O Bom pastor e seus comentários

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quatro Inimigos da Comunhão Cristã (Colossenses 3.12-17)



Quatro Inimigos da Comunhão – Colossenses 3.12-17.

A comunhão entre nós cristãos não é um sonho humano, mas uma obra graciosa do Deus trino em nossas vidas (Fp 2.1; I Jo 1.4); mas também não é uma realidade automática, que acontece por si só. Por essa razão possui também os seus inimigos. Em tempos de crise doutrinária e moral, como era o caso entre os colossenses e entre nós, a comunhão cristã se reveste de singular significado na luta contra as heresias, pois provê a Igreja daquela unidade de espírito e propósito que nos fortalece e anima.
Podemos ver nesse texto, quatro inimigos que agridem a nossa comunhão, mas que também só podem ser vencidos dentro da vivência da própria comunhão que atacam.
A queixa (v.13) que se configura em motivos de tristeza e insatisfação contra os irmãos. Ela pode ser justa ou não, mas separa as pessoas. As queixas são vencidas pelo PERDÃO MÚTUO. Perdoar é suportar o irmão; é apagar a dívida; é imitar o perdão de Jesus.
A imaturidade (v.14) que muitas vezes é puro egoísmo disfarçado como uma caricatura de amor; porque ao contrário do amor, coloca a si mesma acima de tudo. Por outro lado, o amor é o vínculo da perfeição, da maturidade cristã. Imaturidade é a marca do cristão que não quer crescer, que não quer aprender que amar os irmãos faz parte de uma espiritualidade equilibrada e saudável )I Jo 2..9-11; 3.14-18).
A arbitrariedade (v.15), que busca estabelecer as próprias regras nos relacionamentos, instalando a instabilidade das emoções, dos desejos e do pecado de cada um sobre os outros. Para Paulo, a paz de Cristo deve ser o árbitro. Ela estabelece o equilíbrio interior motivado pela vontade de Deus e promove a gratidão.
A falta de instrução na Palavra (v.16), que favorece a cultura do achômetro (Jz 21.25) e faz da subjetividade do critério pessoal a regra dos nossos relacionamentos, para a delimitação de quem deve e quem não deve fazer parte, ter comunhão conosco. Ora fomos chamados para dentro da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito que já existe (I Co 1.9) e que temos por obrigação preservar (Ef 4.13) nunca alterar segundo nossos interesses. O critério da comunhão é o sangue de Cristo que nos aproximou uns dos outros (Ef 2.13) conforme a Palavra revelada, não nossas intenções e projetos particulares de uma Igreja só para nós, ao redor de nós. A Palavra deve habitar ricamente o coração (Coração = Mente + Vontade + Emoções), pois somente a Palavra produz: Instrução mútua, aconselhamento mútuo e adoração com gratidão.
Como podemos resgatar a comunhão desses inimigos?
1º) Aprendendo a suportar o irmão, praticando um perdão sem hipocrisias.
2º) Vivendo uma espiritualidade verdadeiramente cristã, que caminha para a maturidade.
3º) Aceitando a soberania pastoral de Cristo sobre sua Igreja, da qual somos parte. Ele é a nossa paz (Ef 2.15).
4º) Usando a Palavra de Deus como meio de construção de relacionamento com os outros e não a instabilidade de nossos gostos pessoais.

sábado, 27 de novembro de 2010

Os Cantos do Natal No Evangelho de Lucas



Os Cantos do Natal em Lucas.

Ler a narrativa do nascimento de Cristo no Evangelho de Lucas é muito interessante e importante para nós por quatro razões que passamos a considerar:
PRIMEIRO: Lucas não conheceu pessoalmente a Jesus Cristo como Mateus, João e Marcos. João foi o primeiro dos apóstolos a agregar-se a Jesus e ficou conhecido como o discípulo amado (Jo 1.35; 19.26). Mateus foi um publicano, o qual Jesus chamou quando trabalhava em sua coletoria (Mt 9.9). Marcos parece ser aquele jovem que fugiu desnudo da casa de Caifás na noite da traição (Mc 14.51,52). Muitos acreditam que o Cenáculo onde fora celebrada a primeira ceia era de sua família. Mas Lucas não participou de nada disso. Ele foi convertido depois dessas coisas terem acontecido, assim como você e eu. Foi a fé que o levou a procurar saber mais a respeito de seu salvador.

