O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Equipados Para Vencer Tudo (Efésios 6.13)


Pastoral: 30/08/2018

Equipados Para Vencer Tudo: O Propósito da Armadura de Deus (Ef 6.13)



Será que estamos prontos para a luta? John White diz em seu livro, “A Luta” que essa palavra tão pequena define a totalidade de nossa caminhada cristã nesse tempo de peregrinação na terra. Somos mais que apenas peregrinos em viagem de turismo, somos soldados atravessando uma terra em guerra!


Diante disso, os conselhos de Paulo nesse verso são fundamentais.

1. É preciso nos revestirmos de toda a armadura de Deus. Vestir é uma tarefa pessoal e intransferível. É algo que cada de nós precisa fazer com atenção detalhada e sem negligência. Uma armadura é vestida para a batalha e não para uma festa à fantasia.

          A determinação bíblica é que devemos vestir toda a armadura e jamais escolher uma ou outra peça de predileção. Cada elemento tem o seu significado e seu uso correto e necessário se o alvo pretendido é a vitória.

          Claro, porém, deve ficar, que a armadura nos é dada por Deus, a quem ela pertence de fato e de quem a recebemos graciosamente como parte de seu provimento para a nossa vitória.


2. O propósito do uso da armadura é ficar firme na luta dos dias maus. Nós lutamos contra as forças espirituais do mal e contra as ciladas do diabo. Cristãos sem estabilidade e sem maturidade ou medrosos são presas fáceis para satanás e seus colaboradores. A luta exige preparação, planejamento e persistência. Para encontrar e desmontar armadilhas precisamos de atenção e vigilância.

Faz parte do propósito lutar bem e vencer completamente. Porque não lutamos contra um inimigo que desiste facilmente, porque lutamos contra um inimigo experiente e sagaz; porque lutamos contra quem veio para o combate disposto a usar de todos os meios para nos derrotar e tornar nossa fé e testemunho inúteis.


A luta só acabará quando o vitorioso for o único a ficar de pé. Até que isso aconteça haverá vários “rounds” e batalhas dentro da guerra. Fazemos parte do exército que luta após a vitória decisiva na cruz. Mas nem por isso a luta é fácil e o inimigo se colocou em debandada. A vitória que Deus nos propõe ao usarmos a armadura é vencer completamente e não terminar machucados nessa tarefa. Muitos lutam, mas são feridos. Marcados por traumas e contusões, mágoas e ressentimentos. Deus não quer que seja assim, por isso nos deu essa armadura.

          
         Pense bem, será que estamos prontos para a luta? Prepare-se bem conhecendo suas ferramentas, vestindo-se completa e adequadamente, marchando ordenadamente seguindo o nosso general que é Cristo, pois fomos equipados para vencermos tudo e comemorar sem nenhum arranhão no final.


Eia! Vista sua armadura!
                                                                                                   Com amor, Pr. Helio.

Nossa Batalha Espiritual (Efésios 6.10-12)



PASTORAL: Nossa Batalha Espiritual (Efésios 6.10-12)

Quando falamos no diabo, é preciso evitar dois extremos perigosos para a fé: Não podemos subestimá-lo ou ignorá-lo, mas também não devemos superestimá-lo. A maneira Bíblica de enfrentar o assunto é colocar Cristo no centro das atenções. “A melhor maneira de mantermos o inimigo fora é colocarmos Cristo dentro. As ovelhas não devem ficar apavoradas com o diabo; elas apenas têm de se manter apegadas ao pastor. Satanás não teme as ovelhas que estão orando, mas a presença do pastor” (A.W.Tozer).

Efésios é a Epístola da igreja e das realidades espirituais que a cercam. Se quisermos entender com profundidade o que é a igreja teremos de aprender a olhar além dos limites do mundo físico e entrarmos nos lugares celestiais por meio de e em Cristo. 

Eis aqui três princípios básicos para o engajamento na Nossa Batalha Espiritual:
1º) Ser fortalecidos no Senhor e na força do seu poder (v.10). É de Deus que recebemos este poder (Fp 4.13). Ele o faz mediante o Espírito Santo (3.16). Somente cheios do Espírito estaremos fortes para enfrentar o inimigo. Muitas coisas não acontecem como deveriam na igreja porque não estamos submissos ao poder de Deus, mas queremos alcançar a vitória com o nosso próprio poder. 

