O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Exposições Bíblicas de Verão na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia




Os Salmos reais são os salmos 95 a 100 e tratam da majestade de Deus como Rei de toda a criação e do seu povo. Possivelmente esses salmos eram cantados como cânticos de romagem (à semelhança dos cânticos de romagem - Salmos 120 a 134) quando o povo de Deus subia ao templo para as celebrações do ano novo.
Venha celebrar conosco a majestade de nosso Deus.
Horário: Todos os domingos às 9 horas.

1. 19/12 (Rev. Mauro) - Salmo 95 = O Deus Supremo.
2. 26/12 (Rev. Milton) - Salmo 96 = O Deus Santo.
3. 02/01 (Rev. Hélio) - Salmo 97 = O Deus Altíssimo.
4. 09/01(Rev. Ericson) - Salmo 98 = O Deus Juiz.
5. 16/01 (Rev. Jonas) - Salmo 99 = O Deus Poderoso.
6. 23/01 (Rev. Helio) - Salmo 100 = O Deus Misericordioso.
7. 30/01 ( Rev. Helio) - Avulso = Salmo 101 - Culto Doméstico.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Admoestação ao Senado Federal



Embora tenha publicado nesse blog apenas textos de minha autoria e não ter como propósito fazer desse espaço um lugar de denúncias e calorosas polêmicas; abro mais uma exceção por ver na palavra do bispo de Limoeiro do Norte-CE, D. Manuel Edmilson da Cruz, a palavra que o nosso Senado Federal precisava ouvir de todos nós cristãos brasileiros.
Que Deus converta e restaure o nosso país!
Com amor, Pr. Hélio.
* Recebida pelo Blog Genizah = http://www.genizahvirtual.com/

Três Fundamentos de Nossa Esperança (I Ts 5.9-11)




Três Fundamentos de Nossa Esperança (I Tessalonicenses 5.9-11)

O ano de 2010 já se foi e em todo o mundo os olhares se voltam para os relógios que, depois de encerrarem mais um ano, acenam com esperança para a alvorada do ano novo. De formas diferentes nós também participamos dessa agitação, porque vivemos no mundo. Todavia, mesmo vivendo no mundo, desde que Cristo nos salvou nossos critérios de vida e esperança para o futuro foram alterados radicalmente. Em I Tessalonicensses 5 Paulo nos lembra que três são os fundamentos que sustentam nossa caminhada peregrina no mundo e também a nossa esperança:
1º) O decreto de Deus. Ele não nos destinou para a ira, mas nos escolheu em Cristo eternamente (Ef 1.4). Ele nos escolheu para sermos de Cristo e andarmos com Cristo onde estivermos o ano todo. Esse decreto de Deus não nos causa medo, mas nos dá plena segurança de que para nós não existirão acasos, mas a realização cotidiana da providência de Deus para os nossos caminhos até o fim.
2º) A obra mediadora Jesus Cristo na Cruz. Ele morreu por nós. Ninguém pode chegar ao Pai a não ser por meio de Cristo (Jo 14.6). Sua morte por nós significa que ele morreu a nossa morte (expiação); morreu em nosso lugar (substituição) e morreu a nosso favor (propiciação). Ele é o nosso intercessor permanente diante do Pai, mas também é o porta-voz de sua vontade santa para nós. Cristo estará envolvido conosco todos os dias do ano novo, participando de cada ato nosso e guiando-nos como o bom pastor que conhece todas e cada uma de suas ovelhas. Por isso, não precisamos temer o presente e nem o futuro.
3º) A nossa união vital com ele. Nós enfatizamos a justificação pela fé somente de forma correta, mas Cristo fez mais que justificar-nos, ele se uniu a nós vitalmente e eternamente, de modo que nos tornamos o seu corpo e ele a nossa cabeça. Ele estará conosco e nós estaremos com ele sempre.
Daí, o que devemos fazer? Devemos consolar uns aos outros; edificar-nos reciprocamente; e assim manter o padrão de vida e ensino aprendido nas Escrituras.
Por fim, lembremos uns aos outros de que:
A paz que devemos buscar em 2011 não é a paz do mundo e nem a paz com o mundo, mas a paz de Deus para o mundo. A paz que o mundo tenta construir e oferece termina em destruição, mas a paz de Cristo em ressurreição, porque “não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14.27).
Sejamos vigilantes quanto à nossa conduta sempre. Por meio de um padrão de vida limpo e santo. Por meio de um conhecimento verdadeiro das Escrituras. Por meio de uma fé, amor e esperança inabaláveis. Uma fé operosa, um amor abnegado e uma esperança firme (I Ts 1.3).
Vivamos com confiança e testemunho fiéis, conscientes de que tudo depende de Deus no fim das contas, mas que podemos ser instrumentos úteis de sua graça se estivermos em sintonia com o seu propósito santo e eterno.
Pratiquemos as obras do dia, porque somos filhos da luz e não das trevas (Ef 5.8). Nossa luz tem de brilhar; nosso sal tem de salgar; nossas palavras têm de transmitir a graça; nossos atos têm de ser justos e a nossa caminhada tem de ser certa: Na direção do Sol da justiça.
Que o nosso 2011, seja um ano pleno de fé, amor e esperança; todos depositados em Deus! Todos vividos em comunhão com Cristo e sua igreja!

