O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

terça-feira, 23 de setembro de 2014

06 = 2 Coríntios 4.1-6 - O Ministéio da Nova Aliança (1)

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
06 = 2 Coríntios 4.1-6 – O Ministério da Nova Aliança (1).         09/09/2014.
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2014
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair B. Machado.
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Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.95-103.
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Introdução:
Paulo continua sua defesa em favor de seu ministério. Na seção anterior ele descreveu a superioridade da Nova Aliança, aqui (4.1-18) avança para a descrição do ministério da Nova Aliança. Nos versos 1-6, Paulo faz uma apresentação majestosa da glória do Evangelho de Cristo.
O Evangelho não é um produto da imaginativa mente humana, mas da revelação verdadeira e genuína de Deus. Há seis pontos importantes a serem enfatizados:

   1.      O Evangelho é concedido pela misericórdia Divina, e não pelo mérito humano (v.1).
Paulo foi um implacável perseguidor da igreja; quando não buscava a Cristo, este o buscou e o comissionou para a pregação do evangelho (1 Tm 1.12-17). Em vez de lhe dar o castigo merecido, Deus, em sua misericórdia, o fez ministro do evangelho que transformou a sua vida. Não foi Paulo quem conquistou o evangelho, mas o conquistou e subjugou sua vida à sua glória.

   2.      O Evangelho nos dá forças para enfrentar o sofrimento (v.1b).
Paulo enfrentou todo tipo de sofrimento: Perseguição, rejeição, oposição, abandono, apedrejamento, açoites, prisão etc. Nada disso, porém foi capaz de desencorajá-lo, porque o chamado divino é sempre acompanhado da capacitação divina. O privilégio glorioso da pregação é que nos fortalece diante de qualquer oposição.

   3.      O Evangelho nos capacita a ser íntegros na pregação (v.2).
Aqui a argumentação de Paulo é positiva, não combativa. Ele apresenta a sua situação de vida, não a dos seus opositores. Ele salienta alguns pontos:
a) O cristão verdadeiro vive na luz. Os falsos obreiros têm motivações antagônicas ao Evangelho, tais como, promoção pessoal, lucro financeiro, comodidades e aplausos; não estavam interessados em santidade, fidelidade ou na salvação das pessoas.

b) O cristão verdadeiro não usa truques para pregar a Palavra. Astúcia é uma palavra usada sempre com conotação negativa nas Escrituras. A astúcia é associada à forma de ação de satanás quando seduziu e enganou a Eva e Adão (2 Co 11.3,14,15 e 12.6).

c) O cristão verdadeiro não adultera a Palavra para ganhar os ouvintes. Adulterar é torcer o significado e misturar a Palavra de Deus com outras idéias advindas do secularismo a fim de aplicar de forma errada os ensinos e exigências de Deus a fim de atrair seguidores para si e não para Deus.

d) O cristão verdadeiro vive de forma transparente na presença de Deus e dos homens. O evangelho não carece de reforços a fim de torná-lo mais aceitável ao paladar das pessoas. Ele é suficiente e eficiente por ser a verdade. Nenhum expediente psicológico poderia elevá-lo ou melhorá-lo para torná-lo mais eficiente ou interessante.

   4.      O Evangelho nos adverte da terrível oposição de satanás (v.3,4).
O ser humano decaído tem mais facilidade em acreditar em mentiras do que em crer na verdade. O evangelho permanece encoberto aos que se perdem por causa da cegueira causada por satanás sobre eles. O problema das pessoas rejeitarem o evangelho não está nele, mas na mente tomada pelas trevas delas.
a) O evangelho salva ou condena. Ele salva os que crêem e mantém debaixo da condenação divina os que o rejeitam.

b) O diabo interfere na mente dos ouvintes. Ele age o tempo todo tentando impedir a obra da evangelização. Os não salvos são escravos do mundo, de satanás e das inclinações pecaminosas de seus próprios corações (Ef 2.1-3). Esses agem em conjunto para impedir o arrependimento dos pecadores.

c) O diabo ataca os incrédulos com cegueira espiritual. Ele é o príncipe das trevas (Ef 2.2). Os que são perdidos não são capazes de entender a mensagem do evangelho porque satanás os mantém em trevas. O fato mais triste disso tudo é que na sua sagacidade, consegue usar lideres religiosos para enganar as pessoas. A pregação desses os leva a crer em ilusões e fantasias como se fosse a mais pura verdade.

