O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Por Que a Miss. Martha Little é Importante para a História da IPB em Goiás?


Por que a Miss. Martha Little é importante para a IPB em Goiás?
Rev. Helio O. Silva, STM

A Miss. Martha Little chegou ao Patrocínio-MG em 1948 para compor o quadro de missionários da Missão Oeste do Brasil (MOB). Ela já tinha tido experiência com escolas rurais em em Carnesville (EUA).

A partir de 1954 a MOB lhe convidou para ser supervisora e orientadora das escolas da Missão em Minas e Goiás. Nove (9) escolas em Minas Gerais: Brejão, Coromandel, Cupins, Lagamar, Paracatu, Porto (campo de Lagamar), Pindaíbas (campo de Brejão), São Domingos e Uberlândia. Oito (8) em Goiás: Capim Puba, Crixás, Formoso, Goianésia, Rubiataba, Uruana, Uruaçu, Waldelândia. Número que aumentou para 12 escolas em Minas e 09 em Goiás. Havia 34 professores atuando nessas escolas sendo: 13 graduados no Instituto Bíblico Eduardo Lane, 12 com curso primário completo e 08 com Escola Normal. Ao todo eram 1079 crianças matriculadas nas escolas evangélicas da Missão Oeste.

O crescimento das escolas e o surgimento de outras levou Martha Little aos Estados Unidos para um curso de aperfeiçoamento pedagógico na Universidade de Geórgia, a fim de aprender novos métodos de ensino e avaliação, formando-se em 1965. Para aprender mais sobre a educação no Brasil, frequentou os cursos oferecidos pelo Estado de Minas Gerais e pesquisou a bibliografia dos educadores brasileiros.

Dessa forma procurou aperfeiçoar a formação das professoras formadas pelo IBEL, criando cursos de atualização pedagógica em Matemática, Linguagem, Leitura oral e escrita, Ciências, Educação Artística, Legislação de Ensino e Administração Escolar. Nomes de destaque na educação em Minas Gerais foram convidados para ministrar às professoras formadas no IBEL. Dentre elas destacam-se os nomes de Elza Moura, Magdala Lisboa Bacha, Bartolomeu de Campos Queiroz, Ana Maria dentre outros. Textos, livros, materiais didáticos eram preparados durante esses cursos.

Os cursos de aperfeiçoamento de professores das escolas evangélicas eram realizados a cada dois anos no IBEL em Patrocínio, ou no Acampamento Boa Esperança em Goiânia-GO e na Escola Bandeirante de Ceres-GO, que contavam com a participação de todos os professores das escolas da Missão.

Quando visitava as escolas dos campos missionários, Martha Litlle administrava aulas demonstrativas para ajudar as professoras a entenderem melhor as novas metodologias, o uso dos materiais didáticos e ainda, a melhor dosagem de conteúdo. Um assunto permanente em suas visitas era a avaliação de ensino e o relacionamento das professoras com os alunos, com os pais e a comunidade. Chamava sempre a atenção para a necessidade do ensino estar integrado à realidade da criança e da comunidade. Ajudava na criação de um ambiente de ensino aprendizagem mais agradável e favorável para que a aprendizagem fosse facilitada. Assim ajudava na criação da biblioteca da escola, do cantinho de ciências, etc. Ensinava as professoras a relacionar o estudo com a vida e para tanto a necessidade das professoras saírem com os alunos da sala de aula para a aprendizagem do meio ambiente e da realidade que cercava as crianças. Incentivava o ensino das artes como o teatro, teatro de fantoches, música, desenhos e jogos. Ajudava a usar materiais como latinhas, palitos, grãos de cereais e figuras recortadas, álbuns seriados, etc. Os materiais para estudo de adição, subtração, multiplicação, sistemas numéricos e fração, tudo através de materiais concretos até que o aluno fosse fazendo suas descobertas e construindo os seus conhecimentos.

Martha Little iniciou seu trabalho procurando conhecer a realidade de cada escola e seus professores, cada localidade e cada igreja. A metodologia empregada nas escolas foi a da linha “escolanovista”, marcada pelo pragmatismo norte-americano e a utilização de métodos globais de alfabetização.

Essa metodologia aplicada nas escolas paroquiais da MOB diferenciava-se da metodologia da escola pública pelo uso de materiais concretos, pela participação do aluno, valorização da família e ensino voltado para vida prática. Essas escolas também foram pioneiras na implantação de classes de educação infantil, chamadas na época de Pré-Primário, ou Primeiro Ano (nesse caso chamavam de Primeiro Ano Adiantado as turmas de primeira série), cursos admissionais e o ginásio.

          O diferencial educacional tornava as escolas da Missão atrativas e elas cresceram. Com o aumento do número de escolas (em 1962 havia 15 escolas em Goiás, 14 em Minas e 04 no distrito Federal, perfazendo um total de 33 escolas, 62 professores e 2500 alunos) Martha Litlle passou a dedicar-se exclusivamente à supervisão pedagógica, deixou as aulas do curso de formação de professoras rurais no IBEL e passou a contar com o auxílio de outros supervisores: Revdo. Milburges Ribeiro (1960), Profa. Rebecca Glenn, Profa. Junia McMullan (1968-1971) e Margaret Pittman (1971-1972). O programa de alfabetização foi especialmente desenvolvido pela Miss. Junia McMullan (que se tornaria Júne McMullan Berberian – esposa do Presb. Abrão Berberian) para as escolas evangélicas. O método de alfabetização era o fonético. Ensinava-se primeiro a letra manuscrita e depois a cursiva.


Martha Little se dedicou à educação cristã nas escolas da Missão até 1983, quando a Missão terminou sua tarefa missionária no Brasil e os missionários foram chamados a retornar aos EUA. Somos imensamente gratos aos missionários norte-americanos que trabalharam entre nós. Os frutos de seu trabalho crescem e se multiplicam em nosso estado. Glória a Deus!

