ________________________. Será que podemos entender que o perdão também faz parte do fruto do Espírito?

2.     Devemos suportar uns aos outros por meio do perdão - v. 13

a)     Suportar é aguentar o peso do irmão e colocá-lo de pé.
Cristo disse que enquanto estava conosco suportava nossa incredulidade (Mt 17.17). Paulo diz que devemos suportar uns aos outros em amor (Ef 4.2). Suportar tem o sentido de tolerar, aguentar o peso das imaturidades e pecados dos outros contra nós. Ter uma atitude de boa mente e aceitação mesmo quando o outro erra conosco.

b)    Como suportamos uns aos outros e quando?
Praticando o perdão mutuamente, sempre que surgir queixas entre nós.

c)     Cristo é o nosso modelo para praticar o perdão com os outros.
Devemos perdoar uns aos outros ASSIM COMO Cristo nos perdoou. Ele é o nosso mediador e modelo para todas as nossas ações em todos os nossos relacionamentos.

3.     O amor é o vínculo da perfeição - v.14

Vínculo quer dizer “elo”, “união”, “ligação”. O amor deve ser a motivação suprema para o perdão e todas as demais ações que praticarmos uns com os outros. O amor é o elo que liga os crentes no caminho do crescimento à maturidade (Ef 4.13 - a medida da estatura de Cristo).

4.     A paz de Cristo é o árbitro em nossos corações - v.15

No futebol, qual a função do árbitro? ___________________________. A paz, como fruto do Espírito, deve arbitrar as questões dentro da vida do corpo de Cristo. A paz deve dar a palavra final e devemos ser gratos por isso. Precisamos aprender a ser gratos pela mediação do Espírito na resolução dos nossos problemas de relacionamento na igreja e fora dela.

Você sabia que a paz é o primeiro resultado do perdão? (Rm 5.1). Você sabia que a Justificação é a declaração do perdão de Deus sobre os nossos pecados? Você sabia que o alvo do perdão sempre é a reconciliação? (Rm 5.10,11). Você sabia, que fazer parte do corpo de Cristo é um chamado à paz? Leia de novo o v. 15.

5.     A Palavra de Cristo deve habitar nossos corações ricamente - v.16

Como deve ser a habitação da palavra em nossos corações? ____________. Observe os frutos disso: (a) aconselhamento mútuo; (b) instrução mútua, (c) sabedoria, (d) louvor a Deus com cânticos e hinos, (e) gratidão no coração. A obrigação de conhecer a Palavra e usá-la nas nossas relações pessoais é para todos os crentes.

Uma pergunta fundamental: Quantas vezes você já leu a Bíblia inteira desde a sua conversão a Cristo? ________________________________.

6.     Todas as nossas ações devem ser feitas com gratidão em nome de Cristo - v.17.

a)     Tudo o que fizerdes - palavras e ações.
Não há nada que possamos deixar do lado de fora. Aponta para o fato de que o alcance do governo de Cristo em nossas vidas é TOTAL.


b)    Fazer em nome do Senhor Jesus.
Isso significa fazer em harmonia com sua vontade, em submissão à sua vontade, em dependência à sua vontade.

c)     Dando graças a Deus por meio de Cristo.
Pergunte-se: Sou capaz de agradecer a Deus por ter feito isso dessa maneira, ou não?

Conclusão
            Não perca o foco, Paulo está falando de como “matamos” nossa natureza terrena, que evite pensar e buscar as coisas lá do céu e trazê-las aqui para a terra. Essas virtudes são muito úteis na nossa batalha contra o pecado que habita em nós e que também azedam nossos relacionamentos com os outros. As virtudes do fruto do Espírito estão disponíveis a nós para frutificarmos para Deus e para desfrutarmos delas nas nossas relações com os outros.

Motivos de oração

1.     Ore para Deus te dar disposição para trocar rapidamente a roupa do velho homem pela roupa do novo homem.

2.     Ore para que o Espírito frutifique através de você o fruto do Espírito.

3.     Ore por disposição para ler as Escrituras com frequência diária.

4.     Ore com gratidão, ore por gratidão no seu coração. Ore por praticar a gratidão com Deus e com os outros sempre.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

12 = Colossenses 3.5 a 11 - Cristo é Tudo em Todos


Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho e Sem. Salomão S. Tavares Jr.
12 = Colossenses 3.5-11 - Cristo é tudo em todos ----------------------------- 23/10/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.


Introdução

            Buscar e pensar nas coisas lá do alto onde Cristo vive (v.1,2) tem implicações práticas para a nossa vida diária.

            Nesse parágrafo apresenta os lado negativo e positivo da vida cristã. Por um lado, Cristo nos despiu do velho homem com as suas obras pecaminosas; por outro lado, Ele nos revestiu do novo homem a fim de Ele ser tudo em todos. 

A figura do trocar de roupa não coloca a ênfase em mudanças puramente externas ou visuais, mas o alvo de Paulo é mostrar a mudança integral no caráter e comportamento dos cristãos em relação à sociedade que permanece debaixo da ira de Deus.

