O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Mateus 6.12,14,15 = O Perdão do Pai



O Perdão do Pai

 “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores... Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”.
Mateus 6.12,14,15

            O Senhor Jesus nos ensina a orar. Ele nos ensina como nos aproximar do Pai (6.9) e a nos submeter à sua vontade (6.10). Ele nos ensina a pedir e a confiar na sua provisão (6.11), mas também nos ensina a confessar nossos pecados e pedir o perdão do Pai (6.12).

Primeiro: NOSSOS PECADOS SÃO NOSSAS DÍVIDAS DIANTE DE DEUS.

Deus não criou o homem pecador, ele se tornou pecador quando resolveu desobedecê-lo. Por isso ele deixou de ser santo e bom e tornou-se devedor para com a justiça e a santidade de Deus. Pecar é transgredir a Lei de Deus e nutrir no coração um sistema de vida que ele não aprova.
Toda a humanidade é pecadora e por isso todos carecem da glória divina. Carecer significa necessitar. Necessitamos da glória de Deus porque a perdemos e porque jamais a teremos de volta por nossos próprios esforços. Carecer, perder e não alcançar é o que chamamos usualmente de “depravação total”. O homem em sua totalidade está sujo pela queda no pecado e por isso, incapacitado de por si mesmo alcançar a sua salvação. Ele precisa do perdão e da purificação de seus pecados para viver com Deus.
            Nossos pecados ofendem à santidade e justiça divinas, logo estamos à mercê do seu castigo. Deus é o juiz justo, pois é perfeitamente santo, sem pecado. Ele é luz e não nele treva nenhuma (I Jo 1.5).
            Por outro lado, os nossos pecados são totalmente nossos. Eles são pessoais, pertencem a nós. Nossas melhores obras recebem de alguma forma as suas marcas. Todas as nossas intenções mais justas estão permeadas em algum nível por sua sujeira. É por isso que precisamos do perdão do Pai.

Segundo: O PERDÃO NÃO DEPENDE DE NÓS, É UMA DÁDIVA GRACIOSA DE DEUS.

“Perdoa-nos”: Aprendamos o significado dessa oração: (1) É um pedido. (2) É um pedido para o agora. (3) É um pedido a Deus, que é o nosso Pai. (4) É um pedido por nós e pelos outros.

Terceiro: DEUS SÓ NOS PERDOARÁ SE NÓS PRATICARMOS O PERDÃO COM OS OUTROS.

“Assim como”: O padrão do perdão é comparativo. John Stott comenta essa declaração assim: “Deus perdoa o arrependido, e uma das principais evidências do verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador”.

Conclusão:
            O Perdão não é uma opção para o cristão, mas é exatamente o padrão de vida do cristão. Para praticarmos o perdão com os outros, precisamos aprender a confessar os nossos pecados sinceramente a Deus e a pedir o seu perdão.

Oração:
Senhor Deus, não sabemos perdoar como o Senhor nos perdoou pelo sangue de Cristo na cruz. Somos tão egoístas; somos tão individualistas. Perdoa e purifica esses pecados. Perdoa e purifica todos os nossos pecados. Em Nome de Jesus Cristo, amém.
Pr. Hélio O. Silva.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Encontro de Casais em Guia-MT


Nos dias 30/06 e 1º/07/2012 estarei em N. S. Guia-MT a 37 Km de Cuiabá falando na Igreja Presbiteriana Betel.
Dia 30/06 - VII Encontro de Casais - Conflitos no Relacionamento.
Dia 1°/07 - Escola Dominical - A Instrução do Pai (Provérbios 4).
Dia 1º/07 - Culto noturno - Não Deixe Sua esperança Morrer (Luca 15).

Organizada a Igreja Presbiteriana Balneário Meia Ponte em 27/05/2012



Nos dias 26 e 27/05/2012 foi organizada a Igreja Presbiteriana Balneário Meia Ponte  em Goiânia-GO. A Igreja foi fundada em fevereiro de 1996 inicialmente com um trabalho com crianças e alfabetização de adultos. Foi organizada com 83 membros comungantes e 11 não comungantes. Possui templo com capacidade para 300 pessoas e prédio de Educação Cristã. Seu pastor atual é o Rev. Jenner Pimentel Gomes, que preside um conselho com 3 presbíteros e uma Junta Diaconal com 3 Diáconos. estájurisdicionada ao Presbitério de Goiânia (PGNA) e ao Sínodo Brasil Central (SBC) d Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB).
Tive o privilégio de ser o seu primeiro pastor residente de 2002 a 2007.
Parabéns Igreja. Parabéns irmãos!
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PASTORAL
Rev. Jenner Pimentel Gomes
Pastor da I. P.Balneário Meia Ponte
HISTÓRICO DA IGREJA PRESBITERIANA BALNEÁRIO MEIA PONTE

“Sim, grandes coisas fez o Senhor por nós.” Sl 126:3.

