O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Juízes 6.11-24 = Sem Desculpas, Deus Está Conosco!



Exposições Bíblicas = Rev. Hélio de Oliveira Silva, STM.  
 Texto: JUÍZES 6.11-24.       
 Tema: Sem Desculpas, Deus Está Conosco.
  Local: Uruaçu-GO = 25/03/1993.

                                                                                                                                                                    Introdução:
O livro de Josué projeta para nós um tempo de muita prosperidade e vitória. Termina mostrando um povo cheio de fé. Temente a Deus e disposto a servi-lo e a confiar nele por toda a sua vida (Js 24.24).
         Mas.
         É interessante como um livro tem o poder de resumir as coisas diante dos nossos olhos. Bastam poucas páginas e tudo parece mudado.
         O livro de Juízes é o livro das mudanças para pior. É um livro sombrio, salpicado por momentos de alegrias.
          Descreve a decadência de Israel.
O povo não conseguiu conquistar toda a terra. “e a medida do fracasso de Israel em obedecer aos seus mandamentos (de Deus) foi a mesma medida em não obter tudo quanto Deus lhe havia prometido. Ficaram contentes com estabelecer-se entre os cananitas e perderam o incentivo de possuir a terra toda” (Arthur Cundall)[1]
. A 1ª lição de Juízes é:
         Quando, o povo de Deus fica satisfeito com o que já alcançou, então começou a decair, e a perder tudo!
         Juízes demonstra a fragilidade de nossa fé, de nossa obediência, de nosso compromisso, e do quanto nossa perseverança é pobre.
 A frase chave é: “cada um fazia o que achava mais reto”.  Revelando um total descaso para com Deus e sua lei, sua palavra. Juízes fala de todos os “cai-levanta” de nossa vida com Deus”. Talvez, seja o melhor livro bíblico para nos ensinar o que seja avivamento! Juízes fala de tempos inseguros e problemáticos como os nossos.
         Nesse contexto encontramos com Gideão, que vivia tudo isso, acomodado a tudo isso, encontramos também o que Deus fez para fazer Gideão mudar, e com Ele todo o seu povo!     

Proposição:
         Quando somos inseguros, arrumamos várias desculpas para não mudar, mas Deus, nos chama à segurança e à vitória, confiando nele.

“Sem Desculpas, Deus Está Conosco”

 I – AS DESCULPAS QUE IMPOMOS À NOSSA FÉ.

a)   O Momento Histórico. V. 13
         Sete anos de severa opressão dos midianitas. Invadiam as terras, roubavam e destruíam a colheita. Havia medo, debilidade e tremenda insegurança.
         Essa situação fez de Gideão um homem inseguro.
V.11 - Malhando o trigo no lagar
n O lugar certo era na mó.
n A colheita fora pequena.
         Na sua insegurança duvida de Deus V.13.
         Por quê? O que é feito? O Senhor nos desamparou. Deus era um nome do passado, das lembranças.
         Se olharmos para os acontecimentos ao nosso redor, não faremos nada.
         Olha o que está acontecendo Deus! (Desculpa)
         Falamos do nosso país, das opressões etc. Propaganda do Parlamentarismo.
Ø Um homem negro - (brasileiro comum)
Frase - estou cansado de ver...
Gideão era um desses como todos nós.

b)  A Nossa Pobreza, Poucos Recursos V.15.
Deus insiste.
Ø Com que?
Ø Família mais pobre, falta recursos, pobreza.
Ø Eu o menor. Insignificância.
Não é assim conosco?
Ø Não temos dinheiro
Ø Minha família é pobre, não há ricos na igreja.
Ø Eu não consigo, sou insignificante, quem sou eu?
Nossa pobreza pode se tornar desculpas para a inoperância; para a acomodação.

c)   A Nossa Incerteza e Insegurança v.17.2
n Se achei mercê
n Dá-me um sinal.
Somente no V.22 é que Gideão percebe que de fato falava com Deus.
         Quantas vezes Deus tem falado conosco, e nós temos hesitado em mudar, não damos a devida atenção. Penso que Gideão era meio Pentecostal. Além da palavra de Deus ele queria sinais.
         Sempre queremos algo em troca para crer. Muitas vezes usamos o próprio culto para enrolar Deus com desculpas.
         A oferta de Gideão foi demorada.
         Gastamos tempo e dinheiro para oferecer um culto bonito a fim de nos sentirmos seguros aqui dentro do templo e não sair para evangelizar, transformando o templo num esconderijo como era o lagar para Gideão.
         Para quem agora a pouco falava de pobreza, Gideão oferece uma adoração  pomposa.
         O texto não diz que isso foi errado, tanto é que Deus aceitou, mas naquela mesma noite Deus disse o que era para ele fazer em conseqüência disso (V.26)
         Começar a mudança. Ser valente, não inseguro!
Quais as respostas de Deus às nossas desculpas?

