O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Exposições Bíblicas de Verão na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia




Os Salmos reais são os salmos 95 a 100 e tratam da majestade de Deus como Rei de toda a criação e do seu povo. Possivelmente esses salmos eram cantados como cânticos de romagem (à semelhança dos cânticos de romagem - Salmos 120 a 134) quando o povo de Deus subia ao templo para as celebrações do ano novo.
Venha celebrar conosco a majestade de nosso Deus.
Horário: Todos os domingos às 9 horas.

1. 19/12 (Rev. Mauro) - Salmo 95 = O Deus Supremo.
2. 26/12 (Rev. Milton) - Salmo 96 = O Deus Santo.
3. 02/01 (Rev. Hélio) - Salmo 97 = O Deus Altíssimo.
4. 09/01(Rev. Ericson) - Salmo 98 = O Deus Juiz.
5. 16/01 (Rev. Jonas) - Salmo 99 = O Deus Poderoso.
6. 23/01 (Rev. Helio) - Salmo 100 = O Deus Misericordioso.
7. 30/01 ( Rev. Helio) - Avulso = Salmo 101 - Culto Doméstico.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Admoestação ao Senado Federal



Embora tenha publicado nesse blog apenas textos de minha autoria e não ter como propósito fazer desse espaço um lugar de denúncias e calorosas polêmicas; abro mais uma exceção por ver na palavra do bispo de Limoeiro do Norte-CE, D. Manuel Edmilson da Cruz, a palavra que o nosso Senado Federal precisava ouvir de todos nós cristãos brasileiros.
Que Deus converta e restaure o nosso país!
Com amor, Pr. Hélio.
* Recebida pelo Blog Genizah = http://www.genizahvirtual.com/

Três Fundamentos de Nossa Esperança (I Ts 5.9-11)




Três Fundamentos de Nossa Esperança (I Tessalonicenses 5.9-11)

O ano de 2010 já se foi e em todo o mundo os olhares se voltam para os relógios que, depois de encerrarem mais um ano, acenam com esperança para a alvorada do ano novo. De formas diferentes nós também participamos dessa agitação, porque vivemos no mundo. Todavia, mesmo vivendo no mundo, desde que Cristo nos salvou nossos critérios de vida e esperança para o futuro foram alterados radicalmente. Em I Tessalonicensses 5 Paulo nos lembra que três são os fundamentos que sustentam nossa caminhada peregrina no mundo e também a nossa esperança:
1º) O decreto de Deus. Ele não nos destinou para a ira, mas nos escolheu em Cristo eternamente (Ef 1.4). Ele nos escolheu para sermos de Cristo e andarmos com Cristo onde estivermos o ano todo. Esse decreto de Deus não nos causa medo, mas nos dá plena segurança de que para nós não existirão acasos, mas a realização cotidiana da providência de Deus para os nossos caminhos até o fim.
2º) A obra mediadora Jesus Cristo na Cruz. Ele morreu por nós. Ninguém pode chegar ao Pai a não ser por meio de Cristo (Jo 14.6). Sua morte por nós significa que ele morreu a nossa morte (expiação); morreu em nosso lugar (substituição) e morreu a nosso favor (propiciação). Ele é o nosso intercessor permanente diante do Pai, mas também é o porta-voz de sua vontade santa para nós. Cristo estará envolvido conosco todos os dias do ano novo, participando de cada ato nosso e guiando-nos como o bom pastor que conhece todas e cada uma de suas ovelhas. Por isso, não precisamos temer o presente e nem o futuro.
3º) A nossa união vital com ele. Nós enfatizamos a justificação pela fé somente de forma correta, mas Cristo fez mais que justificar-nos, ele se uniu a nós vitalmente e eternamente, de modo que nos tornamos o seu corpo e ele a nossa cabeça. Ele estará conosco e nós estaremos com ele sempre.
Daí, o que devemos fazer? Devemos consolar uns aos outros; edificar-nos reciprocamente; e assim manter o padrão de vida e ensino aprendido nas Escrituras.
Por fim, lembremos uns aos outros de que:
A paz que devemos buscar em 2011 não é a paz do mundo e nem a paz com o mundo, mas a paz de Deus para o mundo. A paz que o mundo tenta construir e oferece termina em destruição, mas a paz de Cristo em ressurreição, porque “não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14.27).
Sejamos vigilantes quanto à nossa conduta sempre. Por meio de um padrão de vida limpo e santo. Por meio de um conhecimento verdadeiro das Escrituras. Por meio de uma fé, amor e esperança inabaláveis. Uma fé operosa, um amor abnegado e uma esperança firme (I Ts 1.3).
Vivamos com confiança e testemunho fiéis, conscientes de que tudo depende de Deus no fim das contas, mas que podemos ser instrumentos úteis de sua graça se estivermos em sintonia com o seu propósito santo e eterno.
Pratiquemos as obras do dia, porque somos filhos da luz e não das trevas (Ef 5.8). Nossa luz tem de brilhar; nosso sal tem de salgar; nossas palavras têm de transmitir a graça; nossos atos têm de ser justos e a nossa caminhada tem de ser certa: Na direção do Sol da justiça.
Que o nosso 2011, seja um ano pleno de fé, amor e esperança; todos depositados em Deus! Todos vividos em comunhão com Cristo e sua igreja!

Para o boletim da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia do dia 02/01/2011.
Com amor, Pr. Hélio
www.revhelio.blogspot.com

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Heróis Não, Pais.



Hélio O. Silva = 23/12/2010.

Aos nossos pais: Anamirtes de Oliveira Silva e Luiz Silva, pela comemoração de suas Bodas de Ouro (31/12/1960 - 31/12/2010.


Heróis Não, Pais.


Vocês não são nossos heróis, vocês são nossos pais. Dignos de muito mais honra e muito mais admiração. Por causa de tudo que de vocês nos lembramos; por causa de tudo que de vocês guardamos. Tudo somado reflete o que sentimos por vocês: Pai e mãe.
Quem olha para os dois agora não consegue imaginar o que representaram para nós na nossa infância e juventude. Olhos baços; mãos trêmulas, corações frágeis e cansados. Olhos que enxergaram um bom futuro para todos nós e nos ensinaram a alcançá-lo. Mãos que sustentaram pelo trabalho honesto o estudo que nos fez construir nossos próprios caminhos. Corações que suportaram todas as emoções (ruins e boas) por amor a nós e com fé aceitaram o desafio de seguir à nossa frente. Olhos que nos ensinaram a ver a vida. Mãos que nos ensinaram a trabalhar. Corações que nos ensinaram a crer! Em Deus e nas coisas boas.
Vocês não são nossos heróis; são nossos pais. Que nos amaram e ajudaram apesar de todos os nossos defeitos e pecados; Pais que aprendemos a amar e honrar com todos os seus defeitos e pecados. Porque das suas mãos recebemos também a bondade que vem de Deus; o sacrifício que aprendemos com Cristo e o consolo que nos dá o Espírito Santo.
Todos nós nos lembramos de suas lutas para nos dar conforto e educação. Para nos dar lazer e diversão. Para nos ensinar caráter e comunhão. Sabemos que não conseguiram e não acertaram em tudo; Mas testemunhamos que acertaram o bastante para estarmos todos aqui ao lado de vocês agradecidos; e todos juntos.
E nos ajuntamos para agradecer-lhes tudo que nos deram e que repassamos aos nossos filhos e seus netos. Queremos honrá-los publicamente porque foi assim que nos honraram sempre. E queremos aplaudi-los pelo dom que Deus lhes concedeu de permanecerem juntos, apesar de tudo que enfrentaram, por nós e por vocês mesmos. Chegar às bodas de ouro é uma vitória muito grande e digna. Porque muitos outros desistiram pelo caminho, mas vocês ficaram juntos.
É por isso que nos levantamos como família cristã.
Primeiro para agradecer a Deus pela vida de vocês como casal e pela benção de sermos seus filhos.
Segundo para agradecer a vocês que passaram por tantos momentos difíceis, mas ficaram juntos; venceram tempestades; acumularam cicatrizes e rugas pelo caminho, mas estão aqui e estão juntos.
Terceiro, porque momentos como esses que vão se tornando cada vez mais raros nós pudemos ver e vivenciar ao lado de vocês como igreja.
Deus seja louvado; Deus os abençoe ao renovarem seus votos fortalecendo sua união. Amém.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Crescer Juntos



Crescer Juntos
Salmo 127


É importante que cresçamos juntos no casamento. Porque existem muitos perigos. As tempestades sopram ventos fortes às vezes. E juntos podemos suportar melhor a pressão.
Crescer juntos é uma arte que aprendemos com esforço e com o tempo. Ninguém nasceu sabendo. Ninguém nasceu já sabendo como ser esposa, auxiliadora idônea de seu marido. Ninguém nasceu sabendo como ser esposo, cabeça e pastor amoroso de seu lar.
Crescemos juntos quando aprendemos juntos e um com o outro. Respeitando diferenças menores, aperfeiçoando-nos naquilo que é mais importante.
Precisamos crescer juntos, mas não para qualquer direção. É preciso que cresçamos juntos em direção a Deus. Ele nos criou para o louvor da sua glória e o nosso casamento faz parte desse objetivo da sua criação.
Conversemos a respeito do tempo que estamos juntos, na mesma estrada. O que mudou e o que melhorou; o que nos segurou estacionados em algum lugar. Tudo isso tem um peso que só pode ser descoberto se os pesarmos juntos.
Quando o Senhor edifica ao nosso lado o casamento não é vão o seu significado; não é inútil o seu propósito e nem penosos os seus frutos. Mas pleno de crescimento, companheirismo e dedicação mútua. Diante de Deus e para glória de Deus os casais que crescem juntos constroem sua casa na rocha e vencerão juntos todas as tempestades.

Com amor: Pr. Hélio O. Silva.

