O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Presbitério de Goiânia - 50 Anos

Templo da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia - Cerca de 1959.

O Presbitério de Goiânia – 50 anos.

Em 1957 o Conselho Inter-Presbiteriano criou o Presbitério de Goiás, ligado ao Sínodo Oeste do Brasil. O Presbitério de Goiás se desdobrou em 1962 formando os Presbitérios Sudoeste de Goiás e o de Brasília; este último com nove ministros, dentre eles, o Rev. Luiz Rodrigues, pastor da PIPG e o Rev. Aristeu de Oliveira Pires, pastor da Igreja de Anápolis. Este Presbitério era composto pelas igrejas Pioneira, Nacional e Taguatinga no Distrito Federal; e, Goiânia, Vila Operária (2ª Igreja), Piracanjuba e Anápolis; em Goiás.

Em 06/01/1965 o presbitério de Brasília, já jurisdicionado ao Sínodo Brasil central, desdobrou-se novamente formando o PGNA (Presbitério de Goiânia). A reunião aconteceu no templo da Primeira igreja, quando foi eleita sua primeira Comissão Executiva. Os membros do PGNA em sua organização eram: Pastores: Augusto José de Araújo (presidente), Aristeu de Oliveira Pires (vice-presidente), Luiz Rodrigues (secretário executivo), Sebastião Tillmann (1º Secretário), Álvaro de Almeida Campos (2º secretário), Ângelo Scarel (Avô de nossas irmãs Chrissia e Christiane Scarel), Amador Alves de Meneses e Domiciano de Macedo. Presbíteros. José Arantes Costa (tesoureiro), Ulisses Borges de Oliveira, Dalvan Rodovalho e Manuel Alves de Sousa. Seu Estatuto foi publicado no Diário Oficial em 25/03 e novamente em 09/04/1965. Nessa época, a jurisdição do PGNA cobria todo o território que ia de Caldas Novas a Araguaína, no atual estado do Tocantins.

A fundação do PGNA aconteceu num momento crucial do trabalho missionário da IPB na região central do Brasil. O ano de 1964 foi o canto do cisne das Missões Americanas no Brasil quando atingiu o maior número de missionários residentes no nosso país com 243 pessoas servindo em diferentes funções. Apesar disso, nesse ano, as Missões Norte, Leste e Oeste, da PCUS, deixaram de existir, voltando denominar-se apenas Missão do Brasil; e a Missão Brasil Central, da PCUSA, que atuava principalmente no sul de Goiás e em Brasília, estava sendo pressionada a retirar-se do Brasil.

O PGNA foi desdobrado em 1977 para formar o Presbitério de Anápolis (PANA); dele nasceu o Presbitério Oeste de Goiânia (POSG) em 1980 e o Presbitério Leste de Goiânia (PLGN) em dezembro de 1998.

Atualmente o PGNA é composto por 15 igrejas organizadas, 9 congregações e 3 pontos de pregação. O PGNA jurisdiciona as seguintes igrejas: Primeira Igreja de Goiânia, Jaó, Bueno, Universitário, Setor Pedro Ludovico, Beréia, Jardim Goiás, Balneário Meia Ponte, Capela Presbiteriana de Goiânia, Mosaico, Primeira Igreja de Senador Canedo, Cidade Livre, Parque Real, Pontalina e Cromínia. Em sua última reunião Extraordinária decidiu-se apresentar ao Sínodo Brasil Central (SBC) o pedido de desdobramento PGNA mais uma vez.

Somos gratos a Deus pelo Jubileu de Ouro do PGNA, rogando ao Senhor que sua trajetória missionária continue frutífera pelo trabalho de nossas mãos e para a glória de Deus. Com amor, Pr. Hélio.

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Fontes: Uma Igreja Peregrina, Alderi S. Matos, ECC, p. 40,51,51. Ata de Fundação e cópia do Diário Oficial – Arquivo do PGNA.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O Fracasso Espiritual da Teologia da Prosperidade



O Fracasso Espiritual da Teologia da Prosperidade

Essa semana assistimos com os jovens da igreja ao filme evangélico “Pregando o Amor”. Conta a história de um ex-traficante que é convertido a Cristo através do testemunho de sua namorada. É uma boa história de como a conversão a Cristo acontece com vários tipos de pessoas. Todavia, do ponto de vista pastoral e teológico a trama torna explícito muitos equívocos cometidos por cristãos, membros de igreja, quando o assunto é namoro, evangelização e vida cristã.

A tolerância e o incentivo ao namoro com incrédulos como estratégia evangelística da igreja é tomada com muita naturalidade. A conduta da personagem é tratada quase como um manual com os passos a serem seguidos quando esse for o caso.

Em nenhum momento há uma apresentação explícita de Jesus Cristo e seu sacrifício pelos nossos pecados como o fundamento da evangelização cristã. O arrependimento aparece no filme de forma bem superficial e o conceito de perdão exclui qualquer idéia de restituição. A experiência do jovem que enriqueceu com o tráfico e depois mudou de vida é bem diferente da experiência de Zaqueu que enriqueceu com a cobrança ilícita de impostos, mas que a sua conversão implicou em restituir a quem defraudou (Lc 19).

