O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

terça-feira, 23 de maio de 2017

Atos 14 = Convertidos das Coisas Vãs

1678 - Heiss - Paulo e Barnabé em Listra

®    Atos 14: Convertidos das Coisas Vãs.

O Evangelho chega à província Romana da Galácia, atingindo quatro cidades do sul dessa região populosa e multirracial: Antioquia da Psídia, Icônio, Listra e Derbe.

A partir de Listra, o foco dos missionários se volta para os gentios, ainda que a principal estratégia continue sendo começar pela sinagoga. Assim, a pregação do Evangelho passa a lidar com um elemento novo e externo: As crendices e misticismos populares das religiões pagãs. O conteúdo da pregação continua o mesmo e também o foco. Todavia, a mensagem é apresentada indutivamente a partir da criação, dirigindo-se para o evangelho, a fim de apontar pontos comuns que possam atrair a atenção para a mensagem cristã e retirar as pessoas de seu culto a coisas vãs.

A mensagem não é diluída num sincretismo permissivo, nem mudada ao sabor das novidades, menos ainda diminuída no seu significado redentor, pelo contrário, o esforço dos missionários é apresentá-la com fidelidade, de forma relevante e contextualizada. É evidente que contextualizar a mensagem não significa mudar seu conteúdo acrescentando ou diminuindo elementos externos à sua essência.

Chama a atenção os versos 21-23. Há quatro gerúndios que nos apresentam o procedimento e as razões de se ter igrejas organizadas. As igrejas precisam ser organizadas e ter liderança capacitada:

(1º) Para que as almas dos discípulos sejam fortalecidas (v.22), confirmando a fé e dando-lhe mais firmeza.

(2º) Para que sejam estimulados a permaneceram firmes na fé (v.22). A perseverança precisa constantemente de estímulo, exortação fraternal e amistosa, incentivos baseados no companheirismo e fraternidade cristãos.

(3º) Para que vivam sua fé de forma realista (v.22). A palavra “mostrar” não aparece no original, mas foi acrescentada pelo tradutor a fim de esclarecer a presença da palavra “tribulação” no texto. A vida cristã jamais será um mar de rosas, ainda que vitoriosa, porque quem quiser viver piedosamente será perseguido por causa de sua fé (2 Tm 3.2).

(4º) E para que tenham liderança que lhes proporcione esse respaldo à sua fé (v.23). A eleição de presbíteros era necessária para que o fortalecimento, a perseverança e o realismo da fé pudessem ser implementados em cada igreja a fim de que crescessem e não se perdessem, diluindo-se nas muitas curvas, encruzilhadas e becos da secularidade cultural e pagã ao seu redor afastando-se da pureza do Evangelho. A liderança tem como tarefa dar continuidade à missão e levar cada igreja local ao compromisso missionário do Espírito Santo de levar o Evangelho até aos confins da terra!

O capítulo 14 termina com um relatório da primeira viagem missionária. Missionários não são francos atiradores independentes; eles precisam retornar à sua base de envio e prestar contas de tudo. Eles não foram enviados para pregar o seu próprio modo de entender o Evangelho, mas para pregar fielmente a Palavra da Graça de Deus em Cristo.

Fomos enviados ao mundo para anunciar o favor gracioso de Deus para com a humanidade a fim de que se converta de suas crenças vãs; de suas idolatrias pomposas e ilusórias; de sua religiosidade desfocada e sem rumo! No Evangelho, Deus nos oferece o caminho de volta para a casa do Pai que só pode ser trilhado por meio de Cristo (Jo 11.25; Jo 14.6; Jo 15.1-5).
                                                                                                        
Com amor, Pr. Helio.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Atos 13 = Enviados Pelo Espírito Santo


®   Atos 13: Enviados Pelo Espírito Santo.

A partir de Atos 13 indo até o final do capítulo 14 temos a primeira viagem Missionária de Paulo e o início da terceira e maior sessão do livro de Atos, que trata do tema da pregação do Evangelho até os confins da terra. Paulo e Barnabé foram os primeiros missionários enviados pela igreja de Antioquia.

Eles são separados pelo Espírito Santo (v.2); São enviados pelo Espírito Santo (v.4); Pregam o Evangelho cheios do Espírito Santo (v.9), e no fim, os discípulos transbordam de alegria e do Espírito Santo (v.52). 

Atos 13 é a primeira estratégia planejada de missões por parte de uma igreja local iniciada pelo próprio Espírito Santo. A igreja envia, e depois receberá de volta aos que enviou com relatório do que a graça de Deus realizou através deles. Isso acontece enquanto a igreja está servindo (leitourgia – prestando culto) ao Senhor (v.2); O Espírito escolhe (chama) dela o seu melhor (Paulo e Barnabé); a igreja jejua, ora e investe de autoridade (impondo as mãos) os escolhidos por Deus. Então envia. Deus faz através de nós, mas fica claro que é Ele quem faz.

