O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

06 = 1 Timóteo 2.8-15 - Atribuições Segundo o Sexo no Culto Público


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Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
06 = 1 Timóteo 2.8-15 –Atribuições Segundo o Sexo, No Culto Público. 18/09/2013

Grupo de Estudo do Centro – 
Agosto a Dezembro/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e 
Sem. Adair Batista.
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A Mensagem de1 Timóteo – A Vida na Igreja Local – John R. W. Stott, ABU, p.71-87.
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            O assunto do culto público abordado por Paulo e tratado na primeira parte deste estudo, prossegue nesta segunda parte. Todavia, ele passa da prioridade e amplitude do alvo das orações da igreja local para os papéis que homens e mulheres devem desempenhar, bem como para como devem se comportar quando a igreja se reúne em culto. Ele delineia os deveres dos homens em relação à oração (v. 8) e os deveres das mulheres em relação ao vestir-se, ao estilo de seu penteado, ao uso de joias (vv. 9 e 10) e, ainda, em relação aos homens (vv. 11-15).
            Estes são os versículos mais controvertidos das Cartas Pastorais. Têm sido muito estudados e discutidos, principalmente nos debates recentes da igreja sobre ordenação e ministério de mulheres. O estudo destes oito versículos e as conclusões tiradas dependerá em muito de dois princípios hermenêuticos considerados fundamentais, a saber: os princípios da harmonia, e histórico.

a. Princípios hermenêuticos

            O princípio da harmonia diz respeito ao fato de cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus escrita, e cremos também que, quando Deus fala, ele não se contradiz. Isto significa que buscaremos encontrar uma harmonia natural, interpretando cada texto dentro do contexto bíblico. Assim, ao abordar estes versículos sobre o papel da mulher na igreja, não vamos isolá-los de uma afirmação básica das Escrituras com respeito à igualdade entre homens e mulheres em seu valor e dignidade, por criação e redenção. Não há diferença alguma entre os sexos tanto na imagem de Deus que levamos como também em nossa condição de filhos de Deus pela fé em Cristo. Toda a ideia de superioridade ou inferioridade de um dos sexos tem de ser descartada.
            O segundo princípio, o histórico, afirma que Deus sempre proferiu a sua palavra num ambiente cultural e histórico em particular, especialmente o do antigo Oriente Próximo (AT), o do judaísmo palestino (os evangelhos) e o do mundo greco-romano (o restante do NT). Nenhuma palavra foi proferida num vácuo cultural; toda palavra foi dita num contexto cultural. Deus usou da acomodação linguística, isto é, falou a homens utilizando palavras que lhes eram familiares e cujos significados lhes era compreensível. Entretanto, isto cria problemas de interpretação para nós. Isto porque as Escrituras são uma mistura, em substância e forma, da verdade eterna (que transcende a cultura) com sua apresentação cultural e passageira. A primeira é imutável e normativa; a segunda é local e mutável. Como distingui-las? De um modo mais particular, como considerar o elemento cultural nas Escrituras? Há três respostas possíveis:
(a) há os que entronizam a forma cultural dando-lhe a mesma autoridade normativa que atribuem à verdade que expressam;
(b) há os que se recusam a diferenciar, nas Escrituras, uma verdade eterna de sua expressão cultural, e caem no extremo oposto. Longe de entronizá-las, tanto uma quanto a outra, eles as descartam; e,
(c) há, ainda a “transposição cultural”. Por ela, temos de discernir nas Escrituras o que é revelação de Deus em essência (o que é imutável) e o que é expressão cultural (que é mutável). Isto nos permite preservar o primeiro como permanente e universal e fazer a transposição do segundo para termos culturais atuai.
Os versículos de 8 a 15 serão tratados mediante a transposição cultural, admitindo-se que são aplicáveis a três tópicos, a saber, nas orações dos homens (v.8), nos adornos femininos (vv. 9-10) e na sujeição das mulheres (vv. 11-15).

Vamos as considerações sobre estes versículos:
i. Os homens e suas orações (v.8)
Sempre que uma oração for feita em público, a postura dos homens deve ser levantando as mãos santas, sem ira e sem discussões (v.8). Três impedimentos às orações, a saber: o pecado, a ira e as contendas. O Sl 24 nos adverte que aquele que quer subir ao monte do Senhor e permanecer tem de ser “limpo de mãos e puro de coração”. Paulo também se refere “ao sinal visível de uma realidade interior, pois nossas mãos indicam um coração puro”. É inútil estender as mãos a Deus, em oração, se estiverem manchadas pelo pecado. Igualmente não é apropriado buscarmos a Deus quando damos guarida ao ressentimento e à amargura contra o próprio Deus e aos semelhantes. É necessário, Jesus insistiu, que a reconciliação deve preceder o culto a Deus.
Santidade, amor e paz devem sempre acompanhar nossas orações, independente da postura que assumimos (se de pé, ajoelhados, encurvados, com o rosto em terra, assentados, etc), embora certo comentarista nos exorte com as seguintes palavras: “uma posição relaxada do corpo, num momento de oração, é abominação ao Senhor”. Nossa posição deve estar de acordo com nossa cultura e expressar nossa devoção interior.

