O Bom pastor e seus comentários

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Lucas 1.46-56 = Que Deus Magnífico! O Cântico de Maria




Lucas 1.46-56: Que Deus Magnífico! - O Cântico de Maria



          A fé cristã é uma fé que canta. Todavia ela não canta qualquer coisa, pois canta o que crê. É exatamente por cantar sua crença que também não canta de qualquer jeito. Seu canto tem raízes profundas na revelação de Deus e na história de sua caminhada. Ao voltarmos nossos olhos paras os cantos do Natal em Lucas constatamos e ressaltamos isto: Nós cantamos a verdade!


Lucas fez uma acurada narrativa histórica da vida de Cristo na terra a fim de que Teófilo pudesse obter “uma exposição em ordem” e tivesse “plena certeza das verdades em que foi instruído” (Lc 1.3b,4). É óbvio que a intenção clara de Lucas é convencer seus leitores sobre a exatidão histórica das tradições cristãs.


Ao fazer isso Lucas nos mostra que uma narrativa histórica é composta não somente do fato cru, mas das ações e reações das pessoas nele envolvidas. Os cantos apresentados por ele no capítulo 1 e 2 de seu evangelho trazem à luz as reações das pessoas às ações de Deus a seu favor. Sejamos específicos.

®   As ações históricas de Deus transformam vidas. Um casal idoso pode experimentar as alegrias da paternidade e da maternidade (Zacarias e Isabel).

®   A fé envolve todo o nosso ser (mente-vontade–emoções). A verdade pode ser testemunhada por palavras e por canções!

®   Nossas experiências com Deus devem ser interpretadas sempre à luz de sua palavra.


Por essa razão, olhando mais de perto o cântico de Maria observamos o quanto ele é parecido com o cântico de Ana em 1 Samuel 2.1-10. Na viagem de 4 dias que Maria gastou para chegar à casa de Isabel, ela vinha meditando na história bíblica de Ana, e nessa meditação bíblica encontrou a poesia de seu testemunho pessoal da ação de Deus na sua vida! Ele compôs o que a história chama de: o Magnificat! Como Deus é magnífico!


Maria canta que a grandeza de Deus não o impede de contemplar os humildes (v. 46-50). Ela o engrandece porque Ele já alegrou o seu coração (v.46,47) e porque foi muito agraciada por ele (v. 48). Ela o engradece porque ele é poderoso, santo e misericordioso. Ela é serva e Ele é o Senhor. Ela é pecadora e Ele é o salvador. Ela é digna de condenação e Ele é misericordioso.


Maria canta que a grandeza de Deus elimina o intento dos maus (V. 51-53). Ele dispersa os soberbos (v. 51), Ele derruba do trono os poderosos (v.52) e Ele despede vazios os ricos (v.53); pois quem ama essas coisas contemplará de mãos vazias a riqueza da graça nas vidas dos eleitos de Deus! A última palavra na história não está com os soberbos, nem com os poderosos e nem com os ricos, mas com Deus (Jr 9.23).


Maria canta que a grandeza de Deus se manifesta no cumprimento de antigas promessas feitas ao seu povo (v.54,55). Ele ampara o seu povo; lembra-se de sua misericórdia e cumpre suas promessas!


Maria canta a sua fé, fé que aprendeu de seus pais e se vê, como de fato é, uma descendente de Abraão pelo sangue e pela fé na mesma promessa!


         Nesse Natal, Lembremo-nos de quem somos e porque cantamos. Somos uma igreja de servos que se tornaram muito favorecidos da parte de Deus.


Lembremo-nos de que cântico não é só canto. É uma expressão fidedigna das nossas experiências com Deus em toda sua pobreza ou profundidade!

®   O canto cristão é testemunho da ação verdadeira de Deus, por isso é expressão de relacionamento com Deus.

®   O canto cristão é expressão doutrinária da nossa fé, por isso vem da nossa relação de andar e aprender com Deus.

®   O canto cristão é poesia que encanta, por isso não serve aos interesses comerciais e consumistas de nosso tempo!

®   O canto cristão canta a nossa esperança que repousa tranqüila e submissa nas promessas da aliança de Deus.


Cantemos a verdade da nossa fé, a história que aprendemos de Deus sobre as ações de Deus a nosso favor.
                                                                          
                                                                 Com amor, Pr. Helio.


sábado, 8 de dezembro de 2018

Lucas 1.5-25 = Ele se Lembrou de Nós



Pastoral:         Ele Se Lembrou de Nós (Lucas 1.5-25)


          Lucas nos apresenta a perfeição da encarnação de Cristo. Ele é o Deus-homem que andou entre nós. Este é o tema central do Natal Bíblico. Há duas perguntas iniciais que precisamos responder: Por que somente Lucas narra os acontecimentos da infância de Cristo? Qual a importância de sabermos como foi o nascimento de Cristo?

1º- A fé cristã é histórica. A introdução do evangelho mostra que ele pesquisou e se preocupou em escrever um relato abalizado. Deus prova o seu amor por nós pelo “fato” de ter Cristo morrido por nós na cruz (Rm 5.8). No Natal não comemoramos uma lenda ou uma saga, mas os fatos históricos acontecidos realmente.

