O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Gaditas Cara de Leão! (1 Crônicas 12.8-15)


Gaditas Cara de Leão! (1 Crônicas 12.8-15)

Como será 2016? Eu não sei; mas sei que teremos de vencer obstáculos e ultrapassar barreiras sérias e difíceis na família, no trabalho e na igreja. A melhor maneira de enfrentá-los é fazermos juntos, e do lado certo!

Desde que Saul, movido por inveja (1 Sm 18.9 NVI) havia decidido perseguir a Davi, Israel caiu na confusão e no desgoverno. Esse grupo de gaditas resolveu deixar a liderança de Saul e passar para o exército de Davi e renovar as esperanças de uma vida melhor dentro da aliança com Deus. Eles eram fortes e destemidos; eram corajosos e perseverantes; eram habilidosos e bem equipados para as batalhas; Chama-nos a atenção o cronista descrevê-los como homens com cara de leão.

Por que razões passaram a Davi?

1. Eles vieram porque entenderam ser essa a vontade de Deus(v.18). Quem é de Deus busca andar com Deus! A vontade de Deus muitas vezes nos assusta, e não poucas vezes coloca em desespero nossos pecados mais íntimos. Por que? Porque ela é soberana e governa; ela é decretiva e não volta atrás e ela é santa e não tem compromisso nenhum com o pecado. A única forma de agradarmos a Deus é adorá-lo e servi-lo na beleza da sua santidade (Sl 27.4; 29.2; 96.9).

Então temos que tomar posição; e isso significará renúncias e sacrifícios necessários. Mas o resultado sempre será melhor do que ficarmos onde estamos e como estamos. Os gaditas resolveram que aquele era o momento da mudança e partiram para o lado de Davi!

2. Eles vieram para manter e viver em unidade. A unidade de Israel não era apenas uma questão política e de sobrevivência; era a própria vontade de Deus. A distribuição das tribos com a tribo de Levi espalhada entre eles era uma forma de manter e nutrir a unidade. Não valia a pena gastar dons e habilidades a serviço do governo irresponsável e desagregador de Saul; por outro lado, Deus abençoava a Davi.Quem quer o melhor para o país sabe que não pode confiar na liderança que só pensa em si mesma e na manutenção caprichosa de suas vontades e cobiças!

3. Eles vieram para somar e ajudar. Os livros das Crônicas falam da centralidade da aliança na vida cristã. Todas as narrativas são organizadas em torno do tema da fidelidade ou infidelidade à aliança. Ajudamos e somamos com aqueles que, como nós, foram atraídos para dentro da aliança por meio do evangelho. Não tem sentido mudar de lado e não contribuir com nada, assim como não tem sentido deixar como esta para ver como é que fica!

Se quisermos apenas receber e presenciar os acontecimentos para aplaudir ou para criticar não entendemos o espírito da coisa. Mas, se pelo contrário, formos engajados e trabalhadores operantes, veremos a ajuda de Deus acima e através da nossa ajuda. Somos cooperadores co-responsáveis pela vida da igreja e do país. É preciso tomar decisão; deixar para trás o que nos atrasa e atrapalha a caminhar com Deus e assim atravessar o Jordão, ainda que seja na cheia! Em 2016, sejamos gaditas, mostremos nossa cara de leão!

Com amor, Pr. Helio.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

José Manoel da Conceição - O Padre Protestante



José Manuel da Conceição: O Padre Protestante.
Rev. Helio de Oliveira Silva, STM[i]