II - Deus Está Conosco e Nos Garante a Vitória.

a)   O Senhor é Contigo, Homem Valente V.12
Deus inicia o diálogo.
Ele interrompe o curso normal de nossas vidas.
Deus nos vê como poderíamos ser se confiássemos Nele (valente)
Deus se coloca do nosso lado (é contigo)
Ilustrações: Moisés (Êxodo 3; 33); Josué (Js 1); Jeremias (Jr 2).

b)  Vai Nessa Tua Força; Não Te Enviei?
Ø Deus não requer mais do que temos.
Ø Deus quer obediência ao seu chamado.
         Ele faz uma pergunta, por que a dúvida?
Quando as circunstâncias apertam, duvidamos até que somos povo de Deus.
Deus nos questiona, “Será que é isso mesmo?”

c)   Já Que Eu Estou Contigo, Ferirás.
Ø Deus promete a vitória
Ø A presença de Deus é a garantia (já que)
Ø Para Deus o número de dificuldades (cada soldado inimigo) não passa de uma só.
         Por que? Porque ele tem poder!
         O Deus que se revelou a Gideão e a nós também é poderoso. Não precisamos mais do que a presença e comunhão com Deus para a vitória.
         Qual o resultado?

CONCLUSÃO:
V. 22 e 23 - Percebendo a presença de Deus, percebemos o tamanho de nossa pecaminosidade. (Ex. 20.19)
Deus oferece a sua paz
Paz seja contigo
Não temas
Não morrerás
Gideão edificou um altar.
Nome - O Senhor é paz (Jeová Shalom).

APLICAÇÕES:
         Para cada desculpa nossa, Deus tem uma contra-resposta e uma promessa.
1º) Para a desesperança frente ao momento histórico, Deus convida a sair da inoperância, obedecendo ao seu chamado.
- Começar com pequenas coisas.

2º) Para a nossa pobreza e falta de recursos Deus oferece a sua presença e comunhão.
n Fazer confiando que Ele fará crescer e multiplicar.

3º) Para a nossa insegurança, incerteza e incredulidade, Deus se compromete a se manifestar quando o adoramos em culto.
Ele revela (paciência) - Esperarei até que voltes V.18
                (instrução) - Disse como fazer V.20
                (manifestou-se) - Estendeu o cajado.

Isso significa que:
- Respondeu.
- Demonstrou sua presença.
         Então Gideão caiu em si, e sua vida não pôde mais ser a mesma.
Ficou sem desculpas, Deus estava com Ele.
Pergunta.
         O que vocês querem
Ficar satisfeitos com o pouco que já conquistaram, ou seguir em frente vendo Deus atuar, e conquistar mais?
Não temos desculpas, Deus está conosco.
Ø Eu quero seguir, e você?
Oração: Senhor estenda o teu cajado sobre nós e sobre a oferta de nosso culto!   
 
    
        
09/03/2003
C. P. Balneário
Goiânia-GO
Domingo – ceia
14/03/2004
C.P. Balneário
Goiânia
Domingo – ceia.
25/10/2015
IPJG
Goiânia-GO
Culto de domingo


















[1] Arthur E. Cundall, Juízes e Rute, Introdução e Comentário, Vida Nova/Mundo Cristão, p. 40.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Calvino: Para a Glória de Deus


Pastoral:

Para a Glória de Deus.

            Ele se postou de pé ao púlpito e abriu a Bíblia. Todos esperavam que fosse esbravejar sua vitória com eloquente força. Todos esperavam que comemorasse seu retorno com o dedo em riste apontando o revés de seus adversários. Todos esperavam uma lista de reivindicações pessoais e nepotistas para assegurar o sucesso pessoal de  seu retorno. Mas ele não fez nada disso; apenas abriu o texto bíblico e anunciou a Palavra de Deus.

