O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

02 = Lições da Escola de Oração (1ª Parte) - D. A. Carson


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Abimael A. Lima.
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02 = Lições da Escola de Oração (1ª parte). 30/01/2013
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p.19-27.
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Introdução:
Para aprendermos a orar com maturidade e perseverança duas fontes são imprescindíveis: As Escrituras e o modelo de cristãos mais maduros, sendo que o primeiro se sobrepõe ao segundo em importância.
O que podemos aprender com cristãos mais maduros que nós?

  1. Muitas orações não são feitas porque não planejamos orar.
Não haverá crescimento na oração a menos que planejemos orar, ou seja, precisamos estabelecer conscientemente um período de tempo especial para ararmos. Nossas ações cotidianas refletem nossas prioridades. Enaltecer a oração sem orar significa negar com as ações nossas palavras.
Tanto Paulo quanto Cristo demonstram que separavam tempo específico para orar (Rm 1.10; Ef 1.16; 1 Ts 1.2; Lc 5.16). Contudo devemos lembrar que a mera regularidade não atesta verdadeira piedade e que estilos diferentes de vida exigem padrões diferentes na vida de oração. Não podemos declarar a uniformidade um padrão definitivo de espiritualidade, pois a piedade genuína pode facilmente ser imitada e usurpada por sua prima estéril chamada “religião formal” (p.20).
Reconhecer devidamente todas as dificuldades e admitir propriamente todos os perigos do legalismo não justificam a falta de planejamento para nossas orações pessoais. Um planejamento sábio assegurará que nos devotemos a orar freqüentemente. É melhor orar brevemente, mas com freqüência do que fazer longas orações de vez em quando. A primeira mudança a ser feita é essa: Planejar nossos momentos de oração.

  1. Adote maneiras práticas de impedir que sua mente vagueie
Todos estamos sujeitos permitir divagações em nossas orações nas devoções particulares. Preocupações do dia a dia, tarefas a cumprir, desejos, podem se imiscuir em nossas orações. Para acabar com devaneios podemos fazer o seguinte:
a)      Fazer as orações em voz alta, somente o suficiente para o próprio escutar e manter a concentração.
b)      Orar baseado nas escrituras. Ser conduzido pela leitura diária da Bíblia, dando os temas e permeando a linguagem. A leitura atenta, devagar e refletida dão propósitos e amplitude às nossas orações.
c)      Orar os hinos de adoração é imensamente edificante, pois dá foco às orações.
d)     Movimente-se enquanto ora. Alguns caminham, outros se balançam levemente de um lado para outro.
e)      Faça listas de oração de vários tipos e para ocasiões diversas.
f)       Mantenha um diário de oração, onde se possa narrar experiências com Deus, pensamentos piedosos e suas orações.

Qual o valor dessas anotações?
(1º) Impõem uma mudança de ritmo assegurando tempo para a oração sem devaneio.
(2º) Incentivam ao auto-exame.
(3º) Asseguram uma articulação serena de nossa direção espiritual e de nossas orações. Isso tudo somado gera crescimento espiritual de qualidade.
            Todavia, a disciplina não é um fim em si mesma, porque a verdadeira espiritualidade nunca pode ser coagida.

  1. Em vários períodos de sua vida, desenvolva, se possível, um relacionamento de oração com um companheiro.
Para solteiros, um companheiro de oração deve ser alguém do mesmo sexo, a fim de evitar situações embaraçosas. Se for casado, um amigo ou a própria esposa. A razão disso é que a verdadeira oração é algo muito íntimo – e intimidade numa área geralmente leva a intimidade em outras áreas (p.23).
Os casados vão descobrir rapidamente que separar tempo para orarem juntos será algo muito difícil. Cada fase da vida tem suas pressões particulares e no casamento não é diferente. Mesmo assim, é necessário se esforça por manter um padrão estabelecido de orações particulares, com o cônjuge e com a família. Esse esforço deve ser diário e não esporádico. O período de oração não precisa ser longo, mas precisa acontecer diariamente.
Para quem já sabe e tem costume de orar, procure uma pessoa para ensiná-la a orar; não dar lições sobre a oração, mas, dar e ser exemplo de vida de oração. Foi isso que levou os discípulos a pedirem a Cristo que os ensinasse a orar (Lc 11.1).
Para quem sabe pouco e tem pouco experiência com a oração, peça a alguém mais maduro para serem companheiros de oração por algum tempo a fim de aprender com ele.
Se não conhece ninguém mais experiente, promova esse tipo de relacionamento com algum de seus amigos que estejam no mesmo nível que você e busquem aprender juntos e uns com os outros.