A obra só pode progredir se a fizermos cheios do Espírito. É o Espírito quem identifica o falso e o expurga. Paulo só poderia enfrentá-lo e vencê-lo pelo poder do Espírito. O sermão de Paulo é muito parecido, em sua estrutura e conteúdo, com o sermão de Pedro no cenáculo em Jerusalém (At 2). O centro da mensagem é Cristo, as promessas do Antigo Testamento se cumprem nele e a aliança se completa nele. Serão salvos todos os que foram “destinados para a vida eterna” (v.48); quanto aos instigadores da maldade, sacudido deve ser o pó dos nossos pés a fim de prosseguirmos no caminho (v.51).

A grande pergunta é a seguinte: Como nossa igreja local pode fazer parte dessa dinâmica missionária operada pelo Espírito Santo na sua igreja?
1º) Servindo ao Senhor todos os dias no culto e na vida.

2º) Estando atentos ao ensino da Palavra praticado em todos os cultos e reuniões da igreja, estando prontos para obedecer à palavra de Deus acima de tudo.

3º) Estando prontos para nos oferecer a Deus completamente obedecendo ao seu chamado. Observe que o chamado do Espírito Santo acontece quando e enquanto a Igreja o serve cultuando a Deus.

Observe também a expressão “separai-me” (v.2). Quem for separado para o trabalho missionário o será para estar e servir diretamente ao Espírito Santo. A obra não é nossa, mas o privilégio de servir a Deus sempre é acompanhado por uma maior aproximação de Deus, da mesma maneira como foi com os discípulos que Jesus chamou para estarem com ele e para enviá-los a pregar (Mc 3.14).

O chamado de Deus e a intimidade com Deus é dispensada àqueles que se envolvem e trabalham na obra de Deus, mas nunca para meros assistentes e frequentadores descompromissados que só desejam ganhar e nunca contribuir (seja espiritualmente, financeiramente ou socialmente).

Por isso, envolva-se! Disponha-se! Participe! Contribua!

         Com amor, Pr. Hélio.

Plano Anual de Leitura da Bíblia - Maio e Junho/2017




sexta-feira, 5 de maio de 2017

Atos 12 - Oração Incessante




®    Atos 12: Oração Incessante.
Rev. Helio O. Silva.

Tiago é morto e Pedro é preso. Isso agrada aos que não amam a Cristo. Por isso a igreja é chamada a orar (v.5,12). A oração incessante por parte da igreja contrasta com o fato inegável de que a prisão está bem guardada. O Deus que ouve orações surpreende a fé despreparada da igreja libertando, a seu pedido, o seu pastor.

Para a igreja a oração é tanto uma dádiva como uma tarefa. Orar é ter o privilégio de aproximar-se de Deus e falar com ele; ao como o Deus distante que não nos conhece e nem a ele, mas com o Deus que inclina os seus ouvidos para nos ouvir, como o Pai atento às necessidades de seus filhos pequenos. Orar também é um mandamento, como um meio pelo qual Deus nos dispensa graça e amor. Deus nos convoca à sua presença e obedecemos à sua convocação pela oração.

A oração inclui tanto a petição quanto a adoração. A igreja suplica por suas necessidades e pela proteção divina diante da perseguição e da tribulação, mas ela também reconhece o governo soberano da vontade divina sobre todos os eventos, situações e circunstâncias.

As ações de Deus relacionadas à oração são sempre surpreendentes. Deixam-nos atônitos e como que “fora de si”; parecem-nos loucura e delírio e por fim resultam em alegria e gratidão. Quem é semelhante a deus quando ouve orações de pecadores como nós?

Chama a atenção, que Tiago, um dos companheiros mais próximos de Cristo, foi o primeiro dos apóstolos a glorificar a Cristo com sua morte! Ele era um líder, mas Deus dispõe de nós como acha melhor, e, o nosso maior privilégio, é estar no centro de sua vontade trabalhando por pouco tempo ou por muito tempo.

Achamos um desperdício enviar alguém para m campo missionário perigoso para depois recebermos a notícia de sua morte. Como podemos medir o chamado de Deus na vida de seus servos? Tiago ouviu e presenciou tantas maravilhas quando esteve com Cristo que, para nós, deveria ser poupado de uma exposição mais excessiva que o colocasse em perigo. Mas viver o evangelho não é assim. Somos um exército de iguais sem hierarquia de precaução.

Sempre estaremos na linha de frente quando Deus decidir nos colocar lá. Viver ou morrer não são variantes relevantes para quem vive ou morre pela promessa da vida eterna garantida no sangue derramado de Jesus Cristo numa cruz por nós.

Nossa vida e nossa oração será sempre viver para Deus e morrer para Deus! Confiaremos sempre no seu direcionamento para nossas vidas.
Com amor, Pr. Helio.


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