O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Uma Comunhão Eficiente - Devocionais em Filemom


Introdução
        
Você tem nesse livreto uma pequena obra devocional para suas orações quanto à comunhão cristã. É fruto de uma pequena série de exposições bíblicas em Filemon apresentadas em várias igrejas, em diversas ocasiões, visando incentivar o amadurecimento da comunhão em amizade entre os irmãos membros da mesma igreja.
         
     A linguagem é a mais simples e devocional possível, sem deixar de observar o estilo literário e a intenção original de Paulo ao escrever a carta. Aprendemos que uma hermenêutica saudável, associada a um bom tratamento homilético, redundam em edificação para o corpo de Cristo. Exposição bíblica sem edificação é restolho, assim como oratória sem conteúdo.

A Epístola a Filemon nos encanta. Essa pequena epístola paulina tem a capacidade de despertar em nós nossas melhores intenções, orações e sonhos quanto à comunhão cristã e à unidade da igreja de Cristo. Ela reflete a leveza amável de Paulo ao tratar de um problema real de relacionamento dentro de uma igreja local, intensificado por uma questão social gravíssima, que é a escravidão. Os fatores que afligem a comunhão cristã dentro das igrejas locais são mais intensos que a nossa ingenuidade romântica quanto à fé está disposta a admitir. Por outro lado, os fatores que libertam a comunhão cristã dentro das igrejas locais para serem tão eficientes quanto o Senhor deseja são mais ricos e acessíveis que nossas pomposas fortalezas intelectuais ou emocionais estão dispostas a reconhecer!

O que Paulo nos ensina aqui é que é possível vencer todos os obstáculos sociais, intelectuais, espirituais, emocionais e sentimentais que laboram contra o enriquecimento da comunhão cristã. As ferramentas apresentadas por Paulo são simples e são sempre as mesmas: Amor, perdão e bondade, os grandes fundamentos da reconciliação, praticados de forma voluntária.

Espero que essa breve leitura possa despertar você e fazer de você um acordado sonhador, que enxerga a realidade complexa, mas que, tomado de encantamento pela expectativa da obra reconciliadora de Cristo, percebe-o tomando conta de sua igreja, curando relacionamentos feridos, sarando feridas abertas, pacificando corações aflitos, levando sua igreja por veredas tranquilas e águas límpidas. E fazendo isso por meio de você, como um auxiliar atento, participativo e eficiente.


Que Deus nos use para abençoar a sua igreja!

(Introdução do livreto - Uma Comunhão Eficiente, para ser lançado em breve)

Expectativas (Meditação em Atos 1)


®   Atos 1: Expectativas.
Quero convidar aos irmãos para embarcarmos numa caminhada pelo livro de Atos em 2017, visto que esse livro aponta para a nossa vocação de sermos testemunhas vivas de Jesus onde estivermos. Vamos publicar no boletim uma meditação para cada capítulo a fim de aprendermos a olhar para nossas vidas a partir da Palavra de Deus.
Atos é a continuação do Evangelho de Lucas (o primeiro livro), mas também é a continuação da obra de Jesus por meio do Espírito Santo conduzindo sua igreja liderada pelos apóstolos, porque narra “as coisas que Cristo começou a fazer e a ensinar” (v.1).

Expectativas quanto ao que vem
Atos 1 pinta um quadro de expectativas para a igreja quanto ao que virá depois. Cristo está aqui entre nós; não mais morto, mas ressuscitado; não um fantasma, mas alguém que come com os discípulos e os ouve (v.4); não calado, mas falando das coisas concernentes ao reino de Deus (v.3); não oculto, mas aparecendo aos discípulos durante quarenta dias. Ele dizia para que esperassem em Jerusalém o cumprimento da promessa de Joel 2. O Espírito de Deus seria derramado e todos seriam batizados por Cristo com o Espírito Santo. Por isso, olhemos para o ano que vem com a expectativa de quem aguarda e confia na Palavra de Deus. Ela sempre se cumprirá conforme ele diz.

Nossas expectativas precisam ter foco ajustado
O verso 6 é a deixa para Jesus Cristo ajustar o foco das expectativas de seus discípulos. Eles continuavam vendo nele um Messias político, mas o seu reino é diferente. Atos 1.8 é o esboço da obra de Cristo narrada em Atos. Eles receberiam poder para serem testemunhas de Cristo simultaneamente em Jerusalém, Judéia e Samaria, e até aos confins da terra! Para a igreja, testemunhar a Cristo é mais prioritário que qualquer outro projeto. Nada tem sentido para nós se o nome de Cristo não for o primeiro e ele receba todo o louvor e toda a glória por tudo!
O que vai acontecer depois? Cristo foi elevado às alturas até desaparecer da vista dos seus olhos! Precisamos ser alertados de que Deus se fará presente sempre, todos os dias, como prometeu (Mt 28.18-20), mas não como será antes (2 Co 5.14-17). Precisamos estar conscientes de que como ele se foi, também voltará. Diante dos olhos dos seus discípulos foi para o Pai, diante dos olhos dos discípulos voltará da parte do Pai (v.11 – Ap 1.7). Nossas esperanças e expectativas estão focalizadas no que ele fez, faz e fará, pois o nosso socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra, não permitirá que vacilemos e nos guardará por todo caminho (Sl 121).