Nascido em São Paulo, seis meses antes da Independência do Brasil (11/03/1822). Filho do português Manoel da Costa Santos e Cândida Flora de Oliveira Mascarenhas, neta de açoreanos vindos para o Brasil por volta de 1750.[ii]
José Manoel da Conceição mudou-se para Sorocaba em 1824 e foi educado pelo tio, o padre José Francisco de Mendonça. Começou a ler a Bíblia aos 18 anos. Alguns anos depois, fez amizade com uma família inglesa e várias famílias alemãs, todas protestantes, e ficou impressionado com a vida religiosa deles.
Naturalmente devoto, abraçou a carreira sacerdotal, tendo sido ordenado padre aos 22 anos, diácono em 29/09/1844 e presbítero em 29/06/1845.[iii] Exerceu o sacerdócio de 1844 a 1864, sempre na Província de São Paulo: Monte Mor, Piracicaba, Santa Bárbara, Taubaté, Sorocaba, Limeira, Ubatuba e Brotas. Os paroquianos gostavam muito dele. Por seu apego à Bíblia e por sua simpatia aos protestantes, em Limeira ganhou o curioso apelido de "O Padre Protestante". Em função de sua pregação, o bispo o remove de uma paróquia para outra tentando fazer com que tivesse pouca influência sobre os paroquianos.
Em outubro de 1863, o casal Blackford mudou-se para São Paulo, visitando os lugares por onde Francis Schineider havia ministrado. Foi nessa viagem que encontrou o padre católico, José Manoel da Conceição pela primeira vez. O rev. Alexandre L. Blackford o descreveu da seguinte forma: “Com cerca de 40 anos de idade, corpulento, bem feito e gordo, com semblante que revela bondade. Inteligência viva, cultivado, e com as maneiras de um perfeito cavalheiro”.[iv] Quando visitou Blackford pela primeira vez, 6 meses depois, Elizabeth lhe dirigiu a palavra sem qualquer cerimônia convidando-o a deixar o catolicismo e tornar-se protestante.[v]
Deixou o sacerdócio católico em 28 de setembro de 1864 atraído pela simplicidade do evangelho e pela Reforma Religiosa do Século XVI. Ao receber sua sentença de excomunhão escreveu o que se tornou uma das estacas da reforma evangélica no Brasil; completa separação da igreja Romana:

Por que não trabalhou pela reforma, sem deixar a Igreja Romana?... Quando um edifício em desmoronamento ameaça completa ruína, é impossível continuar a residir nele, mas sai-se dele, ao menos até que seja reconstruído sobre bases firmes, sob pena de ficar com ele sepultado... Do sentir a necessidade de uma reforma ao tornar-se o reformador mesmo, a diferença é a que vai do possível ao impossível. Sentir a necessidade da reforma, e por conseqüência fugir à ruína iminente, eis a parte do homem, que compara o Evangelho com a prática e os dogmas da Igreja Romana; porém, o efetuar eu a reforma, ficando no seio da Igreja, não cabia no possível.[vi]

Em Outubro de 1864, José Manoel da Conceição, viajou juntamente com o Rev. Blackford indo de São Paulo ao Rio, a fim de tornar-se membro da igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, sendo batizado por Blackford em 23/10/1864.
Antes de ser ordenado pastor evangélico em dezembro de 1865, Conceição dedicou-se à evangelização de seus amigos paroquianos em Brotas, interior de São Paulo. Graças ao seu testemunho e à sua pregação, os missionários pioneiros organizaram em Brotas a terceira Igreja Presbiteriana brasileira (13/11/1865). Segundo Richard Sturz, enquanto no Rio e em São Paulo, o trabalho crescia lentamente, em Brotas o presbiterianismo sacudia vilas, sítios e fazendas com conversões de famílias inteiras.[vii]
Sua ordenação aconteceu no domingo dia 17/12/1865,[viii] pelas mãos de Simonton, Blackford e Schneider. Conceição pregou pela manhã um sermão sobre Lucas 4.18-19 e foi ordenado à tarde. Sua sentença de excomunhão do catolicismo foi publicada em 29/12/1866. Ela foi publicada pelo Jornal Correio Paulistano[ix] em abril do ano seguinte e no mês seguinte publicou a resposta de Conceição: Sentença de Excomunhão e Sua Resposta, considerada a primeira obra apologética do protestantismo brasileiro.
A conversão de Conceição mudou por completo o quadro e o avanço da obra missionária protestante no Brasil. Blackford disse sobre ele:

Ele tem pregado várias vezes de modo bastante aceitável. Seus sermões são ricos da mais pura verdade do evangelho e revelam a profundidade do poder do pensamento e um conhecimento dos processos do coração humano que são muito agradáveis e encorajadores. Ele agora anda pela cidade sozinho sem hesitações e visita seus amigos. Escreve, traduz, corrige, transcreve e lê provas para a imprensa.
Está agora estudando um pouco de inglês e eu estou aprendendo português com ele, em comunicação diária. Ele é dócil como uma criança, naturalmente alegre e uma companhia das mais agradáveis. Se for dado a Deus conservar-lhe a vida e a saúde, não poderíamos ter encontrado um colaborador mais valioso. Seus talentos, superior caráter e ampla cultura podem, no curso de poucos anos, servir como a mais efetiva influência para a evangelização deste país.[x]

A dedicação dele a Jesus Cristo era muito grande, e o seu ministério itinerante era muito bem sucedido. Ele ardia de paixão pelas almas perdidas e pelos excluídos. Conceição tinha um temperamento muito especial. Não era capaz de ficar parado atrás de uma mesa, de gastar tempo com a organização eclesiástica, nem de assumir um pastorado fixo. Não se sentia atraído pelos grandes centros urbanos nem por pessoas bem vestidas. Era um incorrigível pregador de vila em vila. Hospedava-se em qualquer lugar e não se aproveitava de ninguém. Pregava, e desaparecia sem mais nem menos. Às vezes, deixava um bilhetinho, agradecendo a hospedagem ou dizendo que tinha ido embora. Nunca tinha um itinerário antecipadamente traçado. Viajava a pé distâncias enormes, às vezes de uma província para outra. Comia pouco e se contentava com qualquer comida. Sofria pressões do clero católico. Não poucas vezes fora expulso de uma vila, ameaçado de morte, chamado de apóstata, anticristo e até de pastor louco.
Conceição era um homem muito culto ao mesmo tempo dotado de uma simplicidade cativante. Sabia comunicar-se com os estrangeiros em suas próprias línguas, traduzia livros do inglês, do francês e do alemão, e tinha noções de medicina. Chegava a se vestir mal, roupa surrada demais. A herança que recebeu da família foi toda distribuída com obras de beneficência. Preocupava-se demais com os outros e muito pouco consigo mesmo. Embora desimpedido do voto do celibato por ter se desligado de Roma, o Padre José, como era chamado, nunca se casou, e sua pureza de vida sempre estava fora do alcance de qualquer maledicência. Não era servil aos missionários americanos, não obstante ser o único obreiro nacional no meio deles. Por causa de sua experiência na Igreja Católica, não escondia seus temores de uma igreja excessivamente organizada. Realizava um ministério diferente dos missionários, e o seu trabalho era o que crescia mais.
Visitou os EUA em 1867, empolgando muitos jovens pastores e seminaristas a quererem vir para o Brasil. Conceição sonhava com um movimento profundo de reforma nos sentimentos e experiência religiosa do povo, aliado ao esclarecimento bíblico, que tornasse possível a criação de um cristianismo brasileiro puro e evangélico, mas enraizado nas tradições e hábitos populares.
Gastou vinte anos como sacerdote católico (22 aos 42 anos) e oito anos como pastor protestante (43 aos 51 anos). Morreu no dia 25 de dezembro de 1873, dormindo, na Enfermaria Militar do Campinho, no Rio de Janeiro, depois de ser atendido por um médico e um farmacêutico e de pedir para ficar a sós com Deus. A princípio fora enterrado como indigente, mas em 1876 seus ossos foram transferidos para São Paulo. Está sepultado ao lado de Simonton, no Cemitério dos Protestantes, anexo ao Cemitério da Consolação, nas proximidades do Instituto Mackenzie, em São Paulo. Na lápide de Conceição está gravado: "Não me envergonho do Evangelho de Cristo".