         Ele se postou diante da Igreja e a olhou penetrantemente. Seu olhar não era de um general vitorioso; não era de um político astuto, tampouco de um religioso mórbido e arrogante. Seu olhar era o olhar brilhante de um pastor; só isso.

         Ele se postou ao púlpito sem cerimônias. Diante de si: Deus; a Bíblia e a Igreja. Não importava o ambiente; não importava o clima; não importava os olhares. Importava a sua missão; as reais necessidades humanas; a Palavra e o Deus da Palavra. O resto considerava vento de doutrina; falaz e sem sentido.

         Ele se postou ali depois de três anos de exílio. Três anos que valeram muito, que transformaram a sua vida e a vida da Igreja ali presente por conseguinte. Eles o mandaram embora, para que Deus o devolvesse mais maduro, mais forte, mais pastor do que nunca. E diante do povo , de Deus e da Palavra ele abriu a sua boca somente para glorificar o nome de Deus com o seu sermão. Deus é o Senhor do culto. É assim que deve ser, é assim que ele enxergava. Tendo a oportunidade de chamar a atenção para si, chamou-a para a Palavra de Deus.

         Ele abriu a Bíblia e no passar das páginas parou em um ponto. Assinalou-o com o dedo e disse a frase célebre: “Continuemos do lugar onde paramos há três anos atrás”. Nada poderia ser mais surpreendente, nada poderia ser mais eficaz. Quem perdera naqueles três anos não fora o pastor expulso, fora a Igreja que o expulsara. Agora era remir o tempo e recuperar o tempo perdido. A Palavra estava aberta; o pastor não cobrara suas mágoas; todos deveriam aprender a lição. Glória a Deus se dá com a vida e com as palavras. Glória a Deus se dá com as escolhas da nossa história. Glória a Deus se dá com a submissão à vocação divina e não com os interesses humanos passageiros. Glória a Deus se dá no culto que é só para Deus. Glória a Deus se dá com uma pregação responsável da Palavra de Deus e não com gracejos e lisonjas.

         O homem que se postara diante do púlpito naquele culto do primeiro Domingo após o dia 13 de setembro de 1541, era João Calvino, o grande reformador de Genebra, raiz histórica da nossa Igreja.

         Irmãos, aprendamos as lições da nossa história e glorifiquemos o nome de Deus somente.

Com amor, Pr. Hélio (30/10/2001).

05 = O Poder do Espírito Santo


Aula 05 – O Poder do Espírito Santo                                (06/09/2015)
Pecados Intocáveis – Jerry Bridges – Ed. Vida Nova - págs. 23-38.
Rev. Dyeenmes Procópio de Carvalho.
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INTRODUÇÃO
            Temos de analisar em duas etapas a purificação do poder do pecado. A primeira etapa se refere à libertação decisiva e completa dos cristãos do domínio ou poder reinante do pecado. A segunda etapa se refere à libertação progressiva e contínua do pecado que permanece ativo em nós até morrermos. Em Romanos 6, Paulo nos ajuda a entender essa libertação que acontece em duas etapas.

            Em Romanos 6.2, o apóstolo afirma que “morremos para o pecado”, e no versículo 8, que “já morremos em Cristo”. Ou seja, por meio de nossa união com Cristo em sua morte, morremos não só para a culpa do pecado como também para o seu poder reinante em nós. Isso é verdade para todos os cristãos, e acontece no dia em que somos salvos, quando Deus nos liberta do domínio das trevas e nos transporta para o reino de seu Filho (Cl. 1.13).

A ATUAÇÃO DO ESPÍRITO EM NÓS
            A afirmação de Paulo que “morremos para o pecado” é assertiva. É algo que Deus faz por nós no momento de nossa salvação. Nada do que realizamos depois desse ato decisivo tem poder alterar, para melhor ou pior, o fato de termos morrido tanto para a culpa quanto para o domínio do pecado.

            Paulo refere-se à presença contínua e à atividade incessante do pecado que, embora “destronado” de seu poder em nossas vidas, continua buscando exercer influência e controle em nosso caminhar diário. De certo modo, o pecado é uma guerrilha espiritual em nossos corações. Paulo descreve esse combate em Gálatas 5.17: “Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne. Eles se opõem um ao outro, de modo que não conseguis fazer o que quereis”.