Nossas expectativas nos levam à preparação.
Entre a ascensão do Senhor e o derramamento do Espírito no dia de Pentecostes há um lapso de tempo de dez dias. Nesse intervalo de tempo a igreja estava em Jerusalém, perseverando unânime em oração. Eles oravam; não para que a promessa se cumprisse, mas porque a promessa iria se cumprir. Mas não somente oravam, preparavam-se. A escolha de Matias (eleição) se deu nesse período. A igreja busca entender, com base no Antigo Testamento, o caso de Judas Iscariotes, e estabelece e usa pela primeira vez o critério da apostolicidade (para ser apóstolo é necessário ser testemunha ocular de Cristo desde o batismo de João até a ascensão de Cristo – v.21,22).

Desde o começo, a expectativa se concentra no final. A finalidade de nossas vidas é estar com Cristo onde ele estiver. Para isso o aguardamos, para isso vivemos nossa história aqui!
Com amor, Pr. Helio.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Meditação em Atos 5 = O Que é meu?


®    Atos 5: O que é meu?

Atos 5 começa em 4.32. Dentro da igreja deve haver desprendimento do materialismo para nos ocuparmos do serviço de Deus e cuidarmos uns dos outros. Essa liberalidade não foi imposta, mas acontecia voluntariamente: “Ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía” (v.32). A doação de Barnabé é um exemplo disso; O caso de Ananias e Safira é o exemplo do risco que se corre de mentir sobre isso. 

Na vida cristã existirão “entretantos” (v.1) que precisarão receber disciplina; não por causa da obrigatoriedade, mas por causa da hipocrisia mentirosa (v.4). A disciplina é um expediente da vida interna da igreja para manter a pureza de sua consagração. Lucas chama a nossa atenção que pecados não acontecem somente inadvertidamente, pois alguns deles são planejados. Foi o que fez esse casal; planejou mentir e se dar bem quanto ao seu status dentro da igreja. Não pode ser assim. 

Não podemos permitir que se instale no seio da igreja o mesmo tipo de inveja que motiva os inimigos de Deus a agirem contra o evangelho que a igreja prega (v.17). A instrução de Deus é que a igreja persevere na sua tarefa sem arredar o pé (v.20).


Tudo é de Deus e nosso deve ser o arrependimento e a remissão dos pecados pela concessão de Deus em Cristo (v.31). Não podemos agregar qualquer tipo de status possuído ou pretendido à nossa consagração, pois ao fazê-lo podemos perder o rumo da história e sermos encontrados lutando contra Deus (v.39), que é quem realmente governa todas as coisas. Nossa verdadeira alegria é viver e pregar a Cristo sem medo das afrontas ao seu nome (v.42).

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Fechando 2016 - Agradecimento



Fechando o ano de 2016, quero agradecer a todos que visitaram essa página.

Desde 2007 foram 484.881 visitas. Nesse ano foram 50 postagens e 80.142 visitas!

Não é nada se comparado as blogs que recebem milhões de visualizações por ano, mas para mim e para o tipo de serviço que desejo prestar, penso que o Blog tem sido útil de alguma forma para pelo menos algumas pessoas.

Deus use essas publicações para a sua edificação espiritual e crescimento saudável na fé cristã.

Grato a todos e avante em 2017!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

JEREMIAS 31.10-17 = CHORO TRANSFORMADO EM ALEGRIA



TEXTO: JEREMIAS 31.10-17
 TEMA: CHORO TRANSFORMADO EM ALEGRIA!
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Introdução:
O Natal é um momento de alegria, pois Cristo nasceu. Mas, como acontece algumas vezes em algumas comemorações, existem notas tristes e acontecimentos chocantes.
Esse texto ressalta o fato irrefutável de que o nosso Salvador nasceu num mundo governado pela maldade humana, onde infelizmente a corrupção é a regra, e não a exceção!
A referência ao choro de Raquel é a nota triste na narrativa do nascimento do Salvador. O reino parasita de Satanás (linguagem de Van Groningen) se levanta contra o Messias, mas Deus cuida dele e o protege e sempre age um passo à frente de Satanás. O Bebê nascido em Belém não foi retirado dali em cima da hora, tentado se esconder dos soldados como dramaticamente aparece nos filmes. Quando os soldados chegaram lá com suas lanças e espadas, ele não estava mais lá, pois já estava a caminho do Egito (Mt 2.14). A precaução de Herodes em mandar matar todas as crianças de dois anos para baixo na cidade de Belém e arredores, de nada valeu contra a divina providência de Deus.

