O Bom pastor e seus comentários

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Alegria da Comunhão (Salmo 16.3)



Hélio O. Silva = 10/11/2004.
A Alegria da Comunhão (Salmo 16.3)

Num tempo de muito individualismo, é muito importante saber e encontrar alegria nos outros, na igreja. Por que?
Porque ADORAMOS E SERVIMOS A DEUS NO MEIO DOS SANTOS DE DEUS. Eles são os pecadores que receberam de Deus o perdão de seus pecados. Ser santos é viver uma vida separada daqueles que não honram a Deus (v.4), e viver uma vida que honra ao Deus junto com aqueles que assim o fazem. Os santos são como nós e não separado de nós, o povo de Deus. A santidade não é santidade monástica, mas viver no mundo sem ser contaminado por ele.

Porque os SANTOS DE DEUS SÃO NOTÁVEIS. Amizade não é consórcio, nem aliciamento de oportunidades, mas é a expressão da nossa santidade em ação positiva para com os outros num mundo que caminha sem Deus e sem direção! às vezes, amamos mais as coisas que as pessoas. Queremos a igreja cheia mais para fazer barulho e demonstrar ostentação, do que para glorificar a Deus e aprendermos a amarmos uns aos outros.

Porque NELES TENHO TODO O MEU PRAZER. A Igreja é o local da alegria, que está no fato de sermos quem somos para Deus e uns para com os outros. Somos filhos de Deus, o nosso Pai. E somos irmãos uns dos outros. A comunhão entre nós deve ser fonte de ânimo, contentamento e grande alegria! (Fm 7). A Igreja pode suprir meus anseios de alegria, uma vez que, de repente, eu descubro que não preciso procurar mais nada, pois entre os irmãos eu já tenho tudo! A minha alegria está nos outros (neles). A igreja é lugar para se encontrar e adorar juntos, pois Cristo destruiu a inimizade na cruz provendo-nos de liberdade que produz intimidade, sem medo, sem desconfiança; como deve ser entre irmãos.

Algumas lições não podem nos escapar:
1. A base da comunhão em alegria é a santidade.
O foco da alegria na comunhão não está no poder que se possa exercer sobre os demais. Também não se encontra no número que impõe o domínio da maioria sobre a minoria, pois todos são iguais e necessários no corpo de Cristo (1 Co 12.12-27). Não se encontra na tradição que nos ensina involuntariamente a tratar os outros como meios e não fins. Nas Escrituras, a tradição é um meio de manter a vitalidade da fé por meio da obediência, e não estabelecer o controle por meio do conformismo. A alegria da comunhão também não está situada no carisma, que faz de alguns “estrelas” ou “super-estrelas” no meio dos outros.
A alegria da comunhão é encontrada no serviço prestado ao próximo e a Cristo. Sem santidade não veremos o Senhor e estaremos impedidos de viver a eternidade com os irmãos. Nós estamos aqui para adorar o Senhor juntos! É a santidade que nos levará ao respeito mútuo, à cordial distinção e à honra (Rm 12.10), livrando-nos de competições, invejas e bajulações, que impedem a ação do amor e camuflam o pecado. Quando crescemos em santidade, fazemos para Deus e para os outros, e não só para nós somente.

2. Vivendo em comunhão, aprenderemos a valorizar uns aos outros.
Começando por nossas palavras (Ef 4.29). O que dizemos uns dos outros é útil, é conveniente e transmite graça às pessoas? Sendo mais ativos no compartilhamento de nossos bens (1 Jo 3.16). Não deixando nossos irmãos passarem necessidade! Falando de Cristo para os de fora. Falar de Cristo é prova do nosso amor por Deus e pelo próximo. Somos de Deus, vivamos para Deus!

Com amor, Pr Hélio.

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