2º- As promessas de Deus se cumprem.  A forma como Lucas escreve a história indica que os eventos da anunciação, nascimento e da infância são cumprimentos das promessas do Antigo Testamento, e que, portanto, fazem parte da ação contínua de Deus na história, conduzindo-a para o desfecho final projetado por ele mesmo.

           Deus se Lembrou (v.5-7). Lucas descreve como foi o nascimento de João Batista, para nos dizer que deus se lembrou de nós. Deus sempre prepara o encontro. Ele conduz as circunstâncias, o local e o motivo. Deus é fiel às suas promessas, deixando claro sempre que ele as cumprirá apesar de nós, mas sempre a favor de nós.

Deus transforma Receio e em regozijo (v.8-17). O evangelho introduz uma nova forma de ver, entender, interpretar e agir na vida. Esperança e fé, que vencem o medo e a incredulidade. A fé cristã não é uma prisão que aliena, mas uma descoberta que liberta, especialmente da escravidão da maioria, da moda, do sucesso, para uma vida mais consciente no meio dos outros. Prazeres particulares são vistos como bênçãos de Deus e não como conquistas pessoais.

Deus nos chama à fé (v. 18-22). Zacarias deveria ficar mudo, por causa de sua incredulidade inicial, mas sua alegria não caberia em si! As bênçãos de Deus são a contemplação do seu amor por nós.

Por isso: Vivendo tempos difíceis, devemos perseverar na fé e na piedade. Vivendo tempos difíceis, não devemos nos entregar ao receio e à incredulidade, mas viver convictamente pela fé. Vivendo tempos difíceis, confiar na graça de Deus enche o nosso coração de alegria e comemoração! O Natal é um convite para mudanças e cânticos de louvor. Tempo de magnificá-lo como fez Maria (Magnificat). Tempo de bendizê-lo como fez Zacarias (Benedictus). Tempo de Esperança, pois a salvação já veio, e o seu cumprimento final está a seguir! (Simeão – Nunc Dimits – despede agora). Tempo de ação de graças por causa da nossa redenção (Ana).


Com amor, Pr. Helio.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Isaías 9.1-7: Um Menino Nos Nasceu - Celebre o Natal!



Pastoral: Um Menino Nos Nasceu (Isaías 9.1-7)



          Qual a ideia que temos de Natal? Aquela vendida pela televisão e nas lojas do comércio? Elas falam de presépio e papai Noel. Oferecem presentes e festas. Propalam a fraternidade entre os povos e as pessoas. Falam do espírito natalino e da magia do Natal. Contudo, cada dia mais se afastam do natal de Jesus.


Isso nos leva a pensar sobre qual a importância do Natal de Jesus Cristo segundo é narrado nas primeiras páginas dos Evangelhos de Mateus e Lucas, onde o que se lê não reflete aquela piedade cheia de dó pelo pobrezinho que nasceu em Belém, mas a certeza do cumprimento de uma promessa divina a partir daquela noite.


          Ler o Natal de Jesus nos Evangelhos nos ensina sobre ter um encontro pessoal e histórico, não com uma criança simplesmente, mas com o salvador de nossas vidas. Esse encontro é o centro da mensagem do Natal. Ele não nasceu para ser o “bonitinho” bajulado por reis-magos do oriente, mas para carregar sobre si os nossos pecados, como disse Simeão: “Porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos” (Lc 2.30,31).


          Primeiro: Jesus nasceu para destruir a aflição (V. 1-3). Ele transforma o desprezo e a obscuridade em glória, revelando a sua luz forte e resplandecente e aumentando a alegria como resultado do perdão dos pecados pessoais. As nações do mundo ainda não aprenderam que o principal ingrediente da alegria não é a liberdade, mas é a paz; porque é da paz que vem a segurança e do abuso da liberdade que nascem as guerras!


Segundo: Jesus nasceu para destruir o pecado (V.4,5). Ele quebrará o seu jugo pesado, a sua vara que maltrata e o seu cetro opressor de escravidão. A morte de Cristo na cruz destronou o pecado e pagou nossa dívida com Deus, libertando-nos de sua opressão. Na justificação dos pecados através da morte de Cristo fomos livres da condenação do pecado; na santificação somos livres do poder do pecado e na glorificação seremos livres definitivamente da presença do pecado.


Terceiro: Jesus nasceu para revelar-nos o caráter de Deus (v.6). Ele é o menino que nasceu da virgem (Is 7.14), aquele que governará assentado no trono de Davi: Jesus Cristo! Ele é o Maravilhoso Conselheiro, o Deus Forte, o Pai da Eternidade e o Príncipe da Paz!


          A mensagem bíblica do Natal nos convida a que vivamos a fé cristã mais consagrada e séria, colocando como foco das nossas comemorações natalinas a boa nova de que a criança prometida que nasceu, nasceu para nos salvar dos pecados. Assim, Alegremo-nos debaixo da sua forte luz!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Oração Para Vencer a Luta (PARTE 2) - Efésios 6.18-20



Oração Para Vencer a Luta (parte 2) - Efésios 6.18-20

Deus quer que sejamos perseverantes no uso dos instrumentos que Ele já nos deu para vencer a batalha espiritual, mas nós queremos usar uma vez e pronto. Depois achamos que não dá certo mais. Com a oração não é diferente. Sem perseverança não conseguiremos edificar uma vida espiritual forte e vencedora. 

