O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Ano Novo, Vila Nova



Ano Novo, Vila Nova
Rev. Helio O. Silva = 10/01/2020


Depois de servir na Igreja Presbiteriana Jardim Goiás por cinco anos em que fomos muito abençoados, aprouve a Deus abrir as portas para que fôssemos transferidos para a Igreja Presbiteriana de Vila Nova.

A Igreja de Vila Nova é a quarta Igreja Presbiteriana mais antiga fundada em Goiânia. Sua fundação ocorreu em 14/06/1946, no pastorado do Rev. David Lee Willianson na Primeira Igreja, que nesse tempo ainda era congregação sob a jurisdição da Missão Oeste do Brasil (MOB). Sua organização eclesiástica aconteceu em 30/10/1966, véspera do dia da Reforma Protestante.

A Igreja de Vila Nova possui em seu rol de membros cerca de 500 membros, liderados por três pastores, sete presbíteros e oito diáconos. 

Seu templo, localizado na Praça Boaventura, tem capacidade para 380 pessoas sentadas confortavelmente, e foi inaugurado em 1978. Recentemente, numa pesquisa turística, foi considerado um dos 30 templos de Goiânia que devem ser conhecidos por fora e por dentro.

O patrimônio da Igreja inclui uma belíssima praça de convivência, prédio de educação cristã com mais de 10 salas, 3 apartamentos e uma quadra esportiva coberta, oferecendo à comunidade cristã um excelente espaço para adoração, estudo das Escrituras, prestação de serviços comunitários e lazer saudável.

A Igreja é acolhedora, constituída de pessoas de várias faixas etárias com ministérios ativos para todas elas. Destacam-se os ministérios de música, oficina Dorcas e trabalho infantil.

Nosso coração se enche de expectativas sobre o ministério pastoral nessa igreja. Desejamos servir a Cristo servindo aos irmãos e seus ministérios com dedicação e consagração sinceras. Esperamos de Deus, que resplandeça Seu rosto sobre todos nós, derramando abundante graça sobre todas e cada uma de nossas ações.

Que assim seja, ano novo, Vila Nova!

Com amor, Pr. Helio.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

18 = Colossenses 4.10-18 - Ministério Recebido de Cristo



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho
18 = Colossenses 4.10-18 - Ministério Recebido de Cristo -------------- 04/12/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.
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Introdução

            Essas saudações de Paulo nos levam a perguntar a respeito do que os outros falam de nós quando o assunto é o serviço à proclamação do reino na igreja e o que falamos dos outros quando o assunto é o mesmo?

Tudo o que fazemos produz comentários que se espalham adiante de nós e que fazem a nossa “fama” dentre os irmãos e as igrejas. As saudações e os comentários de Paulo após e ligado a elas dizem muito a respeito de como construímos nosso testemunho ministerial pessoal dentro da igreja.

Contexto

            As saudações de Paulo em suas epístolas são carregadas de instruções a respeito do ministério e da vida saudável das pessoas mencionadas nas igrejas. Elas contém instruções, estímulos e alertas a respeito de como podemos desempenhar nossos ministérios de forma a servir positivamente à Igreja

            Nesse último parágrafo de Colossenses, Paulo apresenta e divide as saudações em dois blocos: As saudações de seus companheiros (v.10-14) e uma instrução a respeito da leitura dessa carta nas igrejas de Colossos e Laodicéia (v.15-17), terminando com sua saudação pessoal no verso 18. É da orientação pessoal dada a Arquipo no verso 17, que tiramos o tema desse estudo: “Atenta para o ministério que recebeste de Cristo”.

1.     Saudações que atestam o compromisso pessoal com o Reino de Deus - v.10-14

a)     Aristarco:

Ele é prisioneiro juntamente com Paulo. Aristarco é dos companheiros de Paulo mais mencionados em suas viagens. Era de Tessalônica (At 20.4) e acompanhou Paulo por toda a 3ª viagem Missionária e foi delegado de sua igreja acompanhando Paulo na viagem a Jerusalém para entregar a oferta levantada por Paulo na Acaia e macedônia. Foi reconhecido e acusado em Éfeso como um dos amotinadores (At 19.29); acompanhou Paulo por toda a viagem a Roma (At 27.2), permanecendo com na prisão. Paulo o chama de “meu cooperador” em Filemom 24. Provavelmente estava preso com Paulo por ter-se oferecido voluntariamente para servi-lo durante sua prisão.[1]

b)    Marcos:

Ele é primo de Barnabé. A igreja deve acolhê-lo de acordo com instruções dadas por Paulo. Foi a causa da separação entre Paulo e Barnabé no início da 2ª viagem missionária (At 15.36-41), mas depois tornou-se um dos obreiros mais frutíferos ligados ao trabalho de Paulo e de Pedro (2 Tm 4.11; 1 Pe 5.13). Ele é o escritor do Evangelho de Marcos.

c)     Jesus:

É mencionada apenas aqui, sendo apelidado de “justo”, alguém que é reconhecido por agir corriqueiramente com retidão em tudo que faz.

d)    Duas afirmações consoladoras a seu respeito:

®    São os únicos judeus convertidos que cooperam pessoalmente com Paulo. O notável é cooperam pelo reino de Deus. Não apenas uma questão de compromisso pessoal de amizade, mas sua motivação era a propagação do reino de Deus na terra.

®    Têm sido (os três) o seu lenitivo.  O que é um lenitivo? A palavra no grego bíblico significa “conforto”. No dicionário, um lenitivo é aquilo que acalma, abranda, mitiga, suaviza a nossa situação.[2]

e)     Epafras:

Ele é apontado como o fundador da igreja de Colossos pelos estudiosos dessa carta. O testemunho de Paulo a seu respeito é tremendamente forte. O que Paulo diz sobre ele?

®    Ele é servo de Cristo Jesus.

®    Ele se esforça sobremaneira e continuamente pelo progresso da Igreja de Colossos.

®    Ele se dedica nas orações a fim de que os membros da igreja conheçam a vontade de Deus com convicção e maturidade.

®    Sua preocupação se estendia além da igreja de Colossos, incluindo também Laodicéia e Hierápolis.

Paulo afirma estar ciente e disso, por isso dá testemunho dele. Nosso testemunho não construído pelo nós dizemos a respeito de nós mesmos, mas pelo que os outros falam de nós.

f)      Lucas:

É aqui que ele é chamado de médico amado. Tornou-se companheiro e cooperador de Paulo desde o “chamado macedônico[3] de Paulo em Atos 16.10. Ele é o autor do Evangelho de Lucas e Atos. Descrito como amado devido sua forma gentil de tratar as pessoas, importante em quem trata com doentes e pessoas que padecem por causa de dor.

g)     Demas:

Aqui Paulo elogia Demas e o menciona positivamente em Filemom 24. Mas ele mais conhecido por 2 Timóteo 4.10, onde Paulo diz “Demas me abandonou porque se apaixonou pelo presente século, e se foi para Tessalônica”. Há duas possibilidades. Demas se desviou do evangelho, ou, Demas simplesmente fugiu de ter que enfrentar a perseguição ao lado de Paulo para um lugar mais favorável. Ficou conhecido na história cristã como um desertor.

2.     Saudações que orientam sobre a importância de servirmos ativamente às Igrejas e nas Igrejas - v.15-18

O que torna essas pessoas dignas de saudação?

a)     Os membros da igreja de Laodicéia são irmãos dos colossenses.

Devemos estar atentos aos vínculos de fraternidade cristã entre uma igreja e outra e jamais abraçar o exclusivismo religioso, que afasta as pessoas umas das outras e abre as portas para o partidarismo e a competição, que maltrata e destrói a comunhão.

b)    Ninfa hospeda uma igreja em sua casa.

Será que existe uma benção ministerial maior que ver uma igreja nascer dentro de nossa própria casa? Um provérbio cristão diz: “Quer fazer algo que dure uma estação, plante flores. Quer fazer algo que dure uma geração, plante árvores. Quer fazer algo que dure para a eternidade, plante igrejas.” Você não gostaria de ter esse testemunho no seu currículo?

c)     As cartas enviadas a uma igreja, também ser lida na outra.

Isso evoca atenção recíproca e cooperação. Igrejas devem aprender a partilhar as bençãos que recebem de Deus. Para que isso seja possível é preciso “providenciar”, tomar providências, organizar as coisas. Tomar providências são questões administrativas, que ajudam a igreja crescer.

d)    Arquipo precisa ser estimulado a dar atenção ao ministério que recebeu do Senhor.

Arquipo era parente de Filemom e a igreja de Colossos costuma se reunir em sua casa também (pode ser que houvesse duas igrejas em Colossos - uma na casa de Filemom e outra na casa de Arquipo). Hendriksen supõe que ele era filho de Filemom e Áfia.[4] Logo, essa exortação seja parecida com as exortações a Timóteo em função de ser um pastor jovem. Paulo estimula Arquipo a assumir seu ministério pastoral definitivamente e com dedicação. Por quê? Porque ele recebeu esse ministério do próprio Deus.

             e)     Paulo

Ele assina sua própria saudação na carta. Ele pede orações em favor de sua libertação da prisão e que não seja inútil na prisão.

