O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

03 = O Pastor e Suas Ovelhas - parte 2



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás

Estudos de Quarta-Feira – 1º Semestre/2019

O DEUS QUE NOS GUIA E GUARDA - James I. Packer - Ed. Vida Nova

Rev. Hélio O. Silva - 20/02/2019



ESTUDO 03 = O Pastor e Suas Ovelhas - parte 2 (p. 29 a 36)

 

Introdução:

        Precisamos ser guiados quando estamos perdidos; quando não sabemos por onde ir.

Precisamos ser guiados quando temos medo de prosseguir.

Precisamos ser guiados para aprender o caminho e chegar com segurança.



Estrutura teológica

a)   Pressupostos teológicos

1º) O salmo deve ser visto numa estrutura explicitamente trinitária.

O pai se preocupa com sua família e dela cuida; o Filho se identifica como o Bom pastor (Jo 10) e o Espírito Santo gera fé, alegria, refrigério e louvor nos corações dos cristãos.

2º) O salmo deve ser visto em um contexto explicitamente ligado à aliança.

        Deus é para todo sempre nosso pastor e nós suas ovelhas.

3º) O salmo deve ser visto em uma estrutura explicitamente soteriológica.

        O Deus que guia e guarda pelo caminho, conduz o seu rebanho para a habitação eterna em sua casa.

4º) O salmo dever visto em termos das realidades humanas do pastoreio.

        Por meio de imagens e figuras, explica e explicita como Deus cuida de pessoas como nós. Deus não é visto como um amador que faz experimentos com suas ovelhas, mas como um profissional que sabe o que está fazendo com o seu rebanho.



b)   Análise do Salmo 23

v.1 = Qual o relacionamento dentro do qual Deus nos guia?

1º) Nós estamos, de fato, sob os cuidados do pastor divino - Ele é o meu pastor. O bom pastor precisa ficar ocupado com as ovelhas o dia todo todos os dias.

2º) O cuidado do bom pastor por nós é completo e nunca cessará - nada me faltará.



v. 2-4 = deitar em pastos verdejantes. Ovelhas só deitam para descansar quando se sentem seguras. A própria presença do pastor entre elas, atraindo-lhes a atenção, como forma de aliviar as tensões que estavam sentindo é um fator decisivo para leva-las a se deitarem para dormir (Sl 4.8).



v.3 = renova a minha alma fala da esperança renovada que toma o lugar do desespero.



v.4 = pelo vale da sombra da morte. Duas certezas:

1ª) os seguidores de Cristo não estão livres do perigo da perda. Às vezes a perda se dará exatamente por sermos seguidores de Cristo, por estarmos fazendo o que ele ordenou.

2ª) os seguidores de Cristo experimentam a libertação do mal. Uma sensação de segurança, proteção e prazer produzida pela consciência de ser protegido por Jesus, o Bom Pastor.



v. 5 = vitória e honra. O banquete preparado na presença dos inimigos é um lembrete das lutas pelas quais passamos enfrentando o mundo, a carne e o diabo em seu caráter maligno. A alegria é compartilhada com os outros e com aquele ao lado de quem fomos colocados no final.



v.6 = Hospitalidade e bondade são promessas na experiência do cuidado divino cotidiano e nas promessas referentes ao futuro eterno. Elas nos seguirão “certamente” “todos os dias” de nossas vidas.



Guiados pelo Pastor

1) A doutrina da direção divina chama a atenção para o cuidado guardador de Deus para conosco. Guiar é o verbo que carrega aqui a promessa de nosso Deus trará discernimento da decisão e direção de que precisamos, a fim de nos mantermos ao seu lado ao longo do caminho da vida.

2) A ética da direção divina aparece nos parâmetros que qualificam a promessa. Ele guia “pelas veredas da justiça”, e por nenhum outro lugar. Deus nunca viola os princípios da retidão e da integridade, nem nos conduz a ações e decisões irresponsáveis.

3) A espiritualidade da direção divina não é apenas incidental, mas é pessoal pois ele nos guia “por amor do seu nome”



Conclusão

A direção divina não tem compromisso com adivinhação porque acontece dentro do conceito da aliança de que ele cuida e guarda.

A direção divina não se presta ao sentimentalismo como se fosse um forte apelo a sentimentos e a palpites a respeito do que precisa ser feito.

A direção divina não se baseia na manipulação pelo medo, pois se uma ovelha se desvia do caminho, ele a traz de volta usando sua vara e seu cajado.

Essa é a boa nova do evangelho quanto ao cuidado de Deus por nós. Ele cuida, não explora maliciosamente nossas almas.

         

Motivos de oração:



1.    Oremos para que as pessoas creiam no a Palavra diz sobre o cuidado e a direção de Deus e não no que sentem sobre isso.

