O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 23 de maio de 2012

15 = O Menor de Todos os Santos (II)



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Graça Que Transforma
Liderança: Rev. Helio O. Silva.
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15 = O MENOR DE TODOS OS SANTOS (II)                                                    23/05/2012
Graça Que Transforma – Jerry Bridges, ECC, p. 160-167.
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Efésios 3.8 = “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça
de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo”.

A grande maravilha do evangelho é que por meio dele Deus transforma os piores inimigos de sua graça em seus maiores servos.

GRAÇA SUFICIENTE
O ensino bíblico claro é que a graça é suficiente para suprir-nos em nossa fraqueza. O valor do sacrifício de Cristo cobre a nossa falta de valor e o Espírito Santo nos torna efetivos apesar de nossa inadequação. O paradoxo da graça é a descoberta de que quando somos fracos em nós mesmos, somos fortes em Cristo. Isso acontece porque descobrimos que “todas as nossas obras tu as fazes por nós”! (Is 26.12).

O contraste entre a fraqueza humana e o poder divino é vívido nas escrituras (Is 41.14,15). Em tudo, e para tudo sabemos que é Deus quem nos ajuda acima de nossas capacidades e força. Somos como “vermes”, completamente indefesos ante o poder da sola de um sapato, mas mesmo assim o Senhor cuida de nós e nos ajuda! Mesmo o mais frágil “verme” pode ter a confiança da ação ajudadora de Deus. Isaías enfatiza que toda a força que vence vem unicamente do poder gracioso de Deus. 

Deus permite que estejamos completamente conscientes de nossa fraqueza para nos fortalecer com a sua força, a fim de que a glória seja dada somente ao seu nome. Logo, quando nos tornamos conscientes de nossa fraqueza, Deus nos faz fortes nas suas mãos.Os deveres que Deus requer de nós são proporcionais aos recursos que nos estão disponíveis em Cristo e não em nós mesmos.Não temos capacidade para realizar as obras de Deus; “quando reconhecermos ser impossível para nós realizarmos ago em nossa própria força, descobriremos o segredo da sua realização” (p. 162 - John Owen).

GRAÇA SACRIFICIAL
O ministério cristão efetivo, em qualquer área, envolve sacrifício. Isso porque ministrar é servir, servir como um escravo. O ministro de Deus é um servo, de Deus e daqueles a quem ministra (2 Co 4.5). Para servir como escravos precisamos de disposição e sacrifício da própria vida (I Ts 2.8). Sacrificar-se é entregar-se sem reservas; ser “tudo para com todos” (1 Co 9.22). 

Como podemos obter esse espírito sacrificial? 2 Coríntios 8 e 9  aponta um exemplo prático na experiência das igrejas da Macedônia. A sua generosidade quanto à oferta aos pobres de Jerusalém se notabilizou por terem ofertado (1) em meio a muita pobreza e provações. Eles não ofertaram das sobras que tinham, mas do que tinham e lhes faria falta. (2) Eles ofertaram acima de sua capacidade. (3) Eles pediram com rogos o direito de ofertar. (4) Eles ofertaram a pessoas que sequer conheciam pessoalmente. Qual o segredo de sua oferta sacrificial? Foi a graça (2 Co 8.1,4,6,7,9,19; 9.8,14; ). A graça praticada foi a graça vista, conhecida e recebida de Jesus Cristo que se entregou por amor de nós (2 Co 8.9). A palavra graça tem nesses capítulos de Coríntios os dois significados de dom imerecido e capacitação do Espírito.

Essa generosidade é uma ação de Deus nos corações dos crentes capacitando-os ao desprendimento pela generosidade como fruto do Espírito Santo. Deus pode operar diretamente nos corações dos crentes (2 Co 8.16) ou como usualmente faz, por meios indiretos por meios naturais, tais como o argumento persuasivo, que é o que Paulo faz em 2 Coríntios 8 e 9. Pelo escrito em Romanos 15.26, a persuasão de Paulo foi eficaz, pois os coríntios foram nomeados entre as igrejas ofertantes.

A graça de Deus nos basta e é efetiva para nos capacitar ao serviço do ministério cristão.

A RECOMPENSA DA GRAÇA
Deus transforma nossa indignidade de ministrar em dignidade em Cristo. Somos inadequados, mas Deus nos capacita na graça que está em Cristo. Não gostamos de sacrificar-nos, mas Deus nos dá esse espírito sacrificial de abnegação pela sua graça. Tudo é pela graça, não há exigência nem aceitação de valor ou capacidade humana da parte de Deus.