Para o boletim da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia do dia 02/01/2011.
Com amor, Pr. Hélio
www.revhelio.blogspot.com

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Heróis Não, Pais.



Hélio O. Silva = 23/12/2010.

Aos nossos pais: Anamirtes de Oliveira Silva e Luiz Silva, pela comemoração de suas Bodas de Ouro (31/12/1960 - 31/12/2010.


Heróis Não, Pais.


Vocês não são nossos heróis, vocês são nossos pais. Dignos de muito mais honra e muito mais admiração. Por causa de tudo que de vocês nos lembramos; por causa de tudo que de vocês guardamos. Tudo somado reflete o que sentimos por vocês: Pai e mãe.
Quem olha para os dois agora não consegue imaginar o que representaram para nós na nossa infância e juventude. Olhos baços; mãos trêmulas, corações frágeis e cansados. Olhos que enxergaram um bom futuro para todos nós e nos ensinaram a alcançá-lo. Mãos que sustentaram pelo trabalho honesto o estudo que nos fez construir nossos próprios caminhos. Corações que suportaram todas as emoções (ruins e boas) por amor a nós e com fé aceitaram o desafio de seguir à nossa frente. Olhos que nos ensinaram a ver a vida. Mãos que nos ensinaram a trabalhar. Corações que nos ensinaram a crer! Em Deus e nas coisas boas.
Vocês não são nossos heróis; são nossos pais. Que nos amaram e ajudaram apesar de todos os nossos defeitos e pecados; Pais que aprendemos a amar e honrar com todos os seus defeitos e pecados. Porque das suas mãos recebemos também a bondade que vem de Deus; o sacrifício que aprendemos com Cristo e o consolo que nos dá o Espírito Santo.
Todos nós nos lembramos de suas lutas para nos dar conforto e educação. Para nos dar lazer e diversão. Para nos ensinar caráter e comunhão. Sabemos que não conseguiram e não acertaram em tudo; Mas testemunhamos que acertaram o bastante para estarmos todos aqui ao lado de vocês agradecidos; e todos juntos.
E nos ajuntamos para agradecer-lhes tudo que nos deram e que repassamos aos nossos filhos e seus netos. Queremos honrá-los publicamente porque foi assim que nos honraram sempre. E queremos aplaudi-los pelo dom que Deus lhes concedeu de permanecerem juntos, apesar de tudo que enfrentaram, por nós e por vocês mesmos. Chegar às bodas de ouro é uma vitória muito grande e digna. Porque muitos outros desistiram pelo caminho, mas vocês ficaram juntos.
É por isso que nos levantamos como família cristã.
Primeiro para agradecer a Deus pela vida de vocês como casal e pela benção de sermos seus filhos.
Segundo para agradecer a vocês que passaram por tantos momentos difíceis, mas ficaram juntos; venceram tempestades; acumularam cicatrizes e rugas pelo caminho, mas estão aqui e estão juntos.
Terceiro, porque momentos como esses que vão se tornando cada vez mais raros nós pudemos ver e vivenciar ao lado de vocês como igreja.
Deus seja louvado; Deus os abençoe ao renovarem seus votos fortalecendo sua união. Amém.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Crescer Juntos



Crescer Juntos
Salmo 127


É importante que cresçamos juntos no casamento. Porque existem muitos perigos. As tempestades sopram ventos fortes às vezes. E juntos podemos suportar melhor a pressão.
Crescer juntos é uma arte que aprendemos com esforço e com o tempo. Ninguém nasceu sabendo. Ninguém nasceu já sabendo como ser esposa, auxiliadora idônea de seu marido. Ninguém nasceu sabendo como ser esposo, cabeça e pastor amoroso de seu lar.
Crescemos juntos quando aprendemos juntos e um com o outro. Respeitando diferenças menores, aperfeiçoando-nos naquilo que é mais importante.
Precisamos crescer juntos, mas não para qualquer direção. É preciso que cresçamos juntos em direção a Deus. Ele nos criou para o louvor da sua glória e o nosso casamento faz parte desse objetivo da sua criação.
Conversemos a respeito do tempo que estamos juntos, na mesma estrada. O que mudou e o que melhorou; o que nos segurou estacionados em algum lugar. Tudo isso tem um peso que só pode ser descoberto se os pesarmos juntos.
Quando o Senhor edifica ao nosso lado o casamento não é vão o seu significado; não é inútil o seu propósito e nem penosos os seus frutos. Mas pleno de crescimento, companheirismo e dedicação mútua. Diante de Deus e para glória de Deus os casais que crescem juntos constroem sua casa na rocha e vencerão juntos todas as tempestades.