ii.  As mulheres e seus adornos (vv. 9-10)
a)      Paulo recomenda que as mulheres devam vestir-se com traje decente, isto é, devem ser discretas e modestas no seu trajar e não usar nenhuma peça do vestuário intencionalmente sugestiva ou sedutora. Isto é um princípio universal.
b)      Paulo recomenda ainda que não deviam usar determinados penteados, adornos para cabelo e vestuário dispendioso. Esta recomendação é uma expressão cultural (mutável).
c)      Por fim, ele recomenda que se ornem com boas obras, lembrando-lhes de dois tipos de beleza, a física e a moral, a beleza do corpo e beleza do caráter. As mulheres não devem esquecer-se de que, mesmo que por natureza não sejam bonitas, a graça pode torná-las belas; e se por natureza sejam bonitas, as boas obras muito podem acrescentar à sua beleza.
Além disso, os homens podem colaborar nesse processo, reconhecendo e elogiando nas mulheres a beleza de ser tal como Cristo.
Pedro também contrastou “cabelos trançados, joias de ouro e roupas finas” com o “ser interior, que não perece, beleza mostrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus” (I Pe 3.3-4). O Senhor valoriza isto, nós também devemos fazê-lo.

iii. As mulheres e suas funções (vv.11-15)
Muitas propostas exegéticas e linguísticas têm falhado na explicação destes 5 versículos. O Dr Stott afirma que: “as instruções de Paulo abrangem apenas o princípio universal da submissão feminina à ‘liderança’ masculina e não expressam uma situação mutável em função da cultura” (é, portanto, uma verdade eterna, grifo meu [adair]).
A síntese dele é a seguinte: Assim como os homens devem orar em santidade, amor e paz e não levantando as mãos ao fazerem isso; as mulheres devem adornar-se com modéstia, decência e boas obras, mas não abstendo-se, necessariamente, de todo o tipo de penteado; assim também as mulheres devem submeter-se à supremacia (responsável) de homens, não procurando reverter as funções devidas a cada sexo, mas sem que isso necessariamente as impeça de ensinar-lhes.
No versículo 13 ele (Paulo), nos dá uma base bíblica para o que escrevera nos vv. 11 e 12. Dos homens e mulheres de seus dias, ele se volta para Adão e Eva. Seu argumento quanto à “ascendência” masculina é baseado nos acontecimentos da criação e queda. Por ter sido criado primeiro, isso dá ascendência a Adão (v. 13) ao passo que a insensatez de Eva ao desafiar isso a levou à calamidade (v. 14).
No versículo 15 ele afirma que a missão de mãe da mulher a salvará, ele efetivamente lembra que Cristo nascera de uma mulher, dando desta forma uma conotação espiritual, pois, Cristo é o meio (veículo) pelo qual a salvação vem. Ele é “o único mediador entre Deus e os homens”. Ele é Deus que se tornou humano ao nascer de uma mulher, conforme a promessa divina ocorrida na queda, que a futura redenção se daria através da semente da mulher, cf. Gn 3.15. A serpente tinha enganado a mulher; a descendência da mulher derrotaria a serpente.

PRA PENSAR:
Definindo os papéis.

1 – As questões abordadas acima são complexas. É necessário refletir sobre elas e definirmos com mais clareza a questão da complementaridade. Como definir a complementaridade dos sexos (incluindo noções de “ascendência” e “submissão”), não apenas física e psicologicamente, nem ainda culturamente (em termos de estereótipos populares ligados ao sexo da pessoa), mas também psicologicamente e em particular, biblicamente?

2 – O que as Escrituras ensinam sobre a essência (permanente e universal) de termos sido criados como macho e fêmea? O que a criação estabeleceu, a cultura pode expressar, mas não destruir.
3 – Uma vez que a complementaridade dos sexos foi definida biblicamente, quais são os papéis e as responsabilidades que pertencem propriamente aos homens e não às mulheres, e quais os das mulheres e não dos homens?

4 – Que símbolos visíveis em nossa cultura em particular expressariam de forma adequada a complementaridade sexual que as Escrituras estabelecem como normativa?  

