O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Educar Na Disciplina do Senhor (Efésios 6.1-4)


Educar na Disciplina do Senhor

Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo... E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor (Efésios 6.1,4)

O filho está debaixo da autoridade dos pais e lhe deve obediência. O filho deve ser obediente aos pais porque Deus mandou e porque é justo. Ser pai, segundo os versos 2 e 3 significa ter o direito a ser honrado, portanto ser pai é um privilégio também. E mais, Deus também prometeu abençoar o filho que honrasse a seus pais.
Há dois ensinamentos claros nesse texto sobre como podemos educar nossos filhos na disciplina do Senhor:

I. NÃO PROVOCAR NOSSOS FILHOS À IRA.
Quando é que provocamos nossos filhos à ira?
(1) Exigir mais do que pode fazer.
(2) Brigar com eles na frente dos outros.
(3) Não reconhecer o seu trabalho quando bem feito.
(4) Compará-los com outros, diminuindo-os.
(5) Não deixá-los escolher, mas escolher sempre por eles.
(6) Desconsiderar as suas opiniões.

II. EDUCÁ-LOS NOS PRINCÍPIOS DE DEUS.
a) Ensinar e aplicar a disciplina.
A disciplina é positiva no ensinamento quando nosso filho é nosso discípulo (aluno) dentro de casa e negativa na aplicação de castigos. O ensino acerca do que é certo e do que se espera precisa vir sempre antes e após o castigo para surtir efeito duradouro. Instruir de como fazer certo e cumprir o discipulado da criança evita o castigo.
Para crianças, o método da disciplina negativa é a vara. Contudo a própria Bíblia nos diz como usa-la a fim de que não haja violência, mas apenas disciplina educativa. “Tu a fustigarás com a vara...”. Fustigar é bater com uma vara fina de forma a doer, mas não a machucar. Mesmo assim, a vara só deve ser usada em casos de desobediência deliberada, da rebeldia e da teimosia. Atos de irresponsabilidade e falta de destreza devem ser tratados de outra maneira.

b) Corrigir segundo a verdade e não por capricho.
Admoestar é trazer à memória da criança o que é certo para voltar a praticar o que é correto e abandonar o que é errado. A Admoestação pressupõe a aplicação de ensino prévio. Não se admoesta sem se ter a consciência de como deveria ter sido feito.
As crianças devem aprender assentadas em casa, andando pelo caminho, quando se deitam e quando se levantam (Dt 6.7).
Por isso, devemos ensinar e encorajar nossos filhos a lerem a Bíblia todos os dias. Devemos ensiná-los e encorajá-los a orar sempre. Devemos orar com eles e por eles cotidianamente. Devemos deixar que vejam o nosso exemplo, porque os filhos imitam primeiro os pais. Uma verdade que tem de estar estampada em nossos corações firmemente é: Nossos filhos precisam de Deus porque são pecadores como nós (Sl 51.5).

HOS.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Exposições Bíblicas de Inverno na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-Go (Julho 2011)



Exposições Bíblicas de Inverno na PIPG.
Tema Geral: Sim, Eu Amo Essa Cruz!

Na época do Império Romano a cruz era um instrumento de morte, da pena de morte. Era aplicada somente aos piores criminosos e/ou inimigos do Estado. Quem era visto saindo da cidade carregando uma cruz sabia que o caminho era só de ida.

A morte de cruz era uma morte dolorosa e terrível. Existem relatos de condenados que suportaram até trinta dias pendurados numa cruz antes de finalmente morrerem. Por isso surgiu o costume de quebrar as pernas dos moribundos a fim de apressar a sua morte.

Geralmente os condenados eram crucificados nus a fim de que sua morte fosse, além de dolorosa, ignominiosa (plena de vergonha). carregar a vergonha da cruz era um verdadeiro opróbrio.

Mas a ressurreição de Cristo deu um novo significado à cruz. O instrumento de morte transformou-se no símbolo da salvação e da vida! Sua vergonha se tronou para os cristãos a sua maior glória e alegria. Isso porque nela foi pago o preço do nosso pecado e consumado o nosso perdão.

Por essa razão convidamos a todos para virem conhecer e entender a mensagem da Cruz, pela qual estamos mortos para o mundo e mundo está morto para nós!

Sim, Eu Amo Essa Cruz!

