O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Curso Básico de Exposição Bíblica


INTRODUÇÃO:
            O objetivo deste curso é dar-lhe uma base introdutória à exposição bíblica, a fim de que você possa:
  1. Preparar exposições Bíblicas simples, porém fiel ao texto sagrado.
  2. Oferecer um modelo sistemático de estudo bíblico pessoal.
  3. Aprender a ouvir melhor a sermões, mensagens e estudos bíblicos para o seu crescimento pessoal.
 DEFINIÇÃO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA:
É o sermão que explica e aplica uma passagem das escrituras seguindo a estrutura dos parágrafos do texto de acordo com  a intenção básica de seu autor.
a) Ela trata de uma só passagem básica da Escritura (parágrafo)
b) Ela é fiel ao texto (integridade hermenêutica).
c) Ela tem coesão (introdução, desenvolvimento e conclusão).
d) Ela tem movimento e direção (não é repetitiva).
e) Ela tem aplicação (vida real).

ESCOLHA O TEXTO:
A escolha do texto da pregação de acordo com a ocasião (aniversário, congresso, devocional, Escola Dominical, Estudo Bíblico em seqüência, etc).
Defina o assunto e o tema de seu sermão pelo texto escolhido. O assunto resume o texto em uma palavra (santificação, adoração, evangelização, amor, fé, arrependimento, vinda de Cristo, Ser de Deus, etc). O tema é o assunto que domina o texto e resume numa frase curta (O que é adoração [Sl 100] / As Seis figuras do Obreiro Cristão [2 Tm 2] / Uma comunhão eficiente [Fm 4-7).

FAÇA UM ESBOÇO DO TEXTO:
Esboçar um texto é como cortar um frango ou levantar uma casa. É preciso descobrir qual é a estrutura para cortar no lugar certo ou edificar de forma segura.
A estrutura de um texto nos é dada pela identificação de suas classes gramaticais ([1] substantivo, [2] adjetivo, [3] verbo, [4] advérbio, [5] preposição, [6] conjunção, [7] numeral, [8] artigo, [9] interjeição, [10] pronome) e a função de cada uma no texto.
Cortamos um frango em suas juntas e a estrutura de uma casa está nas suas vigas. Cortamos o texto a partir de suas conjunções que nos mostram quais são as frases principais e quais são as frases subordinadas. Usaremos o Salmo 100 como exemplo:

SALMO 100 >>Salmo de ações de graças>>
(1) Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras.
(2) Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico.
(3) Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos;
     somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.
(4) Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios,
     com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome.
(5) Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre,
     e, de geração em geração, a sua fidelidade.

 Fase 1: Destacar as classes gramaticais (verbos principais, substantivos e adjetivos, preposições e conjunções).

Salmo 100 <>
(1) Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras.
(2) Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico.
(3) Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos;
      somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.
(4) Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor;
      rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome.
(5) Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre,
     e, de geração em geração, a sua fidelidade.

Fase 2: Separar as frases (cortar o frango).
Salmo 100 <>
(1)  Celebrai
com júbilo
ao SENHOR,
todas as terras.
(2)  Servi
ao SENHOR
com alegria,
apresentai-vos diante dele
com cântico.
(3)  Sabei
que o SENHOR
          é Deus;
foi ele quem nos fez,
e dele somos;
somos o seu povo
e rebanho do seu pastoreio.
(4)  Entrai
por suas portas
com ações de graças
e nos seus átrios,
com hinos de louvor;
rendei-lhe graças
e bendizei-lhe o nome.
(5)  Porque
o SENHOR
é bom,
a sua misericórdia dura para sempre,
e, de geração em geração, a sua fidelidade.

Fase 3: Pré-esboço homilético:

I - Celebrai ao Senhor V.1   
a. Com Júbilo. (como?).
b. Todas as Terras (quem?).
II - Servi ao Senhor V.2
a. Com alegria (como?).                                         b. Com cântico (como?).