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Da Boca e das Mãos - Efésios 4.29,30


Publicada no Boletim nº 36 
ano XXXIII de 08/09/2013 
da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO.

Rev. Helio O. Silva – 05/09/2013

Da Boca e das Mãos

Depois de ouvir atentamente a exposição das escrituras domingo passado à noite, fiquei a pensar mais uma vez sobre as palavras que saem da minha boca. Paulo afirma em Efésios 4.29 que elas devem ser caracterizadas por três atitudes fundamentais: Boas para a edificação, conforme a necessidade e transmissoras da graça divina. A razão doutrinária apresentada por Paulo é o que consta no verso seguinte: “E não entristeçais o Espírito de Deus no qual fostes selados para o dia da redenção”. Palavras torpes ofendem a irmãos e entristecem o Espírito Santo com o qual Deus nos selou com a marca de sua propriedade, o próprio Espírito Santo habitando em nós!

Mas o pensamento que me veio a seguir é o motivo dessa pastoral. Se o que sai de minha boca deve edificar, ser oportuno e transmitir a graça, como deve ser o que sai de minhas mãos, escrito na forma de texto, digitado num teclado de notebook e por fim publicado nas redes sociais, especialmente no Facebook? Essas palavras devem transmitir o que?

Eu tenho Facebook, Twitter e Blog. Publico neles constantemente e sempre antes de apertar o botão “publicar” eu paro e penso: edifica? É necessário? Transmite a graça de Deus às pessoas? Não foram poucas vezes que retive uma publicação; não foram poucas vezes que retirei uma publicação logo após publicar. Não foram poucas vezes que temi a repercussão!

Fico me perguntando por que vários irmãos que publicam no Facebook o fazem com tamanha negligência, displicência e até mesmo impiedade. Pastores reclamando de pastores e da sua igreja; irmãos alfinetando irmãos; irmãos afrontando seus pastores; jovens compartilhando indecências sem fim; exposição de intimidades particulares e alheias; desabafos ímpios inflados de impiedade, desamor e falta de consideração. Murmurações de ofendidos e ofensores, mágoas, ressentimentos e amarguras totalmente carnais. Basta uma exposição bíblica condenando a falta de moderação na bebida, menos de meia hora depois já tem foto no Facebook de irmãos brindando canecas de cerveja e taças de vinho! Usando de sua liberdade cristã para abraçarem um novo jugo de escravidão e escandalizar velhos e novos convertidos (Gl 5.1,13; Rm 14). Parece que esquecemos a diferença entre o lícito e o ilícito; o conveniente e o inconveniente; o que deve nos dominar e o que nós devemos dominar; entre as obras da carne e o fruto do Espírito! (1 Co 6.12; 10.23; Gl 5.19-26).

            O fato é que no tempo das ações de danos morais impetradas na justiça por qualquer motivo, o anacronismo das publicações ofensivas e ofensoras nas redes sociais se tornou uma rede sinistra para o nosso testemunho, porque como já dizia Salomão, “estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca”. (Pv 6:2). Parece que nossas palavras não livram mais, mas ficam de emboscada preanunciando o naufrágio na fé de muitos (Pv 12:6). As palavras bondosas agradam a Deus, não os desígnios do mal! (Pv 15:26).

            Salomão afirma sobre palavras precipitadas: “Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência. Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio”. (Pv 17:27-28). “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele”. (Pv 29:20). Precisamos entender que do muito escrever e publicar no Facebook, surgirão palavras néscias (Ec 5:3).

Espero mesmo que essa publicação seja sábia, e não néscia! Porque “as palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos” (Ec 9:17). Palavras tolas devoram a alegria e não transmitem o favor de Deus (Ec 10.12). Quando Salomão terminou de escrever e publicar o Eclesiastes afirmou: “Procurou o Pregador achar palavras agradáveis e escrever com retidão palavras de verdade”. (Ec 12:10). Palavras de verdade e agradáveis ditas com retidão; é um bom princípio para as nossas publicações nas redes sociais, porque se não for assim, certamente essas publicações estarão nas redes, nas redes antissociais.

