O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Conhecimento Bíblico e a Experiência de Deus (Mateus 22.29)



O Conhecimento Bíblico e a Experiência de Deus 
                               (Mateus 22.29)

         
           PRESUMIMOS de forma vaidosa e dissimulada que porque conhecemos algo sobre o Espírito Santo já sabemos tudo sobre ele. Precisamos reconhecer que da mesma forma que o conhecimento teórico pode exceder a experiência pessoal, também a experiência pessoal pode exceder o conhecimento.

Os discípulos de Cristo frequentemente não entendiam adequadamente as coisas espirituais e Cristo precisava corrigi-los. Mesmo assim Cristo transformou as suas vidas como nunca haviam imaginado ou previsto. Isso porque o amavam, confiavam nele, queriam aprender dele e honestamente queriam obedecê-lo.

Eles foram transformados por Jesus, mas a compreensão do que aconteceu a eles veio depois. Na vida cristã percebemos que Deus primeiro nos abençoa e depois exige obediência aos seus mandamentos. Não temos de obedecer primeiro para sermos salvos depois; somos salvos primeiro e instados a obedecer depois. Na lógica do reino descansamos primeiro (domingo) e trabalhamos depois (6 dias). A graça de Deus supera nosso conhecimento e percepções a respeito dele e de sua vontade.

         Onde estaríamos todos nós se Deus exigisse conhecimento correto de sua palavra antes de nos abençoar? Cada cristão, sem exceção, experimenta muito mais em termos de misericórdia e ajuda do que lhe garante a qualidade de suas idéias. Da mesma forma, entretanto, apreciaríamos muito mais a obra do Espírito e evitaríamos muitos perigos e erros espirituais se nossos pensamentos e concepções sobre o Espírito Santo fossem mais claros e instruídos pela verdade revelada nas Escrituras.

Ao conhecermos o Espírito Santo na conversão e entrarmos na sua dinâmica caminhada, entramos em contato com pelo menos cinco novas experiências espirituais nas quais devemos nos exercitar:

(1) Poder. O papel do Espírito é nos capacitar para fazer a vontade de Deus. A ênfase é colocada na doação sobrenatural de poder espiritual.

(2) Desempenho. O papel do Espírito é nos equipar para o desempenho de tarefas espirituais que cumprem a vontade de Deus. A ênfase é colocada no ministério de dons espirituais por parte dos cristãos a fim de servir uns aos outros.

(3) Pureza. O papel do Espírito é purificar e limpar os cristãos da contaminação e poluição do pecado, capacitando-os a resistir à tentação e fazer o que é certo. A ênfase é colocada na santidade que o Espírito transmite ao coração dos cristãos.

(4) Apresentação. O papel do Espírito é dar aos cristãos discernimento espiritual para perceberem as coisas concernentes à revelação de Deus em Cristo e nas escrituras e aplicá-las ao que acontece ao seu redor. A ênfase é colocada no discernimento espiritual como obra do Espírito.


(5) Presença: O Espírito é o agente mediador da presença de Cristo em nós e seu papel é tornar Cristo glorioso para nós cotidianamente. A ênfase é colocada no incremento da comunhão com Cristo por meio do Espírito, colocando todos os anteriores como elementos periféricos, ainda que importantes, da implementação de nossa relação pessoal com Deus. 

Com amor, Pr. Helio.

sábado, 27 de agosto de 2016

Como Sinto Sua Falta, Mãe!



Hélio de Oliveira Silva = 27/08/2016
Como Sinto Sua Falta, Mãe!

Hoje faz um ano que a abracei pela última vez...
Mesmo sentindo dor e desconforto
Recebeu meu abraço
Acolheu o meu beijo agradecida.

Eu não sabia que aquele abraço seria o último;
Que não teria mais outro.
E por isso sinto tanta saudade daquele abraço...
Eu me acostumei com eles
Desde pequenininho.
Qual a mãe que não gosta de abraços?
E ela recebia muitos, ´
Porque seus filhos eram muitos
E mesmo quando cresceram e foram morar
Em outro lugar.
Agosto era um mês de muitos abraços
Lá em casa.

Eu não queria que aquele abraço fosse ó último
Mas essa escolha não foi minha.
Quem sabe eu a tivesse abraçado melhor
E lhe presenteado com meu melhor sorriso.
Mas foi só aquele, não teve outro;
E foi o último.

