O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sábado, 29 de janeiro de 2011

O Solilóquio de Sara: Como Poso Ser Mãe? (30/04/2005)


Enquanto Deus conversa com Abraão sobre a promessa de um filho, a mente de Sara viaja e conversa consigo mesma, num solilóquio sombrio e desesperançoso. Parece que ela não tinha entrado no esquema da promessa. Parece que sua ficha ainda não tinha caído com respeito à fidelidade de Deus para com as promessas que faz. Será que não aprendemos como Sara que Nada é Difícil Para Deus?

É PRECISO TOMAR CUIDADO COM O NOSSO ÍNTIMO FRENTE ÀS PROMESSAS DE DEUS. Sara riu de si mesma (v.12) assim como Abraão havia rido de si mesmo algum tempo antes (Gn 17.17). Ela o fez por causa de sua velhice. O maior empecilho para servirmos a Deus não são os outros; somos nós mesmos e nossos pensamentos a respeito de nós mesmos. Dizemos conosco: “Não posso”, “não consigo”, “não tenho mais idade”; e assim zombamos da graça de Deus.

Ela riu de si mesma no seu íntimo e no seu íntimo conversou consigo a respeito do que estava escutando atrás da porta da tenda. A proposta era crer num milagre, ninguém duvida disso. A reação natural seria a reação de Sara. Como pode uma pessoa idosa, com 90 anos de idade, depois de ter passado pela menopausa ter um filho? Bom demais para ser verdade. Lembremo-nos que Sara nunca tinha tido um filho antes. Ismael era filho de Hagar. É no íntimo que cremos, mas também é no íntimo que duvidamos de Deus.

Todos nós sabemos que para Deus não há impossíveis. Essa é apenas a primeira vez que isso é declarado na Bíblia (v.15) mas também não será a última. O solilóquio de Sara é uma conversa consigo, com a sua alma. Nada do que ela disse, tinha dito para ouvidos escutarem. Mas Deus escuta o que dizemos nos recônditos de nossa alma. O que dizemos para a escuridão nas noites de solidão; o que cantamos para o sol ao nascer da manhã. Quando ninguém está olhando e mergulhados nos nossos pensamentos, às vezes, cheios de incredulidade, Deus é a presença que não se vê e que tudo ouve, porque tudo sabe.

Pensamos que se não dizemos em público ninguém poderá nos julgar ou criticar. Mas Deus escuta tudo. Ele sabe como vemos a nós mesmos e como nosso coração mente para nos enganar a respeito de nossos próprios pensamentos e intenções secretas; especialmente a respeito da palavra de Deus. Guarde isso no coração. Deus escuta tudo, ele sabe de tudo!

DAR OUVIDOS À PROMESSA DE DEUS É DAR OUVIDOS À VERDADE QUE NÃO FALHA. Noé vai conduzir uma arca aos 600 anos, depois de gastar cerca de 100 anos para construí-la. Abraão será pai aos 100 anos. Moisés vai conduzir um povo de mais de 5 milhões de pessoas à liberdade, no êxodo, com 80 anos e vai pastoreá-los por mais 40 anos num deserto difícil. Aos 120 anos, quando morreu, seus olhos não tinham escurecido e não tinha perdido o tino. O velho Simeão não morreria sem ver o Messias. Ana foi mãe sendo estéril e Maria foi mãe sendo virgem, por que Sara não poderá ser mãe aos 90 anos de idade?! Tudo aconteceu como Deus prometeu.

“É certo que riste” (v.15). Os fatos da graça de Deus não podem ser interpretados pela mente incrédula, mas somente por Deus mesmo. Deus conhece nossas dúvidas e lida com elas todos os dias. Ele conhece a natureza humana e não aceita que a sua verdade seja torcida em favor da comodidade da mentira, mesmo que escondida no íntimo. Quando Deus quer dispor de nós ele não nos pergunta idade e disposição em fazer. Ele simplesmente anuncia o que vai fazer dando-nos a possibilidade de perseverar em fé. A maternidade sempre é um milagre de Deus. Sara creu na fidelidade da promessa de Deus e foi assim que Ele lhe concedeu o poder para ser mãe (Hb 11.11). Não se perca em solilóquios, creia na promessa de Deus!
Com amor, Pr. Hélio.

Hélio O. Silva = 30/04/2005.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Quem Procura Acha - Provérbios 18.22 (20/06/2005)


“O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor” (Pv 18.22).
O casamento é a segunda maior bênção na vida de um homem. Segundo Provérbios todo homem precisa achar a sabedoria (8.35); ter uma profissão digna (13.11) e achar uma esposa (18.22).

ACHAR UMA ESPOSA É ACHAR A FELICIDADE. Achar é fruto de uma procura. Muitos têm procurado no lugar errado. Eu devo procurar no meio “daqueles que de coração puro invocam ao Senhor” (II Tm 2.22). Outros tantos têm procurado do jeito errado. Fazem da sensualidade sua ferramenta. Acabam por encontrar filhos, mas não esposas. Ainda outros, não sabem o que estão procurando. Uma mãe substituta? Uma empregada doméstica, um objeto sexual?!
Uma Esposa é uma auxiliadora idônea (Gn 2.18), uma mulher prudente (Pv. 19.14) e virtuosa (Pv. 31.10). O seu valor muito excede o de finas jóias. A esposa é a personificação do bem, ela é “o bem” e não “um bem”. Cada dia que passa mais coisificamos as pessoas. Porque as tratamos como bens e não como “o bem”, fica mais fácil aceitar o divórcio e trocar um bem por outro mais novo, assim como fazemos com uma roupa, sapatos ou um automóvel. Por outro lado, as escrituras nos ensinam a olhar para o cônjuge, não como um investimento, mas como a personificação do bem dentro de casa. Um casamento segundo os preceitos de Deus é a própria essência do bem. É como um jardim onde se planta flores de todas as cores e árvores frutíferas. No devido tempo o jardim florescerá e as árvores darão frutos, bons frutos!

