O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Atos 4 = Por Causa do Nome de Jesus Cristo



®    Atos 4: Por Causa do Nome de Jesus.

    Atos 4 descortina para os cristãos uma lição que devemos aprender cedo na caminhada da fé. O mundo odeia os seguidores de Cristo. Cristo já havia avisado aos discípulos que como o mundo o odeia, odiará a sua igreja também (Jo 15.18,19). Por que é assim? O mundo odeia a Cristo porque ele dá testemunho de suas obras más (Jo 7.7). O mundo odeia a igreja, porque ela pertence e ama a Cristo (Jo 15.19). Atos 4 é a ilustração prática de como isso acontece e quando.

Tudo o que a igreja faz é por causa e em nome de Jesus (v.10).
Há uma estreita relação entre as obras de Cristo e as obras da igreja. Essa relação não pode jamais ser escondida ou camuflada. Pedro deixa claro que tanto a motivação como a realização da cura do paralítico foi Jesus Cristo e para a glória dele. A preocupação de Pedro é testemunho e não propaganda. Jesus Cristo é a pedra angular da igreja que foi rejeitada pelo mundo religioso, cultural e intelectual. Quem se posiciona ao lado de Cristo está “contra mundum”. Isso é um fato histórico e teológico. Quando nos tornamos cristãos assumimos essa posição, pois não salvação em nenhum outro debaixo do céu (v.12 – decore esse verso!).

Tudo o que a igreja sofre é por causa do nome de Jesus (v.21,27). A igreja cura, prega e cuida; a igreja é presa, sofre ameaças e oposição. Talvez não conheçamos o sofrimento e a perseguição como nossos irmãos no Oriente Médio conhecem, mas somos solidários a eles na condição de recebermos oposição por causa do evangelho. O mundo tolerante nos considera intolerantes. O mundo Eclético (conciliador de várias doutrinas) nos considera alienados, incômodos. Quem conhece as Escrituras sabe que o que está por vir não é refresco!

No final, o propósito soberano de Deus se realiza por meio de Jesus (v.28) e tomamos consciência de que o nosso papel nisso tudo é anunciar o evangelho com intrepidez (v.29). Pregar com intrepidez é uma concessão divina que precisa tramitar nas nossas orações coletivas. Oramos por tantas coisas particulares a nós. Precisamos orar juntos pela pregação do evangelho do lado externo do templo. Pregar do púlpito é algo agradável e seguro. Lá fora é que está o verdadeiro desafio! Por isso precisamos orar juntos pela pregação.

Enquanto Deus realiza sua obra e o nome de Jesus triunfa (v.30). O que chama a atenção no verso 31 é que tremeu o lugar! Mas o que deveria chamar a atenção mesmo é que TODOS eles ficaram cheios do Espírito Santo e pregavam a Palavra com intrepidez. Pedimos a Deus intrepidez para os nossos pregadores, mas deveríamos pedir intrepidez para todos! Anunciar a Palavra é uma tarefa simples, que significa dizer o que aconteceu; transmitir uma notícia.

A notícia que transmitimos é a boa notícia (evangelho = boa nova) de que Deus em Cristo tratou do perdão de nossos pecados na cruz do Calvário e agora nos chama a recebê-lo como nosso único, pessoal e suficiente salvador. Único porque não há outro (v.12); pessoal porque ele salva a cada um de nós (1 Tm 1.15) e suficiente, porque não precisamos de nada mais, de ninguém mais, nem de acrescentar mais nada ao que ele já fez por nós.

Faça assim: 1) Ore pela igreja perseguida; procure saber a respeito. 2) Ore pela pregação do evangelho dentro e fora do templo. 3) Ore pelo seu testemunho pessoal do Evangelho.

Com amor, Rev. Helio.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Atos 3 = Nem Ouro Nem Prata, Jesus Cristo!

Atos 3
®   Atos 3: Nem Ouro Nem Prata, Jesus Cristo!

Qual é foco de nossa fé? Qual a base de sustentação da vida cotidiana da igreja? A base e o foco é Cristo sempre. Como curar um paralítico sem ter dinheiro? Quanto seria necessário para custear pernas que funcionam?  Pedro deve ter pensado nisso enquanto “fitava” o paralítico pedinte (v.4). A fé cristã não é fé cega e não pode se esquivar dos necessitados e suas necessidades. Mas é um fato que não temos recursos suficientes para socorrer a todos com os quais nos deparamos pelo caminho. A lição do texto é que devemos dar o que temos e sempre colocar o foco no fato de que Cristo é quem suprirá nossas necessidades bem como nos capacitará a socorrer àqueles que precisarem de nós.

Por outro lado, quem pede tem a expectativa de, pelo menos, “receber alguma coisa” (v.5). Muitos vêm às igrejas querendo receber alguma coisa movidos por interesses pessoais e outros por puro desespero mesmo. Muitos vêm procurar recursos materiais para satisfazer suas necessidades, mas Deus nos enviou para oferecer algo melhor, o Evangelho. Nem todos que abraçam o evangelho receberão cura física, mas é fato que muitos a receberam, e ainda outros vão receber. Se atentarmos bem para o caso desse homem coxo, é claro que ele nem pensava na cura, que sua enfermidade era até sua forma de ganhar a vida. Ele queria apenas alguma coisa, alguma esmola!