III - Sabei que o Senhor é Deus V.3
a. Ele nos fez (Criador)
b. Dele somos (Senhor – pertencemos a Ele).
c. Somos o seu povo (Rei).
d. Rebanho do seu pastoreio (Pastor)

IV - Rendei-lhe graças V.4  
a.  Entrar por suas portas (onde?)
b. Com ações de graças  (como?)
c. Apresentar-se diante dele (o que?).
d. Com hinos de louvor – Nos seus átrios    
                                                   (como? Onde?).
e. Bendizei-lhe o nome (o que?)
Conclusão - Porque
(por quê?) - (motivação/razão)
a.       O Senhor é bom.
b.      Sua misericórdia dura para sempre.
c.       Sua fidelidade - “dura de geração em geração"

FAÇA UM ESTUDO INDUTIVO DO TEXTO:
    1.      Qual a natureza do texto? Poesia, carta, profecia, narrativa de uma história, etc. Como o salmo 100 é uma poesia, preste atenção nos paralelismos da poesia hebraica presentes no texto (especialmente nos versos 2 e 4)..

     2.      Identifique cada uma das classes gramaticais presentes no texto e a sua função no mesmo. No esboço acima observe os modos e tempos dos verbos principais. Qual conjunção é importante? Qual o substantivo dominante e seus adjetivos.

     3.      Pesquise o significado das palavras mais importantes e/ou difíceis de entender no dicionário. Exemplo: átrios, bendizer, celebrar.

     4.      Anote as características do texto (palavras repetidas, contrastes, comparações, perguntas etc.). Há várias afirmações sobre Deus e o seu caráter.

     5.      Pesquise as circunstâncias históricas e culturais num Dicionário Bíblico (contexto). O salmo 100 é um salmo real (Salmos 95 a 100). Em que época?

     6.      Dialogue com o texto fazendo as perguntas certas: [a] QUEM? QUEM deve celebrar? “Todas as terras”. A QUEM se deve celebrar? “ao Senhor”. [b] O QUÊ? O QUE é celebrar? [c] ONDE? ONDE celebrar? [d] QUANDO? QUANDO celebrar? O tempo verbal do imperativo enfatiza o mandamento imediato, o presente, a urgência. [e] POR QUÊ? POR QUE celebrar? (no caso do Salmo 100 a resposta está no verso 5: “Porque o Senhor é...” [f] COMO? COMO celebrar? “com júbilo”.

7.      Relacione o texto com outras passagens bíblicas: “somos rebanho do seu pastoreio” nos remete ao Salmo 23.

8.      Identifique as aplicações possíveis: Há uma relação importante entre gratidão e cantar com alegria; Celebrar ao Senhor tem um apelo missionário, pois todas as terras devem celebrar ao Senhor; Como é possível servir a Deus com alegria?

9.      Transforme o tema numa proposição clara e chamativa! Aprenda a usar a fórmula: AT+PC+ST=Poposição. Uma proposição de sermão deve ter uma afirmação teológica + uma palavra chave + uma sentença de transição.

ESCREVA O SEU ESBOÇO DA PREGAÇÃO:
            Os argumentos principais são dados pelas frases principais. Os argumentos auxiliares são dados pelas frases secundárias, caso contrário estaremos fazendo um sermão tópico e não expositivo:
            Um critério útil para direcionar a montagem gráfica da argumentação é seguir o padrão: EXPLICAR-ILUSTRAR-APLICAR. Veja no exemplo do Salmo 100:

I. Adorar é celebrar com júbilo ao Senhor v.1
a) O que fazer? Celebrar.
1º) explique o sentido da palavra “celebrar”.
2º) Mostre o significado do verbo no imperativo.
3º) Faça a ligação (correlação) com o contexto dos salmos reais.
4º) ilustre, se necessário.
5º) faça uma aplicação.

b) Como celebrar? Com júbilo.
1º) Explique o sentido de júbilo.
2º) Compare com o sentido de outras palavras que têm o sentido de alegria.
3º) ilustre. I Crônicas 29.
4º) Aplique. Como eles jubilaram? Como devemos jubilar?