Contexto:
Uma das dificuldades para a leitura e interpretação de Jeremias é que suas profecias não seguem uma ordem cronológica bem definida e em algumas partes o livro recebe um tratamento mais temático que histórico.
O contexto do capítulo 31 é a grande seção dos capítulos 24-34, que começa com a visão dos cestos de figos bons e ruins. Os figos bons são o remanescente que será levado por Nabucodonosor para o cativeiro por 70 anos (25.11,12); os figos ruins são simbolizam o rei Zedequias e seus oficiais que serão lançados fora (24.8-10).
Essa profecia de Jeremias lhe traz perseguição e ameaças de morte (cap. 26), atrai a ira dos falsos profetas (Hananias – cap. 27).
Jeremias precisa combater a mentira dos profetas que instilam falsas esperanças no coração do povo (cap. 28).
Jeremias escreve uma carta aos que já se encontram no exílio, avisando-os que o exílio está apenas no começo (cap. 29).
No cap.30 Jeremias introduz o tema da esperança para os exilados por algumas razões e promessas de Deus:
1º) Deus manterá a casa a casa davídica (30.8,9,21,22).
2º) Deus manterá o pacto com Israel ativo (31.31-40).
3º) Deus exorta ao remanescente fiel a ter esperança para o futuro (cap. 27,28 e 32).
Por que?
1) Porque o amor de Deus por Israel é duradouro (31.3-6).
2) Porque no meio de suas aflições haverá motivos para alegrar-se em Deus (31.7-14).
3) Porque haverá esperança, mesmo diante do morticínio da invasão babilônica. Deus não deixará Nabucodonosor destruir o seu povo (31.15-22).
         O que virá depois no livro de Jeremias? A promessa da nova Aliança (cap. 33). Essa seção dos capítulo 30 ao 33 é denominada por alguns comentaristas de Livro do Consolo.[1]
Essa é uma profecia dirigida às nações (v.10). Deus proclama às nações que ele controla a história do seu povo e de todos os povos da terra. Mas o que ele diz?

Proposição:
         Ele proclama que castigará a Judá, mas que depois transformará o seu choro em alegria! Olhemos para a sua promessa em três proposições do texto.

I – O SENHOR ESPALHA, O SENHOR AJUNTA (v.10,11):

a)    O Senhor espalhou e congregará.
A invasão babilônica era disciplina de Deus para seu povo. Deus espalhará o seu povo, mas ele mesmo os ajuntará novamente.

b)    O Senhor guardará o seu rebanho.
Mesmo durante o castigo, Deus guardará o seu povo como fez no deserto. Ele é o nosso pastor que guia as nossas vidas por todos os caminhos da vida, até mesmo os mais difíceis de atravessar.
Observe que não guia apenas, mas ele também guarda (Sl 121). Ele protege pelo caminho e do inimigo!

c)    O Senhor redimiu e livrou a Jacó
A salvação não vem da força de nosso braço, mas daquele que nos livra do que é mais forte do que nós.
A verdade mais límpida que temos de ter diante de nossos olhos é que estamos nas mãos de Deus o tempo todo e para tudo, pois ele espalha e ele mesmo ajunta. Ele disciplina e ele mesmo cura! Ele tem o poder para condenar, e condena ao rebelde que não se arrepende; mas também ele salva e perdoa o pecado do arrependido que busca o seu perdão.

II – O SENHOR TORNARÁ O PRANTO EM JÚBILO (v.12-14).

a)    Virão, se alegrarão e nunca mais desfalecerão.
O propósito da disciplina de Deus é nos trazer de volta para ele pelo arrependimento e a fé. Ele não disciplina para nos destruir, mas para nos purificar, a fim de que encontremos somente nele a nossa alegria.

b)    Tornarei seu pranto em júbilo.
O consolo que vem de Deus é divino, não humano. Por isso pode transformar, tornar uma coisa em outra coisa. Ele não muda as tragédias, mas ele muda como as enxergamos e o que podemos aprender com elas. Ele abre os nossos olhos para entendermos os significados das coisas.

c)    Saciados da bondade de Deus.
Deus trouxe Nabucodonosor para disciplinar o seu povo e espoliar a terra. A invasão deixou um rastro de destruição, pilhagem e assassinatos, Todavia, depois da lição aprendida, haveria benção e fartura novamente.

III. O SENHOR É A NOSSA ESPERANÇA PARA O FUTURO (v.15-17)

a) Reprime a tua voz de choro.
®  O lamento de Raquel por seus filhos em Ramá.
Raquel era a esposa de Jacó, avó de Efraim e Manassés (filhos de José) e as duas maiores tribos do reino do norte destruídas pela Assíria em 722 aC. Ela é conhecida como a “Mãe de Israel”. Ramá, por outro lado, era uma cidade do norte de Judá, no território de Benjamim (o filho caçula de Raquel). Quando da separação, a tribo de Benjamim permaneceu fiel a Judá.
Jeremias usa a experiência da deportação de Israel (722 aC) ocorrido 136 anos antes da deportação final de Judá (586 aC) para preparar Judá e tentar consolar o povo e lhe dar esperança.

