O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Tiago 1.14,15 = Não Se Deixe Seduzir!


 Não Se Deixe Seduzir! (Tiago 1.14,15)

            Muitas vezes dizemos: “Não é minha culpa!”; tentando justificar nossos pecados, seja atribuindo a culpa a um comando superior a nós; declarando ignorância ou alegando uma coerção externa ou compulsão.

Por que fazemos assim? Porque para nós algo é pecado somente se for feito voluntariamente ou com o nosso consentimento. O consentimento da vontade completa a sedução da alma pela carne. Lembre-se sempre: A carne atrai e seduz. Quando a nossa mente (consciência) aceita o convite sedutor da carne, as afeições e a vontade geram o pecado (Tg 1.14,15). O consentimento da vontade é uma coisa enganosa. Às vezes consentimos livremente; outras vezes consentimos relutantemente. Mas sempre fazemos coisas que lamentamos imediatamente sem saber explicar porque fizemos (Rm 7.15).

Os pecados da arbitrariedade são reconhecidos pela insensibilidade e impureza (Ef 4.19). Quando os crentes consentem em pecar existe sempre uma secreta relutância. A carne luta contra o Espírito, mas também o Espírito luta contra a carne. O Espírito avisa quando estamos no caminho do pecado e se entristece quando pecamos (Gl 5.17; Ef 4.30). Portanto, um verdadeiro crente, nunca se dará ao pecado tão completamente como fazia quando ainda não era crente. A nossa carne resiste a cada ato espiritual de nossa parte, mas o Espírito também resiste a cada ato carnal! A sabedoria cristã é aprender a ouvir a voz de alerta do Espírito. A loucura do crente é ignorar esses alertas do Espírito!

Consentimento é consentimento, não importa as variáveis (ativo ou passivo). Persuasão é o método tanto do Espírito quanto o da carne. Ambos tentarão nos convencer de que aquilo que nos propõe é bom para a nossa alma. O fato é que um deles estará mentindo. A persuasão do Espírito leva à vida, a da carne leva à morte (Romanos 8.13).

A carne tenta nos convencer de que não há problema em pecar uma vez que Cristo pagou a nossa dívida na cruz. A carne sempre tenta nos convencer que o nosso caso com o pecado é uma exceção. A carne ama as trevas e tenta nos manter nelas (Rm 13.12,13, Sl 119.105, Fp 2.15, Mt 5.16). Somos a luz do mundo porque o mundo está em trevas! O fato é que muitos crentes aceitam que o padrão das trevas governe suas vidas. A carne sempre tentará nos persuadir a ignorar a Palavra de Deus e o Espírito Santo.

            Lembre-se de algumas verdades importantes: O poder e o engano da lei do pecado ainda habita nos crentes. A carne resiste obstinadamente à obra de Deus nas nossas vidas. A carne nunca poderá produzir uma obra boa em nós, mas somente a morte! A carne não é impessoal, ela é você mesmo (a)! Sou eu mesmo!

Por causa disso, enfrente as suas desculpas, aceite a culpa do seu pecado! Faça uso da oração e da meditação nas Escrituras para vencer a carne. Lute ao lado do Espírito e não contra o Espírito, reaja! Encha a sua mente das coisas de Deus (Fp 4.8). Busque o perdão, mas também ame a santificação. Estabeleça alvos de conquista espiritual para a sua vida cristã e persiga-os decididamente (Ef 6.13). Seja abundante na obra do Senhor! (1 Co 15.58).
Com amor, Pr Hélio.


Leia mais em: O Mal que Habita em Mim. Kris Lundgaard, ECC, p. 97-106.

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