O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

04 = 1 Timóteo 1.18-20 - Timóteo e o Bom Combate


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Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
04 = 1 Timóteo 1.18-20 – Timóteo e o Bom Combate.      28/08/2013
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair Batista.
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A Mensagem de 1 Timóteo – A Vida na Igreja Local – John R. W. Stott, ABU, p.53-55.
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Introdução:
O parágrafo que compreende os versos 3-20 nos apresentam três dos quatro grupos de líderes presentes na igreja de Éfeso: Os falsos mestres, Paulo e Timóteo. Mais adiante Paulo introduzirá a geração que deve ser preparada por Timóteo e que diz respeito diretamente a nós.
Agora é a vez de Timóteo. Ele é exortado a combater o bom combate em favor da fé cristã. Compete a Timóteo escolher a quem seguir: Paulo e o verdadeiro evangelho ou os falsos mestres e suas e sua perigosa má influência sobre as igrejas. Nenhum líder cristão pode permanecer neutro diante do falso ensino. “Tanto agora como naquela época, a verdade exige que nos posicionemos” (p.53).

  1. A motivação para o bom combate (v.18)
Primeiro Paulo procura motivar Timóteo a ficar firme. Usa dois argumentos, um pessoal e outro institucional.
a)      A relação com o apóstolo = Meu filho.
Paulo o chama de “meu filho”. No verso 2 já o chamara de “verdadeiro filho na fé”, deixando claro que seu relacionamento com Timóteo está alicerçado na fé que procede do evangelho.

b)     As profecias a seu respeito.
Paulo não nos dá o conteúdo dessas profecias Enem quem as proferiu, mas deixa a entender que ocorreram por ocasião de sua ordenação ministerial (4.14). Nessa ocasião, ele foi separado solenemente para o ministério, recebendo dons e autorização para exercê-los a serviço da igreja. A intenção de Paulo é deixar claro a Timóteo que tanto a sua vocação quanto a sua permanência no ministério não aconteceram no vazio, mas foram marcados pela ação sobrenatural de Deus com a participação pública da igreja. Essas profecias tornaram pública a sua vocação.

  1. Combatendo o Bom combate (v.19).
 a)      É necessário cumprir o dever.
Este dever (parangelia = dever, instrução, mandamento) é repassado a Timóteo acompanhado de instruções a fim de que fique seguro e aja com segurança em favor do evangelho. A vocação ministerial não é fruto de uma decisão íntima e pessoal, mas envolve a ação divina e a participação da igreja. Não existe ministério particular do tipo “meu ministério”; o ministério é uma realidade plural no sentido de que a sua responsabilidade é tripartida entre o obreiro, Deus e a igreja! Todavia, tendo recebido o ministério de Deus com o reconhecimento da igreja, não há mais como se desviar dele.

b)     O bom combate.
O bom combate só será bem combatido se Timóteo estiver firmado nas profecias das quais foi alvo, pois foram elas que confirmaram a sua vocação ministerial. O combate é a guerra em si, com todas as suas características assustadoras e perigosas. Entretanto, o que caracteriza o bom combate é a natureza da vocação e o alvo do combate: Lutamos pelo evangelho contra a secularidade que ofusca e prende as pessoas na escravidão do pecado e na escuridão das ideias! Lutamos contra satanás e seu mundo espiritual do mal. Lutamos contra a nossa própria pecaminosidade e corrupção morais. O ensino falso nas igrejas é um grande aliado desses inimigos da fé, pois camufla a corrupção humana com uma roupagem de piedade.

c)      Mantendo a fé.
Os dois gerúndios a seguir respondem como deve ser o bom combate. A fé e a boa consciência devem ser mantidas. “Manter” significa “ter” ou “abraçar”. O abraço é uma das expressões de intimidade e proximidade. Fé e boa consciência devem ser mantidas juntas, uma ao lado da outra.
A fé tem o sentido objetivo de “evangelho”, algo que foi recebido e deve permanecer inalterado.

d)     Mantendo a boa consciência.
A “boa consciência” diz respeito ao lado subjetivo da fé. A consciência é o nosso juiz interno que determina o nosso julgamento e comportamento quanto ao certo e o errado. Ela precisa ser boa, para não ser contaminada pela corrupção do falso ensino. Uma consciência má é a porta aberta para a corrupção moral e a prática daquilo que não agrada a Deus.

  1. Os que rejeitaram a boa consciência naufragaram na fé.
 a)      O que significa rejeitar a boa consciência?
Quem rejeita um naufraga no outro. A palavra rejeitar aponta para algo muito pior que um mero descuido, aponta para uma decisão moral ruim e má de expulsar de si algo que é bom.
Na escritura crença e comportamento, convicção e consciência, o que é intelectual e o que é moral andam sempre juntos. Quem quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a doutrina (Jo 7.17).
A recusa em ver essa relação entre a fé e a consciência tem sido a causa de inúmeros naufrágios espirituais.

b)     Himineu e Alexandre estão entre os que naufragaram.
Eles tinham sido fiéis no passado, mas em razão uma obstinada desobediência às exigências morais do evangelho, desviaram-se da verdade e arruinaram o seu ministério. Muitas vezes os ministérios pastorais fracassam pela via moral, nem sempre pela via intelectual.
®    Foram entregues a Satanás.
Entregar a Satanás é uma alusão à excomunhão (1 Co 5.5,13). Ao contrário do que muitos pensam, a disciplina eclesiástica é cura para o faltoso arrependido e parede contra a permanência do falso ensino na igreja.
®    Para que aprendam a não blasfemar.
O objetivo da disciplina é acabar com a blasfêmia no corpo de Cristo. A frase traz em si uma possibilidade de restauração para aqueles que aceitarem a disciplina e mudarem seu comportamento.

Aplicações:

  1. Nunca se calar diante do ensino falso dentro da igreja. Posicionar-se a favor do evangelho de forma clara e objetiva.
  2. Ser cuidadosos com a pureza do evangelho e da vida pessoal.
  3. Equipar-se para o combate (Ef 6.10-18 – a armadura de Deus e a oração).

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