O Bom pastor e seus comentários

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Filemon 21 = Uma Comunhão Acima das Expectativas



Figura: http://blog.cancaonova.com/cantinho/2012/08/20/oracao-pelos-amigos/

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Uma Comunhão Acima das Expectativas
Helio O. Silva = 10/01/2013.

Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo,
sabendo que farás mais do que estou pedindo. “ (Filemon 1.21 ARA)

Filemon e Onésimo não estão mais em lados opostos de uma disputa. O objetivo da carta de Paulo era mostrar exatamente esse fato. Uma comunhão eficiente aproxima as pessoas e as reconcilia, porque seu objetivo é plantar a graça do evangelho de Cristo onde ela aparentemente não está.

A comunhão cristã é um dos tripés que sustentam a vida de uma igreja local. Ao lado da pregação fiel da doutrina e de uma prática de oração dinâmica e ativa, a comunhão se faz no elo que liga tudo. É na comunhão cristã que a pregação do evangelho e a prática da oração encontram seu brilho e calor. Na comunhão o evangelho mostra seu rosto gracioso; na comunhão, a oração mostra seu rosto acolhedor.

Paulo faz duas afirmações nesse verso que comprovam essa tese:

1ª) Certeza da obediência.
         A motivação de Paulo para escrever a Filemon nasceu da certeza de sua obediência. A afirmação de Paulo é convicta e segura. Não havia dúvida, nem por um só momento, de que a carta não alcançaria o coração de Filemon levando-o a uma decisão sábia: Perdoar e receber seu ex-escravo como irmão caríssimo em Cristo.

         Isso porque Paulo não está requerendo obediência para si pessoalmente, mas para o evangelho de Cristo. A intercessão de Paulo não é egoísta e nem busca tirar vantagem do amigo. Seu intento é plantar a graça, a mesma graça redentora e libertadora que todos os homens experimentam quando conhecem e abrem seus corações ao evangelho: A graça do perdão e da restauração.

2ª) Fazer mais do que se pede.
O Senhor questionou no Sermão do Monte qual seria o valor de se amar somente a quem nos ama e favorecer somente quem nos favorece. O amor do Evangelho nos oferece mais, logo graciosamente nos levará a oferecer também mais.

Nossos relacionamentos se fragilizam porque oferecemos menos do que desejamos receber. Mas Deus em Cristo nos ofereceu tudo. O seu amor foi de tal intensidade, que nos ofereceu a vida de seu próprio Filho, Jesus Cristo, e ele o fez sacrificialmente numa cruz.

É curioso observar que Paulo não pede mais que o necessário, mas ele sabe que o amor cristão nos levará a fazer mais do que se pede. Por uma questão de bondade voluntária (v.14), por uma questão de graciosidade generosa, por uma questão de amor cristão.

A comunhão supera as expectativas não porque isso lhe é exigido, mas porque naturalmente aprende a agir assim. Ela desenvolve essa presteza voluntariamente por causa da gratidão, que na comunhão eficiente se torna graciosidade para com o próximo.
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Publicada no boletim da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO. Ano XXIII, nº 02. 
Devocional da Família. 13/01/2013

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