No mês de Julho, em todas as manhãs de domingo às 9 horas.
na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Rua 68, esq. com Rua 71, Centro.
Ou assista pela internet ao vivo pelo site: www.ipb.org.br/tv28.
------------------------

PROGRAMA:

1. 03/07 = Tome a Sua Cruz e Siga-me (Lucas 9).
Seguindo e aprendendo com Cristo diariamente.
Rev. Jonas Cândido.

2. 10/07 = A Palavra da Cruz: Loucura e Sabedoria (I Coríntios 1).
Os desafios contemporâneos à pregação do Evangelho.
Rev. Luciano Pires.

3. 17/07 = Pelo Sangue da Sua Cruz (Colossenses 1).
Justificação e reconciliação. O lugar do perdão na vitória sobre os
nossos pecados.
Rev. Ericson Liberato.

4. 24/07 = O Triunfo da Cruz (Colossenses 2).
A vitória na batalha espiritual na esfera de Satanás.
Rev. Milton Rodrigues Jr.

5. 31/07 = A Alegria da Cruz (Gálatas 6).
A Vida cristã sob a Regra do Espírito.
Rev. Helio O. Silva.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os Frutos do Verdadeiro Arrependimento (2 Coríntios 7.10,11)


Alguns domingos atrás expondo o texto de Lucas 5. 17-26 apresentei à igreja a autoridade de Cristo para perdoar os nossos pecados. Um complemento necessário àquela mensagem é a exigência divina de que para experimentarmos o perdão de Deus, precisamos nos arrepender de nossos pecados. O arrependimento compreende tanto a tristeza pelo pecado cometido como a resolução firme de evitar e vencer o pecado em nós e ainda a fé depositada confiantemente em Cristo para nos purificar de todo pecado e injustiça cometidos (I Jo 1.9).

Se alguém diz que se arrependeu, deve examinar-se a si mesmo, seriamente, por meio dos sete efeitos do arrependimento delineados pelo apóstolo Paulo em 2 Coríntios 7.10 e 11. Os pontos alistados abaixo são um breve resumo adaptado de uma pastoral feita pelo Rev. Thomas Watson, um renomado puritano inglês do século XVII, à sua congregação e ainda válidos para todos nós. O verdadeiro arrependimento produz em nós os seguintes frutos:

1. Cuidado.
Significa recobrar a atenção para esquivar-se de todas as tentações ao pecado. Ficar alerta quanto a presença e a ação do pecado para não cair em suas armadilhas novamente.

2. Defesa.
O fortalecimento necessário para não deixar o pecado se insinuar novamente dentro de nós a fim de manter o tentador longe. Armar-se com o escudo da fé (Ef 6.16).

3. Indignação.
Aquele que se arrepende levanta o seu espírito contra o pecado como seu inimigo mortal. A luta contra o pecado é uma luta violenta (Hb 12.4) como uma guerra (Gl 5.14).

4. Temor.
Um coração sensível é sempre um coração que teme. O arrependido sentiu a amargura do pecado. Quem pede perdão a Deus sinceramente teme se aproximar novamente do pecado, porque o pecado nos rouba o favor de Deus, que é melhor do que a vida. A alma arrependida teme que, depois de amolecido o seu coração, as águas do arrependimento sejam congeladas, e ela seja endurecida no pecado novamente. "Feliz o homem constante no temor de Deus" (Pv 28.14). “Uma pessoa que se arrependeu teme e não peca; uma pessoa que não tem a graça de Deus peca e não teme” (Thomas Watson).

5. Desejo intenso.
Assim como o bom tempero estimula o apetite, assim também as ervas amargas do arrependimento estimulam o desejo de consagração. O que o arrependido deseja? Ele deseja mais poder contra o pecado e plena libertação deste.

6. Zelo.
O verdadeiro desejo de consagração se manifesta em esforço zeloso. O zelo faz o crente arrependido persistir na tristeza santa mesmo diante de todos os desencorajamentos e oposições. O zelo desprende o crente de si mesmo e leva-o a buscar a glória de Deus. O zelo não é delírio religioso. O zelo causa fervor na vida espiritual, que é como fogo para o sacrifício (Rm 12.11). O zelo é um estímulo para o dever, assim como o temor é um freio para o pecado.