Os relacionamentos de companheiros de oração são muito valiosos por nos ensinarem a ter disciplina, responsabilidade e regularidade nas lições compartilhadas. O formato e o tipo de companheiros de oração são muito variados e adaptáveis. As regras básicas para a sua formação são três:
  1. Promover encontros semanais, sem falhar e sem reclamar por um período de tempo previamente combinado (ex. 6 meses).
  2. Os participantes devem ser cristãos caracterizados pela integridade e amor genuíno pelo próximo.
  3. Eles não podem ser fofoqueiros.
Orar juntos pode acontecer durante anos e jamais serão notados por ninguém a não ser no céu, mas podem também crescerem e se tornar grupos de oração. O importante é firmar-se nesses três princípios.

  1. Escolha modelos, mas escolha-os bem.
Sabemos que seremos influenciados em nossas vidas, mas podemos escolher por quem. Quando encontramos bons modelos devemos estudar o conteúdo e a urgência de suas orações, mas não a sua linguagem. Os bons modelos nos servirão de forma diferente para necessidades diferentes. Devemos nos fixar na seriedade de seu compromisso, a presença das escrituras em suas orações e naquela mistura de contrição e ousadia na oração.
Um modelo de oração não é hipócrita e nem alguém que nos passe a idéia de altas pretensões espirituais, mas com baixo desempenho cristão. Equilíbrio humilde é uma nota importante encontrada em pessoas capazes de serem modelos de oração aos demais.
Visão abrangente, senso de absoluta realidade, uma compaixão constrangedora, orar de acordo com a verdade das escrituras e orar por amor às pessoas; Estes ingredientes devem ser procurados nas pessoas que desejamos que sejam nossos modelos de oração.
Escolha modelos, mas escolha-os bem. Estude o conteúdo deles, sua abrangência, sua paixão, sua unção, mas não imite a sua linguagem, não copie o jeito de ser dele, seja você mesmo diante de Deus.

Questões Para Revisão e Reflexão:
  1. Relacione coisas negativas e positivas nas orações que você tem ouvido de outras pessoas.
  2. Você tem um tempo específico diário separado para a oração e práticas devocionais?
Aplicações:

  1. Saia daqui hoje determinado a colocar sua vida de oração em ordem.
  2. Converse com sua família sobre os melhores horários para orarem juntos e como fazê-lo.
  3. Observe os três critérios que mencionamos acima e escolha alguém para ser seu companheiro de oração ou companheira de oração.
  4. Comece com suas devoções pessoais diárias. Hoje, sim; amanhã não!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

01 = A Necessidade Imediata da Igreja - D.A.Carson



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Abimael A. Lima.
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01 = A Necessidade Imediata da Igreja.                       23/01/2013
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p.11-18.
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Introdução:
Qual a necessidade mais urgente na igreja do mundo ocidental hoje? Essa pergunta poderia receber inúmeros enfoques e ser tratada de várias perspectivas.

I.    Cinco Perspectivas Diferentes sobre nossas necessidades.

  1. Precisamos de maior pureza quanto às questões sexuais.
Chega a 90% o número de jovens entre 20 e 35 anos solteiros e divorciados que se envolveram ou continuam mantendo relacionamentos sexuais ilícitos. Mais de 40% dos adolescentes cristãos com 18 anos para menos que já tiveram ou mantém sexo pré-conjugal. A porcentagem fora das igrejas sobre para 54%. É fato inegável o número de pastores que arruinaram seus ministérios por causa de problemas morais.
Somado a isso, a celebração tecnológica da lascívia e da violência invade nossas casa via meios de comunicação e da Internet. O advento da TV a cabo, do DVD e computador pessoal expõe milhões de pessoas anualmente a todo tipo de pornografia e o adultério virtual tem estremecido e posto fim a inúmeros casamentos cristãos. Nossa cultura é obcecada por sexo.
A AIDS se espalha ancorada pesada e majoritariamente nas relações sexuais ilícitas, tanto homossexuais quanto heterossexuais, de tal forma que se a promiscuidade fosse milagrosamente barrada, a doença seria extinta.
Um subproduto dessa questão é a necessidade de maior Precisamos de maior engajamento nas questões de reprodução humana e do aborto. Todavia existem países de maioria não cristã que tem altos índices de moralidade e integridade sexual, melhores que de países majoritariamente cristãos.