O Namoro Não Vai Acabar



O Namoro Não Vai Acabar

Quando o namoro começou, os sonhos se encheram de palavras, de canções e rosas perfumadas. Era bom esperar. Era gostoso aguardar a hora do encontro.
Depois ficou decidido que o encontro era pouco; era preciso não apenas se ver todos os dias. Era preciso ficar juntos e se unirem na construção dos sonhos que sonharam. A benção de Deus foi pedida e agradecida perante várias testemunhas no culto de casamento. As alegrias, as esperanças e o colorido foram enlaçados e levados para a mesma casa. E o tempo passou...
O casamento não escondeu as palavras, mas emprestou-lhes novos significados. O tempo não esfriou o amor, mas o fez crescer e amadurecer. As flores não murcharam nos vasos da casa, mas foram plantadas no jardim. As canções não ficaram esquecidas na memória e nas fotos amareladas, mas ainda hoje embalam os corações apaixonados. Os bombons não amargaram as promessas, pois continuam adoçando as paixões conjugais. A fé não arrefeceu, mas tornou-se mais sólida no testemunho e na cumplicidade da cooperação aprendida passo a passo, dia a dia... Num namoro que não vai acabar.
As palavras não se tornaram em romance vazio, mas acrescentaram à sua herança momentos bons e ruins que vocês compuseram juntos. As lágrimas da saudade não foram vencidas pela decepção e as mágoas. O amor venceu, o namoro não acabou...
As mãos ainda se entrelaçam e os braços se dão. Caminhem juntos pelo tempo e guardem no sorriso de seus filhos a força de sua juventude. Eles crescerão ao seu lado e aprenderão consigo que o namoro não acabou, que vale a pena andar com Deus. O amor crescerá, amadurecerá, tornar-se-á responsável, mas nunca vai acabar...

Com amor, Pr. Hélio.
18/09/2002.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada



A Viagem do Peregrino da Alvorada
– Uma Breve Avaliação.


Está em cartaz o terceiro filme da série Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada. Agora sob a produção da 20th Century Fox, uma vez que a Disney abandonou o projeto por concluir que não dava o lucro esperado. Os filmes são baseados nas sete Crônicas de C. S. Lewis sobre uma terra fabulosa chamada Nárnia onde o Leão Aslam representa Deus.
Embora o livro original publicado em 1952 fosse o terceiro da série, pela ordem de leitura é o volume número cinco (como foi publicado em português). A história tem como pano de fundo a Inglaterra da Segunda Guerra Mundial. Esse filme te fará pensar em pelo menos três verdades bíblicas:

1. Todos temos de enfrentar nossos próprios medos e cobiças; e eles se manifestam contra nós principalmente na forma de tentações. Querer ser quem não somos; Querer ter o que não podemos; achar que somos mais do que realmente somos; são fontes de constantes tentações e podem colocar tudo a perder na nossa vida. Só é possível vence-los se ouvirmos as instruções de Aslam e não abandoná-las. Deus nos instrui e adverte através de sua Palavra (Js 1.8).

2. Devemos viver todas as nossas aventuras do/no presente sem deixar esfriar nossa esperança de viver na terra de Aslam. Devemos pensar nas coisas lá de cima (Cl 3.1-6) e viver nossa vida hoje pela expectativa do que e de onde nos encontraremos amanhã. Ripichipi nos mostra que sempre valerá a pena trocar o que temos aqui pelo que nos aguarda lá.

3. Somos peregrinos e para tudo precisamos da ajuda de Aslam. Não conseguimos deixar de ser dragões se Aslam não nos libertar deles; não podemos vencer as trevas se Aslam não nos encontrar na escuridão; não realizaremos nossos sonhos se Aslam não aparecer, trazer consigo a verdadeira alegria e nos ajudar a ser realistas quanto às nossas expectativas. A peregrinação terminará um dia; e como chegaremos lá? (I Jo 2.27,28).

4. Existem mais, descubra algumas você mesmo...

Três cenas cativantes:
1. O alerta de Aslam a Lúcia através do espelho. Isso nos lembra o perigo das cobiças e das tentações. O choro de Lúcia a seguir nos lembra o arrependimento.

2. Eustáquio arranhando sua pele pedindo a Aslam para deixar de ser dragão. Isso lembra o quanto estamos presos à nossa natureza decaída, o quanto precisamos da ação de Deus para nos livrar dela e o que significa o novo nascimento. Deixar de ser dragão significa nos tornarmos, pela mão de Deus, pessoas melhores.

3. A prontidão de Ripichipi ao tomar seu barquinho para a terra de Aslam. Isso nos lembra a certeza da salvação e o cerne da esperança cristã. O céu é um lugar muito melhor que a terra; a vida no porvir é melhor que a vida no presente.

Não deixe de ler o livro e de assistir o filme. Vale a pena!
Com amor, Pr. Hélio.

Hélio O. Silva = 17/12/2010.

Mateus 5 = Pregação de Paul Washer em um Congresso de Jovens

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

I Tessalonicenses 5.12-22 - Participando da Edificação (Exposição 2).



Texto: I Tessalonicenses 5.12-22.
Tema: Participando da Edificação (exposição. 2).
Rev. Hélio O. Silva = Goiânia-GO, 28/11/2010.

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Introdução:
Meu propósito hoje é falar de forma clara, objetiva e simples sobre como podemos participar eficazmente da edificação do corpo de Cristo. Para isso preciso reconhecer um risco; atentar para uma necessidade e fazer um chamado à igreja.
1. Risco de falar em causa própria.
2. A necessidade de relembrar princípios básicos da relação liderança-liderados e também da “relação pastoral”.
3. Chamar a igreja à comunhão participativa e atuante por parte da igreja na edificação do corpo de Cristo rumo à maturidade.

Contexto:
Começo dizendo que os conselhos e orientações aqui apresentados por Paulo são direcionados a uma igreja jovem. No começo de sua carreira cristã.
Tessalônica era a capital da Macedônia. Foi fundada em 315 a.C. por Cassandro, general de Alexandre, O Grande, que deu-lhe o nome de sua esposa. Antes se chamava Terme, porque possuía fontes de águas termais.
A fundação da Igreja é narrada em At 17.1-9 e aconteceu durante a 2ª Viagem Missionária de Paulo. Silas e Timóteo eram seus acompanhantes. A Igreja nasceu num trabalho de apenas três semanas. Essa carta foi escrita por volta de seis meses depois. Talvez tenha sido o primeiro livro do Novo Testamento a ser escrito (c. 46-56 d.C.).
Uma vez que era uma igreja jovem, talvez seja essa uma das razões porque por duas vezes Paulo trata objetivamente do ministério pastoral na igreja (3.1-10 e 5.12-13). Além, é claro do testemunho pessoal de seu ministério de plantação da igreja no capítulo 1 e 2.

Proposição:
Paulo exorta a igreja a valorizar o seu relacionamento com os lideres da igreja a fim de que houvesse boa participação na edificação da igreja como um todo. Como isso pode ser feito? Paulo responde em três princípios úteis para nós:

I. NUTRINDO UM BOM RELACIONAMENTO COM A LIDERANÇA (V.12,13):

a) Acatar com apreço.
Acatar é ter respeito e interesse pelo seu trabalho entre nós, valorizando e reconhecendo sua importância.
Quais as razões para acatar?

1. Eles trabalham entre nós.
A palavra trabalho (kopiontaj = kopiontas) refere-se a um trabalho que produz desgaste físico e mental. Muitas vezes o trabalho da Igreja é stressante para os líderes, que precisam muito mais de apoio do que críticas desnecessárias e murmurações.
Ilustração: Em Refidim (Ex 17), foi a primeira vez que Moisés ficou impaciente com o povo. Em 45 dias eles murmuraram nada menos que 4 ou 5 vezes.
Esse respeito é devido aos líderes que trabalham e não aos que “trapalham”.

2. Eles nos presidem e nos admoestam.
Os que nos presidem são os presbíteros e pastores. Estes compartilham o trabalho de pastoreio da igreja.
E esse trabalho é realizado “no Senhor”. Ocupam sua função de liderança debaixo do mandamento de Deus e lhe devem total obediência. Temos a tendência de achar que a liderança é uma questão de status alcançado mais do que de serviço ao Reino de Deus.
Presidir é liderar, é conduzir, é cuidar; por isso é importante a colaboração.
Admoestar é corrigir por meio de conselhos. Para se chegar a algum lugar, será preciso fazer correções quando necessário. Por sermos pecadores, precisamos aprender a ser mais maleáveis ao trato da liderança e com ela.

b) Tê-los com amor.
A liderança não precisa somente do respeito, precisa também do carinho do amor.
1. O amor é em máxima consideração.
Consideração é estima, valorização do outro, Ter em alta conta. Paulo diz que o marcador de nossa estima pelos líderes deve estar ligado no máximo e não no mínimo.

2. O amor é motivado pelo trabalho que realizam.
Trabalho é ergon (ergon), uma obra comum. O trabalho pastoral e da liderança não difere do secular a não ser pelo seu alcance religioso. Ou seja, qualquer trabalho deve glorificar a Cristo, servir às pessoas, ser feito com honestidade e lisura de caráter etc.; o trabalho cristão também é assim.
Quantos têm demonstrado respeito por líderes e pastores motivados unicamente pela troca de favores e não pelo interesse no reino de Deus!!! Quantos deixam de apoiar um novo líder simplesmente porque ele não lhe serviu como o anterior. Essa motivação não é correta. Devemos honrar por causa da natureza do trabalho, e não por causa de traços da personalidade ou disponibilidade para um serviço mais particularizado.

c) Viver em paz com eles
“Uns com os outros”, não é paz entre os membros. Nesse texto, é paz entre líderes e liderados. Pastor e ovelhas, Conselho e Igreja, Junta Diaconal e Igreja, Presbitério e Igrejas jurisdicionadas.
Viver em paz é praticar a paz. Não deixar que os desacordos quebrem a harmonia do trabalho, mas aprender o segredo da cooperação. Precisamos entender que na Igreja, nossos desacordos não fazem que sejamos menos corpo de Cristo, que somos lançados fora, por isso, buscar o equilíbrio pelo diálogo aberto é tão importante, porque já somos um em Cristo. Nossa responsabilidade é não quebrar a unidade, mas preservá-la e aprimorá-la para a glória de Cristo.
Ilustração: O que significa ser corpo? Vejamos a experiência de José e de Acã. A consagração de José abençoou uma nação inteira na época da fome e da escassez; a falta de consagração de aça trouxe a ira de Deus sobre Israel logo após a conquista de Jericó. Pessoas morreram em função da cobiça de Acã por coisas que valiam mais ou menos um carro zero Km bem moderno. Todavia o pecado de Acã foi tratado por Deus como pecado do povo (“prevaricaram” – Js 7.1).
O devido valor à relação pastoral é algo que deve fazer parte do fundamento de uma igreja local, se ela quer se tornar uma igreja madura na fé.