No verso 18, Paulo nos ensina que a oração deve permear a nossa luta, porque querer lutar sem orar é ser como um cego no meio do tiroteio. A oração deve ser constante, porque se pararmos de orar, paramos de lutar e o diabo levará vantagem sobre nós. A oração deve ser no Espírito, porque só é vencedor aquele que luta em obediência à palavra do Espírito e segundo as normas do Espírito. 

Mas Paulo continua:

A oração deve ser vigilante. Vigiar é estar de plantão durante a noite, como uma sentinela, a fim de não permitir um ataque surpresa do inimigo. Devemos vigiar: 1) Porque o diabo está sempre à espreita como um leão que ruge (I Pe 5). 2) Por causa dos falsos mestres que são como lobos disfarçados de ovelhas. 3) Por causa dos demônios que se apresentam como anjos de luz para enganar até mesmo as igrejas com suas mentiras. 4) Por causa de nossa tendência a dormir, enquanto deveríamos estar orando.


          A vigilância não pode ser momentânea, mas por causa da guerra, tem de ser constante e cheia de prontidão. A oração é um projeto que não pode ser abandonado no meio do caminho. A fraqueza de nossas vidas de oração está na nossa inconstância.
A súplica enfatiza a insistência com Deus. Como Jacó, que não deixou o anjo do Senhor partir sem abençoá-lo (Gn 32). Como Ana que derramou a sua alma aflita diante de Deus durante várias horas pedindo-lhe um filho (1 Sm 2).

Suplicar é expor perante Deus uma necessidade, não um desejo egoísta. Devemos suplicar em nossas orações porque vivemos numa época de desespero. Fome, miséria e corrupção como nunca na história desse país. Grande parte da Igreja apostatou da fé bíblica para abraçar a fé financeira e materialista da teologia da prosperidade; vendendo bênçãos e promessas de descanso nessa terra antes da volta de Cristo. A experiência de vida cristã está abaixo do normal: Juventude rebelde e mudana; pregação de uma fé que não lê a Bíblia nem ora mais; desonestidade entre os crentes (calotes, negociatas, exploração da boa vontade alheia). Temos desenvolvido um cristianismo de conveniência e conforto, em vez de caráter e dedicação. Deixamos de confiar em Deus para confiar nos nossos próprios recursos: Aparelhagem de som, veículos, dinheiro, número de membros, posição na sociedade. Amando as coisas do mundo antes que a Deus que é suficiente para nós.

A oração deve ser intercessora, em vez de concentrar a atenção em torno de nós, vamos colocar a nossa atenção em torno dos outros (Fp 2.3). A nossa intercessão é importante porque a Igreja é corpo. Quando o diabo ataca um, está atacando todos, o corpo inteiro. A nossa intercessão só será válida se compartilhar da vida comunitária da Igreja. Como interceder se não conhecemos os nossos companheiros de luta ao nosso lado? A intercessão tem como objetivo abrir porta ao Evangelho e produzir intrepidez no falar de Cristo às pessoas (v.19,20). A oração destrava a língua, pois revela o Deus maravilhoso que intervêm no caminho dos seus para livrá-los e guia-los pelos caminhos escorregadios da vida presente.

Por isso, 1º) Para você vencer, precisa de mais garra, que é perseverança. Reconheça sua indolência, sua negligência, sua falta de voluntariedade e tome a decisão de fazer diferente! É na nossa perseverança que ganharemos as nossas almas!

2º) Para você vencer, precisa fazer parte dos que intercedem e recebem intercessão. Quem ora pelos outros precisa de oração, pois Satanás tentará fazê-los calar e parar a qualquer custo. Por quem você ora, e quem ora por você?

3º) Colossenses 4.2 nos diz que a nossa vigilância deve ser cheia de Gratidão. Gratidão por ter sido colocado no posto; por ter a oportunidade de ser aquele que vai dar o sinal e ouvir de Deus a frase: “_ Muito bem, servo bom e fiel, entra no descanso do teu Senhor!” 
                                                  
                                                                Com amor, Pr. Hélio.

    










sábado, 22 de setembro de 2018

Efésios 6.18-20 = Oração Para Vencer a Luta (parte 1)




Oração Para Vencer a Luta - parte 1 (Efésios 6.18-20)


A oração deve permear toda a nossa luta espiritual, porque na batalha espiritual a eficácia da armadura depende da oração. Quando oramos nossos olhos espirituais são abertos para ver e discernir a luta. A oração nos dá a disciplina necessária para enfrentarmos qualquer desafio ou obstáculos.

A oração nos leva a um compromisso total com Deus e seu povo; a um envolvimento total na luta; a uma submissão total ao Espírito e a um interesse total pelos outros através da intercessão.

“Toda oração” se refere a todo tipo de oração: Em voz alta, baixa, silenciosa, em público, em secreto, longa, curta, de jejum, de louvor, em lágrimas, com júbilo, com erros de pronúncia, letrada, cheia de linguagem doutrinária, desesperada etc. Todo tipo de oração é válido e Deus ouve atentamente, pois não existe um método único para nós nos aproximarmos de Deus e praticarmos a oração.

