O Bom pastor e seus comentários

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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Oração Para Vencer a Luta (PARTE 2) - Efésios 6.18-20



Oração Para Vencer a Luta (parte 2) - Efésios 6.18-20

Deus quer que sejamos perseverantes no uso dos instrumentos que Ele já nos deu para vencer a batalha espiritual, mas nós queremos usar uma vez e pronto. Depois achamos que não dá certo mais. Com a oração não é diferente. Sem perseverança não conseguiremos edificar uma vida espiritual forte e vencedora. 

No verso 18, Paulo nos ensina que a oração deve permear a nossa luta, porque querer lutar sem orar é ser como um cego no meio do tiroteio. A oração deve ser constante, porque se pararmos de orar, paramos de lutar e o diabo levará vantagem sobre nós. A oração deve ser no Espírito, porque só é vencedor aquele que luta em obediência à palavra do Espírito e segundo as normas do Espírito. 

Mas Paulo continua:

A oração deve ser vigilante. Vigiar é estar de plantão durante a noite, como uma sentinela, a fim de não permitir um ataque surpresa do inimigo. Devemos vigiar: 1) Porque o diabo está sempre à espreita como um leão que ruge (I Pe 5). 2) Por causa dos falsos mestres que são como lobos disfarçados de ovelhas. 3) Por causa dos demônios que se apresentam como anjos de luz para enganar até mesmo as igrejas com suas mentiras. 4) Por causa de nossa tendência a dormir, enquanto deveríamos estar orando.


          A vigilância não pode ser momentânea, mas por causa da guerra, tem de ser constante e cheia de prontidão. A oração é um projeto que não pode ser abandonado no meio do caminho. A fraqueza de nossas vidas de oração está na nossa inconstância.
A súplica enfatiza a insistência com Deus. Como Jacó, que não deixou o anjo do Senhor partir sem abençoá-lo (Gn 32). Como Ana que derramou a sua alma aflita diante de Deus durante várias horas pedindo-lhe um filho (1 Sm 2).

Suplicar é expor perante Deus uma necessidade, não um desejo egoísta. Devemos suplicar em nossas orações porque vivemos numa época de desespero. Fome, miséria e corrupção como nunca na história desse país. Grande parte da Igreja apostatou da fé bíblica para abraçar a fé financeira e materialista da teologia da prosperidade; vendendo bênçãos e promessas de descanso nessa terra antes da volta de Cristo. A experiência de vida cristã está abaixo do normal: Juventude rebelde e mudana; pregação de uma fé que não lê a Bíblia nem ora mais; desonestidade entre os crentes (calotes, negociatas, exploração da boa vontade alheia). Temos desenvolvido um cristianismo de conveniência e conforto, em vez de caráter e dedicação. Deixamos de confiar em Deus para confiar nos nossos próprios recursos: Aparelhagem de som, veículos, dinheiro, número de membros, posição na sociedade. Amando as coisas do mundo antes que a Deus que é suficiente para nós.

A oração deve ser intercessora, em vez de concentrar a atenção em torno de nós, vamos colocar a nossa atenção em torno dos outros (Fp 2.3). A nossa intercessão é importante porque a Igreja é corpo. Quando o diabo ataca um, está atacando todos, o corpo inteiro. A nossa intercessão só será válida se compartilhar da vida comunitária da Igreja. Como interceder se não conhecemos os nossos companheiros de luta ao nosso lado? A intercessão tem como objetivo abrir porta ao Evangelho e produzir intrepidez no falar de Cristo às pessoas (v.19,20). A oração destrava a língua, pois revela o Deus maravilhoso que intervêm no caminho dos seus para livrá-los e guia-los pelos caminhos escorregadios da vida presente.

Por isso, 1º) Para você vencer, precisa de mais garra, que é perseverança. Reconheça sua indolência, sua negligência, sua falta de voluntariedade e tome a decisão de fazer diferente! É na nossa perseverança que ganharemos as nossas almas!

2º) Para você vencer, precisa fazer parte dos que intercedem e recebem intercessão. Quem ora pelos outros precisa de oração, pois Satanás tentará fazê-los calar e parar a qualquer custo. Por quem você ora, e quem ora por você?

3º) Colossenses 4.2 nos diz que a nossa vigilância deve ser cheia de Gratidão. Gratidão por ter sido colocado no posto; por ter a oportunidade de ser aquele que vai dar o sinal e ouvir de Deus a frase: “_ Muito bem, servo bom e fiel, entra no descanso do teu Senhor!” 
                                                  
                                                                Com amor, Pr. Hélio.

    










sábado, 22 de setembro de 2018

Efésios 6.18-20 = Oração Para Vencer a Luta (parte 1)




Oração Para Vencer a Luta - parte 1 (Efésios 6.18-20)


A oração deve permear toda a nossa luta espiritual, porque na batalha espiritual a eficácia da armadura depende da oração. Quando oramos nossos olhos espirituais são abertos para ver e discernir a luta. A oração nos dá a disciplina necessária para enfrentarmos qualquer desafio ou obstáculos.