            A pergunta que fica então é: Posso ter esperança de sair vitorioso na batalha mortal contra os pecados sutis da minha vida? A resposta de Paulo a esse questionamento aflitivo encontra-se em Gálatas 5.16: “Mas eu afirmo: Andai pelo Espírito e nunca satisfareis os desejos da carne”. Andar pelo Espírito é viver sob o controle e na dependência dele. Paulo garante que, se vivermos assim, não satisfaremos os desejos da carne.

            Falando de modo prático, vivemos sob o controle do Espírito à medida que sujeitamos diariamente nossos pensamentos à vontade moral do Espírito revelada na Bíblia, e procuramos obedecer a ela. Vivemos na dependência do Espírito quando imploramos por meio da oração incessante que seu poder nos capacite a ser obedientes à sua vontade.

            A vida cristã tem um princípio fundamental que chamo de responsabilidade dependente. Ou seja, somos responsáveis diante de Deus por obedecer à Palavra e matar os pecados em nossa vida, tanto os chamados aceitáveis quanto os obviamente não aceitáveis. Ao mesmo tempo, não temos a capacidade para cumprir essa tarefa. Na verdade, somos totalmente dependentes do poder capacitador do Espírito Santo. Nesse sentido, somos tanto responsáveis quanto dependentes.

            À medida que buscamos andar pelo Espírito, iremos vê-lo trabalhar em nós e por nós para nos purificar da força do pecado que ainda atua em nossa vida. Nunca seremos perfeitos neste mundo, mas progrediremos aos poucos. Algumas vezes, acharemos que não ocorrido progresso nenhum. Contudo, se queremos mesmo lidar com os pecados sutis da nossa vida, podemos estar certos de que o Espírito Santo trabalhará em nós e por nós, e nos ajudará. Sua promessa é que “aquele que começou boa obra [em nós] irá aperfeiçoá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp. 1.6). O Espírito Santo não abandonará a obra que começou em nós.

            Na verdade, ao lermos cuidadosamente as cartas do Novo Testamento, observaremos que seus autores, especialmente Paulo, às vezes atribuem essa obra em nós ao Deus Pai, outras vezes ao Filho Jesus e algumas vezes ao Espírito Santo. A verdade é que as três pessoas da Trindade estão envolvidas em nossa transformação espiritual, contudo, o Pai e o Filho trabalham por meio do Espírito Santo que habita em nós (v. 1 Co. 6.19). Por exemplo, Paulo ora ao Pai para que sejamos fortalecidos interiormente com poder pelo seu Espírito(v. Ef. 3.16). Como alguém disse com muita propriedade: “O Espírito entrega o que Cristo concede”. Assim, quando falo do poder do Espírito Santo, refiro-me ao poder do Pai, do Filho e do Espírito Santo; poder que nos é transmitido e exercido em nós pelo Espírito Santo.
            
           Convencer-nos dos pecados é um jeito do Espírito Santo trabalhar em nós. Ou seja, ele nos faz ver nosso egoísmo, nossa impaciência e nossa atitude crítica exatamente como são – pecados. O Espírito trabalha por meio da Bíblia (que ele inspirou) para nos repreender e corrigir (v. 2 Tm. 3.16). Também age por meio de nossa consciência, ao passo que ela vai sendo esclarecida e sensibilizada pelos ensinos da Bíblia. O Espírito já me trouxe à lembrança um pecado sutil e, usando essa atitude errada como ponto de partida, foi mostrando como esse pecado agia em minha vida. É lógico que nos convencer do pecado é uma das tarefas vitais do Espírito em nós, pois não dá nem para começar a lidar com um pecado – especialmente aqueles que são comuns e aceitáveis no ambiente evangélico – sem antes concordarmos que certo jeito de pensar, falar ou agir é pecado de verdade.
            
         Outra maneira do Espírito Santo trabalhar em nossa vida é nos capacitando e fortalecendo para lidar com o pecado. Em Romanos 8.13, Paulo nos exorta pelo Espírito a “mortificar as práticas do corpo”. Em Filipenses 2.12, 13, o apóstolo nos incentiva a pôr “em ação a [nossa] salvação [...] pois é Deus quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar, segundo a sua boa vontade” (NVI). Em outras palavras, Paulo nos instiga a agir na confiança de que Deus está trabalhando em nós. Embora o apóstolo se refira a Deus, provavelmente Deus Pai, como aquele que trabalha, já vimos que Deus usa o Espírito Santo como agente transformador de nossas vidas. 