Aplicações

1.     Nosso testemunho é construído sobre o que os outros falam de nós, mas eles falam do que veem ou não veem em nós. Pessoas envolvidas na igreja colherão o testemunho de seu envolvimento. Isso agrada a Deus.

2.     Envolver-se com o trabalho das pessoas na igreja é importante, porque contribui decisivamente para o crescimento da igreja e a propagação do reino de Deus na terra. Envolva-se.

Motivos de oração

  1. Ore por pessoas dedicadas ao trabalho nas igrejas e que você seja uma delas.
  2. Ore pelos que trabalham. Que não tenham medo; que não desistam diante dos obstáculos e das críticas dos outros.
  3. Ore para que você saiba o que dizer e o que omitir a respeito do trabalho dos outros na igreja.

[1] William Hendriksen, Colossenses e Filemom. Edição Logos, cap.4.10-15.
[2] Dicionário Globo. Lenir, lenitivo.
[3] “Chamado macedônico” tornou-se o termo usado pelos missionários a respeito da necessidade de certos povos como motivação para o envio de missionários para a sua região. A visão de Paulo do macedônio clamando por ajuda, o levou a entrar na Europa pela primeira vez e pregar ali a partir de Filipos.
[4] William Hendriksen. Colossenses e Filemom, Edição Logos, cap. 4.17.

17 = Colossenses 4.7-9 - Conservos em Cristo



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho
17 = Colossenses 4.7-9 - Conservos em Cristo ---------------------------- 27/11/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.
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Introdução

            Se alguém te perguntasse: Como é o seu esposa? Como é a sua esposa? Como é o pastor? Como são os obreiros de sua igreja? O que você responderia?
            Qual a diferença entre a bajulação e o elogio verdadeiro? Por que é tão importante falar bem das pessoas?

Contexto
            Entramos no último parágrafo da epístola. Paulo passa a dar os seus conselhos finais. Paulo enviou Tíquico e Onésimo a Colossos para informar a Igreja sobre a situação dele.
Qual era a situação de Paulo quando escreveu a carta aos colossenses? ____________________________________________________________________________.
          Por volta doa ano 60 dC, Paulo estava preso em Roma (1ª prisão) no regime de prisão domiciliar. Veja o relato de Atos 28.16,30.
          Nesse parágrafo, Paulo apresenta Tíquico e Onésimo como portadores da carta e que explicarão a real situação de Paulo na prisão.
          A descrição do caráter ministerial de Tíquico e Onésimo deve nos ensinar a como servir na igreja e a como tratar os obreiros que trabalham entre nós.

1.     Tíquico: Meu conservo - v.7,8

a)     Irmão amado.
Paulo nunca perde a oportunidade de ressaltar nossa fraternidade em Cristo. Somos irmãos servindo uns aos outros com amor.

b)    Fiel ministro.
Qualquer ministério dentro da igreja deve ser exercido com fidelidade a fim de abençoar os outros. A palavra “ministro” (diákonos) significa “servo”. Um servo é alguém que atende e executa os pedidos de outro, um atendente, um garçom. Os ministros são aqueles que nos servem o alimento da Palavra. Eles devem ser encontrado fiéis nessa tarefa (1 Co 4.1-4).

c)     Conservo no Senhor.
Alguém que serve ao lado e em cooperação com outro. Ressalta-se a obediência a Deus, porque o serviço é prestado “no Senhor”. O que precisamos fazer para aprender a servir ao lado dos outros? ________________________________________________________________________.

d)    Dar conhecimento e alentar o coração da igreja da real situação de Paulo.
Paulo deu uma tarefa clara e objetiva a Tíquico e Onésimo. Observe que entregar a notícia correta, além de informar, trás alento, descanso ao coração. Notícias são combustível para orações esclarecidas e comprometidas com o reino.

2.     Onésimo: servo do vosso meio - v.9

a)     Companheiro de Tíquico na viagem e na tarefa.
Eclesiastes 4.9-11, diz que numa viagem, é melhor serem dois do que um. Porque seu trabalho rende mais; um socorre e cuida o outro; e, um defende o outro. Esse é o sentido de ser companheiro na Bíblia. O companheirismo existe na viagem, mas também na tarefa, pois ambos deveriam informar adequadamente à igreja a situação de Paulo. As palavras dos dois daria mais credibilidade à mensagem enviada à Igreja.

b)    Fiel e amado irmão.
O tema da fidelidade é repetido por causa da tarefa ministerial de ambos. A fraternidade é repetida porque o serviço é prestado à igreja.

c)     Que é do vosso meio
Paulo ressalta o fato de Onésimo ser de Colossos, o que refoeça ainda mais a credibilidade da mensagem enviada.