ACHAR UM CASAMENTO FELIZ É ALCANÇAR A BÊNÇÃO DE DEUS. A procura criteriosa é recompensada, pois QUEM PROCURA ACHA. (Lc 11.10). Algo que não será tomado porque os dons de Deus são irrevogáveis (Rm 11.29). O Salmo 127 diz que se Deus não edificar a casa, em vão edifica o casal. Não é o brilho da noite do casamento que faz feliz o casamento, mas a bênção de Deus. Aquela cerimônia não é nada, se comparada a tudo que vem depois. A beleza desse dia poderá se tornar em fonte de profundo amargor se os casais não quiserem ouvir a Palavra de Deus. As fotos rasgadas do casamento são uma triste lembrança na vida de muitos casais.

O que podemos concluir?
Para os casamentos em crise, Hoje pode ser um dia de recomeço porque Deus é misericordioso e quer nos dar a sua bênção. Amor, perdão e gratidão são coisas que só aprendemos com Deus e com a sua família, a igreja. Reconcilie-se com Deus e com o seu cônjuge.

Para os namorados. Vocês têm certeza que estão procurando no lugar certo? Vocês têm certeza de que estão procurando do jeito certo? Vocês têm certeza que estão procurando com seriedade? Brincar de namorar e “ficar” pode ser depois uma fonte de dissabores e tristezas. Andar com Deus quando se anda com o namorado ou com a namorada é o melhor caminho a seguir, pois Deus os levará por um caminho de santidade e compromissos cheios de vitórias. Ouçam a Palavra de Deus para o seu bem e Deus os livrará do mal.

Aos maridos, convém lembrar de que nós devemos amar nossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (Ef 5.25). O marido ao qual a esposa deve submeter-se é o marido que ama, não “o poderoso chefão”. Nós devemos viver a vida comum do lar com discernimento (1 Pe 3.7). Entendendo as necessidades da esposa em todas as áreas: Físicas, financeiras; afetivas e espirituais. Nós devemos ser a felicidade delas e não outra coisa. Isso envolve presença; envolve ajudá-las nas suas tarefas; envolve carinho na vida íntima.

Às esposas. A verdadeira esposa é encontrada, como se faz com uma jóia. O seu valor não está na sua aparência somente, mas principalmente na sua essência. Aquilo que a jóia é! Se Cristo é o seu tesouro escondido no campo, então quem te encontrou ou encontrar será muito feliz!

Com amor, Pr. Hélio.

Servas Como Dorcas - Atos 9.36-43 (1º/02/2007).


Dorcas era uma costureira da cidade de Jope. Ela servia a Deus e à Igreja com seus talentos de costureira. Precisamos aprender a servir como Dorcas. Como isso é possível? Seguindo o seu exemplo em pelo menos três atitudes:

DORCAS ERA DISCÍPULA DE CRISTO (v.36). Um discípulo é um aprendiz, um seguidor. Aquele que procura fazer o que aprendeu de seu professor, tal qual ele faz. Assim como Cristo cuidava das pessoas mais carentes, Dorcas procurava cuidar também. Ser discípulas de Cristo é tomar a decisão de viver como Cristo deseja e fazer o mais parecido possível como ele fazia.

DORCAS ERA NOTÁVEL EM SEU TESTEMUNHO CRISTÃO (v.36). Notável é aquela pessoa que se destaca não por buscar o destaque, o sucesso, mas simplesmente em função da gratidão daqueles ou daquelas a quem serviu. O que faz uma pessoa ser notável não é o que ela faz por si mesmo, mas como as outras pessoas reagem ao que ela fez. Romanos 12.10 diz que devemos tratar os irmãos em Cristo com honra. O Salmo 16.3 diz que os santos são notáveis e neles podemos e devemos encontrar 100% de nosso prazer (alegria). Ao mostrarem o fruto do trabalho de Dorcas a Pedro com lágrimas, as irmãs de Jope mostraram todo o carinho, respeito, apreço e amor que tinham por ela. Por isso ela era notável, porque o seu serviço e a sua presença faziam muita falta à igreja daquela região.
Dorcas responde para nós de forma muito simples e surpreendente a pergunta: “Como podemos servir? Podemos servir com tudo aquilo que sabemos fazer ou podemos aprender a fazer para trazer conforto e auxílio às pessoas, aos irmãos. Essas são lições que são sempre ensinadas em nossas “oficinas Dorcas” em todas as nossas igrejas. Servir alguém é algo simples quando o coração é cheio do mesmo amor que move o coração de Deus.

DORCAS SERVIA A QUEM MAIS PRECISAVA (v.39). Quem se preocuparia em cuidar das viúvas agora que Dorcas não estaria mais por perto? Quem vai ajudar? É uma pergunta que todos devemos fazer a nós mesmos a fim de suprir as necessidades das igrejas e seus membros carentes. Se eu não fizer, quem vai fazer? Muitos dizem: “Eu que não”, todavia, como Isaías, Dorcas havia dito para Deus: “_Eis-me aqui”.

Dorcas contribuiu com uma parte no crescimento da igreja naquilo que podia e sabia fazer e a igreja a honrou por isso, mesmo depois de sua morte. As roupas que Dorcas fizera não estavam vestindo pessoas de posses, mas a viúvas necessitadas. O cuidado de Deus se mostrara visível às pessoas pelas mãos de Dorcas, uma mulher que na sua simplicidade e amor, era surpreendente. Irmãs sejam servas como Dorcas.

Com amor, Pr. Hélio (secretário presbiterial SAF - 2007).

Diante de Ti Eu Permaneço (22/01/2007)


Eu sei que estás ai.
Também sei que estás aqui.
Do silêncio me perscruta
E penetras meu coração.
Não há escudo que te impeças de chegar a mim;
Não há sombras;
Não há paredes;
Porque simplesmente estás aí
E permaneces ao redor de mim.

Eu não quero fugir do teu olhar
Eu não quero que deixes de me olhar.
Mas, oh! O que vou fazer diante de ti?
Pois estou nu e sei que não é no escuro.
Se eu grito ou se sussurro,
Qual a diferença para ti?
Pois sei que estás ai
E que vais ficar aqui; sempre é assim.

Meu desespero é o meu coração sujo
Minha agonia é a tua luz pura que me ilumina
E este amor imenso que não sei compreender.
A hesitação de minha entrega total;
A resposta à pergunta crucial:
Quando me invadirás com a graça imerecida?
Quando me tomarás definitivamente nas tuas mãos?

