O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Flechas na Aljava - O Dever de Cuidarmos de Nossos Pais (Salmo 127.3-5)


Flechas na Aljava:
O Dever de Cuidarmos de Nossos Pais
(Sl 127.3-5).

O salmista ora no Salmo 71.9,18 pedindo ao Senhor que não o desampare na velhice quando as forças lhe faltarem. Ele deseja declarar ao maior número possível de pessoas da sua geração e da próxima tanto a força quanto o poder de Deus.

Falando sobre o lar no Salmo 127 Salomão nos lembra que os filhos são herança do Senhor para seus pais. Reconheçamos que não poucas vezes lemos esse texto com certo sentimento de negligência no coração. Isso porque antes a velhice de nossos pais parecia algo distante, mas de repente ela chega e se coloca bem diante de nossos olhos. Seus cabelos diminuídos e brancos; seu olhar enrugado e cansado; sua saúde constantemente debilitada; tudo isso denuncia o fim da primavera e a chegada do outono da vida deles.

É fato que o amor e o carinho que todos temos por eles é visto e praticado nas reuniões que fazemos esporadicamente almoçando com eles; nos presentes festivos de seus aniversários, no Natal, no dia dos pais e das mães. Também ficamos sabendo dos auxílios que às vezes são ofertados em momentos mais críticos por um ou por outro filho acudindo emergências ou mesmo fazendo um agrado. Sabemos do esforço dos irmãos que moram mais próximo deles, especialmente das noras e dos genros que se tornam membros da família, fazendo-se presentes e fazendo o melhor possível para agradá-los também.

Todavia, o Salmo 127 nos lembra que Deus agraciou os pais com filhos (alguns de nós com muitos filhos) afirmando que filhos são herança e flechas na aljava do guerreiro (v.4).

Herança é algo que os filhos recebem, mas Deus diz que os filhos são a herança dos pais. Creio que por dois motivos: (a) O seu nome será perpetuado na vida continuada dos filhos, netos e bisnetos... (b) Os filhos cuidam dos pais na sua velhice da mesma forma que eles cuidaram dos filhos quando eram pequenos e desprotegidos diante da vida.

Uma aljava era uma bolsa que geralmente comportava até 20 flechas de reserva para uso numa batalha. Isso quer dizer que os filhos precisam enfrentar e aceitar a verdade bíblica de que cuidar deles é sua obrigação. Paulo nos adverte em I Timóteo 5.8: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”.

Assim sendo precisamos organizar nossas vidas de maneira tal que possamos dispensar mais a favor de nossos pais honrando-os (Ex 20.12) e cuidando deles:

1. Separando tempo para visitá-los com mais freqüência.

2. Nas finanças, ajudando-os a fim de que sua aposentadoria não seja gasta somente com remédios e médicos, mas principalmente com eles mesmos, porque durante muitos anos fizeram tudo por nós com alto custo pessoal. Se hoje temos caráter e formação grande parte veio do sacrifício de nossos pais.

3. Servindo-os para auxiliá-los com as nossas vidas assim como a vida toda nos serviram. Já recebemos muito deles agora é necessário querer e contribuir para que tenham o amparo divino através do honroso cuidado das mãos de seus próprios filhos.
Com amor, Pr. Hélio.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Neemias 8.1-12 = A Renovação da Alegria

Templo da PIPG até 1978.

Culto Matutino de 08/01/2012 = Um Convite à Alegria
Exposição nº 02 = Neemias 8.1-12 = A Renovação da Alegria!
Essa exposição bíblica está disponível para download no site pipg.org/videos.

Watch live streaming video from pipgyntv at livestream.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aula 30 = As Alianças Divinas - Recapitulação


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Classe de Doutrina III – O Homem à Luz da Bíblia.
Professores: Pr. Hélio O. Silva.
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Aula 30 – AS ALIANÇAS DIVINAS - RECAPITULAÇÃO (16/12/2011)
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“Aliança é um pacto de sangue soberanamente administrado”.
Aliança é aquilo que une as pessoas como um laço inviolável de relacionamento.
O sangue demonstra que as implicações do pacto estendem-se às últimas conseqüências de vida e morte. O derramamento de sangue representa um julgamento sobre a vida, pois compromete os participantes à lealdade sob pena de morte. “Uma vez firmada a relação de aliança, nada menos que o derramamento de sangue pode libertar das obrigações contraídas no evento da violação da aliança”.