c) A quem celebrar? Ao Senhor.
1º) Explique o sentido e o uso do título “SENHOR” aplicado a Deus. A expressão é o Tetragrama? (Jeová).
2º) Ilustre com a postura de personagens bíblicos diante de Deus como “SENHOR”.
3º) Aplique: Exorte à submissão e à dependência.

d) Quem deve celebrar? Todas as terras.
1º) Explique o sentido missionário da expressão “todas as terras”. Faça correlações.
2º) Ilustre ou cite textos missionários apropriados.
3º) Aplique: qual a relação entre adoração e missões na Bíblia?
            Observe que cada subtópico esclarece o argumento principal e o complementa. Muito mais poderia ser dito sobre adoração, mas a exposição se limita ao que o parágrafo bíblico propõe. Lembre-se de fazer isso com equilíbrio e praticidade a fim de não ficar repetitivo ou redundante. Veja o exemplo do sermão pronto abaixo a fim de entender o que é dito aqui. Terminado esse ponto, passe para o seguinte usando uma frase de transição.

FAÇA UMA CONCLUSÃO E UMA INTRODUÇÃO:
O objetivo da Introdução é ganhar a atenção, e o da conclusão é reforçar o ensino (resumindo ou recapitulando), desafiando os ouvintes à obediência.
A conclusão é a meta da exposição bíblica, tornando tudo o que foi dito antes tanto claro quanto constrangedor. “A conclusão precisa concluir, incluir e impedir”,[1] ou seja, encerrar a mensagem, incluir o que previamente foi dito e impedir que haja a possibilidade de se perder as implicações e as conseqüências da mensagem.
A introdução é o meio pelo qual ganhamos o direito de sermos ouvidos. Ela deve ser chamativa a ponto de levar o ouvinte a querer saber do texto bíblico as respostas ao tema que propomos expor. Pergunte a si mesmo: a) Como posso propor esse assunto de forma a despertar interesse? b) Quais os cinco acontecimentos recentes que estão na mente dos ouvintes e que relacionam com o assunto do texto? c) Quais as necessidades dos ouvintes que o texto toca? d) Com qual exemplo bíblico ou histórico poderia introduzir o texto? e) Que frases curtas que eu usar “fisgarão” a atenção dos ouvintes?
Crie frases de transição que liguem o texto: Perguntas dialógicas. Enumerar (1,2,3...) e listar (a, b, c...). Escreva uma frase final desafiante quanto ao tema do texto exposto para pronunciar antes da oração final.

ESBOÇO DE UMA EXPOSIÇÃO BÍBLICA PRONTA:

TEXTO - Salmo 100.
TEMA - “O Que é Adorar No Culto”.

INTRODUÇÃO:
Ilustração: Um culto multilíngüe comemorativo nos EUA, no final da década de 1980.
Ø  As críticas quanto à adoração manifestam:
1)      Um Conflito de gerações.
2)      A ignorância das Doutrinas Bíblicas.
3)      A falta de uma espiritualidade cristã autêntica.
4)      A busca da atratividade em detrimento de um culto genuinamente bíblico.

CONTEXTO:
O Salmo 100 faz parte do Livro IV do livro dos Salmos. Faz parte dos salmos reais: De 95 – 100, que exaltam a Deus como Rei da terra e do seu povo.
PROPOSIÇÃO:
(ST) Este salmo nos ensina pelo menos quatro princípios básicos e claros da adoração cristã, respondendo-nos a pergunta: (AT) O que é  (PC) adorar no culto?

I – ADORAR É CELEBRAR AO SENHOR V.1
a) O que é celebrar?
b) Com júbilo.
Ilustração: Uma experiência de uma igreja triste e suas razões.
c) Todas as terras. Um apelo missionário: O verdadeiro culto deve ser levado a todas as nações.

II – ADORAR É SERVIR AO SENHOR V.2:
a) O que é servir?
b) Com alegria.
c) Com cântico.
Ilustração: A Reforma do século XVI reintroduziu na liturgia da Igreja o canto congregacional.