[i] Professor de História da IPB no Seminário Presbiteriano Brasil Cenral (SPBC) em Goiânia. Mestre em Teologia Histórica pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper (CPPAJ) em São Paulo. Pastor-auxiliar da I. P. Jardim Goiás-Goiânia.
[ii] Boanerges Ribeiro, José Manoel da Conceição e a Reforma Evangélica, O Semeador, São Paulo, 1995, p. 7.
[iii] Ibid, p. 24.
[iv] Ibid, p. 33.
[v] Ibid, p.34. Cf.: Alderi S. Matos, Os Pioneiros, p. 40.
[vi] José Manoel da Conceição, Sentença de Excomunhão e Sua Resposta, 03/05/1867. O texto integral foi publicado no Correio Paulistano de 20/04/1867. Trecho extraído de: Reily, História Documental do Protestantismo no Brasil, p. 122. Veja a nota nº 231.
[vii] Richard J. Sturz, “A Implantação do Protestantismo na América Latina”. Em: Earle E. Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, Vida Nova, p. 369.
[viii] Essa é a razão porque na IPB o dia do pastor é comemorado nessa data.
[ix] Elben M. Lenz César, História da Evangelização do Brasil – Dos Jesuítas aos Neopentecostais, Ultimato, Viçosa, 2000, p.110.
[x] Alberto C.C. Ribeiro. Cartas às Missões Estrangeiras de Nova Iorque, p. 5. Trabalho não publicado em pdf eletrônico. Carta datada de 06/05/1865.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Seis Elementos da Convicção


SEIS ELEMENTOS 
DA CONVICÇÃO

         O que nos falta para sermos mais eficazes no nosso discipulado é convicção; aquela mesma resolução intrépida que Cristo manifestou em seu rosto quando chegou a hora de subir para Jerusalém e enfrentar a cruz pela qual nos salvou perdoando nossos pecados. Há seis elementos da convicção que precisam ser apropriados e desenvolvidos no discipulado e na evangelização:

ORAÇÃO. A oração precede o crescimento. Devemos orar sozinhos e em grupos. Precisamos aprender que orar nunca é perder tempo e que quando oramos Deus nos encoraja e fortalece.

ABUNDANTE EVANGELIZAÇÃO. Eclesiastes 11 nos ensina que devemos lançar a semente com diligência. Pelo menos 60% de todo o tempo que gastamos com as programações da igreja precisa ter como objetivo a evangelização. Nossa pregação não é apenas ensino doutrinário, mas também é a proclamação convicta de que Deus nos amou eternamente; envolveu-se conosco e nos reúne para habitarmos com ele na eternidade. Pela evangelização, os pecadores, como nós, são chamados ao arrependimento; à mudança de vida eà consagração de tudo para a glória de Deus!

TEOLOGIA BÍBLICA. A teologia não é um valor negociável. Não podemos pregar um evangelho mais ou menos e nem subestimar nossas expectativas quanto ao impacto da verdade na vida das pessoas que Deus quer salvar. O ensino bíblico visa formar o caráter de Cristo nas pessoas e levá-las até ele; e quem está em sua presença precisa adorá-lo.

CONTINUIDADE. Gasta-se de 3 a 7 anos em média para se plantar uma igreja no Brasil. Muitos projetos morrem em função da falta de continuidade no investimento e no aprimoramento das estratégias.
Fazer a igreja crescer toma tempo e energia, mas o fruto é muito compensador.

INTENCIONALIDADE. 75% das igrejas plantadas foram plantadas intencionalmente. É preciso ter foco e também a intenção. É preciso planejar e perseverar na busca dos objetivos. É preciso convicção de que a plantação de novas igrejas glorifica a Deus e alegra o seu coração.