Diante ti eu permaneço em graça e juízo.
Diante de ti eu grito e festejo.
Diante ti eu permaneço com as mãos estendidas
E também desarmado
Para morrer e também viver; reviver!
Oh! Cubra-me com o sangue precioso do cordeiro santo!
Oh! Sê propício a mim pecador.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Salmo 100 Celebremos a Bondade de Nosso Deus. O Que é Adorar?


INTRODUÇÃO:
Uma pergunta que precisamos levantar sinceramente é a seguinte: Quais os motivos que nos levam a adorar na realidade? Constatamos que existem muitas dificuldades na forma como entendemos o culto cristão e suas implicações para a nossa vida cotidiana.

 As críticas geralmente levantadas entre nós manifestam:
1) Desequilíbrio entre formalidade e informalidade.
Deus é o nosso Pai que nos adotou em Cristo (Ef 1.4,5). Deus é o Senhor que governa toda a sua criação. A paternidade de Deus evoca intimidade (Aba = papai – Rm 8). Realeza evoca a sua excelência e majestade; não se apresentar perante o Rei de qualquer forma (Sl 99 – trema a terra). Formalidade e informalidade unem-se para formar a beleza da adoração cristã como um evento preparado para adorar a Deus e para agradar a Deus.
Quando um sufoca o outro a adoração cristã perde o rumo e volta-se para agradar a homens, não a Deus.

2) Um conflito de gerações.
Jovens e adultos querendo que a sua forma de cultuar tenha hegemonia, evidenciando no corpo de Cristo uma tremenda falta de comunhão. Será que há lugar para as crianças adorarem também no culto público? Alguém se pergunta: Para quem é o culto?

3) A ignorância das doutrinas bíblicas.
O que a Bíblia diz e ensina muitas vezes é trocado pelo “eu penso e eu acho...”. Muitos já compraram o seu “achômetro” e o “antenaram” com as últimas novidades da moda musical e litúrgica evangélica contemporânea.
Por outro lado é o que está prescrito nas Escrituras (princípio regular) que vale para a apresentação de um culto aceitável a Deus.

4) A falta de uma espiritualidade cristã autêntica.
 Piedade.
 Intimidade com Deus.
 Temor.
O culto pode vir a ser um lugar para se esconder. Deveríamos meditar sobre a tristeza de Cristo ao chamar o templo de “covil de salteadores”. Por outro lado, o coração quebrantado jamais será recusado por Deus (Sl 51).

5) Uma outra questão melindrosa, mas não menos importante, é a busca da atratividade, que visa fazer do culto uma experiência mais que agradável, inexplicavelmente fantástica, do crente com Deus; correndo-se o perigoso risco de transformar o culto em SHOW. Um show é mostrar o que somos capazes de fazer. A atenção se move de Deus para os homens. Será que Deus é realmente cultuado? Ou será que os cristãos cultuam-se a si mesmos quando procedem assim?
Reconhecemos a necessidade de um culto que fale contemporaneamente, mas essa contemporaneidade não pode ser construída à parte dos mandamentos claros e inequívocos que Deus dá nas escrituras sobre como ele deva ser adorado.
Paulo sustenta em Efésios 2.18, que a liberdade para adorar a Deus vem da inclusão do pecador perdoado no corpo de Cristo, fora do qual sua experiência de adoração é incompleta. Não insuficiente, mas verdadeiramente incompleta. Adoração é o mover grato e reconhecido do pecador em direção ao Deus (Senhor e Pai) que o fez viver quando devia morrer. A adoração nos leva na direção de Deus e não o contrário.
Adoração autêntica, segundo a Bíblia, nasce da experiência da Justificação do pecador, pela obra maravilhosa de Cristo na Cruz. Ela vem da obediência simples aos imperativos de Deus na Bíblia.

Contexto:
Alguns desses imperativos divinos, claros e simples, são encontrados nesse salmo. O Salmo 100 faz parte do Livro IV do livro dos Salmos. É o último dos Salmos Reais (95 a 100) que exaltam a Deus como Rei da terra e do seu povo.
 Ele é o grande rei acima de todos os deuses (Sl 95.3).
 Glória e majestade estão diante dele, que reina e julga as nações (Sl 96.6, 10).
 O seu reinado é a alegria da terra, mas especialmente dos justos (Sl 97.1,12).
 Devemos celebrar com júbilo ao Senhor porque ele vem julgar a terra com justiça e eqüidade. Ele é o altíssimo sobre toda a terra (Sl 98).
 Ele reina, tremam os povos, porque ele é o rei poderoso que ama a justiça e a executa com eqüidade (Sl 99.1, 4).
 Devemos servi-lo com alegria, porque, além de ser justo, é bom, misericordioso e fiel às suas promessas (Sl 100).
A proposta de nossa série expositiva foi mostrar:

1. 19/12 (Rev. Mauro) - Salmo 95 = O Deus Supremo.
2. 26/12 (Rev. Milton) - Salmo 96 = O Deus Santo.
3. 02/01 (Rev. Hélio) --- Salmo 97 = O Deus Altíssimo.
4. 09/01(Rev. Ericson) - Salmo 98 = O Deus Juiz.
5. 16/01 (Rev. Jonas) --- Salmo 99 = O Deus Poderoso.
6. 23/01 (Rev. Helio) --- Salmo 100 = O Deus Misericordioso.

Proposição:
Este salmo nos ensina pelo menos quatro princípios básicos e claros da adoração cristã, respondendo-nos a pergunta: O que é adorar a Deus no culto?

A primeira verdade ensinada no texto é:
I - ADORAR É CELEBRAR AO SENHOR V.1

a) O que é celebrar ao Senhor?
Celebrar é comemorar com explosões de louvor a pessoa e a obra de Deus. É um grito de homenagem para o único rei verdadeiro. A palavra foi usada no contexto da subida da arca para Jerusalém na época de Davi (II Sm 6). Não se trata de gritos aleatórios como vemos nos shows modernos, mas gritos de júbilo pela vitória e pela entronização do rei.
O Salmo 95.1 nos convoca a demonstrarmos toda alegria que a confiança em Deus produz em nossos corações. Devemos celebrar com júbilo ao Senhor porque ele é o rei vitorioso que vem julgar a terra com justiça e eqüidade (Sl 98.4-9).
Portanto, como devemos adorar?

b) Com júbilo.
A expressão “júbilo” aponta para uma alegria intensa. O alvo dessa alegria é o próprio Deus! Notem que a celebração é voltada para Deus, que é o Senhor. A celebração só tem razão de ser em função de quem Deus é e faz. Ele é o SENHOR e ele governa com justiça.
Deus é a fonte da nossa alegria. Ele não é um Deus triste
Ilustração: O filme “O Nome da Rosa” gira em torno de um tema intrigante. A proibição do riso vinha do entendimento que Deus é sério e compenetrado, e que por isso rejeita o riso na sua presença. O foco do filme é bem exemplificado no debate entre o Frei William e o Frei Jorge sobre a utilidade do riso para a fé. Cremos que não há conflito entre fé e razão, mas que as duas atuam nas suas esferas complementarmente, pois se não fosse assim, não haveria razão de estar escrito nas Escrituras palavras como as de Neemias 8.10: “A alegria do Senhor é a vossa força”.
O mundo faz festas para ver se encontra alegria. A igreja faz festas porque Deus é a sua alegria!