Em 1996 o Conselho adquiriu dois lotes na Av Eurico Viana, para a plantação de uma igreja na região norte da cidade. Um ponto de pregação foi iniciado numa casa alugada na R. Maria Ubaldina, S. Balneário Meia Ponte.
O trabalho se desenvolveu, por isso o Conselho contratou em janeiro de 1999 o Sem. José Carlos para dirigir os trabalhos juntamente com a Missionária Marlene, que já cuidava do departamento infantil. A congregação passou a funcionar na Av Antônio Perillo, em frente à casa da irmã Maria Silvério. Com a graça de Deus, o trabalho cresceu consideravelmente.
Em 2001 chega o seminarista Enéas Sá. No dia 18/11 o trabalho foi coroado com a recepção de vários irmãos de uma só vez. O Rev. Gil Donizetti oficiou essas recepções. Entre 1999 a 2004 a congregação contou com a graciosa colaboração do irmão Benedito Campos, sua esposa Stella Campos e a filha Káthia Campos, membros da igreja Metodista. A irmã Káthia tocava o órgão da congregação, doação conseguida por eles mesmos.
No início de 2002 o Rev. Hélio de Oliveira Silva assumiu o campo, que pastoreou até 12/2007. A congregação contava no início de 2002 com 35 membros. A construção do templo foi iniciada em 04/2002. No dia 5 de maio foi realizado o culto de ação de graças pelo lançamento da pedra fundamental. Foi colocada em uma urna pelas mãos do Presb. Francisco Amorim Neto uma lâmina de metal com a inscrição de I Co 3.11: “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo”. A transferência para o templo provisório (adaptação de duas salas da construção) se deu em 24/11/2002, e para o templo definitivo em 20/05/2005, ainda inacabado. A primeira ceia foi celebrada nesse templo uma semana antes, pelo Rev. Hélio. Na ocasião a congregação foi presenteada pela SAF da PIPG com a mesa da ceia com a inscrição na frente: “Em Memória de Mim”. No final do ano de 2005 a congregação recebeu a doação de um piano, feita pela irmã Neusa Franco (PIPG).
Em 2008, assume a congregação o Rev. Jenner Pimentel Gomes. Em dezembro do mesmo ano, incentivados e regidos pelo saudoso irmão Rômulo Goulart, no Natal um pequeno coral se reúne e louva a Cristo. Em 05/2009, compra-se a casa pastoral e faz-se em mutirão, a calçada na frente do templo. Em 2011, o templo é totalmente forrado, troca-se a iluminação; logo depois o piso.
Em 12/2011, a congregação encaminha ao Conselho uma solicitação de organização eclesiástica. O PGNA delibera favoravelmente e em 26 e 27/05/2012 organiza-se a igreja com o nome de IGREJA PRESBITERIANA BALNEÁRIO MEIA PONTE; possuindo 84 comungantes e 11 menores, e conta com SAF, UPH e UMP/UPA atuantes. Durante longos e felizes anos o Presb. William e depois o Presb. Jéferson Oliveira Del'Arco, foram conselheiros da congregação, a quem devemos todos nós, gratidão, amor e honra. Ao Senhor seja toda glória.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Minha Rebelião


Hélio O. Silva = 23/05/2005.

Minha Rebelião


Foi meu desejo rebelar-me
E buscar os caminhos do meu coração.
Voltei meu olhar para as coisas passageiras
Amei aquilo que não permanecerá.

Isso foi como uma faca
Que penetrava aos poucos nas minhas entranhas.
Um sangramento que não cessa.
Uma dor que não termina.
Queimando por dentro.
Como uma doença que não tem cura.

Eu quis resistir, e não voltar.
Eu quis ser forte, e não sentir.
Eu quis ser o meu próprio deus.
Não servir a ninguém
Ah! Que tola ilusão!