7. Vindita.
Um crente verdadeiramente arrependido persegue os seus pecados com resolução santa. Busca a morte dos pecados (Cl 3.5,6). O crente arrependido não retira os seus pecados da cruz (Gl 5.24). Um verdadeiro filho de Deus busca a ruína daqueles pecados que mais desonram a Deus. Com o pecado, Davi contaminou o seu leito; depois, pelo arrependimento, ele inundou seu leito com lágrimas. Os israelitas pecaram pela idolatria e, posteriormente, viram como desgraça os seus ídolos (Is 30.22). Com o mesmo sentimento, os mágicos quando se arrependeram, trouxeram seus livros e, por vindita, queimaram-nos (At 19.19).

Estes são os benditos frutos e resultados do arrependimento. Se os acharmos em nossa alma, chegamos àquele arrependimento que Deus usará para produzir em nós mesmos a restauração da vitalidade de nossa fé cristã (2 Co 7.10).
Com amor, Pr. Hélio.

--------------------------
Boletim da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia. Ano XXII nº 26. 26/06/2011.

sábado, 18 de junho de 2011

Aula 16 = Punição e Disciplina do Pecado


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Classe de Doutrina II – Quem é o Homem Par Que Dele Te Lembres?
Professores: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Baltazar M. Morais Jr.
----------------------------------------------------------------------------------
Aula 15= A PUNIÇÃO E A DICIPLINA DO PECADO. (19/06/2011).
------------------------------------------------------------------------------------


O pecado é tanto uma transgressão da lei de Deus como também um ato de rebeldia contra Deus, pois viola a sua justiça e afronta a sua santidade (Sl 97.2 e I Pe 1.16).

O Castigo Efetivo do Pecado de Adão .
A penalidade com a qual Deus ameaçou o homem no paraíso foi a pena de morte. A morte que aqui se tem em mente não é a morte do corpo simplesmente, mas a ttal separação do homem da comunhão com Deus. Morrer não é deixar de existir, ser aniquilado, mas ser privado de estar com Deus e viver com ele em comunhão eterna. Essa foi pena executada efetivamente no dia em que o homem pecou, embora a sua plena execução tenha sido suspensa temporariamente pela graça de Deus.

A morte física não foi apenas o resultado natural da constituição física do homem, mas a Bíblia afirma a como parte da penalidade imposta a Adão, e que a morte entrou no mundo por meio do pecado (Rm 5.12), e que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). A penalidade do pecado certamente inclui a morte física, mas vai muito além disso, incluindo:
1. MORTE ESPIRITUAL.
O estado e a condição pecaminosos em que o homem nasce, por natureza fazem parte da penalidade do pecado, pois somos “por natureza filhos da ira” (Ef 2.3). O pecado separa o homem de Deus, e isso quer dizer morte, pois é só na comunhão com o Deus vivo que o homem pode viver de verdade. No estado de morte, que resultou da entrada do pecado no mundo, levamos o fardo da culpa do pecado, culpa que só pode ser removida pela obra redentora de Jesus Cristo. Portanto, estamos obrigados a padecer os sofrimentos resultantes da transgressão da lei. A morte espiritual significa, não somente culpa, mas também corrupção. O pecado é sempre uma influência corruptora na vida de todos os homens e mulheres, e isso já é parte da nossa morte.
Por natureza somos injustos e impuros aos olhos de Deus. Esta impureza se manifesta em nossos pensamentos, palavras, sentimentos e até mesmo em nossas orações. É sempre ativa dentro de nós, agindo como uma fonte envenenada poluindo as correntes da vida. E se não fosse a influencia restringente da graça comum de Deus, tornaria a vida social inteiramente impossível.

2. OS SOFRIMENTOS DA VIDA.
Os sofrimentos da vida, que resultam da entrada do pecado no mundo, também estão incluídos na penalidade do pecado. O pecado produziu distúrbios em todos os aspectos da vida do homem. Sua vida física caiu presa de fraquezas e doenças, que redundam em desconfortos e, muitas vezes, em penosas agonias; e sua vida mental ficou sujeita a perturbações angustiantes, que muitas vezes o privam da alegria de viver, desqualificam-no para o seu labor diário e, por vezes, destroem por completo o seu equilíbrio mental. Sua própria alma veio a ser um campo de batalha de pensamentos, paixões e desejos conflitantes. A vontade se recusa a seguir o julgamento do intelecto, e as paixões se rebelam ao controle de uma vontade inteligente.