  1. Precisamos de mais integridade e generosidade na área financeira.
A trapaça e corrupção se tornaram a marca D’água de muitas pessoas inclusive instituições. Muitos sonegam impostos enquanto outros manipulam e maquiam resultados financeiros de suas empresas. Isso acontece por causa da ganância. Não existe mais a preocupação de se construir um mundo melhor para os nossos filhos e pouco é dedicado ao futuro e às crianças. As técnicas de marketing focalizam o presente e o imediatismo materialista.
Entretanto, mesmo nesse campo, algumas sociedades tem se mostrado mais comedidas e mais objetivas que os cristãos (Japão – capacidade de reerguer-se de catástrofes).

  1. Precisamos de mais evangelismo e plantação de igrejas.
A maioria das nações ocidentais está crescendo em diversidade étnica. Até hoje, com pequenas exceções brilhantes, a força (fraca força) das igrejas está no mundo rural, suburbano e não urbano. Apenas de 2 a 4% dos convertidos nas grandes conferências evangelísticas permanecem na igreja por mais de cinco anos! Para muitos Cristo é apenas mais um quesito acrescentado à nossa vida tão atarefada, e não Aquele que deve controlar, refrear e modelar a nossa visão da vida e objetivos pessoais. É triste a constatação de que muitos freqüentantes das igrejas acreditam não haver qualquer relação entre Cristianismo e moralidade. O mundo vai retornando a passos largos ao paganismo: “O pagão comum pode ser bastante religioso sem necessariamente ter algum compromisso quanto à ética, à moralidade, à auto-renúncia ou à integridade” (p.15).
Nosso evangelismo não tem sido poderoso o bastante para deter ou reter essa realidade!

  1. Precisamos de mais conhecimento bíblico.
Necessitamos de disciplina e estudo bíblico relevante e com profundidade. Todavia, podemos dedicar horas ao estudo da Bíblia e não demonstrar um conhecimento de Deus que seja relevante ou genuíno. Nosso conhecimento bíblico pode ser rigoroso e acadêmico, mas não edificante, não doador de vida, não devoto e até mesmo insincero!

  1. Precisamos de mais...
Poderíamos acrescentar a essa lista as necessidades de a prática de um culto real ou o envolvimento na vida política da nação de forma piedosa e reta. Muitos exemplos tem mostrado a manipulação do culto e o mercadejamento da palavra e em incontáveis casos de promiscuidade política têm envergonhado a igreja.

II.     A necessidade do conhecimento mais profundo de deus.

Há um sentido em que essas necessidades urgentes são apenas sintomas de uma carência muito mais séria: Um conhecimento mais profundo de Deus.
Um fato grosseiro diante de nossos olhos é que grande parte da nossa religião é apresentada de modo a atender às nossas necessidades imediatas tentando facilitar e/ou agilizar a nossa busca por felicidade e realização. Nessa perspectiva Deus é apenas o Grande Ser que supre nossas necessidades e realiza nossas aspirações.
Na visão bíblica, um conhecimento mais profundo de Deus traz consigo um progresso enorme nas áreas mencionadas acima. Não podemos nos quedar tranqüilos diante do fato de que nossa geração egoísta corre mais atrás das bênçãos de Deus do que do próprio Deus!

III.     focalizando a oração.

A oração é uma pequena, mas vital, parte do desafio de conhecer e continuar conhecendo a Deus. Nossa oração deve ser espiritual, persistente e biblicamente direcionada. Robert Murray MCheyne disse: “O homem é o que ele é quando está de joelhos, sozinho diante de Deus, nada mais” (p.16).

  1. Tempos de declínio.
Presenciamos um declínio na oração individual, familiar e pública. As reuniões de oração modernas raramente não passam de pálidas caricaturas do que lemos nas escrituras sobre o caráter, o conteúdo, a amplitude e o efeito do que de fato é orar. Tem diminuído drásticamente o número de pessoas que tiram tempo para fazer cultos individuais regulares, para a leitura das escrituras e devotar-se à oração. Seria doloroso e desagradável para muitos (inclusive e especialmente pastores) expor a vida de oração de muitos milhares de cristãos.