Com amor: Pr. Hélio O. Silva.

O Namoro Não Vai Acabar



O Namoro Não Vai Acabar

Quando o namoro começou, os sonhos se encheram de palavras, de canções e rosas perfumadas. Era bom esperar. Era gostoso aguardar a hora do encontro.
Depois ficou decidido que o encontro era pouco; era preciso não apenas se ver todos os dias. Era preciso ficar juntos e se unirem na construção dos sonhos que sonharam. A benção de Deus foi pedida e agradecida perante várias testemunhas no culto de casamento. As alegrias, as esperanças e o colorido foram enlaçados e levados para a mesma casa. E o tempo passou...
O casamento não escondeu as palavras, mas emprestou-lhes novos significados. O tempo não esfriou o amor, mas o fez crescer e amadurecer. As flores não murcharam nos vasos da casa, mas foram plantadas no jardim. As canções não ficaram esquecidas na memória e nas fotos amareladas, mas ainda hoje embalam os corações apaixonados. Os bombons não amargaram as promessas, pois continuam adoçando as paixões conjugais. A fé não arrefeceu, mas tornou-se mais sólida no testemunho e na cumplicidade da cooperação aprendida passo a passo, dia a dia... Num namoro que não vai acabar.
As palavras não se tornaram em romance vazio, mas acrescentaram à sua herança momentos bons e ruins que vocês compuseram juntos. As lágrimas da saudade não foram vencidas pela decepção e as mágoas. O amor venceu, o namoro não acabou...
As mãos ainda se entrelaçam e os braços se dão. Caminhem juntos pelo tempo e guardem no sorriso de seus filhos a força de sua juventude. Eles crescerão ao seu lado e aprenderão consigo que o namoro não acabou, que vale a pena andar com Deus. O amor crescerá, amadurecerá, tornar-se-á responsável, mas nunca vai acabar...

Com amor, Pr. Hélio.
18/09/2002.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada



A Viagem do Peregrino da Alvorada
– Uma Breve Avaliação.


Está em cartaz o terceiro filme da série Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada. Agora sob a produção da 20th Century Fox, uma vez que a Disney abandonou o projeto por concluir que não dava o lucro esperado. Os filmes são baseados nas sete Crônicas de C. S. Lewis sobre uma terra fabulosa chamada Nárnia onde o Leão Aslam representa Deus.
Embora o livro original publicado em 1952 fosse o terceiro da série, pela ordem de leitura é o volume número cinco (como foi publicado em português). A história tem como pano de fundo a Inglaterra da Segunda Guerra Mundial. Esse filme te fará pensar em pelo menos três verdades bíblicas:

1. Todos temos de enfrentar nossos próprios medos e cobiças; e eles se manifestam contra nós principalmente na forma de tentações. Querer ser quem não somos; Querer ter o que não podemos; achar que somos mais do que realmente somos; são fontes de constantes tentações e podem colocar tudo a perder na nossa vida. Só é possível vence-los se ouvirmos as instruções de Aslam e não abandoná-las. Deus nos instrui e adverte através de sua Palavra (Js 1.8).

2. Devemos viver todas as nossas aventuras do/no presente sem deixar esfriar nossa esperança de viver na terra de Aslam. Devemos pensar nas coisas lá de cima (Cl 3.1-6) e viver nossa vida hoje pela expectativa do que e de onde nos encontraremos amanhã. Ripichipi nos mostra que sempre valerá a pena trocar o que temos aqui pelo que nos aguarda lá.

3. Somos peregrinos e para tudo precisamos da ajuda de Aslam. Não conseguimos deixar de ser dragões se Aslam não nos libertar deles; não podemos vencer as trevas se Aslam não nos encontrar na escuridão; não realizaremos nossos sonhos se Aslam não aparecer, trazer consigo a verdadeira alegria e nos ajudar a ser realistas quanto às nossas expectativas. A peregrinação terminará um dia; e como chegaremos lá? (I Jo 2.27,28).

4. Existem mais, descubra algumas você mesmo...

Três cenas cativantes:
1. O alerta de Aslam a Lúcia através do espelho. Isso nos lembra o perigo das cobiças e das tentações. O choro de Lúcia a seguir nos lembra o arrependimento.

