O Bom pastor e seus comentários

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sábado, 22 de outubro de 2016

"Tive Nojo de Mim" - Patrícia Marx - Revista Veja 2.499 de 12/10/2016


Li ontem o artigo completo na Revista Veja edição 2.499, ano 49, nº 41 - 12/10/2016, pág. 79; que a reportagem abaixo tira alguns extratos. Achei o artigo de uma sinceridade amadurecida e de uma capacidade de reavaliação de uma vida de forma realmente adulta e realista.

O que o desejo pelo sucesso precoce dos filhos e a hipocrisia criativa da mídia pode fazer com a vida de uma criança, e depois de uma adolescente!

Os bastidores do mundo artístico é muito mais hipócrita do que todas as acusações de hipocrisia que eles lançam sobre os rostos dos pobres coitados religiosos que procuram melhorar suas vidas procurando obedecer aos mandamentos bíblicos.

Eles iludem muito mais; eles fingem muito mais; eles assediam muito mais; para depois colocar de forma colorida na televisão e nas fotos de revistas e nas luzes dos shows que patrocinam a mentira de suas vidas imorais descendo a ladeira da depravação (doutrina cristã da qual zombam e tripudiam).
Expor isso publicamente e se recusar a continuar se vendendo para eles é quase uma declaração de suicídio artístico, afinal, eles dominam a mídia, o glamour e o sucesso que projetam para os outros, enquanto, como sanguessugas, sugam sua vitalidade e integridade nos bastidores.


Parabenizo a Patrícia Marx pela coragem de se expor de forma sincera e clara.


Que os pais ouçam seu conselho e que as crianças que estão sendo expostas agora, sejam protegidas dessa maldade hipócrita e televisiva. Não precisamos chegar aos 42 anos para ver, parar e reparar todo esse mal.
Deus nos ajude!


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https://observatoriodatelevisao.bol.uol.com.br/famosos/2016/10/patricia-marx-desabafa-sobre-ter-sofrido-assedio-quando-crianca


Patrícia Marx
Patrícia Marx, de 42 anos, foi uma criança precoce quando no início dos anos 80 fez sucesso como cantora no grupo infantil Trem da Alegria. Quando adolescente continuou conquistando o público com suas músicas chiclete que logo tornaram-se hits.
A cantora hoje, desabafou em depoimento à Revista Veja sobre acontecimentos que até então permaneciam na sombra.
“No meu mundo de criança, tudo era mágico e suportável, mesmo com o cansaço e a exploração. Eu já não podia fazer coisas que uma criança normal faria. O jogo de manipulação era real: uma empresária nos controlava por trás do palco, puxando-nos por meio de um cordão para nos beliscar quando saíamos da coreografia. Depois do Trem da Alegria, já na minha carreira-solo, a coisa piorou. Aos 13 anos, eu sofria abusos ferozes, apesar dos meus pais estarem sempre comigo”
Patrícia contou que muitas vezes o assédio, e a linguagem inapropriada com a qual ela era tratada se estendiam inclusive a reuniões com a gravadora: “Ao crescer, porém, comecei a querer gravar outros gêneros, pois sempre ouvia jazz, bossa nova, música erudita. Só que, em uma reunião com o diretor artístico, minha ideia foi desancada. ‘Ah, eu também queria ser loiro, alto e com um (…) desse tamanho’, disse ele, com uma menção chula ao órgão sexual masculino. Fiquei paralisada ao ouvir aquilo bem diante do meu pai. Carregaria a ferida para sempre”
“Ouvi coisas tenebrosas e fui assediada sexualmente muitas vezes por produtores, cantores, artistas, diretores de gravadora… Tive nojo de mim. Isso me bloqueou. Anos depois, a ressaca viria na forma de uma depressão profunda. Logo constatei que a maioria das letras do Trem da Alegria e da minha carreira-solo era de duplo sentido. Uma delas fazia menção à masturbação feminina. Por ingenuidade minha e dos meus pais, eu passara por uma erotização forçada”.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Romanos 3.21-26 = A Justificação Pela Fé Somente

Ele Não Fez Caso da Ignomínia - Hebreus 12.2


Ele Não Fez Caso da Ignomínia (Hebreus 12.2)

Ignomínia: Opróbrio, desdouro, infâmia, desonra. Jesus considerou a vergonha e desonra públicas sem importância diante da alegria da salvação que estava realizando a nosso favor. É incrível que ele, podendo usufruir todo tipo de vantagens por ser Deus, preferiu sofrer humilhantemente sob uma cruz infame por nós. Sua crucificação se torna ainda mais ultrajante quando levamos em conta a perfeição de seu caráter, sua santidade e a justiça de suas ações bondosas para com todos os que acudiu em necessidade.

Mas a inveja, o despeito e o apego ao status quo se levantaram contra a singela santidade daquele homem-Deus que estava na posição de um cordeiro-servo entre nós. Ele passou vergonha por nossos pecados, não pelos seus! E por isso morreu crucificado como inimigo do Estado!

Ele apanhou tanto! Ouviu tantos desaforos! Sorveu o desprezo de quem achava que o tinha sob seu poder. Ele foi publicamente humilhado e nu carregou a sua cruz até um local alto para ficar visível, exposto por horas, como exemplo a não ser seguido por ninguém! Entretanto, ele não fez caso da ignomínia, da exposição de seu corpo nu, da desonra pública ou da vergonha perante a opinião pública. Ele aceitou tudo isso para ser o Autor e consumador de nossa fé.

Mas nós fazemos caso da vergonha e da desonra. Pouco é necessário para nos levar à impaciência e dessa à insolência em função de qualquer mínimo pensamento vergonhoso a nosso respeito. Manter as aparências; evitar a exposição; jamais ser ligado a um evento, por menor que seja, que cheire a uma opinião desfavorável a nosso favor. Seja por uma palavra dita fora de hora, ou pelo comportamento não apropriado de um filho numa ocasião festiva ou local público; seja porque não desejamos ser expostos por nossas fragilidades e pecados pessoais ou familiares. Preocupamo-nos muito mais com a nossa honra pública, com a nossa justiça própria; do que com acertar as coisas reconhecendo o erro. Então, ou nos escondemos por detrás de paredes que edificamos com as próprias mãos a fim de nos escondermos dos outros ou nos tornamos os algozes da vergonha alheia a fim de tampar a nossa própria. Políticos corruptos fazem assim, cristãos não deveriam fazê-lo.

Enquanto isso, esquecemo-nos de que ele suportou tudo por nós e em nosso lugar. Para que nos desprendêssemos dessas futilidades grosseiras da vida secular a fim de nos apegarmos à verdadeira alegria proposta por Deus no caminho da cruz (Lc 9); para que perseverássemos na caminhada cristã com mais convicção e para que fixássemos nossos olhos naquilo que realmente vale a pena: Viver cada dia para Deus! E principalmente, fixarmos nossos olhos naquele que suportou tudo por nós, inclusive oposição, e que não tem vergonha nenhuma de nós e jamais se afastou de nós.

Ah Senhor! Obrigado por não ter vergonha de mim sendo quem é e sendo quem sou; ensina-me também a não ter vergonha de ninguém por ser quem é!


Com amor, Pr. Helio.
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