DISCIPULADO. Não faça nada sozinho na igreja; leve novos convertidos com você e faça discípulos. Cristo disse que o cerne da evangelização é o ensino doutrinário consistente e o discipulado eficaz. Esse dois elementos combinados produzirão o tipo de integração dos novos convertidos na igreja que a levará à maturidade cristã é à coerência no seu testemunho para com os de fora.

Gaste um tempo pensando e meditando sobre esses seis elementos; pergunte a si mesmo se sua mente, seus braços e seus pés estão encharcados neles e por eles. Analise as suas convicções pessoais e o que as alimenta. Então tome decisões de curto, médio e longo quanto à sua caminhada cristã. Só não deixe pra depois, pois o Senhor está nos chamando pra fazer isso logo; pra fazer isso a partir de hoje!                                                                                      

Com amor, Pr. Hélio.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Tiago 1.14,15 = Não Se Deixe Seduzir!


 Não Se Deixe Seduzir! (Tiago 1.14,15)

            Muitas vezes dizemos: “Não é minha culpa!”; tentando justificar nossos pecados, seja atribuindo a culpa a um comando superior a nós; declarando ignorância ou alegando uma coerção externa ou compulsão.

Por que fazemos assim? Porque para nós algo é pecado somente se for feito voluntariamente ou com o nosso consentimento. O consentimento da vontade completa a sedução da alma pela carne. Lembre-se sempre: A carne atrai e seduz. Quando a nossa mente (consciência) aceita o convite sedutor da carne, as afeições e a vontade geram o pecado (Tg 1.14,15). O consentimento da vontade é uma coisa enganosa. Às vezes consentimos livremente; outras vezes consentimos relutantemente. Mas sempre fazemos coisas que lamentamos imediatamente sem saber explicar porque fizemos (Rm 7.15).

Os pecados da arbitrariedade são reconhecidos pela insensibilidade e impureza (Ef 4.19). Quando os crentes consentem em pecar existe sempre uma secreta relutância. A carne luta contra o Espírito, mas também o Espírito luta contra a carne. O Espírito avisa quando estamos no caminho do pecado e se entristece quando pecamos (Gl 5.17; Ef 4.30). Portanto, um verdadeiro crente, nunca se dará ao pecado tão completamente como fazia quando ainda não era crente. A nossa carne resiste a cada ato espiritual de nossa parte, mas o Espírito também resiste a cada ato carnal! A sabedoria cristã é aprender a ouvir a voz de alerta do Espírito. A loucura do crente é ignorar esses alertas do Espírito!

Consentimento é consentimento, não importa as variáveis (ativo ou passivo). Persuasão é o método tanto do Espírito quanto o da carne. Ambos tentarão nos convencer de que aquilo que nos propõe é bom para a nossa alma. O fato é que um deles estará mentindo. A persuasão do Espírito leva à vida, a da carne leva à morte (Romanos 8.13).

A carne tenta nos convencer de que não há problema em pecar uma vez que Cristo pagou a nossa dívida na cruz. A carne sempre tenta nos convencer que o nosso caso com o pecado é uma exceção. A carne ama as trevas e tenta nos manter nelas (Rm 13.12,13, Sl 119.105, Fp 2.15, Mt 5.16). Somos a luz do mundo porque o mundo está em trevas! O fato é que muitos crentes aceitam que o padrão das trevas governe suas vidas. A carne sempre tentará nos persuadir a ignorar a Palavra de Deus e o Espírito Santo.

            Lembre-se de algumas verdades importantes: O poder e o engano da lei do pecado ainda habita nos crentes. A carne resiste obstinadamente à obra de Deus nas nossas vidas. A carne nunca poderá produzir uma obra boa em nós, mas somente a morte! A carne não é impessoal, ela é você mesmo (a)! Sou eu mesmo!