2º) Ter plena consciência de contra quem estamos lutando (v.12).  A vida cristã é uma Luta espiritual na qual Satanás tenta inutilizar a nossa fé. As forças contra as quais lutamos são poderosas, malignas e astutas.

3º) Revestir-nos de toda a armadura de Deus (v.11). Paulo fala em 2 Coríntios 10. 3,4, que nossas armas não são carnais, mas são poderosas em Deus e que não militamos na carne. Nossa armadura é dada a nós por Deus e Devemos vesti-la para “usá-la agressivamente e não apenas admiti-la passivamente” (Mark Bubeck), pois nos garante a firmeza necessária contra as ciladas do diabo.


          Já é hora de agirmos diferente porque a Palavra de Deus nos instrui de forma diferente.
1º) Se queremos vitórias precisamos pedir de Deus a atuação do Seu Poder.

2º) Se queremos vitórias temos de ter abertos os olhos para ver e lutar varonilmente no campo de batalhas.

3º) Se queremos vitórias precisamos nos equipar devidamente para a luta!

O que é que você fez estes anos todos na Igreja que até hoje não se sente e nem se vê preparado para os combates da fé? Quando te falavam de lutas, guerras e armas você só pensava em encontros, baladas, festas e passeios; ou em colecionar hobbies evangélicos. E agora? 

Já é hora de nós assumirmos uma postura de vida com Deus que seja diferente, mais eficaz e mais digna... mais comprometida com a glória de Deus e seu projeto redentivo eterno.

Eia! Levante-se para lutar!

                                                                            Com amor, Pr. Hélio.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Rev. James Robertson Woodson - Ensaio Biográfico 1



Rev. James Robertson Woodson[1]



Nasceu em 13/02/1895 em Auxvasse, Callaway, Missouri, nos EUA. Seu pai se chamava Willian Frank Woodson (1860-1945) e sua mãe Lucy Frances Woodson.[2]

Seus irmãos eram: Ellen Frances Woodson, Karl Oscar Woodson, Lloyd Hamilton Woodson, William Reed Woodson e Anna V. Woodson.

Em 1917/1918 alistou-se para ser combatente na I Guerra Mundial.

Casou-se com Jessie Gordon em 24/10/1922 em Louisville, Jefferson, Kentacky. Ela nasceu em 29/08/1903 em Louisville, Jefferson, estado do Kentucky, e faleceu em 28/03/2003.

Seus filhos: Anne Woodson (19--), Jane G. Woodson – 04/06/1925 (Jane Woodson Leonard), Thomas G. Woodson (19--) e James Robertson Woodson (1923).

No início de seu curso no seminário -------, ofereceu-se para ser missionário no Congo-África; não sendo enviado por falta de recursos financeiros da Missão. Ao formar-se iniciou seu ministério na igreja de Boechel, subúrbio de Louisville. Nessa época recebeu a inesperada visita do Rev. James Porter Smith, filho do Rev. John Rockwell Smith, ambos missionários no Brasil. Ele convenceu o casal Woodson a vir para o Brasil.[3]

Ele e sua esposa foram admitidos como obreiros da MOB em 1924. Moraram um ano e pouco em São sebastião do Paraíso a fim de aprenderem o português.

Em 1925, pela sua grande extensão e franca expansão, o campo da missão em Patrocínio, reclamava ajuda de mais obreiros. A Missão Oeste resolveu enviar o Rev. James Robertson Woodson e sua família; a esposa, D Jessie, excelente cantora sacra, e os dois filhos pequenos: Jamy e Ann (nina). Ele assumiu a parte leste e sudeste do campo, enquanto o Rev. Alva Hardie ficou com a parte oeste e nordeste.

Quando ele chegou no campo em 25/10/1925, existiam somente duas pequenas escolas dominicais em toda a região. As cidades não as têm porque não existem lideres treinados para dirigi-las. “A missão resolveu estabelecer uma escola de treinamento para leigos em Patrocínio para treinar tais lideres.”[4] Patrocínio tinha cerca de 5 mil habitantes nessa época.

A presença do Rev. Woodson foi de fundamental importância para o início do trabalho educacional protestante em Patrocínio. O tamanho do campo missionário e as dificuldades de transporte, principalmente na época das chuvas, aliados à abertura de novas igrejas nas comunidades e das escolas dominicais, tornava necessária a preparação de pessoal treinado para dar atendimento às comunidades, principalmente as rurais.