Qual a relação da graça com galardões? Se todos os nossos esforços são resultados da graça de Deus, onde está o papel do “serviço fiel”?
Deus promete galardões e todos compareceremos diante do tribunal de Cristo (Mt 25.21; 2 Co 5.10). Todavia, mesmo os galardões precisam ser interpretados como recompensas da graça e não do mérito. Nosso trabalho, por mais duro que seja, não pode obrigar Deus a nos recompensar (Rm 11.35). Nada levaremos a ele que não tenha vindo primeiro dele mesmo! (1 Cr 29.1-21). As nossas melhores obras só são aceitáveis a Deus quando oferecidas por intermédio de Jesus Cristo, o nosso mediador da graça de Deus (1 Pe 2.5).

Quando voltamos à parábola da vinha de Mateus 20 percebemos no contexto que Cristo prometeu recompensar seus discípulos cem vezes mais (10.000% - p.167). Isso significa que as recompensas de Deus não são apenas de graça, mas graciosas, generosas acima de qualquer medida! Galardões são possíveis exatamente por causa da graça, pois a benção é prometida mesmo que não merecida.

Conclusão:
            Essa é a história da graça. Somos salvos pela graça e santificados pela graça. A graça nos sustenta em nossas angústias e tribulações, fortalecendo-nos. Deus nos chama pela graça para servir na igreja e na pela mesma graça nos capacita com dons para realizar o serviço cristão de forma eficaz. Enquanto servimos a Deus a sua graça torna nosso serviço aceitável a ele e nos recompensa cem vezes mais de graça, pela graça.

            O evangelho revela a justiça de Deus do começo ao fim (de fé em fé – Rm 1.17). A fé é a resposta apropriada ao chamado da graça divina. Portanto, toda a vida cristã é vivida debaixo da graça, sob a graça, de conformidade com a graça (1 Co 3.10). Tudo acontece dessa forma para o louvor da glória da graça de Deus (Ef 1.16).

Aplicações:
  1. Precisamos aprender a confiar na suficiência da graça a fim de obtermos segurança no serviço cristão.
  1. Tomar atitudes de confiança em Deus sempre e recusar a bajulação de nossas capacidades.
  1. Rejubilarmos no triunfo da graça que não nos despreza no serviço cristão, antes no presenteia 100 vezes mais!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

14 = O Menor de Todos os Santos (I)



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Graça Que Transforma
Liderança: Rev. Helio O. Silva.
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14 = O MENOR DE TODOS OS SANTOS (I)                                                    18/05/2012
Graça Que Transforma – Jerry Bridges, ECC, p. 151-160.
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Efésios 3.8 = “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça
de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo”.

Viver à altura de quem somos é um desafio imenso e necessário. Quanto mais sabemos a respeito da santidade tanto mais saberemos o quanto não somos santos. Também reconhecemos a necessidade e da suficiência da graça para o nosso auxílio. Tudo o que fazemos é pelo favor imerecido de Deus e não pelo nosso valor próprio ou mérito.

A grande maravilha do evangelho é que Deus transforma os piores inimigos de sua graça em seus maiores servos, como Paulo que perseguiu a igreja e se tornou apóstolo de Cristo (I Co 15.9). Em efésios 3.8 Paulo se refere a si mesmo literalmente como o “menos que o menor”. Como Paulo via a si mesmo?

O APÓSTOLO INDIGNO
            O apostolado de Paulo foi fruto do favor imerecido de Deus. Ninguém é digno por si mesmo de fazer qualquer coisa para Deus a não ser por meio de sua graça. Todos os nossos dons espirituais são frutos da graça divina (Rm 12.6). Quer seja a vida eterna (Rm 6.23) ou o ministério no corpo de Cristo a graça é a fonte de tudo. Essa graça nos foi dada em Cristo (I Co 1.4). Pedro também afirma a prerrogativa da graça na vida cristã quando diz que devemos servir uns aos outros “conforme o dom que recebeu” (I Pe 4.10). Não merecemos os dons com os quais servimos no corpo, são obras da graça em nós. Nossa dignidade está na ação graciosa em nós que nos salva e capacita para servir numa vida produtiva. Não existe, em função disso, cristão mais digno ou menos digno. Uma vez que a graça está em Cristo os méritos que Deus leva em conta são tão somente e sempre os de Cristo, não os nossos.

            Nossa mente está impregnada do conceito de desempenho que esquecemos que um dom é uma dádiva graciosa. Um dom é algo que foi dado, não obtido; ganhado, não comprado; fruto da graça, não do mérito.

            Servir é uma concessão divina e graciosa que não merecemos nem mereceremos algum dia. Falar em nome de Deus é também falar perante Deus (2 Co 2.17) Isso significa que Deus nos envia, mas também nos observa. Por isso a graça é o sustentáculo necessário para qualquer ação que façamos em nome dele (2 Co 4.1). Deus é misericordioso e sua misericórdia é a sua graça expressa especificamente para pessoas vistas por ele como culpadas, condenadas e incapazes de se ajudarem (p.155). Derramar misericórdia é aliviar a miséria alheia devido o pecado. Só que Deus faz mais, ele alivia a miséria e eleva o pecador á condição de filho com um ministério na igreja (e no caso de Paulo a apóstolo = enviado em seu nome). 

