O Bom pastor e seus comentários

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Publicação de Meu Primeiro Livro Sobre Números


Essa semana foi aprovada a capa para a publicação de meu primeiro livro, que  está prevista para até setembro pela Editora Primícias daqui de Goiânia.
Estamos na fase de paginação e logo irá ao prelo. Prevemos uma obra de 170 páginas com o formato 14,5x21cm.
A ansiedade é quase igual ao nascimento de um filho!
Ainda tem água pra correr.

O livro trata da forma como Deus lida nossas queixas e murmurações aplicando tanto sua bondade quanto sua severidade na experiência de Israel durante a peregrinação no deserto. Exponho e analiso as sete murmurações de Israel no deserto. Também fiz uma introdução discorrendo sobre a hermenêutica e exposição de textos narrativos.
Espero poder contribuir e ajudar muitos irmãos com essa obra!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Casamento é Uma Aliança (15/07/2012)






INTRODUÇÃO
Decidimos discorrer sobre o tema: A Família da Aliança este mês. Uma leitura apropriada para o acompanhamento das palestras é o livro “A Família da Aliança” de Herriet e Gerard Van Groningen da ECC (1997).


1. 01/07 = A Família da Aliança.
As famílias numa encruzilhada: Qual o conceito correto de Família?
= Rev. Jonas C. Ferreira.

2. 08/07 = O Reino de Deus e a Família.
O Lugar da Família no cumprimento dos mandatos divinos da criação.
= Rev. Milton Rodrigues Jr.

4. 22/07 = Adultos Solteiros e a Família da Aliança.
As Opções e as escolhas bíblicas para aqueles que “preferiram” não se casar.
= Bel. Miguel Rios.

5. 29/07 = O Culto No Lar da Família da Aliança.
 = Presb. Alexandre Lustosa.
Andando com eles para que eles andem com Deus.  

E hoje:
3. 15/07 = O Casamento é Uma Aliança.
Somos de fato pessoas separadas unidas apenas por uma assinatura em um papel?
= Rev. Helio O. Silva

         Muitos intelectuais de nosso tempo tratam o casamento como um empecilho para a liberdade humana e que a recomposição dos valores familiares passa pela destruição do conceito cristão de casamento e família. Valores econômicos são muito mais importantes que casamento, comportamento e valores morais.
O nosso conceito e a vivência do casamento são fundamentais para o sustento da família que vive dentro da aliança com Deus. Isso ocorre pelo fato de que o “casamento é o meio pelo qual Deus nos fez nascer e viver como uma família da aliança”.[1] Não existe uma família da aliança sem um casamento dentro da aliança e regido por ela.
 
PROPOSIÇÃO
Por isso nossa proposição é muito simples, direta e clara: O Casamento é uma Aliança e não a expressão legal que une duas pessoas diferentes num contrato pela assinatura num papel. Levantemos 3 questões quanto a esse assunto:

I.                  COMO DEFINIR O CASAMENTO?
Há apenas uma visão bíblica do casamento, mas podemos discuti-la de vários pontos de partida:
1)    Uma cerimônia pública.
Como tal pode ser celebrada num templo ou num clube. Pode ser feita com simplicidade e a informalidade de uma casa entre uns poucos membros da família. Para ter validade pública bastam a presença do casal, de um juiz e de duas testemunhas. Mas a cerimônia pública não é tudo que um casamento é.

2)    Uma atividade social, legal e autorizada.
Por ser público, o casamento cumpre expectativas legais do estado e da sociedade. O casamento como atividade social aproxima famílias e cria vínculos de sustentação para a vida em sociedade. Mas há algo mais.

3)    Uma instituição.
Como instituição o casamento é um elemento básico na sociedade, por isso conta com a proteção e os incentivos públicos. Nenhuma forma de união civil produz em termos práticos a sustentação social que o casamento entre um homem e uma mulher produz. Todavia, instituições podem mudar ou ficarem obsoletas forem apenas isso!

