O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Exposição 16: Distinção 12 = Os Afetos da Graça São Intensamente Práticos


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
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Exposição 16 = 12ª Distinção: Os Afetos da Graça São Intensamente Práticos. 14/12/2011.
Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 203-205)
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Sem. Rogério Bernardes.

Distinção 12. Afetos da Graça é a Prática Diária do Ministério Cristão.

IMPLICAÇÕES (O quê?)
Os afetos da graça levam o cristão a ser prático nas questões do dia a dia. O cristianismo não é uma filosofia. Ser cristão não é estudar o evangelho para aprendermos teoria para passar o tempo, ter em que pensar, ou exercitar nosso raciocínio. Ser cristão tem implicações práticas e Jonathan Edwards destaca 3:
1. Ele molda o comportamento e a prática no mundo segundo os princípios cristãos e é dirigido por eles.
2. Ele coloca a vida santa acima de tudo o mais.
3. Ele persiste nessa prática até o fim da vida.

Observações:
Diante dessas implicações, duas observações são pertinentes.
1. Todos precisam obedecer a elas. Não são implicações que acontecem somente na vida de alguns. Não são opções a serem escolhidas, mas são atitudes que acompanham os afetos da graça.
2. Para sermos cristãos genuínos, é necessário levar a religião a sério e se dedicar com fervor e diligência a servir a Deus (Tt 2:14).
Diante disso, a preguiça é tão condenatória quanto a rebeldia aberta (Hb 6:11-12).
Edwards diz que os verdadeiros santos podem sofrer certo tipo e grau de retrocesso e cair em pecado. Mesmo assim, não se afastam completamente. Enquanto continuarem comprometidos com Cristo, não haverá afastamento total.

MOTIVAÇÕES (Por quê?)
Existem motivos que fazem com que os afetos da graça sejam exercitados e frutifiquem na prática cristã. O que passamos e tratar são coisas que respondem a pergunta: “Porque isso acontece?”

(1) os afetos da graça vêm de operações e influências verdadeiramente espirituais e participam da natureza divina;
“não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20) “tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4:13). Cada santo é objeto do benefício do sofrimento de Cristo e pode conhecer e experimentar o poder de Sua ressurreição (1Co 2:4; 1Ts 1:5).

(2) os afetos da graça dão plena certeza do julgamento, realidade e permanência das coisas divinas;
Os que não estão convictos da realidade das coisas da religião jamais se esforçarão e trabalharão com determinação eficiente e perseverança através de todas as dificuldades, negação de si mesmo e sofrimentos.

(3) os afetos da graça são acompanhados de uma mudança de natureza.
Enquanto a natureza corrupta não morrer, o princípio da corrupção estará vivo e será inútil esperar conseguir controlá-lo. Não é natural a criatura natural negar sua luxúria e ter uma vida estritamente religiosa. Mas, quando a velha natureza morre e uma nova e celestial toma seu lugar, então se pode muito esperar que a pessoa caminhe em novidade de vida e continue a fazer isso até o fim de seus dias.
Esse exercício prático pode ser também percebido pelo espírito de humildade que a ele se associa. Grande parte da obediência consiste em humildade. O espírito orgulhoso é rebelde, mas o humilde é dócil, submisso, e obediente. Também pode ser associado a um espírito sensível que percebe a presença do mal. Ele tem horror a qualquer aparição do mal.

Essa tendência da graça no coração de praticar a santidade acontece naturalmente. Piedade no coração tem relação direta coma prática, assim como a fonte com a corrente de água, a vida com a respiração.
A regeneração, obra em que Deus concede a graça, relaciona-se diretamente com a prática; na verdade, é seu proposto. Tudo isso é calculado e projetado para a mudança poderosa operada no mundo. (Ef 2:10).

Observações:
É importante perceber que o fruto da prática cristã que sempre se encontra nos verdadeiros santos só é encontrado neles (Lc 6:44).
Por isso podemos observar 2 coisas:
(1) A Escritura ensina claramente que a prática é a melhor evidência da sinceridade da confissão dos cristãos (Jo 14:21).
É razoável acreditar que os atos da pessoa interpretam melhor e com mais fidelidade o que há na mente dela do que simples palavras.
• Quando a Escritura fala da prática cristã como a melhor evidência da sinceridade e verdade da graça, não exclui uma confissão do cristianismo. Não se trata de regras para pagãos. Isso significa que:
o Qualquer pessoa que professa o cristianismo tem de ter a essência dele.
(2) A Escritura fala também que os cristãos possuem uma evidência certa e distintiva da graça em sua consciência (1Jo 2:3; 3:18:19).

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