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Fonte:
Viviane Ribeiro & Cristiane Silva Costa. MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO DAS ESCOLAS PAROQUIAIA PRESBITERIANAS: ESCOLA SIMONTON, UNAÍ - MINAS GERAIS (1956-1976). Instituto de Ensino Superior Cenecista – INESC. Dissertação de Mestrado.pdf.
1.       






sábado, 25 de novembro de 2017

Suave Cicio



Helio O. Silva
25/11/2017       Suave Cicio

O que o Senhor está fazendo comigo?
Colocando palavras na minha boca,
Direcionando o meu olhar
Ensinando-me a caminhar
Caminhando vagarosamente ao meu lado,
Mostrando-me o que jamais pensei poder ver.

Diga-me, o que o Senhor está fazendo comigo?
Apertando o meu coração,
Sustendo-me com a sua mão,
Espalhando sementes como um semeador
Plantando florestas,
Cultivando novos bosques na minha alma,
Cheios de flores e cores,
Povoados de borboletas azuis
Que espalham a sua presença em mim.

O que o Senhor está fazendo?
Eu não consigo impedir!
Eu vou caindo vagarosamente
Ao mesmo tempo estou em pé.
Eu não ouço o trovão,
Mas o seu estrondo me estremece;
Eu não vejo o fogo,
Entretanto, me queima por dentro!
Eu não vejo o vento forte da tempestade,
E ao mesmo tempo me invade
Como um suave cicio
Que nada segura.

Oh graça abundante! Graça transbordante! Graça suprema!
Que nada impede ou resiste; que nada vê ou atende;
Que chega graciosamente
E graciosamente me transforma.

O que o Senhor está fazendo comigo?
Que tento resistir, mas não consigo,
Que tento fugir, mas me alcança;
Que ataco, mas me vence e me rende.
Que não queria, mas agora desejo;
E amo o que está acontecendo,
Dentro de mim,
Ao redor de mim,
Através de mim.

O que está fazendo?
Por favor, não pare;
Termine o que começou.
Porque nunca bebi de água tão pura,
Nunca comi algo tão doce;
Nunca senti um amor tão santo
Nenhuma mão me segurou tão forte
Nenhuma casa foi mais segura

Encontrei o meu refúgio.

Leia acompanhado com:
https://youtu.be/xff0g0ZeuiQ



sábado, 11 de novembro de 2017

Atos 28 = Mudando de Parecer


®   Atos 28: Mudando de Parecer.

Os bárbaros viram Paulo ser picado por uma víbora, e, de forma determinista, disseram: “Salvo do mar, a justiça não o deixa viver”. Os judeus ouviram Paulo e inicialmente disseram: “Nada ouvimos de mal a seu respeito”. Os Bárbaros mudaram seu parecer tão logo o veneno da víbora não fizera qualquer efeito sobre Paulo, e, mais uma vez, a porta se abriu à proclamação do evangelho na ilha de Malta.

Quanto aos judeus, a divisão se instalou entre eles como por toda parte onde Paulo tinha passado pregando a Cristo e sua ressurreição. Recado eloquente das Escrituras a respeito daqueles que são movidos pela incredulidade e pela presunção, mas não mais pela fé. A incredulidade pode azedar o coração e os sentimentos e não mais inspirar, mas matar a fé. O que sobra é aparência, formalismo, partidarismo e confusão.

Os pareceres das pessoas mudarão onde a graça for dispensada, mas isso é algo que nós não controlamos, pois somente a soberania divina governa sobre tudo e tem acesso aos corações das pessoas. Cabe a nós aproveitar oportunidades abertas e criar oportunidades que Deus administrará conforme o seu preceito.

Nós devemos pregar com intrepidez, vencendo nossos medos, confusões, hesitações e obstáculos. Devemos aproveitar as oportunidades para ensinar as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo (v.31). Devemos seguir nossa vocação, confiantes de que o Senhor estará de fato conosco todos os dias e em todos os lugares onde tivermos que ir ou chegar. Precisamos ter consciência de que ele conduz a nossa história dentro da grande história secular e redentiva.

Precisamos nos dispor a mudar nosso parecer a fim de ajustá-lo ao evangelho e nunca para tomarmos o caminho errado da discussão, da confusão ou da dissensão. Precisamos e carecemos de estar em sintonia com a direção que Deus, o Espírito Santo soprar, deixando-nos conduzir confiantemente por ele.

Conclusão:
          Durante esse ano lemos o texto de Atos devocionalmente, pensando na perspectiva global abrangente de Lucas a partir de Atos 1.8, mas procurando ler o texto para nós mesmos e para o nosso ministério pessoal dentro do corpo de Cristo, a Igreja. É sempre bom olharmos o texto de forma panorâmica, a fim de não nos perdermos do fio que guia a história, por isso, assim como colocamos títulos em cada meditação, precisamos colocar títulos em nossas decisões espirituais que determinarão nossa caminhada cristã. Mas, devemos nos lembrar, que devemos ser guiados o tempo todo pelo Espírito e pela Sua Palavra; nunca confusos, nunca contraditórios, nunca incoerentes.

          Ainda que já tenhamos lido Atos mais de vinte e cinco vezes, é sempre bom e proveitoso reler as Escrituras e nelas meditar para o nosso próprio crescimento espiritual, enriquecimento da fé e revitalização do nosso amor.

Procure reler essas 28 pastorais conferindo com as escrituras para ver se de fato as coisas são mesmo assim e assuma posições de crescimento intencional na sua vida cristã. Engaje-se, participe, caminhe nessa graça fiel, caminhe para frente sem retroceder, sem esmorecer e não desista, pois, o prêmio da soberana vocação está à frente, preparado para os que perseveraram até o fim. Amém! 

Com amor, Pr. Hélio.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Atos 27 = O Naufrágio - Todos Salvos!


®   Atos 27: O Naufrágio: Todos salvos!