Então eu vi a cruz.
Como negar aquela cruz?!
Como tentar não ver o sacrifício?
Eu tentei passar adiante
Esconder o meu olhar
Mas eu só vi sombras sem luz.
Uma vez que se olha para ela,
Nada mais nos marca tão profundamente.

A cruz nega a minha liberdade,
Pois é claramente o preço de uma compra.
O pagamento de uma dívida.
Minha dívida.
O que é a liberdade
Diante do horror da cruz!?

Ao ver a cruz
Eu me volto para Deus.
Eu volto para Deus.
Ele é a minha liberdade!
A seus pés deposito cativa
A minha rebelião.

João Calvino e A Música na Igreja


Helio O. Silva = 22/06/2012
João Calvino e a Música na Igreja

É dentro do longo capítulo sobre a oração que Calvino trata do uso apropriado da música cantada na igreja (Institutas, Livro III, cap. XX.31,32). Isso quer dizer que para Calvino, as músicas são as nossas orações cantadas a Deus, como são os Salmos nas Escrituras.

Calvino, seguindo de perto o pensamento de Agostinho de Hipona, afirma que o canto no culto não é somente “um ornamento que dá maior graça e dignidade aos mistérios que celebramos, senão que também serve muito para incitar os corações e inflamá-los em maior afeto e fervor para orar”. Para ele, nossos corações devem se guardar de estarem mais atentos à melodia que ao sentido espiritual das palavras cantadas. E conclui seu pensamento dizendo que “usado com moderação, não há dúvida que o canto é uma instituição muito útil e santa”.

Portanto é errado concluir que Calvino não gostava de música na igreja. Ele era contra o uso que os papistas faziam dela, pois eram feitas somente para o “deleite dos ouvidos” e tirava a atenção das Escrituras.
Calvino mesmo compôs um pequeno saltério com 13 hinos e salmos em 1539, para sua congregação de refugiados em Estrasburgo e contratou posteriormente a Louis Burgeois (importante compositor da época) para ir a Genebra com um duplo propósito: Escrever a música para o novo saltério, e ensinar música na escola de gramática. Além dele, faziam parte dos compositores de Genebra: Clément Marot, Theodore de Beza e Claude Goudimel. 

Os pressupostos básicos de Calvino eram: 
(1) Que a música (melodia) deveria ser composta para a letra e não o oposto. De preferência a Igreja deveria cantar a Palavra, por isso sua predileção pela metrificação dos salmos. 
(2) Que a música conduzisse a congregação a uma verdadeira adoração
(3) Que a música fosse simples. Todos cantavam em uníssono e todos cantavam a mesma música.
Calvino não fazia uso da música coral por causa dos abusos do catolicismo. As peças dos corais eram compostas em língua que o povo não entendia (latim) e eram muito complexas para a participação da congregação, além do que, muitas das vezes sua letra não era sacra, mas secular. Seu objetivo era mais impressionar que santificar. Todavia, 50 anos após a morte de Calvino, com o surgimento de compositores calvinistas de maior calibre o coral e a música instrumental retornaram aos templos das igrejas reformadas. 

A intenção de Calvino era primeiro purificar a Igreja do abuso e depois ensinar uma adoração musical mais comprometida e submissa às Escrituras, uma vez que para Calvino, a música ser apenas bonita ou combinada com palavras religiosas não contribuiria necessariamente para a adoração. Ele cria que não nos reunimos para o entretenimento, mas para o proveito espiritual. A música no culto é serva de elementos essenciais, tais como a pregação da Palavra, as orações e a ministração dos sacramentos. 

            Segundo alguns pesquisadores (Bruinsma e Faustini), Calvino cria ainda que (4) A música deveria ser alegre e com um ritmo vigoroso
Alegre e vigoroso não quer dizer libertino e barulhento! Martin Bucer observou certa vez como era agradável ver a congregação de refugiados pastoreada por Calvino em Estrasburgo cantar. Os salmos metrificados de Genebra foram exportados para a Escócia e Inglaterra, onde a rainha Elizabeth os chamava de “geneva jiggs”; chegando ao Brasil através do casal Kalley em 1861, com a publicação do Hinário Salmos e Hinos

            Os Puritanos desenvolveram no século XVII o chamado Princípio Regulador do Culto, com o qual insistiam que somente aquilo que era ensinado claramente nas Escrituras ou dela fosse claramente depreendido, poderia ser praticado nos cultos cristãos. Isso valia para a doutrina, para a liturgia e para a música. 