II. PARTICIPAR DA DINÂMICA DA VERDADEIRA COMUNHÃO (V.14,15):

Essas palavras não são dirigidas somente a pastores (regentes e docentes). A Exortação de Paulo é para os “irmãos”, os membros da Igreja local. Por sermos todos sacerdotes, todos têm papéis pastorais a desempenhar uns com os outros. Cuidar da saúde espiritual da Igreja é responsabilidade de todos nós. O papel dos pastores é o de nos ensinar a fazer isso cada vez melhor!
a) Admoestar os insubmissos.
Chamar a atenção por meio de conselhos. Pode envolver confrontação.

b) Consolar os desanimados.
Consolar é aliviar a preocupação, oferecer o seu ombro para o outro chorar. Fp 2.1 = ela deve proceder do amor.

c) Amparar os fracos.
Dar sustentação para que não caia ou se desvie,estender a sua mão para ajudar o que caiu a se levantar. É preocupante a ênfase de algumas lideranças no sentido de não terem paciência com este grupo.
Citação: Caio Fábio: “A Igreja é o único exército que deixa os seus feridos para trás”.

d) Ser longânimos para com todos.
Ter paciência é não deixar que a precipitação ganhe o lugar da compreensão.
Ter paciência quando alguém em seu desabafo ofender mesmo que não fosse sua intenção nisso. Ter paciência com aquilo que não concordamos e conversar amistosamente a respeito. Ter paciência com o pecado alheio, porque é assim que Deus faz com os nossos próprios pecados.

e) Evitar o mal e seguir o bem.
1. Entre nós.
2. Para com todos.
Não deixar que ele crie raízes em nosso meio e nem que algum de nós seja seu propagador, antes, pelo contrário, sejamos seus apagadores.
Ilustração: às vezes alguém quer machucar outro, mas não coragem de ir tratar diretamente com o irmão; então manda recados falando c outras pessoas. O resultado é que para machucar um, acaba machucando muitos outros no percurso. Devemos evitar isso decisivamente.

III. BUSCAR A VONTADE DE DEUS PARA NOSSAS VIDAS DIARIAMENTE V. 16-21:

a) Em relação a nós mesmos:
1. Regozijo contínuo.
A alegria do cristão é sempre fruto de seu relacionamento contínuo de amor e serviço a Deus. Ela é sempre uma dádiva de Deus. Ela não é produzida e nem buscada, mas recebida por dádiva e benção de Deus.

2. Oração contínua.
Orar sem cessar é orar mesmo quando não queremos. São empecilhos à oração:
a. O pecado não confessado (I Jo 1.7,9).
b. O relacionamento conjugal quebrado (I Pe 3).
c. A falta do perdão entre os irmãos (Mt 18).
d. A vaidade (Sl 66.16).

3. Gratidão em tudo.
Rm 8.28 = Todas as coisas cooperam para o bem de quem ama a Deus.
Essas posturas são para disponibilizarmos para Deus, a fim de que cumpra sua vontade para nossas vidas.

b) Em relação à própria atuação de Deus em nós.
1. Não apagar o Espírito.
Apagar não tem o sentido de extinguir, mas de não deixar crescer, limitar, tentar resistir à sua ação.
 Ef 4.30 (entristecer).
Por meio de falar palavras torpes (saproj = sapros), aquelas que se alimentam de assuntos que geram a morte ou que servem à morte. Fungos saprófitas são aqueles que se alimentam de cascas de árvores mortas.
 Ef 5.18 (não se deixar encher do Espírito).
Rejeitam agir segundo o fruto do Espírito. Preferem dar vazão à sua ira e natureza mundana. Ser cheio do Espírito é ser sóbrio, equilibrado e sensato; o oposto da embriaguez.

 Tg 4.4-6 (enciumar).
Quando valorizamos amizades mundanas, que se comportam de forma mundana, mais do que a amizade de Deus e da santidade que essa amizade produz em nós.
É por isso que temos de tomar cuidado, por exemplo, com o que bebemos, com quem bebemos e o quanto bebemos. É por isso que temos de ter cuidado com quem andamos, onde andamos e o que fazemos lá.

2. Não desprezar profecias – I Co 14.1-5.
Como fazemos isso?
1. Julgando todas as coisas.
2. Retendo o que é bom.
Nosso ouvir não deve ser ingênuo, mas também não pode armado com quem defende uma fortaleza babilônica! Se for assim, corremos o risco de coarmos o mosquito e engolirmos o camelo.

c) Em relação ao nosso comportamento no mundo v.22.
 Abster-se de toda forma de mal.
“Forma” é eidoj (eidos):
 Tipo, espécie, classe.
 Forma, aparência visível.
Não é boa a tradução “evitar a APARÊNCIA do mal” (ARC) porque confunde e leva a interpretações tendenciosas. “Forma” é mais do que aparência e indica a própria essência. Quem procura evitar a aparência pode cair no círculo vicioso do legalismo e da hipocrisia.
Não temos licença para praticar o mal quando ele parece uma inocente brincadeira de formandos.
Ilustração: Um jovem cristão saiu de madrugada com colegas para fazer arruaças e jogar ovos nas pessoas que estivessem nas ruas no seu percurso. O pai aprovou seu comportamento pecaminoso justificando que era apenas uma comemoração. Isso é pecado!

Conclusão:
Para desempenhar o meu papel eu preciso me comprometer e participar ativamente da edificação.
Lembro-me do conselho de Paulo a Timóteo que vale para todos nós: “Medita essas coisas... tem cuidado de ti mesmo e da doutrina...”
Quem não cuida de si mesmo, ainda que cuide da doutrina, não pode pastorear; também quem não cuida da doutrina, ainda que cuide de si mesmo, não deve pastorear.
Esses são conselhos para uma igreja jovem. Não é o nosso caso. Mas é exatamente por isso que precisamos revisitá-los com freqüência, porque são úteis para manter a vitalidade de uma igreja durante crises, escândalos e tribulações.
Meditemos nessas coisas...

Rev. Jonh Boyle, O Hudson Taylor da Igreja Presbiteriana do Brasil



“O Ministério de Jonh Boyle, o Hudson Taylor da Igreja Presbiteriana no Brasil”

John Boyle nasceu em 1º/03/1845 no condado de Spencer, norte do estado de Kentacky-EUA. Teve formação teológica conservadora e fiel à Confissão de Fé de Westminster.Veio com a esposa para o Brasil em 1873, trabalhando inicialmente no Recife e posteriormente em Campinas-SP a fim de auxiliar Edward Lane (1875).

Em 1879 fixou-se em Mogi-Mirirm, de onde atingiu com o evangelho Cabo Verde e Cajuru. Em Cajuru a igreja nasceu na casa de Miguel Rizzo, cujo filho, Miguel Rizzo Jr, veio a tornar-se grande pastor presbiteriano, conhecido como o “príncipe do púlpito presbiteriano”. Ali Boyle também levou a Cristo outro importante pastor presbiteriano, Álvaro Reis, o grande evangelista e doutrinador da Igreja do Rio de Janeiro.

Apartir de 1881, John Boyle se embrenhou no interior norte de São Paulo e sul de Minas e estabeleceu o que veio a ser os primórdios da Missão Presbiteriana. Boyle viajou mais de 300 quilômetros distribuindo Bíblias até a região da longínqua Uberaba (MG), descobrindo cerca de 50 cidades grandes e vilas. Essas viagens pioneiras de Boyle propiciaram o estabelecimento do presbiterianismo em toda a nação brasileira.

Em 1886, depois de um curto período nos EUA em gozo de férias, Boyle fixou sua Missão definitivamente em Bagagem-MG.

Em 1888, Boyle fez uma longa viagem por Goiás, passando por Santa Luzia de Goiás (Luziânia), Catalão, Caldas (Caldas Novas), Morrinhos, Formosa, Jaraguá, Entre Rios, Curralinhos e Goiás, a capital da província.

No ano seguinte ele abriu a terceira estação missionária da igreja do Sul (Missão Para o Interior do Brasil), que abrangia os estados de Minas e Goiás, refazendo o mesmo percurso missionário acompanhado do Rev. Frank A. Cowan. Era seu desejo evangelizar também o vale do Rio Tocantins, aonde não chegou a ir. As outras duas estações da Missão eram: Missão Norte (Maranhão, Ceará e Pernambuco),Missão Sul (Campinas-SP).

Boyle foi, ao lado do Rev. Alexander L. Blackford, o principal arquiteto do Sínodo Brasileiro em setembro de 1888. Sua proposta era dar à igreja brasileira autonomia plena, inclusive com a entrega das instituições educacionais à direção dos pastores brasileiros, contudo, Blackford não concordou, e foi aprovada uma autonomia parcial, onde os pastores nacionais obtiveram apenas jurisdição eclesiástica sobre as suas igrejas. Boyle, porém, avisou que isso causaria muitos problemas. No Sínodo, Blackford foi eleito moderador, e Boyle, vice-moderador. Nesse mesmo ano publicou o maior hinário evangélico do Brasil até então, "Hinos Evangélicos e Cânticos Sagrados", com 604 hinos. No Hinário Novo Cântico figuram duas composições suas: “A Minha Alma Está Manchada” (nº 72) e “Sobre Nuvem, Fulgurante” (nº 295).

Em 1889, Boyle fundou o jornal, "O Evangelista" que foi caracterizado pela polêmica com o catolicismo.

Boyle faleceu em 04/10/1892, vitimado repentinamente por um enfarte aos 47 anos de idade. Blackford havia falecido em Atlanta-EUA (1890) fazendo imensa falta à liderança da igreja brasileira. Nesse ano, contudo,além de Boyle, faleceram: Edward Lane, em Campinas-SP e Miguel Torres, em Caldas-MG. A morte desses gigantes da fé brasileira contribuiu para o agravamento dos problemas latentes na IPB que desencadearam finalmente no cisma de 1903. Os caminhos da providência divina não são os nossos caminhos e as lições desse “ano fatídico” de 1892 devem nos chamar à meditação reverente diante da soberania do Senhor da Igreja! Boyle legou-nos as igrejas de Santa Luzia de Goiás-GO (IPI de Luziânia hoje), Paracatu-MG, Bagagem-MG e Araguari-MG, organizadas em 1893 por seus discípulos.