            Não podemos perder a visão de nossa incapacidade para não ficarmos soberbos. O equilíbrio entre a incapacidade por m lado e a soberba por outro é a graça de Deus. Se super-enfatizamos a incapacidade imobilizamos o serviço; se subestimamos a incapacidade, cedemos à soberba e ao orgulho pecaminosos. Nossa falência não é temporária, mas permanente, por isso a graça é o ingrediente necessário para nos devolver o equilíbrio de uma vida digna na presença de Deus e um serviço cristão eficaz. Cristo é a nossa dignidade, a graça só pode ser encontrada nele e partindo dele ela é derramada abundantemente sobre nós..
 
O APÓSTOLO INADEQUADO
Paulo sempre teve consciência de sua indignidade Dante Deus (Ef 3.8; 2 Co 4.1). Ele repete esse ensino em I Co 15.9,10. Ele afirma claramente que ele se tornara apóstolo e exercera seu ministério por causa da graça de Deus na sua vida. A graça se manifestou de forma dupla na sua vida, como dom imerecido na sua salvação e como poder capacitador para a realização de seu ministério. O mais importante observar nesse relato de Paulo, no entanto, não é que ele esteja discorrendo sobre um tema teológico, mas que esteja dando o seu testemunho, falando do coração. A operação do poder de Deus no ministério cristão é fruto da graça do mesmo modo que a salvação dos pecados.

Todos nós precisamos desses dois aspectos da graça agindo em nós. Somos salvos pela graça e somos capacitados pela graça. A vida moderna exige tanto dignidade quanto competência para as suas realizações. A falta de um prejudica o desempenho do outro. Todavia Deus ao exigiu nenhum dos dois, pois ele toma em suas mãos pessoas tanto indignas quanto incapazes e realiza por seu intermédio a sua obra. Ele as torna dignas e capazes somente em Cristo. Nós encontramos a nossa dignidade na dignidade de Cristo (Cl 1.28,29).

A ministração do evangelho só leva a dois resultados: Vida ou morte (2 Co 2.14-17). Quem crer conhecerá a vida eterna, mas quem rejeitar permanecerá na escravidão da morte. Olhando por outro lado, quem é suficiente para a proclamação desse evangelho? (2 Co 2.16). A fragrância do evangelho está na ação da graça em nossa vida. A resposta de Paulo é que a nossa suficiência vem de Deus (2 Co 3.5). Todos nós de uma forma ou de outra se sente incapaz para o serviço do reino de Deus. A suficiência vem da graciosidade divina em nos conceder vida e poder em Cristo. 

Quando Paulo afirmou que pela graça de Deus chegou a fazer mais que todos os outros apóstolos ele não estava sendo orgulhoso ou soberbo, pois não exaltava a si mesmo, mas ao poder da graça em sua vida. O que Paulo fez na verdade foi levar o orgulho humano ao pó. A graça de Deus é a causa eficiente de tudo, o único bem que possuímos é aquele que Deus realiza em nós e por meio de nós. (Calvino, p.159). É fato que trabalhamos e não somos inativos, mas esse trabalho só produz resultados espirituais duradouros após a ação divina da graça em nós. Paulo não fala de parceria ou trabalho com junto, ele fala do trabalho da graça nele e através dele. 

O seu trabalho só tem resultado positivo para Deus enquanto o Espírito Santo reina, orienta, lidera e capacita (p.160). Toda a nossa ação obediente só terá razão de ser se além do Espírito Santo fazer tudo, ainda abençoar. Tudo provém de Deus no fim das contas (I Co 3.6,7). Todos nós podemos trabalhar muito, mas sem a bênção do Espírito, o resultado positivo não virá! Só Deus faz as coisas crescerem; só ele pode abrir corações ao evangelho; só ele pode fazer o discipulado frutificar.

A graça de Deus tem de trabalhar no coração da outra pessoa assim como trabalho no nosso; temos de depender dessa graça suficiente e eficaz.

Conclusão:
Em nós mesmos somos fracos, indignos e inadequados. Reconhecer essa verdade é colocar-se debaixo da graça de forma humilde (Tg 4.6), pois a graça é para os humildes.

Aplicações:
1.      Reconhecer a nossa indignidade diante da imensidão da graça divina.

2.      Tributar à graça de Deus todo o louvor por todas as realizações de Deus em nós e através de nós para abençoar outras pessoas.

  1. Aprender a humildade debaixo da graça de Deus.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Eva: A Mãe de Todos Os Seres Humanos



Eva: A Mãe de Todos os Seres Humanos
(Gênesis 3.20; 3.6; 4.1)

“E deu o homem o nome de Eva a sua mulher,
por ser a mãe de todos os seres humanos” (Gênesis 3.20).