   5.      O Evangelho nos mantém longe da presunção (v.5).
O foco da pregação é Cristo e nunca o próprio pregador. Cristo é apresentado como o verdadeiro Senhor de tudo e de todos, inclusive dos pregadores. Devemos nos apresentar como servos de Cristo.
O conteúdo do evangelho é o Cristo crucificado (1 Co 1.21) a quem Deus ressuscitou dos mortos. Cristo é o Senhor soberano diante de quem todo joelho se dobrará para reconhecer seu governo eterno sobre tudo (Fp 2.8-11). O pregador é servo da igreja e não dono dela. Deve servir à igreja não por ser escravo das pessoas, mas porque ama a Cristo e está ao seu serviço. Devemos servir à humanidade porque somos servos obedientes daquele que é o único Senhor de tudo!

   6.      O Evangelho coloca em evidência o poderoso milagre da nova criação (v.6).
Assim como Deus realizou a criação do nada, das trevas (Gn 1.2,3) ele tira os pecadores do império das trevas na nova criação e os transporta para o reino do Filho do seu amor (Cl 1.13). Deus é o criador da antiga e da nova criação e dissipa as trevas em ambas. Na primeira criação Deus ordenou à luz que brilhasse, mas na nova criação ele mesmo brilhou em nossos corações. Paulo experimentou isso na estrada de Damasco quando uma luz mais forte e intensa que o sol ao meio dia brilhou ao seu redor, jogando-o ao chão (At 9.3,4). Essa luz era a própria manifestação da glória de Deus na face de Cristo invadindo o coração submerso em trevas daquele insolente perseguidor da igreja. Depois desse encontro, Deus fez dele o maior apóstolo, missionário, teólogo e plantador de igrejas da história do cristianismo.

Aplicações:
   1.      No serviço ao evangelho não há mérito, mas misericórdia e graça que produzem gratidão intensa!
   
   2.   No serviço ao evangelho não existe um mar de rosas, mas o sofrimento jamais termina no desespero, mas na vitória.
   
   3.  Abraçar o evangelho não é o fim da criatividade, mas o começo da eternidade!

   4. Quem anda no evangelho não teme a satanás, porque o poder do evangelho dissipa o poder de satanás.
   
   5.  Quem tem o foco no evangelho sabe que somos vasos de barro, e que o tesouro é o evangelho que Deus guardou dentro de nós.

   6. Quem ama o evangelho experimentará a vivacidade e o poder do evangelho na sua vida.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

05 = 2 Coríntios 3.4-18 - A Superioridade da Nova Aliança


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
05 = 2 Coríntios 3.4-18 – A Superioridade da Nova Aliança.          03/09/2014.
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2014
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair B. Machado.
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Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.75-93.
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Introdução:
Nessa seção, Paulo introduz a doutrina da Nova Aliança e a contrasta com a Velha Aliança.
A nova aliança é “Kainós” (nova) quanto à qualidade e não somente quanto ao tempo; ela também guarda continuidade e descontinuidade com a Velha aliança. Na Velha Aliança, o homem deveria obedecer conforme as suas forças à Lei e por isso tentar fazer o melhor para agradar a Deus. Na Nova Aliança é Deus quem faz tudo por nós através de Cristo.

   1.      A Nova Aliança Contrasta com a Velha Aliança (v.4-11).
Paulo faz quatro importantes contrastes entre a velha e a nova aliança:
a) Tábuas de pedra e tábuas de carne (v.3).
            A Velha Aliança foi escrita em tábuas de pedra, fora de nós. A Nova aliança foi escrita em nossos corações, dentro de nós.

b) Ministério da morte e ministério do Espírito (v.7,8).
            A Lei revela e condena o pecado, mas não o tira e nem o absolve. A lei não é o problema, ela é santa, justa e boa (Rm 7.12,14), enquanto o homem é rendido e escravizado pelo pecado. A Lei jamais inocenta o pecado, pois exige obediência perfeita. A Lei pronuncia a sentença de morte para os desobedientes (Rm 7.10). A Lei não é capaz de justificar o pecador, nem de conceder o Espírito Santo; não pode nos dar herança, nem vida e nem liberdade (Gl 2.16; 3.2,18,21).
O ministério do Espírito, por outro lado, trás vida, porque na nova aliança o pecador é substituído por Cristo, e nele recebe o perdão dos pecados.

c) O ministério da condenação e o ministério da justiça.
A letra da Lei mata (Gl 3.6) porque aponta a culpa e lavra a sentença (Tg 2.10). O Espírito aplica em nós os benefícios da redenção de Cristo e da sua justiça. O sangue de Cristo justifica o pecador.