Aplicações
            Tudo que vier à nossas mãos devemos fazê-lo conforme as nossas forças, ao lado de alguém vale muito mais a pena e rende muito mais!

Motivos de oração

1.     Ore para ser fiel no seu ministério dentro da igreja. Ativo, presente e participativo.

2.     Ore para os irmãos aceitarem seu serviço de forma positiva.

3.     Ore para que falemos bem uns dos outros com verdade e para o bom testemunho do evangelho entre nós.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

16 = Colossenses 4.2-6 - O Mistério de Cristo


Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho
16 = Colossenses 4.2-6 - O Mistério de Cristo -------------------------------- 20/11/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.


Introdução

           Como podemos conhecer e manifestar o mistério de Cristo?

O que é o mistério de Cristo?

            Nas escrituras, um mistério é algo que estivera oculto, mas agora foi revelado (1.26). O mistério revelado é “Cristo em vós, a esperança da glória” (1.27), que pode ser compreendido por nós (2.2) e deve ser anunciado aos outros (4.3).
            Não há segredo ou algo escondido, mas tudo é claro no Evangelho de Cristo e devemos compartilhá-lo com os outros sem ter vergonha ou medo.

Contexto
            Entramos no último parágrafo da epístola. Paulo passa a dar os seus conselhos finais. A seguir compartilha dois conselhos importantes para a proclamação de Cristo ás pessoas. Precisamos levar a sério a oração e o nosso comportamento público. Nos dois conselhos Paulo deixa clara a sua intencionalidade: Em tudo, fazer Cristo conhecido das pessoas.


1.     Aprender a praticar orações intencionais - v.2-4

a)     Perseverar na oração.
O que significa perseverar? _____________________________. A perseverança é tanto negativa (suportar firmemente) quanto positiva (insistir sem abandonar). A insistência bíblica na oração é porque é um meio de graça que fortalece nossa comunhão com Deus e alimenta nossa perseverança.

b)    Vigiar continuamente em oração.
Vigiar é fazer o trabalho de uma sentinela. Praticar a oração não nos desliga do mundo, pelo contrário, por meio da oração Deus nos leva a ver (perceber) detalhes que passam despercebidos a olhos desatentos. A palavra vigiar está no gerúndio, que delineia uma ação constante e repetitiva. A vigília aponta para a necessidade de que o tempo gasto com oração seja maior que apenas poucos minutos.

c)     Orar com ações de graças.
Devemos ser agradecidos a Deus pelo privilégio que nos concede de participar da evangelização. Não devemos orar reclamando ou murmurando, como se não valesse a pena ou fosse perda de tempo. A gratidão coloca em relevo nossa dependência da providência divina para tudo.

d)    Suplicar pelo avanço da pregação do evangelho.
A palavra traduzida por “suplicar” é um particípio imperativo da palavra traduzida acima por “oração”. Isso significa que, suplicar é orar com mais intensidade expressando grande necessidade. O motivo das súplicas é a necessidade do avanço do evangelho entre as pessoas que não conhecem Jesus Cristo. Abrir uma porta é deixar o caminho livre; libertar os que pregam das prisões e da perseguição religiosa contra os cristãos.

e)     A intensão e o objetivo finais da oração é para que Cristo seja manifesto através de todos nós.
Devemos orar intencionalmente para que falemos de Cristo para as pessoas de nosso convívio. Manifestar Cristo não é uma opção para os cristãos. É um dever sempre presente no presente.


2.     Aprender a comportar-se com sabedoria

Se devemos orar para que falemos de Cristo, então precisamos dar atenção também ao que vamos falar e como fazê-lo.

a)     Comportar-se com sabedoria é um imperativo.
“Portai-vos” traduz “peripateite” (andar, caminhar ao redor do professor para aprender, ser um discípulo - 2.6 = andai nele). É evidente que Paulo nos diz que não caminhamos sem supervisão. Cristo vai caminhando conosco, instruindo-nos, dando-nos tarefas para realizar e avaliando nosso desenvolvimento e aprendizado. Andando com ele aprendemos como ele faz para imitarmos sem comportamento e aprendermos a fazer do mesmo jeito.