A narrativa da viagem de Paulo para Roma conforme Lucas a descreve aqui é exuberante e ao mesmo tempo cativante. Segundo os estudiosos a narrativa de Lucas é gramaticalmente precisa e minuciosa, não perdendo detalhes e mostrando a vivacidade de alguém que estava presente a tudo! Essa narrativa é considerada um clássico da literatura antiga!

Paulo embarca para Roma com mais duzentas e setenta e cinco pessoas (v.37) numa viagem perigosa e difícil em função de tempestades com vento forte. Aparentemente ele é levado como um prisioneiro, mas sabemos que por trás da história há outra mão que a tudo conduz e a tudo controla: Deus.

Paulo está seguro do propósito e da condução de Deus por todo seu percurso, por isso se mantém sereno, seguro e confiante. Um anjo de Deus esteve com ele tranquilizando sua alma (v.23) e lhe assegurou a obra da graça naquele navio, pois todos seriam duplamente salvos (v.24), do naufrágio e da perdição. Na sua soberania, Deus cria as condições que preparam os corações para receberem o Evangelho. Ninguém conhece a estrutura do homem como Deus, seu criador e Senhor. Essa constatação nos acalma em nossas aflições e nos anima em nossas tarefas cristãs.

Paulo não perde a oportunidade de intencionalmente compartilhar o evangelho da graça. Ele fala, aconselha, orienta e avisa. Ele exorta, anima e dá exemplo de serenidade. O vento pode soprar forte e o mar tornar-se incontrolavelmente agitado, mas o nosso coração goza paz quando descansamos e confiamos em Deus. Entregar-se ao desespero na hora da tribulação é perder de vista todas as ferramentas da graça para vencer as tempestades. Reconheçamos que perdemos muito tempo com ansiedades e preocupações desnecessárias, que nos tomam tempo e sobriedade. Ver claramente como agir em meio às tempestades é algo que aprendemos com as operações graciosas do espírito Santo em nossos próprios corações.

Deus conduz tudo até nas suas menores minúcias. As ações e reações de todos são conduzidas pelo poder que não se vê, mas age de forma extraordinária pelas estruturas ordinárias. As palavras trocadas, as decisões tomadas, a disposição dos objetos e destroços do navio, a cronologia das ondas e sua força. Não é o acaso que determina os acontecimentos, mas a soberania divina. No fim das contas, “e foi assim que todos se salvaram em terra” como Paulo havia dito, como Deus havia lhe prometido quatorze dias antes (v.22,25,27,31,34). E Lucas, presente no navio acompanhando tudo, registrou para nós (v.37).

Confiemos na providente ação graciosa de Deus a nosso favor e descansemos nas suas promessas e orientações. Com amor, Pr. Helio.


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O tempo e o Vento - Two Steps From Hell - Turin




Assentada sobre o muro no entardecer ela olhava a cidade que ia escurecendo em tons alaranjados enquanto a névoa da noite descia sobre as torres das igrejas, repintando de novos tons os telhados das casas e a luz tremulante de velas, lamparinas e lampiões apareciam nas janelas dos lares em sagrado recolhimento.

O azul escuro da noite ganhava o pico do monte e as nuvens acenavam seu adeus para mais um dia enquanto rodopiavam sopradas pelo vento e o tempo. Aqui e ali começavam a piscar estrelas sorridentes dizendo: Boa noite, boa noite...

Seus cabelos compridos e ruivos pousavam sobre os ombros firmes da mulher que um dia foi menina. Os seus sonhos ainda rondavam com o vento as curvas das ruas e balançavam as saias das árvores pedindo passagem. Seu olhar se elevava ao horizonte lusco-fusco saudando a noite; despedindo-se do dia com gratidão...

O tempo vai passar; vai levar os anos e as histórias e deixará suas marcas no nosso jeito de olhar, no nosso jeito de viver. É preciso contemplar a paz, é preciso amar a paz, é preciso desejar a paz.

Adeus meu dia, vai dormir. Eu levarei para o travesseiro
a gratidão de ter vivido mais um dia! Obrigado Deus por contemplar a tua paz.


Helio O. Silva - 31/10/2017.

sábado, 28 de outubro de 2017

EFR-2017 = A Piedade Segundo João Calvino - A Vida do Homem Cristão


EFR-2017: A Piedade Segundo João Calvino - A Verdadeira Vida Cristã
Rev. Helio O. Silva = 23/10/2017.

Falar sobre a piedade de João Calvino é um tema desafiante e empolgante, pois nos surpreende o quanto conhecemos pouco esse reformador tão importante. Todo o seu labor teológico
A piedade de João Calvino deve ser vista não apenas no modo como viveu, mas também no modo como fazia teologia. Todo o seu labor teológico trafega no modo como relacionava piedade e teologia.

1.     O Título das Institutas: “Institutas da Religião Cristã, contendo virtualmente toda a soma da piedade e tudo o que necessita ser conhecido sobre a doutrina da salvação: Uma obra que vale a pena ser lida por todos os cristãos que têm zelo pela piedade”. A palavra “Institutio” significa “instrução básica”. “Para Calvino a reflexão teológica nunca é um fim em si mesma. A teologia é sempre utilizada a serviço da piedade; ela deve conduzir à piedade. Assim, a teologia de Calvino algumas vezes tem sido chamada de theologia pietatis, uma ‘teologia da piedade’”. Para ele, teologia deve levar à piedade.

2.     Como Calvino define piedade? “Eu denomino ‘piedade’ aquela reverência unida ao amor a Deus que o conhecimento dos seus benefícios induz” (Inst I.2.1). Ou então: “Aqui certamente está a religião pura e verdadeira: a fé tão unida a um sincero temor a Deus que esse temor também inclui uma reverência voluntária e leva consigo o culto legítimo que está prescrito na lei” (Inst I.2.2). 

Proposição: Nessa oficina quero mostrar como Calvino resume o seu entendimento de como deve ser a vida piedosa apresentando-lhes uma obra dele pouco conhecida entre nós.