É preciso fazer um contraste entre aliança e testamento. Ambos estão relacionados com a morte, mas em perspectivas diferentes. Na aliança o conceito de morte está no princípio da relação, simbolizando o fator maldição potencial na aliança, enquanto que no caso de testamento, a morte está no fim da relação, estabelecendo o sentido de “disposição de última vontade”, sendo caracterizado por uma herança e não uma aliança em que seu proponente permanece vivo. Aliança não é testamento, mas um pacto de sangue, “onde as partes se comprometem mutuamente por meio de um processo formal de derramamento de sangue”, ligando-os para a vida e para a morte.
Além disso, o pacto é unilateralmente administrado, pois é o Senhor absoluto quem dita os termos da sua aliança.

O conceito de Aliança abrange toda a história da humanidade, do princípio ao fim dos tempos. Mesmo no caso da aliança com Adão, onde o termo não aparece isso é legítimo, pois no caso da aliança davídica, onde o termo também não aparece, não se questiona a sua presença. Todos os ingredientes essenciais ao estabelecimento do pacto estão presentes, além disso, passagens como Jeremias 33.20-26 e Oséias 6.7 atestam que a ordem estabelecida pela criação como essencialmente de aliança.
A Bíblia fala de várias alianças entre Deus e seu povo através de Adão, Noé, Abraão, Moisés, Davi e a Nova Aliança. Essas alianças se relacionam entre si de sorte que cada uma delas suplementa a precedente sem, contudo, suplantar a continuação do papel do pacto anterior. Seus detalhes podem variar, mas uma linha definida de progresso pode ser detectada. As alianças, na verdade, são uma só, pois todas falam do relacionamento único de Deus com o povo que escolheu para si.
Essa unidade se expressa de duas formas: Na estrutura e nos temas.

1) Na estrutura.
“Cada aliança sucessiva edifica-se sobre prévio relacionamento, continuando a ênfase básica que foi estabelecida antes”. No caso das alianças com Abraão, Moisés e Davi, essa unidade fica evidente na experiência histórica de Israel, onde cada evento deixa evidente o inter-relacionamento entre elas; e na ênfase genealógica das Escrituras. Três conceitos são subjacentes quanto ao critério genealógico da atuação de Deus; Semente – os filhos são herdeiros da aliança em sucessão eterna. Enxerto – Um não israelita podia se tornar herdeiro da fé de Abraão pelo proselitismo. Poda – a possibilidade de um israelita natural perder sua posição de privilégio devido o pecado.
A Nova Aliança também não pode ser vista separadamente das demais, pois mantém uma relação orgânica com elas. Isso fica explícito no fato de a nova aliança ser a “realização das projeções proféticas achadas nas alianças abraâmica, mosaica e davídica”. Pela nova aliança, todas as promessas de Deus se consumam e o cristão celebra essa realidade todas as vezes que participa da Ceia do Senhor. Por fim, a unidade orgânica das alianças tem sua base na imutabilidade de Deus.

2) Nos temas.
A relação de aliança de Deus com o seu povo é resumida explicitamente na frase bíblica: “Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo”, deixando evidente que o propósito real e final de Deus consiste na sua intenção de formar um povo propriamente seu, para habitar no meio dele através do Cristo crucificado e glorificado. “O princípio Emanuel une a Escritura em sua totalidade”.

Apesar de existirem em unidade orgânica, as alianças não são meras “duplicações monótonas” umas das outras, mas cada uma tem seu caráter distintivo, de acordo com a progressão da revelação. Existem três distinções estruturais básicas com respeito à diversidade nas alianças:

1) Alianças pré-criação / pós criação.
A maior parte dessa discussão é construída sobre “a pressuposição de que a aliança deve ser definida como um contrato mútuo, não como um pacto soberanamente ministrado”.