b)    Nossa comportamento deve ser intencional: Ganhar os de fora.
Nosso comportamento é modelado intencionalmente para ganhar os de fora, não para agradá-los. Devemos atraí-los para o nosso comportamento, nunca fazer concessões ao tipo de comportamento que não agrada a Deus e que é praticado por quem não conhece e nem anda com Jesus.
Ganhar não é apenas trazê-los para dentro, mas trazê-los para dentro a fim de discipulá-los para Cristo.

c)     Intencionalidade significa aproveitar oportunidades.
“Oportunidade” traduz a palavra “kairós”, que significa “tempo”, mas não no sentido do tempo marcado pelo relógio e sim, o momento certo, ideal para a realização de algo específico e pode estar relacionado a um objeto, processo ou contexto. Logo, pode ser uma chance única ou um conjunto de fatores que se ligam num evento maior. Pode ser tanto a hora “H” ou uma época inteira. Por isso, somente, quando nossa vontade está sintonizada com a deus aproveitamos melhor as oportunidades que Ele nos dá para falarmos de Jesus às pessoas. Quando estamos atentos vemos as oportunidades, quando não estamos atentos, perdemos as oportunidades.

d)    Palavras intencionais são agradáveis, mas temperadas com sal.
Por causa da intenção de ganhar as pessoas de fora para Cristo, devemos aprender a escolher e a usar as palavras. Palavras temperadas com sal são palavras sóbrias, não comprometidas pela bajulação ou falsidade, mas comprometidas com a verdade dita com educação e respeito.

e)     Devemos saber como responder a cada um.
Isso implica em dizer que nossas respostas a respeito de nossa fé devem ser construídas com critérios bíblicos; jamais podem ser levianas ou sarcásticas; não podem ser arrogantes ou soberbas, mas ditas com sabedoria e sinceridade, baseadas na verdade revelada por Deus em Cristo e nas Escrituras.

Aplicações

1.     A intencionalidade de nossas orações ganha profundidade quando é iluminada pelos planos e vontade de Deus. Aprenda a orar intencionalmente seguindo o modelo das orações de Paulo no Novo Testamento.

2.     A sabedoria de nosso comportamento ganha profundidade quando é motivada e alimentada pelos planos e vontade de Deus. Aprenda a agir com sabedoria alimentando sua mente e alma com a riqueza das escrituras (3.16).

Motivos de oração

1.     Mudar os objetivos de suas orações.

2.     Mudar os objetivos de seu comportamento público.

3.     Aprender a ver e aproveitar as oportunidades de falar de Cristo às pessoas não cristãs ou cristãs nominais.

15 = Colossenses 3.22-41 - Servos de Cristo


Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho
15 = Colossenses 3.22-4.1 - Servos de Cristo -------------------------------- 13/11/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.



Introdução

            Como se aplica na prática esse revestimento do fruto do Espírito e o abandono das obras da carne? Depois de aplicar à vida familiar, Paulo se volta para as nossas relações sociais de trabalho quanto a patrões e empregados, extraídos da relação servo-senhor dentro do regime da escravidão dentro do Império Romano.

Contexto
            Desde o capítulo 2 Paulo vem tratando de nossa união com Cristo em sua morte e ressurreição. Essa união deve nos levar a despirmo-nos do velho homem e nos revestirmos do novo homem. O velho homem é caracterizado pelas obras da carne e o novo homem do fruto ou das virtudes do Espírito Santo.
            Paulo mostra como funciona aplicando para a vida familiar (v.18-23) e para as relações de senhorio e escravidão. Nesse estudo trataremos da segunda aplicação.

1.     Servos: obedecer em tudo ao seu senhor - v.22-25

a)     Obediência total.
O mesmo tipo de obediência esperada da esposa e de um filho.

b)    Não trabalhar somente para o senhor ver.
Ou seja, não trabalham somente enquanto ele está vendo; e não trabalhar somente para agradar e bajular o patrão.

c)     Não fazer somente para agradar a homens.
O alvo principal de nosso trabalho é agradar a Deus.

d)    Fazer com singeleza de coração.
Singeleza é simplicidade, sem segundas intenções egoístas.

e)     Fazer temendo ao Senhor e não ao senhor.
®   Fazer de todo o coração - com dedicação.
®   Fazer visando agradar a Deus mais que a homens - visando a glória de Deus.
®   Ter ciência que é Deus quem recompensará o serviço prestado - não procurar as recompensas dos homens, mas a de Deus em primeiro lugar..
®   “A Cristo, o Senhor, é que estais servindo”.
Paulo escreve uma frase direta para não deixar dúvida.
®   Quem pratica a injustiça receberá de volta a injustiça feita.
A prática da injustiça traz castigo sobre qualquer um que a pratica. O patrão que maltrata e o empregado que finge que trabalha.
®   Não há acepção de pessoas nisso - não há tratamento diferenciado nessa questão por parte de Deus.