®   Porque há recompensa para as tuas obras.
Apesar do castigo, Deus jamais despreza o que fazemos para ele!

®  Os teus filhos voltarão da terra do inimigo
Embora houvesse perdas, nem todos os filhos que foram levados permaneceriam longe de seu lar. Muitos dos que foram levados para o cativeiro voltariam para casa. E foi o que ocorreu segundo as narrativas de Esdras e Neemias.

b) Há esperança para o teu futuro
®  Os teus filhos voltarão para os seus territórios.
Eles não só voltariam do cativeiro, mas voltariam para os seus territórios.
Portanto, o foco da mensagem de Jeremias é o consolo e a promessa de esperança. O futuro não é nem negro, muito menos incerto.
Porque Deus espalha e ajunta; entristece, mas também consola; em meio a tristeza e o pranto por causa de perdas, ele traz salvação, renovação e consolo.

Conclusão:
         Todas as grandes comemorações da história são ponteadas por notas tristes. As vitórias nas guerras; as conquistas da vida; os prêmios recebidos. Por detrás deles há muita perda, suor, lágrimas, dor e cansaço. Porém, a alegria da vitória, da conquista, ou até mesmo o ter chegado lá é o foco principal.

Aplicações:
1. Por que Raquel chora?
         “A referência à tristeza materna é seguida por um apelo à esperança. As mães não devem mais chorar! Devem considerar o que Yahveh está fazendo. Ele está preservando o seu povo; o povo retornará do cativeiro depois de experimentar a disciplina.”[2] O ponto principal da passagem é que há esperança para o futuro. O Senhor não se esquecerá de seu pacto e de suas promessas. O sofrimento e a tristeza são necessários.
         O pranto de Raquel, na alusão de Mateus 2.18, é uma conexão entre o passado e o presente na história do povo de Deus, em que, para Deus levar adiante o propósito pactual surtiam circunstancias que traziam angústia e lágrimas assim como aqueles que violaram o pacto, e foram castigados, trouxeram angústia e lágrimas aos seus familiares.[3]
Raquel chora, porque não conhece o que Deus está fazendo, assim como muitas mães e pais choram hoje em dia por não conhecer a Palavra de Deus. E não conhecem porque não leem! Seu sofrimento é aumentado muitas vezes mais pela ignorância do consolo que a verdade de Deus nos trás.

2. Quem conduz a história? Quem conduz a nossa história pessoal?
         Ainda que todos os filmes de Hollywood dizem e insistentemente repetem que nós mesmos fazemos a nossa própria história. Isso não passa de balela, presunção e auto-engano. A verdade límpida das Escrituras é que todos nós vivemos nossas vidas, nossas histórias na presença de Deus e a ele iremos prestar contas de tudo.
As comemorações modernas do Natal podem ofuscar nossos olhos, enganar nossos corações e podem até nos enganar e nós gostarmos disso tudo. Mas não se iluda, o propósito final é fazer você se esquecer de Deus, e depois de estar saturado de todo esse brilho e discursos vazios, ensinar para seus filhos e netos que é isso mesmo, e se esquecer de testemunhar para eles a verdade da história: O Natal existe por causa de Jesus Cristo, de sua cruz e de sua salvação.
Não se iluda. Pois pode ser que você venha a chorar feito Raquel. Não porque os Herodes do mundo vieram bater na sua porta, mas porque seus filhos se tornaram desobedientes a Deus com a sua ajuda! Exatamente como aconteceu com Israel e Judá.

3. A nossa esperança está no futuro, naquele que já veio, e que novamente virá, pois voltará para nós!
         Entretanto, e isso é mais importante. Se você vive pela fé e procura construir sua casa em torno da vida cristã piedosa, todas as notas tristes de sua história receberão o consolo da eternidade, pois Deus é o salvador, o resgatador, aquele que muda a história das pessoas derramando sobre elas essa graça irresistível de seu amor perdoador.
Olhe com fé para o futuro e ensine para os seus filhos e netos a olharem também. Tire os olhos do brilho passageiro dos enfeites, das festas, dos presentes e coloque-o no Filho de Deus, que já veio uma vez (cumprindo as Escrituras) e voltará novamente com poder e glória (cumprindo as Escrituras).

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[1] Bill T. Arnold & Bryan E. Byer. Descobrindo o Antigo Testamento. ECC, p. 393. Gerard Van Gronigen. Revelação Messiânica no Antigo Testamento, ECC, p. 675.
[2] Gerard Van Groningen. Revelação Messiânica no Antigo Testamento, ECC, p.680.
[3] Ibid, p.680.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Atos 26 = Persuasão


®    Atos 26: Persuasão.