Em 1539, João Calvino publicou a segunda edição das Institutas com vários acréscimos à edição anterior. Uma das novas seções recebeu o título de “A Vida do Homem Cristão”, que pretendida ser um guia prático para o discipulado e a vida cristã cotidiana. O resultado foi tão bom, que em 1550, essa seção foi publicada num livreto em separado, com o título Vita Hominis Christianiti (latim e francês) ainda que permanecesse sem qualquer alteração nas edições posteriores das Institutas. Posteriormente foi traduzido para o inglês (1594), alemão (1857) e para o holandês (1858). Para o português somente em 2001, pela Editora Novo Século.

Na edição definitiva de 1559, ocupa os capítulos VI a X do livro III, dentro da discussão sobre a doutrina do arrependimento. Posteriormente foi vertido para o inglês com o título “O Livro de Ouro da Vida Cristã” e no Brasil foi recentemente publicado com o título “A Verdadeira Vida Cristã”.

1.    Esboço do livro:


  
Calvino ensina que a obediência humilde é a verdadeira imitação de Cristo. Essa obediência humilde é conduzida passo a passo pelas escrituras tendo a santidade como seu princípio chave. A santificação como processo significa uma vida de total obediência a Cristo, partindo de uma mudança interior que ultrapassa um cristianismo externo, muitas vezes apenas nominal, pois o progresso espiritual contínuo é necessário.

 Depois ele trata da autonegação. Ser cristão é não pertencer a si mesmo, mas ao Senhor. Buscar a glória de Deus implica na autonegação, que significa sobriedade, justiça e devoção a Deus. Não existe humildade real sem respeito pelos outros, para quem devemos buscar o bem, inclusive dos amigos e dos inimigos. Para que isso aconteça, não basta ser bons cidadãos, pois o amor cristão deve ir além, como o amor de Deus vai. Não há felicidade sem a benção de Deus, assim como não há felicidade na obtenção de riquezas e honras somente.

O caminho da vida cristã é o da paciência que carrega a cruz, seguindo Jesus Cristo (Lc 9). Levar a cruz é mais difícil que negar-se a si mesmo. Porque a cruz nos torna humildes, esperançosos, obedientes e contribui para uma vida disciplinada que traz o arrependimento. Logo podemos enfrentar o sofrimento com contentamento, porque a perseguição traz o favor de Deus e produz regozijo espiritual. A cruz nos ensina a não sermos indiferentes, pois ela é necessária tanto para aprendermos a submissão como para recebermos a salvação.

A seguir fala da esperança na vida futura. Lembra que não há coroa sem cruz. Nós superestimamos a vida presente; ao contrário, deveríamos amar a vida futura sem desprezar as bênçãos da vida presente. Que é a terra comparada às bem-aventuranças do céu? Não deveríamos temer a morte, mas diante dela erguermos nossas cabeças (At 7.54-60), pois o Senhor virá em glória: Maranata!

Finalmente, é preciso usar corretamente nosso tempo na vida presente. Evitando extremismos; conscientes de que as coisas terrenas são presentes de Deus e que recebidos com gratidão evitará que abusemos deles. Vivamos com moderação, sendo pacientes e contentes com a graça divina, mesmo sofrendo muitas privações; e sejamos fiéis ao chamado divino em todas as nossas ações.

Conclusão:

1. Precisamos perguntar a nós mesmos: Como conduzimos nossa vida piedosa. Calvino entendia que as Escrituras deveriam conduzir tudo em nossas vidas.

2. Precisamos estabelecer criteriosamente como vamos construir nossa “peregrinação” cristã na terra.
O testemunho de J. I. Packer no livro Antes de Partir.[1] O fim determina o começo.

3. Precisamos parar de separar vida de teologia, teologia de piedade.
James I. Packer: Teologia é doxologia (adoração).

Recomendo fortemente essa leitura, que inspira, consola, desafia e fortalece a nossa fé. Com amor. Pr. Helio.





[1] James I. Packer. Somente quando você sabe como morrer, você pode saber como viver. In: Nancy Guthrie, Antes de partir. FIEL, 2013, p. 19-23.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

UCP - Impactante e Importante! Como assim?

Atos 26 = Persuasão




®   Atos 26: Persuasão.

A defesa construída por Paulo é seu próprio testemunho de conversão. Deus nos fez suas testemunhas e a essência de nossa mensagem e defesa perante toda e qualquer acusação é testemunhar Cristo. Cristo é a razão de tudo. Ele nos persuadiu com seu amor e se revelou a nós na nossa conversão.

Paulo foi persuadido na estrada de Damasco e sua vida foi mudada de rumo completamente (v.14-16). O seu testemunho quase persuadiu o rei Agripa (v.26) e Paulo confessa seu intento de persuadir a todos os seus ouvintes ali naquele momento (v.29). Seu testemunho é totalmente intencional, visa defender sua integridade, mas, mais que isso, visa apresentar Cristo e levar os ouvintes à fé cristã.

Essa é a terceira vez em Atos que Lucas narra a conversão de Paulo (caps. 9, 22 e 26). No verso 14 ele acrescenta uma frase que o Senhor disse a Paulo que está ausente nos relatos anteriores: “Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões”, mostrando que o condutor final de nossas vidas e da história é Deus. Ele havia conduzido Paulo até à estrada de Damasco, e dali para a concretização de seu ministério e tudo o que fez na proclamação do evangelho por toda parte que pôde ir.

A soberana vocação é como um aguilhão de boiadeiro que espeta o gado que resiste em se deixar conduzir, assim como é uma mão que aperta o coração, constrangendo-o, apertando-o de todos os lados com o amor de Deus, o amor da cruz (2 Co 5.14)!