Quem deve celebrar a Deus?
c) Todas as terras.
Essa expressão significa todas as nações do mundo. Essa é, portanto, uma expressão missionária, pois o nome de Deus precisa ser adorado por todas as nações, e em todas as nações.
O Salmo 67.1,2 nos lembra que quando Deus abençoa o seu povo, este povo o faz conhecido entre os povos.

A segunda verdade ensinada no texto é:
II - ADORAR É SERVIR AO SENHOR V.2:

a) O que é servir ao Senhor?
Servir é o exercício de funções obrigatórias, e não remuneradas. Servir é para escravos (Deus é Senhor). Quando Cristo morreu por nós na cruz, Ele estava PAGANDO o preço da nossa salvação! Paulo argumenta em II Co 5.14-17, que uma vez que pertencemos a Ele, devemos viver para ele. O mesmo Ele o faz em Romanos 6.
Logo, culto não é opção, é obrigação e necessidade de todo aquele que foi REMIDO por Deus em Cristo.
1º) Obrigação.
Porque o Salmo 29.1,2 fala que devemos “Tributar a glória devida” a Deus. Adoração e louvor são devidos a Deus. São coisas que não podemos deixar parar depois. Adorar não é fazer um “favorzinho” para Deus se der tempo, mas é o cumprimento de nossas obrigações como seus servos que somos.
2º) Necessidade.
Porque o Salmo 42.2, afirma que nossa alma tem sede de Deus, do Deus vivo das Escrituras.

b) Com alegria.
Assim como a celebração, o serviço também deve refletir a nossa alegria. A pergunta lógica e necessária de ser feita é a seguinte: Como é possível servirmos como escravos e ainda assim sermos alegres? É só lembrar que o nosso Senhor não é mau, mas bondoso, misericordioso e fiel (v.5). Quando conhecemos a bondade de Deus temos prazer em serví-lo.

c) Com cântico.
O Cântico é uma das principais expressões de alegria na Bíblia. A palavra hebraica demonstra firmeza na voz. (quando o cântico não é firme é porque não há alegria em Deus). Vozes tristes não têm firmeza quando cantam.
A servidão do Senhor é melhor que a servidão do mundo, pois é uma servidão libertadora e que cura.
Ilustração: A Reforma do século XVI reintroduziu na liturgia da Igreja o canto congregacional. Redescobriu-se a alegria de todos cantarem juntos a Deus mais uma vez.
Outra verdade relacionada ao cântico na adoração é o que está no Salmo 98.4-6. Devemos celebrar com júbilo, e o nosso júbilo faz uso de muitos tipos diferentes de instrumentos musicais. Harpa, trombetas, buzinas. O objetivo do uso desses instrumentos é exultar perante o Senhor, que é rei, e celebrar a sua justiça, que fez notória a sua salvação perante os povos (Sl 98.2). Não usar deses instrumentos, por escolha própria, pode implicar em desobediência a Deus, e não em obediência a ele, pois o seu uso como parte da celebração também é imperativo, pois os dois textos dizem: CELEBRAI!

A terceira verdade é:
III - ADORAR É SABER QUE O SENHOR É DEUS. V.3

a) Ele é Deus.
“Saber” significa ter a consciência de que adoramos a um Deus que conhecemos e podemos continuar a conhecer. Nós o conhecemos pelos seus atributos pessoais comunicáveis (Amor, bondade, verdade etc). Nós o conhecemos por sua revelação pessoal na encarnação e vida de Jesus Cristo.
Adoramos a um Deus que é:
1) Pessoal - tem personalidade própria
2) Espiritual - transcendente.
3) Santo - não habita com o pecado.

b) Ele nos fez.
Nós adoramos ao nosso criador. Atos 17.26,28 nos ensina que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Deus nos criou para o adorarmos e nos alegrarmos nele para sempre (Pergunta nº1 do Breve Catecismo de Westminster). Portanto, nosso culto deve estar cheio de gratidão.

c) Pertencemos a Ele.
1º) Somos o seu povo (Rei).
Deus livrou a Israel do Egito para ser o seu povo. “Vós sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus” é a frase que estabeleceu a aliança, o pacto com Deus. A Igreja é o povo de Deus, livre do pecado para viver proclamando a sua maravilhosa graça e luz (1 Pe 2.9,10).
2º) Somos o seu rebanho (pastor).
Sua relação conosco é a do pastor com as suas ovelhas. Deus cuida de nós, por isso o adoramos em amor. Ele nos ouve e nos acode (Sl 40.1-6). Ele nos guia e protege (Sl 23).
Em João 10, o Senhor Jesus nos ensina que as ovelhas conhecem a voz do bom pastor e o seguem. Ele deu a sua vida por nós, suas ovelhas.