Com amor, Pr. Hélio.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

05 = 1 Timóteo 2.1-7 = O Enfoque Mundial do Culto Público



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Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
05 = 1 Timóteo 2.1-7 – O Enfoque Mundial do Culto Público. 
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2013 (28/08/2013)
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair Batista.
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A Mensagem de1 Timóteo – A Vida na Igreja Local – John R. W. Stott, ABU, p.56-71.
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Introdução:
         O objetivo do capítulo é prático: Como se deve conduzir o culto público? A expressão “antes de tudo” no verso 1 nos coloca diante de uma prioridade de importância e não de tempo. O culto e a oração não são aquilo que deve vir primeiro, mas é o que deve estar acima de tudo em importância e prioridade. Por que o culto é mais importante que a evangelização?
1.     Porque devemos amar a Deus acima de tudo e o próximo logo a seguir.
2.     Porque após findar-se a tarefa evangelística o povo de Deus continuará cultuando a Deus eternamente.
3.     Porque a evangelização é um aspecto do culto. O alvo da evangelização é levar os convertidos à adoração ao único Deus verdadeiro.
Quem não leva o culto a sério não é um cristão genuinamente bíblico (p.56). Os versos 1-7 tratam do enfoque do culto: Mundial, universal; os versos 8-15 tratam da condução do culto e de qual papel homens e mulheres devem desempenhar no mesmo. Vejamos a primeira parte: Três vezes Paulo utiliza a expressão “por todos” e finalmente “aos gentios” (todo o mundo não judaico).

1.     as orações da igreja devem para todas as pessoas (2.1,2).

a)    Vários tipos de orações por vários tipos de pessoas.
É difícil determinar qual a diferença pretendia por Paulo entre os três primeiros tipos. Pode ser uma referência a necessidades específicas (súplicas), as necessidades que temos em vista no momento (orações) e as orações por necessidades de outros; somados à gratidão (ações de graças) em todas as orações. Entretanto o foco claro é que todos os tipos de oração mencionados aqui devem ser em favor de todos os homens.
A intercessão é um fator fundamental no crescimento da evangelização mundial e a falta dela a razão de seu decréscimo ou estagnação.

b)    Orações por autoridades civis e públicas, mesmo não cristãs.
Devemos orar não somente por lideres cristãos no poder mundial, mas por todos, independentes de seu credo religioso ou falta dele. Por reis e por autoridades civis em todos os níveis de poder público. Esse é um ensino claro tanto no Antigo Testamento (Jr 29.7; Ed 6.10) quanto do Novo Testamento. Vale ressaltar que o imperador que estava no trono romano no tempo de Paulo era o terrível Nero, cruel e hostil ao cristianismo.

c)     Os três benefícios da intercessão: Paz, tranquilidade e louvor a Deus.
®   Vida tranquila e mansa. O maior benefício de um bom governo é a paz no sentido de liberdade de guerras e conflitos civis. Somente onde há ordem civil, a igreja tem liberdade suficiente para realizar sua missão evangelizadora.
®   Com toda piedade e respeito. Esses dois vêm “com” a paz. Piedade é uma das palavras chaves de 1 Timóteo (3.16; 4.7,8; 6.3,5,6,11) e significa consagração a Deus. “Respeito” é dignidade que eleva os padrões morais da sociedade.
®   Isso é bom e aceitável diante de Deus. Havendo condições de paz a propagação do evangelho é facilitada. Um dos fatores importantes da proclamação do evangelho no primeiro século foi a chamada “pax romana”, pois garantia a locomoção dentro do Império Romano com relativa segurança.

d)    Qual a relação bíblica entre Igreja e Estado?
Paulo define que o dever do estado em relação à igreja é manter a paz, proteger os cidadãos, preservar a lei e a ordem, punir o mal e promover o bem (Rm 13.4). Uma sociedade onde o estado age assim pode usufruir de estabilidade. Por outro lado o dever da igreja é orar pelo estado, para que seus gestores administrem a justiça e promovam a paz. Cada um deve ajudar o outro a cumprir o seu papel determinado por Deus.

2.     o desejo de Deus é a salvação de todos os homens (2.3,4).

Deus é o Deus salvador e deseja a salvação de todos os homens.
a)    Não ao elitismo e não ao universalismo quanto à salvação.
Paulo contradiz tanto a judeus nacionalistas quanto a gnósticos elitistas, que pregavam ser a salvação exclusivas de seu grupo. Muitos desejam monopolizar a salvação através de elementos estranhos ao evangelho tais como: o racismo, o nacionalismo, o tribalismo, o classismo, o bairrismo paroquial e denominacional, além de todo tipo de preconceito e orgulho da natureza humana.
O oposto do elitismo é o universalismo, que prega que todos serão salvos no final. Paulo deixou claro mesmo nessa epístola que nem todos serão salvos, pois nem todos receberão a misericórdia divina (1.13), alguns cairão na mesma condenação do diabo (3.6) e todo pecado será julgado por Deus (5.24) levando muito homens à ruína e destruição (6.9).