            Além do Espírito nos fortalecer e capacitar para a tarefa, sua obra em nós é monergística, ou seja, ele trabalha sozinha em nossa participação consciente. Na oração de Hebreus 13.20, 21, o autor afirma que Deus está “realizando em nós o que perante ele é agradável”. Essa verdade deveria nos encorajar muitíssimo. Mesmo em nossos piores dias, quando não conseguimos quase nenhum avanço na batalha contra o pecado, podemos ter certeza que o Espírito Santo continua trabalhando em nós. É bem possível que, apesar de sofrer com o nosso pecado (v. Ef. 4.30), ele use esse pecado para nos ensinar a ser humildes e clamar a Deus em dependência cada vez mais.

            Outra maneira do Espírito nos transformar é fazendo-nos viver situações planejadas para o nosso crescimento espiritual. Assim como nossa musculatura física não se fortalece sem exercícios, a nossa vida espiritual não crescerá sem as circunstâncias que nos desafiam.

            Se temos a tendência a ter ataques de ira, algumas situações desencadearão nossa ira. Se somos inclinados a julgar as pessoas, é provável que não nos falte ocasião para isso. Se ficamos ansiosos com facilidade, teremos inúmeras oportunidades de lidar com esse pecado. Deus não nos tenta ao pecado (v. Tg. 1.13, 14), mas proporciona ou permite circunstâncias que nos darão a chance de matar aqueles pecados sutis característicos de nossa individualidade. Naturalmente, só podemos lidar com os pecados sutis quando eles brotam numa situação.

            Deus mantém o controle absoluto sobre toda e qualquer situação. Vejamos, por exemplo, Lamentações 3.37, 38 “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem?” Podemos tirar muitas lições desse versículo, mas a verdade que gostaria de enfatizar agora é que Deus está no controle de cada situação e cada acontecimento de nossa vida, e os usa, de modo muitas vezes inexplicável, para nos deixar mais e mais parecidos com Cristo.

            Romanos 8.28 “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” em que muitos de nós buscam encorajamento nas horas difíceis. No entanto, apesar desse versículo ser de grande encorajamento, Paulo, na verdade, está falando da nossa transformação espiritual. O “bem” do verso 28 é explicado no verso 29, como sendo a conformidade com a imagem do Filho de Deus. Isso quer dizer que o Espírito Santo trabalha em nós por meio das circunstâncias a fim de nos deixar mais parecidos com Cristo.

CONCLUSÃO
           
Resumindo, o Espírito Santo trabalha em nós paranos convencer e nos fazer cientes dos pecados sutis. Ele trabalha em nós para nos capacitar a matar esses pecados. Depois, ele trabalha de modo que nem notamos. Desse modo, usa as circunstâncias para nos exercitar no combate aos pecados.

            Temos um papel de muita importância nisso tudo. É nossa responsabilidade matar os pecados aceitáveis em nossas vidas. Não podemos simplesmente jogar a responsabilidade nas costas de Deus e permanecer sentados, observando-o trabalhar. Ao mesmo tempo, somos dependentes dele. Não conseguimos progredir em milímetro espiritualmente sem o poder capacitador de Deus.

            Entretanto, o Espírito Santo faz mais do que nos ajudar. É ele quem lidera nossa transformação espiritual. É claro que ele usa ferramentas para nos ajudar a descobrir e lidar com os pecados sutis em nossas vidas. Contudo, ele não nos abandona nem nos deixar descobrir sozinhos os nossos pecados ou lidar com eles na base da nossa própria força.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Onde Entregar o Dízimo?


Pastoral
15/10/2015                          Onde Entregar o Dízimo?

Por que Devo Entregar o dízimo na igreja que eu frequento? Por que não posso entregá-lo a uma pessoa necessitada ou em outra igreja mais necessitada, ainda que esporadicamente?

Primeiramente, porque os dízimos pertencem ao Senhor e ele é quem determina como deve ser administrado. Reter o dízimo ou gastá-lo em projetos pessoais é desobedecer a Deus.

Em segundo lugar, porque os dízimos são a base do sustento e manutenção da Igreja local e todos os que usufruem do seu serviço devem contribuir para a sua manutenção e sustento.