III – ADORAR É SABER QUE O SENHOR É DEUS. V.3
a) Ele é Deus.
1) Pessoal - tem personalidade própria
2) Espiritual - transcendente.
3) Santo - não habita com o pecado.
4) Possui atributos incomunicáveis e comunicáveis) = Infinito e Onipotente / Amor, bondade, msericórdia.
b) Ele nos fez. (criador)
c) Pertencemos a Ele. (Senhor soberano – Ele é rei).
1º) Somos o seu povo.
2º) Somos o seu rebanho.
d) Ele é o nosso pastor (Sl 23).

IV – ADORAR É BENDIZER O NOME DO SENHOR V.4
a) “Bendizer” significa elogiar. Como elogiamos a Deus? 
b) Com ações de graça.
c) Com Hinos de louvor. 3 observações pastorais sobre a música na igreja:
·     Falta de senso crítico. Letras X melodias.
·     Ênfase no “Show” ou na solenidade “Escocesa”. Jovens X idosos.
·     Serve mais a grupos que ao culto em si. Cânticos X hinos. E as crianças?
c) A relação entre render graças e bendizer o nome.

APLICAÇÕES:
1) O centro do culto é Deus.
2) A expressão firme da alegria no canto é diretamente proporcional à intimidade que temos com Deus.
3) Todas as terras devem celebrá-lo. Precisamos investir em missões transculturais (At 1.8).

CONCLUSÃO: 
Qual a conclusão a que o Salmo nos leva? Por que adoramos a Deus?
1º) Adoramos porque o Senhor é bom.
2º) Adoramos porque a sua misericórdia dura para sempre.
3º) Adoramos porque Ele é fiel.

Frase Final: Vamos celebrar com alegria a soberania real de nosso Deus e vamos anunciá-lo vigorosamente entre as nações!
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 Um modelo gráfico da forma de um esboço:



[1] G. Campbell Morgan, citado por Bryan Chapell, Pregação Cristocêntrica, p.266.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

21 = Oração Pelo Ministério - Romanos 15.30-33 (2)


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Sem. Adair B. Machado e Presb. Abimael A. Lima.
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21 = Oração Pelo Ministério – Romanos 15.14-33 (2).        26/06/2013.
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p. 216 a 229.
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30 Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor,
 31 para que eu me veja livre dos rebeldes que vivem na Judéia, e que este meu serviço em Jerusalém seja bem aceito pelos santos;
 32 a fim de que, ao visitar-vos, pela vontade de Deus, chegue à vossa presença com alegria e possa recrear-me convosco.
 33 E o Deus da paz seja com todos vós. Amém!
 (Rom 15:30-33 ARA)

Introdução:
Orações não têm respostas automáticas e prontas, elas se encaixam na perspectiva da vontade e da relação que Deus mantém com os seus filhos.
Essa concepção deve moldar nossos próprios pedidos de oração.

1.     Paulo pede oração por si, em relação ao seu próprio ministério.
®   Os pedidos de oração de Paulo por si mesmo não são incomuns nas suas cartas (Ef 6.12,18-20; 1 Ts 5.23-25; 2 Co 1.8-11; Fm 22).
®   Seus pedidos pessoais de oração servem sempre a seus propósitos ministeriais.

Há três pedidos de oração nesse texto:
a)    Para ser livre dos rebeldes na Judéia.
®   Paulo levará a Jerusalém o fruto das ofertas das igrejas gentílicas aos judeus cristãos pobres.
®   Paulo teme pela repercussão da oferta por razões tanto teológicas quanto culturais. Havia muitos judeus conservadores cuja identidade cultural estava relacionada à prática de rituais e tabus.
®   Duas coisas devem ser enfatizadas:
(1) Os problemas de Paulo com os judeus não era fruto de anti-semitismo, mas da perseguição judaica contra ele.
(2) “Os rebeldes de Jerusalém” não são apenas um grupo de “descrentes” (Trad. NVI) que pensavam diferente do evangelho, mas eram rebeldes no sentido de que resolveram desobedecer ao chamado do evangelho.
®   Isso quer dizer que não confiar inteiramente em Cristo não era uma questão puramente de preferência religiosa, mas de pura incredulidade.
®   Eles tinham elevado sua opinião, preferências e prioridades pessoais a uma condição pecaminosa, acima da centralidade de Deus (p.219).