SEGUNDO: Lucas era grego. Não tinha qualquer ligação com todo o peso das tradições judaicas e com a promessa messiânica e com a aliança. Isso não fazia qualquer sentido para ele até então. Assim como nós, Lucas era gentio. Como grego sua mente se fixava nas descobertas sobre a maravilha dos feitos dos homens. Religiosamente estava embebido nas mitologias gregas de deuses imperfeitos e trapaceiros, tão fracos em sua natureza moral quanto os próprios homens. Lucas, como muitos de nós, veio de um ambiente de total ignorância a respeito de Deus e de como ele salva. Suas narrativas do Natal têm um tom de expectativa e descoberta a cada frase!

TERCEIRO: Lucas era médico. E como tal voltava-se para o cuidado dos doentes. Talvez tenha sido esse o ponto de contato onde o evangelho o alcançou, fascinando-o com os milagres de Cristo e seu interesse incomum e compassivo pela dor dos outros, dos quais cuidava com amor. Em seu evangelho, ele se concentra na humanidade perfeita de Cristo e revela-nos peculiaridades da personalidade de Cristo que são tanto maravilhosas quanto consoladoras para nós.

POR ÚLTIMO: Lucas foi o primeiro historiador da Igreja. Escreveu seu evangelho e o livro de Atos. O que nos chama a atenção é que ambos são frutos de pesquisa, tanto em conversas com aqueles que viram Jesus, dos quais, muitos ainda estavam vivos em sua época (I Co 15.6) e pelas leituras que fez nos evangelhos já escritos como o de Marcos e provavelmente o de Mateus. Seu desejo é testemunhar a Teófilo e a nós os acontecimentos verdadeiros da vida de Cristo. Os cantos do Natal são fatos e são poesia. As duas coisas!

Deliciemo-nos, portanto, com o deslumbramento de Isabel que contemplou em Maria, sua prima, a soberana vocação de Deus para os simples e humildes (1.42-45). Calemo-nos perante a doçura do canto de Maria, que além de contemplada pela graça salvadora de Deus, recebeu no seu ventre o Senhor de todos nós! (1.46-56). Meditemos na profecia sacerdotal de Zacarias, pai de João Batista, ao exaltar as bênçãos da vida na aliança assim como a veracidade da promessa divina! (1.67-79). Façamos coro ao louvor angelical na noite do Natal, tributando glória somente a Deus e vendo no rosto do Cristo nascido a mais amável expressão da paz que Deus nesse Cristo nos oferece (2.13,14). Cantemos juntos os cantos do Natal!
Com amor, Pr. Hélio.

Publicada no Boletim dominical da 1ª Igreja Prebiteriana de Goiânia-GO em 21/12/2008. Ano XIX nº 51.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Portas



Hélio O. Silva = 26/05/2002

Portas



Portas se fecham e se abrem
Para abri-las é preciso estender a mão
E abrir o coração.
Quem estende a mão
Não sabe o que pode estar detrás das portas.
Mas aguarda em esperança que seja bom.

Para abrir é preciso expectativa.
Deus é o guardador do segredo das portas.
Ele as fecha,
Ele as abre.
Quem aprendeu a amar a Deus.
Aprendeu o segredo das portas.
Se confia em Deus.
Podem entrar...

A Alegria da Comunhão (Salmo 16.3)



Hélio O. Silva = 10/11/2004.
A Alegria da Comunhão (Salmo 16.3)

Num tempo de muito individualismo, é muito importante saber e encontrar alegria nos outros, na igreja. Por que?
Porque ADORAMOS E SERVIMOS A DEUS NO MEIO DOS SANTOS DE DEUS. Eles são os pecadores que receberam de Deus o perdão de seus pecados. Ser santos é viver uma vida separada daqueles que não honram a Deus (v.4), e viver uma vida que honra ao Deus junto com aqueles que assim o fazem. Os santos são como nós e não separado de nós, o povo de Deus. A santidade não é santidade monástica, mas viver no mundo sem ser contaminado por ele.