2) Aliança das obras / Aliança da graça.
“Obras” designam o relacionamento de Deus com o homem antes da queda; e “graça”, depois da queda. Algumas limitações tais como: a sugestão de que a graça não operava na aliança das obras e vice-versa bem como a concentração temática que a abordagem provoca sobre apenas um aspecto da aliança, sugerem que o termo “aliança da criação” seja preferível ao termo “aliança das obras” e “aliança da redenção” preferível a “aliança da graça”.

3) Antiga Aliança / Nova Aliança.
O pacto antes de Cristo pode ser chamado de Antiga Aliança e depois de Nova Aliança. A antiga aliança é caracterizada como promessa, sombra e profecia, enquanto que a nova como cumprimento, realidade e realização. Essa é a linguagem de Hebreus e Gálatas.

Concluindo, cada aliança pode ser categorizada de acordo com suas ênfases específicas como segue:
1) Adão: A aliança do Começo.
2) Noé: A aliança da Preservação.
3) Abraão: A aliança da Promessa.
4) Moisés: A aliança da Lei.
5) Davi: A aliança do Reino.
6) Cristo: A aliança da Consumação.

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Bibliografia: O. Palmer Robertson. Cristo dos Pactos, Luz Para o Caminho, p. 8-50.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Exposição 16: Distinção 12 = Os Afetos da Graça São Intensamente Práticos


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
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Exposição 16 = 12ª Distinção: Os Afetos da Graça São Intensamente Práticos. 14/12/2011.
Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 203-205)
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Sem. Rogério Bernardes.

Distinção 12. Afetos da Graça é a Prática Diária do Ministério Cristão.

IMPLICAÇÕES (O quê?)
Os afetos da graça levam o cristão a ser prático nas questões do dia a dia. O cristianismo não é uma filosofia. Ser cristão não é estudar o evangelho para aprendermos teoria para passar o tempo, ter em que pensar, ou exercitar nosso raciocínio. Ser cristão tem implicações práticas e Jonathan Edwards destaca 3:
1. Ele molda o comportamento e a prática no mundo segundo os princípios cristãos e é dirigido por eles.
2. Ele coloca a vida santa acima de tudo o mais.
3. Ele persiste nessa prática até o fim da vida.

Observações:
Diante dessas implicações, duas observações são pertinentes.
1. Todos precisam obedecer a elas. Não são implicações que acontecem somente na vida de alguns. Não são opções a serem escolhidas, mas são atitudes que acompanham os afetos da graça.
2. Para sermos cristãos genuínos, é necessário levar a religião a sério e se dedicar com fervor e diligência a servir a Deus (Tt 2:14).
Diante disso, a preguiça é tão condenatória quanto a rebeldia aberta (Hb 6:11-12).
Edwards diz que os verdadeiros santos podem sofrer certo tipo e grau de retrocesso e cair em pecado. Mesmo assim, não se afastam completamente. Enquanto continuarem comprometidos com Cristo, não haverá afastamento total.

MOTIVAÇÕES (Por quê?)
Existem motivos que fazem com que os afetos da graça sejam exercitados e frutifiquem na prática cristã. O que passamos e tratar são coisas que respondem a pergunta: “Porque isso acontece?”

(1) os afetos da graça vêm de operações e influências verdadeiramente espirituais e participam da natureza divina;
“não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20) “tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4:13). Cada santo é objeto do benefício do sofrimento de Cristo e pode conhecer e experimentar o poder de Sua ressurreição (1Co 2:4; 1Ts 1:5).

(2) os afetos da graça dão plena certeza do julgamento, realidade e permanência das coisas divinas;
Os que não estão convictos da realidade das coisas da religião jamais se esforçarão e trabalharão com determinação eficiente e perseverança através de todas as dificuldades, negação de si mesmo e sofrimentos.