Por causa disso, enfrente as suas desculpas, aceite a culpa do seu pecado! Faça uso da oração e da meditação nas Escrituras para vencer a carne. Lute ao lado do Espírito e não contra o Espírito, reaja! Encha a sua mente das coisas de Deus (Fp 4.8). Busque o perdão, mas também ame a santificação. Estabeleça alvos de conquista espiritual para a sua vida cristã e persiga-os decididamente (Ef 6.13). Seja abundante na obra do Senhor! (1 Co 15.58).
Com amor, Pr Hélio.


Leia mais em: O Mal que Habita em Mim. Kris Lundgaard, ECC, p. 97-106.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

IPB 150 Anos Hélio e Ericson

Respondendo à Graça - 2 Coríntios 6.1


RESPONDENDO À GRAÇA.

Como cooperadores de Deus, insistimos com vocês
para não receberem em vão a graça de Deus” (2 Coríntios 6.1).

A graça não é o preenchimento do que falta em nós para alcançarmos a salvação. O que a Bíblia ensina não é que não somos bons o suficiente para alcançarmos nossa própria salvação e por isso precisamos do complemento da graça. Não precisamos entender totalmente a graça para sermos salvos, mas se tivermos uma compreensão errada da graça, pode ser que nunca entendamos o evangelho.

Para vivermos pela graça é preciso saber o que é a graça salvadora. Há duas razões para isso:
(1) A graça salvadora é o pressuposto básico de toda a vida cristã autêntica (Rm 6.23; Ef 2.8-10).
(2) A graça é sempre a mesma na salvação e na santificação, ou seja, é um dom imerecido de Deus (2 Tm 2.1,2).

Responder à graça como se ela fosse apenas um complemento ao que falta de nossas boas obras para alcançarmos o céu é uma resposta equivocada a Deus. Mas a maioria das pessoas entende e vive a sua vida cristã dessa forma, tentando garantir sua salvação por meio de suas boas obras.

Quem precisa da graça? Todos nós precisamos dela; desde o mais fraco até o cristão mais ativo, até mesmo o mais ativista! Sabemos que nenhuma boa obra tem qualquer valor na presença de Deus. Nem os nossos méritos e nem os nossos deméritos determinam a atuação da graça divina em nossas vidas, porque ela não é um suplemento para nossos méritos (boas obras) e nem um complemento para os nossos desmerecimentos (obras más). Ela nos considera totalmente sem méritos e incapazes de fazer algo que possa obter a salvação e qualquer benção de Deus. A graça deixaria de ser graça se Deus fosse obrigado a concedê-la diante de qualquer mérito humano. Receber o que se merece é justiça e não graça. Ela não é dada por mérito e nem retirada em função do demérito. A medida da graça é unicamente a infinita bondade, a rica misericórdia, o intenso amor e o soberano propósito divino (Jo 3.16; Ef 2.4-8). De todos os ângulos a graça será sempre graça imerecida e sempre maravilhosa graça!

Enquanto estivermos nos apegando á justiça própria e confiando nas próprias aquisições espirituais, não estaremos vivendo na graça, pela graça e da graça. Não dá para ficarmos com um pé na graça e o outro nas obras.

Abraão Booth, criador do Exército da Salvação, afirmou: “as tentativas de completar o que foi iniciado pela graça revelam o nosso orgulho e ofendem ao Senhor, mas não podem promover o nosso benefício espiritual”.

         Por essa razão:
 (1) Conhecer corretamente a doutrina da graça é muito útil para usufruirmos de seus benefícios espirituais e amadurecermos como cristãos.
(2) Deus não se baseia em nós para aplicar a sua graça, mas somente em si mesmo (Sl 103.10).
Com amor, Pr. Hélio.

(Leia mais em Graça Que Transforma – Jerry Bridges – ECC, S. Paulo; 2007; p. 25-34).

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Juízes 6.11-24 = Sem Desculpas, Deus Está Conosco!



Exposições Bíblicas = Rev. Hélio de Oliveira Silva, STM.  
 Texto: JUÍZES 6.11-24.       
 Tema: Sem Desculpas, Deus Está Conosco.
  Local: Uruaçu-GO = 25/03/1993.