Porque os SANTOS DE DEUS SÃO NOTÁVEIS. Amizade não é consórcio, nem aliciamento de oportunidades, mas é a expressão da nossa santidade em ação positiva para com os outros num mundo que caminha sem Deus e sem direção! às vezes, amamos mais as coisas que as pessoas. Queremos a igreja cheia mais para fazer barulho e demonstrar ostentação, do que para glorificar a Deus e aprendermos a amarmos uns aos outros.

Porque NELES TENHO TODO O MEU PRAZER. A Igreja é o local da alegria, que está no fato de sermos quem somos para Deus e uns para com os outros. Somos filhos de Deus, o nosso Pai. E somos irmãos uns dos outros. A comunhão entre nós deve ser fonte de ânimo, contentamento e grande alegria! (Fm 7). A Igreja pode suprir meus anseios de alegria, uma vez que, de repente, eu descubro que não preciso procurar mais nada, pois entre os irmãos eu já tenho tudo! A minha alegria está nos outros (neles). A igreja é lugar para se encontrar e adorar juntos, pois Cristo destruiu a inimizade na cruz provendo-nos de liberdade que produz intimidade, sem medo, sem desconfiança; como deve ser entre irmãos.

Algumas lições não podem nos escapar:
1. A base da comunhão em alegria é a santidade.
O foco da alegria na comunhão não está no poder que se possa exercer sobre os demais. Também não se encontra no número que impõe o domínio da maioria sobre a minoria, pois todos são iguais e necessários no corpo de Cristo (1 Co 12.12-27). Não se encontra na tradição que nos ensina involuntariamente a tratar os outros como meios e não fins. Nas Escrituras, a tradição é um meio de manter a vitalidade da fé por meio da obediência, e não estabelecer o controle por meio do conformismo. A alegria da comunhão também não está situada no carisma, que faz de alguns “estrelas” ou “super-estrelas” no meio dos outros.
A alegria da comunhão é encontrada no serviço prestado ao próximo e a Cristo. Sem santidade não veremos o Senhor e estaremos impedidos de viver a eternidade com os irmãos. Nós estamos aqui para adorar o Senhor juntos! É a santidade que nos levará ao respeito mútuo, à cordial distinção e à honra (Rm 12.10), livrando-nos de competições, invejas e bajulações, que impedem a ação do amor e camuflam o pecado. Quando crescemos em santidade, fazemos para Deus e para os outros, e não só para nós somente.

2. Vivendo em comunhão, aprenderemos a valorizar uns aos outros.
Começando por nossas palavras (Ef 4.29). O que dizemos uns dos outros é útil, é conveniente e transmite graça às pessoas? Sendo mais ativos no compartilhamento de nossos bens (1 Jo 3.16). Não deixando nossos irmãos passarem necessidade! Falando de Cristo para os de fora. Falar de Cristo é prova do nosso amor por Deus e pelo próximo. Somos de Deus, vivamos para Deus!

Com amor, Pr Hélio.

A Esperança Que Não Confunde (Romanos 5.5-11)