Contexto

            Nos dois parágrafos anteriores, Paulo tratou de nossa união com Cristo. Nós morremos com Cristo para os rudimentos do mundo com suas vãs filosofias e tradições humanas que nos enredam e levam presos para longe de Deus; mas também nós ressuscitamos com Cristo, podemos viver livremente para Deus e buscar as coisas lá do alto.

            Agora, Paulo faz aplicações do resultado dessa união para o nosso cotidiano.

1.     Cristo nos despiu do velho homem com seus feitos - v. 5-9

a)     Devemos matar a nossa natureza terrena - v.5

“Fazer morrer” significa matar de fome, não alimentar. Se não alimentarmos nossas paixões pecaminosas, elas morrerão de fome. Note que a ação do verbo é contínua. Esse exercício não deve ser abandonado e nem devemos desistir de levar a nossa natureza terrena e pecaminosa à morte.

O que podemos fazer na prática para matar nossa natureza terrena? __________________________________________________________________________.

O que devemos fazer morrer dentro de nós? 

®   Prostituição, impureza e lascívia estão relacionadas à conduta sexual - praticar sexo fora do casamento, desejar e nutrir sentimentos sexuais o tempo todo nas relações com o sexo oposto.

®   Desejo maligno e avareza dizem respeito a desejar o mal constantemente para os outros. A avareza pode ser uma das motivações para se desejar o mal para os outros. A avareza é parente próxima da inveja e da cobiça.

b)    Devemos remover de nosso caminho as obras da carne - v. 8

“despojar” significa tirar de nós, remover do caminho, limpar a nossa casa interior de sua sujeira. Paulo enumera várias obras da carne. Lembre-se que obras da carne são contrastadas em Gálatas 5.19-23 com o fruto do Espírito. A natureza humana pecaminosa produz as obras da carne, o Espírito Santo habitando o nosso interior produz o fruto do Espírito.

®   Ira, indignação e maldade - dizem respeito aos desejos maldosos do coração alimentados dentro de nós por comparações equivocadas com os outros.

®   Maledicência, linguagem obscena e mentira - dizem respeito ao uso da língua nas relações com os outros que incluem a fofoca, uso de palavras de palavrões e palavras chulas e a própria mentira deslavada quando nos referimos a outras pessoas.

c)     Por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência - v. 6

A presença dessas atitudes e ações pecaminosas na vida das pessoas trazem a ira de Deus sobre elas. Por isso são impróprias nos lábios e nas ações de cristãos que amam a Cristo.

2.     Cristo nos revestiu do novo homem segundo a sua imagem - v. 10,11

a)     O novo homem se refaz para o pleno conhecimento de Deus - v.10

Observe que o verbo “refazer” está no tempo presente, na voz reflexiva. Pela obediência a Cristo reconstruímos o nosso caráter pelo modelo do próprio Cristo encarnado.

O conhecimento ao qual Paulo se refere é o conhecimento de Deus e da sua vontade - Cl 1.9,10.

b)    A imagem de Cristo é modelo de nossa mudança - v.10

Note que tendo sido revestidos do novo homem, que é Cristo, podemos nos refazer espelhando-nos nele.

c)     Todas as relações do novo homem são determinadas por Cristo - v.11

®   Em Cristo todas as diferenças raciais são quebradas - não pode haver grego nem judeu.
®   Em Cristo todas as diferenças religiosas são retiradas - nem circuncisão, nem incircuncisão.
®   Em Cristo todas as diferenças políticas são desfeitas - nem cita, nem bárbaro.
®   Em Cristo todas as diferenças sociais são anuladas - nem escravo, nem livre.
Por quê? Porque Cristo é tudo em todos. Tudo o que precisamos para viver para Deus está em Cristo. Ninguém fica do lado fora se está em Cristo.

Conclusão

             Em Cristo somos chamados a viver uma vida participativa (estamos incluídos em Cristo) e colaborativa: Nele temos tudo, Nele todos são lembrados, incluídos e contados.

         O revestimento que recebemos em Cristo do novo homem abre um mundo de possibilidades de crescimento nas relações humanas para nós. Ninguém deve se menosprezar e achar que não foi incluído. Ninguém pode menosprezar os outros e dizer que eles não podem participar do corpo de Cristo, exatamente porque o corpo é de Cristo e ele pessoalmente é quem inclui seus escolhidos, nunca nós (1 Co 12.12-27 - “Deus coordenou o corpo... para que não haja divisão no corpo; pelo contrário cooperem os membros com igual cuidado, em favor uns dos outros”.

Motivos de oração

1.     Perseverar na luta contra a carne para fazê-la morrer dentro de nós.

2.     Perseverança no discipulado para aprender com Cristo como usar positivamente o fruto do Espírito e os dons do Espírito no serviço cristão mútuo e na sociedade secular, para atrair mais pessoas a Cristo.