2. Eustáquio arranhando sua pele pedindo a Aslam para deixar de ser dragão. Isso lembra o quanto estamos presos à nossa natureza decaída, o quanto precisamos da ação de Deus para nos livrar dela e o que significa o novo nascimento. Deixar de ser dragão significa nos tornarmos, pela mão de Deus, pessoas melhores.

3. A prontidão de Ripichipi ao tomar seu barquinho para a terra de Aslam. Isso nos lembra a certeza da salvação e o cerne da esperança cristã. O céu é um lugar muito melhor que a terra; a vida no porvir é melhor que a vida no presente.

Não deixe de ler o livro e de assistir o filme. Vale a pena!
Com amor, Pr. Hélio.

Hélio O. Silva = 17/12/2010.

Mateus 5 = Pregação de Paul Washer em um Congresso de Jovens

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

I Tessalonicenses 5.12-22 - Participando da Edificação (Exposição 2).



Texto: I Tessalonicenses 5.12-22.
Tema: Participando da Edificação (exposição. 2).
Rev. Hélio O. Silva = Goiânia-GO, 28/11/2010.

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Introdução:
Meu propósito hoje é falar de forma clara, objetiva e simples sobre como podemos participar eficazmente da edificação do corpo de Cristo. Para isso preciso reconhecer um risco; atentar para uma necessidade e fazer um chamado à igreja.
1. Risco de falar em causa própria.
2. A necessidade de relembrar princípios básicos da relação liderança-liderados e também da “relação pastoral”.
3. Chamar a igreja à comunhão participativa e atuante por parte da igreja na edificação do corpo de Cristo rumo à maturidade.

Contexto:
Começo dizendo que os conselhos e orientações aqui apresentados por Paulo são direcionados a uma igreja jovem. No começo de sua carreira cristã.
Tessalônica era a capital da Macedônia. Foi fundada em 315 a.C. por Cassandro, general de Alexandre, O Grande, que deu-lhe o nome de sua esposa. Antes se chamava Terme, porque possuía fontes de águas termais.
A fundação da Igreja é narrada em At 17.1-9 e aconteceu durante a 2ª Viagem Missionária de Paulo. Silas e Timóteo eram seus acompanhantes. A Igreja nasceu num trabalho de apenas três semanas. Essa carta foi escrita por volta de seis meses depois. Talvez tenha sido o primeiro livro do Novo Testamento a ser escrito (c. 46-56 d.C.).
Uma vez que era uma igreja jovem, talvez seja essa uma das razões porque por duas vezes Paulo trata objetivamente do ministério pastoral na igreja (3.1-10 e 5.12-13). Além, é claro do testemunho pessoal de seu ministério de plantação da igreja no capítulo 1 e 2.

Proposição:
Paulo exorta a igreja a valorizar o seu relacionamento com os lideres da igreja a fim de que houvesse boa participação na edificação da igreja como um todo. Como isso pode ser feito? Paulo responde em três princípios úteis para nós:

I. NUTRINDO UM BOM RELACIONAMENTO COM A LIDERANÇA (V.12,13):

a) Acatar com apreço.
Acatar é ter respeito e interesse pelo seu trabalho entre nós, valorizando e reconhecendo sua importância.
Quais as razões para acatar?

1. Eles trabalham entre nós.
A palavra trabalho (kopiontaj = kopiontas) refere-se a um trabalho que produz desgaste físico e mental. Muitas vezes o trabalho da Igreja é stressante para os líderes, que precisam muito mais de apoio do que críticas desnecessárias e murmurações.
Ilustração: Em Refidim (Ex 17), foi a primeira vez que Moisés ficou impaciente com o povo. Em 45 dias eles murmuraram nada menos que 4 ou 5 vezes.
Esse respeito é devido aos líderes que trabalham e não aos que “trapalham”.

2. Eles nos presidem e nos admoestam.
Os que nos presidem são os presbíteros e pastores. Estes compartilham o trabalho de pastoreio da igreja.
E esse trabalho é realizado “no Senhor”. Ocupam sua função de liderança debaixo do mandamento de Deus e lhe devem total obediência. Temos a tendência de achar que a liderança é uma questão de status alcançado mais do que de serviço ao Reino de Deus.
Presidir é liderar, é conduzir, é cuidar; por isso é importante a colaboração.
Admoestar é corrigir por meio de conselhos. Para se chegar a algum lugar, será preciso fazer correções quando necessário. Por sermos pecadores, precisamos aprender a ser mais maleáveis ao trato da liderança e com ela.

b) Tê-los com amor.
A liderança não precisa somente do respeito, precisa também do carinho do amor.
1. O amor é em máxima consideração.
Consideração é estima, valorização do outro, Ter em alta conta. Paulo diz que o marcador de nossa estima pelos líderes deve estar ligado no máximo e não no mínimo.

