O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O Martelo


O Martelo.

Um pregador carregou um martelo e uns pregos numa mão; na outra, um aviso que sacudiu o mundo. Ele fez algo muito comum, mas que poucos podiam entender. Ele aceitou o desafio de mudar o que não se queria mudar.

À porta de sua Capela pregou um aviso. Foram poucas as batidas do martelo, mas até hoje é possível ouvir o eco. Nos ouvidos de alguns soam como um despertamento que chamou a atenção para a verdade. Nos ouvidos de outros, como um pesadelo que já dura 482 anos, pois não conseguem esquecer... Para outros ainda, uma maliciosa oportunidade de enriquecer. Mas ninguém pode mudar o que foi escrito...

À batida de seu martelo juntaram-se outros sons: Construções, comércio nas ruas, descobertas e ideais. Contudo, o propósito daquelas batidas foi um só: Pregar e apregoar um aviso à porta da Capela. Para quem quisesse ou pudesse ler. Mas principalmente, para obedecer a Deus e à sua consciência cristã despertada pelo estudo sério e consciente da Palavra de Deus, a verdade.
Muitos se aproximaram e leram. Muitos nada entenderam. Todavia o aviso fora dado, e A Reforma irrompia ali.

Hoje, o aviso foi afixado outra vez. Está à porta de nossa Capela. Muitos lerão, eu sei; muitos passarão de largo. Quantos, meu Deus, entenderão o aviso !?


Por Cristo, com amor. Rev. Hélio (22/10/99).
Publicado no Boletim da I.P. Cidade Livre em 31/10/1999.

A Reforma e A Nova Reforma


A Reforma e a Nova Reforma

Há tempos ouvimos um clamor por uma nova reforma na vida da igreja. Dizem que a Reforma do século 16 não chegou até onde deveria chegar. No entanto, as práticas reformistas que vão sendo implantadas por ai nos mostram uma nova medievalização da vida da igreja adotando como regra as mesmas práticas que a Reforma condenou.


Os apóstolos brasileiros são campeões dessa reforma irreverente e blasfema. Um diz que quem morreu na cruz não foi Cristo, mas somente Jesus, reavivando a fé docetista do primeiro século (1 Jo 2.22,23; 4.2-6). Outro toma a liberdade de corrigir o apóstolo Pedro numa pregação em Atos 2, igualando a sua autoridade, para não dizer suplantando, à autoridade apostólica do cânon bíblico (1 Co 14.36-38). Outro declara que a sua visão da igreja é a visão de Deus para o século 21, e quem não se adequar está fora dos planos de Deus (Cl 2.18,19). Uma outra recentemente ofereceu um cordeiro sobre o púlpito de uma igreja brasiliense, calcando os pés ao Filho de Deus, negando a suficiência da cruz (Hb 9.23-28).


A igreja evangélica brasileira ressuscitou a doutrina da indulgência mediante o leilão de bênçãos conjugais e financeiras seguindo tabelas de preços proclamadas por seus pastores de Bíblias na mão. O sacramentalismo ex opere operato está sendo revitalizado nas sessões de descarrego espiritual, onde os mesmos “fiéis” quebram suas maldições todas as semanas, renovando continuamente seus sacrifícios até que Deus os abençoe. Até mesmo o purgatório foi ressuscitado recentemente em um programa de rádio, quando um pregador afirmou categoricamente que há uma diferença entre “paraíso” e “céu” na Bíblia. O ladrão da cruz nunca poderia ir direto para o céu, pois não teve tempo de realizar qualquer boa obra. Mas aquele crente que serviu a Deus fielmente a sua vida toda, irá direto para o céu ao morrer. Com o ladrão da cruz, ele inaugurou o primeiro purgatório evangélico na entrada do céu. Estamos mesmo voltando para a idade média!


Povo de Deus, voltemos à fidelidade! Se é possível neutralizar esse processo que se instalou em nossas igrejas, inclusive algumas presbiterianas, temos muito o que fazer:


1. Reafirmar claramente nossa fé nas Escrituras como ÚNICA regra de fé e conduta dos cristãos. Somente quem ama e obedece ao mandamento bíblico ESCRITO goza da certeza e segurança da manifestação do poder do Espírito Santo na sua vida e através dela (Jo 7.17,37,38; 8.35;14.21).


2. Reafirmar e sustentar sem titubear o equilíbrio entre o Espírito Santo e a Palavra, pois o Espírito Santo jamais nega com seus atos aquilo que Ele mesmo DIZ nas Escrituras. O Espírito FALA HOJE nas Escrituras como NELA FALOU no passado. O céu e a terra passarão, mas a Palavra do Senhor PERMANECE para sempre (Mt 24.35; 1 Co 14.36,37).


3. Anunciar todo o desígnio de Deus ao seu povo. É preciso que nos rebelemos contra essa cultura mística de expectativa por novas revelações que se instalou nos púlpitos das igrejas, obscurecendo a exposição sistemática da Bíblia, e está levando a igreja a se afastar da obediência simples devida a Deus. É preciso devolver aos púlpitos a exposição Bíblica fiel, relevante, doutrinária, cristológica e sistemática, como TODOS os reformadores fizeram. Um sermão que não inventa o que Deus não diz. Um sermão que explica e aplica a verdade de Deus para obediência e não só para o deleite dos ouvidos. Como eu posso gritar à exaustão: “Eu quero é Deus” e rejeitar a sua Palavra ESCRITA para nós?!