Diante dessa realidade e seguindo a diretriz da MOB de evangelização direta, Woodson solicitou em 1925, autorização para criar uma escola de preparação de Obreiros Leigos, visando prepara-los para auxiliar na evangelização do campo missionário e para dar assistência às comunidades já existentes.[5] Era a primeira semente do IBEL, que foi chamado inicialmente de Patrocínio College, e que começou em sua própria casa.  Ele formulou pessoalmente o currículo (exceto o português) e ministrou as aulas de Teologia, Homilética, História da Igreja, educação cristã e outras. Formaram-se dois obreiros, sendo um deles o Ev. Divino de Oliveira, bem mais tarde seria ordenado ao sagrado ministério. Esse obreiro leigo, foi o primeiro enviado para Goiás em 1938.

Além disso, Woodson era responsável pelos pontos de pregação abertos na região: Carmo do Paranaíba, Serra do Salitre, Ibiá, Araxá e vários outros na zona rural.[6]

Assumiu o campo de Barretos-Jaboticabal em 1931, substituindo o Rev. Willianson, que fora transferido para outro campo; permanecendo ali até 1934.[7]

Em 1928 foi transferido para o campo de Araguari, reaberto em 1926 e transferido do Presbitério de Minas para a Missão Oeste.

Em 1936, mudou-se para Ribeirão Preto-SP.

Esteve em Buenos Aires, na Argentina em 1938.

O trabalho missionário norte-americano ao longo da BR 153 é chamado por alguns de o canto do cisne das missões norte-americanas no Brasil.[8] Essa última grande arrancada missionária foi capitaneada em grande parte pelo Rev. James R. Woodson. Ele criou a Escola de obreiros leigos em Patrocínio em 1924 que iria se tornar o IBEL a partir de 1934. Foi dele a ideia de empregar obreiros leigos no trabalho da evangelização em Goiás. O Rev. Júlio diz que aos Pastores Hurst, Woodson e Willianson “O Brasil deve lhes a consagração de suas vidas”.[9]

O Ev. Waldemar Rose foi enviado para a região de Uruana na década de 1940 por ele. Fez inúmeras visitas aos campos do interior de Goiás, partindo de Goiânia acompanhando os evangelistas que trouxera consigo a fim de trabalharem com ele.

Residiu com sua família em Uruana em 1955. Voltou a pastorear a Primeira Igreja de Goiânia em 1956, até março de 1957.

Foi pastor da igreja de Uberlândia-MG em 1957, ano em que o campo foi entregue para a IPB definitivamente.

O casal adotou como filha de criação D. Sebastiana..., que hoje mora em Patrocínio, na mesma Rua do IBEL, uma quadra adiante. Ela testemunhou a forma carinhosa como o casal conduzia seu ministério e relacionamentos. Ela disse que D. Jessie ganhou muitas almas para Cristo ensinando crochê para mulheres em sua casa, sendo ela mesma uma delas.

Woodson era conhecido por seu zelo piedoso, estudiosos e culto, dotado de simplicidade, pregação ungida, que às vezes o levava às lágrimas; muito admirado afetuosamente pelos crentes e alunos que pastoreava e ensinava. Era tolerante e paciente, mesmo diante de sofrimentos e humilhações morais. Conta-se em Goiânia, que uma vez jogaram gasolina sobre o seu V-8 estacionado em frente à Primeira Igreja de Goiânia, e atearam fogo. Embora o fogo tenha danificado apenas a pintura, ele nem se importou com o incidente.

Segundo o Rev. Wilson de Castro Ferreira, essa arrancada do trabalho em Goiás exigiu dele e de sua esposa Jessie zelo, vigor e fé. Eles abriram os campos de Uruana e a partir dali avançaram pelos trilhos mal batidos das florestas densas da Mata Azul para frente onde encontramos Rubiataba, Betel, Xixá e outros sem número de pontos de pregação lançando os alicerces do que se tornaria o Presbitério de Ceres e seus desdobramentos. Avançavam no lombo dos cavalos, a pé, atravessando correntes e atoleiros, picados por insetos como os intoleráveis pernilongos e carrapatos passando noites sem dormir em camas impossíveis a fim de plantarem o que hoje são prósperas igrejas.