2. O amor é motivado pelo trabalho que realizam.
Trabalho é ergon (ergon), uma obra comum. O trabalho pastoral e da liderança não difere do secular a não ser pelo seu alcance religioso. Ou seja, qualquer trabalho deve glorificar a Cristo, servir às pessoas, ser feito com honestidade e lisura de caráter etc.; o trabalho cristão também é assim.
Quantos têm demonstrado respeito por líderes e pastores motivados unicamente pela troca de favores e não pelo interesse no reino de Deus!!! Quantos deixam de apoiar um novo líder simplesmente porque ele não lhe serviu como o anterior. Essa motivação não é correta. Devemos honrar por causa da natureza do trabalho, e não por causa de traços da personalidade ou disponibilidade para um serviço mais particularizado.

c) Viver em paz com eles
“Uns com os outros”, não é paz entre os membros. Nesse texto, é paz entre líderes e liderados. Pastor e ovelhas, Conselho e Igreja, Junta Diaconal e Igreja, Presbitério e Igrejas jurisdicionadas.
Viver em paz é praticar a paz. Não deixar que os desacordos quebrem a harmonia do trabalho, mas aprender o segredo da cooperação. Precisamos entender que na Igreja, nossos desacordos não fazem que sejamos menos corpo de Cristo, que somos lançados fora, por isso, buscar o equilíbrio pelo diálogo aberto é tão importante, porque já somos um em Cristo. Nossa responsabilidade é não quebrar a unidade, mas preservá-la e aprimorá-la para a glória de Cristo.
Ilustração: O que significa ser corpo? Vejamos a experiência de José e de Acã. A consagração de José abençoou uma nação inteira na época da fome e da escassez; a falta de consagração de aça trouxe a ira de Deus sobre Israel logo após a conquista de Jericó. Pessoas morreram em função da cobiça de Acã por coisas que valiam mais ou menos um carro zero Km bem moderno. Todavia o pecado de Acã foi tratado por Deus como pecado do povo (“prevaricaram” – Js 7.1).
O devido valor à relação pastoral é algo que deve fazer parte do fundamento de uma igreja local, se ela quer se tornar uma igreja madura na fé.

II. PARTICIPAR DA DINÂMICA DA VERDADEIRA COMUNHÃO (V.14,15):

Essas palavras não são dirigidas somente a pastores (regentes e docentes). A Exortação de Paulo é para os “irmãos”, os membros da Igreja local. Por sermos todos sacerdotes, todos têm papéis pastorais a desempenhar uns com os outros. Cuidar da saúde espiritual da Igreja é responsabilidade de todos nós. O papel dos pastores é o de nos ensinar a fazer isso cada vez melhor!
a) Admoestar os insubmissos.
Chamar a atenção por meio de conselhos. Pode envolver confrontação.

b) Consolar os desanimados.
Consolar é aliviar a preocupação, oferecer o seu ombro para o outro chorar. Fp 2.1 = ela deve proceder do amor.

c) Amparar os fracos.
Dar sustentação para que não caia ou se desvie,estender a sua mão para ajudar o que caiu a se levantar. É preocupante a ênfase de algumas lideranças no sentido de não terem paciência com este grupo.
Citação: Caio Fábio: “A Igreja é o único exército que deixa os seus feridos para trás”.

d) Ser longânimos para com todos.
Ter paciência é não deixar que a precipitação ganhe o lugar da compreensão.
Ter paciência quando alguém em seu desabafo ofender mesmo que não fosse sua intenção nisso. Ter paciência com aquilo que não concordamos e conversar amistosamente a respeito. Ter paciência com o pecado alheio, porque é assim que Deus faz com os nossos próprios pecados.

e) Evitar o mal e seguir o bem.
1. Entre nós.
2. Para com todos.
Não deixar que ele crie raízes em nosso meio e nem que algum de nós seja seu propagador, antes, pelo contrário, sejamos seus apagadores.
Ilustração: às vezes alguém quer machucar outro, mas não coragem de ir tratar diretamente com o irmão; então manda recados falando c outras pessoas. O resultado é que para machucar um, acaba machucando muitos outros no percurso. Devemos evitar isso decisivamente.

III. BUSCAR A VONTADE DE DEUS PARA NOSSAS VIDAS DIARIAMENTE V. 16-21:

a) Em relação a nós mesmos:
1. Regozijo contínuo.
A alegria do cristão é sempre fruto de seu relacionamento contínuo de amor e serviço a Deus. Ela é sempre uma dádiva de Deus. Ela não é produzida e nem buscada, mas recebida por dádiva e benção de Deus.