(3) os afetos da graça são acompanhados de uma mudança de natureza.
Enquanto a natureza corrupta não morrer, o princípio da corrupção estará vivo e será inútil esperar conseguir controlá-lo. Não é natural a criatura natural negar sua luxúria e ter uma vida estritamente religiosa. Mas, quando a velha natureza morre e uma nova e celestial toma seu lugar, então se pode muito esperar que a pessoa caminhe em novidade de vida e continue a fazer isso até o fim de seus dias.
Esse exercício prático pode ser também percebido pelo espírito de humildade que a ele se associa. Grande parte da obediência consiste em humildade. O espírito orgulhoso é rebelde, mas o humilde é dócil, submisso, e obediente. Também pode ser associado a um espírito sensível que percebe a presença do mal. Ele tem horror a qualquer aparição do mal.

Essa tendência da graça no coração de praticar a santidade acontece naturalmente. Piedade no coração tem relação direta coma prática, assim como a fonte com a corrente de água, a vida com a respiração.
A regeneração, obra em que Deus concede a graça, relaciona-se diretamente com a prática; na verdade, é seu proposto. Tudo isso é calculado e projetado para a mudança poderosa operada no mundo. (Ef 2:10).

Observações:
É importante perceber que o fruto da prática cristã que sempre se encontra nos verdadeiros santos só é encontrado neles (Lc 6:44).
Por isso podemos observar 2 coisas:
(1) A Escritura ensina claramente que a prática é a melhor evidência da sinceridade da confissão dos cristãos (Jo 14:21).
É razoável acreditar que os atos da pessoa interpretam melhor e com mais fidelidade o que há na mente dela do que simples palavras.
• Quando a Escritura fala da prática cristã como a melhor evidência da sinceridade e verdade da graça, não exclui uma confissão do cristianismo. Não se trata de regras para pagãos. Isso significa que:
o Qualquer pessoa que professa o cristianismo tem de ter a essência dele.
(2) A Escritura fala também que os cristãos possuem uma evidência certa e distintiva da graça em sua consciência (1Jo 2:3; 3:18:19).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pai Nosso, Nosso Pai


PAI NOSSO, NOSSO PAI!

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome...” (Mateus 6.9,10)


A oração do Pai Nosso ensinada por Cristo é tanto um modelo (orem assim – Mt 6.9) como uma oração que devemos repetir em nossa vida devocional (ao orar digam – Lc 11.2).
As três primeiras declarações da oração nos ensinam que os interesses de Deus terão prioridade sobre os nossos interesses pessoais: O Teu nome, o Teu reino e a Tua vontade.

Há quatro verdades contidas na abertura da oração de Jesus:
(1) Deus é o nosso PAI. A diferença essencial entre a oração cristã e os outros tipos de orações praticadas no mundo é o tipo de Deus a quem se ora. O nosso Deus é tanto pessoal como amoroso. Pessoal no sentido de que Deus tem personalidade própria. Ele é “ele” assim como eu sou “eu” e você é “você”. E ele é o nosso Pai. Nessa palavra se esconde todo ideal da perfeita paternidade. Deus não é uma ilusão que projeta nossos sonhos e anseios por amor e cuidado. Ele é tudo isso de verdade (Sl 27.10).

(2) Deus é o Pai NOSSO. Na sua pessoalidade, ele se torna e se revela pessoal e pessoalmente a nós. Ele é o nosso Deus pessoal. Ele cuida de cada um de nós pessoalmente. Ele é o Deus com o qual realmente você e eu podemos ter comunhão e relacionamento individual e íntimo na oração. Ele escuta e se inclina para nos atender (Sl 40.1-3). Ele é o Pai de uma família, porque ele é o meu Pai e o seu pai; ele é o Pai de todos nós que o recebemos por meio de Cristo (Jo 1.12).

(3) Deus ESTÁ NOS CÉUS. Os céus indicam tanto a sua habitação quanto a sua autoridade e poder. Sua força vem de cima. Ele é tanto amoroso quanto é grande (John Stott). Jesus não está preocupado com algum tipo de protocolo ou etiqueta divina, mas com a verdade. Por isso, sempre antes de iniciar nossas orações a Deus deveríamos gastar um tempo pensando e meditando sobre diante de quem nos colocaremos em oração. Isso nos ajuda a ter uma postura correta e submissa diante de Deus enquanto orarmos; também porque afetará radicalmente o conteúdo de nossas orações.