Em tempos de confissão positiva e oração da vitória, Paulo nos lembra que nosso único poder é nossa dependência do favor de Deus. A súplica revela a nossa humildade (quebra da arrogância). A súplica mostra o realismo da fé, uma vez que nossa luta não tem enfeites.

A oração deve ser constante, ou seja, devemos orar quando estivermos dispostos e quando não, aproveitando o tempo (kairós - tempo oportuno) da atuação de Deus entre nós. O espaço dado à oração na igreja só vai crescer e amadurecer consistentemente quando for vista e tratada como disciplina necessária para a vida prática, mais do que um programa esporádico para manter a igreja em atividade. A igreja coreana já aprendeu isso, a igreja brasileira ainda não.
          
        Se o tempo é o tempo da atuação de Deus, essa atuação é a do Espírito Santo. Orar no Espírito é orar em obediência à sua vontade. Isso significa pedir que nos assista e guie na oração (Rm 8.26). Não dar lugar à carne a fim de esbanjar prazeres (Tg. 4.3), orar em harmonia com a Palavra porque é inspirada pelo Espírito (2 Tm 3.16,17).

Orar no Espírito independe de nossa situação emocional. Ela é uma luta (Cl 2.1), não um parque de diversões. O que determina a espiritualidade de nossa oração não é o nosso estado de espírito enquanto oramos, mas nossa obediência de soldado e a aprovação de Deus!      Orar no Espírito é orar na verdade para andar na verdade (Jo 4.24, 3 Jo 4).
          
Se a oração deve permear a luta, então precisamos orar mais. Se a oração precisa ser constante, como fazer com que você não desista logo? Se a oração precisa ser no Espírito, então teremos de aprender a andar com Ele.                                                                                                               
                                                                            Com amor, Pr. Hélio.

sábado, 15 de setembro de 2018

Efésios 6.14 a 17 = A Armadura de Deus (Continuação)



A Armadura de Deus - Efésios 6.14-17 (Continuação)



O nosso maior problema como soldados de Cristo é a negligência que detona toda disciplina e seriedade. Por isso devemos nos vestir com toda a armadura de Deus, não esquecendo de nada, mas incluindo tudo.


O ESCUDO DA FÉ fala da confiança em Deus como nosso protetor. O Senhor é sol e escudo (Sl 84.11,12); Deus é escudo para os que Nele confiam (Pv 30.5). O escudo deve ser usado sempre e com firmeza. Se não exercitamos nossa fé perdemos a mobilidade na luta. Se não usarmos o escudo sempre cairemos nas tentações e intimidações dos demônios. Vigiai e orai para não entrar e nem cair na tentação (Mt 26.41). O escudo deve ser usado para apagar os dardos inflamados do maligno. Não pode ser apenas carregado, mas usado, direcionado. Seu alvo é apagar tentações, intimidações, acusações, opressões demoníacas, que tentam destruir principalmente nossa confiança em Deus.


O CAPACETE DA SALVAÇÃO é a “ESPERANÇA da Salvação” (1 Ts 5.8), a segurança do perdão dos pecados em Cristo e a libertação da escravidão a Satanás por meio da Cruz, bem como a nossa adoção na família de Deus (1 Jo 3.1-3). A certeza da salvação nos guarda de todos as dúvidas destruidoras que Satanás tenta instalar na nossa mente. A certeza de se estar com Deus e a esperança da Sua vinda triunfal certa, nos dá a motivação necessária para lutar e resistir contra todo desajuste, seja ele emocional ou espiritual; e é também a proteção em meio a essa mesma luta.


A ESPADA DO ESPÍRITO é o nosso equipamento tanto de defesa quanto de ataque. A espada é a PALAVRA DE DEUS. Nós só podemos atacar o inimigo usando a Palavra de Deus. Ela é lâmpada para os nossos pés (Sl 119.105). Ela é viva e eficaz; ela é cortante (Hb 4.12). O bom soldado é o que sabe MANEJAR BEM a Palavra (2 Tm 2.15). Podemos inventar muitas armas, idéias e estratégias para o combate, mas a única arma eficaz é a espada do Espírito, a BÍBLIA! Foi esse instrumento que Jesus usou quando foi tentado, para se defender do diabo e derrotá-lo (Mt 4.1-11).


1º) Como usar o escudo da fé? Não confiando em ninguém mais que não seja Jesus par ser vencedor. Não se deixando levar pelas aparências que certamente o farão abaixar a guarda.


2º) Como usar o capacete da Salvação? Busque arejar sua mente com boa literatura, filmes e diversões, sabendo que seus gostos sempre refletirão que tipo de pessoa é você. Conheça com profundidade a doutrina que fortalece a fé e a alma.


3º) Como usar a espada do Espírito? Estude a Bíblia do jeito que ela te instrui a fazer. Faça com que a Palavra de Deus habite ricamente seu coração, ou seja, que ela governe as suas vontades, suas emoções e seu intelecto (Cl 3.16). Leia a Bíblia sempre, constantemente. Medite na Palavra, fale da Palavra e guarde-a no seu coração (Js 1.8; sl 1.1-3).         
Com amor, Pr. Hélio.                                                          

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A Armadura de Deus (1ª parte) - Efésios 6.14-17




Pastoral: A Armadura de Deus (Efésios 6.14-17)



Por que muitos crentes ignoram os ensinamentos bíblicos quanto à armadura de Deus? Porque muitos crentes conhecem pouco da Palavra de Deus, outros tantos duvidam da visível atuação de Deus, muitos a ignoram, outros porque julgam ser um exagero de Paulo na sua linguagem, outros acham que essa época já passou, alguns por pura negligência mesmo, e outros mais, por causa de já terem sofrido tantas derrotas que já estão praticamente inutilizados em sua espiritualidade pelo inimigo.