“Desarmonia” é a palavra que define a experiência do estado de dissolução que freqüentemente leva consigo muitos sofrimentos. A queda do homem no pecado levou consigo o equilíbrio de toda a criação, que ficou sujeita à vaidade e à escravidão da corrupção (terremotos, ciclones, tornados, erupções vulcânicas e inundações) [Rm 8.19-23]. Isso não quer dizer que todas as catástrofes são punições imediatas de Deus contra pecados dos envolvidos nelas, mas que os desequilíbrios na criação são fruto da maldição imputada por Deus à terra por causa do pecado de Adão.
Devemos ter sempre em mente que há uma responsabilidade coletiva, e que sempre há motivos suficientes para Deus visitar cidades, regiões ou países com calamidades medonhas. Jesus disse quando insinuaram que certos galileus morreram porque deviam ter cometido grandes pecados: “Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Ou cuidais que aqueles dezoito, sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou, eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13.2-5).

3. MORTE FÍSICA.
A separação de corpo e alma também faz parte da penalidade do pecado. O Senhor tinha isto em mente quando disse a Adão: “tu és pó e ao pó tornarás”. Gn 3.19 (confira: Rm 5.12-21 e 1 Co 15.12-23). O salário do pecado é a morte (Rm 6.23). Embora Adão tivesse sido criado mortal, se não pecasse não conheceria a morte, porqe possuia vida humana perfeita. A morte só foi incluida na sua experiência em decorrência de sua desobediência e fracasso diante da prova requerida por Deus como parte da aliança das obras. A morte veio realmente como salário do pecado. A morte não é uma coisa natural, e o homem a teme e experimenta como uma separação antinatural de coisas que se pertencem mutuamente: O Criador e sua criatura.

4. MORTE ETERNA.
É o clímax e a consumação da morte espiritual. As restrições do presente desaparecem, e a corrupção do pecado tem a sua obra completa. O peso total da ira de Deus desce sobre os condenados, e isto significa morte no sentido mais terrível da palavra (Jo 3.18-20,36). A condenação eterna deles é levada corresponde ao estado interno das suas almas ímpias (Rm 1.24,26,28). Deus os condenará definitivamente a angustias de consciência e sofrimentos físicos (Ap 14.11).
O estudo das penas eternas como castigo sobre o pecado faz parte da escatologia, onde se trata dos últimos acontecimentos da história humana na terra e da aplicação final do juízo reto de Deus.

A Diferença Entre Disciplina e Condenação do Pecado nas Escrituras.
A punição é a penalidade natural e necessária requerida do pecador por causa do seu pecado. O pecado é tratado nas escrituras como um débito para com a justiça essencial de Deus. As punições do pecado devem ser vistas por dois ângulos. (1) Interno: Como o pecado causa separação entre Deus e o homem, este leva consigo culpa e corrupção, que enche o seu coração de medo e de vergonha. (2) Externo: O homem sofre e participa das consequências da maldição da terra por sua causa, como toda sorte de calamidades nesta existência e o castigo do Inferno no futuro.

a) VINDICAÇÃO DA RETIDÃO OU JUSTIÇA DIVINA.
“Se a justiça é um atributo de Deus, então o pecado tem que receber o que lhe é devido, que é a punição” (Turretim). A lei requer que o pecado seja punido por causa do seu demérito inerente, independente de quaisquer outras considerações. A justiça exige a punição do transgressor. A santidade de Deus reage necessariamente contra o pecado, e esta reação se manifesta na punição do pecado, porque ele é o reto juiz (Dt 32.4; Jó 34.10, 11; Sl 119.137; Jr 9.24; 1 Pe 1.17).

Todavia há uma diferença entre a punição eterna do pecado e a disciplina PRESENTE dos pecadores:
b) CORRIGIR O PECADOR.
A penalidade do pecado não parte do amor e misericórdia do legislador, mas, sim, da Sua justiça, porque único salário do pecado é a morte (Rm 6.23). A Bíblia nos ensina, por um lado, que Deus ama e castiga o Seu povo (Jó 5.17; Sl 6.1; 94.12; 118.18; Pv 3.11; Is 26.16; Hb 12.5-8; Ap 3.19) e por outro lado, que Ele aborrece e pune os que praticam o mal (Sl 5.5; 7.11; Na 1.2; Rm 12.5, 6; 2 Ts 1.6; Hb 10.26, 27).

c) DISSUADIR OS HOMENS DA PRÁTICA DO PECADO.
O pecador sempre é punido por seu pecado, e acidentalmente isto pode ser para benefício da sociedade. A punição invariavelmente leva o pecador a olhar retrospectivamente e a confessar, com o coração contrito, os pecados passados (Gn 42.21; Nm 21.7; 1 Sm 15.24, 25; 2 Sm 12. 13; 24.10; Ed 9.6, 10, 13; Ne 9.33-35; Jó 7.21; Sl 51.1-4; Jr 3.25). A punição do pecado é totalmente retrospectiva em seu objetivo primordial, conquanto a imposição da pena possa ter conseqüências benéficas para o indivíduo e para a sociedade.