            Conclui-se que os calvinistas apreciam uma boa música, seja sacra ou secular, mas desde que essa música seja um reflexo verdadeiro e apropriado do ensino das Escrituras, jamais depondo contra ela, jamais subvertendo seus princípios inspirados por Deus e, especialmente, jamais obstruindo a santidade de nossa conduta e adoração.
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Bibliografia
Juan Calvino, Instituicion de La Religión Cristiana, Livro III.20.32, p.702. / João Faustini, “Calvino e a Música”, Caderno de Estandarte, A Reforma Protestante, p.38-41. / Henry Bruinsma, “Juan Calvino y la Musica Cristiana”, Reforma Siglo 21, vol. 3, nº 3, Novembro de 2001, p.24-25. / Thea B, van Halsema, João Calvino Era Assim, p.?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

18 e 19 = Vestimentas da Graça



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Graça Que Transforma
Liderança: Rev. Helio O. Silva.
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18 e 19 = Vestimentas da Graça                                                                         13/06/2012
Graça Que Transforma – Jerry Bridges, ECC, p. 193-204.
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Colossenses 3.12-14 – Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição”.
          
    Apesar de passarmos por algumas circunstâncias difíceis, somos amados profundamente por Deus.  As virtudes alistadas por Paulo no texto bíblico acima são as “vestimentas da graça”. A exortação toda é baseada na graça de Deus que elege, santifica e ama.

Quando conhecemos a graça transformadora de Deus, somos chamados a estendê-la a outras pessoas. A evidência de estarmos vivendo pela graça está na maneira como tratamos as outras pessoas. Quando vemos e reconhecemos nossa indignidade diante Deus aprendemos a ser graciosos com o próximo. A graça nos ensina a dizer não para as paixões mundanas e a viver piedosamente para Deus (Tt 2.11,12).
          
       Relacionamos abaixo cinco características relacionadas à graça com as quais devemos nos revestir essas virtudes são chamadas em Gálatas 5.22,23 de fruto do Espírito Santo:

GRATIDÃO
Tudo o que somos e fazemos de valor devemos à graça. Quanto mais vivemos a graça tanto mais gratos seremos a Deus. Devemos agradecer a salvação, o dom da vida eterna. Devemos desejar tanto o sentimento gracioso da salvação como o desejo de expressá-la mais hoje do que a expressamos ontem.

Há apenas duas forças morais presentes em nós, a velha natureza humana e o Espírito Santo que dá poder à nossa nova natureza em Cristo. Se hoje somos mais parecidos com Cristo que no ano passado é devido à ação crescente de sua graça em nossas vidas.

Um paradoxo cristão é que somos plenamente responsáveis por nosso crescimento espiritual da mesma maneira qu somos totalmente dependentes do Espírito Santo para nos dar o desejo e a capacidade de crescer (p.195,196). A graça não nega nossa responsabilidade e ainda a torna possível. Todo valor de nossas obras vem do fato de que o Espírito Santo está agindo em nossas vidas e por intermédio delas. Todas as bênçãos de Deus vêm de sua graça e são motivos de gratidão de nossa parte.

CONTENTAMENTO
A gratidão é serva do contentamento. Nosso contentamento nasce do fato de que tudo o que temos vem de Deus, não merecemos nada. O descontentamento surge quando achamos que não estamos recebendo tudo o que merecemos ou de não temos tudo o que outro tem. Este descontentamento é sinal de que estamos vivendo pelas obras e não pela graça (Mt 20.1-10; Lc 17.7-10). 

Os trabalhadores da vinha ficaram descontentes porque achavam que mereciam mais, o servo de Lucas 17 não podia esperar melhor tratamento de seu dono, exatamente porque era um escravo. Todavia Deus é o proprietário generoso que cuida bem de seus servos. Ficamos descontentes porque não reconhecemos o tamanho de nossa dívida para com Deus. A piedade com contentamento é grande fonte de lucro (I Tm 6.6).

HUMILDADE
Humildade não é auto-desprezo, mas nos enxergarmos realmente como somos nas mãos de Deus. Charles Hodge disse: “a humildade cristã não consiste em negar o que há de bom em nós, mas num sentido permanente de não-merecimento, a consciência de que tudo o que temos de bom é devido à graça de Deus” (p. 198).