A quarta e última verdade é:
IV - ADORAR É BENDIZER O SEU NOME V.4

a) O que é bendizer ao Senhor?
“Bendizer” significa elogiar, glorificar, dar louvor. (reconhecer o seu valor próprio).
Como elogiamos a Deus?

b) Com ações de graça.
Nosso culto de adoração deve ser cheio de gratidão. Efésios 5.4 mostra que a gratidão é uma das marcas da santidade. Gratidão produz alegria e não tristeza. Nossos lábios devem ser cheios de palavras que transmitam graça ou gratidão (Ef. 4.29). Nossos cânticos devem ser repletos de gratidão, tanto nas suas próprias letras como na atitude com que os cantamos para Deus.

c) Hinos de louvor.
O salmista fala de hinos que engrandeçam o nome de Deus.
Creio que o grande problema da música na Igreja tem a ver com o fato de que nossos compositores têm feito canções que vendem e que falam aos corações dos homens, mas não falam nada de Deus ou para Deus. Vejam só as letras: “A minha fé é assim”; “o crente que ora tem poder...” Ou em estilos parecidos. Onde estão os salmos de louvor?
• Falta de senso crítico. Os critérios que as equipes de louvor usam na escolha da música nem sempre são baseados na verdade da Palavra, mas no carismatismo do cantor; no balanço da melodia; ou na capacidade de expressar um jargão da época. Numa época é “Deus é 10” e na outra é “Eu quero é Deus”.
• Ênfase no “Show” ou na solenidade “Escocesa”. Precisamos buscar músicas que nos levem à presença de Deus e não que o desagradem (músicas que não passam de estereótipos de uma época). Show ou conservadorismo podem desagradar a Deus se o que se busca é um estilo que nos agrade e não a Deus. Temos de reconhecer que muitas vezes queremos impor sobre Deus os nossos gostos musicais sem perguntar o que ele acha. Você já leu Amós 5.21-23. O v.21 diz que tanto as festas quanto as assembléias solenes de Israel o desagradavam. Por que? Porque não havia justiça na vida dos adoradores! (v.24).

d) Render graças e bendizer o nome.
Apresentar a nossa gratidão de forma cúltica é como uma rendição, aceitar a vitória de Deus nas nossas vidas. No final, sabemos que Deus venceu, por isso nós vencemos e venceremos no futuro.
Por que bendizer. O Salmo 96.1-5 diz que é porque o seu nome é excelso, ou seja, está acima de tudo. O Senhor é grande, mas os deuses não passam de ídolos!

CONCLUSÃO:
Qual a conclusão a que chegamos?
Quais são as razões que nos levam a cultuar a Deus com louvor? O verso 5 nos responde prontamente a essa pergunta:
1º) Adoramos porque o Senhor é bom.
Ele tem nos abençoado com toda sorte de benção espiritual em Cristo Jesus (Ef. 1.3). Deus gosta de nos presentear como um pai que ama os seus filhos (Lc 11).

2º) Adoramos porque a sua misericórdia dura para sempre.
Deus é misericordioso. Ele tem perdoado os nossos pecados constantemente e eternamente. Pois nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1). Deus nos livrou definitivamente do inferno e do Lago de Fogo! Aleluia!

3º) Adoramos porque Ele é fiel.
Deus é leal para conosco. Cumpre todas as suas promessas. Por isso precisamos aprender a sermos fiéis a Ele também.

APLICAÇÃO:

1) O centro do culto é Deus. O centro da alegria no culto também é, quando buscamos alegria em nós mesmos, tornamo-nos vazios da alegria de Deus, que é a única verdadeira.

2) A expressão firme da alegria no canto é diretamente proporcional à intimidade que temos com Deus.
A vergonha da voz, o medo de errar e a timidez podem ser vencidos pelo desejo de adorar com todo o coração. Sem contar que sempre podemos aprender a melhorar a nossa voz, acompanhando a quem tem um timbre de voz melhor que o nosso, ou nos matriculando em aulas de canto. Isso é algo bom, se o nosso desejo for “tanger com arte e com júbilo” ao Senhor (Sl 33.3).

Frase Final:
O segredo da adoração que agrada a Deus é a obediência que encontra a sua alegria nas ações de Deus a nosso favor. Elas mudaram e continuam mudando o rumo de nossas vidas. Vamos bendizer ao Senhor porque ele é grande e julga o mundo com justiça. A sua justiça não é cega, mas repleta de amor, bondade, misericórdia e fidelidade.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Carta Aberta às Igrejas do Sínodo Brasil Central (SBC)



Carta aberta às Igrejas do Sínodo Brasil Central

Queridos irmãos.
Em face da situação precária das cidades da região serrana do Rio de Janeiro e pelas informações que recebemos das igrejas I.P. Olaria de Nova Friburgo-RJ e I.P. Monte Moriah de Teresópolis atestando a existência de muitas famílias presbiterianas entre os atingidos e desabrigados o Conselho da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia tomou a seguinte resolução e a compartilha com as igrejas jurisdicionadas ao nosso Sínodo como segue:

1. Depositar oferta no valor de R$ XX mil reais na conta aberta pela IPB no Banco Bradesco administrada pela I.P. Betel de Magé-RJ.

2. Levantar oferta alçada no culto da noite de 16/01/2011 para ser depositada na mesma conta.

3. Publicar por três (3) domingos seguidos no boletim da igreja o número dessa conta para que os irmãos que não puderem ofertar hoje, possam fazê-lo nos dias posteriores.

4. Receber e enviar durante a próxima semana à I. P. Magé-RJ alimentos não perecíveis, roupas e material de higiene pessoal conforme instruções do site da IPB via CAS (anexa abaixo). A Junta Diaconal providenciará um caminhão para realizar o transporte até o local.

5. Disponibilizar nossa estrutura às igrejas irmãs que quiserem fazer suas ofertas juntamente conosco. Os víveres deverão ser trazidos à igreja durante a semana no horário comercial onde serão estocados até seu envio.

Estando à disposição, despedimo-nos no amor acolhedor de nosso Senhor Jesus Cristo.

Nossos telefones de contato:
Secretaria da Igreja: 62-3213-3320.
Diác. Cleiber: 62-8117-3512.
Diác. Hugo: 62-8113-3370
Pr. Hélio: 62-8169-0052.

Texto do e-mail recebido da I. P. de Monte Moriah em Teresópolis-RJ em 14/01/2011.