O que a vida missionária do Rev. John Boyle nos ensina?
(1) Que devemos levar o evangelho até onde os perdidos estão e não esperar que venham tranquilamente até nós.
(2) Que devemos amar o nosso trabalho e dedicarmo-nos ao máximo nele para a glória de Deus!
(3) Que é preciso viver o Evangelho e servir ao Evangelho com desapegada simplicidade.


Com amor, Rev. Hélio de O. Silva

Breve História do Presbiterianismo em Goiás


Breve História do Presbiterianismo em Goiás

A história do protestantismo em Goiás começa antes mesmo da chegada de Simonton ao Brasil e das viagens do Rev. John Boyle pelo interior do nosso país. Começou com as andanças dos colportores que vendiam a Bíblia de vila em vila, fazenda em fazenda e de porta em porta já nos idos de 1850. Também pelo comércio dos tropeiros que transportavam nos lombos dos animais exemplares da Bíblia sagrada levada por encomenda a quem pedisse. Foi assim que um negociante adquiriu na cidade mineira de Paracatu uma Bíblia e alguns hinários sem partitura e os levou para Santa Luzia de Goiás (atual Luziânia-GO) lá pelos fins da década de 1860. Ele leu a Bíblia e evangelizou a sua família.

O Rev. John Boyle foi o primeiro missionário presbiteriano a pregar o evangelho pelos sertões goianos. Quando ele veio de Bagagem (atual Estrela do Sul-MG) pregando o evangelho em várias vilas e “patrimônios” chegando a Santa Luzia em 1884, já encontrou esta família sem freqüentar as missas há quatorze anos, mas liam a Bíblia em casa e cantavam hinos com músicas adaptadas por eles mesmos, tentando servir a Cristo como na Bíblia estava escrito. Pregou o evangelho, batizou famílias e organizou a igreja. Depois disso visitou o campo em 1886, 1888 e 1889.
Em1888, Boyle fez uma longa viagem por Goiás, passando por além de Santa Luzia, Catalão, Caldas (hoje Caldas Novas), Morrinhos, Formosa, Jaraguá, Entre Rios, Curralinhos e Goiás, a capital da província. No ano seguinte abriu a terceira estação missionária da igreja Presbiteriana do Sul (PCUS), que abrangia os estados de Minas e Goiás, refazendo o mesmo percurso missionário acompanhado do Rev. Frank A. Cowan. Era seu desejo evangelizar também o vale do Rio Tocantins, aonde não chegou a ir. Com a sua morte em 1892, os Revs. Álvaro Reis e Caetano Nogueira reorganizam a igreja no ano seguinte (1893), visitando-a muito exporadicamente.
Com a cisão da IPB em 1903 a Igreja de Santa Luzia ficou com os independentes e a expansão da IPB em Goiás é interrompida. Em 1905, o Rev. Robert Gamble See ao assumir a liderança no campo de Minas Gerais queixa-se que “não há sequer um ministro no vasto território de Goiás”. Foi somente por volta de 1915 que o trabalho em Goiás foi retomado, com a fundação do trabalho presbiteriano em Pouso Alto (atual Piracanjuba-GO) por Teodomiro Emerique.

A partir de 1926, a Missão Oeste do Brasil assume o campo de Goiás, estabelecendo a Igreja de Araguari-MG como campo central. Partindo de Araguari, até 1957, o campo de Goiás se expandiria, seguindo os trilhos da estrada de ferro, para as cidades de Anápolis (1927), Goiandira, Pires do Rio, Cachoeira, Ipameri, Catalão e finalmente em Goiânia em 1935 com a fundação da Primeira Igreja (organizada em 1948). Em 1939, O Rev. James R. Woodson fixa residência em Goiânia para conduzir nas décadas de 40 e 50 a implantação do presbiterianismo pelos caminhos da BR 153 (Belém-Brasília) fundando as igrejas de Uruana, Ceres, Goianésia, Uruaçu, Porangatu e cidades vizinhas indo até o atual estado do Tocantins; e na direção do rio Araguaia, partindo de Uruana, Mata Azul (Morro Agudo de Goiás), Rubiataba, Betel e Xixá.

Além dos já mencionados, inesquecíveis são para o presbiterianismo goiano os nomes dos irmãos: Revs. Alva Hardie, David Lee Willianson, Richardt Taylor, Robert Cammenish, Joseph Woody, Etelbert Garthrell, Divino José de Oliveira, Wilson de Castro Ferreira e Aristeu O. Pires; Ev. Waldemar Rose, Miss. Martha Little dentre tantos outros.

O Sinodo Brasil Central (SBC) é oriundo dos desdobramentos do então Presbitério de Goiaz, organizado pelo Conselho Inter-Presbiteriano (CIP) no início da década de 1960 para compor o Sínodo Oeste do Brasil. O SBC é composto atualmente pelos Presbitérios: De Goiânia (1964); Anápolis (1977); Oeste de Goiânia (1980); Leste de Goiânia (1998); Sudoeste de Goiânia (1999) e o Metropolitano (2008). Nos limites de sua jurisdição funciona o SPBC, fundado em 1983.

Boyle disse certa vez: “Meu coração está no sertão e no sertão hei de ficar”. Agora o sertão se levanta para comemorar e agradecer a Deus 150 anos de história e de caminhada desbravadora da Igreja Presbiteriana do Brasil em nosso país! Deus te abençoe IPB!

Com amor, Rev. Hélio O. Silva. 23/03/2009.

Fé Em Ascensão - Revista Graça - Show da Fé nº136 ano 12; p.18-21

Logo após a realização do Culto de ação de Graças pelos 150 da Igreja Presbiteriana do Brasil (Março/2009)e a publicação do Vídeo "Breve História do Protestantismo em Goiás" publicado também nesse blog - marcador = história da igreja) fui procurado via e-mail pela jornalista Andréa França a respeito de uma futura publicação da Revista Graça/Show da Fé sobre o crrescimento das igrejas evangélicas em Goiás. Enviei-lhe a entrevista e agora o seu artigo foi finalmente publicado.
Apesar de não concordar com vários aspectos da teologia da igreja mantenetora da revista Graça, achei que o tom do artigo foi positivo.
Eis o artigo de Andréa França.




segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quatro Inimigos da Comunhão Cristã (Colossenses 3.12-17)



Quatro Inimigos da Comunhão – Colossenses 3.12-17.

A comunhão entre nós cristãos não é um sonho humano, mas uma obra graciosa do Deus trino em nossas vidas (Fp 2.1; I Jo 1.4); mas também não é uma realidade automática, que acontece por si só. Por essa razão possui também os seus inimigos. Em tempos de crise doutrinária e moral, como era o caso entre os colossenses e entre nós, a comunhão cristã se reveste de singular significado na luta contra as heresias, pois provê a Igreja daquela unidade de espírito e propósito que nos fortalece e anima.
Podemos ver nesse texto, quatro inimigos que agridem a nossa comunhão, mas que também só podem ser vencidos dentro da vivência da própria comunhão que atacam.
A queixa (v.13) que se configura em motivos de tristeza e insatisfação contra os irmãos. Ela pode ser justa ou não, mas separa as pessoas. As queixas são vencidas pelo PERDÃO MÚTUO. Perdoar é suportar o irmão; é apagar a dívida; é imitar o perdão de Jesus.
A imaturidade (v.14) que muitas vezes é puro egoísmo disfarçado como uma caricatura de amor; porque ao contrário do amor, coloca a si mesma acima de tudo. Por outro lado, o amor é o vínculo da perfeição, da maturidade cristã. Imaturidade é a marca do cristão que não quer crescer, que não quer aprender que amar os irmãos faz parte de uma espiritualidade equilibrada e saudável )I Jo 2..9-11; 3.14-18).
A arbitrariedade (v.15), que busca estabelecer as próprias regras nos relacionamentos, instalando a instabilidade das emoções, dos desejos e do pecado de cada um sobre os outros. Para Paulo, a paz de Cristo deve ser o árbitro. Ela estabelece o equilíbrio interior motivado pela vontade de Deus e promove a gratidão.
A falta de instrução na Palavra (v.16), que favorece a cultura do achômetro (Jz 21.25) e faz da subjetividade do critério pessoal a regra dos nossos relacionamentos, para a delimitação de quem deve e quem não deve fazer parte, ter comunhão conosco. Ora fomos chamados para dentro da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito que já existe (I Co 1.9) e que temos por obrigação preservar (Ef 4.13) nunca alterar segundo nossos interesses. O critério da comunhão é o sangue de Cristo que nos aproximou uns dos outros (Ef 2.13) conforme a Palavra revelada, não nossas intenções e projetos particulares de uma Igreja só para nós, ao redor de nós. A Palavra deve habitar ricamente o coração (Coração = Mente + Vontade + Emoções), pois somente a Palavra produz: Instrução mútua, aconselhamento mútuo e adoração com gratidão.
Como podemos resgatar a comunhão desses inimigos?
1º) Aprendendo a suportar o irmão, praticando um perdão sem hipocrisias.
2º) Vivendo uma espiritualidade verdadeiramente cristã, que caminha para a maturidade.
3º) Aceitando a soberania pastoral de Cristo sobre sua Igreja, da qual somos parte. Ele é a nossa paz (Ef 2.15).
4º) Usando a Palavra de Deus como meio de construção de relacionamento com os outros e não a instabilidade de nossos gostos pessoais.

sábado, 27 de novembro de 2010

Os Cantos do Natal No Evangelho de Lucas



Os Cantos do Natal em Lucas.

