O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pai Nosso, Nosso Pai


PAI NOSSO, NOSSO PAI!

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome...” (Mateus 6.9,10)


A oração do Pai Nosso ensinada por Cristo é tanto um modelo (orem assim – Mt 6.9) como uma oração que devemos repetir em nossa vida devocional (ao orar digam – Lc 11.2).
As três primeiras declarações da oração nos ensinam que os interesses de Deus terão prioridade sobre os nossos interesses pessoais: O Teu nome, o Teu reino e a Tua vontade.

Há quatro verdades contidas na abertura da oração de Jesus:
(1) Deus é o nosso PAI. A diferença essencial entre a oração cristã e os outros tipos de orações praticadas no mundo é o tipo de Deus a quem se ora. O nosso Deus é tanto pessoal como amoroso. Pessoal no sentido de que Deus tem personalidade própria. Ele é “ele” assim como eu sou “eu” e você é “você”. E ele é o nosso Pai. Nessa palavra se esconde todo ideal da perfeita paternidade. Deus não é uma ilusão que projeta nossos sonhos e anseios por amor e cuidado. Ele é tudo isso de verdade (Sl 27.10).

(2) Deus é o Pai NOSSO. Na sua pessoalidade, ele se torna e se revela pessoal e pessoalmente a nós. Ele é o nosso Deus pessoal. Ele cuida de cada um de nós pessoalmente. Ele é o Deus com o qual realmente você e eu podemos ter comunhão e relacionamento individual e íntimo na oração. Ele escuta e se inclina para nos atender (Sl 40.1-3). Ele é o Pai de uma família, porque ele é o meu Pai e o seu pai; ele é o Pai de todos nós que o recebemos por meio de Cristo (Jo 1.12).

(3) Deus ESTÁ NOS CÉUS. Os céus indicam tanto a sua habitação quanto a sua autoridade e poder. Sua força vem de cima. Ele é tanto amoroso quanto é grande (John Stott). Jesus não está preocupado com algum tipo de protocolo ou etiqueta divina, mas com a verdade. Por isso, sempre antes de iniciar nossas orações a Deus deveríamos gastar um tempo pensando e meditando sobre diante de quem nos colocaremos em oração. Isso nos ajuda a ter uma postura correta e submissa diante de Deus enquanto orarmos; também porque afetará radicalmente o conteúdo de nossas orações.

(4) O NOME de Deus deve ser santificado. O nome de Deus não é a simples combinação das letras D-E-U-S-, mas é a expressão do seu caráter. O nome de Deus é o próprio Deus. Conhecemos a Deus como Ele se revela a nós em sua Palavra. Seu nome já é santo, porque é eternamente separado e exaltado sobre tudo. Pedir que o seu nome seja santificado entre nós é pedir que o próprio Deus seja tratado como santo. O nome de Deus não é brinquedo e não deve ser tomado em vão (Ex 20.7), porque ele é criador e sustentador de todas as coisas.

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