“amado rev. Helio, meu nome é João Branco e sou pastor da IP Monte Moriâh aqui em Teresópolis. O nosso sínodo esta se mobilizando para ajuda e também varias Igrejas Presbiterianas do nosso Brasil a situação aqui é caótica coisa que os meios de comunicação não conseguem noticiar são muitos mortos e feridos onde apenas se chega à pé e andando em meio a lama escombros árvores caídas, para o irmão ter uma idéia da situação ontem saímos em um grupo para resgatar um corpo de uma irmã de um membro de nossa Igreja sabemos às 7da manhã chegamos às 11 no local 12 Km de caminhada e no caminho muitos ´´óbitos sem condições de resgate por não haver mais estradas no local chegou ontem à noite 150 homens da força nacional e com isso talvez se resgate estes corpos, amado rev. muitas pessoas foram arrastadas pelas águas por kilometros e indo até para outras cidades e jamais serão reconhecidas muitos soterrados enfim amado a situação é terrível, a situação dos da IPTeresópolis é bastante delicada aja vista a aproximação da Igreja de um dos Bairros atingidos e muitos membros estão desabrigados literalmente perderam tudo e outros desalojados. estou enviando o numero da conta da IP Monte Moriâh que é a conta que esta recebendo todas as doações dos irmão do pais inteiro, o código do deposito para compra de água é R$ 0,50 centavos por exemplo se os irmão forem enviar a quantia de cem reais deverá ser depositado da seguinte forma: R$ 100,50 para que identifiquemos, desde já agradecemos acima de tudo a oração dos irmãos e qualquer doação é multo bem vinda. em Cristo Rev. João Branco
Age. 2801-0c/c 7255-9 BC. BRADESCO em nome de: IGREJA PRESBITERIANA MONTE MORÂH”.

Instruções contidas no site da IPB = www.ipb.org.br

"A IPB através do CAS- Conselho de Ação Social conclama a todas as Igrejas a se mobilizarem em prol da campanha de arrecadação de doações para as cidades atingidas pelas enchentes e desmoronamentos no Rio Janeiro.
Esclarecemos que as doações deverão ser encaminhadas à Igreja Presbiteriana Betel de Magé- RJ, que coordenará e será responsável pelo envio das mesmas às igrejas das cidades atingidas.

Itens a serem arrecadados: água, velas, alimentos não perecíveis, leite em pó, material de limpeza e higiene pessoal, colchão, roupas e calçados em bom estado, roupas íntimas novas para adultos e crianças, roupas de cama, mesa e banho.

As doações deverão ser encaminhadas para o seguinte endereço:
Igreja Presbiteriana Betel de Magé : Avenida Dois, nº 21 - Jardim Nova Marilia - CEP: 25900-000 - Magé - RJ

Conta para doações em dinheiro:
Banco Bradesco- Ag.- 1546-6-
c/c- 7806-9
Colocar no comprovante do depósito -Presbitério Magé-
Para facilitar a contabilização solicitamos que o depósito seja identificado com R$ 00,01- Ex: R$ 200,01

Contato: Rev Carlos Augusto
Fone: 21- 3630-1920/ 3630-7162
E-Mail: c.viana.mendes@uol.com.br


Contamos com as orações, solidariedade e colaboração dos irmãos, pelo que já agradecemos.

Clineu Aparecido Francisco
Presidente do Conselho de Ação Social

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Se Quiseres, Podes Purificar-me




Hélio O. Silva = 05/01/2011.

Se Quiseres, Podes Purificar-me (Lucas 5.12-16)

Feche seus olhos, imagine a cena. Um homem coberto de lepra e cerimonialmente imundo. O outro totalmente puro. Quem sabe de onde ele veio? O fato é que apareceu ali, diante de Jesus e se dirigiu a ele sujo, desfigurado, irreconhecível, intocável, intratável, miserável, condenável... Mas ele apareceu ali diante de Jesus, dos discípulos e de toda a multidão. Ele veio gritando como podia: “_ Imundo! Imundo!” para que todos se afastassem, até chegar à presença de Jesus.

Trazia consigo o seu sofrimento e a sua dor. Por fora no seu corpo roído pela enfermidade até então sem cura. Sua doença estava em estado avançado (coberto de lepra) e ele veio quase que caindo aos pedaços mesmo. Por dentro pela vergonha, pelo preconceito e pela proscrição social. De todas as formas, ele não era mais um homem inteiro. Trazia consigo o último fio de esperança de poder ser alguém outra vez; trazia a sua súplica a Jesus. E o seu pedido é surpreendente: “_Senhor, se quiseres, podes purificar-me”.

Feche seus olhos, caminhe dentro da cena, entenda as palavras. Ele pede a purificação, não a cura. Porque sabia que a purificação só podia ser declarada se houvesse cura; mas também porque reconhecia estar diante de quem não só pode curar, mas também purificar, limpar de tudo; por fora e por dentro. Ele sabia que Jesus podia curar, mas será que o faria? No meio da multidão aquele homem conseguiu ficar diante de Jesus; a sós com ele. E pediu a única coisa que precisava: Ficar puro, cerimonialmente limpo e humanamente inteiro.

Ele pediu e seu pedido não ficou sem resposta. Mas a resposta não veio somente na cura que ele esperava, houve mais. Sempre há mais da parte de Deus, que é tão mais surpreendente e inesperado do que todo o resto. Antes de dizer qualquer coisa o Senhor estendeu a mão e o tocou. Ele não teve só que tocá-lo, mas precisou estender o braço para alcançá-lo com a mão. Ele o tocou. Há quantos anos um homem que não fosse outro leproso o havia tocado?! Há quantos anos o carinho e a compaixão não faziam sombra sobre ele? Há quantos anos sua noite de tormento não virava dia? A caridade que conhecia era colocada à disposição desde que ficasse a uma distância segura.

Não há nada em nós que possa manter o Senhor afastado de nós. Ele estende o seu braço e nos toca com a sua mão. Ele não teme a nossa contaminação, pois o amor que o levou à cruz a dissipa. Ele nos limpa com as suas palavras que são tudo e ao mesmo tempo a única coisa de que precisamos: “_ Quero, fica limpo”, “_ Fica inteiro outra vez...” Ele nos recebe no meio da multidão e fica ali, parado na nossa frente como ninguém ficaria. Ele nos ouve e nos responde; toca-nos e nos cura; nos limpa e nos perdoa. Depois nos manda obedecer ao que nunca deveríamos desobedecer. E quando voltamos pra casa não somos mais os mesmos.