Em terceiro lugar, porque existe uma relação de sustento entre os que ensinam a palavra e os que recebem o seu ensinamento. “Mas aquele que está sendo instruído na Palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui” (Gálatas 6.6). O fato de termos de levar nossos próprios fardos (Gl 6.5) enquanto aprendemos a palavra não nos isenta da responsabilidade de sustento para com aqueles que nos ensinam. Paulo deixa claro que devemos participar do sustento daqueles que nos ensinam a palavra. Entregar o dízimo em outra igreja ou dá-lo a terceiros por decisão própria está em desacordo com esse preceito bíblico.

É claro que podemos ofertar livremente e investir em projetos missionários pelos quais nos interessamos e nos comprometemos, mas o dízimo deve ser entregue na igreja que frequentamos e onde nos tornamos membros. Devemos confiar que Deus proverá o sustento e manutenção das igrejas onde não frequentamos mais.

Conta-se que numa determinada cidade na antiguidade havia um festival onde cada família deveria trazer um litro de vinho e colocar num grande barril que ficava no centro da praça. Isso acontecia todos os anos. Um dia um senhor teve a idéia de colocar água, em vez de vinho, em sua garrafa. Ele pensou: O que é apenas um litro de água em um barril tão grande? E assim, despejou sua garrafa de água dentro do barril. No momento apropriado, quando o vinho seria servido, abriram a torneira e saiu apenas água. Moral da história: Todos os cidadãos da cidade pensaram e fizeram igual àquele senhor.

Como ficará o sustento de nossa igreja se cada novo membro que recebermos disser que o seu dízimo está comprometido com a sua igreja anterior? Como ficará o trabalho de nossa igreja se os nossos jovens participarem mais das programações de outras igrejas e não das nossas? Como ficará a nossa igreja se servirmos somente os que estão longe e não os que estão bem próximos a nós?

Precisamos refletir seriamente sobre isso e tomarmos decisões sábias e bíblicas.
Com amor, Pr. Hélio.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Aula 6 - Orientações Para Lidar Com o Pecado


Aula 6 – Orientações para lidar com o pecado
(20/09/2015)
Pecados Intocáveis – Jerry Bridges – Ed. Vida Nova - págs. 47-51.
Rev. Dyeenmes Procópio de Carvalho.
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Introdução
           
Já estudamos sobre a cura do pecado e sobre o poder do Espírito Santo que trabalha a nosso favor. Vimos também que temos de participar de forma ativa no trato com o pecado. O apóstolo Paulo escreveu que é necessário “mortificar” as práticas do pecado em nossa vida (Rm. 8.13; Cl. 3.5). Isso inclui pecados óbvios que queremos evitar como também os mais sutis que somos propensos a ignorar. Encarar honestamente esses pecados é algo necessário. Para começo de conversa, é uma situação que causa vergonha. Além disso, também implica termos de tomar uma atitude em relação aos nossos pecados. Não podemos continuar a ignorá-los como fizemos até agora.
            No entanto, antes de examinar alguns pecados aceitáveis entre os cristãos, é importante oferecer algumas orientações para lidarmos com eles. Embora alguns pecados necessitem ser tratados de modo especial, algumas orientações se aplicam a todos os pecados sutis.

Primeira orientação: lide com o pecado sempre no contexto do evangelho. Nossa tendência é esquecer o evangelho assim que começamos a lidar com um pecado em nossa vida. Esquecemos que, com a morte de Cristo, Deus já perdoou os pecados assim como Paulo nos diz em Cl. 2.13, 14.
            Deus não somente perdoou nossos pecados, mas também nos creditou a justiça perfeita de Cristo. Em todas as áreas em que temos sido desobedientes, Jesus foi perfeitamente obediente. Somos propensos à ansiedade? Jesus sempre confiou totalmente em Pai celeste. Temos problemas com egoísmo? Jesus sempre foi completamente abnegado. Somos culpados de grosserias, fofoca ou sarcasmo? As palavras de Jesus foram sempre apropriadas às ocasiões. Ele jamais pecou com a sua língua.
            Durante trinta e três anos, Jesus viveu em perfeita obediência à vontade moral de Deus, e sua obediência culminou quando atendeu à vontade específica do Pai – obedecende-o até a morte, e morte de cruz por nossos pecados. Tanto em sua vida pura quanto em sua morte pelos pecados da humanidade, Jesus

mostrou obediência perfeita, justiça perfeita, e essa justiça é transferida a todos os que creem (Rm. 3.21, 22; Fp. 3.9).
            Enquanto lutamos para matar nossos pecados sutis, temos de ter duas verdades em mente: nossos pecados estão perdoados, e Deus nos aceita como justos por causa da vida impecável e da morte expiatória do Senhor Jesus. Não existe motivação maior para lidarmos com o pecado em nossa vida do que compreendermos essas duas verdades gloriosas.