4)    Não pode ser visto como um contrato.
No mundo dos negócios, um contrato é o estabelecimento de uma aliança temporária que poderá ser desfeita quando os objetivos forem alcançados ou se falhar o empreendimento. Um contrato se baseia em caçulos e podem incluir exceções ou reservas.
         O casamento não é só um contrato legal, uma assinatura num papel, embora leve em conta esse fato. O casamento jamais pode ser visto como um arranjo legal para satisfazer as dimensões legais da vida, podendo ser cancelado a qualquer momento caso alguma das partes não se sinta satisfeita com os resultados não obtidos e expectativas frustradas. Há mais questões envolvidas!

5)    Nunca é uma tentativa temporária ou um experimento.
Visto como uma tentativa temporária o final ficará em aberto. Muitos casamentos já morrem na raiz, porque não tem propósito definido, são apenas tentativas de ser feliz com alguém. Basta uma frustração qualquer para se ter a permissão de desfazê-lo. É que mais tem acontecido entre nós.
Ilustração: Perguntaram jocosamente a Adriane Galisteu depois dela ter gasto R$ 500 mil no seu casamento se era para sempre. A resposta também jocosa foi que não; era só enquanto ela fosse feliz. Divorciou-se 6 meses depois.
Uma estatística interessante esse aspecto é a que mostra que os casais que mantém relações sexuais antes do casamento são os que mais se divorciam. A razão básica é porque fizeram do casamento um experimento, uma tentativa.


II.               O CASAMENTO É UMA ALIANÇA.
Embora todas as considerações anteriores compõem nosso conceito de casamento precisamos afirmar categoricamente que o casamento é uma aliança.
Segundo as escrituras uma aliança envolve compromissos, promessas e provisões para a continuidade. Isso tudo selado por uma palavra, um juramento solene.[2]  Veja como Moisés colocou essa questão quanto à nossa aliança com Deus em Deuteronômio 29.14,15:
14Não é somente convosco que faço esta aliança e este juramento,
15porém com aquele que, hoje, aqui, está conosco perante o SENHOR, nosso Deus, e também com aquele que não está aqui, hoje, conosco.
O juramento público e solene fez da aliança, no seu todo, uma realidade certa para as gerações futuras.[3]
O conceito básico de aliança é o vínculo de relacionamento real e vivo que Deus estabeleceu com o homem e a mulher quando os criou à sua imagem e semelhança. Deuteronômio 7.9 nos diz que esse vínculo é de amor e vida. Um detalhe que não pode escapar é que a administração dessa aliança não foi entregue aos homens, mas é soberanamente administrada porque Deus disse a Abraão: “Anda na minha presença e sê perfeito. Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência...” (Gn 17.1,9).
A aliança não fica sendo apenas o vínculo, mas também um recurso administrativo pelo qual Deus cumpre a sua vontade em nossas vidas, ou seja, por meio da aliança Deus cumpre suas promessas e mostra o que pretende fazer em favor dos que vivem dentro da aliança. A palavra escolhida por Deus para exemplificar essa relação de vida-amor-benção com o seu povo é: Casamento.
Logo, há cinco questões que precisamos afirmar e estabelecer em nossos lares: O que é uma aliança?

1)    Uma entrega total de cada um para o outro.
O casamento é o vínculo de amor e vida que une um homem e uma mulher que estão unidos para o resto de suas vidas até que a morte os separe.
Gênesis 2.24 usa a palavra “unir” para o estabelecimento desse vínculo. Unir é colar. A cola que mantém o casamento unido não é somente o amor (que é importante), mas, em primeiro lugar, é a entrega total de cada um para o outro. Entregar-se é submeter-se. Essa submissão de um para com outro é a cola que cria a unidade familiar do casamento.

2)    Uma promessa mútua.
Quando falamos de promessa pensamos naquela promessa mútua de entrega ao outro que inclui a recepção da entrega do outro como ele é. A aliança bíblia não trata de pessoas ideais ou de expectativas surreais das nossas mentes, ela trata de pessoas reais, como elas são.

3)    Uma compreensão do compromisso requerido.
Ao entrarmos numa aliança precisamos estar conscientes do significado da aliança. O que se espera de nós, qual o nosso papel, quais as nossas responsabilidades mútuas?

4)    Um compromisso solene selado pela palavra.
Uma vez que a submissão é voluntária, precisa ser amadurecida de ambas as partes. Esse é o propósito da promessa ser feita de forma solene e pública e selada pela palavra da promessa. O compromisso é feito diante de Deus e das pessoas convidadas para estarem presentes. Dizer “sim” ao casamento é fazer um juramento de promessas e responsabilidades juntos.