(4) O NOME de Deus deve ser santificado. O nome de Deus não é a simples combinação das letras D-E-U-S-, mas é a expressão do seu caráter. O nome de Deus é o próprio Deus. Conhecemos a Deus como Ele se revela a nós em sua Palavra. Seu nome já é santo, porque é eternamente separado e exaltado sobre tudo. Pedir que o seu nome seja santificado entre nós é pedir que o próprio Deus seja tratado como santo. O nome de Deus não é brinquedo e não deve ser tomado em vão (Ex 20.7), porque ele é criador e sustentador de todas as coisas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Alegria do Senhor é a Nossa Força! (Neemias 8.1-12)


A Alegria do Senhor é a Nossa Força! (Neemias 8.10)

As experiências amargas podem nos tirar a alegria. Uma das maravilhas de Deus para nós é que essa alegria pode ser reencontrada na adoração e na palavra de Deus que alimentam a nossa fé.

O povo de Israel havia acabado a reconstrução dos muros de Jerusalém há poucos dias, mas parecia que isso não os tinha alegrado o suficiente. Assim como nós, eles precisavam descobrir ou redescobrir que em meio a tantos problemas e dificuldades reencontrar-se com Deus e a sua palavra, tem o poder de renovar a alegria, e que o passado deveria ficar para trás.

1º) O DESEJO DE OUVIR A PALAVRA RESTAUROU A UNIDADE (v.1).
O desejo pela palavra, sem máscaras ou acréscimos uniu o povo, porque eles queriam obedecer a Deus. Não há como obedecer a Deus à parte do entendimento das doutrinas da palavra de Deus (Jo 7.17). A unidade se torna visível naturalmente, porque não é um produto das ações humanas, mas acima de tudo, da ação de Deus nas nossas vidas. Quando queremos a Deus encontramos unidade, quando queremos concretizar os nossos sonhos particulares encontramos competição e partidarismo. A unidade é corporativa, não corporativista.

2º) O DESEJO DE OUVIR A PALAVRA PRODUZIU ADORAÇÃO GENUÍNA (v. 2-9).
O desejo de obedecer propiciou a perseverança para entender. Eles estavam ao ar livre; acomodados precariamente. A busca pelo conforto é inimiga do entendimento da palavra. Hoje queremos um culto que se pareça ao máximo com as nossas poltronas diante de uma TV. Que o pregador seja engraçado; que fale o que queremos ouvir; que seja breve. Aqui, o povo estava Atento (v.3), reverente (v.5). Reverência é mais que silêncio durante as reuniões; é o respeito que se deve ter com as coisas de Deus e os elementos litúrgicos do culto. Em adoração e louvor (v.6); buscando entendimento do ensino proferido (v.8) e quebrantado (v.9).

3º) O ENTENDIMENTO CLARO DA PALAVRA RENOVOU A ALEGRIA! (v.10-12).
O desejo de obedecer não deve nos levar à tristeza, mas à alegria e à comunhão (Sl 126 e 137), porque “a alegria do Senhor é a vossa força” (v.10). Porque dela tiramos forças; porque ela expressa a nossa força, ou seja, a nossa força como povo de Deus é a alegria de servir a Deus.

Conclusão (v.11 e 12): O povo foi incentivado a festejar suas vitórias espirituais. Nós fazemos churrasco quando passamos no vestibular, aniversariamos, ou conquistamos um emprego melhor. Mas quando foi que fizemos um churrasco por causa de uma vitória espiritual significante?!

A renovação da alegria aconteceu “porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas” (v.12). Queremos que o culto seja uma surpresa nova a cada dia, mas o que realmente surpreende é a fidelidade de Esdras e dos levitas na exposição das escrituras, porque eles liam e explicavam corretamente o que liam.