  Por outro lado, há daqueles que estão lutando desesperadamente, mas com as armas que não são bíblicas. 


    A exortação de Paulo é para que deixemos de ser passivos e tomemos posse das armas espirituais que em Cristo Deus coloca à nossa disposição. É a armadura de Deus que nos permitirá resistir no dia mal, conduzir-nos à vitória e garantir a nossa permanência inabalável na fé.


          Paulo não está falando de armas físicas que devemos usar, mas de armas espirituais. Seu objetivo não é que usemos de fato um cinto, uma couraça, calcemos um par de caligas romanas (sandálias), embracemos um escudo longo, coloquemos um capacete e portemos um gládio (espada curta romana). Seu intento é que saibamos utilizar na batalha espiritual os recursos espirituais que Deus, por meio de Cristo e do Espírito Santo colocou à nossa disposição. Ela fala de ser firmes na verdade, confiar na proteção da justiça de Cristo, proclamar o evangelho da paz, resistirmos ao inimigo pela fé, proteger nossas mentes com a segurança da salvação e manejar bem a palavra da verdade.


          Porque ele fala assim?


          O cinto da verdade nos lembra que é a verdade que sustenta as nossas vidas. A verdade para o cristianismo é um elemento de libertação (Jo 8.32). “Se estamos duvidosos quanto à verdade revelada (nas Escrituras), não teremos muitas condições de defesa e ataque”. (Russel P. Shedd).


A couraça da justiça é uma referência à justificação de nossos pecados por Cristo na cruz, ou seja, do perdão dos pecados e da entrada em um relacionamento correto com Deus por meio de Jesus Cristo, reconciliando-nos com Ele. Vestir a couraça significa evitar a justiça própria e confiar exclusivamente na Justiça de Cristo (Fp 3.9,10) para nutrir e manter vivo nosso relacionamento pessoal com Deus. Confiar no moralismo, no legalismo, na opinião pública para dirigir nossa comunhão com Deus, separadamente da justiça de Cristo, é prova cabal de nossa ignorância quanto ao Evangelho da salvação. Somente um relacionamento direto para com Deus nos protegerá de qualquer ataque fatal do inimigo (Rm 8.1).


Ter sandálias nos pés significa prontidão e firmeza no trabalho cristão. Paz é consequência da justificação dos pecados (Rm 5.1). Isso significa dizer que o crente, em meio à luta espiritual que o cerca tem na sua alma a paz que só Jesus Cristo pode dar (Jo 16.33).


Como usar o cinto da verdade?

Tome o propósito de não mentir mais, não exagerar as coisas, não tentar esconder de Deus aquilo que não se esconde; não tente representar nada, assumindo um papel que não é seu. Troque a mentira pela verdade, a malícia pela sinceridade, a hipocrisia pela autenticidade e o cinto estará em você.


Como usar a couraça da justiça?

Ande com Deus, confie em Deus, descanse Nele e agrade-se Dele como o primeiro em sua vida (Sl 37.1-11). Não simule consagração, mas, seja de fato consagrado. Cultive tudo aquilo que te coloca direto na presença do Pai; A oração e a leitura diária da Palavra são o melhor começo. Uma vida correta e honesta em todos os seus negócios e afazeres é o espelho justo e adequado dessa postura.


Como usar as sandálias do Evangelho da paz?

Onde quer que vá, fale de Jesus. Onde quer que esteja fale de Jesus. Saia do comodismo tranquilo e irresponsável que é a poltrona diante da televisão ou uma vida noturna mais ativa que sua participação na igreja e fale de Jesus. Fale de Jesus ao seu amigo para quem deu carona: para amiga vizinha com quem trocou alguns ovos e receitas; para o colega que tirou uma nota baixa e recebeu reprovação dos pais e professores. Tire tempo para andar falando do Reino como Jesus fez, e você estará usando as sandálias. 


Satanás não poderá te derrotar assim! Com amor, Pr. Hélio.



                                            (continua na próxima postagem)

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Equipados Para Vencer Tudo (Efésios 6.13)


Pastoral: 30/08/2018

Equipados Para Vencer Tudo: O Propósito da Armadura de Deus (Ef 6.13)



Será que estamos prontos para a luta? John White diz em seu livro, “A Luta” que essa palavra tão pequena define a totalidade de nossa caminhada cristã nesse tempo de peregrinação na terra. Somos mais que apenas peregrinos em viagem de turismo, somos soldados atravessando uma terra em guerra!


Diante disso, os conselhos de Paulo nesse verso são fundamentais.

1. É preciso nos revestirmos de toda a armadura de Deus. Vestir é uma tarefa pessoal e intransferível. É algo que cada de nós precisa fazer com atenção detalhada e sem negligência. Uma armadura é vestida para a batalha e não para uma festa à fantasia.

          A determinação bíblica é que devemos vestir toda a armadura e jamais escolher uma ou outra peça de predileção. Cada elemento tem o seu significado e seu uso correto e necessário se o alvo pretendido é a vitória.