Com amor, Pr. Hélio.

Anunciando Todo o Desígnio de Deus (Atos 20.17-35)


Pastoral: Anunciar Todo o Desígnio de Deus (Atos 20.17-35)

Quais são as prioridades que realmente movem os nossos corações? Aquelas que nos fazem caminhar e fazer acontecer o que desejamos e buscamos?
Paulo afirma ousadamente que o princípio que movia a sua vida era a obediência às Escrituras. Ele as chama de “coisa proveitosa” (v.20), “Palavra de sua graça” (v.32) e de “todo o desígnio de Deus” (v.27). O desígnio de Deus era algo pelo qual Paulo dava a sua vida, por isso voltava para Jerusalém. Todos sabiam que se voltasse a Jerusalém, seria preso e encontraria a morte, o que de fato aconteceu algum tempo depois em Roma. Paulo entendia ser essa a vontade de Deus para ele, confirmada de cidade em cidade (v.22-24).
o convite que fazemos aos irmãos no início deste ano é o de aprender a anunciar todo o desígnio de Deus às pessoas. Como podemos fazê-lo?
1º) Lendo as Escrituras todos os dias para lê-la toda este ano. Josué foi instado por Deus a que meditasse nela de dia e de noite, para ter o cuidado de fazer TUDO quanto nela estava escrito (Js 1.8). Não podemos nos esquecer que Josué tinha 80 anos quando Deus lhe deu este mandamento. O que valeu para ele, também vale para nós! A graça fortalecedora que Deus dispensou a Josué, também é prometida para nós. Separe um tempo proveitoso para ficar a sós com deus e ler a sua Bíblia em casa!
2º) Assumindo uma postura de aprendizado diante de Deus e de sua Palavra. Jesus mandou-nos fazer discípulos que fossem capazes de aprender TUDO o que nos ensinou, e assim transmitir também a outros o que lhes ensinamos (Mt 28.18-20, II Tm 2.2). Por isso devemos tomar tempo para aprender. Como podemos ensinar a outros o que ainda não aprendemos? Assiduidade é a marca do verdadeiro discípulo, que encontra na obediência aos mandamentos a expressão de seu amor por Cristo (Jo 14.21). Faça da presença aos cultos e à escola Dominical a sua marca nesse ano!Entre no programa de discipulado e cresça!
3º) Trazendo para os lábios TODA a Escritura. Assim como Josué não deveria cessar de falar do livro da Lei (Js 1.8), o cristão deve professá-la e confessá-la inteira diante dos homens (Rm 10.9), de tal modo, que a graça de Deus alcance os seus eleitos e eles sejam salvos. Nossa tarefa é falar ao maior número de pessoas possível. Faça da sua amizade a sua principal estratégia evangelística!
4º) Remindo o tempo. O fato é que perdemos muito tempo com futilidades e discussões sem pé nem cabeça. Talvez façamos isso justamente para matar o tempo, mas isso não agrada a Deus e não faz uma igreja crescer. Se obedecermos às Escrituras, para a glória de Deus, procuraremos aprender mais para servir mais e melhor a Deus e ao seu povo. Invista mais tempo em leituras que te ensinem a entender e a amar a Deus e as Escrituras. Invista seu tempo, seu dinheiro e sua saúde no crescimento espiritual de sua família! E vamos juntos, anunciar TODO o desígnio de Deus! Com amor, Pr Hélio.

A Festa do Pai (Lucas 15.22-24,32)


Hélio O. Silva
05/09/2007
A Festa do Pai (Lucas 15.22-24,32).

É preciso que nos regozijemos porque o que estava morto reviveu e o que estava perdido foi achado. Nada pode ser mais importante do que isso. Pensar diferente é ignorar o caminho da graça na vida das pessoas, dos filhos de Deus que estão chegando; porque eles estão voltando ao lar.

É preciso que haja música; é preciso que se faça festa! Os instrumentos devem ser afinados para tangerem bem e com arte. É hora daquele sorriso especial estampar no rosto a alegria que durante muito tempo se apertou no coração. O Pai reencontrou o seu filho e a família se completou ao redor da mesa outra vez.

Ah! Quantas esperanças foram finalmente cumpridas e quantos olhos brilham com o brilho da satisfação pelo filho que agora está entre os seus irmãos e não mais entre os perdidos que se prostituem e entre os viciados nos sabores da noite, que rouba dos pais os corações de seus filhos, especialmente dos mais jovens.

É preciso que nos alegremos porque o motivo não é fútil. É preciso que as horas passem devagar. É preciso que o relógio pare de gritar: Atraso! Atraso! Acabe! Acabe! O momento é solene. Ele é solene porque é único e não repetível. Só se faz profissão de fé uma vez, porque só há um batismo (Ef 4.5). O que pode ser mais importante?!

Diante de Deus e na igreja, outros programas se relativizam. A igreja festeja o seu crescimento. As famílias festejam a sua fé. O Pai festeja a reunião de todos os seus filhos e conta as suas ovelhas outra vez.

Por que reclamar do tempo? Por que apertar a liturgia? Por que querer estar em outro lugar? A festa do Pai é aqui. A festa do Pai é hoje! E todos nós somos convidados para lotar o templo; não para assistir, mas em adoração exultante, participarmos da festa do Pai (Lucas 15.6, 9, 23 e 32).

Com amor, Pr. Hélio.
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