Imagine a cena. Um condenado à morte certa pela enfermidade se levantou do chão curado e limpo e voltou para casa outra vez. Quando vamos aprender a trazer todas as nossas condenações aos pés daquele que pode nos livrar e salvar? Quando vamos nos prostrar de verdade e suplicantes para pedir o que realmente precisamos? Ser puros! Quando vamos reconhecer o que só Ele pode fazer e aceitar o que ele decidir fazer por nós? Para aquele homem, aquele toque valeu mais que muitos livros! A sua cura foi instantânea porque quem a fez foi Deus (Jo 8.36) e não uma doutrina de papel.
Jesus continua visitando nossas cidades, caminhando entre nós. Multidões continuam requerendo a sua atenção com o desejo único de ver seus milagres; mas quantos realmente querem ficar limpos?! Serem inteiros outra vez? É muito possível que Jesus te espere ir até onde ele está e fazer a sua súplica: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me, eu quero ficar inteiro outra vez!” Também é muito possível ouvi-lo dizendo pra você: “_ Quero, fica limpo; fique inteiro outra vez”.
Com amor, Pr. Hélio de Oliveira Silva
www.revhelio.blogspot.com

domingo, 2 de janeiro de 2011

Salmo 97 = Celebremos a Majestade do Deus Altíssimo.




Texto: Salmo 97.
Tema: Celebremos a Majestade do Deus Altíssimo.
Exposição bíblica aprsentada na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia em 02/01/2011.
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Introdução:
Ontem (1º/01/2011) tomou posse a nossa primeira presidente da república mulher, a Sra. Dilma Rousseff. Um momento histórico para o nosso país e momentoso para todas as mulheres que se viram nela representadas.
Ela foi empossada e investida em sua autoridade de governo para presidir por quatro anos o nosso país, a nossa nação. Ela passou a ser a pessoa mais poderosa, em termos de governo, no nosso país. Esse ato foi simbolizado no momento em que o exército, a marinha e a aeronáutica depuseram as suas armas perante ela e ela passou em revista às tropas militares brasileiras.
Todavia, o que é o seu poder diante das nações mais ricas e militarmente mais poderosas do que a nossa? E mais, o que é todo o poder global diante da majestade do nosso Deus?

Contexto:
O Salmo 97 é o terceiro dos chamados salmos reais (95-100). Estes salmos têm como tema geral a alegria da adoração ao Senhor como o rei supremo sobre toda a criação e o Deus da aliança com Israel. Não há como definir com exatidão o contexto dos salmos reais. Tanto podem ter sido arranjados como estão no livro dos Salmos como uma cantata de coral (assim como os salmos 113-118 e 146-150), como podem fazer parte dos cânticos cantados pelos judeus na subida para o templo nas comemorações do ano novo.
O tom de todos os salmos é o da celebração da majestade de Deus apresentando as razões porque devemos celebrá-la publicamente:
Salmo 95 = Devemos louvá-lo por seu poder e paciência com o seu povo.
Salmo 96 = Devemos louvá-lo por sua glória e majestade.
Salmo 97 = Devemos louvá-lo por sua justiça.
Salmo 98 = Devemos louvá-lo por suas maravilhas (todos os atos de livramento de Israel da escravidão egípcia).
Salmo 99 = Devemos louvá-lo por sua santidade.
Salmo 100 = Devemos louvá-lo por sua bondade, fidelidade e misericórdia.

A frase chave dos salmos reais é a afirmação forte, convicta, cantante e alegre de que “O SENHOR REINA!” Por que ele reina?
 Porque é o Deus supremo que fez todas as coisas. Ele é o criador (Sl 95.3,5).
 Porque ele não tem rival entre os deuses, porque esses não passam de ídolos esculpidos pelas mãos de homens pecadores (Sl 96.4,5).
 Porque ele é o juiz de toda a terra e seu juízo é equilibrado, justo e fiel (Sl 96.10,13; 97.8; 98.9).
 Porque ele tem feito maravilhas, exemplificadas na libertação de Israel do cativeiro egípcio (Sl 98.1,3).
 Porque ele é santo e ama a justiça (Sl 99.3,9).
 Porque ele é bom; sua misericórdia e fidelidade duram para sempre.
 O salmo 97 acrescenta: Porque ele é o Deus altíssimo, sobremodo elevado acima de todos os deuses.
Os salmos 96 e 98 ressaltam a alegria de se pertencer a esse reino, enquanto que o salmo 97 expõe um lado mais sombrio do reinado de Deus, que é a condenação dos rebeldes ao governo de Deus. Eles serão confundidos, ou seja, envergonhados diante da presença de Deus, porque ele é o Deus altíssimo.

Proposição:
Somos chamados a celebrar com alegria a majestade do nosso Deus em função de duas realidades: A manifestação da presença e da justiça de Deus.

I. ALTÍSSIMO NA MANIFESTAÇÃO DE SUA PRESENÇA V.1-6:

a) O que quer dizer ser Deus “O Altíssimo”? (v.9).
Deus é altíssimo porque reina sobre toda a criação. Mas também porque é sobremodo elevado acima de todos os deuses (que também pode ser anjos). Ele não pode ser medido e aprisionado num ídolo, numa imagem de escultura. Ele é o totalmente “absconso” (escondido, secreto). Deus só pode ser conhecido se ele mesmo se revelar a nós. Sua grandeza só se torna evidente àqueles a quem ele se dá a conhecer.
Calvino comenta que o salmista limita de tal maneira “as demais excelências” que não sobra qualquer espaço para se questionar que toda a majestade esteja unicamente em Deus. Ao chamar Deus de “altíssimo” o salmista nos diz que somente ele é excelente e que a majestade do governo só pode pertencer a ele.
Deus não pode ser comparado a nada. Ele é totalmente transcendente (separado) da sua criação.

b) O reinado de Deus (v.1).
O reino de Deus é o seu reinado, o seu governo, nunca o seu domínio geográfico. Além de seu direito de governar sua criação, inclui o estabelecimento de seu poder real de forma enérgica e verdadeira nos seus atos salvadores, na história de Israel e na história da igreja. O reino de Deus é sua autoridade manifesta.
O seu reino é redentor, porque nascer de novo significa obter o direito de entrar no reino de Deus (Jo 3). Deus estabelece o reino sobre nós para nos salvar e nos livrar dos poderes do mal de forma decisiva (I Co 15.23-28).
O seu reino é sobrenatural e entrou na história. Ele é o Deus do universo e de todos os poderes espirituais, mas ele é também o Deus da criação, do mundo; de Israel, da igreja e de todos nós e de cada um de nós. Deus é o nosso rei.
Participar e celebrar o reino são encontrar-se com a benção de Deus e com a alegria. É porque Deus reina que a terra pode regozijar-se.