A defesa construída por Paulo é seu próprio testemunho de conversão. Deus nos fez suas testemunhas e a essência de nossa mensagem e defesa perante toda e qualquer acusação é testemunhar Cristo. Cristo é a razão de tudo. Ele nos persuadiu com seu amor e sua revelação a nós na conversão.

Paulo foi persuadido na estrada de Damasco e sua vida foi mudada de rumo completamente (v.14-16). O seu testemunho quase persuadiu o rei Agripa (v.26) e Paulo confessa seu intento de persuadir todos os seus ouvintes ali naquele momento (v.29). Seu testemunho é totalmente intencional, visa defender sua integridade, mas mais que isso apresentar Cristo e levar os ouvintes à fé cristã.

Essa é a terceira vez em Atos que Lucas narra a conversão de Paulo (caps. 9, 22 e 26). No verso 14 ele acrescenta uma frase que o Senhor disse a Paulo: “Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões”, mostrando que o condutor final de nossas vidas e da história é Deus. Ele havia conduzido Paulo até à estrada de Damasco, e dali para a concretização de seu ministério e tudo o que fez na proclamação do evangelho por toda parte que pôde ir. A soberana vocação é como um aguilhão de boiadeiro que espeta o gado que resiste em se deixar conduzir, assim como é uma mão que aperta o coração, constrangendo-o, apertando-o de todos os lados com o amor de Deus, o amor da cruz (2 Co 5.14)!


Deus é quem nos leva consigo (separai-me [separem para mim] – At 13.2). Para sermos seus e para fazermos a sua obra. Nunca nos envia sozinhos, mas sempre vai conosco como o pastor que conduz e cuida de suas ovelhas.

sábado, 26 de novembro de 2016

Russel Philip Shedd - (1929-2016)


Devo considerar o Dr. Russel Shedd meu avô espiritual no que diz respeito ao ministério da exposição bíblica. 

Eu o ouvi pela primeira vez em junho de 1982 no templo da Ig. Presbiteriana Independente de Anápolis, expondo 1 Coríntios e falando sobre dons espirituais. Comprei um Bíblia Vida Nova e de tanto citar seus comentários algumas pessoas passaram a me chamar de shedd. 

Sua piedade e seu amor pela exposição bíblica são o seu maior legado para a igreja brasileira. falo isso não de ouvir falar, mas por conviver com ele, ainda que de forma tão distante, mas nem por isso menos atenta. Eu imaginava como seria quando esse dia chegasse; quem o substituiria? Então passei a me dedicar a aprender a pregar expositivamente. 

Graças a Deus existem centenas de excelentes expositores bíblicos espalhados pelo Brasil. Penso que a maioria deles, estão se sentindo órfãos como eu. Como Deus é bom; chamou seu bom servo ao seu descanso e à sombra de suas asas eternas para repousar de todas as suas fadigas. Aleluia! Somente a Deus toda a glória.