Aplicaçõs:
O que acontece quando um cristão peca?
1. Nossa posição legal diante de Deus permanece inalterada (Rm 8.1).

2. Nossa comunhão com Deus é interrompida e nossa vida vida cristã se prejudica. Entristecemos o Espírito de Deus que habita em nós (Ef 4.30); Causamos ciúmes no Espírito Santo que pasa a agir disciplinarmente contra nós (Tg 4). Deus nos disciplina (Hb 12.4ss; Ap 3.19); a batalha espiritual se intensifica em nossa alma (I Pe 2.11).

3. Uma alerta: O perigo de ser “evangélico” sem ser convertido.
I Jo 1.6,8 e 10 nos alertam quanto ao auto-engano de se viver uma vida cristã de aparência externa, mas não tratar de forma correta com o pecado. Nos três casos o veredito divino é que os seus praticantes não conhecem a Deus.

-------------------
Bibliografia: Louis Bekhoff, Teologia Sistemática, ECC, p. 251-257. L. Morris. “Castigo, Castigo Eterno”. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, vol. 1, Vida Nova, p.243-245. / Wayne Gruden. Teologia Sistemática, Vida Nova, p.420,421.

sábado, 11 de junho de 2011

Aula 15 = A Universalidade do Pecado - Imputação


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Classe de Doutrina II – Quem é o Homem Par Que Dele Te Lembres?
Professores: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Baltazar M. Morais Jr.
------------------------------------------------------------------------------------
Aula 15= A UNIVERSALIDADE DO PECADO – IMPUTAÇÃO. (12/06/2011).
------------------------------------------------------------------------------------

1. A HISTÓRIA DAS RELIGIÕES E DA FILOSOFIA atesta da universalidade do pecado. A pergunta de Jó, “Como seria justo o homem perante Deus?” (Jó 25.4) tem caráter universal. Tanto as religiões pagãs como a filosofia grega antiga atestam uma consciência universal do pecado, e a necessidade de reconciliação com o Ser Supremo. Todos foram constrangidos a admitir a sua universalidade, mesmo não sendo capazes de explicá-lo apropriadamente. O otimismo superficial do século XVIII, que proclamava a inerente bondade do homem, nunca se demonstrou verdadeiro na prática, pois o homem continua praticando os mesmos pecados dos séculos passados!

2. A BÍBLIA ENSINA CLARAMENTE a pecaminosidade universal do homem (1 Rs 8.46; Sl 143.2; Pv 20.9; Ec 7.20; Rm 3.1-12, 19, 20, 23; Gl 3.22; Tg 3.2; 1 Jo 1.8, 10).

Várias passagens da Escritura ensinam que o pecado é herança do homem desde o seu nascimento e, portanto, está presente na natureza humana tão cedo que não há possibilidade de ser considerado como resultado de imitação (Sl 51.5; Jó 14.4; Jo 3.6). Em Efésios 2.3 diz Paulo que os efésios eram “por natureza” filhos da ira, como também os demais” indicando uma coisa inata e original, em distinção daquilo que é adquirido. Então, o pecado é uma coisa original, da qual participam todos os homens e que os faz culpados diante de Deus. Além disso, de acordo com a Escritura, a morte sobrevém mesmo aos que nunca exerceram uma escolha pessoal e consciente (Rm 5.12-14). Esta passagem implica que o pecado existe no caso de crianças, antes de possuírem discernimento moral. Desde que sucede que as crianças morrem e, portanto, o efeito do pecado está presente na situação delas, é simplesmente natural supor que a causa também está presente.

Finalmente, a Escritura ensina também que todos os homens se acham sob condenação e, portanto, necessitam da redenção que há em Cristo Jesus. Nunca se declara que as crianças constituem exceção a essa regra (Veja as passagens citadas acima e também Jo 3.3, 5; 1 Jo 5. 12). Não contradizem isto as passagens que atribuem certa justiça ao homem, como Mt 9.12, 13; At 10.35; Rm 2.14; Fp 3.6; 1 Co 1.30, pois esta pode ser a justiça civil, cerimonial ou pactual, a justiça da lei ou a justiça que há em Cristo Jesus.