c) A manifestação formidável e tremenda de sua presença (v.2-5).
Todavia fica claro que o reinado de Deus é alegria para alguns e desespero para outros. É alegria para os justos (os que foram justificados por Deus, salvos por sua graça). É vergonha para os que preferiram adorar e servir a ídolos. Para os primeiros, a manifestação da presença de Deus é formidável e tremenda. Para o segundo grupo ela é confusão, porque tornará clara a sua impiedade. Elas descobrirão que o seu equívoco impenitente as levará ao julgamento justo sob a ira de Deus.
 Deus é insondável.
 Deus é justo e juiz.
 Deus é puro e santo (fogo consumidor). Sua presença é acompanhada por sua justiça retributiva, que paga a cada um segundo as suas obras.
 Deus é onipresente. Sua presença não somente a de um expectador, mas a de um interventor. Segundo Francis Shaeffer, ele é o Deus que intervém.
 Deus é irresistível na sua manifestação. Toda a criação estremece, nem os montes podem prevalecer contra a sua vontade quando ele se revela e quando ele julga.

d) A revelação natural (v.6).
A própria criação manifesta a sua glória nas coisas que foram por ele criadas (Sl 19). A criação é como uma pintura que tem nos seus contornos a mão do seu pintor. Ela nos fala muito de quem é o pintor, mas a menos que sua assinatura esteja explícita nela, não poderá revelar claramente quem ele é. A revelação natural é suficiente para nos condenar, porque coloca claramente diante de nossos olhos as obras de Deus, mas não pode nos salvar, porque a salvação é um presente que só podemos ganhar no sacrifício de Cristo.

II. ALTÍSSIMO NA APLICAÇÃO DE SUA JUSTIÇA V.7-12.


a) Sejam envergonhados os que não servem a Deus v.7.
Muitas pessoas servem a ídolos. Ídolos que elas mesmas criaram para si e desenvolveram sua religiosidade em torno deles. Esses ídolos podem ser imagens de escultura que galgaram espaço na sua fé. Podem representar pessoas que já morreram no passado e que a veneração de seus atos consagrados levaram outros a verem neles mais que a graça de Deus e por isso se apegam a mortos como devotos; coisas que a Bíblia afirma ser abomináveis a Deus.
Outros se apegam ao que David Powlison chama de “ídolos do coração” quando valores pessoais tomam o lugar de Deus e seu culto. Esses valores pessoais são controlados por sua vaidade, manifesta naquilo de que gostam e que não abandonam por nada nesse mundo. Essas vaidades podem se materializar em objetos materiais (casa, carro, bens) ou em valores abstratos (sucesso, status, conquistas pessoais). Em ambos casos se adora aquilo que não é Deus, porque a sua religião é a manifestação pública ou privada dessas vaidades e não a Deus.
Todos os idólatras ficarão confusos quando estiverem diante da verdadeira presença de Deus e sua divindade. Porque descobrirão que devotaram as suas vidas a valores passageiros, que não atravessam a eternidade e não persistem na presença de Deus.
Apocalipse 1.7 diz que todos se lamentarão sobre ele, mas não poderão se afastar, porque o juízo de Deus já terá caído sobre eles (Mt 24.30). A justiça de Deus é o horror dos corruptos, dos rebeldes e dos iludidos por sua falsa piedade, que para Deus é o mesmo que impiedade.
Diante de Deus todos os deuses estão prostrados, sejam ídolos, sejam seres angelicais do mal e os anjos de Deus.

b) A justiça de Deus é a causa de nossa alegria (v.1,8).
A manifestação da justiça justa e final de Deus é a alegria do seu povo!
O nosso tempo celebra a injustiça, na forma do jeitinho esperto como a melhor opção de vida. Chamam de justiça a valorização do individualismo hedonista àquilo que é moral, ético e correto.
A justiça justa é dar a cada um o que lhe é devido e não a igualdade de opções e oportunidades. Deus pagará retributivamente os atos de todas as pessoas.
Por que a justiça é a nossa alegria, porque estabelecerá o reino estendendo o domínio de Deus sobre todos e a todos definitivamente. A aplicação da justiça divina revela a sua excelência e majestade sobre todos e sobre tudo!

c) A justiça de Deus guarda a alma dos seus santos e os livra (v.10).
O verso 10 não deixa de ser uma advertência contra a impureza, bem como um chamado à consagração. O povo de Deus deve detestar o mal assim como Deus o detesta.
Também é uma alerta contra a nossa impaciência frente à injustiça alheia e contra nós. Se nós estamos debaixo da justiça divina, não perderemos nada e toda injustiça cometida contra nós se voltará contra aqueles que as praticaram.
Muitos de nós d tem azedado as suas vidas em ressentimentos e murmurações em função de injustiças cometidas contra nós. Todavia é consolador saber que o Deus altíssimo, justo juiz julgará a nossa causa; senão agora, no dia de seu retorno triunfal na volta de Cristo. Nenhuma injustiça cometida ficará se o seu devido julgamento da parte de Deus. Ele é quem guarda as nossas almas (mesma linguagem do salmo 121). Isso quer dizer que ele nos protegerá dos outros, mas também de nós mesmos, porque o mal também habita em nós.

d) A justiça de Deus é a nossa luz (v.11).
A justiça de Deus não é só um artigo da nossa fé e da nossa esperança, ela é também um guia para a vida. Nós não devemos detestar o mal, mas também devemos nos afastar dele. A justiça de Deus é uma luz na escuridão.
“Difundir” é traduzido por Calvino por “semear”, dando o sentido de crescimento e manifestação crescente até o seu apogeu. O que quer dizer que quanto mais amamos e nos dedicamos á justiça de Deus, mais ela fará parte de nosso caráter, atitude e atos que praticamos.

Conclusão e aplicação v.12.
O salmo termina numa nota de júbilo e louvor.
 Alegrai-vos no Senhor.
 Daí louvores ao seu santo nome.
Nós devemos nos alegrar em Deus como o nosso Senhor a quem obedecemos e amamos.

1. O reinado de Deus trás alegria (v 1,8,11 e 12).
2. O reinado de Deus evoca o nosso amor responsivo (v 10).
3. O reinado de Deus nos leva a adorá-lo com louvor (v 12).

Por tudo isso, celebremos a majestade do nosso Deus: Com alegria, com amor e com louvores!
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