Deus é quem nos leva consigo (separai-me [separem para mim] – At 13.2). Para sermos seus e para fazermos a sua obra. Nunca nos envia sozinhos, mas sempre vai conosco como o pastor que conduz e cuida de suas ovelhas; como o boiadeiro que positivamente conduz seu gado pelos caminhos mais apropriados, sem deixar escapar os mais rebeldes.

O aguilhão que conduz a história não está nas mãos dos homens mais poderosos, nem dos mais sábios e muito menos dos mais ricos. Poder bélico, poder econômico e poder de persuasão humanos não são páreos para aquele que tem nas mãos todo o poder. Todos os poderes humanos quedam aos pés daquele que está acima de tudo e de todos!

Por outro lado, nosso poder de persuasão não parte da opressão que obriga os demais a curvarem-se. Nossa persuasão vem do amor que nos conquistou por sua verdade e veracidade, singeleza e simplicidade, pureza e santidade. Quando nossos olhos são abertos para o fato de Deus não é obscuro em suas ações, mas tem propósitos santos e justos a nosso respeito, quebranta-se o nosso coração; uma vez que não usa de expedientes opressivos para nos convencer, mas somente o poder constrangedor de seu obstinado amor por nós.

Nossa persuasão procede daquele que nos amou e se ofereceu graciosamente por nós sem reclamar da ignomínia que isso significaria para ele. Por seu amor, salvou-nos da escuridão. Essa é a nossa sabedoria, a nossa força e a nossa riqueza. 

Com Amor, Pr. Hélio.

domingo, 1 de outubro de 2017

Os Caminhos Para Goiás

1965 - Viação Férrea Centro Oeste

Os Caminhos Para Goiás

A inserção definitiva do protestantismo em Goiás seguiu o processo modernizador possibilitado pela construção das estradas de ferro na região centro-sul do estado indo na direção centro-oeste do mesmo,[1] voltando-se posteriormente para o norte goiano e Tocantins.

No final do século XIX haviam apenas três caminhos para Goiás:
1. Via ferroviária Mojiana sentido São Paulo-Goiás. Era a rota primitiva dos descobridores e menos percorrida em virtude de fiscalização mais rígida.

2. A rota-mineira ou via-Paracatu. Era a mais usada pois facilitava a comunicação direta com o Rio de Janeiro. Entrava em Goiás pelas gargantas do divisor de águas do São Francisco e Tocantins via São Marcos e Arrependidos.

3. Via baiana. Entrava em Goiás pelo mesmo caminho da anterior, todavia mais ao norte, oriunda do encontro da bifurcação de dois caminhos para o Piauí e um para a Bahia conectando-se com a estrada de Paracatu.

A partir de 1910 aconteceu a ocupação do sul do Estado, possibilitado pela construção dos primeiros trechos da ferrovia. Na década de 1930 ocorreu um novo ciclo de ocupação com a construção de Goiânia (1933) e a chegada da ferrovia a Anápolis (1935), favorecendo a ocupação da região central do Estado, o chamado Mato Grosso de Goiás. Na década de 1940 ocorreu um novo impulso colonizador com a instalação da CANG (Colônia Agrícola Nacional de Goiás) na cidade de Ceres e a abertura de estradas de rodagem rumo ao norte do Estado, como a Rodovia Belém-Brasília (BR 153).

Em dezembro de 1943 foram iniciadas as obras da Belém-Brasília, que deveria ligar Anápolis à Colônia Agrícola (Ceres), às matas do Vale do São Patrício, indo até Sant’Ana (Uruaçu) e por fim, até Carolina, no Maranhão, onde havia uma balsa para atravessar o Rio Tocantins.

Nesse período, a população goiana aumentou significativamente; 61,4% entre 1920-1940 e 57,6% entre 1950-1960.[2] No caso de Anápolis, “só a possibilidade de a Estrada de Ferro Goiás prolongar-se até a cidade já atraía as pessoas, inclusive os protestantes, pois a ferrovia significaria para a cidade o desenvolvimento.” Foi assim que o Dr. James Fanstone acabou se fixando nessa cidade em 1924. Segundo Sandra Abreu, “O capitalismo trouxe a estrada de ferro e, por ela, chegou grande parte dos protestantes.”[3]

Em Goiás, a marcha para o oeste ganhou o tom de uma cruzada pela brasilidade a partir do Congresso de Brasilidade, realizado em Goiânia em 10-19/11/1941, para discutir os problemas da atualidade brasileira e divulgar o programa do Estado Novo para a ocupação do restante de Goiás para além de Jaraguá e realizar a integração nacional.[4]

A Missão Oeste do Brasil (WBM), que era sediada em Campinas, foi a única, dentre as Missões norte americanas, a se movimentar pelas regiões do Brasil seguindo para o oeste, estrategicamente seguia os pontos terminais das estradas de ferro mais importantes que penetravam no interior do Brasil. Deslocando-se de São Paulo a partir de Campinas, daí para Minas Gerais: Triângulo Mineiro (1890), Alto Paranaíba (1930), região de Goiânia (1930), Vale do São Patrício (1940), Noroeste Mineiro (1950) e médio Norte Goiano e Tocantins (1950). A partir do Noroeste Mineiro (Araguari) fundou igrejas e escolas em Brasília, interior do estado de Goiás, atual estado do Tocantins indo até o Pará acompanhando a BR Belém- Brasília e na maioria dos casos, antes dela.[5]




[1] Ordália, Ibid, p.88.
[2] Sandro Dutra e Silva. Os Estigmatizados: Distinções Urbanas às Margens do Rio das Almas em Goiás (1941-1959). Tese de Doutorado apresentada à UNB-Brasília, 2008, p. 53.
[3] Abreu SEA de, 2000. Faculdade de Filosofia “BERNARDO SAYÃO”: Fundação e História. Número 05/06 – Janeiro / Dezembro, p. 3.
[4] Ibid, p.58.
[5] Viviane Ribeiro e Cristiane Silva Costa. Métodos de Alfabetização das Escolas paroquiais Presbiterianas: escola Simonton, Unaí-Minas Gerais (1956-1976). Instituto de Ensino Superior Cenecista – INESC, p.4.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Atos 25 = Sem Palavras


®   Atos 25: Sem Palavras.