                                                                                                                                                                    Introdução:
O livro de Josué projeta para nós um tempo de muita prosperidade e vitória. Termina mostrando um povo cheio de fé. Temente a Deus e disposto a servi-lo e a confiar nele por toda a sua vida (Js 24.24).
         Mas.
         É interessante como um livro tem o poder de resumir as coisas diante dos nossos olhos. Bastam poucas páginas e tudo parece mudado.
         O livro de Juízes é o livro das mudanças para pior. É um livro sombrio, salpicado por momentos de alegrias.
          Descreve a decadência de Israel.
O povo não conseguiu conquistar toda a terra. “e a medida do fracasso de Israel em obedecer aos seus mandamentos (de Deus) foi a mesma medida em não obter tudo quanto Deus lhe havia prometido. Ficaram contentes com estabelecer-se entre os cananitas e perderam o incentivo de possuir a terra toda” (Arthur Cundall)[1]
. A 1ª lição de Juízes é:
         Quando, o povo de Deus fica satisfeito com o que já alcançou, então começou a decair, e a perder tudo!
         Juízes demonstra a fragilidade de nossa fé, de nossa obediência, de nosso compromisso, e do quanto nossa perseverança é pobre.
 A frase chave é: “cada um fazia o que achava mais reto”.  Revelando um total descaso para com Deus e sua lei, sua palavra. Juízes fala de todos os “cai-levanta” de nossa vida com Deus”. Talvez, seja o melhor livro bíblico para nos ensinar o que seja avivamento! Juízes fala de tempos inseguros e problemáticos como os nossos.
         Nesse contexto encontramos com Gideão, que vivia tudo isso, acomodado a tudo isso, encontramos também o que Deus fez para fazer Gideão mudar, e com Ele todo o seu povo!     

Proposição:
         Quando somos inseguros, arrumamos várias desculpas para não mudar, mas Deus, nos chama à segurança e à vitória, confiando nele.

“Sem Desculpas, Deus Está Conosco”

 I – AS DESCULPAS QUE IMPOMOS À NOSSA FÉ.

a)   O Momento Histórico. V. 13
         Sete anos de severa opressão dos midianitas. Invadiam as terras, roubavam e destruíam a colheita. Havia medo, debilidade e tremenda insegurança.
         Essa situação fez de Gideão um homem inseguro.
V.11 - Malhando o trigo no lagar
n O lugar certo era na mó.
n A colheita fora pequena.
         Na sua insegurança duvida de Deus V.13.
         Por quê? O que é feito? O Senhor nos desamparou. Deus era um nome do passado, das lembranças.
         Se olharmos para os acontecimentos ao nosso redor, não faremos nada.
         Olha o que está acontecendo Deus! (Desculpa)
         Falamos do nosso país, das opressões etc. Propaganda do Parlamentarismo.
Ø Um homem negro - (brasileiro comum)
Frase - estou cansado de ver...
Gideão era um desses como todos nós.

b)  A Nossa Pobreza, Poucos Recursos V.15.
Deus insiste.
Ø Com que?
Ø Família mais pobre, falta recursos, pobreza.
Ø Eu o menor. Insignificância.
Não é assim conosco?
Ø Não temos dinheiro
Ø Minha família é pobre, não há ricos na igreja.
Ø Eu não consigo, sou insignificante, quem sou eu?
Nossa pobreza pode se tornar desculpas para a inoperância; para a acomodação.