2. Oração contínua.
Orar sem cessar é orar mesmo quando não queremos. São empecilhos à oração:
a. O pecado não confessado (I Jo 1.7,9).
b. O relacionamento conjugal quebrado (I Pe 3).
c. A falta do perdão entre os irmãos (Mt 18).
d. A vaidade (Sl 66.16).

3. Gratidão em tudo.
Rm 8.28 = Todas as coisas cooperam para o bem de quem ama a Deus.
Essas posturas são para disponibilizarmos para Deus, a fim de que cumpra sua vontade para nossas vidas.

b) Em relação à própria atuação de Deus em nós.
1. Não apagar o Espírito.
Apagar não tem o sentido de extinguir, mas de não deixar crescer, limitar, tentar resistir à sua ação.
 Ef 4.30 (entristecer).
Por meio de falar palavras torpes (saproj = sapros), aquelas que se alimentam de assuntos que geram a morte ou que servem à morte. Fungos saprófitas são aqueles que se alimentam de cascas de árvores mortas.
 Ef 5.18 (não se deixar encher do Espírito).
Rejeitam agir segundo o fruto do Espírito. Preferem dar vazão à sua ira e natureza mundana. Ser cheio do Espírito é ser sóbrio, equilibrado e sensato; o oposto da embriaguez.

 Tg 4.4-6 (enciumar).
Quando valorizamos amizades mundanas, que se comportam de forma mundana, mais do que a amizade de Deus e da santidade que essa amizade produz em nós.
É por isso que temos de tomar cuidado, por exemplo, com o que bebemos, com quem bebemos e o quanto bebemos. É por isso que temos de ter cuidado com quem andamos, onde andamos e o que fazemos lá.

2. Não desprezar profecias – I Co 14.1-5.
Como fazemos isso?
1. Julgando todas as coisas.
2. Retendo o que é bom.
Nosso ouvir não deve ser ingênuo, mas também não pode armado com quem defende uma fortaleza babilônica! Se for assim, corremos o risco de coarmos o mosquito e engolirmos o camelo.

c) Em relação ao nosso comportamento no mundo v.22.
 Abster-se de toda forma de mal.
“Forma” é eidoj (eidos):
 Tipo, espécie, classe.
 Forma, aparência visível.
Não é boa a tradução “evitar a APARÊNCIA do mal” (ARC) porque confunde e leva a interpretações tendenciosas. “Forma” é mais do que aparência e indica a própria essência. Quem procura evitar a aparência pode cair no círculo vicioso do legalismo e da hipocrisia.
Não temos licença para praticar o mal quando ele parece uma inocente brincadeira de formandos.
Ilustração: Um jovem cristão saiu de madrugada com colegas para fazer arruaças e jogar ovos nas pessoas que estivessem nas ruas no seu percurso. O pai aprovou seu comportamento pecaminoso justificando que era apenas uma comemoração. Isso é pecado!

Conclusão:
Para desempenhar o meu papel eu preciso me comprometer e participar ativamente da edificação.
Lembro-me do conselho de Paulo a Timóteo que vale para todos nós: “Medita essas coisas... tem cuidado de ti mesmo e da doutrina...”
Quem não cuida de si mesmo, ainda que cuide da doutrina, não pode pastorear; também quem não cuida da doutrina, ainda que cuide de si mesmo, não deve pastorear.
Esses são conselhos para uma igreja jovem. Não é o nosso caso. Mas é exatamente por isso que precisamos revisitá-los com freqüência, porque são úteis para manter a vitalidade de uma igreja durante crises, escândalos e tribulações.
Meditemos nessas coisas...

Rev. Jonh Boyle, O Hudson Taylor da Igreja Presbiteriana do Brasil



“O Ministério de Jonh Boyle, o Hudson Taylor da Igreja Presbiteriana no Brasil”

John Boyle nasceu em 1º/03/1845 no condado de Spencer, norte do estado de Kentacky-EUA. Teve formação teológica conservadora e fiel à Confissão de Fé de Westminster.Veio com a esposa para o Brasil em 1873, trabalhando inicialmente no Recife e posteriormente em Campinas-SP a fim de auxiliar Edward Lane (1875).

Em 1879 fixou-se em Mogi-Mirirm, de onde atingiu com o evangelho Cabo Verde e Cajuru. Em Cajuru a igreja nasceu na casa de Miguel Rizzo, cujo filho, Miguel Rizzo Jr, veio a tornar-se grande pastor presbiteriano, conhecido como o “príncipe do púlpito presbiteriano”. Ali Boyle também levou a Cristo outro importante pastor presbiteriano, Álvaro Reis, o grande evangelista e doutrinador da Igreja do Rio de Janeiro.