2.    Oremos para que estejamos seguros nas mãos de Deus no uso de seu cajado que pastoreia e de sua vara que disciplina.

3.    Oremos agradecendo a Deus por sua direção.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

02 = O Pastor e Suas Ovelhas - Parte 1



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás

Estudos de Quarta-Feira – 1º Semestre/2019

O DEUS QUE NOS GUIA E GUARDA - James I. Packer - Ed. Vida Nova

Rev. Hélio O. Silva - 13/02/2019



ESTUDO 02 = O Pastor e Suas Ovelhas - parte 1 (p. 15 a 28)




Introdução:
         A direção divina nos causa fascinação e medo.
Fascinação porque queremos ser realmente guiados por Deus e há promessas bíblicas claras quanto á direção divina.
Medo porque é difícil entender corretamente essa direção e por antevermos desastres ao interpretá-la de forma errada.
Ambos são alimentados por uma inquietante sensação de incerteza quanto às maneiras pelas quais Deus orienta e por sua forma enigmática de cumprir as promessas que fez a respeito dessa direção.

A direção de Deus ao longo da história
        Essa síndrome de perplexidade acerca da direção divina, que incomoda e fere, é relativamente recente entre os cristãos evangélicos. Está relacionada a dois movimentos que surgiram no século 19 nos EUA, após duas gerações da obra obra missionária wesleyana e o Segundo Grande Despertamento (Avivamento): O mundo do experimentalismo petista.
        Eles defendiam que a imediata direção divina era concedida regularmente, sob a forma da voz de Deus em pensamento ou fortes inclinações da imaginação e impulsos interiores a todos aqueles que cressem na Bíblia.
        No século anterior os Puritanos haviam rotulado esse tipo de atitude de “entusiasmo” no sentido pejorativo do termo, ou seja, “fanáticos”.

        No século 20 essa postura produziu dois desdobramentos:
®  O Grupo de Oxford ou Movimento de Renovação Espiritual do Indivíduo
Liderados por Frank Bukman, ensinavam que uma pessoa deve reservar um tempo diário (meia hora ou mais) para ouvir o que Deus tem a dizer à sua consciência a respeito de quatro absolutos: honestidade, pureza, altruísmo e amor. Esse “momento de silêncio” era para - oração, meditação, leitura das escrituras e autoexame para confissão de pecados e renovação de compromisso com Cristo. Entendiam que essa prática levava ao amadurecimento espiritual e a negligência a ela à esterilidade.
Os “momentos de silêncio” não podem ser vistos como uma fórmula mágica para se receber a direção divina.

®  A expansão do pentecostalismo
O pentecostalismo alega que todos os dons e dimensões da experiência cristão do Novo Testamento estão sendo restaurados à igreja de nossos dias, e, entre elas, palavras diretas de Deus como direção divina.
Um exemplo bíblico muito citado é a palavra de Ágabo a Paulo em Atos 21.10-14. Mas uma leitura simples do texto nos mostra que a palavra profética de Ágabo não alterou em nada a decisão de Paulo de ir para Jerusalém, pelo contrário, serviu como confirmação de que essa era a vontade divina (compare com Atos 20.22,23). Outros exemplos bíblicos que corroboram com essa visão são: Atos 8.26-29; Atos 16.6-8, 9-12; Atos 27.22-26, 31,34 e Mateus 17.27).

Três colocações precisam ser feitas quanto a isso:
1º) Reconhecemos que nos tempos bíblicos Deus agiu dessa forma ao dirigir pessoas e seu povo. Ele nunca disse que não faria dessa forma novamente e não podemos por em dúvida relatos de irmãos na fé, de nosso tempo, atestando experiências semelhantes ocorridas consigo. Não devemos impor a Deus restrições que Ele mesmo não impôs a si mesmo.

2º) Contudo, nenhuma mensagem recebida dessa forma pode ser atualmente considerada canônica, no sentido de ter a mesma autoridade para a fé e a vida de todos os crentes em pé de igualdade com a revelação bíblica. O exemplo de Paulo e Ágabo indica que novas mensagens divinas nem sempre têm a intenção de mudar nossas convicções quanto ao que devemos fazer no presente.

3º) Não podemos negar a ocorrência de “revelações privadas” atualmente, mas devemos afirmar positivamente a existência de instrução bíblica clara a respeito de ouvi-las com discernimento (Dt 18.21,22; 1 Co 14. 32-36; 1 Ts 5.20,21; 1 Jo 4.1-6).