b)    Para que seu trabalho em Jerusalém possa ser aceito pelos santos.
®   Seu pedido reflete sua sensibilidade pastoral, pois está consciente que os judeus poderiam influenciar seus parentes e conhecidos convertidos ao evangelho a rejeitar o evangelho pregado por Paulo.
®   Seu pedido reflete sua inquietação quanto ao fato de que algumas pessoas simplesmente não sabem receber presentes ou ofertas.

®   Qual o objetivo de orarmos por lideres cristãos?
1º) Orar para que lideres cristãos sejam livres da oposição externa ao evangelho que tenta destruí-lo.
®   Existem pessoas que se esforçam por derrubar lideres cristãos.
®   Existem falsos lideres na condução da igreja e que usam da sua estrutura para sobreviver à custa de lideres fiéis.
®   Lideres cristãos não imunes ao apelo do dinheiro e do poder.

2º) Orar para que o serviço prestado pela liderança cristã seja aceitável aos crentes.
®   As novas gerações de cristãos têm uma visão reducionista da vida, julgam o ministério dos outros por um dois critérios somente e não pela amplitude do ministério cristão.
®   Muitos membros de igreja dessa geração estão em busca apenas de paz e felicidade, e não perdão e santidade. “Eles preferem o entretenimento ao culto, a oratória à verdade e o roteiro à piedade. Se essas pessoas têm uma voz dominante numa igreja cujos líderes procuram sinceramente ser fiéis à Escritura (apesar dos métodos contemporâneos de expressão, os líderes passam dificuldades” (p.223).
®   “É uma acusação terrível contra a igreja quando aqueles que o Senhor envia são tratados como escória” (p.223).

c)     Para que Roma o encaminhe à Espanha como missionário.
O terceiro pedido é o objetivo missionário da carta aos Romanos.

 2.     para Paulo a oração pelo ministério prevê outro ministério.

a)    Sua ida a Roma seria apenas uma “visita” temporária para conhecê-los e “recrear-se” na sua comunhão.
®   A ida a Roma visa a preparação de sua ida à Espanha.
®   “Recrear-se” é passar um tempo de comunhão, mas preparando-se para ir adiante no ministério.
®   (obs) Como um “furlong” = um tempo de férias simultâneo à divulgação do trabalho como fazem os missionários modernos, preparando-se para o retorno ao campo.

b)    É preciso ter uma visão abrangente da oração.
®   As nossas orações devem expressar não só os nossos pedidos, mas também nossos “sonhos” ministeriais para o futuro.
®   Essa visão ampla da oração inclui necessidades e oportunidades.
®   Muitos que trabalham em campos difíceis precisam ter consciência de sua necessidade lá. Não estamos sem resposta às nossas orações porque trabalhamos num campo difícil ou complicado.

3.     é importante saber que algumas orações de paulo não foram respondidas como ele gostaria.

a)    Dos três pedidos de Paulo apenas o segundo foi respondido como apresentado.
®   Ele levou a oferta aos crentes da Judéia.
®   Mas foi preso em Jerusalém motivada pela ação dos “rebeldes da Judéia”.
®   Ele não conseguiu ir à Espanha.
®   Ele não foi a Roma para um tempo de comunhão com aigreja, mas como prisioneiro do Império Romano.

b)    Saber disso é uma experiência consoladora para nossas orações.
®   Nem todas as orações de Paulo foram respondidas como desejava ou queria (2 Co 12.1-10.
®   As nossas também nem sempre serão.

Perguntas para reflexão:
1.     Como você reage diante de orações não respondidas?
2.     Você já recebeu respostas às suas orações que não esperava?
3.     Diante das dificuldades de sua igreja como você ora por seus líderes cristãos?