A DOUTRINA DA ALIANÇA DAS OBRAS.
Adão tinha uma dupla relação com os seus descendentes: Chefe natural da humanidade e chefe representativo de toda a raça humana na aliança das obras.
(1) A relação natural. Em sua relação natural, Adão foi o pai de toda a humanidade. Quando foi criado por Deus, embora tivesse vida humana perfeita, seu estado diante de Deus estava sujeito a mudança, ele poderia cair no pecado.
(2) A relação pactual. Era composta de vários elementos positivos:

(a) Um elemento de representação. Deus ordenou que nessa relação pactual (aliança) Adão seria o representante de todos os seus descendentes. Conseqüentemente, ele foi o chefe da raça, não somente num sentido paterno, mas também num sentido pactual (federal).

(b) Um elemento de prova. Enquanto que, sem essa aliança, Adão e os seus descendentes estariam num continuado estado de prova, em constante risco de pecar, a aliança garantiu que a perseverança persistente por um período fixo de tempo, seria recompensada com o estabelecimento do homem num permanente estado de santidade, bem-aventurança e comunhão imperdível com Deus (vida eterna).

(c) Um elemento de recompensa ou punição. Segundo os termos da aliança, se permanecesse fiel e obediente durante o tempo de prova, obteria legítimos direitos à vida eterna. E não somente ele, mas também todos os seus descendentes participariam dessa bênção. Portanto, em sua operação normal, as disposições pactuais seriam de incalculável benefício para a humanidade. Mas havia a possibilidade de que o homem desobedecesse, e, nesse caso, os resultados seriam correspondentemente desastrosos. A transgressão do mandamento incluso na aliança redundaria em morte. Adão escolheu desobecer, corrompeu-se pelo pecado, tornou-se culpado aos olhos de Deus e, como transgressor (pecador), sujeito à sentença de morte. E porque ele era o representante pactual (federal, chefe da aliança) da raça, sua desobediência afetou todos os seus descendentes.

Em sua reta justiça, Deus imputa a culpa do primeiro pecado, cometido pelo chefe da aliança, a todos quantos se relacionam federalmente com ele. E, como resultado, herdam desde o nascimento uma condição corrompida e pecaminosa, e essa corrupção inerente envolve culpa também. Esta doutrina explica porque somente o primeiro pecado de Adão é-nos imputado, e não os seus pecados subseqüentes, nem os dos nossos outros antepassados. Também salvaguarda a impecabilidade de Jesus, pois Ele não era uma pessoa humana, mas divina; e, portanto, não fazia parte da aliança das obras, mas da graça, da qual é nosso cabeça representante. Lembremo-nos de que Cristo é uma pessoa divina com uma natureza humana e outra divina. Como a base de seu relacionamento pactual com Deus não é a aliança das obras, Deus não imputou a culpa de adão sobre a sua natureza humana.

Mas, O Que é Imputação? Como Acontece a Transmissão do Pecado?
Na linguagem bíblica e teológica, imputar pecado significa “colocar sobre”, “creditar de forma legal na conta de alguém” a culpa do pecado e também o perdão mediante a graça. E, por culpa, não se quer dizer o crime em si, nem a sua contaminação moral, mas a obrigação judicial para satisfazer a justiça. Por conseguinte, o mal conseqüente da imputação não é uma imposição arbitrária; não é meramente uma desgraça ou calamidade; nem um castigo no sentido próprio da palavra, mas uma punição. Quando o pecado é imputado a alguém, esse alguém paga a penalidade do pecado, a dívida com a justiça sobre uma base legal.

Para que se entenda o conceito de imputação do pecado de Adão sobre a humanidade (nós), é necessário que se entenda primeiro a imputação de nossos pecados a Cristo. Tanto a imputação do pecado de Adão a nós como de nossos pecados a Cristo, e o da justiça de Cristo a nós, são da mesma natureza (Rm 5.15-21; I Co 15.21,22). Um caso ilustra o outro. Quando dizemos que os nossos pecados foram imputados a Cristo, ou que Ele levou sobre Si os nossos pecados, não quer dizer que Ele realmente cometeu os nossos pecados ou que foi moralmente incriminado por causa deles. Ele simplesmente assumiu o nosso lugar (agindo substitutivamente, vicariamente) tomando a nossa maldição sobre Si.