          Claro, porém, deve ficar, que a armadura nos é dada por Deus, a quem ela pertence de fato e de quem a recebemos graciosamente como parte de seu provimento para a nossa vitória.


2. O propósito do uso da armadura é ficar firme na luta dos dias maus. Nós lutamos contra as forças espirituais do mal e contra as ciladas do diabo. Cristãos sem estabilidade e sem maturidade ou medrosos são presas fáceis para satanás e seus colaboradores. A luta exige preparação, planejamento e persistência. Para encontrar e desmontar armadilhas precisamos de atenção e vigilância.

Faz parte do propósito lutar bem e vencer completamente. Porque não lutamos contra um inimigo que desiste facilmente, porque lutamos contra um inimigo experiente e sagaz; porque lutamos contra quem veio para o combate disposto a usar de todos os meios para nos derrotar e tornar nossa fé e testemunho inúteis.


A luta só acabará quando o vitorioso for o único a ficar de pé. Até que isso aconteça haverá vários “rounds” e batalhas dentro da guerra. Fazemos parte do exército que luta após a vitória decisiva na cruz. Mas nem por isso a luta é fácil e o inimigo se colocou em debandada. A vitória que Deus nos propõe ao usarmos a armadura é vencer completamente e não terminar machucados nessa tarefa. Muitos lutam, mas são feridos. Marcados por traumas e contusões, mágoas e ressentimentos. Deus não quer que seja assim, por isso nos deu essa armadura.

          
         Pense bem, será que estamos prontos para a luta? Prepare-se bem conhecendo suas ferramentas, vestindo-se completa e adequadamente, marchando ordenadamente seguindo o nosso general que é Cristo, pois fomos equipados para vencermos tudo e comemorar sem nenhum arranhão no final.


Eia! Vista sua armadura!
                                                                                                   Com amor, Pr. Helio.

Nossa Batalha Espiritual (Efésios 6.10-12)



PASTORAL: Nossa Batalha Espiritual (Efésios 6.10-12)

Quando falamos no diabo, é preciso evitar dois extremos perigosos para a fé: Não podemos subestimá-lo ou ignorá-lo, mas também não devemos superestimá-lo. A maneira Bíblica de enfrentar o assunto é colocar Cristo no centro das atenções. “A melhor maneira de mantermos o inimigo fora é colocarmos Cristo dentro. As ovelhas não devem ficar apavoradas com o diabo; elas apenas têm de se manter apegadas ao pastor. Satanás não teme as ovelhas que estão orando, mas a presença do pastor” (A.W.Tozer).

Efésios é a Epístola da igreja e das realidades espirituais que a cercam. Se quisermos entender com profundidade o que é a igreja teremos de aprender a olhar além dos limites do mundo físico e entrarmos nos lugares celestiais por meio de e em Cristo. 

Eis aqui três princípios básicos para o engajamento na Nossa Batalha Espiritual:
1º) Ser fortalecidos no Senhor e na força do seu poder (v.10). É de Deus que recebemos este poder (Fp 4.13). Ele o faz mediante o Espírito Santo (3.16). Somente cheios do Espírito estaremos fortes para enfrentar o inimigo. Muitas coisas não acontecem como deveriam na igreja porque não estamos submissos ao poder de Deus, mas queremos alcançar a vitória com o nosso próprio poder. 

2º) Ter plena consciência de contra quem estamos lutando (v.12).  A vida cristã é uma Luta espiritual na qual Satanás tenta inutilizar a nossa fé. As forças contra as quais lutamos são poderosas, malignas e astutas.

3º) Revestir-nos de toda a armadura de Deus (v.11). Paulo fala em 2 Coríntios 10. 3,4, que nossas armas não são carnais, mas são poderosas em Deus e que não militamos na carne. Nossa armadura é dada a nós por Deus e Devemos vesti-la para “usá-la agressivamente e não apenas admiti-la passivamente” (Mark Bubeck), pois nos garante a firmeza necessária contra as ciladas do diabo.


          Já é hora de agirmos diferente porque a Palavra de Deus nos instrui de forma diferente.
1º) Se queremos vitórias precisamos pedir de Deus a atuação do Seu Poder.

2º) Se queremos vitórias temos de ter abertos os olhos para ver e lutar varonilmente no campo de batalhas.

3º) Se queremos vitórias precisamos nos equipar devidamente para a luta!

O que é que você fez estes anos todos na Igreja que até hoje não se sente e nem se vê preparado para os combates da fé? Quando te falavam de lutas, guerras e armas você só pensava em encontros, baladas, festas e passeios; ou em colecionar hobbies evangélicos. E agora? 

Já é hora de nós assumirmos uma postura de vida com Deus que seja diferente, mais eficaz e mais digna... mais comprometida com a glória de Deus e seu projeto redentivo eterno.

Eia! Levante-se para lutar!

                                                                            Com amor, Pr. Hélio.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Rev. James Robertson Woodson - Ensaio Biográfico 1



Rev. James Robertson Woodson[1]



Nasceu em 13/02/1895 em Auxvasse, Callaway, Missouri, nos EUA. Seu pai se chamava Willian Frank Woodson (1860-1945) e sua mãe Lucy Frances Woodson.[2]

Seus irmãos eram: Ellen Frances Woodson, Karl Oscar Woodson, Lloyd Hamilton Woodson, William Reed Woodson e Anna V. Woodson.