  1. Onde está o nosso deleite em orar?
A percepção de que quando se ora estamos diante e nos encontrando com Deus vivo. O alimento e a unção que a intercessão proporciona, o sentimento de vitória e sensação de que “lutamos com Deus e prevalecemos”, conforme é seu desejo, e que Jacó e Moisés experimentaram (Gn 32 e Ex 34), vão sumindo das igrejas. Entretanto, nossas orações são permeadas de repetições, clichês arrogantes e generalidades frívolas que nos lembram os hipócritas denunciados por Jesus.
Precisamos reconhecer: Somos melhores em organizar que agonizar; administramos melhor do que intercedemos; mantemos melhor comunhão do que jejuamos; produzimos melhor entretenimento que adoração; Somos melhores articuladores teológicos do que adoradores espirituais; pregamos melhor do que oramos!
Se ignoramos a oração poderemos encarar de forma íntegra os desafios apontados no começo desse texto?
Cremos que a palavra de Deus deve reformar nossa vida, nossa teologia, nossa ética e práticas tanto como deve reformar nossas orações. As orações de Paulo são desafiadoras e didáticas, especialmente suas petições. Queremos relê-las a fim de adotarmos a sua teologia da oração e inculcá-las na nossa própria experiência de oração.

Questões Para Revisão e Reflexão:

  1. Em sua opinião, qual seria a necessidade mais urgente de nossa igreja? Defenda seu argumento.
  1. Como essa necessidade se relaciona ao conhecimento que temos de Deus?
  1. Existe algum tipo de oração que deva ser evitado. Pode identificá-lo?


Aplicações:


  1. Reorganize sua vida e agenda de tal modo que haja tempo para a vida devocional e a oração. Estabeleça tempo, lugar e horário para isso.
  1. Acompanhe o programa de leitura anual das escrituras que estamos preparando para iniciar em fevereiro pelo boletim e no website da igreja (caso não siga nenhum).
  1. Retome ou crie um momento para culto doméstico em sua casa.
  1. Retome ou resolva participar de reuniões de oração com os demais membros da igreja. Caso não haja nenhum que possa te atender na igreja sugira um horário ou abra a sua casa para a formação de um grupo de oração (nós oramos de manhã e nas quartas nos encontros de estudo bíblico (na se esqueça disso).

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Planejamento dos Estudos Bíblicos de Quarta-Feira – 1º Semestre/2013.

Um Chamado à Reforma Espiritual = D. A. Carson – ECC – 2007.

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DATA
TEMA
OBSERVAÇÃO
01
06/02
A Necessidade Imediata da Igreja
p. 11 a 18
02
13/02
Lições da Escola de Oração (1) – 1 a 4
p. 19 a 27
03
20/02
Lições da Escola de Oração (2) – 5 a 8
p. 27 a 38
04
27/02
A Estrutura da oração – 2 Ts 1.3-12
p. 39 a 51
05
06/03
Petições dignas – 2 Ts 1.1-12
p. 53 a 64
06
13/03
Orando por outras pessoas
p. 65 a 78
07
20/03
Uma paixão pelas pessoas (1) – 1 Ts 3.9-13
p. 79 a 86
08
27/03
Uma paixão pelas pessoas (2) – 1 Ts 3.9-13
p. 86 a 95
09
03/04
O conteúdo de uma oração desafiadora (1) – Cl 1.9-14
p. 97 a 102
10
10/04
O conteúdo de uma oração desafiadora (2) – Cl 1.9-14
p.  103 a 113
11
17/04
Pretextos para não orar (1)
p. 115 a 123
12
24/04
Pretextos para não orar (2)
p. 123 a 126
13
01/05
Superando os obstáculos (1) – Fp 1.9-11
p. 127 a 137
14
08/05
Superando os obstáculos (2) – Fp 1.9-11
p. 137 a 147
15
15/05
Um Deus soberano e pessoal – soberania e responsabilidade humana
p. 149 a 160
16
22/05
Um Deus soberano e pessoal – mistério e a natureza de Deus
p. 161 a 170
17
29/05
Orando ao Deus Soberano – Ef 1.15-23
p. 171 a 184
18
05/06
Orando por poder – Ef 3.14-21
p.185 a 202
19
12/06
Orando por poder – Ef 3.14-21
p. 202 a 208
20
19/06
Oração pelo ministério (1)
p. 209 a 216
21
26/06
Oração pelo ministério (2)
p. 216 a 229





quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Plano de Leitura da Bíblia em Um Ano


Vale a pena seguir um plano anual de leitura da Bíblia.

