O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

terça-feira, 3 de setembro de 2013

03 = 1 Timóteo 1.12-17 - O Apóstolo e o Evangelho


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Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
03 = 1 Timóteo 1.12-17 – O Apóstolo Paulo e o Evangelho.        (21/08/2013).
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair Batista.
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A Mensagem de1 Timóteo – A Vida na Igreja Local – John R. W. Stott, ABU, p.47-52.
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Introdução:
O evangelho é motivo de louvor na vida de todos os que por ele foram alcançados. Há duas exclamações de louvor de Paulo nesse texto referentes ao evangelho (v.12 e 17). A gratidão é o fundamento de todo o nosso serviço ministerial cristão. Essa é a relação que devemos ter e fazer com o evangelho e nós: Gratidão. Ele não vê o evangelho como um fardo pesado (encargo – v.11), mas o maior motivo de sua gratidão a Deus.
Pelo que Paulo agradece?

1.    gratidão pelo chamado a evangelho (v.12-14)

a)   O motivo da gratidão é o evangelho.
®  Deu-me forças.
Esse fortalecimento é moral e não físico. É interno, não externo. Sem esse fortalecimento não há como cumprir o nosso encargo do evangelho (v.11).

®  Considerou-me fiel.
A fidelidade de Paulo não é a base de seu chamamento, mas é fruto exatamente desse chamamento e do fortalecimento interior mencionado acima.

®  Designou-me para o ministério.
Há aqui uma referência à sua conversão, quando Deus lhe deu o apostolado aos gentios. Ministério é diaconia, serviço. O ministério cristão nos é dado para servirmos aos demais e nunca o contrário.

b)   O evangelho muda a herança do passado.
O evangelho não somente muda as nossas vidas, muda também a nossa história, marcando-a com um divisor de águas na nossa história pessoal. Paulo aponta três características negativas de seu caráter antes de conhecer o evangelho e dá ruas razões porque era assim. A nossa gratidão pelo evangelho fundamenta-se naquilo que ganhamos e do que fomos libertos por ele.
®  Blasfemo = ele falava mal de Cristo e tentava forçar os discípulos a fazerem o mesmo.
®  Perseguidor = Em Gálatas 1.13, Paulo qualifica essa perseguição como violenta. Seu objetivo era destruí-la.
®  Insolente = O insolente tem satisfação em maltratar e humilhar as pessoas; o insolente é aberta e declaradamente hostil.
®  Ignorância e incredulidade = Ele não entendia e não cria no evangelho, por isso fazia tudo isso contra os cristãos.
  
2.    O cerne do evangelho é a salvação dos pecadores (v.14-16).

a)   Um evangelho que transborda de graça!
Misericórdia (v.13) e graça (v.14) estão sempre juntas na nossa salvação. Deus não dá o castigo que merecemos e dá de graça a salvação que jamais mereceríamos. A graça transborda como um rio na época da cheia carregando tudo que tem pela frente.

b)   Uma palavra fiel e digna de inteira aceitação.
Paulo emprega essa mesma expressão por cinco vezes nas cartas pastorais (1.15; 3.1; 4.9; 2 Tm 2.11; Tt 3.8) e reflete a fidedignidade do conteúdo das escrituras e a necessidade que temos de recebê-la e aceitá-la por inteiro.
A afirmação de Paulo resume o conteúdo do Evangelho.
1º. O conteúdo do evangelho é verdadeiro e digno de inteira aceitação. Não é nem especulativo nem fantasioso.
2º. A aceitação do evangelho deve ser universal – Ele é verdade para todos.
3º. A essência do evangelho é a vinda de Cristo para salvar os pecadores.
4º. A aplicação do evangelho é pessoal.

c)    Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.
A vinda de Cristo não foi um evento sociopolítico, mas uma ação sobrenatural de Deus no mundo para tratar com o pecado e a separação que ele causa entre Deus e os homens.

d)   Paulo, o pior os pecadores.
Embora a proclamação do evangelho seja geral, a sua aplicação é bem específica. Paulo considera a si mesmo como o pior dos pecadores.

e)    A grandeza da misericórdia e da paciência divinas.
Por que o pior pode ser alcançado e perdoado pelo evangelho, porque a fonte da salvação é a misericórdia divina e não os méritos humanos e seus feitos. O evangelho procede do caráter bondoso de Deus, pois o evangelho é de Deus, pertence a ele e não às comodidades dos homens.
O que deve sustentar nosso fervor evangelístico? A experiência pessoal que temos com a misericórdia, a graça e a paciência divinas.
É por isso que a palavra conclusiva de Paulo é de louvor a Deus, pois sabe de onde veio antes de conhecer a graça do evangelho. 

3.    Louvor ao Deus desse evangelho (v.17).
São cinco expressões de louvor a Deus:
a)   Rei eterno.
Deus é rei e governa eternamente. O reino jamais passará de sua mão.

b)   Deus único.
Além de eterno, Deus é único, ou seja, ele é singular em seu ser. Nenhum deus nomeado entre os homens o iguala e nem muito mesmo supera.

c)    Imortal e invisível.
Não morre e não pode ser visto sem a sua permissão (Deus é Espírito – Jo 4.24). Os homens tentam trocar a sua glória imortal por similaridades criadas por eles mesmos.

d)   A ele honra e glória para sempre.
Honra é respeito e a glória é o brilho exterior de seu ser interior. A glória de Deus nos é revelada principalmente na criação, nos seus feitos exclusivos e principalmente salvíficos.

Aplicações:
1.    Sejamos gratos pelo evangelho.
2.    Recordemos o caminho da mudança de nossas vidas realizada pelo evangelho a fim de testemunharmos a graça de Deus.
3.    Misericórdia, graça e paciência de Deus são a base de um fervor evangelístico saudável.

4.    Embora não podemos nem definir nem compreender a Deus completamente, ele deseja e se agrada que lhe ofereçamos nossa gratidão e nosso louvor.

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