Em 1917/1918 alistou-se para ser combatente na I Guerra Mundial.

Casou-se com Jessie Gordon em 24/10/1922 em Louisville, Jefferson, Kentacky. Ela nasceu em 29/08/1903 em Louisville, Jefferson, estado do Kentucky, e faleceu em 28/03/2003.

Seus filhos: Anne Woodson (19--), Jane G. Woodson – 04/06/1925 (Jane Woodson Leonard), Thomas G. Woodson (19--) e James Robertson Woodson (1923).

No início de seu curso no seminário -------, ofereceu-se para ser missionário no Congo-África; não sendo enviado por falta de recursos financeiros da Missão. Ao formar-se iniciou seu ministério na igreja de Boechel, subúrbio de Louisville. Nessa época recebeu a inesperada visita do Rev. James Porter Smith, filho do Rev. John Rockwell Smith, ambos missionários no Brasil. Ele convenceu o casal Woodson a vir para o Brasil.[3]

Ele e sua esposa foram admitidos como obreiros da MOB em 1924. Moraram um ano e pouco em São sebastião do Paraíso a fim de aprenderem o português.

Em 1925, pela sua grande extensão e franca expansão, o campo da missão em Patrocínio, reclamava ajuda de mais obreiros. A Missão Oeste resolveu enviar o Rev. James Robertson Woodson e sua família; a esposa, D Jessie, excelente cantora sacra, e os dois filhos pequenos: Jamy e Ann (nina). Ele assumiu a parte leste e sudeste do campo, enquanto o Rev. Alva Hardie ficou com a parte oeste e nordeste.

Quando ele chegou no campo em 25/10/1925, existiam somente duas pequenas escolas dominicais em toda a região. As cidades não as têm porque não existem lideres treinados para dirigi-las. “A missão resolveu estabelecer uma escola de treinamento para leigos em Patrocínio para treinar tais lideres.”[4] Patrocínio tinha cerca de 5 mil habitantes nessa época.

A presença do Rev. Woodson foi de fundamental importância para o início do trabalho educacional protestante em Patrocínio. O tamanho do campo missionário e as dificuldades de transporte, principalmente na época das chuvas, aliados à abertura de novas igrejas nas comunidades e das escolas dominicais, tornava necessária a preparação de pessoal treinado para dar atendimento às comunidades, principalmente as rurais.

Diante dessa realidade e seguindo a diretriz da MOB de evangelização direta, Woodson solicitou em 1925, autorização para criar uma escola de preparação de Obreiros Leigos, visando prepara-los para auxiliar na evangelização do campo missionário e para dar assistência às comunidades já existentes.[5] Era a primeira semente do IBEL, que foi chamado inicialmente de Patrocínio College, e que começou em sua própria casa.  Ele formulou pessoalmente o currículo (exceto o português) e ministrou as aulas de Teologia, Homilética, História da Igreja, educação cristã e outras. Formaram-se dois obreiros, sendo um deles o Ev. Divino de Oliveira, bem mais tarde seria ordenado ao sagrado ministério. Esse obreiro leigo, foi o primeiro enviado para Goiás em 1938.

Além disso, Woodson era responsável pelos pontos de pregação abertos na região: Carmo do Paranaíba, Serra do Salitre, Ibiá, Araxá e vários outros na zona rural.[6]

Assumiu o campo de Barretos-Jaboticabal em 1931, substituindo o Rev. Willianson, que fora transferido para outro campo; permanecendo ali até 1934.[7]

Em 1928 foi transferido para o campo de Araguari, reaberto em 1926 e transferido do Presbitério de Minas para a Missão Oeste.

Em 1936, mudou-se para Ribeirão Preto-SP.

Esteve em Buenos Aires, na Argentina em 1938.

O trabalho missionário norte-americano ao longo da BR 153 é chamado por alguns de o canto do cisne das missões norte-americanas no Brasil.[8] Essa última grande arrancada missionária foi capitaneada em grande parte pelo Rev. James R. Woodson. Ele criou a Escola de obreiros leigos em Patrocínio em 1924 que iria se tornar o IBEL a partir de 1934. Foi dele a ideia de empregar obreiros leigos no trabalho da evangelização em Goiás. O Rev. Júlio diz que aos Pastores Hurst, Woodson e Willianson “O Brasil deve lhes a consagração de suas vidas”.[9]

O Ev. Waldemar Rose foi enviado para a região de Uruana na década de 1940 por ele. Fez inúmeras visitas aos campos do interior de Goiás, partindo de Goiânia acompanhando os evangelistas que trouxera consigo a fim de trabalharem com ele.

Residiu com sua família em Uruana em 1955. Voltou a pastorear a Primeira Igreja de Goiânia em 1956, até março de 1957.

Foi pastor da igreja de Uberlândia-MG em 1957, ano em que o campo foi entregue para a IPB definitivamente.

O casal adotou como filha de criação D. Sebastiana..., que hoje mora em Patrocínio, na mesma Rua do IBEL, uma quadra adiante. Ela testemunhou a forma carinhosa como o casal conduzia seu ministério e relacionamentos. Ela disse que D. Jessie ganhou muitas almas para Cristo ensinando crochê para mulheres em sua casa, sendo ela mesma uma delas.