A palavra traduzida por “razoável” no verso 27 é “alogos”, que pode ser traduzida literalmente por “sem palavras”. Festo não tinha nenhum argumento para justificar o envio de Paulo a Roma a fim de atender ao pedido feito por ele no verso 11. Quem está nas mãos daqueles que negociam princípios por votos, ou apoio político, não está em mãos seguras (v.9,11). Primeiro Felix, agora Festo; mudam-se os governos, mas se não muda o coração, a mesma prática corruptora mostrará sua cara como uma praga sem cura!

Nossas razões para fazermos o que fazemos devem ser sustentadas por fatos reais e pela verdade, porque não podemos admitir que a verdade do Evangelho sirva a joguetes interesseiros nem a manobras políticas avessas à natureza do evangelho. Essas práticas retiram a razoabilidade dos intentos e do comportamento público de muitos políticos. O razoável é marcado pela sensatez, moderação e aceitabilidade; o espúrio, duvidoso e escuso caracterizam o que se faz à margem, separado do bom senso. Quando, por causa do evangelho, tivermos de lidar com essas práticas, precisamos manter lúcidas nossas ações e intenções para não nos deixar contaminar com o mal cheiro que elas exalam.

Fazemos o que fazemos e proclamamos o que proclamamos jamais para forjar motivos e palavras, mas para que as pessoas sejam alcançadas pela verdadeira graça do Evangelho e tenham suas vidas transformadas por seu conteúdo límpido.

Nossa país precisa que sejamos firmes e lúcidos ao mesmo tempo. Precisamos entender o movimento das jogadas no tabuleiro para saber como agir. Perceber o movimento das peças não significa dançar conforme a música e nem mesmo buscar na esperteza nosso jeito de ser e de fazer. Nossas armas são espirituais e comprometidas com a verdade, com a justiça e com o respeito. Embora não sejamos do mundo, não capitulamos diante da luta difícil e nem nos retiramos do campo de batalhas. Se tentarmos fazer o certo do jeito errado não teremos a aprovação de Deus.

Paulo, embora desanimado com as fragilidades da liderança humana, sabe conscientemente que é Deus quem move as peças para que ele possa testemunhar em Roma. Salta aos olhos como a humanidade se recusa a crer na ressurreição de Cristo, e no seu trato com os cristãos, sempre partem do pressuposto de que militamos em nome de um homem morto (v.19). As pessoas não praticam e não temem a justiça dos homens porque não conhecem e não temem a justiça de Deus.


Para eles nossa fé é pura ilusão e teimosia, entretanto, sabemos que Deus conduz soberanamente todos os acontecimentos. Os governantes não têm palavras acusatórias ou positivas para nos apresentar em seus tribunais (v. 26,27), todavia, a batata está quente em suas mãos. O que fazer? O que dizer? Cada um terá de responder pessoalmente perante Deus.
                                                                             Com amor, Pr. Helio

Atos 24 = Causa Adiada


®   Atos 24: Causa Adiada.

Por que Felix adiou o julgamento de Paulo? (v.22) Ele desejava receber propina da parte de Paulo (v.26) e, depois, intentava receber apoio político dos judeus (v.27). Justiça e misericórdia não são valores absolutos para as autoridades do poder secular, mas dinheiro e poder político são. As causas não são julgadas pelo que são em si, mas pelo que utilitariamente podem render em termos de poder e influência. Habilidades e cargos não sevem à justiça, mas aos interesses daqueles que os ocupam.

Por essa razão, causas sem fim são adiadas em todas as áreas da sociedade, e infelizmente, até mesmo nas religiosas. Todavia, isso não significa que podemos perder tempo. Paulo utilizou todo esse tempo para ser útil e testemunhar o evangelho (v.25). É o que todos nós deveríamos fazer.

 Todas as semanas somos tomados de polêmicas novas levantadas na mídia e muitas delas são exploradas visando interesses não mencionados, defendendo causas bem definidas. Essa semana, por exemplo, ganhou corpo nas mídias sociais a polêmica em torno da proclamada “cura gay”, que ganhou esse nome para desmoralizar os setores mais conservadores da sociedade, inclusive os cristãos.

Poucos se deram ao trabalho de ler o teor completo da decisão judicial que permitia a homossexuais arrependidos o direito de buscar tratamento psicológico e psiquiátrico para se reencontrarem sexualmente. Na Globo News a matéria foi apresentada em comparação com um caso na China em que uma família obrigou um rapaz a tratar-se. Os articulistas do canal fechado chamaram cristãos e conservadores de retrógrados e motivados por ódio a homossexuais. Mas ninguém apresentou a matéria com a lisura e a imparcialidade necessárias a jornais de circulação nacional. A desinformação associada à apresentação distorcida da matéria provocou reações e novos debates que adiam a matéria e sua resolução.

No congresso, mais uma vez se adiou a leitura da denúncia contra nosso presidente, porque os políticos estão negociando com o presidente apoio para recusar a denúncia. O plenário fica vazio e ninguém trabalha, mas recebe o salário pelas horas não trabalhadas e pelas matérias não votadas. Não se discute o mérito da questão, mas o troca-troca de valores e cargos por apoio. A verdade sequer é mencionada, pois não importa.

Quando todos comparecermos ante o tribunal de Cristo não haverá nada disso e todos os atos ocultos, todas as palavras sussurradas, todas as negociatas firmadas com apertos de mãos e discursos inflamados ruirão diante da verdadeira e onisciente justiça de Deus.

O que cabe a nós é o testemunho em favor da verdade, não de interesses; nem os nossos particulares ou religiosos, mas os interesses justos e santos de Deus. Diante dele não há favorecimentos nem negociatas, mas justiça. Ele não adiará o seu veredito quando o Dia do Senhor chegar!