2.     Senhores: tratar os servos com justiça - 4.1

a)     Tratar os servos com justiça
Justiça é dar a cada um o que merece, no caso, pelo seu trabalho. A escravidão é um sistema de trabalho injusto, pois se baseia na exploração da força de trabalho de outrem sem direito a pagamento, e sem direito de escolha. O trabalho é cobrado sob regime de opressão e ameaças.

Nota: Paulo não condena abertamente a escravidão, mas em Filemom deixa claro que ela não deveria ocorrer entre cristãos, e que os cristãos deveriam alforriar seus escravos por causa do evangelho. Com o crescimento do cristianismo dentro do Império Romano a escravidão deixou de ser praticada cerca de 300 anos depois.

b)    E com equidade
Equidade é imparcialidade e moderação na aplicação da justiça.
Você concorda com a definição de equidade abaixo?

_______________________________________
_______________________________________
______________________________________

c)     Certos de que têm Senhor no céu.
Os senhores não podiam achar que não prestariam contas dos maus tratos aplicados aos escravos. Todo ato de opressão e exploração do mais forte sobre o mais fraco, será julgado pelo justo juiz e criador da vida de todas as pessoas.

Conclusão
            As instruções de Paulo aos escravos e aos senhores de escravos se aplicam claramente às relações de trabalho em nossa sociedade.

Os empregados não tentar enganar ou iludir seus patrões com uma prestação de serviço ruim ou apenas para ser vista. Mas devem trabalhar de forma comprometida e prestar serviço de boa qualidade. Porque fazem para a glória de Deus acima de tudo.
            Por outro lado, os patrões não podem administrar seus trabalhadores pela via das ameaças e do desrespeito. Deus é o juiz de tudo e ninguém está acima do julgamento de Deus.

Motivos de oração

1.     Ore para que você trabalhe comprometidamente e faça tudo para a glória de Deus.

2.     Ore para que os cristãos sejam patrões diferentes do tipo de patrões que existe no mundo, fazendo para a glória de Deus e administrando suas relações de trabalho com justiça e equidade.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

14 = Colossenses 3.18 a 21 = Submissos a Cristo


Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho
14 = Colossenses 3.18-21 - Submissos a Cristo --------------------------- 06/11/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.


Introdução
            Como se aplica na prática esse revestimento do fruto do Espírito e o abandono das obras da carne? Paulo nos diz como deve funcionar em primeiríssimo lugar na nossa vida familiar.

Contexto
            Desde o capítulo 2 Paulo vem tratando de nossa união com Cristo em sua morte e ressurreição. Essa união deve nos levar a despirmo-nos do velho homem e nos revestirmos do novo homem. O velho homem é caracterizado pelas obras da carne e o novo homem do fruto ou das virtudes do Espírito Santo.

            Paulo mostra como funciona aplicando para a vida familiar (v.18-23) e para as relações de senhorio e escravidão. Nesse estudo trataremos da primeira aplicação.

1.     Esposas: Submissão ao marido como ao Senhor - v.18

a)     O que significa submissão?
Veja Efésios 5.21 - “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”.

b)    O que significa a submissão da esposa ao marido?
Veja Efésios 5.22-33: três palavras que definem a submissão: (1) Submissas - v.22; (2) sujeita (v.24) e respeite - (v.33).

c)     Três informações importantes sobre a submissão da esposa
1ª) Ao próprio marido. Dentro do casamento.

2ª) Como convém. O sentido de conveniente é “ser adequado”, nunca ser agradável ou satisfatório somente ao marido.

3ª) No Senhor. Dentro da submissão ao Senhor, de conformidade com a submissão a Deus, ou em complemento à submissão a Deus.

            A submissão da esposa espelha sua submissão a Cristo, ou seja está totalmente entregue a ele e pronta para servir-lhe.

2.     Maridos: Amar as esposas - v.19

a)     O marido deve amar (imperativo) a sua esposa.
A forma como os maridos devem amar é descrita em detalhes em Efésios 5.25-30. Paulo usa 5 verbos para esclarecer o que significa amar uma esposa: (1) amar como Cristo amou a Igreja; (2) Entregar-se; (3) santificá-la; (4) purificá-la; (5) apresentá-la gloriosa. Amar é cuidar do mesmo jeito que cuida de si mesmo (Ef 5.28). Por que os maridos devem amar assim? Porque somos membros do corpo de Cristo (v.30)

b)    Amar é o oposto de tratar com amargura.
Tratar com amargura é tratar mal; ser ríspido com ela; resmungar e criticar a esposa frequentemente. Maridos revestidos do fruto do Espírito procurarão ser mais pacientes e brandos nas palavras e no tratamento.