A alegria do Senhor é a nossa força quando reflete a nossa unidade; quando se alimenta da Palavra de Deus; quando revela publicamente a renovação espiritual que a Palavra de Deus nos traz. O povo voltou para casa feliz, depois de uma manhã de esforço e perseverança, depois de terem chorado e entendido as Escrituras. O povo voltou feliz porque entendeu e ninguém poderia lhes tomar o que estava em seu coração, a verdade de Deus, a força de sua vitória!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

50 mil visitas ao Blog - Muito Obrigado!!!


Nesse início de 2012 alcançamos 50 mil visualizações no Blog.
Agradecemos a todos que têm visitado esse espaço.
Esperamos sinceramente que o material publicado aqui seja útil para o seu crescimento espiritual.
Muito obrigado.
"Quanto aos santos que estão na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer" (Salmo 16.3).

Lista das 10 postagens mais visitadas:

1. Fortalecendo os Laços ========================== 7.002.
(pastoral sobre o casamento)
2. A Fé Frajola =================================== 2.218.
(Crônica sobre a fé)
3. A Sala das Penas =============================== 1.750.
(Crônica sobre o perdão)
4. Breve História da IPB em Goiás (video) ========= 926.
(Video comemorativa aos 150 anos da IPB)
5. Aula 10 - A Doutrina Bíblica do Pacto das Obras = 750.
(Aula bíblica de escola dominical - antropologia)
6. Contemplação =================================== 501.
(crônica poética sobre a gratidão)
7. Apocalipse 2.1-6 - De Volta ao Primeiro Amor === 400.
(Exposição Bíblica em Apocalipse)
8. Solidão (II) =================================== 393.
(Crônica poética sobre a solidão)
9. 9º Encontro da Fé Reformada ==================== 390.
(Divulgação de congresso teológico)
10. Lei da Homofilia Para Leigos =================== 341.
(pastoral sobre a PL-122)

Estatística do Blog em 2011:

Janeiro ==== 2.254.
Fevereiro == 1.988.
Março ====== 2.861.
Abril ====== 2.978.
Maio ======= 3.801.
Junho ====== 3.810.
Julho ====== 3.053.
Agosto ===== 3.804.
Setembro === 3.817.
Outubro ==== 4.841.
Novembro === 4.285.
Dezembro === 3.766.

Ovelhinha (21/08/2003)


Ovelhinha

Eu procurei a minha ovelhinha pelos bosques e pelas campinas,
tentando trazê-la de volta depois que se desviou pelo caminho
e saiu do seguro redil do pastor.
Procurei por toda parte, aqui e ali; lá e acolá.
Olhando daqui e dali;
subindo e descendo,
até me cansar.
Mas ela se escondeu de mim
e se perdeu por caminhos estranhos e perigosos;
caminhos por onde nunca a levei.

Chamei por seu nome muitas e tantas vezes,
quantas meu fôlego consentiu.
Mas não ouvi resposta.
Ela se afastou de mim e desatento não vi;
não ouvi o barulho dos seus pés se afastando do seguro redil do pastor.
Como desistir de tentar encontrar a minha ovelhinha querida!?

Gritei por seu nome,
implorando que voltasse para casa.
Oh Senhor,
não deixe eu perder minha ovelhinha!

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Hélio O. Silva = 21/08/2003.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Os Demônios (Pneumatologia = Aula 02)


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Classe de Doutrina II – Na Dinâmica do Espírito
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Aula 02 = Os Demônios 28/02/2010.
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A existência de seres espirituais malignos governados por satanás é abundante nas Escrituras. Contudo, o assunto de sua origem não recebe tratamento detalhado na Bíblia. Sabemos que demônios são anjos caídos, que se rebelaram contra Deus e perderam o privilégio de servi-lo. “Demônios são anjos maus que pecaram contra Deus e hoje continuamente praticam o mal no mundo”.