Hélio O. Silva = Pastoral (2) = 26/09/2008.
A Esperança Que Não Confunde

A “Esperança que não Confunde” é base de nossa segurança espiritual em Cristo. Paulo está falando de uma esperança amadurecida pela prática da fé. Por que essa esperança não confunde?
Primeiro: Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado (v.5).
a) O amor é derramado no presente. O amor de Deus nos é dado por Ele continuamente, não parou de ser derramado, como uma fonte que não acaba nunca!
b) É uma ação interna do Espírito Santo em nós. Ele é derramado diretamente nos nossos corações. Não depende das condições exteriores que vivemos. O amor brota dentro de nós. Não importa o estado de saúde; a idade; a condição social atual. O amor de Deus nos enche porque o espírito mora dentro de nós.
c) O Espírito já nos foi outorgado. O Espírito Santo habita em nós desde o dia de nossa conversão, por uma outorgação unilateral, graciosa e permanente de Deus a nós. Para que a nossa esperança pudesse ser confundida seria necessário desfazer a obra do Espírito Santo em nós.
Segundo: Porque Cristo morreu por nós (v.6-8).
a) Por quem Cristo morreu?
Fracos (v.6). Não fisicamente, mas moralmente. Ou seja, “éramos incapazes de resgatar a nós mesmos” da condenação do pecado.
Ímpios (v.6). Em vez de sermos amorosos com Deus, nós nos rebelávamos continuamente contra ele e sua palavra. A impiedade, no sentido religioso é a desatenção para com Deus e seus mandamentos.
Pecadores (v.8). A oferta foi de Deus, embora os pecados fossem nossos. Ele carregou a penalidade que nossos pecados mereciam.
Inimigos de Deus (v.10). Não só ímpios, mas também inimigos. Éramos, por natureza, hostis a Deus. A inclinação da carne é inimizade contra Deus (8.7).
b) A morte de Cristo prova o amor de Deus para conosco (v.8,9). Ele morreu por nós. Ele morreu em nosso lugar e a nosso favor. Isso é prova cabal do amor de Deus por nós e baseada no FATO histórico irremovível da crucificação. Para que nossa esperança pudesse ser confundida, seria necessário desfazer o escândalo da cruz. Nem bons e nem justos, mas fracos, ímpios, pecadores e inimigos de Deus.
Somos justificados pelo seu sangue. A condenação do nosso pecado em Cristo é a declaração do perdão de Deus a nós. Seremos salvos da ira (de Deus). No dia do juízo final não haverá condenação para nós, porque estaremos em Cristo Jesus (8.1).
Terceiro: Porque fomos reconciliados com Deus (v.10).
a) Somos salvos pela sua vida. Se Deus, que tinha o direito de nos condenar ao inferno, dele nos redimiu quem poderá nos condenar, ou separar do seu amor? (Rm 8.34-39). Seremos salvos pela sua vida (de Cristo). Porque o amor de Cristo nos constrange... (II Co 5.14,15).
Em outras palavras, podemos viver uma esperança abundante, mesmo durante as tribulações, porque ela está garantida na eternidade por Deus. Para que nossa esperança falhasse ou pudesse ser confundida seria necessário desfazer o julgamento do próprio Deus realizado em Cristo Jesus a nosso favor.
Mas isso não é possível, aleluia!
b) Acabamos agora de receber. Toda a inimizade foi abolida e podemos desfrutar de graça sobre graça (Jo 1.16-18). João afirma que o Filho nos revelou o Pai. A cruz nos dá o direito de chamá-lo assim (Gl 4.7 e Rm 8.15).
c) Por intermédio de Cristo. Jesus nos colocou na presença de Deus. Agora a fonte de toda a nossa esperança e alegria está em Deus, sendo o próprio Deus.
d) Alegria em Deus. A alegria que temos no coração é a alegria do perdão do Deus.
Fortaleça sua relação com o Espírito Santo, peça o seu enchimento diariamente a Deus. Fortaleça sua relação com Cristo, confie no seu perdão. Fortaleça sua relação com o Pai. Entregue a ele todo o seu amor. Com amor, Pr. Hélio.

Publicada no Boletim dominical da:
PRIMEIRA IGREJA PRESBITERIANA DE GOIÂNIA
ANO XIX - N° 40 Boletim Dominical Goiânia, 05 de outubro de 2008.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa




UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.


Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).


Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.


Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.


Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pródigos! (Lucas 15.11-31) = Revisado



Hélio O. Silva = 25/12/2002.

Pródigos! (Lucas 15.11-32)

Quando o meu filho caçula partiu, senti sangrar o corte profundo das palavras que insistiram na partilha da herança antes do tempo e roguei a Deus que o guardasse de todo o mal. Carregando na algibeira o seu futuro em forma de moedas, ele ousou conquistar o mundo. Assim ele desejava, todavia, tudo não passava de fumaça que mais cedo ou mais tarde, levada pelo vento seria. Ele partiu ferindo o meu coração. Mas não deixei morrer a esperança. Ele voltará um dia.

Quando meu filho partiu para uma terra distante partiu meu coração. Ao ver desperdiçar a sua mocidade em sonhos tão tolos e tão passageiros, pedi a Deus que o trouxesse de volta e preparei todos os dias o meu coração para o encontro que certamente chegaria. Muitas vezes levantei meus olhos para o morro distante, onde a estrada encontrava o horizonte e pensei tê-lo ouvido cantarolar as canções que lhe ensinei. Contudo ainda não era o tempo do reencontro. Então esperei; Dias... Meses... Anos... Eu sei que voltará.