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Russell Phillip Shedd nasceu em Aiquile, pequena cidade boliviana, no ano de 1929. Aos dez anos de idade, já falava espanhol, inglês e aprendera também o dialeto local. A semente de seu amor à Palavra germinou já na mais tenra infância, quando o menino acompanhava os pais, Leslie e Della Shedd, ambos missionários, em percursos evangelísticos pelas aldeias da Bolívia.
No início da adolescência, volta com os pais e irmãos para os Estados Unidos e cursa o segundo grau em duas instituições: Westervelt Home e Wheaton College Academy. Depois disso, a profunda sede pelo conhecimento da Palavra leva o jovem Shedd a uma intensa jornada de cursos. Primeiro, estuda Teologia no Wheaton College, onde recebe o grau de bacharel com especialização em Bíblia e Grego. Depois, decide fazer um mestrado em estudos do Novo Testamento na Wheaton College Graduate School. Muda-se então para o estado da Filadélfia e matricula-se no Faith Seminary, onde adquire o título de mestre em Teologia, em 1953. Dois anos depois, aos 25 anos de idade, conquista o grau de doutor em Filosofia (PhD) na renomada Universidade de Edimburgo, na Escócia. Em 1955, volta para os Estados Unidos e aceita o cargo de professor no Southeastern Bible College, em Birmingham, no estado do Alabama, onde conhece uma aluna, Patricia Dunn, com quem viria a se casar em 22 de junho de 1957.
Tendo os olhos e o coração voltados para a obra missionária, em 1959 o jovem casal é enviado pela Conservative Baptist Foreign Mission Society (CBFMS) para Portugal. Ali, Russell Shedd recebe com grata satisfação o encargo de acompanhar um ministério de literatura em formação. Denominado “Edições Vida Nova”, esse ministério fora fundado com o propósito de fornecer textos teológicos básicos e obras de referência bíblica para estudantes, professores e pastores.
Passados três anos, Russell Shedd e os demais missionários notaram que o programa de publicações sofria duas sérias limitações: os altos custos de impressão e a baixa e lenta demanda dos livros na minúscula comunidade evangélica portuguesa. Após muitas orações e deliberações, os olhos dos missionários voltam-se para um país do outro lado do Atlântico, com uma comunidade evangélica maior e em franco crescimento, contando ainda com a possibilidade de baixos custos na produção editorial. O plano inicial era que Russell Shedd ficasse dois anos no Brasil com o objetivo de implantar uma ação editorial em São Paulo e depois voltasse para Portugal.
Em agosto de 1962, o casal Shedd chega ao Brasil, onde permanece, sem retornar a Portugal, e onde Russell Shedd passa a ensinar e a inspirar amor à Palavra de Deus, dando continuidade ao ministério de Edições Vida Nova. Ele sempre se dedicou de corpo e alma ao estudo e ao ensino das Escrituras, seja na área do ensino teológico, seja na área de publicação de livros evangélicos que facilitassem a compreensão e o conhecimento das Escrituras, sendo mais de 25 deles de sua autoria. Por muito tempo esteve à frente do ministério de Edições Vida Nova e, embora há vários anos tivesse passado a presidente emérito, jamais deixou de amar e participar dessa obra. Também atuou como consultor da Shedd Publicações. Sua influência perdura até hoje mesmo depois de aposentado, sendo um ativo influenciador de líderes e membros da igreja brasileira.
Na Faculdade Teológica Batista de São Paulo foi professor de Novo Testamento e diretor do Departamento de Novo Testamento e Exegese. Lecionou também em outras renomadas instituições ao redor do mundo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Isaías 9.1-7 = Um Menino Nos Nasceu!


Texto: Isaías 9.1-7
Tema: Um Menino Nos Nasceu!
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Introdução:
         Qual a idéia que nós temos de Natal? Aquela vendida pela televisão e nas lojas do comércio?
Ø Elas falam de guirlandas e papai Noel.
Ø Oferecem presentes e festas.
Ø Propalam a fraternidade entre os povos e as pessoas.
Ø Falam do espírito natalino e da magia do Natal.
Contudo, cada dia mais se afastam do natal de Jesus.
Isso nos leva a pensar sobre qual a importância do Natal de Jesus Cristo segundo é narrado nas primeiras páginas dos Evangelhos de Mateus e Lucas, onde o que se lê não reflete aquela piedade cheia de dó pelo pobrezinho que nasceu em Belém, mas a certeza do cumprimento de uma promessa divina a partir daquela noite.
         Ler o Natal de Jesus nos Evangelhos nos ensina sobre ter um encontro pessoal e histórico, não com uma criança simplesmente, mas com o salvador de nossas vidas. Esse encontro é o centro da mensagem do Natal. Ele não nasceu para ser o “bonitinho” bajulado por reis-magos do oriente, mas para carregar sobre si os nossos pecados, como disse Simeão: “Porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos” (Lc 2.30,31).
        
Contexto:
         O contexto de Isaías 9 fala de uma região marcada pela aflição e esquecimento. Uma região esquecida pelo mundo. Pessoas sem lugar na sociedade e na vida; uma situação social sem controle, correndo atrás de coisas sem valor e sem ter para onde ir.
         Poderíamos pensar que o texto estivesse falando da situação de muitas favelas brasileiras, mas na verdade, a profecia de Isaías é endereçada aos habitantes de Zebulom e Naftali, que mais tarde, na história de Israel, vai se tornar a “Galiléia dos gentios”, o lugar que Deus escolheu para o seu Filho crescer e viver.
Quando estamos aflitos não sabemos direito o que fazer e aceitamos qualquer coisa; colocando-nos à mercê de qualquer um!   Muita pobreza, marginalização e desespero, insegurança, vida sem razão; são algumas das características da região onde Deus escolheu que nosso salvador vivesse.
O contexto histórico do capítulo 9 é o mesmo do retratado no capítulo 7.[1] A Síria e Israel oprimem Judá tentando anexá-la às suas conquistas. O rei Acaz prefere confiar no socorro da Assíria do que em Deus. Deus envia Isaías ara dizer a Acaz que a Assíria destruirá tanto a Síria como Israel, mas que ela não será o socorro esperado, pelo contrário, será o baço do juízo de Deus sendo levantado sobre o povo da aliança vivendo em desobediência.
         A invasão assíria trará opressão, sofrimento dobrado, deixando o povo de Deus numa triste condição de subjugação político-militar e social. Isaías diz em 8.22 que Israel experimentará angústia, sombras de ansiedade temível escuridão e trevas profundas, especialmente as terras do norte, que serão invadidas primeiro.
Mas Deus não esquecerá aquela região: O caminho do Mar Mediterrâneo e do Mar da Galiléia, as margens do Rio Jordão superior será exatamente o lugar aonde a luz de Deus chegará primeiro. Porque o Messias começará o seu reinado ali, na Galiléia.