Eva é dona de um privilégio singular, de uma experiência única e jamais repetível, “ser a mãe de todos os seres humanos” (Gn 3.20). Nada poderia enaltecer mais a sua maternidade do que isso, o fato de que toda a humanidade e todo o bem nela existente se desenvolveriam a partir de quem ela era e o que ela representava como a auxiliadora idônea do homem perante Deus e toda a sua geração.

O nome que ela recebeu não poderia ter sido mais feliz e apropriado. Eva significa “vida, viver”. A vida é gerada no ventre de uma mulher e o nome que ela ganha por gestá-la é “mãe”. Ser mãe é um privilégio que dignifica a mulher! 

            Infelizmente não é só por esse privilégio que Eva seria reconhecida. Ela também carrega consigo um estigma terrível: Ser o primeiro ser humano a pecar (Gn 3.6; 1 Tm 2.14). Em tempos de feminismo inflamado lembrar esse fato causa o franzir de algumas sombracelhas ou um comentário desconfiado quanto ao papel da mulher na sociedade e na igreja. Todavia, essa constatação bíblica deve levar as mães de nosso tempo a tomar uma posição humilde frente à sua maternidade, porque recordar que somos pecadores nos ajuda a lembrar que nossos filhos, ainda quando pequeninos, também são.

Entretanto, resta-nos recordar que o livro de Gênesis tira dos lábios de Eva, tão logo se tornara mãe, um reconhecimento perene: “Adquiri um varão com o auxílio do Senhor” (Gn 4.1). A maternidade não tem sentido sem a contínua obra criadora de Deus, uma vez que a cada concepção ele cria uma nova alma junto com o corpo que se tornará mais um ser humano. Sem a obra criadora de Deus a humanidade não se renova, e Eva entendeu isso o declarando para a história.

            Pensar isso nos leva a alguns motivos de oração, especialmente para as mães do presente e do futuro:
Primeiro: Agradecer o privilégio de poder ser mãe. Muitas mulheres hoje em dia não querem ser mães; outras tantas se tornam mães sem querer; de modo que não conseguem ver o privilégio e a dignidade que Deus deu às mulheres através da maternidade. Privilégios são dádivas que devemos agradecer sempre.

Segundo: Pedir para vencer as tentações e ser humildes diante delas. A maternidade não tem só encanto. Tem desafios e tem inimigos, muitos inimigos. Entender a pecaminosidade humana (nas suas expressões masculinas e femininas) não nos torna alienistas, masoquistas, muito menos pessimistas. Entender nossa pecaminosidade é estratégico para vivermos nossa humanidade com sensatez, e a maternidade com eficácia bíblica.

Terceiro: Reconhecer e viver nossa dependência de Deus para tudo, especialmente para a maternidade. Quando Deus faz parte da família (Sl 127) ele colabora com a edificação do lar. Davi já dizia que gerar um filho é algo “assombrosamente maravilhoso” (Sl 139.14). Que Deus derrame suas bênçãos sobre todas as mães todos os dias!
Com amor. Pr Hélio.

13 = A Suficiência da Graça (II)



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Graça Que Transforma
Liderança: Rev. Helio O. Silva.
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13 = A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA (II)                           09/05/2012
Graça Que Transforma – Jerry Bridges, ECC, p. 141-149.
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II Coríntios 12.7-9 = A minha graça te basta...
Como foi dito no estudo anterior, as palavras de Paulo nesse texto acima tem sido fonte de consolo para os cristãos há mais de dois mil anos! O próprio Paulo é testemunha da adversidade em sua vida e ministério cristão (II Co 6.4,5). Aqui ele menciona o que chama de “espinho na carne, mensageiro de satanás para esbofeteá-lo” (II Co 12.7). Não dá para adivinhar do que se trata; sabemos que satanás era o causador, mas que Deus detinha o controle de tudo. O objetivo divino nessa aflição contínua visava não deixar Paulo ficar ensoberbecido com “a grandeza das revelações de Deus” (II Co 12.7). As operações da graça não servem à vaidade, mas à humildade diante poder de Deus.

A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA
Antes de aprendermos sobre a suficiência da graça temos de aprender sobre a nossa insuficiência (p.141). Quanto mais reconhecemos nossa pecaminosidade mais apreciamos a graça como favor não merecido da parte de Deus. Do mesmo modo, quando mais vemos nossa fraqueza, fragilidade e dependência, mais apreciamos a graça em sua condição de assistência divina. Esse contraste necessário e verdadeiro ressalta a suficiência da graça (Rm 5.20 – onde abundou o pecado superabundou a graça).