Cada dia desejei a sua volta. Cada manhã derramei as minhas lágrimas e de noite não deixei de interceder. Muitas vezes a saudade me conduziu pela mão à beira do desespero e a dor que doía mediu a palmos o meu amor. “_Eu te esperarei meu filho”, pensava; “_ Viverei para te ver chegar. Serão os meus braços que te cobrirão com o perdão e te trarão para dentro de casa; o seu lar seguro. Voltará para seu pai para descansar”.

Eu vi cada dia crescer no coração de seu irmão a mágoa, que ensurdeceu seu coração. Ele trabalhou dobrado no seu lugar. Não adiantou dizer-lhe que não precisava ser assim. Então o vi se afastar de mim. Ele cuidou de mim, mas seu olhar não mais olhava na mesma direção que o meu. Sabia que eu o esperava, e no seu desespero pensou que por não me esquecer do outro, havia-me esquecido dele. Mesmo assim o amei, pois não podia viver pela metade. Eu criei os dois para Deus, sem competição ou cobiça, como me apresentaria diante Dele sem os dois? Desviados pelo caminho, um tão longe e o outro tão perto, não permiti que a cegueira de ambos escurecesse os meus olhos. Desse modo guardei as palavras para o dia do reencontro, de todos nós.

Ninguém o viu chegar antes mim! Sua mãe o viu andar antes mim. Ela também ouviu suas primeiras palavras e entristecida não quis vê-lo partir. Todos se voltaram contra mim porque não o repreendi, porque o deixei partir como quis. O silêncio entristecido de sua mãe que envelheceu rapidamente diante de mim; o silêncio embrutecido de seu irmão que desconheceu o perdão; o meu silêncio esperançoso da sua volta. Eu não os criei para serem meus; eu os criei para serem de Deus e como companheiros quis lhes conduzir a todos pela mão até o Pai. Sei Senhor que me atrasarei. Por favor, espera-me!

Ninguém o viu chegar antes de mim! As lágrimas esperaram pacientemente pelo encontro. Ao vê-lo corri como minhas pernas deixaram. Ele estava tão diferente! Roupas sujas, cabelo desgrenhado; mal cheiroso e emagrecido. Não era mais aquele arrogante robusto e conquistador da partida. Vinha chegando cabisbaixo com um discurso pronto e ensaiado que nunca o deixei terminar. Perdoar é esquecer. O perdão já estava pronto no coração. Por isso corri como nunca ao seu encontro e espremi contra o seu peito a minha saudade. Beijei sua face suja e cansada, medrosa de mim, mas que queria um lugarzinho para repousar, junto de mim, ao lado do pai. Ah! Como é bom recebê-lo de volta ao seu lar!

Não podia e nem queria cobrar a sua desonra. Não podia e nem queria fuzilar o que restara dele com aquelas palavras corretas, mas não para aquele momento. Reencontrei meu filho, ele voltou para a casa que construí com as próprias mãos, suor e lágrimas para protegê-lo do malfeitor.

Então mandei que vestissem nele novamente as roupas que guardei e o restitui à condição de filho que abandonara. O arrependimento estampado na cor de seus olhos suplicantes certamente o trouxeram. Isso é o que importa, o resto se vê depois. Era hora de festejar, que morra o novilho cevado. O meu filho voltou ao lar... Voltou ao lar...

Eu o vi chegar, ao mesmo tempo em que também vi sua mãe sorrir outra vez. Resignada, não interferiu, pois reconhecera finalmente que valia a pena esperar como esperamos. Suas lágrimas eram as mesmas das minhas. Quando enxugou os olhos, lavou o passado.

A seu tempo tratei da ferida reaberta de seu irmão mais velho que também o matou no seu coração como o caçula fizera comigo. Mas porque a minha esperança não me deixou morrer, acreditei que Deus faria o mesmo com seu irmão. Então o busquei de volta, e ele entrou na festa comigo, ao meu lado, como o primogênito deve andar.
Num só dia abracei a todos outra vez porque funcionaram todos os princípios que o Pai me ensinara e que também ensinei à minha esposa e a meus filhos. Num só dia os tomei pela mão para reconduzi-los ao Pai. Agora minha casa está completa. Oh Pai, estou pronto pra chegar!