                                                                            Com amor, Pr. Helio.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Datas da Organização das Igrejas Presbiterianas de Goiás



Datas da Organização das Igrejas Presbiterianas em Goiás[1]


Data
Igreja
SBCPSGA
01
24/02/1944
Rio Verde – Primeira Igreja
SSG/PSGO
02
01/12/1946
Jataí
SSG/PRAA
03
16/05/1948
Primeira de Goiânia (Fundação – 28/10/1935)
SBC/PGNA
04
24/10/1949
Santa Helena de Goiás
SSG/PRAA
05
17/05/1950
Ceres (Fundação: 02/02/1942)
SAT/PCRS
06
06/06/1953
Palestina de Goiás (Fundação: 1931)
SSG/PROG
07
14/07/1953
Anápolis (Central)
SBC/PANA
08
05/06/1954
Mineiros
SSG/PRAA
09
21/11/1954
Iporá (Fundação: 1949)
STG/PPLA
10
09/04/1961
Piracanjuba (Fundação – 10/1914)[2]
SBC/PMGN
11
14/01/1962
Segunda de Goiânia
SBC/POSG
12
31/12/1962
Formosa
SBS/PVAP
13
14/03/1964
Campinas - Goiânia
SBC/PSGN
14
23/02/1964
Paranaiguara (Mateira)[3]
SSG/PSGO
15
23/03/1965
Pioneira - Anápolis
SBC/PANA
16
15/05/1966
São Miguel do Araguaia
SAT/PNGO
17
30/10/1966
Vila Nova – Goiânia (Fundação 11/06/1946)
SBC/PLGN
18
05/05/1967
Nova Glória
SAT/PCOG
19
01/11/1967
Central de Goianésia (Fundação: 1948)
SAT/PLSM
20
16/10/1969
Porangatu[4]
SAT/PNGO
21
07/03/1970
IV de Anápolis
SBC/PANA
22
26/09/1970
Formoso
SAT/PNGO
23
25/11/1970
Crixás
SAT/PLSM
24
30/05/1971
2ª de Rio Verde
SSG/PSGO
25
10/10/1971
B. Carrilho - Goianésia
SAT/PLSM
26
19/03/1972
Cachoeira Alta
SSG/PSGO
27
28/07/1974
1ª de Uruaçu
SAT/PLSM
28
13/03/1975
Cromínia (Reorganização -13/03/2000)
SBC/PGNA
29
20/05/1975
Maranatha – Goiânia (12/12/1975)[5]
SBC/PMGN
30
06/02/1976
Caiapônia
SSG/PROG
31
29/02/1976
Quirinópolis
SSG/PSGO
32
05/12/1977
Itapuranga
SBC/POSG
33
19/11/1978
1ª de Rubiataba
SAT/PCOG
34
12/08/1979
União - Goiânia
SBC/POSG
35
19/10/1979
Novo Horizonte - Goiânia[6]
SBC/PSGN
36
24/11/1979
Bethel de Goiânia
SBC/PSGN
37
01/12/1979
Setor Universitário – Goiânia
SBC/PSGA
38
09/12/1979
Setor Pedro Ludovico - Goiânia
SBC/PSGA
39
30/03/1980
Ebenezer - Anápolis
SBC/PANA
40
01/02/1981
Inhumas
SBC/POSG
41
25/05/1981
Filadélfia - Santo Antônio do Descoberto
STG/PRDF
42
24/01/1982
Betânia - Jataí
SSG/PRAA
43
25/01/1982
Itumbiara
STM/PTMN
44
03/07/1982
Novo Gama
SBS/PPLA
45
11/07/1982
Alvorada do Norte
SBS/PBSN
46
20/03/1983
Goiatuba
STM/PTMN
47
15/12/1984
Vila Formosa - Anápolis
SBC/PANA
48
10/01/1985
Aragarças
SSG/PROG
49
25/01/1985
Parque Bandeirantes – Rio Verde
SSG/PSGO
50
05/02/1985
Vila Morais – Goiânia (05/02/1984)
SBC/PMGN
51
16/03/1985
Minaçu
SAT/PNGO
52
10/08/1985
Uruana
SAT/PCOG
53
30/09/1985
Piranhas
SSG/PROG
54
06/07/1986
Bom Pastor - Anápolis
SBC/PANA
55
31/10/1986
Orvalho do Hermom - Anápolis
SBC/PANA
56
29/11/1986
Setor Sul - Anápolis
SBC/PANA
57
12/03/1989
Jd. América - Goiânia
SBC/PSGN
58
09/12/1989
Niquelândia
SAT/PLSM
59
16/06/1990
Redenção - Goiânia
SBC/PLGN
60
21/10/1990
Luziânia
STG/PPLA
61
22/12/1991
Rialma
SAT/PCRS
62
12/08/1992
Heitoraí
SBC/POSG
63
12/09/1992
Filadélfia - Trindade
SBC/POSG
64
22/11/1992
2ª de Uruaçu
SAT/PLSM
65
21/03/1993
Mozarlândia
SAT/PCOG
66
26/06/1993
Alexânia
STG/PRDF
67
17/10/1993
Parque Real – Aparecida de Goiânia
SBC/PGNA
68
06/02/1994
Valparaíso
STG/PPLA
69
25/09/1994
Setor Bueno  - Goiânia
SBC/PSGA
70
19/02/1995
Campinorte
SAT/PLSM
71
19/02/1995
Caçu
SSG/PSGO
72
21/04/1995
Cidade Ocidental
SBS/PPLA
73
20/08/1995
Peniel – Aparecida de Goiânia
SBC/PSGN
74
01/09/1996
Pq. das Laranjeiras – Goiânia
SBC/PLGN
75
19/01/1997
Betânia de Goiânia
SBC/POSG
76
09/02/1997
Ebenezer - Goiânia
SBC/POSG
77
22/02/1997
Jussara
SSG/PROG
78
02/05/1997
Cidade livre – Aparecida de Goiânia
SBC/PGNA
79
29/06/1997
Capela de Goiânia (reorg.30/11/2014)
SBC/PGNA
80
07/12/1997
Alphaville - Goiânia
SBC/PSGN
81
01/02/1998
Betel - Jataí
SSG/PRAA
82
08/03/1998
Jd Novo Mundo – Goiânia[7]
SBC/PLGN
83
28/03/1999
Jaraguá
SAT/PCRS
84
14/07/1999
Capela Presbiteriana de Anápolis
SBC/PANA
85
06/06/1999
Vila Operaria - Porangatu
SAT/PNGO
86
15/08/1999
Caldas Novas
SBC/PLGN
87
07/11/1999
2ª de Luziânia
STG/PPLA
88
21/11/1999
Itaberaí
SBC/POSG
89
21/05/2000
1ª de Senador Canedo
SBCPSGA
90
24/09/2000
Jd. Alto Paraíso – Aparecida de Goiânia
SBC/PSGN
91
31/12/2000
Jardim Sorriso - Ceres
SAT/PCRS
92
06/06/2001
Goiandira
STM/PTMN
93
24/06/2001
Canaã de Goiânia
SBC/PSGN
94
16/12/2001
Finsocial de Goiânia
SBC/POSG
95
16/03/2002
Alto Paraíso de Goiás
SBS/PVAP
96
29/12/2002
S. Criméia Leste - Goiânia
SBC/PLGN
97
23/03/2003
Shekinah- Anápolis
SBC-PANA
98
06/04/2003
Antioquia - Anápolis
SBC/PANA
99
14/11/2004
Boas Novas - Cocalzinho de Goiás
SBC/PANA
100
31/10/2004
V. Rosalina – Rio Verde
SSG/PSGO
101
28/11/2004
Tiradentes – Aparecida de Goiânia
SBC/POSG
102
20/03/2005
Recanto das Minas Gerais - Goiânia
SBC/PMGN
103
17/04/2005
Vila Concórdia - Goiânia
SBCPMGN
104
11/09/2005
Cidade Satélite – Aparecida de Goiânia
SBC/PSGN
105
19/02/2006
Vera Cruz - Goiânia
SBC/POSG
106
04/02/2007
Filadélfia – Rio Verde
SSG/PSGO
107
18/03/2007
Beréia  - Goiânia[8]
SBC/PSGA
108
15/06/2007
1ª de Bela Vista de Goiás
SBC/PLGN
109
24/02/2008
2ª de Rubiataba
SAT/PCOG
110
11/01/2009
Vida - 2ª de Mineiros
SSG/PRAA
111
01/02/2009
Graça e Vida – Goiânia II - Goiânia
SBC/PMGN
112
08/03/2009
Luz - S. Aeroporto - Goiânia
SBC/PMGN
113
26/04/2009
Jaó - Goiânia
SBC/PANA
114
01/08/2009
Campos Belos
SBS/PVAP
115
12/12/2009
Lago Azul – Novo Gama
SBC/PANA
116
13/02/2011
Primeira de Catalão
STM/PTMN
117
20/03/2011
Água Viva – D. Fernando II -Goiânia
SBC/PMGN
118
11/08/2011
Bom Jardim de Goiás
SSG/PROG
119
26/05/2012
Balneário Meia Ponte - Goiânia
SBC/PGNA
120
26/08/2012