Woodson era conhecido por seu zelo piedoso, estudiosos e culto, dotado de simplicidade, pregação ungida, que às vezes o levava às lágrimas; muito admirado afetuosamente pelos crentes e alunos que pastoreava e ensinava. Era tolerante e paciente, mesmo diante de sofrimentos e humilhações morais. Conta-se em Goiânia, que uma vez jogaram gasolina sobre o seu V-8 estacionado em frente à Primeira Igreja de Goiânia, e atearam fogo. Embora o fogo tenha danificado apenas a pintura, ele nem se importou com o incidente.

Segundo o Rev. Wilson de Castro Ferreira, essa arrancada do trabalho em Goiás exigiu dele e de sua esposa Jessie zelo, vigor e fé. Eles abriram os campos de Uruana e a partir dali avançaram pelos trilhos mal batidos das florestas densas da Mata Azul para frente onde encontramos Rubiataba, Betel, Xixá e outros sem número de pontos de pregação lançando os alicerces do que se tornaria o Presbitério de Ceres e seus desdobramentos. Avançavam no lombo dos cavalos, a pé, atravessando correntes e atoleiros, picados por insetos como os intoleráveis pernilongos e carrapatos passando noites sem dormir em camas impossíveis a fim de plantarem o que hoje são prósperas igrejas.

Sobre Goiânia, o Rev. Wilson descreve: "Apesar de muitas viagens que empreendia, atendendo ao seu vasto campo, Goiânia também cresceu, construiu seu templo, pagou-o e lançou os alicerces para a grande obra presbiteriana ali existente, firme e consolidada. Rev. Jaime sentiu que foi providencialmente guiado por Deus na sua decisão de ir para Goiânia, aceitar o desafio dos novos campos que se abriam em Goiás. Por isso mesmo diz ele referindo-se a Goiânia: 'Moramos em Goiânia seis anos e foram estes os melhores anos gastos no trabalho no Brasil'".[10] O Rev. Woodson foi pastor da Primeira Igreja de 1940 a 1946, tempo em que Goiânia já tinha cerca de 25 mil habitantes. Nessa época, Woodson abriu 12 pontos de pregação, tendo Goiânia como centro de atividades. Havia pontos de pregação há mais de 250 Km da sede![11]

Consta o seguinte na ata de organização da Primeira Igreja de Goiânia: “Em 1940 no mez de fevereiro, no dia 4, o Rev. Jaime Woodson, fez uma visita à Goiânia, preliminarmente, como que preparando-se para melhor escolher seu centro de trabalho. Então, pregou ele no salão da congregação já em funcionamento. Deste modo escolheu ele Goiânia, como sede do campo de seu trabalho, transferindo-se com sua família, para esta Cidade, no 22[12] de fevereiro de 1940. O Rev. Jaime woodson, foi para Goiânia, o que Paulo foi para Macedonia, ensentivou sabiamente os trabalhos da congregacão, tanto no edifício da cosntrução do Templo, quanto na edificação da Igreja, o corpo de Cristo.”[13]

Quando o trabalho missionário começou a arrefecer após os anos 1960, Woodson ainda fez parte da Comissão de diálogo das missões norte-americanas com a IPB. Escreveu uma breve História da Missão Oeste do Brasil na década de 1960, mencionada pelo Rev. Wilson de Castro Ferreira, a qual leu perante a Reunião anual da MOB em 1960.[14]

Retornou com a família para os EUA e faleceu em 21/07/1979 em Black Mountain, Buncombe, Na Carolina do Norte, EUA, tendo sido sepultado no dia seguinte.

































[2] No seu visto de permanência no Brasil datado de janeiro de 1940, consta o nome de sua mãe como Fannie Hamilton Woodson.
[3] FERREIRA, Wilson de Castro. Pequena História da Missão Oeste do Brasil, CEIBEL, p.48.
[4] BEAR, James E. Mission To Brazil, p.168.
[5] A EVANGELIZAÇÃO PELA EDUCAÇÃO ESCOLAR: EMBATES ENTRE PRESBITERIANOS E CATÓLICOS EM PATROCÍNIO, MINAS GERAIS (1924-1933). Cadernos de História da Educação - nº. 2 - jan./dez. 2003, p. 39.
[6] FERREIRA, Wilson de Castro. Pequena História da Missão Oeste do Brasil, CEIBEL, p.49.
[7] BEAR, James E. Mission To Brazil, p.165.
[8] FERREIRA, Júlio A. História da IPB vol. 2, CEP, p.?
[9] Ibid, p.371.
[10] FERREIRA, Wilson de Castro. Pequena História da Missão Oeste do Brasil, CEIBEL, 1996, p. 50.
[11] James Bear fala de pontos de pregação a 160 milhas de distância da capital. BEAR, James E. Mission to Brazil, p. 187.
[12] Pode ser “28”.
[13] Ata de Organização da Igreja Cristã Presbiteriana de Goiânia, 16/05/1948, folha 8. Livro 1, ata 01 (sic).
[14] FERREIRA, Wilson de Castro. Pequena História da Missão Oeste do Brasil, CEIBEL, 1996, p. 92.
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