Com muito amor, Pr. Hélio.

Divórcio



Divórcio.

O silêncio caiu sobre o coração, que não quis esperar a resposta, que não veio, pois faltou a coragem de dizer. Os olhares se olharam e nada viram. Sondaram-se e nada encontraram. Desiludiram-se.
Não era a angústia, nem a mágoa, mas o silêncio e o sentimento partido da hesitação. Não era a solidão da noite, mas a presença ausente que não falava, que não fazia diferença, que não era para ser assim, que divorciava a realidade da expectativa; o sonho que cessou antes de amanhecer. O sol que se levantou sem dormir. A noite que passou sem luar, sem sonhar.
Tudo isso fez chorar o coração, que não coube em si, apertado de compaixão; talvez tomado de incompreensão. Rebentaram-se as cordas que amarravam seus caminhos. Agora era dizer adeus... E caminhar a distância da separação, a distância que distancia o coração, o beijo, o abraço e o aperto de mão.
Não era para ser assim, mas foi. Não era para acabar assim, mas acabou... É apanhar os cacos do coração espalhados pelo chão, e tentar voltar. Reconstruir...
Murcharam-se as lembranças, que não vão se apagar, só fazer correr as lágrimas nos lençóis: eles já não são mais brancos. Que fazer...
As lágrimas escondidas na noite afogaram o amor!? Os sorrisos hipócritas da manhã enganaram os apaixonados!? Os laços estavam firmes em quê!?
O amor murchou; o carinho derreteu, as palavras doces foram substituídas, os olhares ternos avermelharam as paixões amanhecidas, os abraços cessaram; distanciou-se o coração e ninguém viu!?
Divórcio... Divórcio... Separação... Ruína... Pobreza de coração...


Hélio O. Silva = 16/11/2001.
Malaquias 2.10-16

A Resposta (I Reis 19)



Hélio O. Silva = 10/12/2003.

A Resposta (I Reis 19).

Ele ainda se lembrava do altar. Sentia o cheiro da oferta queimada pelo fogo que caiu do céu e que o Senhor acendeu. Ele se lembrava dos milhares de Israel prostrados diante de Deus no Carmelo. Ele ainda podia sentir em sua pele a sensação dos pingos da forte chuva que caiu logo depois, ainda no mesmo dia. Ele não esquecia do poder que veio sobre si e que o fizera correr adiante de Acabe. Todavia, o descalabro do contraste apunhalava a sua mente, pois um mensageiro do rei lhe trouxera a mensagem da morte.
O homem que vai para o deserto não é um ingênuo que ainda não aprendeu a crer, mas é um desiludido que achava que as coisas iam mudar e agora bebe das suas dúvidas as respostas que não encontra. O que o Senhor quer fazer? O homem que vai para o deserto não é um embrutecido disposto a deixar a sua fé, mas é um crente deprimido que não sabe mais o que fazer; depois de tantos sinais e provas de que Deus é Deus! O homem que chegou ao deserto é o homem que concluiu que não há mais nada a fazer, pois se o poder não convence, o que poderá convencer? O homem do deserto é aquele que achando que conhecia a Deus descobrirá que há muito mais de Deus para se conhecer...
Numa caverna solitário esperou pela resposta, achando que o melhor era morrer, mas não foi assim que Deus lhe falou. Ele viu o vento forte soprar e remover do lugar as pesadas pedras, mas isso não era tudo sobre Deus. Ele viu as mesmas pedras rolarem de um lado para outro num terremoto que se seguiu, mas isso não era tudo de Deus que se pode conhecer. Então se levantou um fogo, que como no Carmelo, veio de Deus, mas um fogo não é tudo de Deus que se pode aprender. Para o profeta, essas coisas não iriam impedir a sua morte pelas mãos dos incrédulos ímpios.
Mas como Deus passava, ele ainda esperava... Veio por fim um cicio tranqüilo e suave que estremeceu o profeta. O Deus do poder é o Deus de todo o poder. O que pensamos ser o poder não é o poder de Deus! A sua força de todas as formas. Os homens pensam que poder é usar a força constrangente, mas o poder de Deus é muito mais que isso. Ele faz estremecer diretamente o coração...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Diante do Trono




Hélio O. Silva = 17/07/2005.