c)   A Nossa Incerteza e Insegurança v.17.2
n Se achei mercê
n Dá-me um sinal.
Somente no V.22 é que Gideão percebe que de fato falava com Deus.
         Quantas vezes Deus tem falado conosco, e nós temos hesitado em mudar, não damos a devida atenção. Penso que Gideão era meio Pentecostal. Além da palavra de Deus ele queria sinais.
         Sempre queremos algo em troca para crer. Muitas vezes usamos o próprio culto para enrolar Deus com desculpas.
         A oferta de Gideão foi demorada.
         Gastamos tempo e dinheiro para oferecer um culto bonito a fim de nos sentirmos seguros aqui dentro do templo e não sair para evangelizar, transformando o templo num esconderijo como era o lagar para Gideão.
         Para quem agora a pouco falava de pobreza, Gideão oferece uma adoração  pomposa.
         O texto não diz que isso foi errado, tanto é que Deus aceitou, mas naquela mesma noite Deus disse o que era para ele fazer em conseqüência disso (V.26)
         Começar a mudança. Ser valente, não inseguro!
Quais as respostas de Deus às nossas desculpas?

II - Deus Está Conosco e Nos Garante a Vitória.

a)   O Senhor é Contigo, Homem Valente V.12
Deus inicia o diálogo.
Ele interrompe o curso normal de nossas vidas.
Deus nos vê como poderíamos ser se confiássemos Nele (valente)
Deus se coloca do nosso lado (é contigo)
Ilustrações: Moisés (Êxodo 3; 33); Josué (Js 1); Jeremias (Jr 2).

b)  Vai Nessa Tua Força; Não Te Enviei?
Ø Deus não requer mais do que temos.
Ø Deus quer obediência ao seu chamado.
         Ele faz uma pergunta, por que a dúvida?
Quando as circunstâncias apertam, duvidamos até que somos povo de Deus.
Deus nos questiona, “Será que é isso mesmo?”

c)   Já Que Eu Estou Contigo, Ferirás.
Ø Deus promete a vitória
Ø A presença de Deus é a garantia (já que)
Ø Para Deus o número de dificuldades (cada soldado inimigo) não passa de uma só.
         Por que? Porque ele tem poder!
         O Deus que se revelou a Gideão e a nós também é poderoso. Não precisamos mais do que a presença e comunhão com Deus para a vitória.
         Qual o resultado?

CONCLUSÃO:
V. 22 e 23 - Percebendo a presença de Deus, percebemos o tamanho de nossa pecaminosidade. (Ex. 20.19)
Deus oferece a sua paz
Paz seja contigo
Não temas
Não morrerás
Gideão edificou um altar.
Nome - O Senhor é paz (Jeová Shalom).

APLICAÇÕES:
         Para cada desculpa nossa, Deus tem uma contra-resposta e uma promessa.
1º) Para a desesperança frente ao momento histórico, Deus convida a sair da inoperância, obedecendo ao seu chamado.
- Começar com pequenas coisas.

2º) Para a nossa pobreza e falta de recursos Deus oferece a sua presença e comunhão.
n Fazer confiando que Ele fará crescer e multiplicar.

3º) Para a nossa insegurança, incerteza e incredulidade, Deus se compromete a se manifestar quando o adoramos em culto.
Ele revela (paciência) - Esperarei até que voltes V.18
                (instrução) - Disse como fazer V.20
                (manifestou-se) - Estendeu o cajado.

Isso significa que:
- Respondeu.
- Demonstrou sua presença.
         Então Gideão caiu em si, e sua vida não pôde mais ser a mesma.
Ficou sem desculpas, Deus estava com Ele.
Pergunta.
         O que vocês querem
Ficar satisfeitos com o pouco que já conquistaram, ou seguir em frente vendo Deus atuar, e conquistar mais?
Não temos desculpas, Deus está conosco.
Ø Eu quero seguir, e você?
Oração: Senhor estenda o teu cajado sobre nós e sobre a oferta de nosso culto!   
 
    
        
09/03/2003
C. P. Balneário
Goiânia-GO
Domingo – ceia
14/03/2004
C.P. Balneário
Goiânia
Domingo – ceia.
25/10/2015
IPJG
Goiânia-GO
Culto de domingo


















[1] Arthur E. Cundall, Juízes e Rute, Introdução e Comentário, Vida Nova/Mundo Cristão, p. 40.
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