O Bom pastor e seus comentários

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Lucas 1.46-56 = Que Deus Magnífico! O Cântico de Maria




Lucas 1.46-56: Que Deus Magnífico! - O Cântico de Maria



          A fé cristã é uma fé que canta. Todavia ela não canta qualquer coisa, pois canta o que crê. É exatamente por cantar sua crença que também não canta de qualquer jeito. Seu canto tem raízes profundas na revelação de Deus e na história de sua caminhada. Ao voltarmos nossos olhos paras os cantos do Natal em Lucas constatamos e ressaltamos isto: Nós cantamos a verdade!


Lucas fez uma acurada narrativa histórica da vida de Cristo na terra a fim de que Teófilo pudesse obter “uma exposição em ordem” e tivesse “plena certeza das verdades em que foi instruído” (Lc 1.3b,4). É óbvio que a intenção clara de Lucas é convencer seus leitores sobre a exatidão histórica das tradições cristãs.


Ao fazer isso Lucas nos mostra que uma narrativa histórica é composta não somente do fato cru, mas das ações e reações das pessoas nele envolvidas. Os cantos apresentados por ele no capítulo 1 e 2 de seu evangelho trazem à luz as reações das pessoas às ações de Deus a seu favor. Sejamos específicos.

®   As ações históricas de Deus transformam vidas. Um casal idoso pode experimentar as alegrias da paternidade e da maternidade (Zacarias e Isabel).

®   A fé envolve todo o nosso ser (mente-vontade–emoções). A verdade pode ser testemunhada por palavras e por canções!

®   Nossas experiências com Deus devem ser interpretadas sempre à luz de sua palavra.


Por essa razão, olhando mais de perto o cântico de Maria observamos o quanto ele é parecido com o cântico de Ana em 1 Samuel 2.1-10. Na viagem de 4 dias que Maria gastou para chegar à casa de Isabel, ela vinha meditando na história bíblica de Ana, e nessa meditação bíblica encontrou a poesia de seu testemunho pessoal da ação de Deus na sua vida! Ele compôs o que a história chama de: o Magnificat! Como Deus é magnífico!


Maria canta que a grandeza de Deus não o impede de contemplar os humildes (v. 46-50). Ela o engrandece porque Ele já alegrou o seu coração (v.46,47) e porque foi muito agraciada por ele (v. 48). Ela o engradece porque ele é poderoso, santo e misericordioso. Ela é serva e Ele é o Senhor. Ela é pecadora e Ele é o salvador. Ela é digna de condenação e Ele é misericordioso.


Maria canta que a grandeza de Deus elimina o intento dos maus (V. 51-53). Ele dispersa os soberbos (v. 51), Ele derruba do trono os poderosos (v.52) e Ele despede vazios os ricos (v.53); pois quem ama essas coisas contemplará de mãos vazias a riqueza da graça nas vidas dos eleitos de Deus! A última palavra na história não está com os soberbos, nem com os poderosos e nem com os ricos, mas com Deus (Jr 9.23).


Maria canta que a grandeza de Deus se manifesta no cumprimento de antigas promessas feitas ao seu povo (v.54,55). Ele ampara o seu povo; lembra-se de sua misericórdia e cumpre suas promessas!


Maria canta a sua fé, fé que aprendeu de seus pais e se vê, como de fato é, uma descendente de Abraão pelo sangue e pela fé na mesma promessa!


         Nesse Natal, Lembremo-nos de quem somos e porque cantamos. Somos uma igreja de servos que se tornaram muito favorecidos da parte de Deus.


Lembremo-nos de que cântico não é só canto. É uma expressão fidedigna das nossas experiências com Deus em toda sua pobreza ou profundidade!

®   O canto cristão é testemunho da ação verdadeira de Deus, por isso é expressão de relacionamento com Deus.

®   O canto cristão é expressão doutrinária da nossa fé, por isso vem da nossa relação de andar e aprender com Deus.

®   O canto cristão é poesia que encanta, por isso não serve aos interesses comerciais e consumistas de nosso tempo!

®   O canto cristão canta a nossa esperança que repousa tranqüila e submissa nas promessas da aliança de Deus.


Cantemos a verdade da nossa fé, a história que aprendemos de Deus sobre as ações de Deus a nosso favor.
                                                                          
                                                                 Com amor, Pr. Helio.


sábado, 8 de dezembro de 2018

Lucas 1.5-25 = Ele se Lembrou de Nós



Pastoral:         Ele Se Lembrou de Nós (Lucas 1.5-25)


          Lucas nos apresenta a perfeição da encarnação de Cristo. Ele é o Deus-homem que andou entre nós. Este é o tema central do Natal Bíblico. Há duas perguntas iniciais que precisamos responder: Por que somente Lucas narra os acontecimentos da infância de Cristo? Qual a importância de sabermos como foi o nascimento de Cristo?

1º- A fé cristã é histórica. A introdução do evangelho mostra que ele pesquisou e se preocupou em escrever um relato abalizado. Deus prova o seu amor por nós pelo “fato” de ter Cristo morrido por nós na cruz (Rm 5.8). No Natal não comemoramos uma lenda ou uma saga, mas os fatos históricos acontecidos realmente.

2º- As promessas de Deus se cumprem.  A forma como Lucas escreve a história indica que os eventos da anunciação, nascimento e da infância são cumprimentos das promessas do Antigo Testamento, e que, portanto, fazem parte da ação contínua de Deus na história, conduzindo-a para o desfecho final projetado por ele mesmo.

           Deus se Lembrou (v.5-7). Lucas descreve como foi o nascimento de João Batista, para nos dizer que deus se lembrou de nós. Deus sempre prepara o encontro. Ele conduz as circunstâncias, o local e o motivo. Deus é fiel às suas promessas, deixando claro sempre que ele as cumprirá apesar de nós, mas sempre a favor de nós.

Deus transforma Receio e em regozijo (v.8-17). O evangelho introduz uma nova forma de ver, entender, interpretar e agir na vida. Esperança e fé, que vencem o medo e a incredulidade. A fé cristã não é uma prisão que aliena, mas uma descoberta que liberta, especialmente da escravidão da maioria, da moda, do sucesso, para uma vida mais consciente no meio dos outros. Prazeres particulares são vistos como bênçãos de Deus e não como conquistas pessoais.

Deus nos chama à fé (v. 18-22). Zacarias deveria ficar mudo, por causa de sua incredulidade inicial, mas sua alegria não caberia em si! As bênçãos de Deus são a contemplação do seu amor por nós.

Por isso: Vivendo tempos difíceis, devemos perseverar na fé e na piedade. Vivendo tempos difíceis, não devemos nos entregar ao receio e à incredulidade, mas viver convictamente pela fé. Vivendo tempos difíceis, confiar na graça de Deus enche o nosso coração de alegria e comemoração! O Natal é um convite para mudanças e cânticos de louvor. Tempo de magnificá-lo como fez Maria (Magnificat). Tempo de bendizê-lo como fez Zacarias (Benedictus). Tempo de Esperança, pois a salvação já veio, e o seu cumprimento final está a seguir! (Simeão – Nunc Dimits – despede agora). Tempo de ação de graças por causa da nossa redenção (Ana).


Com amor, Pr. Helio.
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