De igual modo, a justiça de Cristo é imputada aos crentes, não querendo dizer que eles realizam aquela justiça, ou que eles foram agentes realizadores dos atos de Cristo na obediência à lei; nem que o mérito da justiça de Cristo foi mérito deles; nem que isto constitua o caráter moral deles; mas simplesmente significa que a justiça de Cristo, agindo graciosamente com os planos divinos, para o benefício do Seu povo, em nome deles, como representante deles, foi atribuída por Deus aos pecadores.

Conclusão:
a) O foco da imputação visa a aplicação da graça antes que a do pecado.
b) Cristo, mais que Adão é o ponto de partida da imputação (2 Co 5.21).
c) A imputação não é uma explicação para o pecado, mas para o seu julgamento (Rm 6.23).
d) A imputação enfatiza a natureza coletiva e solidária do pecado na humanidade sem anular a culpa dos pecados pessoais.
e) A imputação da justiça é arbitrária (um ato livre e imerecido de Deus), mas a imputação da culpa é apropriada, recebida por herança.
f) Por ser forense, a imputação não precisa ter base objetiva na vida da pessoa (2 Co 5.21). A humanidade não foi apenas declarada culpada, ela tem colocado em prática a sua culpa. Cristo não foi apenas declarado nosso representante, ele ofereceu sacrifício expiatório por nós morrendo numa cruz.

-------------------
Bibliografia: Louis Bekhoff, Teologia Sistemática, ECC, p. 223-230. R. K. Johnston. “Imputação”. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, vol. 3, Vida Nova, p.324-325.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O FIM DA AMIZADE!


O FIM DA AMIZADE

A confusão sexual de nosso tempo corrompeu a amizade entre homens e também entre as mulheres. Depois do filme O Segredo de Brokebeck Mountain, exibido em 2006 e ganhador de três Oscars relatando um romance homossexual entre dois rapazes escondido em “viagens para pescar nas quais não há pescaria”. Para os autores do filme o romance homossexual é ago a ser admirado e celebrado como algo não só aceitável como também desejável.

Na verdade, o que fica explícito é o colapso da ordem sexual levando à morte, antes que tudo, a amizade entre pessoas do mesmo sexo. Depois da exibição de Brokebeck Mountain, abraços e beijos entre pessoas do mesmo sexo tornaram-se a insinuação mais cabal de um relacionamento amoroso homossexual e não mais a expressão pura e simples de uma amizade profunda e respeitosa.

Diante disso, expressões como a de Davi quando soube da morte de Jônatas são interpretadas por homossexuais como a maior prova do relacionamento homossexual entre ambos: “Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres” (2 Sm 1.26). Usando o mesmo critério, o amor de Jacó por seu filho Benjamim seria a mais pura manifestação de pedofilia na Bíblia, visto que a alma de Jacó estava ligada à de seu filho (Gn 44.30) da mesma forma que a alma de Davi estava ligada à de Jônatas (1 Sm 18. 1-3). O mesmo se aplica ao amor fraternal nas igrejas (Fp 2.2). Fica claro nas Escrituras que amar alguém como à própria alma é algo possível para amigos do mesmo sexo sem que com isso seja dada uma conotação sexual (Dt 13.6).

Quando palavras como amor, amigo, macho, fêmea e companheiro são transformadas para servirem a um novo contexto sexual, aquilo que era entendido como puro e imaculado fica sujeito a escárnio e desrespeito. Essa mudança lingüística não é acidental, mas uma tentativa deliberada de corrupção da linguagem a fim de normalizar uma prática antes reprovada socialmente. Depois de Brokebeck Mountain, qualquer rapaz ou moça, seja na telinha ou na vida real, que colocar seu braço ao redor da cintura de seu amigo ou amiga; ou se alguém embalar a cabeça de seu amigo ou amiga entristecidos serão tomados como suspeitos de nutrirem por essa pessoa um amor homossexual.

O movimento homossexual moderno é uma conseqüência inevitável de mais de quarenta anos de promiscuidade heterossexual dentro das famílias modernas somada a uma infinidade de tolices feministas. Esses três fatores somados corromperam o significado da amizade altruísta e desinteressada entre pessoas do mesmo sexo, de tal modo que esta está prestes a ser sepultada. O que fechará o seu caixão?
Ainda que algum jovem, rapaz ou moça, tente ignorar essa corrupção da amizade, será logo lembrado pelos olhares maliciosos e os comentários a boca pequena de seus colegas que isso não é mais possível. Não havendo amizade verdadeira entre pessoas do mesmo sexo, o que resta é a promiscuidade sexual; homossexual ou até mesmo heterossexual, na tentativa machista de se provar que não é homossexual.