Em 2 Coríntios 12.9 Paulo equipara a graça com o poder de Deus, pois depender da graça é experimentar o seu poder que se aperfeiçoa na fraqueza. Esse poder que penetra misteriosamente a fraqueza é uma expressão concreta da graça a nosso favor fortalecendo-nos e capacitando-nos a enfrentar de modo piedoso todas as circunstâncias adversas (p.142).

Todavia, a graça nos é dada para a glorificação do nome de Deus, não para nos fazer sentir melhor. A pós-modernidade quer acabar com a dor e sentir-e bem. “Qualidade de vida” é uma expressão de nosso tempo. “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa” é um jargão muito popular. Mas a grande questão na verdade é se honraremos a Deus em todo o tempo, em meio a todas as circunstâncias!
Paulo enfatiza a suficiência da graça divina em 2 Coríntios 12.9, pois a palavra traduzida por “basta” é a mesma traduzida por “estejamos contentes” em 1 Timóteo 6.8. Suficiência aponta para o necessário e não para o luxo, o esbanjamento. É claro que sendo Deus bondoso, ele costuma nos dar mais, contudo, isso não é algo com que podemos nos preocupar ou cobiçar, pois a bondade e a justiça de Deus sempre caminham lado a lado. Deus sempre nos dá o que precisamos, às vezes mais, mas nunca menos (p.143). Muitas vezes desejamos o luxo de não ter que enfrentar dificuldade nenhuma, mas nos diz para nos contentarmos com o fortalecimento para suportar a provação que pode vir na forma de sofrimento, privação e dor. A graça é diária para as necessidades diárias; repentina para as necessidades repentinas; sobrepujante para as necessidades sobrepujantes; ela é dada de modo maravilhoso e livre, mas nunca desperdiçado, insensato e cego.

A suficiência da graça é ilustrada de modo como Deus distribuiu o maná no deserto (Ex 16.16-21. Cada um colheu o de que tinha necessidade, não mais e nem menos. Quem cobiçosamente colheu mais, perdeu o excedente. Outro fato que chama a atenção é que deveria se colher porção dobrada na véspera do sábado, pois nesse dia não tinha maná; nesse caso o maná não perdia. E foi assim por 40 anos no deserto! A graça de Deus é tanto suficiente como maravilhosa, porque traz amplo suprimento, mas somente do necessário.

A suficiência da graça como exposta acima não é inconsistente com a generosidade divina, pois o seu objetivo é nos manter conscientes de nossa dependência de Deus. Fomos criados para ser dependentes de Deus, mas a queda introduziu a nossa tendência de resistir a essa dependência (Dt 8.17,18 – Israel deveria se lembrar dessa total dependência no deserto, mesmo depois que se instalasse na terra prometida).

Uma atitude de auto-suficiência é completamente destruidora para o nosso relacionamento com Deus, por isso Deus permite a permanência de espinhos que nos obriguem a permanecermos humildes, dependentes e confiantes em sua ação graciosa (2 Coríntios 1.8,9). Sejam espinhos na carne ou crises profundas e graves, Deus os planejou para permanecermos conscientes de nossa fraqueza e fragilidade e da suficiência de sua graça e da adequação do poder capacitando-nos a enfrentá-las. Na verdade só temos prazer no poder de Deus por experimentar sua eficiência nas nossas fraquezas e insuficiências.

Logo, a atitude de Paulo frente à sua fraqueza incomoda nossa mente pós-moderna, porque desprezamos a fraqueza e enaltecemos a força, o poder. Ninguém quer encher um estádio para ouvir alguém falar de suas fraquezas como Paulo fala em 2 Coríntios 12. Na verdade lutamos contra nossas fraquezas sem sequer desejar entender os seus propósitos! Deus usa cada frustração, debilidade, obstáculo, limitação e oposição para moldar nosso caráter cristão à semelhança do de Cristo. É na fraqueza que encontramos força, a força que vem do Senhor (Ne 8.10).

A fraqueza humana e a graça divina andam de mãos dadas (2 Co 12.9,10). Paulo experimentou a ambas, mas não foi o único; Jeremias e Jó também experimentaram (Lm 3.19-23; Jó 23.8-10). Os Salmos são notadamente marcados por essa necessidade e dependência da ação de Deus em meio às nossas fraquezas (ex.: Sl 13, 27, 40, 130 etc.). Asafe no Salmo 73.3, 12, 13, 23, 26 aponta pela segurança alcançada pela assistência graciosa de Deus em meio às suas dúvidas desesperançosas.

APROPRIANDO-SE DA GRAÇA DE DEUS
Deus é o doador da graça, é ele quem nos diz que a sua graça nos basta (1 Co 12.9; 1 Pe 5.10). Isso, por outro lado, não significa que somos receptores passivos dela, devemos nos apropriar dela. Timóteo devia ativamente fortificar-se nela (2 Tm 2.1). O verbo está no modo imperativo no original grego indicando uma ação obediente, mas decisiva. Timóteo tinha de fazer algo, que era apropriar-se da graça que o fortaleceria.