Ler a narrativa do nascimento de Cristo no Evangelho de Lucas é muito interessante e importante para nós por quatro razões que passamos a considerar:
PRIMEIRO: Lucas não conheceu pessoalmente a Jesus Cristo como Mateus, João e Marcos. João foi o primeiro dos apóstolos a agregar-se a Jesus e ficou conhecido como o discípulo amado (Jo 1.35; 19.26). Mateus foi um publicano, o qual Jesus chamou quando trabalhava em sua coletoria (Mt 9.9). Marcos parece ser aquele jovem que fugiu desnudo da casa de Caifás na noite da traição (Mc 14.51,52). Muitos acreditam que o Cenáculo onde fora celebrada a primeira ceia era de sua família. Mas Lucas não participou de nada disso. Ele foi convertido depois dessas coisas terem acontecido, assim como você e eu. Foi a fé que o levou a procurar saber mais a respeito de seu salvador.

SEGUNDO: Lucas era grego. Não tinha qualquer ligação com todo o peso das tradições judaicas e com a promessa messiânica e com a aliança. Isso não fazia qualquer sentido para ele até então. Assim como nós, Lucas era gentio. Como grego sua mente se fixava nas descobertas sobre a maravilha dos feitos dos homens. Religiosamente estava embebido nas mitologias gregas de deuses imperfeitos e trapaceiros, tão fracos em sua natureza moral quanto os próprios homens. Lucas, como muitos de nós, veio de um ambiente de total ignorância a respeito de Deus e de como ele salva. Suas narrativas do Natal têm um tom de expectativa e descoberta a cada frase!

TERCEIRO: Lucas era médico. E como tal voltava-se para o cuidado dos doentes. Talvez tenha sido esse o ponto de contato onde o evangelho o alcançou, fascinando-o com os milagres de Cristo e seu interesse incomum e compassivo pela dor dos outros, dos quais cuidava com amor. Em seu evangelho, ele se concentra na humanidade perfeita de Cristo e revela-nos peculiaridades da personalidade de Cristo que são tanto maravilhosas quanto consoladoras para nós.

POR ÚLTIMO: Lucas foi o primeiro historiador da Igreja. Escreveu seu evangelho e o livro de Atos. O que nos chama a atenção é que ambos são frutos de pesquisa, tanto em conversas com aqueles que viram Jesus, dos quais, muitos ainda estavam vivos em sua época (I Co 15.6) e pelas leituras que fez nos evangelhos já escritos como o de Marcos e provavelmente o de Mateus. Seu desejo é testemunhar a Teófilo e a nós os acontecimentos verdadeiros da vida de Cristo. Os cantos do Natal são fatos e são poesia. As duas coisas!

Deliciemo-nos, portanto, com o deslumbramento de Isabel que contemplou em Maria, sua prima, a soberana vocação de Deus para os simples e humildes (1.42-45). Calemo-nos perante a doçura do canto de Maria, que além de contemplada pela graça salvadora de Deus, recebeu no seu ventre o Senhor de todos nós! (1.46-56). Meditemos na profecia sacerdotal de Zacarias, pai de João Batista, ao exaltar as bênçãos da vida na aliança assim como a veracidade da promessa divina! (1.67-79). Façamos coro ao louvor angelical na noite do Natal, tributando glória somente a Deus e vendo no rosto do Cristo nascido a mais amável expressão da paz que Deus nesse Cristo nos oferece (2.13,14). Cantemos juntos os cantos do Natal!
Com amor, Pr. Hélio.

Publicada no Boletim dominical da 1ª Igreja Prebiteriana de Goiânia-GO em 21/12/2008. Ano XIX nº 51.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Portas



Hélio O. Silva = 26/05/2002

Portas



Portas se fecham e se abrem
Para abri-las é preciso estender a mão
E abrir o coração.
Quem estende a mão
Não sabe o que pode estar detrás das portas.
Mas aguarda em esperança que seja bom.

Para abrir é preciso expectativa.
Deus é o guardador do segredo das portas.
Ele as fecha,
Ele as abre.
Quem aprendeu a amar a Deus.
Aprendeu o segredo das portas.
Se confia em Deus.
Podem entrar...

A Alegria da Comunhão (Salmo 16.3)



Hélio O. Silva = 10/11/2004.
A Alegria da Comunhão (Salmo 16.3)

Num tempo de muito individualismo, é muito importante saber e encontrar alegria nos outros, na igreja. Por que?
Porque ADORAMOS E SERVIMOS A DEUS NO MEIO DOS SANTOS DE DEUS. Eles são os pecadores que receberam de Deus o perdão de seus pecados. Ser santos é viver uma vida separada daqueles que não honram a Deus (v.4), e viver uma vida que honra ao Deus junto com aqueles que assim o fazem. Os santos são como nós e não separado de nós, o povo de Deus. A santidade não é santidade monástica, mas viver no mundo sem ser contaminado por ele.

Porque os SANTOS DE DEUS SÃO NOTÁVEIS. Amizade não é consórcio, nem aliciamento de oportunidades, mas é a expressão da nossa santidade em ação positiva para com os outros num mundo que caminha sem Deus e sem direção! às vezes, amamos mais as coisas que as pessoas. Queremos a igreja cheia mais para fazer barulho e demonstrar ostentação, do que para glorificar a Deus e aprendermos a amarmos uns aos outros.

Porque NELES TENHO TODO O MEU PRAZER. A Igreja é o local da alegria, que está no fato de sermos quem somos para Deus e uns para com os outros. Somos filhos de Deus, o nosso Pai. E somos irmãos uns dos outros. A comunhão entre nós deve ser fonte de ânimo, contentamento e grande alegria! (Fm 7). A Igreja pode suprir meus anseios de alegria, uma vez que, de repente, eu descubro que não preciso procurar mais nada, pois entre os irmãos eu já tenho tudo! A minha alegria está nos outros (neles). A igreja é lugar para se encontrar e adorar juntos, pois Cristo destruiu a inimizade na cruz provendo-nos de liberdade que produz intimidade, sem medo, sem desconfiança; como deve ser entre irmãos.

Algumas lições não podem nos escapar:
1. A base da comunhão em alegria é a santidade.
O foco da alegria na comunhão não está no poder que se possa exercer sobre os demais. Também não se encontra no número que impõe o domínio da maioria sobre a minoria, pois todos são iguais e necessários no corpo de Cristo (1 Co 12.12-27). Não se encontra na tradição que nos ensina involuntariamente a tratar os outros como meios e não fins. Nas Escrituras, a tradição é um meio de manter a vitalidade da fé por meio da obediência, e não estabelecer o controle por meio do conformismo. A alegria da comunhão também não está situada no carisma, que faz de alguns “estrelas” ou “super-estrelas” no meio dos outros.
A alegria da comunhão é encontrada no serviço prestado ao próximo e a Cristo. Sem santidade não veremos o Senhor e estaremos impedidos de viver a eternidade com os irmãos. Nós estamos aqui para adorar o Senhor juntos! É a santidade que nos levará ao respeito mútuo, à cordial distinção e à honra (Rm 12.10), livrando-nos de competições, invejas e bajulações, que impedem a ação do amor e camuflam o pecado. Quando crescemos em santidade, fazemos para Deus e para os outros, e não só para nós somente.

2. Vivendo em comunhão, aprenderemos a valorizar uns aos outros.
Começando por nossas palavras (Ef 4.29). O que dizemos uns dos outros é útil, é conveniente e transmite graça às pessoas? Sendo mais ativos no compartilhamento de nossos bens (1 Jo 3.16). Não deixando nossos irmãos passarem necessidade! Falando de Cristo para os de fora. Falar de Cristo é prova do nosso amor por Deus e pelo próximo. Somos de Deus, vivamos para Deus!

Com amor, Pr Hélio.

A Esperança Que Não Confunde (Romanos 5.5-11)



Hélio O. Silva = Pastoral (2) = 26/09/2008.
A Esperança Que Não Confunde

A “Esperança que não Confunde” é base de nossa segurança espiritual em Cristo. Paulo está falando de uma esperança amadurecida pela prática da fé. Por que essa esperança não confunde?
Primeiro: Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado (v.5).
a) O amor é derramado no presente. O amor de Deus nos é dado por Ele continuamente, não parou de ser derramado, como uma fonte que não acaba nunca!
b) É uma ação interna do Espírito Santo em nós. Ele é derramado diretamente nos nossos corações. Não depende das condições exteriores que vivemos. O amor brota dentro de nós. Não importa o estado de saúde; a idade; a condição social atual. O amor de Deus nos enche porque o espírito mora dentro de nós.
c) O Espírito já nos foi outorgado. O Espírito Santo habita em nós desde o dia de nossa conversão, por uma outorgação unilateral, graciosa e permanente de Deus a nós. Para que a nossa esperança pudesse ser confundida seria necessário desfazer a obra do Espírito Santo em nós.
Segundo: Porque Cristo morreu por nós (v.6-8).
a) Por quem Cristo morreu?
Fracos (v.6). Não fisicamente, mas moralmente. Ou seja, “éramos incapazes de resgatar a nós mesmos” da condenação do pecado.
Ímpios (v.6). Em vez de sermos amorosos com Deus, nós nos rebelávamos continuamente contra ele e sua palavra. A impiedade, no sentido religioso é a desatenção para com Deus e seus mandamentos.
Pecadores (v.8). A oferta foi de Deus, embora os pecados fossem nossos. Ele carregou a penalidade que nossos pecados mereciam.
Inimigos de Deus (v.10). Não só ímpios, mas também inimigos. Éramos, por natureza, hostis a Deus. A inclinação da carne é inimizade contra Deus (8.7).
b) A morte de Cristo prova o amor de Deus para conosco (v.8,9). Ele morreu por nós. Ele morreu em nosso lugar e a nosso favor. Isso é prova cabal do amor de Deus por nós e baseada no FATO histórico irremovível da crucificação. Para que nossa esperança pudesse ser confundida, seria necessário desfazer o escândalo da cruz. Nem bons e nem justos, mas fracos, ímpios, pecadores e inimigos de Deus.
Somos justificados pelo seu sangue. A condenação do nosso pecado em Cristo é a declaração do perdão de Deus a nós. Seremos salvos da ira (de Deus). No dia do juízo final não haverá condenação para nós, porque estaremos em Cristo Jesus (8.1).
Terceiro: Porque fomos reconciliados com Deus (v.10).
a) Somos salvos pela sua vida. Se Deus, que tinha o direito de nos condenar ao inferno, dele nos redimiu quem poderá nos condenar, ou separar do seu amor? (Rm 8.34-39). Seremos salvos pela sua vida (de Cristo). Porque o amor de Cristo nos constrange... (II Co 5.14,15).
Em outras palavras, podemos viver uma esperança abundante, mesmo durante as tribulações, porque ela está garantida na eternidade por Deus. Para que nossa esperança falhasse ou pudesse ser confundida seria necessário desfazer o julgamento do próprio Deus realizado em Cristo Jesus a nosso favor.
Mas isso não é possível, aleluia!
b) Acabamos agora de receber. Toda a inimizade foi abolida e podemos desfrutar de graça sobre graça (Jo 1.16-18). João afirma que o Filho nos revelou o Pai. A cruz nos dá o direito de chamá-lo assim (Gl 4.7 e Rm 8.15).
c) Por intermédio de Cristo. Jesus nos colocou na presença de Deus. Agora a fonte de toda a nossa esperança e alegria está em Deus, sendo o próprio Deus.
d) Alegria em Deus. A alegria que temos no coração é a alegria do perdão do Deus.
Fortaleça sua relação com o Espírito Santo, peça o seu enchimento diariamente a Deus. Fortaleça sua relação com Cristo, confie no seu perdão. Fortaleça sua relação com o Pai. Entregue a ele todo o seu amor. Com amor, Pr. Hélio.