b)    A escritura ensina claramente a doutrina da eleição.
Essa doutrina é clara tanto no Antigo Testamento (Dt 4.37; 7.6,7; 13.2) quanto no Novo Testamento (Jo 15.16) para citar apenas dois exemplos! Essa doutrina nunca é declarada para contradizer o alcance universal do evangelho nem para propiciar uma desculpa para não evangelizarmos o mundo todo. A doutrina tem três propósitos claros:
1.     Para nos humilhar. Toda a nossa salvação é uma ação exclusiva de Deus.
2.     Para nos tranquilizar. Deus prometeu jamais nos abandonar.
3.      Para nos despertar para missões. Deus escolheu a Abraão para abençoar todas as famílias da terra. Deus escolheu a igreja para proclamar o evangelho a todas as nações.
Mesmo enfrentando dificuldades, algumas propostas de interpretação desse texto são:
®   Há uma diferença entre o desejo de Deus e o propósito de Deus. Embora Deus tenha prazer na salvação de todos, não deixará de exercer a justiça sobre os pecados dos homens.
®   Oferecer o evangelho “a todos” não significa oferecer o evangelho “a cada pessoa”. No verso 1 é dito que devemos interceder por todos os homens; isso é possível fazer? Devemos orar por todos os tipos de pessoas e não nominalmente por cada um dos 6,5 bilhões de habitantes do mundo atual. O evangelho deve ser proclamado a todas as nações, ao maior número possível de pessoas, mas isso não quer dizer todas as pessoas individualmente, pois muitos já morreram e muitos rejeitam ao convite do evangelho.
®   O que temos aqui é uma antinomia, uma contradição lógica que não tem solução, ou seja, temos de crer tanto na eleição divina quanto na responsabilidade humana diante do convite do evangelho; não um em detrimento do outro, mas os dois juntos; não em contradição, mas em tensão. O próprio Senhor Jesus afirmou que veio para todos, mas que nem todos viriam a ele (Mt 11.28; Jo 12.32; cf. Jo 17.6,9).

c)     A unicidade de Deus e a mediação de Cristo são a razão do convite universal do evangelho.
A razão porque Deus deseja a salvação de todos os homens é porque ele é o único Deus, não existe outro. O politeísmo é tão falso quanto o ateísmo. Deus é o único Senhor (Dt 6.4). Ele não compartilha a sua glória com ninguém (Is 42.8). Toda língua deve confessar o seu nome único e todo joelho deve se dobrar em adoração somente diante dele (Is 45.23; Fp 2.11).
Nossa fé exclusiva (há apenas um único Deus) leva à nossa missão inclusiva (Ele deseja que todos sejam salvos por ele).

3.     a morte de Cristo é para todos (2.5,6).

a)    A unicidade de Deus e a mediação de Cristo são a razão do convite universal do evangelho (v.5).
Há apenas um Deus, e há apenas um mediador entre ele e nós: Jesus Cristo. Deus não salva de diferentes maneiras por diferentes religiões, ele salva somente por meio de Cristo (Jo 14.6).
Não seguimos o pluralismo que tolera todas as religiões aceitando seu caráter salvífico e negando a mediação única de Cristo para a salvação. Não adotamos o inclusivismo que aceita a Cristo, mas afirma que ele salva pessoas diferentes por meio de diferentes processos, incluindo outras religiões. Cremos no exclusivismo de Deus quanto à salvação que alega ser Cristo o único e suficiente salvador e que a salvação é obtida pela fé depositada exclusivamente nele.
Um mediador é um intermediário, colocando-se no meio para realizar a reconciliação entre rivais. Ele é um árbitro para restabelecer a paz (Ef 2.15).

b)    Duas razões para a singularidade de Cristo na salvação.
®   Sua pessoa. Ele é tanto homem quanto Deus, por isso pode mediar Deus e os homens.
®   Sua obra. “Ele se entregou a si mesmo como resgate por todos”. Paulo enfatiza tanto a encarnação quanto a crucificação. Jesus Cristo é aquele que nasceu para morrer por nós! Sua morte é um sacrifício (por todos) e é um pagamento (resgate). Um resgate era o preço pago para libertar escravos ou cativos. Éramos escravos do pecado e ele nos salvou (1.15).
O verso cinco nos apresenta as três grandes doutrinas da salvação: A encarnação, a expiação e a mediação única de Cristo.