5)    Um compromisso de estabelecer um lar juntos.
Um lar tem quatro móveis básicos: Fogão e pia; sofá e cama de casal. Estes serão compartilhados pela família inteira a vida inteira. Eles representam o sustento, a manutenção, a vida social e o relacionamento sexual do casal. Além disso, a vida sexual proverá provisão e continuidade. Na família da aliança haverá filhos, que são herança do Senhor (Sl 127).
O casamento é uma aliança estabelecida por Deus e vivida diante dele como expressão simbólica da união de Deus e o seu povo por meio de um amor real, por isso ele conta com bênçãos especiais da parte de Deus. Deus não quebra a sua aliança e não nos permite pensar em quebrar as nossas. Deus não se divorcia de nós (Sl 50.1) e não permite que nos divorciemos uns dos outros também.
Outras opções; falhas; desapontamentos; não são justificativas válidas para um divórcio. E até mesmo as duas que existem podem ser quebradas pelo perdão cristão.

III.           BASE BÍBLICA DO CASAMENTO COMO UMA ALIANÇA.

1)    Deuteronômio 7.
Ao entrarem na terra Israel não deveria se casar com os pagãos. Ele não proibiu o casamento, ele proibiu o casamento com os idólatras que não o conheciam e nem à sua aliança. Na conquista eles deveriam destruir totalmente os moradores idólatras da terra (v.2-4). O casamento misto era proibido exatamente para evitar a deserção espiritual do povo de Deus (v.4). O casamento misto é interpretado nas escrituras como insubmissão a Deus. Deus dá duas razões para isso: O seu povo deve ser santo (v.6) e porque ele nos ama (v. 7,8). Porque Deus guarda a aliança, devemos guardar também (v.9-12).

2)    Malaquias 2.
14E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança.
15 Não fez o SENHOR um, mesmo que havendo nele um pouco de espírito? E por que somente um? Ele buscava a descendência que prometera. Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade.
16 Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.
Deus odeia o repúdio e foi testemunha de nosso casamento. Ele fez apenas um casal e um casamento e deseja que seja assim conosco também. Quando se multiplicam os divórcios na igreja e as razões enumeradas são as mais diversas Deus levanta a mão e diz basta!
Não podemos concordar com os abusos que muitos maridos e muitas mulheres cometem contra os seus cônjuges. O texto de Malaquias diz que Deus odeia tanto o divórcio quanto a violência (inclusive a doméstica) mas em nome de Cristo eu digo aos irmãos: Cuidado marido! Cuidado esposa! Se é pelas suas mãos que seu casamento s enveredou pela ladeira abaixo, porque o que vocês vão encontrar lá embaixo será apenas destruição e não contará jamais com a aprovação de Deus. Por isso arrependam-se e se reconciliem por meio de uma mudança radical no seu comportamento dentro de casa com o seu cônjuge!

3)    I Coríntios 7.
Paulo trata do casamento em geral e do caso específico de conversões após o casamento por parte de apenas um dos cônjuges. Paulo afirma que por causa da continuidade da aliança Deus abençoa o incrédulo por amor do crente e de seus filhos (v.14).
Embora o (a) convertido não possa ter certeza da conversão do cônjuge incrédulo, pode ter esperança de que isso aconteça pela observação do comportamento cristão de quem foi convertido (I Pe 3.1,2). Todavia essa esperança só é válida para quem se converteu já casado, para os que pretendem se casar vale as advertências de Deuteronômio 7 e de I Coríntos7.16: Como sabe se salvará o teu marido ou esposa?

4)    Efésios 5 e I Pedro 3.
Essas duas passagens mostram o significado do casamento e suas implicações para cada cônjuge. Traçam seus papéis e mostram a relação de analogia (comparação) do casamento com a aliança divina. São os padrões de Deus para o casamento cristão. Efésios 5 define o casamento como a entrega da esposa aos cuidados do marido e a entrega amorosa e sacrificial do marido em favor da esposa. I Pedro define o casamento como uma relação baseada na vida interior devotada a Cristo e não em enfeites exteriores Enfatiza o valor da esposa e do marido. Sara chamou Abraão de “seu senhor” e o marido deve ter consideração para com a esposa tratando-a com dignidade. A palavra dignidade ter a ver com o valor de uma jóia. A mulher para ter valor precisa ser digna dele, e o marido que não vê o valor da jóia que sua esposa é não tem discernimento.