Segunda orientação: dependa do poder capacitador do Espírito Santo.
Lembre-se de que é pelo Espírito Santo que mortificamos os pecados em nossas vidas (Rm. 8.13). Já estudamos esse ponto em particular na última aula. No entanto, não importa o quanto fortaleçamos, iremos sempre necessitar do poder habilitador do Espírito Santo. Nossa vida espiritual é carente dessa força que o Espírito Santo nos concede. Apenas por sua ação é possível vencermos as inclinações da nossa carne (Gl. 5.16). Portanto, cultivemos uma atitude de dependência contínua do Espírito.

Terceira orientação: reconheça que temos responsabilidade de dar todos os passos prático na luta contra o pecado, mesmo dependendo do Espírito Santo.
Não é fácil manter de igual modo essas duas verdades em mente – dependência e responsabilidade. Nossa tendência é salientar e esquecer a outra. Manter ambos os aspectos da nossa luta contra o pecado é um grande desafio, quase um paradoxo. Um fato pode nos ajudar a compreender melhor este aspecto. Em termos gerais, a salvação enquanto um ato ou o início da nossa caminhada com Cristo é completamente monergística, isto é, um ato que depende ou pressupõe exclusivamente a ação de Deus. Já, enquanto processo, a salvação é sinergística, ou seja, inclui a participação humana. Por isso, ao mesmo tempo que Paulo fala que Deus vai completar a obra (Fp. 1.16), ele também nos ordena a fazer morrer nossa natureza pecaminosa (Cl. 3.5).

Quarta orientação: identifique áreas de atuação dos pecados aceitáveis.
            Esse é um dos objetivos das nossas próximas aulas, em que examinaremos os pecados sutis um a um. Em cada aula é necessário que peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a descobrir em nossas vidas algum traço do pecado ali descrito. Claro que exige de nós atitude humilde e disposição para encarar o pecado. Ao identificar um pecado, pense nas situações que o desencadeiam. Preparar-se para as circunstâncias ou eventos que engatilham o pecado ajuda a dar um fim nele.


Quinta orientação: aplique versículos específicos a cada um dos pecados sutis.
            Devemos memorizar os versículos, refletir e orar sobre eles, e pedir que Deus os use para nos fortalecer na luta contra esses pecados. O salmista afirmou: “Guardei a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti” (Sl. 119.11). Guardar significa reservar para necessidades futuras.
            É exatamente que fazemos ao guardar a Bíblia no coração. Armazenamos versículos para necessidades futuras: para as horas em que somos tentados a nutrir algum pecado sutil (ou nem tão sutil assim).

Sexta orientação: ore continuamente sobre os pecados que toleramos.
Isso está pressuposto na segunda orientação que fala sobre a dependência do Espírito Santo, e na quinta orientação que trata da memorização de versículos. Todavia, é importante destacar a oração como uma das orientações mais importantes na luta contra o pecado uma vez que, por meio dela que reconhecemos continuamente a presença e a insistência desses pecados em nossas vidas.
            Devemos orar de dois modos sobre os nossos pecados sutis. Primeiro, de modo planejado e consistente, talvez em nosso tempo a sós com Deus. Segundo, fazer oração “relâmpago” pedindo socorro ao Espírito Santo sempre que nos deparamos com situações que engatilham um de nossos pecados.

Sétima: envolver um ou mais cristãos em nossa luta contra os pecados sutis.
            Naturalmente, esse deve ser um relacionamento mútuo que nos leve a exortar, encorajar uns aos outros e orar uns pelos outros. A Bíblia explicar melhor “serem dos dois que um, porque têm melhor recompensa do seu trabalho. Pois, se um cair, o outro levantará seu companheiro. Mas pobre do que estiver só e cair, pois não haverá outro que o levante” (Ec. 4.9, 10). Se desejamos avançar na batalha contra o pecado, temos de ser vulneráveis e responsáveis uns pelos outros, orar uns pelos outros e encorajar uns aos outros.
           