Sobre Goiânia, o Rev. Wilson descreve: "Apesar de muitas viagens que empreendia, atendendo ao seu vasto campo, Goiânia também cresceu, construiu seu templo, pagou-o e lançou os alicerces para a grande obra presbiteriana ali existente, firme e consolidada. Rev. Jaime sentiu que foi providencialmente guiado por Deus na sua decisão de ir para Goiânia, aceitar o desafio dos novos campos que se abriam em Goiás. Por isso mesmo diz ele referindo-se a Goiânia: 'Moramos em Goiânia seis anos e foram estes os melhores anos gastos no trabalho no Brasil'".[10] O Rev. Woodson foi pastor da Primeira Igreja de 1940 a 1946, tempo em que Goiânia já tinha cerca de 25 mil habitantes. Nessa época, Woodson abriu 12 pontos de pregação, tendo Goiânia como centro de atividades. Havia pontos de pregação há mais de 250 Km da sede![11]

Consta o seguinte na ata de organização da Primeira Igreja de Goiânia: “Em 1940 no mez de fevereiro, no dia 4, o Rev. Jaime Woodson, fez uma visita à Goiânia, preliminarmente, como que preparando-se para melhor escolher seu centro de trabalho. Então, pregou ele no salão da congregação já em funcionamento. Deste modo escolheu ele Goiânia, como sede do campo de seu trabalho, transferindo-se com sua família, para esta Cidade, no 22[12] de fevereiro de 1940. O Rev. Jaime woodson, foi para Goiânia, o que Paulo foi para Macedonia, ensentivou sabiamente os trabalhos da congregacão, tanto no edifício da cosntrução do Templo, quanto na edificação da Igreja, o corpo de Cristo.”[13]

Quando o trabalho missionário começou a arrefecer após os anos 1960, Woodson ainda fez parte da Comissão de diálogo das missões norte-americanas com a IPB. Escreveu uma breve História da Missão Oeste do Brasil na década de 1960, mencionada pelo Rev. Wilson de Castro Ferreira, a qual leu perante a Reunião anual da MOB em 1960.[14]

Retornou com a família para os EUA e faleceu em 21/07/1979 em Black Mountain, Buncombe, Na Carolina do Norte, EUA, tendo sido sepultado no dia seguinte.

































[2] No seu visto de permanência no Brasil datado de janeiro de 1940, consta o nome de sua mãe como Fannie Hamilton Woodson.
[3] FERREIRA, Wilson de Castro. Pequena História da Missão Oeste do Brasil, CEIBEL, p.48.
[4] BEAR, James E. Mission To Brazil, p.168.
[5] A EVANGELIZAÇÃO PELA EDUCAÇÃO ESCOLAR: EMBATES ENTRE PRESBITERIANOS E CATÓLICOS EM PATROCÍNIO, MINAS GERAIS (1924-1933). Cadernos de História da Educação - nº. 2 - jan./dez. 2003, p. 39.
[6] FERREIRA, Wilson de Castro. Pequena História da Missão Oeste do Brasil, CEIBEL, p.49.
[7] BEAR, James E. Mission To Brazil, p.165.
[8] FERREIRA, Júlio A. História da IPB vol. 2, CEP, p.?
[9] Ibid, p.371.
[10] FERREIRA, Wilson de Castro. Pequena História da Missão Oeste do Brasil, CEIBEL, 1996, p. 50.
[11] James Bear fala de pontos de pregação a 160 milhas de distância da capital. BEAR, James E. Mission to Brazil, p. 187.
[12] Pode ser “28”.
[13] Ata de Organização da Igreja Cristã Presbiteriana de Goiânia, 16/05/1948, folha 8. Livro 1, ata 01 (sic).
[14] FERREIRA, Wilson de Castro. Pequena História da Missão Oeste do Brasil, CEIBEL, 1996, p. 92.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A FESTA DO PAI (Lucas 15.22-24,32)



Hélio O. Silva

05/09/2007

A Festa do Pai (Lucas 15.22-24,32)



É preciso que nos regozijemos porque o que estava morto reviveu e o que estava perdido foi achado. Nada pode ser mais importante do que isso. Pensar diferente é ignorar o caminho da graça na vida das pessoas, dos filhos de Deus que estão chegando; porque eles estão voltando ao lar.


É preciso que haja música; é preciso que se faça festa! Os instrumentos devem ser afinados para tangerem bem e com arte. É hora daquele sorriso especial estampar no rosto a alegria que durante muito tempo se apertou no coração. O Pai reencontrou o seu filho e a família se completou ao redor da mesa outra vez.