O que devemos fazer?
(1) Recuperar o equilíbrio familiar por meio do cultivo saudável de bons relacionamentos entre maridos e esposas, pais e filhos.

(2) Viver a nossa sexualidade de forma descomplicada e clara, direcionando nossos filhos pelo ensino e pelo exemplo, mas também cuidando de nossa integridade pessoal não cultivando fantasmas dentro do guarda-roupa, mas conversando sobre tudo com nossos pais e com nossos filhos usando a Bíblia como guia.

(3) Não se deixando levar pela maré das mudanças culturais e lingüísticas, pois embora os nomes sejam novos, os pecados são os mesmos e sua conseqüência é a mesma: A morte.

(4) E por último: Toda a nossa vida é vivida na presença de Deus e quando comparecermos diante dele, ele nos chamará para perto de si como fez com Adão. Se não nos arrependermos de nossos pecados agora fugiremos dele outra vez, envergonhados de sua vinda; mas se nos arrependermos agora, entraremos com ele para o descanso eterno (1 Jo 3.28,29).

Leia mais em: Desejo e Engano. Albert Mohler, Ed. Fiel,S. Paulo:2009
Com amor, Pr. Hélio de Oliveira Silva
------------------
Publicada no Boletim dominical da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO. Ano XXII nº 24 em 12/06/2011.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Invoca-me! (Jeremias 33.3) = 30/06/2006.


Invoca-me é uma exortação.
Somos uma geração que desaprendeu a orar. Oração para nós é aquela reunião chata da Igreja onde se canta muito pouco e só se fala de coisas tristes e de problemas.

Por que desaprendemos a orar? Deixamos de orar porque estamos muito envolvidos na vida secular, escolhendo “a noite” e não a Igreja (Sl 84.10). Deixamos de orar porque achamos que isso não produzirá resultado nenhum na luta para vencer a miséria visível de muitos. Deixamos de orar porque para muitos de nós orar é fazer nada. Deixamos de orar porque orar é pura tradição morta, que não combina com a nossa prática liberal do evangelho. Deixamos de orar porque nos tornamos pessoas “espirituais” sem vida piedosa, ou seja, estamos nos tornando crentes barulhentos e ufanistas sem ter uma vida devocional própria, privada e intima com Deus.

Você não ora porque não lê a Bíblia e não lê a Bíblia porque não separa tempo para orar a sós com Deus. Você não ora porque ser cheio do Espírito significará dizer não a uma vida noturna ativa e muitas vezes mundana. Você não ora porque basta a aparência da fé hipócrita, não os embaraços de seu conteúdo e prática. Para muitos de nós os resultados são mais importantes do que os conteúdos. É melhor assistir a uma partida de futebol no estádio lotado a ter que participar de uma reunião de oração.

Mas Deus nos exorta a orar: Porque quem ora experimenta a presença de Deus. Porque quem ora cresce como pessoa humana. Porque quem ora amadurece na sua fé cristã. Não existe maturidade na fé sem a oração.

Anunciar-te-ei é uma promessa.
Deus não somente responde à oração, como também revela seus projetos, nos quais deseja a nossa participação. As coisas grandes e ocultas são aquilo que estão além do alcance da compreensão humana normal. Quem perseverar na oração vai participar das realizações de Deus no nosso meio, no nosso tempo!. Por quê? Porque Ele faz muito mais do que tudo o que pedimos ou pensamos em pedir (Ef 3.20).

Quem ora alimenta a sua fé. É na nossa perseverança que triunfamos. Por isso não desista de sonhar, mas aprenda a sonhar para Deus e não só para si mesmo. Aprenda a andar com Deus;
(1) buscando o seu reino em primeiro lugar (Mt 6.33);
(2) Construindo o presente à luz do futuro que Deus nos reservou na ressurreição ou no arrebatamento;
(3) andando no Espírito (Gl 5.16; Ef 5.18-21);
(4) deixando-se habitar ricamente pela palavra de Cristo (Cl 3.17). Quem ama a palavra e a guarda, será amado por Deus e visitado por Ele em amor (Jo 14.21).
Queridos irmãos, participem das reuniões de oração!
Com amor, Pr Hélio.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...