Proposição:
         Assim, propomo-nos a meditar sobre o significado do nascimento de Jesus Cristo quanto ao seu propósito, a fim de que nossas comemorações natalinas não caiam no lugar comum, e percam seu sentido de adoração ao Salvador.
         
I.                  Jesus Nasceu Para Destruir a Aflição - v.1-3:

a) Transformando o desprezo e a obscuridade em glória.
Aflição, obscuridade e desprezo retratados no v. 2 são formas de mostrar o sofrimento que Israel experimentará sob a invasão assíria. Quando o Messias se manifestar essa realidade será transformada e sob o seu reinado não haverá mais opressão.
Como a Galiléia foi a primeira a ser levada cativa em 722 aC, seria a primeira a receber a revelação do Messias, da Salvação. Foi assim que Deus escolheu revelar a sua graça!

b) revelando a sua luz.
Isaías profetiza a revelação de uma grande luz, resplandecente e forte, que será vista por todos e virá sobre todos!
Ilustração: As luzes do Estádio Olímpico invadem até os cantos mais escuros de minha sala de visitas. É uma luz forte e vinda de cima.

c) Aumentando a alegria.
O resultado da salvação é alegria. Do mesmo tipo de alegria que o mundo experimentou quando a I e II Guerras Mundiais terminaram. Aquele alívio misturado com esperança. As nações do mundo ainda não aprenderam que o principal ingrediente da alegria não é a liberdade, mas é a paz; porque é da paz que vem a segurança e do abuso da liberdade que nascem as guerras!
Observe que Deus é quem dá a alegria e a faz aumentar. Nas Escrituras, alegria é fruto do Espírito Santo que nos é dado graciosamente pelo próprio Deus. Alegria nunca é alvo, mas sempre é consequência.
A revelação do Messias substituirá o desprezo, a tristeza e a dor por alegria, júbilo e felicidade.[2] Observe que essa alegria tem três características no v. 3:
®   É uma alegria diante de Deus.
®   É uma alegria como a que se experimenta numa boa colheita – fartura.
®   É uma alegria como a que se experimenta na vitória em uma guerra – repartir o lucro.
Isso tudo reflete o oposto que se vive durante a opressão da guerra ou da escassez de uma seca!
O perdão da opressão pelos nossos pecados alcançado por meio da morte de Cristo tem um efeito semelhante. Não se trata aqui de negar ou amenizar os efeitos sociais do Evangelho, mas de enfatizar as prioridades espirituais de nossa redenção. Um povo redimido do pecado, será também um povo redimido da opressão social; não automaticamente, mas pelo crescimento do compromisso com o pacto, que faz diminuir a corrupção do pecado na santificação e por consequência deve fazer a diminuir a corrupção dos pecados sociais.
O Novo Testamento enfatiza a prioridade do primeiro sobre o segundo, informando-nos, todavia, que o processo dessa mudança não acontecerá imediatamente, pois trigo e joio crescerão juntos até o dia da vitória final no dia do Juízo final. Então a aflição terminará definitivamente.
Os dois elementos estão juntos na profecia, mas eles devem ser vistos pelo prisma do “Já e ainda não” da escatologia bíblica.

II.               Jesus Nasceu Para destruir o Pecado - v.4,5:
Isaías apresenta três figuras da opressão: O Jugo, a vara e o cetro. Todos retirados do contexto da escravidão no Egito.[3]

a) Jugo – Um peso que não se pode carregar.
O jugo da servidão era o trabalho pesado diário, sem esperança de que terminasse um dia.

b) A vara que maltrata o corpo.
A vara era uma vara atravessada sobre os ombros com um peso em cada extremidade fazendo pressionar fortemente a carne e os ossos da espádua.

c) O cetro opressor – Um governo injusto.
Este cetro era uma vara usada pelos condutores de escravos empunhando uma vara ou um açoite com o qual forçava a caminhada.

Estes três instrumentos de opressão serão quebrados pela manifestação do Messias (que ele ainda não revelou quem é). Sua vitória será semelhante à vitória de Gideão que derrotou os midianitas com apenas 300 homens, surprendendo-os de tal forma que lutaram uns contra os outros. Aquela vitória de Gideão afastou o perigo causado pelos midianitas definitivamente. Assim também será a vitória do Messias, que retirará definitivamente todos os tipos de jugo das costas de seu povo.
A morte de Cristo na cruz destronou o pecado e pagou nossa dívida com Deus, libertando-nos de sua opressão. Na justificação fomos livres da condenação do pecado; na santificação somos livres do poder do pecado e na glorificação seremos livres da presença do pecado definitivamente.