4.     a proclamação da igreja tem de envolver todas as pessoas (2.6B,7).

a)    Esse testemunho deve ser prestado em tempos oportunos.
A expressão “tempo oportuno” é o nosso próprio tempo, ou melhor, o tempo em que vivemos.

b)    Paulo foi designado como pregador para esse fim.
Apóstolo, pregador e mestre”. Não temos mais apóstolos como os Doze, Paulo e Tiago. Os apóstolos modernos são auto-declarados e fundamentam sua autoridade em títulos recebidos por organizações eclesiásticas de nosso tempo. Paulo afirmava que sua autoridade não vinha de homem algum e nem por meio de homem algum, mas diretamente de Deus (Gl 1.1; 1 Co 9.1).
Todavia, pregadores e mestres que afirmem a verdade com convicção e sinceridade sempre foi a necessidade da igreja!
O evangelho deve ser pregado aos gentios, outra forma de dizer a todas as nações. Os gentios eram todos os povos não judaicos da terra, assim como os romanos classificavam como “bárbaros” todos os povos não romanos.

Aplicações:
1.     Cada igreja local tem uma missão para com todo o mundo.

2.     Por haver apenas um Deus e um mediador, nossas orações precisam incluir a proclamação do evangelho a todos os povos.

3.     Imitemos a Deus. Ele enviou o seu único Filho para a missão, e nós?


4.     Sem o culto a missão não tem objetivo. Sem a missão o culto fica vazio (sem adoradores).

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Pássaro Torto





Hélio O. Silva
12/08/2013

Pássaro Torto

Quem andou por caminhos escuros;
Quem navegou por águas distantes
E esqueceu o lugar da verdadeira adoração;
Não viu sua vida passar.
Foi tudo como um vento que passou pelos campos.
Um pássaro de voo torto sem refúgio!
Vivendo em ruínas que o tempo venceu.
Até tudo se perder e ficar esquecido.

Mas as boas sementes voam pelo ar.
Folhas velhas podem se renovar;
E raízes fortes podem renascer.

Vem para fora descobrir!
As palavras que foram escritas no livro
E se reencontrar com o amor
Que te faz viver
Eternamente!



04 = 1 Timóteo 1.18-20 - Timóteo e o Bom Combate


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Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
04 = 1 Timóteo 1.18-20 – Timóteo e o Bom Combate.      28/08/2013
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair Batista.
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A Mensagem de 1 Timóteo – A Vida na Igreja Local – John R. W. Stott, ABU, p.53-55.
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Introdução:
O parágrafo que compreende os versos 3-20 nos apresentam três dos quatro grupos de líderes presentes na igreja de Éfeso: Os falsos mestres, Paulo e Timóteo. Mais adiante Paulo introduzirá a geração que deve ser preparada por Timóteo e que diz respeito diretamente a nós.
Agora é a vez de Timóteo. Ele é exortado a combater o bom combate em favor da fé cristã. Compete a Timóteo escolher a quem seguir: Paulo e o verdadeiro evangelho ou os falsos mestres e suas e sua perigosa má influência sobre as igrejas. Nenhum líder cristão pode permanecer neutro diante do falso ensino. “Tanto agora como naquela época, a verdade exige que nos posicionemos” (p.53).

  1. A motivação para o bom combate (v.18)
Primeiro Paulo procura motivar Timóteo a ficar firme. Usa dois argumentos, um pessoal e outro institucional.
a)      A relação com o apóstolo = Meu filho.
Paulo o chama de “meu filho”. No verso 2 já o chamara de “verdadeiro filho na fé”, deixando claro que seu relacionamento com Timóteo está alicerçado na fé que procede do evangelho.

b)     As profecias a seu respeito.
Paulo não nos dá o conteúdo dessas profecias Enem quem as proferiu, mas deixa a entender que ocorreram por ocasião de sua ordenação ministerial (4.14). Nessa ocasião, ele foi separado solenemente para o ministério, recebendo dons e autorização para exercê-los a serviço da igreja. A intenção de Paulo é deixar claro a Timóteo que tanto a sua vocação quanto a sua permanência no ministério não aconteceram no vazio, mas foram marcados pela ação sobrenatural de Deus com a participação pública da igreja. Essas profecias tornaram pública a sua vocação.