Pedro diz que os maridos devem tratar as esposas com discernimento(saber conviver no lar); tendo consideração (ela é mais fraca fisicamente) e com dignidade (são coerdeiros da mesma graça de vida) - 1 Pedro3.7.

3.     Filhos: Obedecer aos pais em tudo - v.20

a)     A obediência deve ser em tudo.

b)    A obediência é um mandamento e não uma opção.

c)     Obedecer é ser grato diante de Deus.

Deus prometeu abençoar a obediência dos filhos.

4.     Pais (marido e esposa): Não irritar os filhos - 21

Os filhos devem ser inteiramente obediente aos pais, mas isso não dá aos pais direitos irrestritos sobre seus filhos.

a)     Pais - a instrução é válida tanto para o pai como para a mãe.
Na educação de filhos segundo a Bíblia, um não pode se escusar da tarefa em favor do outro, nem escusar o outro a favor de si próprio. Ela é uma responsabilidade compartilhada por pai e mãe.

b)    Não irritar os filhos.
O que pode irritar os filhos?
(1) Exigir mais do que pode fazer.
(2) Brigar com eles na frente dos outros.
(3) Não reconhecer o seu trabalho quando bem feito.
(4) Compará-los com outros, diminuindo-os.
(5) Não os deixar escolher, mas escolher sempre por eles.
(6) Desconsiderar as suas opiniões.

c)     Para que não fiquem desanimados.
Pais que prendem ou protegem demais seus filhos podem desanimá-los e fazer deles pessoas sem expressão, opinião ou coragem diante de problemas e dificuldades.

Conclusão
            Agir assim é revestir-se do novo homem e do fruto do Espírito. A cosmovisão cristã é uma nova mentalidade diante das inúmeras concessões que a secularidade impõe sobre nós.

Motivos de oração

1.     Ore pelas mulheres casadas a fim de que saibam ser respeitosamente submissas.

2.     Ore pelos homens casados a fim de que saibam amar respeitosamente suas esposas.

3.     Ore pelos filhos para que aprendam a obedecer.

4.     Ore pelos pais a fim de que saibam educar segundo A Bíblia.

13 = Colossenses 3.12-17 = Vestidos Sempre das Virtudes de Cristo


Igreja Presbiteriana Jardim Goiás
Grupos Familiares - Quarta-feira - agosto a dezembro/2019
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Pr. Dyeenmes P. Carvalho e Sem. Salomão S. Tavares Jr.
13 = Colossenses 3.12-17 - Vestidos Sempre das Virtudes de Cristo -30/10/2019
Andai Nele - Estudo Indutivo de Colossenses - Helio O. Silva.



Introdução

            Qual fruta representa melhor a figura do fruto do Espírito em Gálatas 5.22,23? ( ) Uma maçã. ( ) Um cacho de uvas. ( ) Um abacaxi. ( ) Uma mexerica. Por quê? __________________.

            A linguagem de Paulo nos versos 12 a 17 se aproxima muito da descrição do fruto do Espírito de Gálatas 5.22,23.

Contexto

            No verso 10, Paulo afirmou que uma vez que fomos unidos a Cristo em sua morte e ressurreição, fomos revestidos do novo homem, que se refaz para conhecer plenamente a Deus, tendo como modelo a imagem de Cristo. Nesse parágrafo, ele explicará com mais detalhes o que quis dizer. Observe que o revestimento do homem se dá pela substituição das obras da carne, descritas nos versos 5 a 11, pelo fruto do Espírito descritos nos versos 12 a 17.


1.     Devemos nos revestir das virtudes do fruto do Espírito - v.12

a)     O que significa “revestir-se”?

No verso 10, Paulo afirma que já nos revestimos do novo homem. Aqui ele coloca o verbo revestir no imperativo. Nós nos revestimos de Cristo quando cremos e devemos continuar nos revestindo dele por toda a nossa vida cristã na terra. A voz reflexiva enfatiza a necessidade de fazê-lo por obediência a Cristo.

b)    Por que devemos obedecer ao mandamento de nos vestirmos de Cristo?