Timóteo era tímido, mas Paulo lhe oferece o remédio da graça para a capacitá-lo a vencê-la a fim de desempenhar bem o seu papel pastoral no corpo de Cristo (2 Tm 2.17; 1 Co 16.10). Timóteo deveria procurar a graça já sabendo onde encontrá-la. Ela estava em Cristo Jesus. Assim como Israel deveria se juntar e colher o maná diariamente, nós também devemos confiar em Deus diariamente e trabalhar para que a graça seja experimentada em toda a Sua suficiência.

A graça de Deus é suficiente para todas as nossas necessidades. Ela nos bastará não importa a gravidade ou a severidade das circunstâncias que enfrentaremos. A colheita do maná foi cotidiana por 40 anos consecutivos. Assim é a graça de Deus, suficiente para tudo em todos os momentos, qualquer que seja a necessidade, qualquer que seja a quantidade. Ela nunca sobrará, mas também nunca faltará.



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quinta-feira, 10 de maio de 2012

12 = A Suficiência da Graça (I)


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO 
Grupo de Estudo do Centro – Graça Que Transforma
Liderança: Rev. Helio O. Silva.
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12 = A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA (I)                           02/05/2012
Graça Que Transforma – Jerry Bridges, ECC, p. 133-141.
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II Coríntios 12.7-9 = A minha graça te basta...
A vida cotidiana não é fácil. Vivemos num mundo caído e amaldiçoado pelo pecado. Mesmo os crentes não estão imunes aos efeitos dessa maldição. Nós também sofremos com doenças (câncer, Alzheimer), inundações, os efeitos do aquecimento global, traumas e distorções familiares etc. Os crentes não só não estão imunes ao sofrimento como parece que sofrem mais do que a maioria das pessoas não cristãs ao seu redor.

As palavras de Paulo no texto acima tem sido fonte de consolo para os cristãos há mais de dois mil anos! O próprio Paulo é testemunha da adversidade em sua vida e ministério cristão (II Co 6.4,5). Aqui ele menciona o que chama de “espinho na carne, mensageiro de satanás para esbofeteá-lo” (II Co 12.7). Não dá para adivinhar do que se trata; sabemos que satanás era o causador, mas que Deus detinha o controle de tudo. O objetivo divino nessa aflição contínua era não deixar Paulo ficar ensoberbecido com “a grandeza das revelações de Deus” (II Co 12.7). As operações da graça não servem à vaidade, mas à humildade diante  poder de Deus.

ASSISTÊNCIA DIVINA
            A declaração paulina “a minha graça te basta” (v.9) estabelece o foco de nossa relação com Deus. A graça é um dom imerecido da parte de Deus, mas ela é ainda mais que só isso. A graça também assistência divina dada a nós por meio do Espírito Santo. É poder da ressurreição de Cristo sendo aplicado a nós mediado pelo Espírito Santo a fim de fortalecer para alguma tarefa (I Co 15.10, Fp 4.12,13).   

É o poder de Deus que nos capacita a fazer algo realmente bom e frutífero. Dizer que Deus, mediante o Espírito, nos fortalece é o mesmo que dizer que a sua graça nos assiste e capacita. Os dois sentidos de graça no Novo Testamento são complementares. A graça é tanto um favor não merecido quanto a capacitação divina para sermos e vivermos adequadamente como cristãos. Um não elimina o outro. Um não é aplicado sem o outro.

O ESPINHO NA CARNE
Precisamos da graça assim como do espinho na carne, a fim de não ficarmos soberbos e orgulhosos, caindo em tentação. Ensoberbecer-se é exaltar a si mesmo, confiando em méritos pelo próprio desempenho. O espinho da carne é dado para dominar o orgulho. O orgulho se opõe à ação da graça nas nossas vidas (Tg 4.6). Muitas vezes o orgulho é reflexo de uma atitude de hipocrisia (p.136). O próprio desenvolvimento espiritual pode ser fonte de orgulho quando comparamos o nosso desenvolvimento com o dos outros. Confiar na graça quebra a hegemonia do orgulho em nosso coração, tornando-nos mais dependentes e humildes, especialmente em relação aos outros. A graça nos torna mais compassivos e ponderados na emissão de julgamento condenatório sobre os outros.
Paulo reconhece que no final das contas o seu espinho na carne não servia aos propósitos malignos de satanás, mas, na verdade, servia aos propósitos da graça divina. Satanás quer usar o sofrimento como barreira entre nós e Deus, a graça faz com que o sofrimento nos aproxime de Deus em submissão e dependência que santifica. Mas Deus nunca desperdiça a dor, ele lhe dá propósito, porque ele faz com todas as coisas, boas e más, se somem para o nosso bem (Rm 8.28,29). O espinho na carne de Paulo tinha um propósito claro: “Para que eu não me ensoberbecesse” (II Co 12.7).
Às vezes o propósito de Deus ao permitir a nossa dor é claro, outras vezes, não. O nosso sofrimento é agravado algumas vezes exatamente porque não o entendemos, como aconteceu com Jó. O espinho de Paulo o esbofeteava da mesma forma que aqueles que o perseguiam (I Co 4.11). Mas ainda que o diabo deseje nos ferir (“devorar” – I Pe 5.8), Deus transforma o mal em bem (Gn 50.20). Paulo se queixava da força de sua dor e pedia a Deus para livrá-lo dela, mas a graça o ensinou que o propósito da dor lhe dava equilíbrio e foco espiritual.