A igreja sempre oferecerá Cristo (v.6). Pedro se lembrou da experiência da multiplicação dos pães (Jo 6) e de outros milagres de Cristo. Por isso, ofereceu Cristo, o único capaz de dar as duas coisas: Salvação e cura! Quem recebe dele a primeira, terá a cura garantida, ainda que seja somente na ressurreição, mas a terá. Quem recebe só a segunda, a terá só para essa vida! Pois não conhecerá a vida eterna, e sem imperfeições, com Deus. Oferecer a Cristo não é somente orar e pronto, mas significa procurar socorrer, dar auxílio, e contar com a intervenção divina naquilo que não pudermos fazer.

Não é o nosso próprio poder e piedade que nos move, mas Cristo (v.12). O foco é tirado do milagre em si para aquele que o realizou e por que. A própria fé que recebe a cura “vem por meio de Jesus” (v.16). Pedro, consciente de qual é o foco principal da fé cristã, introduz a mensagem do evangelho e convoca a todos ao arrependimento (v.19).

         Muitas igrejas já perderam o foco. Não pregam a Cristo, mas pregam a cura e a si mesmos como os únicos veículos de Deus para uma vida boa na terra. Não pregam o sangue de Cristo, mas o seu próprio sangue numa toalha como o meio de Deus abençoar materialmente os interessados em bênçãos materiais e prosperidade financeira aqui na terra.

         Nem ouro, nem prata, nem nada! Somente Cristo. Ele é o único capaz de curar e salvar. Ele é o único que deve receber todo o crédito. Quando fitarmos as pessoas necessitadas temos de lembrar disso para não oferecer um evangelho mentiroso e cioso pela oportunidade do marketing às custas do próximo. O lucro do evangelho é a salvação que vem pelo arrependimento aos pés da cruz, não a ascensão social e a propaganda dos próprios méritos. Exaltar a igreja é pura vaidade que Deus condena. Oferecer Cristo é tudo que realmente importa.


Com amor, Pr. Helio.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Atos 2 - Cumprimento

Espírito Santo - pomba em vitral do Vaticano

®   Atos 2: Cumprimento.

Um fato é fundamental quanto às promessas de Deus na Bíblia; elas se cumprem como e quando ele anunciou. Os discípulos deveriam esperar em Jerusalém porque a promessa seria cumprida, eles esperaram e ela se cumpriu. Eles esperaram em oração e colocando em ordem as primeiras coisas. Então o dia chegou!

É preciso perguntar pelo significado das coisas
Chama-me a atenção que ninguém se ausentou da reunião no dia de Pentecostes. Não faltou nenhum! Não houve vento, mas o som de vento. As línguas não eram estranhas, mas estrangeiras, idiomas falados entre as nações conhecidas por todos os presentes (v.6). Os sentimentos são interessantes: perplexidade (v.6), atônitos e admiração (v.7), que levavam a uma pergunta chave: “Que quer isto dizer?” (v.12).
Deus é sábio, ele alvoroça o coração para nos conduzir a um ponto de decisão. Mesmo assim, Lucas deixa claro que muitos “outros” ignoram os fatos completamente.
Um esboço simples do sermão de Pedro: (1) Não estamos embriagados – v.14-15; (2) Cumpriu-se a profecia de Joel – v.16-21; (3) O significado da ressurreição de Cristo é que Deus o fez Senhor e Cristo! – v.22-36. Quando Deus aplica a sua Palavra ao coração, ele é compungido e deseja mudar (v.37).

Sabendo das coisas é preciso tomar decisão.
Depois de saber o significado (v.12), é preciso saber o que fazer (v.37). Todos os que aceitaram a palavra receberam esclarecimentos adicionais e foram batizados (v.40).
Se cada apóstolo batizou 250 pessoas por aspersão, porque por ali não tinha nem rio nem piscinas; e gastou três minutos para cada um, e se os doze batizaram ao mesmo tempo, então é possível que tenham gasto uma hora e meia batizando as três mil pessoas e o culto de pentecostes tenha terminado por volta das quinze ou dezesseis horas. Nem imagino como seria se fosse por imersão!

Depois de tomar a decisão certa, é preciso perseverar!
O que vem a seguir é perseverança; na doutrina, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Essa perseverança era diariamente, embebida de unanimidade, temor, fé, solidariedade, alegria e singeleza de coração, louvor a Deus. Como a igreja de nosso tempo precisa conhecer a combinação disso, para que as portas da simpatia popular enriqueçam a evangelização!
Esse texto é muito didático, pois nos ensina a perguntar pela razão das coisas, exorta-nos a decidirmos positivamente em favor daquilo que compreendemos pela exposição das escrituras, e finalmente, nos convida à perseverança, que nos dá mais experiência e mais esperança (Rm 5.3,4).

Com amor, Pr. Helio.
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