Ah! Quantas esperanças foram finalmente cumpridas e quantos olhos brilham com o brilho da satisfação pelo filho que agora está entre os seus irmãos e não mais entre os perdidos que se prostituem e entre os viciados nos sabores da noite, que rouba dos pais os corações de seus filhos, especialmente dos mais jovens.


É preciso que nos alegremos porque o motivo não é fútil. É preciso que as horas passem devagar. É preciso que o relógio pare de gritar: Atraso! Atraso! Acabe! Acabe! O momento é solene. Ele é solene porque é único e não repetível. Só se faz profissão de fé uma vez, porque só há um batismo (Ef 4.5). O que pode ser mais importante?!


Diante de Deus e na igreja, outros programas se relativizam. A igreja festeja o seu crescimento. As famílias festejam a sua fé. O Pai festeja a reunião de todos os seus filhos e conta as suas ovelhas outra vez.


Por que reclamar do tempo? Por que apertar a liturgia? Por que querer estar em outro lugar? A festa do Pai é aqui. A festa do Pai é hoje! E todos nós somos convidados para lotar o templo; não para assistir, mas em adoração exultante, participarmos da festa do Pai (Lucas 15.6, 9, 23 e 32).

Com amor, Pr. Hélio.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Pais e Filhos



Hélio O. Silva

04/06/2006.

Pais e Filhos



          Na relação pais e filhos há alguns exemplos bíblicos que devemos observar.


A relação de Jacó e Seus Filhos (Gênesis 37,42-45) levanta a questão do tratamento diferenciado por parte do pai. Na experiência de Jacó, fica evidente que problemas no casamento geram problemas de relacionamento entre pais e filhos. Por isso, a relação de José com os demais irmãos era conflituosa. (1) Sua sinceridade é tratada como arrogância por seus irmãos. (2) Só Deus pode transformar o mal em bem. José aprendeu a ver o cuidado de Deus na resolução dos problemas familiares e perdoou prontamente porque Deus abençoou e corrigiu tudo no final. Mesmo quando erramos, podemos encontrar o perdão e a reconciliação. Os filhos não são depósitos das frustrações conjugais dos pais, bem como não são depósito de sonhos pessoais. A palavra de Deus deve ser o critério da criação, não os desejos “bondosos” do coração que favorecem uns em detrimento de outros.


A relação de Saul e Jônatas (1 Samuel 19.1-7; 20.30-34; 23.15-18) mostra quando os princípios de conduta errados dos pais precisam ser negados pelos filhos. Jônatas nos ensina: (1) Não cobiçar a herança dos pais, mas servir a Deus em primeiro lugar. (2) Construir um relacionamento seguro com Deus, mesmo quando os pais falham em ensiná-los aos filhos. (3) Não aceitar as mentiras dos pais como padrão de vida normal para o crente. (4) Construir amizades firmes com base no amor e temor a Deus (1 Sm 18 e 23). Por outro lado, filhos lidam melhor com os ciúmes que seus pais têm de seus amigos quando este relacionamento com eles é baseado na verdade e na sinceridade, tanto com os pais quanto com os amigos. Jônatas honrou seu pai e sua amizade com Davi porque sua conduta era baseada na sua relação pessoal com Deus acima de todas as outras relações com as pessoas.


Davi e Absalão (2 Samuel 13-15,18,19) retratam o fato de que o pecado não tratado corretamente impede a construção de relacionamentos saudáveis e honestos. Uma pergunta importante é: Como lidar com as nossas críticas aos pais? O que Absalão fez foi errado e ele sofreu as conseqüências disso! Porém, o pai que não enfrenta seu filho olho no olho quando este peca também não age corretamente.


A Parábola do Filho do Pródigo (Lucas 11-32) ilustra a verdade imutável de que rejeitar os ensinos corretos dos pais leva por caminhos de morte! Quem se afasta da verdade ensinada por pais piedosos, afasta-se da vida, afasta-se de Deus! O filho caçula e o mais velho erraram juntos. O mais novo porque desonrou o pai quebrando o quarto mandamento e abusou da intimidade de seu pai pedindo sua parte da herança antes do pai morrer. O mais velho porque tratou o pai como se fosse um patrão, e assim não entendeu a intimidade de seu pai. Pode-se ter o filho por perto, e não tê-lo perto de Deus! Deixar a convivência com os pais a fim de experimentar a liberdade e viver a vida sempre se mostrou como prova de imaturidade e falsa segurança! Contudo, a manifestação da graça na família trás o perdão e a reconciliação para todas as famílias.

Com amor. Pr. Hélio.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...