Aplicações:
Segundo Jim e Sally Conway, nenhum casamento é perfeito, mas nem um é sem esperança.[4] Podemos melhorar nossa relação conjugal se:
1)    Focalizarmos nosso cônjuge.
Muitos desentendimentos surgiram e continuam surgindo porque o seu foco mudou do cônjuge para si próprio.
Ilustração: O filme Beleza Americana mostra que os casamentos se arruínam porque mudamos o foco do nosso amor para as coisas, projetos e desejos. Isso é exemplificado no belo jardim de rosas vermelhas da esposa e nos desejos adulterinos do marido por uma adolescente banhados a pétalas de rosas vermelhas.

2)    Alimentar e querer bem ao nosso cônjuge.
Trate bem o seu cônjuge e alimente o seu amor por ele e o dele por você. Ouça o que a sua esposa diz. Não tente mudar o seu marido em tudo!

3)    Desenvolver os interesses comuns, reconstruindo-os ou descobrindo os que não foram descobertos.
Não nos afastemos um do outro. Deus quer que sejamos benção juntos. A vida na igreja é um catalisador abençoador para a formação de interesses comuns.

4)    Confiando em si mesmo (a) no seu cônjuge e em Deus.
Somos pessoas reais com pecados reais. Somos pecadores reais que desfrutam de um perdão real. Vivemos debaixo de um perdão real para praticarmos um amor real. Amor real e o que praticamos por meio de atos reais e na de promessas tolas.
Deus não mentiu pra você, não minta para si mesmo e nem para os outros. Arrependa-se se errou e volte a praticar o que levou o seu cônjuge a se encantar por você. Perdoe se reconhece o arrependimento. Aprenda a ser grato e ver o melhor mais vezes e o ruim menos vezes.

Conclusão:

         Hebreus 13.4 diz: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.”
         Algumas conclusões são claras;
1.     O casamento é digno de honra.
2.     O casamento deve ser honrado entre todos nós.
3.     O leito do matrimônio não deve ser maculado.
4.     O que macula o matrimônio é a imoralidade e o adultério.
Que o adultério é perigoso para a estabilidade do casamento todos sabem, mas o que é impureza? O autor de Hebreus é muito objetivo ao dizer que existem impurezas que podem manchar a vida sexual de um casal além do próprio adultério. Contudo, não podemos confundir impurezas com desajustes. Os desajustes podem ser evitados e corrigidos se tivermos e mantivermos uma sólida compreensão bíblica do casamento e da família.
As impurezas e o adultério devemos tratar por meio do arrependimento, da disciplina e da mudança de comportamento para a glória de Deus, o bem daqueles que prometemos amar em aliança e de nós mesmos.

[1] Herriet e Gerard Van Groningen. A Família da Aliança, ECC, p. 43.
[2] Herriet e Gerard Van Groningen. A Família da Aliança, ECC, p. 26.
[3] Ibid, p.27.
[4] Jim e Sally Conway. Na Dor e Na Alegria, ECC, p.232.

domingo, 15 de julho de 2012

Tempo de Despertar



Hélio O. Silva
14/07/2012
Tempo de Despertar

Eu desenterrei as palavras antigas. Cavei uma a uma do subsolo adormecido e coberto de grama molhada pelo orvalho caído dos anos que passaram sobre mim. Perguntei às minhas mãos por que faziam assim, mas elas não pararam de cavoucar, procurando as palavras, desenterrando as memórias.

As palavras não se perdem. São sementes que ficam adormecidas nos livros e no correr dos tempos. Elas esperam as mãos que buscam as respostas e as vozes que fazem as perguntas. Elas brotam como a luz do alvorecer iluminando as mentes, libertando as almas do sono cansado e fazem pulsar os corações antes acorrentados em suas paixões. As palavras antigas falam porque nunca conseguiram emudecê-las. Muitas palavras foram publicadas a fim de escondê-las, ofuscá-las ou empurrá-las para o esquecimento. Todavia, essas palavras jamais conseguiram matar a fome das almas, pois só tinham lama.