A expressão grega “daimônion” (demônio) significa em sua origem possivelmente “dilaceração” ou “separar rompendo”. No Antigo Testamento os termos sêdîm e se’îrîm sempre enfatizaram o caráter mal destes seres celestiais caídos. Embora o Antigo Testamento não fale muito do assunto, fica claro que idolatria, magia e bruxaria relacionavam-se a ações demoníacas (Dt 32.17; Sl 96.5). Essas práticas eram terminantemente proibidas por Deus a seu povo (Dt 18.10-14; I Sm 15.23). O Novo Testamento usa o termo daimonion com o sentido do Antigo Testamento, ou seja, um espírito mau; e afirma a sua natureza completamente maligna e que estão destinados a compartilhar da condenação eterna juntamente com satanás (Mt 25.41; Ap 20.10-15).
Outros termos usados no Novo Testamento para designar os demônios são: akatharton = espírito imundo (Mc 5.2,3) e ponera = espírito maligno (At 19.12-16). A maioria dessas expressões é utilizada em relação à possessão demoníaca.

Há duas teorias sobre sua origem. A primeira é baseada em textos bíblicos tais como (Mt 25.41; II Pe 2.4; Ap 12.7-9) e sustenta que uma multidão de anjos caiu em pecado seguindo a satanás em sua rebelião contra Deus. A segunda especula que os demônios são os filhos ilegítimos de anjos que se casaram com mulheres antes do dilúvio (Gn 6.2; Jd 6 – nephilîm = gigantes). Estes seres brotaram de seus corpos quando foram destruídos por Deus. A base verdadeira para essa teoria é o livro pseudoepígrafo I Enoque (10.11-14; 16.1; 86.1-4) e não a Bíblia. Esta idéia foi aceita por Justino Mártir e influenciou a teologia católica através de Tomás de Aquino na Suma Teológica.

Orígenes defendeu que a queda dos demônios se deu antes da criação do mundo (De Principis 2.9.6) e foi seguido por Agostinho (De genesi ad literem 3.10) e posteriormente Pedro Lombardo (Sentenças 2.6). A igreja cristã como um todo tem seguido esta interpretação. Gruden defende que a queda deve ter ocorrido logo após o final da criação (Gn 1.31) e antes da tentação de Eva por satanás (Gn 3.1), porque Deus vira a sua obra e tudo (inclusive todos os anjos) era muito bom. Curiosa é a teoria rabínica que especulava que os demônios se rebelaram quando Deus descansava no sábado ou que eram os construtores da Torre de Babel que foram transformados em demônios como castigo por sua arrogância. A queda dos demônios é declarada em 2Pedro 2.4, Judas 6 e Apocalipse 12.7, onde se afirma que os demônios se rebelaram contra Deus e se tornaram hostis à sua Palavra, pelo que Deus os mantêm na condenação eterna. Seu pecado foi “não guardar o seu estado original”, motivados por concupiscência e orgulho. O livro apócrifo de I Enoque 12.4 diz que eles “desertaram o céu altaneiro e sua santa posição eterna”.

Tanto Paulo quanto João entendem que a atividade demoníaca aumentará nos tempos do fim e muitos homens serão seduzidos a segui-los (I Tm 4.1, Ap 16.13-14); por isso Paulo exorta aos cristãos a estarem preparados para enfrentarem principados, potestades e os dominadores do mundo tenebroso sempre (Ef 6.10-18).

Sua ação pode ser apresentada como:
1. Os demônios se opõem a toda obra de Deus, tentando destruí-la (Mt 4.1-11; Jo 8.44).usam de qualquer artifício para cegar as pessoas ao evangelho (2Co 4.4) e mantê-las presas a coisas que as impeçam de aproximar-se de Deus (Gl 4.8). Para alcançar esses objetivos usam de tentações, dúvida, culpa, medo, confusão, doença, inveja, orgulho, calúnia a fim de anular o testemunho cristão das pessoas.

2. Os demônios estão limitados pelo controle da soberania divina. Eles só podem fazer o que Deus permite, e nada mais (Jó 1 e 2). Os cristãos podem resisti-los pela mediação de Cristo (Tg 4.7). Como o pecado é debilitante e destruidor o poder dos demônios é inferior ao que tinham antes de pecar. Eles não são onipotentes, nem onipresentes e nem ainda oniscientes, prerrogativas exclusivas do Ser de Deus (atributos incomunicáveis. Cf.: Is 46.9,10; Dn 2.27,28).