III.           Jesus Nasceu Para Revelar-nos o Caráter de Deus - v.6:
Observe antes de tudo o mais, que essa criança não nascerá apenas para ser adorado, mas principalmente para o benefício do povo, ele nascerá para libertar o seu povo! Ele nasceu tanto “para nós” como “por nós”. Nós somos os beneficiários de seu nascimento. O seu nascimento real é a chave para a paz, liberdade, alegria, crescimento e luz![4]
Quem é esse salvador e libertador, então? Ele é o menino que nasceu da virgem (cap. 7.14), aquele que governará assentado no trono de Davi; Jesus Cristo! Governo aqui é uma palavra que aponta para o governo total, pleno, no qual o regente tem todo o poder, mas que também assume toda a responsabilidade.[5] Todos os nomes que ele recebe são divinos, aplicados a Deus.
Tudo isso está envolvido na questão dos seus nomes:
a) Maravilhoso Conselheiro
Maravilhoso não no sentido de “magia”, mas da surpresa frente o belo! Do extraordinário, do milagroso! De forma maravilhosa, Jesus é aquele que caminha ao nosso lado e nos aconselha (Sl 16.8) enquanto nos pastoreia e governa.

b) Deus Forte.
A força de seu poder vem da sua divindade. Na sua divindade ele é forte. Todavia, a força de Deus não está simplesmente no seu poder milagroso, operando prodígios. A Bíblia deixa claro que a maior manifestação do poder de Deus não está em seus prodígios sobrenaturais, mas na cruz; loucura para uns; escândalo para outros; sabedoria de Deus para nós.
Ilustração: Esta foi a principal lição que o profeta Elias aprendeu na caverna do monte Horebe (I Rs 19). Não são o vento, o terremoto e o fogo os sinais únicos e atestadores do poder de Deus, mas de onde menos se espera, encontramos a manifestação de seu poder.

c) Pai da Eternidade.
Sua existência é contínua; não sabemos onde começa, não sabemos onde termina. Qualquer noção temporal e atemporal procede dele.
  
d) Príncipe da Paz.
     Não da paz do mundo (Jo 14.27), mas da paz que procede de Deus e principalmente da paz como fruto da justificação de nossos pecados, da paz “com” Deus.

Conclusão v.7:
     A finalidade do nascimento de Jesus objetiva para Deus:
a) Aumentar, estabelecer e firmar o seu governo com juízo e justiça.
A nossa salvação é, acima de tudo, a manifestação da glória de deus e do seu reino eterno para o qual nos levará.

b) Fazer vir paz sem fim.
Suas leis justas governarão, não mais esse simulacro de ordem perpetrado pelos homens que visa sempre, no final das contas, proporcionar segurança, bem estar e perpetuidade deles mesmos no poder.
Nosso rei nos dará paz verdadeira e que não termina.

c) Deixar evidente o cumprimento certo da promessa messiânica de Deus no nascimento de Jesus Cristo.

Aplicação:
Acaz não queria confiar em Deus. Tinha a responsabilidade de governar no nome de Deus, mas não o fez, levando sua nação à bancarrota e a colocou sob o juízo de Deus.
1. Vivamos uma vida cristã mais consagrada e séria, enxergando com clareza o que Deus está fazendo no mundo a fim de participarmos e cooperarmos com sua obra redentora. Se não fizermos isso, encontraremos, como Acaz encontrou, o juízo de Deus vindo sobre si.

2. Coloquemos foco nas nossas comemorações natalinas. Não deixemos de apontar para o fato de que a criança prometida que nasceu, nasceu para nos salvar dos pecados. Fale isso para os seus familiares em torno da mesa da ceia natalina. Não abrace o luxo que nos cega, mas o Messias que nos salva.

3. Alegremo-nos debaixo da forte luz! Ser sérios e consagrados não significa que não devemos comemorar; significa trazer os outros para a nossa festa, para o nosso jeito de comemorar e não imitar o jeito do mundo de comemorar! Use enfeites que levem as pessoas a perguntarem pelo significado cristão do Natal (Ex. troque o Papai Noel pela cruz; enfeite sua árvore com motivos cristãos e não com estes expostos nas prateleiras da loja, que são inteiramente pagãos e secularizados).
Vamos nos alegrar com a sua forte luz!




[1] Gerard Van Gronigen. Revelação Messiânica no Antigo Testamento, ECC, p. 518.
[2] Gerard Van Gronigen, Revelação Messiânica no Antigo Testamento, ECC, p.520.
[3] Gerard Van Gronigen, Revelação Messiânica no Antigo Testamento, ECC, p.521.
[4] Gerard Van Gronigen, Revelação Messiânica no Antigo Testamento, ECC, p.522.
[5] Gerard Van Gronigen, Revelação Messiânica no Antigo Testamento, ECC, p.523.
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