  1. Combatendo o Bom combate (v.19).
 a)      É necessário cumprir o dever.
Este dever (parangelia = dever, instrução, mandamento) é repassado a Timóteo acompanhado de instruções a fim de que fique seguro e aja com segurança em favor do evangelho. A vocação ministerial não é fruto de uma decisão íntima e pessoal, mas envolve a ação divina e a participação da igreja. Não existe ministério particular do tipo “meu ministério”; o ministério é uma realidade plural no sentido de que a sua responsabilidade é tripartida entre o obreiro, Deus e a igreja! Todavia, tendo recebido o ministério de Deus com o reconhecimento da igreja, não há mais como se desviar dele.

b)     O bom combate.
O bom combate só será bem combatido se Timóteo estiver firmado nas profecias das quais foi alvo, pois foram elas que confirmaram a sua vocação ministerial. O combate é a guerra em si, com todas as suas características assustadoras e perigosas. Entretanto, o que caracteriza o bom combate é a natureza da vocação e o alvo do combate: Lutamos pelo evangelho contra a secularidade que ofusca e prende as pessoas na escravidão do pecado e na escuridão das ideias! Lutamos contra satanás e seu mundo espiritual do mal. Lutamos contra a nossa própria pecaminosidade e corrupção morais. O ensino falso nas igrejas é um grande aliado desses inimigos da fé, pois camufla a corrupção humana com uma roupagem de piedade.

c)      Mantendo a fé.
Os dois gerúndios a seguir respondem como deve ser o bom combate. A fé e a boa consciência devem ser mantidas. “Manter” significa “ter” ou “abraçar”. O abraço é uma das expressões de intimidade e proximidade. Fé e boa consciência devem ser mantidas juntas, uma ao lado da outra.
A fé tem o sentido objetivo de “evangelho”, algo que foi recebido e deve permanecer inalterado.

d)     Mantendo a boa consciência.
A “boa consciência” diz respeito ao lado subjetivo da fé. A consciência é o nosso juiz interno que determina o nosso julgamento e comportamento quanto ao certo e o errado. Ela precisa ser boa, para não ser contaminada pela corrupção do falso ensino. Uma consciência má é a porta aberta para a corrupção moral e a prática daquilo que não agrada a Deus.

  1. Os que rejeitaram a boa consciência naufragaram na fé.
 a)      O que significa rejeitar a boa consciência?
Quem rejeita um naufraga no outro. A palavra rejeitar aponta para algo muito pior que um mero descuido, aponta para uma decisão moral ruim e má de expulsar de si algo que é bom.
Na escritura crença e comportamento, convicção e consciência, o que é intelectual e o que é moral andam sempre juntos. Quem quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a doutrina (Jo 7.17).
A recusa em ver essa relação entre a fé e a consciência tem sido a causa de inúmeros naufrágios espirituais.

b)     Himineu e Alexandre estão entre os que naufragaram.
Eles tinham sido fiéis no passado, mas em razão uma obstinada desobediência às exigências morais do evangelho, desviaram-se da verdade e arruinaram o seu ministério. Muitas vezes os ministérios pastorais fracassam pela via moral, nem sempre pela via intelectual.
®    Foram entregues a Satanás.
Entregar a Satanás é uma alusão à excomunhão (1 Co 5.5,13). Ao contrário do que muitos pensam, a disciplina eclesiástica é cura para o faltoso arrependido e parede contra a permanência do falso ensino na igreja.
®    Para que aprendam a não blasfemar.
O objetivo da disciplina é acabar com a blasfêmia no corpo de Cristo. A frase traz em si uma possibilidade de restauração para aqueles que aceitarem a disciplina e mudarem seu comportamento.

Aplicações:

  1. Nunca se calar diante do ensino falso dentro da igreja. Posicionar-se a favor do evangelho de forma clara e objetiva.
  2. Ser cuidadosos com a pureza do evangelho e da vida pessoal.
  3. Equipar-se para o combate (Ef 6.10-18 – a armadura de Deus e a oração).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

03 = 1 Timóteo 1.12-17 - O Apóstolo e o Evangelho


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Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
03 = 1 Timóteo 1.12-17 – O Apóstolo Paulo e o Evangelho.        (21/08/2013).
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair Batista.
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A Mensagem de1 Timóteo – A Vida na Igreja Local – John R. W. Stott, ABU, p.47-52.
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Introdução:
O evangelho é motivo de louvor na vida de todos os que por ele foram alcançados. Há duas exclamações de louvor de Paulo nesse texto referentes ao evangelho (v.12 e 17). A gratidão é o fundamento de todo o nosso serviço ministerial cristão. Essa é a relação que devemos ter e fazer com o evangelho e nós: Gratidão. Ele não vê o evangelho como um fardo pesado (encargo – v.11), mas o maior motivo de sua gratidão a Deus.
Pelo que Paulo agradece?

1.    gratidão pelo chamado a evangelho (v.12-14)

a)   O motivo da gratidão é o evangelho.
®  Deu-me forças.
Esse fortalecimento é moral e não físico. É interno, não externo. Sem esse fortalecimento não há como cumprir o nosso encargo do evangelho (v.11).

®  Considerou-me fiel.
A fidelidade de Paulo não é a base de seu chamamento, mas é fruto exatamente desse chamamento e do fortalecimento interior mencionado acima.