Publicada no Boletim dominical da:
PRIMEIRA IGREJA PRESBITERIANA DE GOIÂNIA
ANO XIX - N° 40 Boletim Dominical Goiânia, 05 de outubro de 2008.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa




UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.


Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).


Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.


Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.


Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pródigos! (Lucas 15.11-31) = Revisado



Hélio O. Silva = 25/12/2002.

Pródigos! (Lucas 15.11-32)

Quando o meu filho caçula partiu, senti sangrar o corte profundo das palavras que insistiram na partilha da herança antes do tempo e roguei a Deus que o guardasse de todo o mal. Carregando na algibeira o seu futuro em forma de moedas, ele ousou conquistar o mundo. Assim ele desejava, todavia, tudo não passava de fumaça que mais cedo ou mais tarde, levada pelo vento seria. Ele partiu ferindo o meu coração. Mas não deixei morrer a esperança. Ele voltará um dia.

Quando meu filho partiu para uma terra distante partiu meu coração. Ao ver desperdiçar a sua mocidade em sonhos tão tolos e tão passageiros, pedi a Deus que o trouxesse de volta e preparei todos os dias o meu coração para o encontro que certamente chegaria. Muitas vezes levantei meus olhos para o morro distante, onde a estrada encontrava o horizonte e pensei tê-lo ouvido cantarolar as canções que lhe ensinei. Contudo ainda não era o tempo do reencontro. Então esperei; Dias... Meses... Anos... Eu sei que voltará.

Cada dia desejei a sua volta. Cada manhã derramei as minhas lágrimas e de noite não deixei de interceder. Muitas vezes a saudade me conduziu pela mão à beira do desespero e a dor que doía mediu a palmos o meu amor. “_Eu te esperarei meu filho”, pensava; “_ Viverei para te ver chegar. Serão os meus braços que te cobrirão com o perdão e te trarão para dentro de casa; o seu lar seguro. Voltará para seu pai para descansar”.

Eu vi cada dia crescer no coração de seu irmão a mágoa, que ensurdeceu seu coração. Ele trabalhou dobrado no seu lugar. Não adiantou dizer-lhe que não precisava ser assim. Então o vi se afastar de mim. Ele cuidou de mim, mas seu olhar não mais olhava na mesma direção que o meu. Sabia que eu o esperava, e no seu desespero pensou que por não me esquecer do outro, havia-me esquecido dele. Mesmo assim o amei, pois não podia viver pela metade. Eu criei os dois para Deus, sem competição ou cobiça, como me apresentaria diante Dele sem os dois? Desviados pelo caminho, um tão longe e o outro tão perto, não permiti que a cegueira de ambos escurecesse os meus olhos. Desse modo guardei as palavras para o dia do reencontro, de todos nós.

Ninguém o viu chegar antes mim! Sua mãe o viu andar antes mim. Ela também ouviu suas primeiras palavras e entristecida não quis vê-lo partir. Todos se voltaram contra mim porque não o repreendi, porque o deixei partir como quis. O silêncio entristecido de sua mãe que envelheceu rapidamente diante de mim; o silêncio embrutecido de seu irmão que desconheceu o perdão; o meu silêncio esperançoso da sua volta. Eu não os criei para serem meus; eu os criei para serem de Deus e como companheiros quis lhes conduzir a todos pela mão até o Pai. Sei Senhor que me atrasarei. Por favor, espera-me!

Ninguém o viu chegar antes de mim! As lágrimas esperaram pacientemente pelo encontro. Ao vê-lo corri como minhas pernas deixaram. Ele estava tão diferente! Roupas sujas, cabelo desgrenhado; mal cheiroso e emagrecido. Não era mais aquele arrogante robusto e conquistador da partida. Vinha chegando cabisbaixo com um discurso pronto e ensaiado que nunca o deixei terminar. Perdoar é esquecer. O perdão já estava pronto no coração. Por isso corri como nunca ao seu encontro e espremi contra o seu peito a minha saudade. Beijei sua face suja e cansada, medrosa de mim, mas que queria um lugarzinho para repousar, junto de mim, ao lado do pai. Ah! Como é bom recebê-lo de volta ao seu lar!

Não podia e nem queria cobrar a sua desonra. Não podia e nem queria fuzilar o que restara dele com aquelas palavras corretas, mas não para aquele momento. Reencontrei meu filho, ele voltou para a casa que construí com as próprias mãos, suor e lágrimas para protegê-lo do malfeitor.

Então mandei que vestissem nele novamente as roupas que guardei e o restitui à condição de filho que abandonara. O arrependimento estampado na cor de seus olhos suplicantes certamente o trouxeram. Isso é o que importa, o resto se vê depois. Era hora de festejar, que morra o novilho cevado. O meu filho voltou ao lar... Voltou ao lar...

Eu o vi chegar, ao mesmo tempo em que também vi sua mãe sorrir outra vez. Resignada, não interferiu, pois reconhecera finalmente que valia a pena esperar como esperamos. Suas lágrimas eram as mesmas das minhas. Quando enxugou os olhos, lavou o passado.

A seu tempo tratei da ferida reaberta de seu irmão mais velho que também o matou no seu coração como o caçula fizera comigo. Mas porque a minha esperança não me deixou morrer, acreditei que Deus faria o mesmo com seu irmão. Então o busquei de volta, e ele entrou na festa comigo, ao meu lado, como o primogênito deve andar.
Num só dia abracei a todos outra vez porque funcionaram todos os princípios que o Pai me ensinara e que também ensinei à minha esposa e a meus filhos. Num só dia os tomei pela mão para reconduzi-los ao Pai. Agora minha casa está completa. Oh Pai, estou pronto pra chegar!

Com muito amor, Pr. Hélio.

Divórcio



Divórcio.

O silêncio caiu sobre o coração, que não quis esperar a resposta, que não veio, pois faltou a coragem de dizer. Os olhares se olharam e nada viram. Sondaram-se e nada encontraram. Desiludiram-se.
Não era a angústia, nem a mágoa, mas o silêncio e o sentimento partido da hesitação. Não era a solidão da noite, mas a presença ausente que não falava, que não fazia diferença, que não era para ser assim, que divorciava a realidade da expectativa; o sonho que cessou antes de amanhecer. O sol que se levantou sem dormir. A noite que passou sem luar, sem sonhar.
Tudo isso fez chorar o coração, que não coube em si, apertado de compaixão; talvez tomado de incompreensão. Rebentaram-se as cordas que amarravam seus caminhos. Agora era dizer adeus... E caminhar a distância da separação, a distância que distancia o coração, o beijo, o abraço e o aperto de mão.
Não era para ser assim, mas foi. Não era para acabar assim, mas acabou... É apanhar os cacos do coração espalhados pelo chão, e tentar voltar. Reconstruir...
Murcharam-se as lembranças, que não vão se apagar, só fazer correr as lágrimas nos lençóis: eles já não são mais brancos. Que fazer...
As lágrimas escondidas na noite afogaram o amor!? Os sorrisos hipócritas da manhã enganaram os apaixonados!? Os laços estavam firmes em quê!?
O amor murchou; o carinho derreteu, as palavras doces foram substituídas, os olhares ternos avermelharam as paixões amanhecidas, os abraços cessaram; distanciou-se o coração e ninguém viu!?
Divórcio... Divórcio... Separação... Ruína... Pobreza de coração...


Hélio O. Silva = 16/11/2001.
Malaquias 2.10-16

A Resposta (I Reis 19)



Hélio O. Silva = 10/12/2003.

A Resposta (I Reis 19).

Ele ainda se lembrava do altar. Sentia o cheiro da oferta queimada pelo fogo que caiu do céu e que o Senhor acendeu. Ele se lembrava dos milhares de Israel prostrados diante de Deus no Carmelo. Ele ainda podia sentir em sua pele a sensação dos pingos da forte chuva que caiu logo depois, ainda no mesmo dia. Ele não esquecia do poder que veio sobre si e que o fizera correr adiante de Acabe. Todavia, o descalabro do contraste apunhalava a sua mente, pois um mensageiro do rei lhe trouxera a mensagem da morte.
O homem que vai para o deserto não é um ingênuo que ainda não aprendeu a crer, mas é um desiludido que achava que as coisas iam mudar e agora bebe das suas dúvidas as respostas que não encontra. O que o Senhor quer fazer? O homem que vai para o deserto não é um embrutecido disposto a deixar a sua fé, mas é um crente deprimido que não sabe mais o que fazer; depois de tantos sinais e provas de que Deus é Deus! O homem que chegou ao deserto é o homem que concluiu que não há mais nada a fazer, pois se o poder não convence, o que poderá convencer? O homem do deserto é aquele que achando que conhecia a Deus descobrirá que há muito mais de Deus para se conhecer...
Numa caverna solitário esperou pela resposta, achando que o melhor era morrer, mas não foi assim que Deus lhe falou. Ele viu o vento forte soprar e remover do lugar as pesadas pedras, mas isso não era tudo sobre Deus. Ele viu as mesmas pedras rolarem de um lado para outro num terremoto que se seguiu, mas isso não era tudo de Deus que se pode conhecer. Então se levantou um fogo, que como no Carmelo, veio de Deus, mas um fogo não é tudo de Deus que se pode aprender. Para o profeta, essas coisas não iriam impedir a sua morte pelas mãos dos incrédulos ímpios.
Mas como Deus passava, ele ainda esperava... Veio por fim um cicio tranqüilo e suave que estremeceu o profeta. O Deus do poder é o Deus de todo o poder. O que pensamos ser o poder não é o poder de Deus! A sua força de todas as formas. Os homens pensam que poder é usar a força constrangente, mas o poder de Deus é muito mais que isso. Ele faz estremecer diretamente o coração...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Diante do Trono




Hélio O. Silva = 17/07/2005.