4.     Você intercede por quem cria dificuldades à liderança da Igreja?

20 = Oração Pelo Ministério - Romanos 15.14-33 - (I)


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Sem. Adair B. Machado e Presb. Abimael A. Lima.
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20 = Oração Pelo Ministério – Romanos 15.14-33 (1)20/06/2013.
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p. 209 a 216.
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Introdução:
A Bíblia, como revelação divina, não é um quebra cabeça em que todas as peças estão disponíveis à nossa disposição para fins de exame e julgamento. Porém, Deus garante que todas as peças disponíveis são suficientes para que se possa entender o plano todo (Dt 29.29).
Isso se aplica às orações bíblicas, que são maravilhosamente coerentes entre si, mesmo levando-se em conta seus autores diferentes, ainda que não nos revelem tudo sobre como ter e manter intimidade com Deus.
Orar não é como seguir uma receita em que ao colocar-se todos os ingredientes nas suas devidas proporções o bolo sempre sairá como o esperado. As orações que apresentamos a Deus e como ele as responde ou não, nunca será algo formal nem mecânico, mas será fruto de sua graça e da profundidade de sua relação conosco.
O vigor das orações de Paulo se relaciona ao fato de que estão firmemente ancoradas em sua visão do fim, à sua gratidão e ao tema de suas cartas às igrejas.
Nessa oração, ele pede em favor do ministério e de seu ministério pessoal.

1.     Paulo quer que essa oração seja oferecida com seriedade, urgência e persistência.

a)    Um apelo forte – Rogo-vos.
®   Paulo usa a mesma expressão de Romanos 12.1.
®   O apelo é baseado em Cristo e no amor do Espírito Santo. Se o Espírito está trabalhando em nós, como é possível não amar?

b)    A oração é parte da luta espiritual do cristão.
®   “Luta” aqui é um termo genérico, que define a oração como uma atividade cristã que tem oponentes poderosos e por isso demanda muito esforço. Não se refere a lutar com Deus como fez Jacó (Gn 32.22-32), mas contra os principados do mal (Ef 6.12,18).
®   “Luta” também é uma palavra que evoca a disciplina do atleta olímpico que treina com disciplina rigorosa e se esforça para vencer nas competições olímpicas. Samuel Zwemer, missionário pioneiro entre os muçulmanos afirmou certa vez: “A oração é o ginásio de esportes da alma” (p.215).
®   A oração verdadeira inclui um elemento de esforço, disciplina, trabalho, agonia espiritual contra os poderes sombrios das trevas (Cl 4.12b).

c)     A oração é consistente com o conflito espiritual.
®   Nosso conflito é sobrenatural – contra principados celestiais do mal (Ef 6.10). Não estamos nas ruas simplesmente tentando convencer as pessoas intelectualmente a respeito do evangelho e nem tentando impressioná-las como nossos gostos musicais, carismatismo, eloqüência e emocionalismo. Nosso objetivo é ganhar pessoas para Jesus Cristo, a fim de que experimentem realmente um novo nascimento que perdoe seus pecados e os transforme para a glória de Deus.
®   A oração nos ajuda a ficarmos firmes contra as ciladas do diabo e consiste num elemento primordial de nossas vitórias sobre ele (Ef 6.11, 18,21).
®   No ocidente há 3 fatores que tornaram nossa participação da luta espiritual rasa e negligente:
(1) Séculos de influência cristã.
(2) Implacável exposição a superstições e crendices populares.
(3) O secularismo anti-sobrenaturalista.

Aplicação
Nossa luta é profunda, espiritual e sobrenatural, por isso devemos organizar apropriadamente nossas armas e dentre elas a oração fervorosa, urgente e persistente pelo ministério cristão.
  
Perguntas para reflexão:
1.     Nossas orações intercessórias são caracterizadas por zelo, urgência e persistência?
2.     Até que ponto o amor ao evangelho norteia nossas orações?

3.     Quais são nossas dificuldades particulares que agem como empecilho à oração?
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