O Bom pastor e seus comentários

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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Respondendo à Graça - 2 Coríntios 6.1


RESPONDENDO À GRAÇA.

Como cooperadores de Deus, insistimos com vocês
para não receberem em vão a graça de Deus” (2 Coríntios 6.1).

A graça não é o preenchimento do que falta em nós para alcançarmos a salvação. O que a Bíblia ensina não é que não somos bons o suficiente para alcançarmos nossa própria salvação e por isso precisamos do complemento da graça. Não precisamos entender totalmente a graça para sermos salvos, mas se tivermos uma compreensão errada da graça, pode ser que nunca entendamos o evangelho.

Para vivermos pela graça é preciso saber o que é a graça salvadora. Há duas razões para isso:
(1) A graça salvadora é o pressuposto básico de toda a vida cristã autêntica (Rm 6.23; Ef 2.8-10).
(2) A graça é sempre a mesma na salvação e na santificação, ou seja, é um dom imerecido de Deus (2 Tm 2.1,2).

Responder à graça como se ela fosse apenas um complemento ao que falta de nossas boas obras para alcançarmos o céu é uma resposta equivocada a Deus. Mas a maioria das pessoas entende e vive a sua vida cristã dessa forma, tentando garantir sua salvação por meio de suas boas obras.

Quem precisa da graça? Todos nós precisamos dela; desde o mais fraco até o cristão mais ativo, até mesmo o mais ativista! Sabemos que nenhuma boa obra tem qualquer valor na presença de Deus. Nem os nossos méritos e nem os nossos deméritos determinam a atuação da graça divina em nossas vidas, porque ela não é um suplemento para nossos méritos (boas obras) e nem um complemento para os nossos desmerecimentos (obras más). Ela nos considera totalmente sem méritos e incapazes de fazer algo que possa obter a salvação e qualquer benção de Deus. A graça deixaria de ser graça se Deus fosse obrigado a concedê-la diante de qualquer mérito humano. Receber o que se merece é justiça e não graça. Ela não é dada por mérito e nem retirada em função do demérito. A medida da graça é unicamente a infinita bondade, a rica misericórdia, o intenso amor e o soberano propósito divino (Jo 3.16; Ef 2.4-8). De todos os ângulos a graça será sempre graça imerecida e sempre maravilhosa graça!

Enquanto estivermos nos apegando á justiça própria e confiando nas próprias aquisições espirituais, não estaremos vivendo na graça, pela graça e da graça. Não dá para ficarmos com um pé na graça e o outro nas obras.

Abraão Booth, criador do Exército da Salvação, afirmou: “as tentativas de completar o que foi iniciado pela graça revelam o nosso orgulho e ofendem ao Senhor, mas não podem promover o nosso benefício espiritual”.

         Por essa razão:
 (1) Conhecer corretamente a doutrina da graça é muito útil para usufruirmos de seus benefícios espirituais e amadurecermos como cristãos.
(2) Deus não se baseia em nós para aplicar a sua graça, mas somente em si mesmo (Sl 103.10).
Com amor, Pr. Hélio.

(Leia mais em Graça Que Transforma – Jerry Bridges – ECC, S. Paulo; 2007; p. 25-34).

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