O ORGULHO DA AUTOSUFICIÊNCIA
Deus nunca removeu o espinho da carne de Paulo, mesmo depois de ele pedir isso muitas vezes. Quando Paulo escreveu II Coríntios já haviam se passado quatorze anos desde que recebera as revelações mencionadas por ele. Deus manteve o espinho em Paulo para mostrar-lhe a suficiência de sua graça e que a ajuda do Espírito Santo era tudo o que ele precisava para fazer a vontade de Deus. Deus queria ensinar a Paulo a depender do Espírito Santo continuamente para o seu fortalecimento.
Ora, a graça de Deus assume o nosso pecado, a nossa culpa e a nossa incapacidade. Ela é oposta à soberba da hipocrisia e também à soberba da auto-suficiência (p.138). Desejar ser auto-suficiente foi o pecado de Adão e Eva no Jardim do Éden. Satanás levou Eva e depois a Adão a desejarem ser “como Deus” (Gn 3.5). Deus criou o homem para depender de si física e espiritualmente de forma consciente e contínua (At 17.28, Jo 15.5), mas o pecado é a rebelião contra essa verdade absoluta.
Desde a queda Deus trabalhado para mostrar ao homem sua total dependência de dele; ele o faz muitas vezes levando-o a situações extremas em que o homem não tenha a quem recorrer a não ser a Deus. A caminhada de Israel por 40 anos no deserto é a mais clara ilustração dessa verdade absoluta. Deus os humilhou, fez com que passassem fome; alimentou-os milagrosamente com o desconhecido maná e os ensinou que é pela sua palavra que o homem vive (Dt 8.2,3). Viver pela palavra que procede da boca de Deus não quer dizer viver pela revelação, mas significa viver pela palavra da providência divina cotidiana (Sl 33.9). Isso quer dizer que não é só a comida que alimenta, sem a palavra providente de Deus o alimento sequer existiria.

Conclusão:
Precisamos nos lembrar da providência divina todas as manhãs. Ele cuida providencialmente de nós do mesmo modo que cuidava de Israel. Ele o faz graciosamente.
Compreendamos que a dependência física de alimento e água é um lembrete vívido de nossa dependência espiritual de Deus. A dependência física ilustra a dependência espiritual (p.141).
A nossa dependência pode não ser tão óbvia, mas é tão real e forte quanto precisamos esperar por uma chuva de maná do céu. Ou confiamos em Deus e conhecemos experimentalmente a sua graça ou confiamos em nós mesmos e nos rebelamos contra a sua vontade e a sua graça.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

11 = CHAMADOS PARA A LIBERDADE (II)

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Graça Que Transforma
Liderança: Sem. Adair Batista.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 11 = CHAMADOS PARA A LIBERDADE (II)                                   25/04/2012
Graça Que Transforma – Jerry Bridges, ECC, p.125 - 132
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Gl 5. 1,13 = Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão... Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.

No estudo da semana passada foram estudados alguns tópicos importantes quando se trata do estudo da liberdade cristã, a saber: O Legalismo Evangélico, A observância de regras feitas pelos homens; Cercas e Opiniões diferentes. Todos esses temas estão imbricados com a liberdade cristã. No estudo de hoje será dada a sequência de temas relacionados ao desfrute da liberdade cristã e eis o primeiro tema de hoje:  

Disciplinas espirituais Por disciplinas espirituais são entendidas as seguintes práticas:
(1) o culto pessoal regular;
(2) o estudo da Bíblia;
(3) a memorização das Escrituras;
(4) reunir-se em grupos de estudos para o estudo das Escrituras; e
(5) frequência ao culto de oração semanal.

Essas disciplinas são úteis para o nosso bem estar espiritual e não devem ser encaradas como obrigação. Devemos enxergá-las mais como privilégio do que como deveres a serem praticados. Elas não devem ser medidas de desempenho espiritual. Se as tomarmos como obrigação, estaremos nos tornando legalistas, principalmente com os nossos irmãos, e aí começamos a alcunhá-los de ”consagrados”, “mundanos”, etc.