Conclusão
            Ao fazer uso dessas orientações, lembre-se de que o seu coração é um campo de batalha entre a carne e o Espírito (Gl. 5.17). Nessa guerrilha, a carne levará vantagem algumas vezes. Ao mirar um pecado em especial na intenção de mata-lo, sua situação pode piorar ao invés de melhorar. Anime-se: isso é normal. O Espírito Santo usará sua desobediência e derrota ocasionais para fazê-lo enxergar a profundidade de seus pecados sutis e leva-lo a entender o quanto você depende do Senhor.

            Ao examinar alguns pecados que normalmente toleramos, veremos algumas sugestões práticas a respeito de como lidar com eles. Contudo, essas orientações gerais serão sempre aplicáveis. Portanto, seria bom fazermos uma boa digestão das orientações anteriores antes de prosseguirmos.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Memórias de 2010


Rev. Helio O. Silva
29/09/2015                             Memórias de 2010

As reuniões da Congregação retornaram em 02/02/2010, com os estudos bíblicos em 1 Tessalonicenses, na casa dos irmãos João Donizetti e Andréia. Nos meses de Janeiro e Fevereiro o nosso irmão Joaquim Guilherme visitou muitos imóveis visando encontrar um salão apropriado para hospedar a congregação. 
No início de Fevereiro encontrou o imóvel da Av. J esquina com Rua 52, nº 150, na divisa do Jardim Goiás com a Vila S. João. Era um salão com capacidade para 90 pessoas e mais 4 salas muito pequenas. No dia 18/02/2010 (quinta-feira) fechamos o contrato de aluguel e às 17:45 hs o nosso irmão Abeluz, administrador da PIPG (Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia), retirou a placa de “aluga-se” do local. Desse dia em diante iniciamos as reformas e os preparativos para o funcionamento da Congregação nesse endereço. O irmão André Ribeiro fez o projeto de adequação.

Em Março os irmãos Marcelo e Mheliza passaram a frequentar o grupo e em Abril passamos a estudar o livro de 1 Coríntios. No dia 17/04 as reformas de adequação do salão de cultos ficaram prontas e foram colocadas as placas de sinalização da Congregação Presbiteriana Jardim Goiás na fachada.

Rev. Jôer
Na noite festiva do dia 28/04/2010 (quarta-feira) foi inaugurado o templo com a presença de 150 pessoas. O Rev. Jôer Correa Batista foi o pregador da noite expondo 1 Tessalonicenses 2.13-18. Tivemos ainda a participação do Coral Misto da PIPG. No domingo 02/05/2010 realizamos o primeiro culto regular na congregação com 48 pessoas presentes. Fiz uma exposição bíblica em Zacarias 4 sob o tema: “Não Desprezar Humildes Começos”. Lembro-me de ter chegado uns cinco minutos atrasado naquela noite e o irmão Carlão já me esperava na porta apressando-me animadamente para entrar!

Celebramos a primeira ceia no domingo 16/05 com 41 pessoas presentes. No domingo 23/05 pregou o irmão Joaquim Guilherme para mais de 50 pessoas. Semana após semana a freqüência crescia mais e mais. Então passamos a nos reunir no templo às quartas-feiras para o estudo bíblico e aos domingos à noite para o culto noturno. 

No dia 11/06 realizamos nosso primeiro encontro de casais na casa dos irmãos João e Leulair com 32 casais inscritos. Foi uma programação muito inspiradora e marcante.

Na reunião do conselho de 29/06/2010, por indicação anterior do Rev. Jôer, decidiu-se convidar ao Rev. Dyeenmes P. Carvalho, para compor a equipe pastoral da PIPG em 2011. De Junho a Setembro, nos cultos dominicais da congregação, fiz exposição bíblica nas cartas às sete igrejas do Apocalipse. Nas reuniões de estudo bíblico passamos a estudar os mandamentos de mutualidades no Novo Testamento.

No domingo 10/10/2010, o Rev. Dyeenmes (juntamente com a Eloá) pregou a primeira vez na congregação celebrando a ceia. O conselho já havia decido pela minha permanência na sede e sua vinda para ser o pastor da congregação a partir de janeiro de 2011. Nesse tempo, já havíamos solicitado ao Conselho da PIPG encaminhamento do pedido de organização da Congregação para o ano de 2011, todavia o conselho da PIPG, devido o clima de instabilidade na sede, em função da saída do Rev. Jôer, decidiu não apresentar a solicitação ao PGNA (Presbitério de Goiânia). Essa discussão foi retomada no final de 2011. São memórias da ação graciosa de Deus para conosco!
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