Existem inúmeros textos bíblicos que nos incentivam a ler e meditar nas Escrituras todos os dias (Josué 1.8; Salmo 1.2). O conteúdo da Bíblia deve habitar o nosso coração com riqueza (Cl 3.16) a fim de nos instruir para sabermos como instruir e aconselhar outros com sabedoria. Há tanto "achismos" entre nós, enquanto a informação segura fica guardada na estante ou comodamente na gaveta de uma cômoda.

Para mim, 2 Pedro 1.19 é uma revelação fantástica e ao mesmo tempo surpreendente! Fazemos bem em atender ao que está escrito na Bíblia porque ela é uma luz na escuridão (Salmo 119.105), que nos dirigirá os passos até o dia clarear. A escuridão da qual fala Pedro é a escuridão das idéias e comportamentos mundanos das pessoas. A escuridão do pensamento e comportamento humano desprendido da palavra de Deus é sujo, tenebroso e fétido, porque é degradante e nos afasta de Deus cada vez mais. Quem segue a orientação da sabedoria do nosso tempo não caminha em direção ao clarear do dia, mas caminha no sentido oposto, cada vez mais para dentro da escuridão dessa noite que não termina. Quem segue a orientação das escrituras sagradas verá o dia clarear e o temor, a insegurança e a incerteza passarão, pois a escuridão dará lugar à luz, ao dia!
Leia a Bíblia. Comece hoje!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

REFORMA E MOVIMENTO REFORMADO



REFORMA E MOVIMENTO REFORMADO
Rev. Hélio de Oliveira Silva, STM

Introdução:

         No estudo de História da Igreja é preciso dar atenção a quatro tipos de literatura existente:

1. História Geral = Trata da história como um todo, em suas causas e conseqüências, e dos movimentos dentro da mesma de forma integrada.
Exemplo: O Cristianismo Através dos Séculos, Earlie Cairns (Vida Nova). Uma História Ilustrada do Cristianismo, Justo Gonzalez (Vida Nova).

2. História Específica = Trata de temas específicos dentro da História.
Exemplo: O Princípio Regulador do Culto, Paulo Anglada (PES); João Calvino Era Assim, Thea B. Van Halsema (CEP).

3. História Documental = Trata da publicação de documentos e obras de autores antigos que foram relevantes no seu tempo. Geralmente trazem comentários introdutórios sobre tais obras.
Exemplo: História Eclesiástica, Eusébio de Cesaréia (Novo Século); Diretório de Culto de Westminster (Os Puritanos); Confissão de Fé de Westminster (Cultura Cristã).

4. História do Dogma = Trata da história da igreja sob a perspectiva do desenvolvimento doutrinário da igreja. Exemplo: Doutrinas Centrais da Fé Cristã, J. N. D. Kelly (Vida Nova). História do Pensamento Cristão, Justo L. Gonzalez (ECC). História da Teologia Cristã, Roger Olson (Vida). A História das Doutrinas Cristãs, Louis Berkhof (PES).

I. Definições de Termos:
         É preciso traçar uma distinção entre Reforma Protestante, Movimento Reformado e Calvinismo.[1]
A Reforma é o movimento religioso do século XVI, que procurava o retorno da Igreja às suas raízes históricas clássicas, que teve seu início histórico com Martinho Lutero, na Alemanha em 31 de Outubro de 1517, com a afixação das 95 Teses de Lutero à porta da Capela de Wittenberg.

O Movimento Reformado é comumente aplicado às figuras de Zuínglio (Zurique – de fala alemã) e Calvino (Genebra – de fala francesa), ambos na Suíça. O Movimento Reformado é também chamado de 2ª Reforma.

O Calvinismo diz respeito exclusivamente ao movimento surgido em Genebra sob a liderança de João Calvino (1509-1564), assessorado por Guilherme Farel e Teodoro Beza e que culminou na composição final das Institutas (Calvino) e da Confissão de Fé de Westminster e seus Catecismos Maior e Breve (Puritanos ingleses e escoceses) nos meados do século XVII em Londres, na Inglaterra. O Calvinismo logo superou o movimento Zuingliano, devido à morte prematura de Zuínglio em 1531, na batalha de Cappel.

O Presbiterianismo é filho do calvinismo, estando centralizado nas Ilhas Britânicas (Escócia, Irlanda e Inglaterra).