d) O desvanecente e o permanente.
            O propósito de Deus com a nova aliança era que as exigências da Lei fossem cumpridas naqueles que andam segundo o Espírito (Rm 8.4). A lei nos serviu de aio para conduzir a Cristo (Gl 3.24). Ela é como uma lanterna que mostra o caminho, mas não tira os obstáculos à frente.
Paulo exemplifica isso com o brilho desvanecente no rosto de Moises sempre que ia à presença de Deus e de lá retornava. O brilho do rosto de Cristo, porém, é permanente, pois a nova aliança é permanente e revestida de glória.
A força de uma vida vitoriosa não vem das nossas obras terrenas, mas do céu; não vem do nosso interior, mas do alto; não vem de homens, mas de Deus.

   2.      Viver na Nova Aliança é Viver Com Ousadia (v.12).
Quem participa da Nova Aliança, não vive confiado em si mesmo, mas em Deus. A vida inteira de Moisés é o mais límpido retrato disso. Ele viveu quarenta anos nos palácios do Egito acreditando que um dia libertaria a Israel fundamentado em suas habilidades ali adquiridas. Mas deu tudo errado e ele precisou fugir para o deserto. Ele passou 40 anos na Universidade do Egito aprendendo a ser alguém e depois mais 40 anos no deserto aprendendo a ser ninguém. Deus esteve em silêncio, mas não inativo. Depois do episódio da sarça ardente, Moisés aprendeu que o único todo-poderoso é Deus. Nessa ousadia voltou para o Egito e foi instrumento de Deus para livrar Israel do cativeiro.
Todavia, a ousadia de Moisés vacilou e temeu ao perceber a glória desvanecente em seu rosto. Ele colocou o véu para que o povo não percebesse isso e visse a glória transitória em sua face. O véu era um disfarce, ele escondia a realidade e separava o povo de Moisés.
Hernandes Dias Lopes alista 5 máscaras que escondem e separam o povo de Deus de uma comunhão mais rica com Deus:
®     O legalismo. Condenar os pecados dos outros sem enfrentar os próprios (fariseus).
®     A auto-confiança. Comparar-se aos outros julgando-os inferiores (Pedro).
®     A hipocrisia. Dizer que fez tudo e fazer diferente (Ananias e Safira).
®     A mentira. Mentir e dizer que é honesto (irmãos de José).
®     A duplicidade. Querer ficar bem com todos e ao mesmo tempo condená-los.

   3.      Os Que ainda Vivem na Velha Aliança são Cegos (v.14,15).
Dois aspectos são importantes aqui:
   a)      O embotamento dos sentidos (v.14).
Os judeus continuavam religiosos mas sem discernimento espiritual. Não conseguem o cumprimento da Velha Aliança e o estabelecimento da Aliança em Cristo.
   
   b)      O véu sobre o coração (v.15).
O véu representa uma recusa em aceitar o cumprimento da revelação de Deus em Jesus Cristo.

   4.      Na nova Aliança o Veu é Removido (v.16-18).
A única maneira de viver uma vida cristã autêntica é através da remoção de todas as máscaras. Paulo nos apresenta três temas esplêndidos:
a) O véu é removido pela conversão a Cristo (v.16).
            Na conversão somos transferidos das trevas para a luz e nos tornamos filhos de Deus por adoção e por geração.

b) A liberdade é alcançada pelo Espírito Santo (v.17).
            A liberdade que adquirimos com o Espírito Santo é do pecado (Rm 6.6,7); da morte (Rm .21-23) e da condenação (Rm 8.1). Paulo não está se referindo a liberdade litúrgica, nem licença para viver de qualquer maneira

c) A transformação é progressiva segundo a imagem de Cristo (v.18).
Na Velha Aliança colhemos escravidão, morte e condenação, mas na nova somos transformados de glória em. glória,convertidos, libertos e transformados na imagem de Cristo.

04 = 2 Coríntios 2.12 a 3.3 = O Segredo de Uma Vida Vitoriosa







Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
04 = 2 Coríntios 2.12-3.3 – O Segredo de Uma Vida Vitoriosa.               27/08/2014.

Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2014
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair Batista.
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Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.53-72.
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Introdução:
Paulo foi acusado por alguns coríntios de ser um apóstolo sem credencial. Essa acusação denegria seu caráter, sua apostolicidade e o seu ministério. Três fatos precisam ficar claros:
1º) Paulo era um pregador comprometido com o Evangelho (v.12a).
2º) Deus é quem abre as portas para o evangelho (v.12b).
3º) O pregador está sujeito a grandes angústias no ministério (v.13).
         