Eu desenterrei as palavras porque tive fome e desisti de me alimentar das ilusões entoadas nas canções tocadas ao vento, sem rumo, sem letra, sem ter o que dizer. Fui buscá-las no passado para fugir do veneno entorpecedor que me ofereceram num copo de cristal, mas que não fascina mais. A escuridão trouxe o frio e o medo. A gritaria sem sentido que nos leva a tapar os ouvidos e correr para o silêncio de um jardim ao entardecer. Assim cavei até achá-las, colecionando-as junto ao meu coração...

Então as li novamente, relembrando cada capítulo, cada versículo que o tempo não apagou; e as traduzi novamente... Para publicá-las em livros novos e não perder o seu sentido nem o seu significado. E as proclamei nos microfones que me ofereceram, folheando-as com dedos firmes. Fixando o meu olhar direto à frente tentei penetrar na escuridão dos outros olhares refletindo a luz das palavras, compartilhando o poder que nunca foi meu, nem de ninguém, mas da Palavra e do Verbo Eterno.

Correram as páginas nas mãos de quem veio procurar junto comigo as antigas palavras. Chegou o tempo de despertar...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mateus 6.13 = A Proteção do Pai



Hélio O. Silva = 13/07/2012.
A Proteção do Pai       

Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mateus 6.13).

Segundo John Stott, há três pedidos na oração do “Pai Nosso”: (1) Pão = A providência de Deus, o Pai; que nos dá o sustento material. (2) Perdão = A morte expiatória de Cristo, o Filho que nos dá o sustento espiritual. (3) Vitória nas tentações = O poder da habitação do Espírito Santo, que nos dá o sustento moral. Meditemos na frase:

         Primeiro: O QUE É TENTAÇÃO? É a permissão de Deus para que o diabo se aproxime (Lc 22.31,32) e nos peneire como trigo. Ele nos tenta pessoalmente, mas também nas nossas relações com os outros, inclusive na nossa relação conjugal (I Co 7.5). 

A cobiça é fonte de tentação, pois esta se alimenta de nossa natureza carnal. A carne é o pecado habitando dentro de nós (Tg 1.13; I Co 10.13). O sofrimento é fonte de tentação porque pressiona o nosso autocontrole (Gl 4.14). A queda dos outros no pecado é fonte de tentação porque os faz acreditar que somos melhores que eles, mas não somos (Gl. 6.1).

         Segundo: NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO. Jesus ora para que Deus não nos deixe cair enquanto estivermos sendo tentados. O sustento divino é necessário para não entrarmos na tentação e também para não cairmos quando tivermos entrado nela. Como podemos vencer e não cair?
(1) Por meio da palavra (Mt 4.1-8; “está escrito”). Jesus venceu a tentação citando as escrituras para afirmar a sua fé (confiança) no Pai.
(2) Por meio da oração (Lc 22.40; Mc 14.38). Enquanto oramos não damos atenção para a tentação e nem cedemos a ela.
(3) Por meio de vigiar (Mt 26.41). Quem fica desatento não vê o tentador chegar e confunde pecado com contingência (pequei sem querer; falta; deslize; imaturidade). Pecado é sempre pecado!
(4) Por meio da armadura de Deus (Ef 6.12-17). O escudo, por exemplo, é para apagar os dardos inflamados do diabo. Dardos são lanças remetidas à distância; são tentações.

         Terceiro: MAS LIVRA-NOS DO MAL. O mal é o maligno (o diabo) e tudo aquilo que reflete um comportamento não agradável a Deus, que é o Senhor de todas as coisas e o justo juiz sobre elas. Só Deus pode nos dar livramento das tentações; ele não permitirá que a tentação seja ALÉM das nossas forças (I Co 10.13).

Conclusão: Hebreus 2.18 afirma que Cristo foi tentado em tudo, por isso pode nos socorrer nas nossas tentações. O que devemos fazer quanto somos tentados? Achegarmo-nos junto ao trono da graça a fim de receber socorro e livramento da parte de Deus (Hb 4.14-16).
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