Como não chorei naquele dia
Quando a vi pela última vez
Alguém possa pensar que meu coração é de ferro;
Ou seco feito pedra.
Mas não é verdade.
Sinto saudade, muita saudade.
Não só dos abraços,
Mas dos conselhos e do exemplo.
Do olhar, do sorriso.
E, principalmente;
Daquela força franzina;
Descomunal até;
No seu jeito de nos empurrar para frente!
Como sinto sua falta, mãe!

Aquele abraço foi o último
Mas foi o último só aqui;
Quando nos encontrarmos outra vez
Começaremos tudo de novo
Mas de um jeito diferente:
Sem dor, sem lágrimas,
Sem saudade...



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Nutrindo Um Bom Relacionamento Entre Pastores e Igrejas - 1 Tessalonicenses 5.12,13




Nutrindo Um Bom Relacionamento Entre Pastores e Igrejas
(1 Tessalonicenses 5.12,13).

Começo dizendo que os conselhos e orientações aqui apresentados por Paulo são direcionados a uma igreja jovem, bem no começo de sua carreira cristã. Sendo assim, talvez seja essa uma das razões porque por duas vezes Paulo trata objetivamente do ministério pastoral na igreja, primeiro na perspectiva dos membros (3.1-10) e aqui na perspectiva dos pastores (5.12-13). Há três atitudes esperadas da igreja nessa questão.

Primeira: Acatar com apreço. Acatar é ter respeito e interesse pelo seu trabalho pastoral, valorizando e reconhecendo sua importância. Por que fazer assim? (1) Eles trabalham entre nós. Paulo se refere a um trabalho que produz desgaste físico e mental. Muitas vezes o trabalho da Igreja é estressante para a liderança, que precisa muito mais de apoio do que críticas desnecessárias e murmurações.       Esse respeito é devido aos que trabalham e não aos que “trapalham”. (2) Eles nos presidem e nos admoestam.         Presidir é liderar, conduzir e cuidar; por isso a colaboração é importante. Admoestar é corrigir por meio de conselhos.

Segunda: Tê-los com amor. A liderança não precisa somente do respeito, precisa também do carinho, do amor do rebanho e de sua animação. (1) O amor deve ser em máxima consideração. Consideração é estima, valorização do outro; ter em alta conta. Paulo diz que o marcador de nossa estima pelos líderes deve estar ligado no máximo e não no mínimo. (2) O amor deve ser motivado pelo trabalho que realizam. Trabalho é “ergon”, uma obra comum. O trabalho pastoral e da liderança não difere do secular a não ser pelo seu alcance religioso. Ou seja, qualquer trabalho deve glorificar a Cristo, servir às pessoas, ser feito com honestidade e lisura de caráter etc; o trabalho cristão também é assim.
        
         O respeito pelos oficiais da igreja não pode ser motivado pelo interesse pessoal ou pela troca de favores sociais; nunca por causa de traços da personalidade ou disponibilidade para um serviço mais particularizado. Deve-se honrá-los por causa da natureza do trabalho cristão.

Terceira: Viver em paz com eles. Uns com os outros”, Paulo não fala de paz entre os membros. Nesse texto, é paz entre líderes e liderados. Pastores e ovelhas, Conselho e Igreja, Junta Diaconal e Igreja, Presbitério e Igrejas jurisdicionadas. Viver em paz é praticar a paz. Não deixar que os desacordos quebrem a harmonia do trabalho, mas aprender o segredo da cooperação. Precisamos entender que na Igreja, nossos desacordos não fazem que sejamos menos corpo de Cristo, que somos lançados fora, por isso, buscar o equilíbrio pelo diálogo aberto é tão importante, porque já somos um em Cristo. Nossa responsabilidade é não quebrar a unidade, mas preservá-la e aprimorá-la para a glória de Cristo (Ef 4.3,13). O devido valor à relação pastoral é algo que deve fazer parte do fundamento de uma igreja local, se ela quer se tornar uma igreja madura na fé.

Quando as igrejas se reunirem novamente para uma eleição pastoral, que o Senhor da igreja as una e reúna em torno de seu vinculo de paz. Seguindo essa tripla orientação de Paulo, certamente nutriremos uma boa relação entre os pastores e os membros das igrejas. 

Com amor, Pr. Helio.


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