       Aqui Paulo abre uma grande seção de digressão para tratar da doutrina da nova aliança e das marcas de uma vida cristã autêntica e vitoriosa segundo o prisma do verdadeiro evangelho. O Pr. Hernandes usa como base o livro de Ray Stedman, "A Dinâmica da Vida Autêntica" (Cresça-SEPAL - 1975).

1.     Otimismo Indestrutível (2.14a).
a) Cristianismo não é estoicismo, pois não se rende resignado diante de um destino implacável nem suporta os sofrimentos heroicamente como se isso fosse inevitável.

b) O Cristianismo não é masoquismo, pois não cultua o sofrimento como se fosse a mais nobres das virtudes humanas, mas glorifica a Deus diante de todos os obstáculos ciente de que tudo está nas suas mãos soberanas.
Josafá (2 Cr 20.1-22), Jó (Jó 1.21) e Paulo e Silas (At 16.19-34) são exemplos claros da confiança e gratidão a Deus diante de momentos muito difíceis para eles.

2.     Sucesso Constante (2.14b).
“Cristo sempre nos conduz no curso de seu triunfo”. Deus é um grande conquistador e nós engrossamos as fileiras do seu glorioso cortejo triunfal.
a) É Deus quem nos conduz em triunfo (v.14b).

b) É por meio de Cristo que somos conduzidos em triunfo (v.14b). Não existe nenhum tipo de triunfo à parte de Cristo.

c) É constante o triunfo que temos em Cristo (v.14b). “Sempre”.

3.     Impacto Inesquecível (2.14c-16).
O perfume de Cristo é manifestado por toda parte por meio de nós!
a) O pregador espalha a fragrância do conhecimento de Deus (v.14c).

b) O pregador é o bom perfume de Cristo (v.15)
®   A identificação do perfume é uma pessoa.
®   O conceito do perfume é que ele é bom.
1º. O bom perfume é precioso.
2º. O bom perfume influencia sem alarde.
3º. O bom perfume atrai as pessoas.
4º. O bom perfume torna o ambiente mais agradável.
®   O efeito do perfume é perceptível nos que são salvos e nos que se perdem. Somos o bom perfume de Cristo tanto para os que são salvos por intermédio da pregação quanto somos o bom perfume para os que rejeitam o evangelho.
c) O pregador é agente de vida ou de morte.

4.     Integridade Irrefutável (2.17).
Os falsos apóstolos pregam um falso evangelho, com um falso comissionamento e com uma falsa motivação.
a) Como não se deve pregar o evangelho (v.17a).
Qual o sentido de mercadejar?
®   Lugar com um negócio.
®   Misturar a fim de enganar (Is 1.22).
®   Adulterar.

b) Como se deve pregar o evangelho (v.17b).
®   A mensagem procede de Deus.
®   O método é falar em Cristo perante Deus.
®   A motivação é a sinceridade (Significa “examinar algo à luz do sol”).

5.     Realidade Inegociável (3.1-3).
Eles acusavam Paulo de ser um impostor. Paulo se defende nos versos 1 a 3. Os falsos apóstolos apresentavam cartas de apresentação; as cartas de apresentação de Paulo era a vida transformada de cada membro da igreja transformada pelo Evangelho.

a) A verdade escrita no coração é amais legível mensagem de Deus (v.2,3). A vida de cada crente é uma espécie de tradução do evangelho (p.70).

b) A verdade escrita no coração é amais duradoura mensagem de Deus (v.3). Escrita pelo Espírito Santo é algo espiritual e eterno e não como tinta comum, que é material e perecível.

c) A verdade escrita no coração é a mensagem mais convincente de Deus. (v.2). Uma vida transformada pelo Evangelho é um argumento irresistível, irrefutável e irrevogável a favor da verdade.

d) A verdade escrita no coração é a mensagem mais profunda de Deus (v.3). a Lei é um mandamento externo, mas a graça é um princípio interno. A Lei foi escrita fora de nós, mas a graça foi escrita em nós.

Aplicações:
   1.     Quem é suficiente para essas coisas? Ninguém é, toda a nossa suficiência vem de Deus (cap. 3.5).
   
   2.     Toda a vida cristã é centralizada na nossa relação com Cristo e a partir de Cristo. 


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

03 = 2 Coríntios 1.12 a 2.11 - Como Se Defender das Críticas


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2014
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair Batista.
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03 = 2 Coríntios 1.12-2.11 – Como Se Defender das Críticas.                      20/08/2014.
Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.33-52.
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Introdução: Paulo se defende das acusações levantadas contra ele em Corinto de que não estava sendo honesto com a igreja por mudar seus planos de visita a ela. Eles o acusavam de falta de integridade e de constância. Quando os problemas se agravam na igreja, mal entendidos podem causar feridas profundas e o surgimento de críticas precisa ser tratado com atitudes e palavras corretas.