11 = Colossenses 3.1 a 4 - Ressurretos em Cristo



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho e Sem. Salomão S. Tavares Jr.
11 = Colossenses 3.1-4 - Ressurretos Com Cristo ------------------------------- 16/10/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.
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Introdução

          Você pensa no céu? O que você faz e planeja para agora em relação á sua vida no céu?
Essas são perguntas cruciais para um cristão definir sua forma e jeito de viver no mundo presente.


Contexto

          No parágrafo anterior, Paulo falou sobre “mortos com Cristo”, agora apresenta o outro lado da moeda de nossa união com Cristo: Somos ressurretos com Cristo. Unidos no sofrimento - unidos na glória da ressurreição.


1.     “Portanto” - Unidos na morte, também unidos na ressurreição de Cristo - v. 1a

a)    O que significa ser ressurreto com Cristo?

Significa que O Pai nos deu vida juntamente com Cristo. A ressurreição de Cristo garante a nossa ressurreição. A morte deixa de ser castigo por causa do pecado e passa ser cessação de fadigas nessa vida. Somos ressurretos com Ele porque Ele nos deu a vida eterna (Ef 2.1,4; Cl 2.12,13,20).

b)    O que significa estar unido a Cristo?[1]

®   Estamos unidos a Cristo pessoalmente. Todo crente está unido pessoalmente e diretamente a Cristo (Gl 2.20, Ef 3.17,18).
®   Estamos unidos a Cristo organicamente. Cristo e os crentes formam um corpo (Ef 1.22,23.
®   Estamos unidos vitalmente a Cristo. A vida de Cristo habita nos crentes e os anima, dirigindo-os rumo a Deus, o Pai (Gl 4.19,20; Rm 8.10).
®   Nossa união com Cristo é mediada pelo Espírito Santo. Ele é o selo e o penhor de nossa herança e habita permanentemente em nós (Ef 1.13,14; 1 Co 6.17).
®   É uma união que implica ação recíproca. Cristo se une aos crentes regenerando-os e produzindo fé no seu interior. Os crentes se unem a Cristo por um ato consciente de fé e entrega.
®   É uma união transformadora. Por essa união os crentes são transformados à imagem de Cristo (Gl 2.20; Cl 1.24; 2.12; 3.1).

2.     Nossa vida presente deve ser controlada pela vida futura - v. 1-2

a)    Buscai/pensai nas coisas lá do alto.

Buscar e pensar são verbos que apontam diretamente para nossas ambições pessoais. Aquilo que ocupa a nossa mente constantemente guiará nossas aspirações, ambições e sonhos. “Onde está o teu tesouro, ali estará o teu coração” (quem disse isso e quando? __________________________________________________________________________

b)    Onde Cristo vive.

Cristo vive no céu, na eternidade. As coisas lá do alto incluem a eternidade e os valores divinos. Na oração do Pai Nosso, Cristo nos ensina a orar para que o nome de Deus seja santificado na terra como já é santificado no céu (Mt 6).

c)     Não nas que são aqui da terra.

Muitos crentes colocam suas ambições nas coisas materiais, “os rudimentos desse mundo”. Suas decisões são conduzidas pelos valores que aprenderam no mundo dos negócios; seus desejos estão relacionados a prazeres desse mundo; e suas alegrias se limitam ao cultivo de relações seculares. Cristo nos orienta a pautar nossas vidas pelos valores do céu; pelos princípios morais e virtudes de Deus e pela justiça justa de Deus, não pelos códigos das empresas; pelas fichas dos planos de saúde; pelas comodidades do cartão de crédito ou pela segurança de uma escritura de um imóvel caro. Nossa poupança e investimentos seguem outras cifras, as cifras da eternidade, pois o mundo passará (1 Jo 2.15-17).

3.     Nossa vida está oculta com Cristo e será manifestada com a vinda de Cristo - v. 3,4.

a)    Qual a razão disso?

Veja as três respostas do texto a seguir:

®   Porque morrestes - estamos legalmente mortos para o mundo.
®   E a vossa vida está oculta juntamente com Cristo - unidos a Cristo eternamente.
®   Em Deus - Quem está em Cristo, está em Deus.

b)    Quando a eternidade vai reinar?

Veja o ensino claro do texto a seguir:
®   Quando Cristo se manifestar - a segunda vinda de Cristo.
®   Em glória - Ele será visto vindo do céu com poder e muita Glória (Mt 24.30).
®   Nós seremos manifestos juntamente com Ele - acontecerá a ressurreição dos mortos e nos encontraremos com ele nos ares, para o recebermos e o acompanharmos, seguindo-o até o chão (1 Ts 4.14-18).


Conclusão

          Nesse texto Paulo nos conclama a olhar para cima, para onde vamos e vislumbrar o que nos espera. As tribulações do tempo presente são momentâneas e muito pequenas se comparadas à glória do que virá com a manifestação de Cristo!



Motivos de oração

1.     Ore para Deus mudar sua maneira de ver o mundo e seus amores.

2.     Ore para Deus te encher de esperança e alegria na expectativa do céu.

3.     Ore para Deus não te deixar esmorecer, mas perseverar até o fim.


[1] Louis Berkhoff. Teologia Sistemática,ECC,  p. 446,447.
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