O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

15 = O Menor de Todos os Santos (II)



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Graça Que Transforma
Liderança: Rev. Helio O. Silva.
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15 = O MENOR DE TODOS OS SANTOS (II)                                                    23/05/2012
Graça Que Transforma – Jerry Bridges, ECC, p. 160-167.
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Efésios 3.8 = “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça
de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo”.

A grande maravilha do evangelho é que por meio dele Deus transforma os piores inimigos de sua graça em seus maiores servos.

GRAÇA SUFICIENTE
O ensino bíblico claro é que a graça é suficiente para suprir-nos em nossa fraqueza. O valor do sacrifício de Cristo cobre a nossa falta de valor e o Espírito Santo nos torna efetivos apesar de nossa inadequação. O paradoxo da graça é a descoberta de que quando somos fracos em nós mesmos, somos fortes em Cristo. Isso acontece porque descobrimos que “todas as nossas obras tu as fazes por nós”! (Is 26.12).

O contraste entre a fraqueza humana e o poder divino é vívido nas escrituras (Is 41.14,15). Em tudo, e para tudo sabemos que é Deus quem nos ajuda acima de nossas capacidades e força. Somos como “vermes”, completamente indefesos ante o poder da sola de um sapato, mas mesmo assim o Senhor cuida de nós e nos ajuda! Mesmo o mais frágil “verme” pode ter a confiança da ação ajudadora de Deus. Isaías enfatiza que toda a força que vence vem unicamente do poder gracioso de Deus. 

Deus permite que estejamos completamente conscientes de nossa fraqueza para nos fortalecer com a sua força, a fim de que a glória seja dada somente ao seu nome. Logo, quando nos tornamos conscientes de nossa fraqueza, Deus nos faz fortes nas suas mãos.Os deveres que Deus requer de nós são proporcionais aos recursos que nos estão disponíveis em Cristo e não em nós mesmos.Não temos capacidade para realizar as obras de Deus; “quando reconhecermos ser impossível para nós realizarmos ago em nossa própria força, descobriremos o segredo da sua realização” (p. 162 - John Owen).

GRAÇA SACRIFICIAL
O ministério cristão efetivo, em qualquer área, envolve sacrifício. Isso porque ministrar é servir, servir como um escravo. O ministro de Deus é um servo, de Deus e daqueles a quem ministra (2 Co 4.5). Para servir como escravos precisamos de disposição e sacrifício da própria vida (I Ts 2.8). Sacrificar-se é entregar-se sem reservas; ser “tudo para com todos” (1 Co 9.22). 

Como podemos obter esse espírito sacrificial? 2 Coríntios 8 e 9  aponta um exemplo prático na experiência das igrejas da Macedônia. A sua generosidade quanto à oferta aos pobres de Jerusalém se notabilizou por terem ofertado (1) em meio a muita pobreza e provações. Eles não ofertaram das sobras que tinham, mas do que tinham e lhes faria falta. (2) Eles ofertaram acima de sua capacidade. (3) Eles pediram com rogos o direito de ofertar. (4) Eles ofertaram a pessoas que sequer conheciam pessoalmente. Qual o segredo de sua oferta sacrificial? Foi a graça (2 Co 8.1,4,6,7,9,19; 9.8,14; ). A graça praticada foi a graça vista, conhecida e recebida de Jesus Cristo que se entregou por amor de nós (2 Co 8.9). A palavra graça tem nesses capítulos de Coríntios os dois significados de dom imerecido e capacitação do Espírito.

Essa generosidade é uma ação de Deus nos corações dos crentes capacitando-os ao desprendimento pela generosidade como fruto do Espírito Santo. Deus pode operar diretamente nos corações dos crentes (2 Co 8.16) ou como usualmente faz, por meios indiretos por meios naturais, tais como o argumento persuasivo, que é o que Paulo faz em 2 Coríntios 8 e 9. Pelo escrito em Romanos 15.26, a persuasão de Paulo foi eficaz, pois os coríntios foram nomeados entre as igrejas ofertantes.

A graça de Deus nos basta e é efetiva para nos capacitar ao serviço do ministério cristão.

A RECOMPENSA DA GRAÇA
Deus transforma nossa indignidade de ministrar em dignidade em Cristo. Somos inadequados, mas Deus nos capacita na graça que está em Cristo. Não gostamos de sacrificar-nos, mas Deus nos dá esse espírito sacrificial de abnegação pela sua graça. Tudo é pela graça, não há exigência nem aceitação de valor ou capacidade humana da parte de Deus.

Qual a relação da graça com galardões? Se todos os nossos esforços são resultados da graça de Deus, onde está o papel do “serviço fiel”?
Deus promete galardões e todos compareceremos diante do tribunal de Cristo (Mt 25.21; 2 Co 5.10). Todavia, mesmo os galardões precisam ser interpretados como recompensas da graça e não do mérito. Nosso trabalho, por mais duro que seja, não pode obrigar Deus a nos recompensar (Rm 11.35). Nada levaremos a ele que não tenha vindo primeiro dele mesmo! (1 Cr 29.1-21). As nossas melhores obras só são aceitáveis a Deus quando oferecidas por intermédio de Jesus Cristo, o nosso mediador da graça de Deus (1 Pe 2.5).

Quando voltamos à parábola da vinha de Mateus 20 percebemos no contexto que Cristo prometeu recompensar seus discípulos cem vezes mais (10.000% - p.167). Isso significa que as recompensas de Deus não são apenas de graça, mas graciosas, generosas acima de qualquer medida! Galardões são possíveis exatamente por causa da graça, pois a benção é prometida mesmo que não merecida.

Conclusão:
            Essa é a história da graça. Somos salvos pela graça e santificados pela graça. A graça nos sustenta em nossas angústias e tribulações, fortalecendo-nos. Deus nos chama pela graça para servir na igreja e na pela mesma graça nos capacita com dons para realizar o serviço cristão de forma eficaz. Enquanto servimos a Deus a sua graça torna nosso serviço aceitável a ele e nos recompensa cem vezes mais de graça, pela graça.

            O evangelho revela a justiça de Deus do começo ao fim (de fé em fé – Rm 1.17). A fé é a resposta apropriada ao chamado da graça divina. Portanto, toda a vida cristã é vivida debaixo da graça, sob a graça, de conformidade com a graça (1 Co 3.10). Tudo acontece dessa forma para o louvor da glória da graça de Deus (Ef 1.16).

Aplicações:
  1. Precisamos aprender a confiar na suficiência da graça a fim de obtermos segurança no serviço cristão.
  1. Tomar atitudes de confiança em Deus sempre e recusar a bajulação de nossas capacidades.
  1. Rejubilarmos no triunfo da graça que não nos despreza no serviço cristão, antes no presenteia 100 vezes mais!

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