    1.  Uma Consciência Limpa (1.12-14).
A nossa glória não está na posição que ocupamos, mas na qualidade de vida que vivemos. Não podemos depender de elogios e nem desanimar com as críticas que recebemos. Homens enxergam ações, mas Deus vê as intenções do coração.
O juiz de nossa consciência é Deus e não os homens. A consciência é a faculdade pela qual julgamos nossas ações e intenções e também as dos outros. A consciência não é infalível, pode ser fraca e até mesmo cauterizada pelo pecado. Nossa consciência tem de estar limpa diante de Deus, o verdadeiro juiz de todas as coisas.

2. Um Coração Amoroso (1.15-20).
Como podemos vero amor de Paulo pelos coríntios?
a) Na resolução de antecipar sua visita pastoral aos coríntios (v.15).
b) No propósito dessa antecipação: Buscar o benefício espiritual dos crentes e dele mesmo (v.15b,16).
c) O exemplo seguido por Paulo para fazê-lo (v.17-20): A fidelidade de Deus (v.18); A pessoa de Cristo (v.19) e as promessas de Deus (v.20).

3.Uma Ação Divina (1.21-24).
a) Deus nos confirma juntos em Cristo (v.21).
b) É Deus quem nos unge (v.21). A unção divina traz consigo a autenticidade e a confiabilidade.
c) Deus nos selou com o Espírito Santo (v.22). Denota posse e autenticidade.
d) Deus nos deu o penhor do Espírito Santo (v.22). Uma garantia da completação da obra e de que pertencemos a Ele definitivamente!
            Devemos estar cientes sempre de que a integridade e a verdade do Evangelho baseiam-se na obra de Deus.

4.  Uma Mudança de Planos (1.23,24-2.4).
A razão da mudança de planos de Paulo quanto à visita, não era a incoerência, mas o seu amor pela igreja.
a) O amor poupa as pessoas amadas (v.23).
b) O amor não oprime as pessoas amadas (v.24). Os pastores não devem governar a igreja como dominadores (1 Pe 5.3), mas como servos (4.5); e servir não significa fazer somente o que agrada às pessoas.
c) O amor não entristece as pessoas amadas (2.1-4). O amor põe os outros antes de si mesmo.

5. Uma Disciplina Necessária (2.5,6).
a) O pecado não tratado produz tristeza nos obreiros de Deus (v.5). A igreja deve chorar pelo pecado (1 Co 5.1,2), julgar o pecado (1 Co 5.3-5) e remover o pecado (1 Co 5.6-13). A paz a qualquer custo não é um princípio bíblico, pois sem pureza não há ambiente par se promover a paz.
b) O pecado não tratado produz tristeza na igreja de Deus (v.5b). ele deprime e tira as forças da igreja.
c) O pecado precisa ser confrontado e o faltoso disciplinado (v.6). A disciplina é um ato responsável de amor. Quem ama disciplina e o seu remédio amargo traz alívio, cura e restauração. A aplicação apropriada da disciplina é uma das três marcas de uma igreja verdadeira.

6. Um Perdão Restaurador (2.7-10).
A igreja deve perdoar o faltoso por amos a ele (v.7,8); por amor a Deus (v.9,10) e por amor a própria igreja (v.11). O rancor presente na igreja não permite que os pecados sejam tratados de forma bíblica.
a) O perdão traz conforto e libertação da tristeza (v.7). O perdão é uma necessidade essencial para a igreja: Para o bem dos fazem o mal (v.5-7); para o bem dos que devem perdoar (v.8-10) e para a integridade da comunhão cristã (v.11). O objetivo da punição não é a vingança, mas a restauração.
b) O amor deve ser ministrado aos que arrependidos se voltam para Deus (v.8-10).
c) A restauração deve ser uma atitude coletiva de toda a igreja (v.10).

7. Uma Ameaça Perigosa (2.11).
Tudo deve ser feito com o objetivo de que satanás não obtenha vantagem sobre a igreja.
a) Satanás alcança vantagem sobre a igreja quando ela deixa de ser uma comunidade terapêutica (v.11).
b) Satanás alcança vantagem sobre a igreja quando induz os faltosos a pensar que não há chance de restauração (.11).
c) Satanás é um inimigo perigoso e precisamos estar atentos.
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