No filme, os cristãos não gostam de ser chamados de cristãos, mas apenas de “homens e mulheres de fé”, como acontece no caso das igrejas emergentes. Ainda há um toque explícito justificador da teologia da prosperidade, quando o pastor auxiliar da igreja estaciona sua belíssima Lamborguine branca no estacionamento da mega-igreja que os personagens freqüentam. Questionado sobre sua opulência, respondeu com ironia: “_Da última vez que li a Bíblia, ela não disse que era pecado ter estilo”.

Valores cristãos bíblicos como singeleza, simplicidade, frugalidade (relativo a frutos, sóbrio, comedido, simples, modesto) parecem não fazer parte do ensino bíblico sobre a vida cristã. Por isso, a obra missionária mundial definha em muitos lugares à medida em que a teologia da prosperidade avança nos países de maioria cristã. Igrejas grandes, carros caros, casas grandes e luxuosas vão tomando o lugar da fé simples em nossos corações. A secularidade avança sobre nós e nos seduz dizendo o tempo todo: _ Por que não usufruir? Por que não se permitir?! Enquanto em nossos olhos brilham reluzentemente os cifrões do Tio Patinhas.

Filmes como esse nos mostram claramente o fracasso espiritual da Teologia da Prosperidade, que embora seja pintada e filmada com glamour num enredo de vitória e sucesso, na verdade subverte a honra e a glória que são devidas unicamente a Cristo. O caminho da glória da Teologia da Prosperidade não é o caminho da cruz do Evangelho de Cristo, porque o primeiro busca a aprovação dos homens, enquanto o segundo serve unicamente à glória de Deus.

Com amor, Pr. Hélio.

terça-feira, 5 de maio de 2015

E Deus Dirá: Não! (Amós 8)


E Deus dirá: Não! (Amós 8)

         Todos os anos os telejornais anunciam o lucro líquido dos maiores bancos nacionais (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e outros). Suas cifras anuais sempre ultrapassam a casa dos bilhões de reais de lucro. Isso sempre soa muito mal aos nossos ouvidos; pois nossos governantes dizem que não podem baixar as taxas de juros porque senão o país quebra. E assim nós brasileiros pagamos ano após ano as mais altas taxas de juros do mundo e sustentamos uma prosperidade financiada pelo sofrimento da maioria em favor de uma minoria abastada.

         O profeta Amós também viveu numa época de grande prosperidade ilusória, em que a nação de Israel se expandia firmemente sob o governo de Jeroboão II. Era um tempo de muitas construções e Samaria estava cheia de palácios novos. Dinheiro era gasto à toa, sem licitação nem nada. A sociedade estava entregue ao luxo e à luxúria. Nunca esqueçamos que a luxúria de alguns, é financiada pelo sofrimento de muitos.

         A sua mensagem condena o abuso do poder no âmbito social e religioso. Ao mesmo tempo em que denuncia a vida desregrada dos palácios de Samaria, denuncia a religião hipócrita e pagã dos israelitas dos templos de Betel e Gilgal.

Sua mensagem soa como um rugido de leão, que estremece e incomoda. Deus rugirá como leão contra os pecados de seu povo! (1.2; 3.8; 5.19). Deus levanta os seus olhos contra o reino pecador (9.8) e decreta o fim de toda e qualquer opressão, seja social ou religiosa.

O livro de Amós tem três divisões claras que podemos classificar assim:
(1) Oito fardos (Cap. 1 e 2). São profecias contra oito nações. (2) Três sermões de julgamento (Cap. 3 a 6). (3) Cinco visões (Cap. 7 a 9). Gafanhotos, fogo, prumo, frutos de verão e de Deus sobre o altar.

         O capítulo 8 faz parte da última seção. Seu objetivo é condenar a opressão que se esconde atrás de uma exultante religiosidade de aparência, deixando claro o fato, a necessidade, a época e a inevitabilidade do juízo de Deus. Uma falsa religiosidade causa uma falsa fome de Deus, fazendo dele um deus de conveniências. Para que haja restauração da nação é preciso que haja um pacto com a justiça, e esse pacto começa na adoração.

A falsa adoração tem um fim trágico (v.1-3), as pessoas não poderão rejeitar a palavra de Deus para sempre. Pois chegará um momento em que ele dirá “basta! Chega!”. A opressão dos pobres receberá o castigo justo de Deus. (v.4-14), pois é sacrilégio contra Ele. Amós nos ensina que Não podemos separar a fé da moralidade; não podemos esconder a opressão debaixo de um cobertor de fé exultante; e não há esperança para quem se contamina, assim como só há esperança onde houver mudanças.

Olhando para a situação de nosso país, precisamos tomar a decisão de sermos um povo diferente; que cobra dos governantes, não só porque tem consciência de seus direitos, mas porque cumpre fielmente seus deveres. À parte disso só nos restará uma coisa: O rugido assustador do Leão!
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