Diante do Trono

Diante de um trono de graça derramei a minha alma
As minhas lágrimas engoliam as minhas palavras.
O meu rei de lá desceu e cuidou de mim.
Tomando-me em seus braços de pai,
Enxugando meu rosto inconsolado.
Abraçou-me serenamente.
Fitou-me sem acusação.
Meus pecados mancharam
A alvura de sua túnica branca,
Mas ele nem se importou.

Eu tentei limpar o sangue de minhas mãos
Mas aquela mancha não saía dali!
Oh meu Deus!
O que farei, o que será de mim?!

O seu abraço foi como o tocar suave
Da lã de um cordeiro perfumado.
Aquecendo meu coração,
Aceitando-me como estava.
Ele me afagava carinhosamente.
Perdoou-me sem nada me cobrar.
Parecia ter todo o tempo do mundo
Só para me escutar.

Eu lhe contei tudo o que ele já sabia
Mas mesmo assim ouviu-me atentamente.
Eu lhe contei tudo o que o ofendia,
Mas mesmo assim não desviou o seu olhar e o seu amor de mim.
Eu chorava e parecia que doía mais nele que em mim!
Como eu pude ser tão mal!?
Eu não quero ser tão mal.

Depois de tudo,
Ele me estendeu o seu cajado,
Estendendo-me a sua paz.
O seu perdão que nunca mereci,
Mas, que o seu amor plantou no meu coração.

Contemplação




Contemplação

Então, se aquietou sozinho. Refletiu o seu caminho.
Ouviu o coração. Abaixou-se de mansinho.
Estendeu sua mão.
Tocou a água que corria solta, leve, limpa...
Não esperou o calafrio. Sussurrou mansamente, uma palavra de paz.
Andou pela margem, contemplou o tempo, e agradeceu o dia.
Não foi egoísta, não foi ingrato, não se vangloriou.
Agradeceu o dia, e sorriu.

A alegria está nas pequenas coisas.
Que gotejam o tempo, que nos emprestam o equilíbrio.
Que inspiram a poesia.
Que moram dentro de nós, que estão ao redor de nós...
Elas nos falam mansamente.
Carinhosamente. Simplesmente.
São coisas que não se apagam,
Mas têm que se ter tempo pra ver,
Olhar, captar; sentir dentro de nós.
Seu balançar contínuo, seu embalar eterno,
Seu profundo ser.
Ser para nós, por causa de nós, em função de nós,
E retornar de volta para Deus...
Em louvor que agradece. Em amor que responde.

Você pode perguntar o que é, e não ver;
Tocar, ser tocado e não sentir;
Querer e não ter; possuir, mas não amar;
Prender e não dominar.
Porque não são assim as coisas;
Elas estão aí, ali e acolá.
Ao alcance da mão, e do coração.
Mas não da vaidade...
São como a oração.
Contemplação.
Fé e razão. Coração e emoção.
Elas vêm e vão; ficam e saem;
Tocam sua face; beijam seu rosto;
Apertam sua mão;
E ternamente te abraçam...

Hélio O. Silva = 16/11/2001

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Era da Sexualidade Polimorfa