Porque somos (a) eleitos de Deus, (b) santos e (c) amados. A nossa nova natureza e posição (status) diante de Deus exige isso de nós. Devemos agir de acordo com o que já somos para Deus.

c)     Quais as virtudes do fruto do Espírito que devemos nos vestir?
(a) Ternos afetos de misericórdia. (b) bondade, (c) humildade, (d) mansidão, (e) longanimidade. Podemos acrescentar (e) amor [v. 14] e (f) paz [v.15]. Observe que há virtudes alistadas aqui que não aparecem na lista de Gálatas 5.22,23. O que isso quer dizer? ________________________. Será que podemos entender que o perdão também faz parte do fruto do Espírito?

2.     Devemos suportar uns aos outros por meio do perdão - v. 13

a)     Suportar é aguentar o peso do irmão e colocá-lo de pé.
Cristo disse que enquanto estava conosco suportava nossa incredulidade (Mt 17.17). Paulo diz que devemos suportar uns aos outros em amor (Ef 4.2). Suportar tem o sentido de tolerar, aguentar o peso das imaturidades e pecados dos outros contra nós. Ter uma atitude de boa mente e aceitação mesmo quando o outro erra conosco.

b)    Como suportamos uns aos outros e quando?
Praticando o perdão mutuamente, sempre que surgir queixas entre nós.

c)     Cristo é o nosso modelo para praticar o perdão com os outros.
Devemos perdoar uns aos outros ASSIM COMO Cristo nos perdoou. Ele é o nosso mediador e modelo para todas as nossas ações em todos os nossos relacionamentos.

3.     O amor é o vínculo da perfeição - v.14

Vínculo quer dizer “elo”, “união”, “ligação”. O amor deve ser a motivação suprema para o perdão e todas as demais ações que praticarmos uns com os outros. O amor é o elo que liga os crentes no caminho do crescimento à maturidade (Ef 4.13 - a medida da estatura de Cristo).

4.     A paz de Cristo é o árbitro em nossos corações - v.15

No futebol, qual a função do árbitro? ___________________________. A paz, como fruto do Espírito, deve arbitrar as questões dentro da vida do corpo de Cristo. A paz deve dar a palavra final e devemos ser gratos por isso. Precisamos aprender a ser gratos pela mediação do Espírito na resolução dos nossos problemas de relacionamento na igreja e fora dela.

Você sabia que a paz é o primeiro resultado do perdão? (Rm 5.1). Você sabia que a Justificação é a declaração do perdão de Deus sobre os nossos pecados? Você sabia que o alvo do perdão sempre é a reconciliação? (Rm 5.10,11). Você sabia, que fazer parte do corpo de Cristo é um chamado à paz? Leia de novo o v. 15.

5.     A Palavra de Cristo deve habitar nossos corações ricamente - v.16

Como deve ser a habitação da palavra em nossos corações? ____________. Observe os frutos disso: (a) aconselhamento mútuo; (b) instrução mútua, (c) sabedoria, (d) louvor a Deus com cânticos e hinos, (e) gratidão no coração. A obrigação de conhecer a Palavra e usá-la nas nossas relações pessoais é para todos os crentes.

Uma pergunta fundamental: Quantas vezes você já leu a Bíblia inteira desde a sua conversão a Cristo? ________________________________.

6.     Todas as nossas ações devem ser feitas com gratidão em nome de Cristo - v.17.

a)     Tudo o que fizerdes - palavras e ações.
Não há nada que possamos deixar do lado de fora. Aponta para o fato de que o alcance do governo de Cristo em nossas vidas é TOTAL.


b)    Fazer em nome do Senhor Jesus.
Isso significa fazer em harmonia com sua vontade, em submissão à sua vontade, em dependência à sua vontade.

c)     Dando graças a Deus por meio de Cristo.
Pergunte-se: Sou capaz de agradecer a Deus por ter feito isso dessa maneira, ou não?

Conclusão
            Não perca o foco, Paulo está falando de como “matamos” nossa natureza terrena, que evite pensar e buscar as coisas lá do céu e trazê-las aqui para a terra. Essas virtudes são muito úteis na nossa batalha contra o pecado que habita em nós e que também azedam nossos relacionamentos com os outros. As virtudes do fruto do Espírito estão disponíveis a nós para frutificarmos para Deus e para desfrutarmos delas nas nossas relações com os outros.

Motivos de oração

1.     Ore para Deus te dar disposição para trocar rapidamente a roupa do velho homem pela roupa do novo homem.

2.     Ore para que o Espírito frutifique através de você o fruto do Espírito.

3.     Ore por disposição para ler as Escrituras com frequência diária.

4.     Ore com gratidão, ore por gratidão no seu coração. Ore por praticar a gratidão com Deus e com os outros sempre.
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