Diante do Trono

Diante de um trono de graça derramei a minha alma
As minhas lágrimas engoliam as minhas palavras.
O meu rei de lá desceu e cuidou de mim.
Tomando-me em seus braços de pai,
Enxugando meu rosto inconsolado.
Abraçou-me serenamente.
Fitou-me sem acusação.
Meus pecados mancharam
A alvura de sua túnica branca,
Mas ele nem se importou.

Eu tentei limpar o sangue de minhas mãos
Mas aquela mancha não saía dali!
Oh meu Deus!
O que farei, o que será de mim?!

O seu abraço foi como o tocar suave
Da lã de um cordeiro perfumado.
Aquecendo meu coração,
Aceitando-me como estava.
Ele me afagava carinhosamente.
Perdoou-me sem nada me cobrar.
Parecia ter todo o tempo do mundo
Só para me escutar.

Eu lhe contei tudo o que ele já sabia
Mas mesmo assim ouviu-me atentamente.
Eu lhe contei tudo o que o ofendia,
Mas mesmo assim não desviou o seu olhar e o seu amor de mim.
Eu chorava e parecia que doía mais nele que em mim!
Como eu pude ser tão mal!?
Eu não quero ser tão mal.

Depois de tudo,
Ele me estendeu o seu cajado,
Estendendo-me a sua paz.
O seu perdão que nunca mereci,
Mas, que o seu amor plantou no meu coração.

Contemplação




Contemplação

Então, se aquietou sozinho. Refletiu o seu caminho.
Ouviu o coração. Abaixou-se de mansinho.
Estendeu sua mão.
Tocou a água que corria solta, leve, limpa...
Não esperou o calafrio. Sussurrou mansamente, uma palavra de paz.
Andou pela margem, contemplou o tempo, e agradeceu o dia.
Não foi egoísta, não foi ingrato, não se vangloriou.
Agradeceu o dia, e sorriu.

A alegria está nas pequenas coisas.
Que gotejam o tempo, que nos emprestam o equilíbrio.
Que inspiram a poesia.
Que moram dentro de nós, que estão ao redor de nós...
Elas nos falam mansamente.
Carinhosamente. Simplesmente.
São coisas que não se apagam,
Mas têm que se ter tempo pra ver,
Olhar, captar; sentir dentro de nós.
Seu balançar contínuo, seu embalar eterno,
Seu profundo ser.
Ser para nós, por causa de nós, em função de nós,
E retornar de volta para Deus...
Em louvor que agradece. Em amor que responde.

Você pode perguntar o que é, e não ver;
Tocar, ser tocado e não sentir;
Querer e não ter; possuir, mas não amar;
Prender e não dominar.
Porque não são assim as coisas;
Elas estão aí, ali e acolá.
Ao alcance da mão, e do coração.
Mas não da vaidade...
São como a oração.
Contemplação.
Fé e razão. Coração e emoção.
Elas vêm e vão; ficam e saem;
Tocam sua face; beijam seu rosto;
Apertam sua mão;
E ternamente te abraçam...

Hélio O. Silva = 16/11/2001

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Era da Sexualidade Polimorfa



Hélio O. Silva = 02/11/2010 A Era da Sexualidade Polimorfa


O termo “perversidade polimorfa” foi cunhado em 1909 por Sigmund Freud referindo-se ao seu entendimento da sexualidade infantil. Para ele a sexualidade infantil é polimorfamente perversa no sentido de que a criança está pronta para demonstrar qualquer tipo de comportamento sexual sem qualquer restrição. Para ele os papéis heterossexuais das crianças são definidos mediante repressão por meio de pressão psicológica, ordem social e tradição. Valores como a criação e a revelação bíblica nem sequer são considerados na composição de seu conceito da sexualidade humana.
Na década de 1960, o filósofo Herbert Marcuse publicou um livro intitulado “Eros e Civilização”, utilizando o conceito de Freud e redefiniu a sexualidade em termos de libertação, ou seja, a verdadeira sexualidade se alcança pela libertação dos fatores repressivos da sociedade, o que significa um retorno à perversidade polimorfa da infância freudiana. Esse conceito evoluiu para a “sexualidade polimorfa” e está na base da agenda homossexual contra o casamento heterossexual e a família como ensinada e vivida pelo cristianismo. Sua principal estratégia tem sido redefinir os termos a fim de desconstruir os conceitos tradicionais da sexualidade humana moldados pelo cristianismo. Sua revolução sexual marcha em sete frentes de combate contra o cristianismo:
Na psicologia redefine homossexualidade de algo que as pessoas “fazem” para algo que as pessoas “são”. A homossexualidade deixa de ser uma prática para ser uma questão da natureza das pessoas. Na medicina, a homossexualidade deixou de ser considerada uma desordem mental e passou ser considerada um estado normal da conduta humana. Na política organiza-se várias frentes de ação política a fim de forçar a sociedade ao reconhecimento da homossexualidade pela pressão do número e do voto. Na jurisprudência muda-se a discussão do que é “certo ou errado” para aquilo que é “direito do cidadão”. Na educação o alvo é separar as crianças da autoridade preconceituosa e repressiva dos pais por meio da inclusão de ensinamentos de “sexualidade abrangente” nos currículos escolares. Sexualidade abrangente não significa aprofundamento no significado do sexo em si, mas a aceitação da agenda homossexual quando ensina que tudo é moralmente aceitável desde que traga satisfação pessoal. Na cultura, os meios de comunicação produzem uma superexposição ao tema da homossexualidade a fim de torná-lo natural e normal. Personagens são criados de forma a mostrar a homossexualidade como algo agradável e personagens históricos tem suas histórias recontadas de forma a ideologizar as pessoas convertendo-as à causa homossexual. Sua intenção é mostrar na mídia que a aceitação da homossexualidade é uma tendência predominante e não uma cruzada ideológica para cumprir a agenda de um determinado grupo social. Na teologia, ou há a rejeição obstinada das escrituras ou promove-se a subversão hermenêutica por meio da redefinição e reinterpretação dos textos bíblicos afins. Por exemplo, o pecado de Sodoma e Gomorra não foi a homossexualidade, mas a inospitabilidade. Romanos 1 não trata de pecados homossexuais, porque Paulo nada sabia sobre “orientação sexual”; portanto pecar contra a “natureza” na verdade significa pecar contra “a própria natureza”, ou seja, atos homossexuais só são pecados quando cometidos por pessoas de orientação sexual heterossexual, mas não por um homossexual declarado.
Diante dessa agenda, o que o cristianismo deve fazer?
Primeiro: Agir em todas as frentes. Não podemos simplesmente aceitar que uma redefinição de termos resolva os profundos problemas da natureza humana. Isso é engano e o engano nunca nos levará àquilo que é bom. Uma coisa não deixa de ser o que é só porque mudamos o seu nome. O leão não ficará manso só porque foi rebatizado com o nome de “gatinho”.
Segundo: dar testemunho da verdade dizendo as coisas certas e fazendo as coisas certas. Nossos casamentos e famílias devem existir para mostrar a suprema beleza do propósito eterno de Deus. Se a insanidade, a irracionalidade e a anarquia governam o mundo, elas não nos governarão (I Jo 2.15-17).
Terceiro: Ser igrejas com casamentos fiéis e famílias saudáveis, por meio da aceitação e vivência dos valores cristãos em sua inteireza e ensiná-los positivamente aos nossos filhos. A nossa incoerência é nossa maior inimiga, não a agenda homossexual.
Quarto: Resgatar os que perecem e amar os inimigos (Mt 5.43-48). Quando eles caírem doentes e entrarem em desespero deverão ser as nossas mãos estendidas que os levantarão para a esperança e para uma nova vida. Devemos resgatar os que perecem e amar aos ímpios porque nós mesmos éramos assim (Rm 5.5-10).

Com amor, Pr. Hélio (www.revhelio.blogspot.com)
Leia mais em: Desejo e Engano, R. Albert Mohler Jr, Ed. FIEL.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Um Culto Reformado Para Uma Fé Reformada



