O Bom pastor e seus comentários

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

A Era do "espírito"


Pastoral:
A Era do “espírito”

Lá vêm elas outra vez. Mais uma das novelas espiritualistas da Globo, que vez por outra entram na telinha (ou seria melhor, na telona de 42 polegadas), no horário das 18 horas, para difundir as idéias do espiritismo kardecista. A novela alcançou 26 pontos de audiência na estréia e 28 pontos no segundo capítulo, segundo informações do IBOPE, onde cada ponto equivale a 60 mil residências ligadas no canal (www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u720671.shtml. 14/04/2010). O momento é bem oportuno, porque a novela vem embalada nas comemorações dos 100 anos de Xico Xavier e do seu filme autobiográfico exibido nos cinemas já com boa aceitação do público “fã” do falecido médium de Uberaba-MG.
Em 18 de Abril de 1857, Allan Kardec declarou ter começado “a era do espírito” alegando ser o espiritismo o “paráclito” (consolador) prometido por Cristo no Evagelho de João (capítulos 14 a 16). O espiritismo baseia suas crenças em supostos contatos com os mortos que possibilitariam a seus adeptos adquirir o conhecimento necessário para o aperfeiçoamento moral. Muitas das crenças fundamentais do espiritismo são encontradas na grande maioria das religiões pagãs através da história, inclusive do baixo espiritismo brasileiro (umbanda, quimbanda, candomblé). Essas doutrinas podem ser resumidas da seguinte forma: (1) A crença na sobrevivência das almas e na comunicação com as mesmas após a morte, através do fenômeno da mediunidade; (3) crença em um deus, não pessoal, criador e sustentador do universo; (2) crença na lei da reencarnação que possui um caráter expiatório quanto aos erros do passado, regendo também a evolução dos espíritos; (4) crença na lei do carma, a qual, teoricamente, garante a justiça de se ter agora uma vida segundo os atos praticados, (5) e a lei da pluralidade dos mundos que apresenta todo o universo como um grande palco no qual se processa a evolução de todas as criaturas.
A abordagem kardecista pretende fazer uma espécie de sincretismo entre as idéias espíritas por excelência e algumas extraídas da Bíblia, especialmente do Novo Testamento. O impacto do kardecismo no Brasil é muito forte devido o seu apelo acentuadamente religioso, diferentemente do que acontece na Europa e América do Norte, onde é mais filosófico.
Todavia, a Bíblia é muito clara na condenação das práticas espíritas e suas respectivas doutrinas. “Não se achará entre ti quem... nem quem consulte os mortos; pois todo o que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (Dt 18.10-12); “A feiticeira não deixarás viver” (Ex 22.18); “Acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8.19-22). Além disso, as Escrituras afirmam que “aos homens está ordenado morrer uma só vez, e depois disso o juízo” (Hb 9.27); afirma que a salvação é pela graça mediante a fé (Rm 6.23; Ef 2.8-10) e não por obras presentes ou passadas; afirma a existência do inferno, do juízo final (Ap 20.11-15) e da impossibilidade de se ter qualquer mérito diante de Deus (Rm 3.23; Ef 2.8-10). Todas essas doutrinas são negadas insistentemente pelo espiritismo.
O Consolador prometido por Cristo em João 14.16,17 não foi uma nova doutrina, mas o próprio Espírito Santo, que viria para dar testemunho de Cristo (Jo 15.26). Hoje é 18 de abril; não nós não estamos na era do “espírito”, nós estamos na era do Espírito Santo.
Com amor, Pr. Hélio.
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