 O uso das disciplinas espirituais deve ser incentivado, visto ser necessárias para o nosso crescimento na vida cristã e no amadurecimento cristão. A aplicação das disciplinas espirituais, devemos lembrar, são meios para um fim e não a finalidade em si. “não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vossa alegria; porquanto pela fé, já estais firmados (2 Co 1.24)”. Precisamos ensinar a graça antes do compromisso, conforme Rm 6, porque a graça compreendida e assumida sempre conduzirá ao compromisso, entretanto o compromisso exigido, sempre redundará em legalismo.

 O que pensam os outros
Devemos viver nossa vida de forma a gozarmos a liberdade que adquirimos em Cristo, despreocupados do que os outros venham a pensar ou do julgamento que eventualmente venham a fazer de nós e das nossas atitudes. Esta é uma lição difícil de ser aprendida. Se você decide gozar o prazer de sua liberdade em Cristo, você precisa saber a quem quer agradar: aos homens ou a Deus.

Paulo nos pergunta em Gl 1.10:”Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”. Isto não quer dizer que vamos bater de frente com o que as pessoas pensam. Somos chamados para sermos um Corpo. Todavia, no final das contas, somos responsáveis perante Deus, não perante outras pessoas. Ele nos coloca como lhe apraz dentro do Corpo. Somos tratados como indivíduos, em circunstâncias feitas especialmente para o nosso crescimento, amadurecimento e ministério. Somos chamados a aprender a permitir que os outros sejam livres.  

Controladores
São pessoas que não querem deixar você viver viva a vida diante de Deus de acordo com o que você acha que Ele o orienta. Elas têm todas as questões estabelecidas e opiniões sobre cada uma delas. Elas insistem em fazer você viver de acordo com as regras e opiniões delas.

Temos de resistir a essas pessoas não permitindo que subvertam a liberdade que temos em Cristo. “A vigilância eterna é preço da liberdade”. Liberdade e graça são dois lados da mesma moeda. Não podemos gozar uma sem a outra. Se queremos efetivamente viver pela graça, temos de nos postar firmes na liberdade que é nossa em Cristo Jesus.  

Servindo uns aos outros em amor
Gl 5.13: “porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros pelo amor”. O cap. 6 de Romanos mostra-nos que a graça de Deus oferece o único motivo para obedecermos aos mandamentos. Essa obediência só é verdadeira quando surge do amor a Deus e da gratidão por sua graça.

A lei moral de Deus, exposta no cap. 7 direciona o nosso amor. Se realmente desejo expressar o meu amor a ele, preciso saber como fazê-lo apropriadamente.

O cap. 8 afirma que embora a lei nos dê direção, não nos capacita a obedecê-la. Deus ao nos libertar do pecado e nos levar ao seu reino, proveu o poder em Cristo através do Espírito Santo. Deu-nos o motivo certo, a regra certa e o poder para vivermos uma vida de amor. Só podemos amar o próximo quando temos a convicção do amor de Deus incondicional, baseado unicamente no mérito de Cristo e não no nosso desempenho. “Nós amamos porque ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19)”. O nosso amor por Deus ou pelo próximo, só pode ser resposta ao seu amor por nós.

 Cinco palavras a ser mantidas na mente com relação aos outros: lei, liberdade, amor, licenciosidade e legalismo. Quando se enfoca a graça em toda a plenitude do seu significado, você manterá a lei, a liberdade e o amor dentro de um relacionamento correto.

Mas se enfocar um deles sem a graça, acabará caindo no pântano do legalismo ou da licenciosidade. Lembre-se, não existe graça barata para Deus. Você a recebeu incondicionalmente livre e graciosa, porém à Deus ela custou um preço altíssimo: a morte do seu próprio Filho.  

Conclusão
As Escrituras afirmam que somos livres para vivermos nossas vidas. Entretanto, devemos lembrar que se gostamos e queremos viver em liberdade, isto se aplica também aos nossos semelhantes. Devemos ter bem claro que essa liberdade deve ser exercida com amor e submissão à Palavra de Deus.  

Aplicações
O primeiro tema (as disciplinas espirituais) requer de nós que saibamos a quem queremos servir e agradar, se a Deus ou aos homens. Paulo deixou bem claro que se servimos e agradamos aos homens, não somos servos de Deus.

As disciplinas espirituais nos ajudam a crescer e a amadurecer espiritualmente, todavia, precisamos usar este crescimento e amadurecimento de forma positiva em relação a nós e aos nossos irmãos, para o serviço do Senhor. Devemos gozar a liberdade que o Senhor nos deu, independente da opinião dos outros.

A liberdade deve ser exercida com responsabilidade, caso contrário, será uma algema que brilha ao sol, mas será sempre uma forma de escravidão e servidão. Todos iremos prestar contas dos nossos atos perante Deus.
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