A direção de Deus e a Aliança - p.19
        Isso posto, afirmamos que (1º) essas mensagens pessoais vindas do céu nunca foram a maneira usual de Deus liderar e guiar seu povo, e, (2º) a obra e o ministério de Deus como nosso guia sempre envolveram muito mais que isso.
®  A maneira habitual de Deus guiar o seu povo é por meio da devida aplicação das verdades bíblicas reveladas de uma vez por todas.
®  A direção de Deus para nós é um aspecto do seu ativo cuidado por nós, o qual decorre de sua Aliança e, como tal, traz muito mais consigo  do que Deus simplesmente nos dizer o que fazer (numa revelação externa direta ou numa forte impressão interior) e depois ficar assistindo de camarote o que vamos fazer com isso.
A Aliança é o termo bíblico que designa o abrangente compromisso mútuo de Deus para conosco e de nós para com ele. Ela não é uma parceria negociada entre iguais, mas sim uma relação imposta mediante a iniciativa de Deus.
É uma Aliança da graça, por fomos introduzidos num relacionamento que não merecíamos desfrutar com Deus.
É uma Aliança real porque trata da relação entre o rei e seus servos.
É uma Aliança matrimonial porque retrata o grau de entrega total de um ao outro em serviço e amor.
É uma Aliança familiar porque nossa relação com Deus é de um Pai adotivo com seus filhos agraciados pela adoção.
A realidade “pastor e ovelhas” está retratada em todas elas pois também envolve atenção, afeto, proteção, liderança e provisão.

Deus como pastor e nós como ovelhas - Salmo 23
        Tanto o Salmo 23 como a aplicação que Jesus dela faz em João 10 apresentando-se como o Bom Pastor nos remetem para o cerne da questão da direção divina cotidiana.

®  Ele nos guia pelas veredas da justiça - v.3
O pastor providencia um lugar tranquilo e seguro onde suas ovelhas possam comer, beber, descansar, encontrar refrigério interior e renovar seu contentamento. O propósito da direção divina é nos guiar em segurança como um pastor de ovelhas faz.

®  Deus, o generoso anfitrião - v.5
A figura do banquete deixa claro o conceito de que a perfeita proteção traz perfeita paz.

®  A bondade generosa de Deus - v.6
A bondade de Deus é tamanha que o fluir de sua dádiva graciosa nunca cessa para os convidados de seu banquete, que são ao mesmo tempo sua família e seu rebanho - filhos que são também suas ovelhas. A hospitalidade de Deus para com seus servos no lugar de sua própria presença é para todo o sempre.



O poema de Isaac Watts



Meu pastor suprirá minhas necessidades,

Jeová é o seu nome;

Em verdes pastos me alimenta,

Ao lado da corrente água viva.



Traz de volta meu espírito errante

Quando abandono seus caminhos;

E me conduz por amor de sua misericórdia

Pelas veredas de verdade e graça.



Quando ando pelo vale da sombra da morte,

Tua presença é meu esteio;

Uma só palavra de teu sopro sustentador

Dissipa todos os meus medos.

Tua mão, à vista de todos os meus inimigos,

Ainda prepara uma mesa para mim;

Meu cálice transborda de bênçãos,

Teu óleo unge minha cabeça.



As provisões seguras do meu Deus

Estarão presentes por todos os meus dias

Oh, que tua casa possa ser a minha morada,

E todo o meu trabalho, louvor!

Lá encontrarei descanso constante.

Enquanto outros vêm e vão,

Não mais um estranho convidado,

Mas como uma criança no aconchego do lar.



Motivos de oração:
1.    Oremos para que a Escritura seja o guia de nossa espiritualidade e não os modismos da época.
2.    Oremos para não errarmos por não conhecer as escrituras e nem o poder de Deus (Mt 21.29).
3.    Oremos para que nos deixemos conduzir pelo cajado do Bom Pastor.

Lançamento: Jônatas, O Amigo de Davi





Este é o meu quarto livro lançado.
É fruto de 9 exposições bíblicas apresentadas na Igreja Presbiteriana Jardim Goiás em Janeiro de 2016.
Toda a renda da venda da obra será revertida como oferta para contribuir na compra do terreno para a construção do templo da Ig. Presb. Jd. Goiás onde temos servido desde 2015.
Boa leitura!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

01 = O Gosto do Medo



Igreja Presbiteriana Jardim Goiás

Estudos de Quarta-Feira – 1º Semestre/2019

O DEUS QUE NOS GUIA E GUARDA 
James I. Packer - Ed. Vida Nova

Rev. Hélio O. Silva - 06/02/2019



ESTUDO 01 = O Gosto do Medo (p. 09 a 13)

Introdução:

          O medo de um dano físico iminente tem um gosto desagradável: A bile sobe do estômago e deixa na garganta um gosto amargo.

Outras formas de medo podem não ser tão fortes, mas podem igualmente estragar o sabor de nossas vidas.

®   Anuviam o espírito durante o dia inteiro.

®   Não nos deixam dormir direito à noite.