®  Designou-me para o ministério.
Há aqui uma referência à sua conversão, quando Deus lhe deu o apostolado aos gentios. Ministério é diaconia, serviço. O ministério cristão nos é dado para servirmos aos demais e nunca o contrário.

b)   O evangelho muda a herança do passado.
O evangelho não somente muda as nossas vidas, muda também a nossa história, marcando-a com um divisor de águas na nossa história pessoal. Paulo aponta três características negativas de seu caráter antes de conhecer o evangelho e dá ruas razões porque era assim. A nossa gratidão pelo evangelho fundamenta-se naquilo que ganhamos e do que fomos libertos por ele.
®  Blasfemo = ele falava mal de Cristo e tentava forçar os discípulos a fazerem o mesmo.
®  Perseguidor = Em Gálatas 1.13, Paulo qualifica essa perseguição como violenta. Seu objetivo era destruí-la.
®  Insolente = O insolente tem satisfação em maltratar e humilhar as pessoas; o insolente é aberta e declaradamente hostil.
®  Ignorância e incredulidade = Ele não entendia e não cria no evangelho, por isso fazia tudo isso contra os cristãos.
  
2.    O cerne do evangelho é a salvação dos pecadores (v.14-16).

a)   Um evangelho que transborda de graça!
Misericórdia (v.13) e graça (v.14) estão sempre juntas na nossa salvação. Deus não dá o castigo que merecemos e dá de graça a salvação que jamais mereceríamos. A graça transborda como um rio na época da cheia carregando tudo que tem pela frente.

b)   Uma palavra fiel e digna de inteira aceitação.
Paulo emprega essa mesma expressão por cinco vezes nas cartas pastorais (1.15; 3.1; 4.9; 2 Tm 2.11; Tt 3.8) e reflete a fidedignidade do conteúdo das escrituras e a necessidade que temos de recebê-la e aceitá-la por inteiro.
A afirmação de Paulo resume o conteúdo do Evangelho.
1º. O conteúdo do evangelho é verdadeiro e digno de inteira aceitação. Não é nem especulativo nem fantasioso.
2º. A aceitação do evangelho deve ser universal – Ele é verdade para todos.
3º. A essência do evangelho é a vinda de Cristo para salvar os pecadores.
4º. A aplicação do evangelho é pessoal.

c)    Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.
A vinda de Cristo não foi um evento sociopolítico, mas uma ação sobrenatural de Deus no mundo para tratar com o pecado e a separação que ele causa entre Deus e os homens.

d)   Paulo, o pior os pecadores.
Embora a proclamação do evangelho seja geral, a sua aplicação é bem específica. Paulo considera a si mesmo como o pior dos pecadores.

e)    A grandeza da misericórdia e da paciência divinas.
Por que o pior pode ser alcançado e perdoado pelo evangelho, porque a fonte da salvação é a misericórdia divina e não os méritos humanos e seus feitos. O evangelho procede do caráter bondoso de Deus, pois o evangelho é de Deus, pertence a ele e não às comodidades dos homens.
O que deve sustentar nosso fervor evangelístico? A experiência pessoal que temos com a misericórdia, a graça e a paciência divinas.
É por isso que a palavra conclusiva de Paulo é de louvor a Deus, pois sabe de onde veio antes de conhecer a graça do evangelho. 

3.    Louvor ao Deus desse evangelho (v.17).
São cinco expressões de louvor a Deus:
a)   Rei eterno.
Deus é rei e governa eternamente. O reino jamais passará de sua mão.

b)   Deus único.
Além de eterno, Deus é único, ou seja, ele é singular em seu ser. Nenhum deus nomeado entre os homens o iguala e nem muito mesmo supera.

c)    Imortal e invisível.
Não morre e não pode ser visto sem a sua permissão (Deus é Espírito – Jo 4.24). Os homens tentam trocar a sua glória imortal por similaridades criadas por eles mesmos.

d)   A ele honra e glória para sempre.
Honra é respeito e a glória é o brilho exterior de seu ser interior. A glória de Deus nos é revelada principalmente na criação, nos seus feitos exclusivos e principalmente salvíficos.

Aplicações:
1.    Sejamos gratos pelo evangelho.
2.    Recordemos o caminho da mudança de nossas vidas realizada pelo evangelho a fim de testemunharmos a graça de Deus.
3.    Misericórdia, graça e paciência de Deus são a base de um fervor evangelístico saudável.

4.    Embora não podemos nem definir nem compreender a Deus completamente, ele deseja e se agrada que lhe ofereçamos nossa gratidão e nosso louvor.
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