O oposto da humildade é o orgulho, que procura dentro de nós alguma bondade nata ou atribui à nossa consagração a causa das bênçãos de Deus. Nós frutificamos só porque estamos na videira, do contrário seríamos “nada” (Jo 15.4,5)! Permanecer em Cristo é deixar de lado tudo (sabedoria, força e mérito) para tirar tudo de Cristo que é o verdadeiro tesouro guardado em vasos de barro. 

O orgulho em relação aos outros é a comparação que busca afirmar-se como superior (no caráter, conduta e realizações). O orgulho espiritual é uma das piores formas de orgulho, pois faz do fruto do Espírito expressões de pecado (sou mais santo; mais justo, mais fiel, etc.). 

Jesus inverteu o sentido pagão de humildade ao lavar os pés dos discípulos em João 13.1-15 e declarar que seus discípulos deveriam seguir o seu exemplo.

PACIÊNCIA
Devemos suportar uns aos outros no sentido de ter paciência uns com os outros (Mt 17.17; 2 Co 11.1). Há duas formas de suportarmos uns aos outros, com polidez ou com má vontade. A verdadeira paciência não sabe o que é má vontade, pois devemos suportar uns aos outros em amor (Ef 4.2). A base da paciência cristã é o amor (I Pe 4.8) e o nosso amor vem da graça de Deus (I Jo 4.19). Quanto mais aprofundarmos na graça de Deus tanto mais pacientes seremos uns com os outros.

PERDÃO
A paciência leva ao perdão. A paciência é nossa resposta aos atos não propositados cometidos contra nós devido às falhas e descuido, mas o perdão é nossa resposta aos atos intencionais de nos ferir de algum modo. O perdão é evocado quando há motivo de queixa uns contra os outros (Cl 3.13). Que os motivos de queixas vão acontecer é óbvio; qual a nossa reação devida que precisa ser orientada pelo fruto da graça em nosso caráter. 

Temos de perdoar uns aos outros porque já fomos perdoados por Deus (Mt 18.21-35). Quantas vezes devemos perdoar? Tantas vezes quantas forem necessárias. Mas nós agimos como o servo insensato da parábola que achava equivocadamente que se o Senhor lhe desse mais tempo ele conseguiria pagar por seu próprio esforço. É assim que age quem vive pelas obras. Queremos pagar a Deus uma dívida que jamais conseguiríamos pagar! 

Só a graça pode ir ao encontro de nossas necessidades e por isso Deus nos perdoou em Cristo livremente e cancelou nossa dívida com ele na cruz. Cientes disso deveríamos perdoar os outros, todavia somos implacáveis em cobrar dívidas uns dos outros. Qualquer que seja a ofensa contra nós ela é infinitamente menor que a nossa dívida para com Deus.
A atitude de não perdoar é fruto do não entendimento do que a graça é. Enquanto não admitirmos nossa total falência e dependência da graça divina, ainda tentaremos agradara Deus por meio de nossas obras. 

O crente que vive pela reconhece sua total falência espiritual e o imenso contraste entre os seus pecados e a santidade divina; por isso ele pode perdoar como foi perdoado.

Conclusão:
Onde terminamos? Exatamente onde começamos; no reconhecimento de nossa total dependência da graça de deus. Toda a vida cristã é vivida debaixo da graça, assim como toda a salvação depende da graça divina. Admitamos nossa falência espiritual, bebamos da graça abundante que vem do trono de Deus e estendamos essa mesma graça recebida aos outros ao redor de nós todos os dias!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Preleções de Inverno na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO (2012)





Preleções Bíblicas de Inverno na PIPG 2012.
Semre às 9 horas nas Classes únificadas de Julho.

Tema Geral: A Família da Aliança

1. 01/07 = A Família da Aliança.
As famílias numa encruzilhada: Qual o conceito correto de Família?
= Rev. Jonas C. Ferreira.

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2. 08/07 = O Reino de Deus e a Família.
O Lugar da Família no cumprimento dos mandatos divinos da criação.
= Rev. Milton Rodrigues Jr.

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3. 15/07 = O Casamento é Uma Aliança.
Somos de fato pessoas separadas unidas apenas por uma assinatura em um papel?
= Rev. Helio O. Silva

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4. 22/07 = Adultos Solteiros e a Família da Aliança.
As Opções e as escolhas bíblicas para aqueles que “preferiram” não se casar.
= Bel. Miguel Rios.

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5. 29/07 = O Culto No Lar da Família da Aliança.
 = Presb. Alexandre Lustosa.
Andando com eles para que eles andem com Deus.  

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