Solar Park - Inhumas

SBC/POSG
121
16/09/2012
Jd. Goiás - Goiânia
SBC/PSGA
122
28/10/2012
Anápolis City - Anápolis
SBC/PANA
123
03/02/2013
Emanuel (V. Regina) - Goiânia
POSG/SBC
124
21/04/2013
Jardim das Américas - Anápolis
SBC/PANA
125
28/09/2013
Nova Aliança – Negrão de Lima - Goiânia
SBC/PLGN
126
24/11/2013
Shalom – Pq. Amazonas - Goiânia
SBC/PSGN
127
18/05/2014
Pedra Viva – Celina Park - Goiânia
SBC/PMGN
128
04/06/2014
Vida – Serrinha – Goiânia
SBC/PLGN
129
12/10/2014
Mosaico – S. Bueno/Marista- Goiânia
SBC/PSGA
130
29/11/2014
Pontalina
SBC/PGNA
131
09/05/2015
Aliança – Rio Verde
SSG/PSGO
132
29/08/2015
Jd. Guanabara - Goiânia
SBC/PLGN
133
15/11/2015
1ª de Morrinhos
SBC/PLGN
134
17/03/2017
Betel de Rio Verde
SSG/PSGO
135
06/08/2017
Buriti – Aparecida de Goiânia
SBC/POSG
136
26/11/2017
Semear (S. Rio Formoso) Goiânia
SBC/PSGN
137

Jundiaí – Anápolis
SBC/PANA
138

Central de Padre Bernardo

139

Corumbá de Goiás

140

Jardim ABC – Cidade Ocidental

141



142



143



144



145













[1] Anuário da IPB-2010. LPC, Campinas, 2010. Site da Secretaria executiva da IPB: http://www.executivaipb.com.br/#. Acesso em 15/09/2017. Boletins do SBC. Conversas com várias pessoas no Facebook de setembro a dezembro de 2017.
[2] O Anuário IPB/2010 traz 09/04/1964, p. 247.
[3] A igreja foi dissolvida posteriormente e hoje é congregação da I. P. de Cachoeira Alta-GO.
[4] O Anuário IPB/2010 traz 31/10/1971, p. 251.
[5] Boletim do SBC-2017/2019. Pdf.
[6] O Anuário da IPB-2010 traz 19/10/1982, p. 154.
[7] O Anuário da IPB traz, 31/05/1998, p. 155.
[8] O Anuário da IPB traz, 14/02/2000, p.153. a data correta é a de 2007.
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