A oração nos leva a um compromisso total com Deus e seu povo; a um envolvimento total na luta; a uma submissão total ao Espírito e a um interesse total pelos outros através da intercessão.

“Toda oração” se refere a todo tipo de oração: Em voz alta, baixa, silenciosa, em público, em secreto, longa, curta, de jejum, de louvor, em lágrimas, com júbilo, com erros de pronúncia, letrada, cheia de linguagem doutrinária, desesperada etc. Todo tipo de oração é válido e Deus ouve atentamente, pois não existe um método único para nós nos aproximarmos de Deus e praticarmos a oração.

Em tempos de confissão positiva e oração da vitória, Paulo nos lembra que nosso único poder é nossa dependência do favor de Deus. A súplica revela a nossa humildade (quebra da arrogância). A súplica mostra o realismo da fé, uma vez que nossa luta não tem enfeites.

A oração deve ser constante, ou seja, devemos orar quando estivermos dispostos e quando não, aproveitando o tempo (kairós - tempo oportuno) da atuação de Deus entre nós. O espaço dado à oração na igreja só vai crescer e amadurecer consistentemente quando for vista e tratada como disciplina necessária para a vida prática, mais do que um programa esporádico para manter a igreja em atividade. A igreja coreana já aprendeu isso, a igreja brasileira ainda não.
          
        Se o tempo é o tempo da atuação de Deus, essa atuação é a do Espírito Santo. Orar no Espírito é orar em obediência à sua vontade. Isso significa pedir que nos assista e guie na oração (Rm 8.26). Não dar lugar à carne a fim de esbanjar prazeres (Tg. 4.3), orar em harmonia com a Palavra porque é inspirada pelo Espírito (2 Tm 3.16,17).

Orar no Espírito independe de nossa situação emocional. Ela é uma luta (Cl 2.1), não um parque de diversões. O que determina a espiritualidade de nossa oração não é o nosso estado de espírito enquanto oramos, mas nossa obediência de soldado e a aprovação de Deus!      Orar no Espírito é orar na verdade para andar na verdade (Jo 4.24, 3 Jo 4).
          
Se a oração deve permear a luta, então precisamos orar mais. Se a oração precisa ser constante, como fazer com que você não desista logo? Se a oração precisa ser no Espírito, então teremos de aprender a andar com Ele.                                                                                                               
                                                                            Com amor, Pr. Hélio.

sábado, 15 de setembro de 2018

Efésios 6.14 a 17 = A Armadura de Deus (Continuação)



A Armadura de Deus - Efésios 6.14-17 (Continuação)



O nosso maior problema como soldados de Cristo é a negligência que detona toda disciplina e seriedade. Por isso devemos nos vestir com toda a armadura de Deus, não esquecendo de nada, mas incluindo tudo.


O ESCUDO DA FÉ fala da confiança em Deus como nosso protetor. O Senhor é sol e escudo (Sl 84.11,12); Deus é escudo para os que Nele confiam (Pv 30.5). O escudo deve ser usado sempre e com firmeza. Se não exercitamos nossa fé perdemos a mobilidade na luta. Se não usarmos o escudo sempre cairemos nas tentações e intimidações dos demônios. Vigiai e orai para não entrar e nem cair na tentação (Mt 26.41). O escudo deve ser usado para apagar os dardos inflamados do maligno. Não pode ser apenas carregado, mas usado, direcionado. Seu alvo é apagar tentações, intimidações, acusações, opressões demoníacas, que tentam destruir principalmente nossa confiança em Deus.


O CAPACETE DA SALVAÇÃO é a “ESPERANÇA da Salvação” (1 Ts 5.8), a segurança do perdão dos pecados em Cristo e a libertação da escravidão a Satanás por meio da Cruz, bem como a nossa adoção na família de Deus (1 Jo 3.1-3). A certeza da salvação nos guarda de todos as dúvidas destruidoras que Satanás tenta instalar na nossa mente. A certeza de se estar com Deus e a esperança da Sua vinda triunfal certa, nos dá a motivação necessária para lutar e resistir contra todo desajuste, seja ele emocional ou espiritual; e é também a proteção em meio a essa mesma luta.


A ESPADA DO ESPÍRITO é o nosso equipamento tanto de defesa quanto de ataque. A espada é a PALAVRA DE DEUS. Nós só podemos atacar o inimigo usando a Palavra de Deus. Ela é lâmpada para os nossos pés (Sl 119.105). Ela é viva e eficaz; ela é cortante (Hb 4.12). O bom soldado é o que sabe MANEJAR BEM a Palavra (2 Tm 2.15). Podemos inventar muitas armas, idéias e estratégias para o combate, mas a única arma eficaz é a espada do Espírito, a BÍBLIA! Foi esse instrumento que Jesus usou quando foi tentado, para se defender do diabo e derrotá-lo (Mt 4.1-11).


1º) Como usar o escudo da fé? Não confiando em ninguém mais que não seja Jesus par ser vencedor. Não se deixando levar pelas aparências que certamente o farão abaixar a guarda.


2º) Como usar o capacete da Salvação? Busque arejar sua mente com boa literatura, filmes e diversões, sabendo que seus gostos sempre refletirão que tipo de pessoa é você. Conheça com profundidade a doutrina que fortalece a fé e a alma.