Hélio O. Silva = 02/11/2010 A Era da Sexualidade Polimorfa


O termo “perversidade polimorfa” foi cunhado em 1909 por Sigmund Freud referindo-se ao seu entendimento da sexualidade infantil. Para ele a sexualidade infantil é polimorfamente perversa no sentido de que a criança está pronta para demonstrar qualquer tipo de comportamento sexual sem qualquer restrição. Para ele os papéis heterossexuais das crianças são definidos mediante repressão por meio de pressão psicológica, ordem social e tradição. Valores como a criação e a revelação bíblica nem sequer são considerados na composição de seu conceito da sexualidade humana.
Na década de 1960, o filósofo Herbert Marcuse publicou um livro intitulado “Eros e Civilização”, utilizando o conceito de Freud e redefiniu a sexualidade em termos de libertação, ou seja, a verdadeira sexualidade se alcança pela libertação dos fatores repressivos da sociedade, o que significa um retorno à perversidade polimorfa da infância freudiana. Esse conceito evoluiu para a “sexualidade polimorfa” e está na base da agenda homossexual contra o casamento heterossexual e a família como ensinada e vivida pelo cristianismo. Sua principal estratégia tem sido redefinir os termos a fim de desconstruir os conceitos tradicionais da sexualidade humana moldados pelo cristianismo. Sua revolução sexual marcha em sete frentes de combate contra o cristianismo:
Na psicologia redefine homossexualidade de algo que as pessoas “fazem” para algo que as pessoas “são”. A homossexualidade deixa de ser uma prática para ser uma questão da natureza das pessoas. Na medicina, a homossexualidade deixou de ser considerada uma desordem mental e passou ser considerada um estado normal da conduta humana. Na política organiza-se várias frentes de ação política a fim de forçar a sociedade ao reconhecimento da homossexualidade pela pressão do número e do voto. Na jurisprudência muda-se a discussão do que é “certo ou errado” para aquilo que é “direito do cidadão”. Na educação o alvo é separar as crianças da autoridade preconceituosa e repressiva dos pais por meio da inclusão de ensinamentos de “sexualidade abrangente” nos currículos escolares. Sexualidade abrangente não significa aprofundamento no significado do sexo em si, mas a aceitação da agenda homossexual quando ensina que tudo é moralmente aceitável desde que traga satisfação pessoal. Na cultura, os meios de comunicação produzem uma superexposição ao tema da homossexualidade a fim de torná-lo natural e normal. Personagens são criados de forma a mostrar a homossexualidade como algo agradável e personagens históricos tem suas histórias recontadas de forma a ideologizar as pessoas convertendo-as à causa homossexual. Sua intenção é mostrar na mídia que a aceitação da homossexualidade é uma tendência predominante e não uma cruzada ideológica para cumprir a agenda de um determinado grupo social. Na teologia, ou há a rejeição obstinada das escrituras ou promove-se a subversão hermenêutica por meio da redefinição e reinterpretação dos textos bíblicos afins. Por exemplo, o pecado de Sodoma e Gomorra não foi a homossexualidade, mas a inospitabilidade. Romanos 1 não trata de pecados homossexuais, porque Paulo nada sabia sobre “orientação sexual”; portanto pecar contra a “natureza” na verdade significa pecar contra “a própria natureza”, ou seja, atos homossexuais só são pecados quando cometidos por pessoas de orientação sexual heterossexual, mas não por um homossexual declarado.
Diante dessa agenda, o que o cristianismo deve fazer?
Primeiro: Agir em todas as frentes. Não podemos simplesmente aceitar que uma redefinição de termos resolva os profundos problemas da natureza humana. Isso é engano e o engano nunca nos levará àquilo que é bom. Uma coisa não deixa de ser o que é só porque mudamos o seu nome. O leão não ficará manso só porque foi rebatizado com o nome de “gatinho”.
Segundo: dar testemunho da verdade dizendo as coisas certas e fazendo as coisas certas. Nossos casamentos e famílias devem existir para mostrar a suprema beleza do propósito eterno de Deus. Se a insanidade, a irracionalidade e a anarquia governam o mundo, elas não nos governarão (I Jo 2.15-17).
Terceiro: Ser igrejas com casamentos fiéis e famílias saudáveis, por meio da aceitação e vivência dos valores cristãos em sua inteireza e ensiná-los positivamente aos nossos filhos. A nossa incoerência é nossa maior inimiga, não a agenda homossexual.
Quarto: Resgatar os que perecem e amar os inimigos (Mt 5.43-48). Quando eles caírem doentes e entrarem em desespero deverão ser as nossas mãos estendidas que os levantarão para a esperança e para uma nova vida. Devemos resgatar os que perecem e amar aos ímpios porque nós mesmos éramos assim (Rm 5.5-10).

Com amor, Pr. Hélio (www.revhelio.blogspot.com)
Leia mais em: Desejo e Engano, R. Albert Mohler Jr, Ed. FIEL.
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