Apartir de 1881, John Boyle se embrenhou no interior norte de São Paulo e sul de Minas e estabeleceu o que veio a ser os primórdios da Missão Presbiteriana. Boyle viajou mais de 300 quilômetros distribuindo Bíblias até a região da longínqua Uberaba (MG), descobrindo cerca de 50 cidades grandes e vilas. Essas viagens pioneiras de Boyle propiciaram o estabelecimento do presbiterianismo em toda a nação brasileira.

Em 1886, depois de um curto período nos EUA em gozo de férias, Boyle fixou sua Missão definitivamente em Bagagem-MG.

Em 1888, Boyle fez uma longa viagem por Goiás, passando por Santa Luzia de Goiás (Luziânia), Catalão, Caldas (Caldas Novas), Morrinhos, Formosa, Jaraguá, Entre Rios, Curralinhos e Goiás, a capital da província.

No ano seguinte ele abriu a terceira estação missionária da igreja do Sul (Missão Para o Interior do Brasil), que abrangia os estados de Minas e Goiás, refazendo o mesmo percurso missionário acompanhado do Rev. Frank A. Cowan. Era seu desejo evangelizar também o vale do Rio Tocantins, aonde não chegou a ir. As outras duas estações da Missão eram: Missão Norte (Maranhão, Ceará e Pernambuco),Missão Sul (Campinas-SP).

Boyle foi, ao lado do Rev. Alexander L. Blackford, o principal arquiteto do Sínodo Brasileiro em setembro de 1888. Sua proposta era dar à igreja brasileira autonomia plena, inclusive com a entrega das instituições educacionais à direção dos pastores brasileiros, contudo, Blackford não concordou, e foi aprovada uma autonomia parcial, onde os pastores nacionais obtiveram apenas jurisdição eclesiástica sobre as suas igrejas. Boyle, porém, avisou que isso causaria muitos problemas. No Sínodo, Blackford foi eleito moderador, e Boyle, vice-moderador. Nesse mesmo ano publicou o maior hinário evangélico do Brasil até então, "Hinos Evangélicos e Cânticos Sagrados", com 604 hinos. No Hinário Novo Cântico figuram duas composições suas: “A Minha Alma Está Manchada” (nº 72) e “Sobre Nuvem, Fulgurante” (nº 295).

Em 1889, Boyle fundou o jornal, "O Evangelista" que foi caracterizado pela polêmica com o catolicismo.

Boyle faleceu em 04/10/1892, vitimado repentinamente por um enfarte aos 47 anos de idade. Blackford havia falecido em Atlanta-EUA (1890) fazendo imensa falta à liderança da igreja brasileira. Nesse ano, contudo,além de Boyle, faleceram: Edward Lane, em Campinas-SP e Miguel Torres, em Caldas-MG. A morte desses gigantes da fé brasileira contribuiu para o agravamento dos problemas latentes na IPB que desencadearam finalmente no cisma de 1903. Os caminhos da providência divina não são os nossos caminhos e as lições desse “ano fatídico” de 1892 devem nos chamar à meditação reverente diante da soberania do Senhor da Igreja! Boyle legou-nos as igrejas de Santa Luzia de Goiás-GO (IPI de Luziânia hoje), Paracatu-MG, Bagagem-MG e Araguari-MG, organizadas em 1893 por seus discípulos.

O que a vida missionária do Rev. John Boyle nos ensina?
(1) Que devemos levar o evangelho até onde os perdidos estão e não esperar que venham tranquilamente até nós.
(2) Que devemos amar o nosso trabalho e dedicarmo-nos ao máximo nele para a glória de Deus!
(3) Que é preciso viver o Evangelho e servir ao Evangelho com desapegada simplicidade.


Com amor, Rev. Hélio de O. Silva

Breve História do Presbiterianismo em Goiás


Breve História do Presbiterianismo em Goiás

A história do protestantismo em Goiás começa antes mesmo da chegada de Simonton ao Brasil e das viagens do Rev. John Boyle pelo interior do nosso país. Começou com as andanças dos colportores que vendiam a Bíblia de vila em vila, fazenda em fazenda e de porta em porta já nos idos de 1850. Também pelo comércio dos tropeiros que transportavam nos lombos dos animais exemplares da Bíblia sagrada levada por encomenda a quem pedisse. Foi assim que um negociante adquiriu na cidade mineira de Paracatu uma Bíblia e alguns hinários sem partitura e os levou para Santa Luzia de Goiás (atual Luziânia-GO) lá pelos fins da década de 1860. Ele leu a Bíblia e evangelizou a sua família.