II. Expansão do Calvinismo:

          A partir da Suíça, o calvinismo difundiu-se na França, no vale do rio Reno (da Alemanha até a Holanda), na Europa Oriental (Boêmia, Polônia, Hungria), e nas Ilhas Britânicas (Escócia, Inglaterra e Irlanda).
         A academia de Genebra, fundada por Calvino em 1559, foi muito importante para a difusão inicial do movimento reformado na Europa, pois preparou centenas de lideres que retornavam aos seus países de origem difundindo as novas idéias da reforma protestante.

         As perseguições religiosas, particularmente na França, Itália e países Baixos, também contribuíram para que a fé reformada fosse levada para outras partes da Europa.
1.     França:
Grande expansão na década de 1550.
1559 – I sínodo da Igreja reformada da França com cerca de duas mil igrejas representadas. Aprovada a Confissão Galicana. Os reformados franceses eram chamados de Huguenotes.

2.     Alemanha:
         O movimento reformado migrou para a Alemanha pelo sul, da fronteira com a Suíça. O crescimento foi caracterizado pela chegada de milhares de refugiados vindos da França e Países Baixos. Estrasburgo foi um importante centro reformado entre 1521 e 1549. Martin Bucer foi o grande reformador de Estrasburgo. Calvino residiu ali por ocasião de seu exílio de Genebra (1538-1541). Dali escreveu a Resposta a Sadoleto.Frederico III criou a Universidade de Heidelberg, centro do pensamento reformado alemão. Catecismo de Heidelberg (1563).[2]

3.     Holanda:
         O Calvinismo chegou inicialmente a Antuérpia (1555), no sul dos países baixos. 300 igrejas foram formadas em dez anos. Causa = chegada de huguenotes refugiados. Sua declaração de fé era a Confissão Belga (1561).
         O Sínodo de Dort se reuniu em 1618-19, rejeitando as idéias de Tiago Armínio (remonstrantes), afirmando os cinco pontos do Calvinismo (TULIP).
Depravação total.
Eleição incondicional.
Expiação limitada.
Graça irresistível.
Perseverança dos santos.

4.     Europa Oriental:
          As igrejas reformadas surgem na Polônia e Boêmia (Checoslováquia) na década de 1540, e mais tarde na Hungria, através de Zurique (1549). O movimento reformado associou-se aos sucessores de João Hus. A contra-Reforma recuperou a Polônia para o catolicismo. A Igreja húngara sofreu forte perseguição entre 1677 e 1791.

5.     Escócia:
         O protestantismo reformado foi introduzido na Escócia por George Wishart (que estudara em Genebra com Calvino), martirizado em 1546. John Knox assumiu a liderança do movimento em 1559, ao retornar da Suíça, onde estudara com Calvino.
Em 1560, o Parlamento aboliu o catolicismo e adotou a Confissão Escocesa. Em dezembro desse ano a Igreja redigiu o Livro de Disciplina, rejeitado pelo Parlamento que apoiava o episcopalismo como forma de governo eclesiástico. Andrew Melville, substituto de Knox, conduziu a reforma escocesa à autonomia do estado. O Presbiterianismo foi implantado definitivamente, com modificações do Parlamento em 1689.

6.     Inglaterra.
         A Reforma começou a influenciar a Inglaterra no reinado de Eduardo VI (1547-53). O Livro de Oração Comum e os 39 Artigos revelam clara influencia calvinista. Elizabete I (1558-1603) apoiava a forma episcopal de governo. No seu reinado surgiram os puritanos. Tiago I e Carlos I (1625-49) se opuseram aos puritanos. Reúne-se a Assembléia de Westminster entre 1643-49, que produziu os padrões presbiterianos de culto, forma de governo e doutrina (Confissão de Fé e Catecismos). Carlos II restaurou o episcopado em 1660.

7.     Irlanda:
A Reforma foi introduzida com a “Colônia de Ulster” a partir de 1606, com o intuito de domesticar os irlandeses católicos, provocando uma rígida separação étnica.


[1] Anotações de sala de aula, Curso: Movimento Reformado – Sinopse Histórica; do Rev. Alderi S. Matos, Andrew Jumper, 16/03/2002.
[2] Veja  Alderi Matos  “O Catecismo de Heidelberg: Sua História e Influência”, Fides Reformata I:1 (Jan-Jun 1996), p. 25-33.
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