®   Minam a concentração nas tarefas diárias.

®   Provocam um pavor constante.

De todos os impulsos humanos, o medo é o mais incômodo e o mais nocivo, pois deteriora relacionamentos, drena a capacidade de viver, rouba a sabedoria e tira a atenção do caminho, distraindo e desconcentrando nossas mentes.

O medo é um inimigo comum e presente no que se refere à tomada de decisões importantes na vida dos cristãos. O fato é que tememos tomar decisões.


Pietismo legalista

          Nós cristãos sempre nos regozijamos na certeza de que Deus, em sua graça e sabedoria, está realizando seu plano em nossas vidas, e, dessa forma, ajuda-nos na tomada de decisões e fortalece-nos para fazer tudo o que a sua vontade exigir de nós.      Todavia, a santidade exuberante de homens como John Wesley ou William Wilbeforce tem sido reduzida a apenas um pietismo legalista.

Pietismo = viver segundo a crença de que nada é mais importante que o nosso relacionamento pessoal com Deus (isso é bom e correto).

Legalismo = viver segundo a crença de que a qualidade de nosso relacionamento pessoal com deus depende de nos submetermos a algum tipo de desempenho correto (isso não é bom nem correto).

          Duas coisas deram erradas com o legalismo:

1.     A noção de que alcançar e seguir a orientação direta de Deus é tão importante que seja algo acima e além de tomar decisões sensatas seguindo parâmetros bíblicos.

2.     Entender que o plano de Deus é um itinerário de viagem com várias conexões, e que, se alguma conexão for perdida, tudo está perdido.


A ironia do Plano B

          Se perdermos alguma conexão, teremos de por em prática um plano B, que não é o original e que certamente envolverá certo grau de perda.

          Essa noção de que, de alguma forma, estamos caminhando sempre tentando não perder as conexões (de Deus ou com Deus), ou tentando reencontrar essas conexões perdidas é o motivo de uma ansiedade medrosa e desorientada no mundo evangélico, sendo muito prejudicial na tomada de decisões.

Os cristãos se sentem incapazes de tomar decisões de longo alcance até que tenham uma clara indicação (especial e pessoal) de qual a vontade de Deus.

Decorrente disso, muitos crentes vivem num estado de paralisia interior impedindo que compromissos bons e desejáveis não sejam feitos em função do medo e da dúvida quanto a saber exatamente qual a vontade de Deus para essa ou aquela situação.

A ironia é que quem ensina a busca pelo conhecimento da vontade de Deus de forma direta, também ensina a necessidade de consagração ao serviço cristão imediatamente pela obediência simples aos preceitos cristãos.

Isso tem desenvolvido o conceito equivocado de que há categorias de serviço cristão de primeira classe e de segunda classe.

Os cristãos de 1ª classe são os missionários, ministros e suas esposas, médicos, enfermeiras(os) e professores. Os de 2ª classe são os que se enquadram em outras profissões. A tese é a de que quem busca servir a Deus nessas quatro esferas está mais em sintonia com a vontade de Deus; as demais esferas, ainda que legítimas, são de 2ª classe.

Os cristãos confundem nesse processo seletivo o serviço em si com uma oportunidade melhor para servir. O correto é entender que nenhuma atividade goza de mais privilégio que outra na sua capacidade de oferecer serviço cristão ao próximo. Fazer esse tipo de diferenciação é pura superstição medieval. A ideia vaga de que precisamos de um sinal especial de Deus para saber sua vontade também é superstição.


Santos repletos de medo

          Apesar desse esclarecimento, muitos cristãos acham o processo de tomada de decisão inquietante e problemático; isso porque sentem medo na hora das decisões.

          Há dois tipos de pessoas que falham nas suas decisões: os que se deixam conduzir pela tolice e os que se deixam conduzir pelo medo.

A antiga teoria dos temperamentos coloca no primeiro grupo (tolice) os sanguíneos e os coléricos; e no segundo grupo (medo) os fleumáticos e os melancólicos. As teorias mais modernas os classificam em impulsivos e depressivos.

          Os impulsivos não são suficientemente zelosos no serviço a deus, pois são muito precipitados, superficiais e confiantes demais em si mesmos.

Os depressivos, por sentirem que as coisas são contra eles, não são suficientemente confiantes em Deus para desfrutarem do equilíbrio da sabedoria. Sentem medo demais.

Em linguagem clássica, falta aos primeiros prudência e aos segundos coragem nas decisões.


Motivos de oração:

1.     Oremos para que aprendamos a decidir corretamente dirigidos pelos preceitos bíblicos.

2.     Oremos para que não nos avaliemos e nem aos outros por meio de rótulos.

3.     Oremos para que o medo não tome as rédeas de nossas decisões nem as paralise.

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