O Rev. John Boyle foi o primeiro missionário presbiteriano a pregar o evangelho pelos sertões goianos. Quando ele veio de Bagagem (atual Estrela do Sul-MG) pregando o evangelho em várias vilas e “patrimônios” chegando a Santa Luzia em 1884, já encontrou esta família sem freqüentar as missas há quatorze anos, mas liam a Bíblia em casa e cantavam hinos com músicas adaptadas por eles mesmos, tentando servir a Cristo como na Bíblia estava escrito. Pregou o evangelho, batizou famílias e organizou a igreja. Depois disso visitou o campo em 1886, 1888 e 1889.
Em1888, Boyle fez uma longa viagem por Goiás, passando por além de Santa Luzia, Catalão, Caldas (hoje Caldas Novas), Morrinhos, Formosa, Jaraguá, Entre Rios, Curralinhos e Goiás, a capital da província. No ano seguinte abriu a terceira estação missionária da igreja Presbiteriana do Sul (PCUS), que abrangia os estados de Minas e Goiás, refazendo o mesmo percurso missionário acompanhado do Rev. Frank A. Cowan. Era seu desejo evangelizar também o vale do Rio Tocantins, aonde não chegou a ir. Com a sua morte em 1892, os Revs. Álvaro Reis e Caetano Nogueira reorganizam a igreja no ano seguinte (1893), visitando-a muito exporadicamente.
Com a cisão da IPB em 1903 a Igreja de Santa Luzia ficou com os independentes e a expansão da IPB em Goiás é interrompida. Em 1905, o Rev. Robert Gamble See ao assumir a liderança no campo de Minas Gerais queixa-se que “não há sequer um ministro no vasto território de Goiás”. Foi somente por volta de 1915 que o trabalho em Goiás foi retomado, com a fundação do trabalho presbiteriano em Pouso Alto (atual Piracanjuba-GO) por Teodomiro Emerique.

A partir de 1926, a Missão Oeste do Brasil assume o campo de Goiás, estabelecendo a Igreja de Araguari-MG como campo central. Partindo de Araguari, até 1957, o campo de Goiás se expandiria, seguindo os trilhos da estrada de ferro, para as cidades de Anápolis (1927), Goiandira, Pires do Rio, Cachoeira, Ipameri, Catalão e finalmente em Goiânia em 1935 com a fundação da Primeira Igreja (organizada em 1948). Em 1939, O Rev. James R. Woodson fixa residência em Goiânia para conduzir nas décadas de 40 e 50 a implantação do presbiterianismo pelos caminhos da BR 153 (Belém-Brasília) fundando as igrejas de Uruana, Ceres, Goianésia, Uruaçu, Porangatu e cidades vizinhas indo até o atual estado do Tocantins; e na direção do rio Araguaia, partindo de Uruana, Mata Azul (Morro Agudo de Goiás), Rubiataba, Betel e Xixá.

Além dos já mencionados, inesquecíveis são para o presbiterianismo goiano os nomes dos irmãos: Revs. Alva Hardie, David Lee Willianson, Richardt Taylor, Robert Cammenish, Joseph Woody, Etelbert Garthrell, Divino José de Oliveira, Wilson de Castro Ferreira e Aristeu O. Pires; Ev. Waldemar Rose, Miss. Martha Little dentre tantos outros.

O Sinodo Brasil Central (SBC) é oriundo dos desdobramentos do então Presbitério de Goiaz, organizado pelo Conselho Inter-Presbiteriano (CIP) no início da década de 1960 para compor o Sínodo Oeste do Brasil. O SBC é composto atualmente pelos Presbitérios: De Goiânia (1964); Anápolis (1977); Oeste de Goiânia (1980); Leste de Goiânia (1998); Sudoeste de Goiânia (1999) e o Metropolitano (2008). Nos limites de sua jurisdição funciona o SPBC, fundado em 1983.

Boyle disse certa vez: “Meu coração está no sertão e no sertão hei de ficar”. Agora o sertão se levanta para comemorar e agradecer a Deus 150 anos de história e de caminhada desbravadora da Igreja Presbiteriana do Brasil em nosso país! Deus te abençoe IPB!

Com amor, Rev. Hélio O. Silva. 23/03/2009.

Fé Em Ascensão - Revista Graça - Show da Fé nº136 ano 12; p.18-21

Logo após a realização do Culto de ação de Graças pelos 150 da Igreja Presbiteriana do Brasil (Março/2009)e a publicação do Vídeo "Breve História do Protestantismo em Goiás" publicado também nesse blog - marcador = história da igreja) fui procurado via e-mail pela jornalista Andréa França a respeito de uma futura publicação da Revista Graça/Show da Fé sobre o crrescimento das igrejas evangélicas em Goiás. Enviei-lhe a entrevista e agora o seu artigo foi finalmente publicado.
Apesar de não concordar com vários aspectos da teologia da igreja mantenetora da revista Graça, achei que o tom do artigo foi positivo.
Eis o artigo de Andréa França.




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