3º) Como usar a espada do Espírito? Estude a Bíblia do jeito que ela te instrui a fazer. Faça com que a Palavra de Deus habite ricamente seu coração, ou seja, que ela governe as suas vontades, suas emoções e seu intelecto (Cl 3.16). Leia a Bíblia sempre, constantemente. Medite na Palavra, fale da Palavra e guarde-a no seu coração (Js 1.8; sl 1.1-3).         
Com amor, Pr. Hélio.                                                          

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A Armadura de Deus (1ª parte) - Efésios 6.14-17




Pastoral: A Armadura de Deus (Efésios 6.14-17)



Por que muitos crentes ignoram os ensinamentos bíblicos quanto à armadura de Deus? Porque muitos crentes conhecem pouco da Palavra de Deus, outros tantos duvidam da visível atuação de Deus, muitos a ignoram, outros porque julgam ser um exagero de Paulo na sua linguagem, outros acham que essa época já passou, alguns por pura negligência mesmo, e outros mais, por causa de já terem sofrido tantas derrotas que já estão praticamente inutilizados em sua espiritualidade pelo inimigo.


  Por outro lado, há daqueles que estão lutando desesperadamente, mas com as armas que não são bíblicas. 


    A exortação de Paulo é para que deixemos de ser passivos e tomemos posse das armas espirituais que em Cristo Deus coloca à nossa disposição. É a armadura de Deus que nos permitirá resistir no dia mal, conduzir-nos à vitória e garantir a nossa permanência inabalável na fé.


          Paulo não está falando de armas físicas que devemos usar, mas de armas espirituais. Seu objetivo não é que usemos de fato um cinto, uma couraça, calcemos um par de caligas romanas (sandálias), embracemos um escudo longo, coloquemos um capacete e portemos um gládio (espada curta romana). Seu intento é que saibamos utilizar na batalha espiritual os recursos espirituais que Deus, por meio de Cristo e do Espírito Santo colocou à nossa disposição. Ela fala de ser firmes na verdade, confiar na proteção da justiça de Cristo, proclamar o evangelho da paz, resistirmos ao inimigo pela fé, proteger nossas mentes com a segurança da salvação e manejar bem a palavra da verdade.


          Porque ele fala assim?


          O cinto da verdade nos lembra que é a verdade que sustenta as nossas vidas. A verdade para o cristianismo é um elemento de libertação (Jo 8.32). “Se estamos duvidosos quanto à verdade revelada (nas Escrituras), não teremos muitas condições de defesa e ataque”. (Russel P. Shedd).


A couraça da justiça é uma referência à justificação de nossos pecados por Cristo na cruz, ou seja, do perdão dos pecados e da entrada em um relacionamento correto com Deus por meio de Jesus Cristo, reconciliando-nos com Ele. Vestir a couraça significa evitar a justiça própria e confiar exclusivamente na Justiça de Cristo (Fp 3.9,10) para nutrir e manter vivo nosso relacionamento pessoal com Deus. Confiar no moralismo, no legalismo, na opinião pública para dirigir nossa comunhão com Deus, separadamente da justiça de Cristo, é prova cabal de nossa ignorância quanto ao Evangelho da salvação. Somente um relacionamento direto para com Deus nos protegerá de qualquer ataque fatal do inimigo (Rm 8.1).


Ter sandálias nos pés significa prontidão e firmeza no trabalho cristão. Paz é consequência da justificação dos pecados (Rm 5.1). Isso significa dizer que o crente, em meio à luta espiritual que o cerca tem na sua alma a paz que só Jesus Cristo pode dar (Jo 16.33).


Como usar o cinto da verdade?

Tome o propósito de não mentir mais, não exagerar as coisas, não tentar esconder de Deus aquilo que não se esconde; não tente representar nada, assumindo um papel que não é seu. Troque a mentira pela verdade, a malícia pela sinceridade, a hipocrisia pela autenticidade e o cinto estará em você.


Como usar a couraça da justiça?

Ande com Deus, confie em Deus, descanse Nele e agrade-se Dele como o primeiro em sua vida (Sl 37.1-11). Não simule consagração, mas, seja de fato consagrado. Cultive tudo aquilo que te coloca direto na presença do Pai; A oração e a leitura diária da Palavra são o melhor começo. Uma vida correta e honesta em todos os seus negócios e afazeres é o espelho justo e adequado dessa postura.


Como usar as sandálias do Evangelho da paz?

Onde quer que vá, fale de Jesus. Onde quer que esteja fale de Jesus. Saia do comodismo tranquilo e irresponsável que é a poltrona diante da televisão ou uma vida noturna mais ativa que sua participação na igreja e fale de Jesus. Fale de Jesus ao seu amigo para quem deu carona: para amiga vizinha com quem trocou alguns ovos e receitas; para o colega que tirou uma nota baixa e recebeu reprovação dos pais e professores. Tire tempo para andar falando do Reino como Jesus fez, e você estará usando as sandálias. 


Satanás não poderá te derrotar assim! Com amor, Pr. Hélio.



                                            (continua na próxima postagem)
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