3. A Escritura traça uma ligação clara entre a idolatria e o culto a demônios (Dt 32.16,17; Sl 106.35-37; I Co 10.20; I Jo 5.19). O culto a demônios sempre leva a práticas destrutivas e imorais (Sl 106.35-37; I Rs 18.28; Dt 23.17; I Rs 14.24; Os 4.14).

4. Jesus dá autoridade a todos os crentes de repreender e expulsar demônios (Lc 9.1; 10.17,19; At 8.7; 16.18). A armadura de Deus é um instrumento poderoso na nossa luta contra o reino de satanás e seus demônios (Ef 6.10-18). Podemos resisti-los firmes na fé (Tg 4.7; I Pe 5.8,9). Cristo despojou os principados e potestades de seu poder, expondo-os ao desprezo (Cl 2.15). Quem vence a satanás e seus seguidores só pode faze-lo por meio do sangue de Cristo (Ap 12.11).
O termo “possessão demoníaca” não é bíblico; a tradução literal da expressão daimonion echein é “ter demônio” ou “ser demonizado”.

Os relatos bíblicos dos Evangelhos sobre a possessão demoníaca aludem a algumas características:
1. Aflição física ou mental da pessoa sujeita à ação demoníaca. Nudez, angústia mental (Mt 8.28-33); mudez (Mt 9.32) cegueira (Mt 12.22) e demência (Mt 4.24) são alguns exemplos. Em alguns casos inclui-se: Conhecimento superior e preditivo (At 16.16; Tg 2.19) força incontrolável (Mt 8.28).

2. O demônio invasor sempre reconhecia e temia a Cristo (Mt 8.28; Lc 4.34).

3. O poder de Cristo fica claro ao serem expulsos unicamente pela sua palavra (Mt 4.24; mc 7.30). Os discípulos faziam o mesmo após receberem a autoridade de Cristo (Mt 10.1; Lc 10.17). Essa mesma autoridade é prometida a todos os crentes (Mc 16.17).

Essa capacidade de expulsar demônios é apontada no Novo Testamento como sinal da presença do reino de Deus entre os homens (Mt 12.22; Lc 10.17) e também foi a causa da grande popularidade do ministério de Cristo no seu início (Lc 4.36).

A libertação do demônio incluía:
1. Confissão de fé em Cristo como seu salvador.
2. Arrependimento, confissão e abandono dos pecados cometidos.
3. A decisão de seguir um novo caminho de vida seguindo a Cristo.

Com o passar dos séculos, idéias não bíblicas foram introduzidas no entendimento da igreja sobre a possessão demoníaca:
 Justino Mártir acreditava que os demônios eram os filhos da união sexual entre anjos e homens (II Apologia 5).
 Orígenes acreditava que cada pessoa era acompanhada por um demônio e por um anjo, que tentavam constantemente influenciar suas decisões (De Principis 3.2.2-4). Acreditava ainda em demônios específicos “demônios dos vícios”, que agiam somente em determinados tipos de pecados.
 Agostinho e Tomás de Aquino ensinavam que os demônios poderiam atacar as pessoas de tal forma a poderem praticar atos sexuais com homens e mulheres (De potentia 6.8,57; Summa Theologica 1.51.3.6).

Aplicaçõs:
1. Não duvide da existência dos demônios, mas também não creia naquilo que a Bíblia não ensina sobre eles, ainda que seja dito por pessoas influentes ou até eminentes. A revelação da verdade é uma prerrogativa exclusiva de Deus; os demônios sao anjos caídos seguidores do diabo, que é o pai da mentira.

2. Não tema aos demônios, mas aquele que é o criador de todas as coisas eseres, que é Deus. Todavia não ignore seus intentos. Discernimento espiritual é algo que aprendemos com o tempo, a experiência e especialmente com a obediência à palavra de Deus, a Bíblia sagrada.

3. Os demônios podem assediar e oprimir qualquer tipo de pessoas, mas eles jamais poderão "possuir" um cristão verdadeiro. A mesma coisa não pode ser dita de "membros de igreja" que não obedecem ao evangelho que dizem crer e proclamar.
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