Um Culto Reformado Para Uma Fé Reformada

O movimento da Fé Reformada surgiu na Suiça do século XVI durante a Reforma Protestante. Sua raiz teológica são os ensinos de Zuínglio e Calvino. Uma das áreas fundamentais que procuraram reformar, ou seja, trazer de volta aos limites dos ensinos bíblicos foi o culto cristão.
Os reformados deram ênfase ao chamado princípio regulador, que preconiza ser o culto cristão regido pelo que é clara e explicitamente revelado nas Escrituras ou dela depreendido (concluído, entendido). Em contraste, luteranos e anglicanos entendiam que o que não é proibido, é permitido (princípio normativo). Daí o culto reformado caracterizar-se por maior austeridade e simplicidade que as liturgias dessas outras confissões protestantes.
Os princípios básicos que regem o culto reformado são, entre outros: Precedente bíblico, simplicidade formal, música congregacional com conteúdo doutrinário e a centralidade da pregação. “A leitura das Escrituras com o temor divino, a sã pregação da palavra e a consciente atenção a ela em obediência a Deus, com inteligência, fé e reverência; o cantar salmos com graças no coração, bem como a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por Cristo - são partes do ordinário culto de Deus” (Confissão de Fé de Westminster XXI.5a).
Quanto à música, uma das partes do culto reformado, nunca é demais acentuar que a teologia de uma igreja é influenciada pela música que ela canta. Pastores podem pregar sermões doutrinariamente corretos, mas se a sua igreja cantar hinos e cânticos heterodoxos, esses últimos influenciarão mais que as palavras da pregação. Daí a necessidade de se associar a música com a pregação nos cultos públicos.
A prática crescente de substituir-se os antigos hinos utilizados por gerações de crentes por corinhos com ritmos mais contemporâneos corre dois sérios riscos: primeiro, a perda do sentido da história, a ruptura da nossa ligação com a igreja do passado; em segundo lugar, há o fato de que muitos desses cânticos, além de sua pobreza melódica, poética e gramatical, padecem de sérias distorções teológicas (ex.: "coroamos a ti ó Rei Jesus"; “o crente vive sempre sorrindo mesmo quando não dá”) ou são simplórios e repetitivos, trazendo muito pouca instrução para o povo de Deus, ao contrário daqueles hinos tradicionais da igreja, com todo o seu rico conteúdo bíblico e doutrinário.
A maioria dos presbiterianos deseja uma espiritualidade mais profunda, um evangelismo mais incisivo, um culto mais vibrante com uma música mais bíblica. Podemos obter tudo isso sem abrirmos mão das nossas convicções reformadas, pois esses elementos estão explícitos nelas. Nestes dias conturbados, em que a nossa cultura assume formas cada vez mais distanciadas dos valores do reino de Deus, necessitamos pedir ao Senhor sabedoria e discernimento para dar testemunho da sua verdade com firmeza e convicção, não nos conformando com o presente século, mas transformando-nos pela renovação das nossas mentes (Rm 12.1,2).
Venha refletir conosco sobre A Teologia do Culto no 8º Encontro da Fé Reformada nos dias 9 a 12 de novembro, aqui em nossa igreja. Faça a sua inscrição na secretaria da igreja ou pelo site WWW.pipg.org/fereformada. Até lá.

Dr. Alderi Sousa de Matos – adaptação: Pr. Hélio.

sábado, 16 de outubro de 2010

Congregação Presbiteriana Jardim Goiás



Venha nos visitar!

Projeto NUR

Acalma-te



Hélio O. Silva
09/03/2008. Acalma-te

Acalma-te, aquieta-te.
Relembra as bênçãos,
Recupera a paz.
Pois Deus não te abandonou.
Sabes que ele está perto.
Sabes que não se afastará.
Ouça a voz que acalma o coração,
Que faz cessar a tempestade.
Deixa de reparar no tempo;
Deixa de temer a força do vento.
Ele está aqui.
Silencia tua alma agitada.
E espera em Deus...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dignos de Cuidado - III João 5-8



Dignos de Cuidado (III João 5-8)

A hospitalidade cristã aplicada às missões transculturais está sendo chamada de “Retenção Missionária”. Não diz respeito somente a como tratamos bem os missionários aqui na igreja, ou em trânsito por nosso pais ou região, mas em como os tratamos de tal forma a que não abandonem os campos e voltem para casa desistindo da missão. Diz respeito a como os tratamos em suas necessidades espirituais e materiais, porque fora do país eles dependem totalmente de nossos recursos.
Qual deve ser o nosso procedimento ao hospedar conosco missionários em viagem, ou em visitas para levantamento de sustento como preparação para partir para o campo mais distante? João nos dá algumas indicações nos versos 6-8 de sua carta a Gaio: Cooperamos com a verdade quando tratamos com dignidade os missionários da igreja.
Devemos encaminhá-los por modo digno. “Modo digno” quer dizer “de forma apropriada”. Não devemos apenas recebê-los em nossas igrejas ou casas, orar por eles e despedi-los com promessas de paz. Mas devemos também cooperar com a manutenção de seu sustento. Isso significa dar suprimentos de alimentos e financeiros. Por que devemos fazer isso? Porque é possível enviar e depois esquecer um missionário no campo. O Rev. Silas Tostes perguntou numa das palestras do V Congresso Brasileiro de Missões em 2008: “_ Quanto tempo demora para uma igreja esquecer seu missionário no campo?” A missionária que estava do meu lado respondeu baixinho: “_ Seis meses”. Ela era missionária no Japão e sua igreja a abandonara lá depois de seis meses que a tinha enviado.
Eles servem ao nome de Cristo. Porque são servos de Cristo e o representam. Devemos tratá-los como trataríamos o próprio Cristo. Porque quem recebe um enviado de Cristo, recebe a ele mesmo: “Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou (Mt 10.40).” O bom obreiro deve receber sustento digno da igreja, todavia, o mal obreiro nunca deve ser sustentado pela igreja, mas deve ser dispensado do serviço. A motivação para a obra missionária é o nome de Cristo e não as vantagens pessoais da “viagem missionária”. Missões não pode ser a busca por uma experiência! Isso é sério demais. Falamos de vidas; falamos de sua salvação do inferno para a glória da casa do Pai!
Devem ser sustentados pela igreja (“nada receberam dos gentios”). O verso 7 deixa claro que a obra da igreja deve ser sustentada pela igreja, não pelo governo federal, estadual ou municipal. Isso não quer dizer que não devemos aceitar ofertas voluntárias deles, mas que não devemos ter como política viver pedindo dinheiro para eles com o pires na mão ao sabor de negociatas politiqueiras que envergonham o nome de Cristo. Porque isso seria negar a nossa confiança na providência de Deus para a sua própria obra e correr o risco de agir por cobiça e não por fé. Faz parte do nosso chamado prover para que a obra de Cristo alcance a todas as nações. É direito dos obreiros cristãos serem sustentados por aqueles que se beneficiam de seu serviço (I Co 9.1-18; Gl 6.6; 1 Ts 5.17,18). Na PIPG depois de um tempo comprometidos com 20 missionários com sustento parcial, decidimos permanecer comprometidos com menos missionários, mas com uma participação maior no seu sustento. Hoje estamos comprometidos com 10 casais de missionários no Brasil e no exterior, quatro deles são filhos da igreja (Rev. Marcos Agripino e Mônica Mesquita; Mis. Eliezer e Sara Camargo; Rev. Luciano e Luciene Pires; André e Thaís Marques).
Devemos acolher esses irmãos. No texto grego aparece um “nós” enfático, que ficou oculto na tradução pelo verbo “devemos”. É nossa obrigação cuidar dos obreiros cristãos em trabalho missionário, porque ao fazê-lo nos tornaremos “cooperadores da verdade”. Quem hospeda um falso mestre é “cúmplice de suas obras más” (2 Jo 11), mas quem hospeda um mestre verdadeiro é um “cooperador da verdade”. Verdade na perspectiva de João é o próprio Cristo Jo 8.32,36; Jo 14.6) e a palavra de Deus(Jo 17.17).
A obra cristã não é apenas sair e pregar o evangelho, mas também cooperarmos com ela quando hospedamos, enviamos e sustentamos os missionários locais, nacionais e transculturais (At 1.8). Com amor, Pr. Hélio.

Juízes 9. 1-21 = Perspectivas Cristãs na Política - 03/10/2010.



Perspectivas Cristãs na Política (Jz 9.1-21)

Hoje vamos às urnas para mais um pleito político. A campanha política de Abimeleque nos ensina algumas posturas que devem ser observadas ao se falar em apoio político a algum candidato, o desenvolvimento de suas campanhas e o resultado colhido na vida prática pelas posturas políticas equivocadas e galgadas através da corrupção.

1º) É preciso observar os tipos de articulação política que eles seguem em suas campanhas (v.1-6).
Existe oportunismo que sufoca idéias ou há interesse genuíno no bem da população (v.1). Suas propostas são para si mesmos ou para governar com retidão? (v.2). Suas propostas tentam colocar a paixão antes da razão? (v.3). A sua equipe de trabalho político é formada por homens levianos ou homens de bem? (v.4). A renda de sua campanha procede do trabalho honesto ou de um “templo pagão”? (v.4).

2º) É preciso observar o caráter dos políticos candidatos (v. 7-15).
O candidato deixa de ser quem sempre foi a troco do poder? (v.9, 11, 13). O candidato honra a confiança que nele é depositada? (v.9,13). O candidato vive trocando suas opiniões partidárias a cada pleito? (v.11). O candidato vê o poder como um fim em si mesmo? (v.15). Se o poder muda o sabor da personalidade e dos relacionamentos, ele não é digno. O poder deve refletir a personalidade e não o contrário. Candidato que é uma coisa antes e outra depois da eleição, não deve ser reeleito. Candidatos que vivem mudando suas idéias ao gosto de cada pleito devem ser descartados.

3º) É preciso observar quais as conseqüências do apoio a um candidato político v. 16-21.
Somos merecedores dos seus atos de governo (v.16-9). Sofremos com os seus atos de desgoverno (v.20). Se seus atos forem bons, haverá alegria e crescimento. A escolha errada produzirá sofrimento e castigo; além de estagnação; leis injustas, aumento das desigualdades sociais etc.

Conclusão:
Pode haver muitos Abimeleques no governo, mas eles não estariam lá se não houvessem muitos homens como os moradores de Siquém, que lhe emprestaram apoio por meio do seu voto. Querendo resolver necessidades imediatas amargaram três anos (v.22) de um governo ruim, que terminou numa revolução civil e na tragédia pessoal de Abimeleque (v. 5, 23 e 24). Deve haver sinceridade na escolha (v 16,19). Uma eleição que exija o massacre dos outros concorrentes não é digna de Deus, pois Deus é soberano e tomará castigo de todo procedimento pecaminoso (v. 5, 23 e 24). O tempo revelará as verdadeiras intenções (v. 22-24). Não esqueçamos que aleivosidade é agir com fingimento.

Assim, que não haja entre nós:
1. Quem vote naquele que está em primeiro lugar nas pesquisas só para não perder o seu voto, mas vote porque confia nas propostas do candidato escolhido. Você não perde o voto porque perde a eleição, vote perde o voto porque vota mal.

2. Quem acredita naquele que rouba, mas faz, pois será cúmplice do seu roubo e também participante do seu castigo. Vote em quem não rouba, e que por isso pode fazer muito mais.

3. Quem troque o seu voto por um mero favor político de ocasião, que certamente excluirá outra pessoa de ser atendida por estar em maior necessidade e trará o castigo de Deus sobre si e sobre a nação.
Com amor, Pr. Hélio de Oliveira Silva
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