O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Apocalipse 3.1-6 = Sardes: Uma Igreja Sem Luz



Texto: Apocalipse 3.1-6
Tema: Sardes: Uma Igreja Sem Luz

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Introdução:
Você conhece a frase? “Por fora bela viola; por dentro pão bolorento”.
Sardes era uma cidade pequena e rica. Vivia das memórias de seu passado quando fora a capital da Líbia, centro do Império Persa. Situada na rota do comércio e de privilegiada situação geográfica, que a tornava inexpugnável do ponto de vista militar.
O culto era idólatra e licencioso. Eles adoravam à deusa Cibele com cerimônias muito licenciosas e que envolviam a cidade toda, depondo contra a vida moral de seus cidadãos.
Ao olharmos para a Igreja de Sardes e a compararmos com as demais, percebemos não há perseguição, nem oposição de judeus, nem Satanás e nem problemas com o Estado. Não há oposição religiosa ou política. A igreja vive na mais perfeita tranqüilidade!

Proposição:
Quando a Igreja fica tranqüila demais, ela começa a murchar. Ela corre o risco de sua luz deixar de brilhar e se acomodar ao ambiente de trevas ao seu redor.

I. NÃO VIVER DE APARÊNCIAS V.1:

a) Tem nome, mas não tem vida.
Tem fama, mas não tem vida.
João contrasta o que os outros pensam de nós e o que Cristo pensa de nós, e nos lembra que agradar os homens não é agradar a Deus.
Calvino afirma que viver um cristianismo externo (de aparência) não é suficiente para agradar a Deus, porque “a menos que nossa fé ou religião promovam uma mudança em nosso coração e em nossas atitudes nos transformando em novas criaturas, não nos será de muito proveito”. O evangelho não é uma doutrina de “falar”, mas de viver. A fama é bonita debaixo dos holofotes, mas para nada serve contra as sujeiras do próprio coração.
A igreja de Sardes era uma igreja muito ativa, a ponto de gozar de bom conceito na cidade, contudo a sua presença social na cidade não promovia qualquer mudança nela. Era uma igreja da moda, com cultos cheios e animados. Igreja que agradava a todos, menos a Deus. Ele se apresenta a ela como “aquele que TEM os sete espíritos e as sete estrelas” (v.1). “Os sete espíritos” é uma menção à plenitude do Espírito (1.4) e as sete estrelas representam os pastores das igrejas. Cristo zela por suas igrejas, pois ele as têm seguras em suas mãos. É por isso que pode sondá-las e mostrar-lhes seu julgamento sobre suas ações.
A carta levanta a delicada questão de quem realmente é o dono da igreja; os membros ou Deus. Eu posso ter fama de ser um bom cristão, mas não ter a luz de Deus iluminando nem a minha alma e nem os meus irmãos em Cristo. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento!

II. ZELAR PARA NÃO PERDER A INTEGRIGADE DE SUAS OBRAS NA PRESENÇA DE DEUS - V.2:

a) Ser vigilante.
A cidade de Sardes era inexpugnável do ponto de vista militar, contudo, por duas vezes em sua história havia sido conquistada por negligência de seus habitantes. Ciro a conquistou em 549 aC movimentando suas tropas na calada da noite. Quando pensamos que estamos seguros na nossa religiosidade é que experimentamos os nossos maiores tombos na fé.
A falta de zelo é um dos nossos maiores inimigos. Não zelamos pela leitura das escrituras; não zelamos por manter viva a oração. Não se constrói uma fé rica vivendo apenas de momentos passageiros de clímax em reuniões e cultos, mas é no exercício diário da disciplina é que aprendemos a avançar na fé.
Vigiar é ficar acordado para não ser pego de surpresa, como quando um ladrão nos rouba e nada podemos fazer.

b) Consolidar o seu crescimento.
Quando não consolidamos o nosso crescimento, corremos o risco real de deixarmos o resto se perder. Aqui no Brasil aprendemos a fazer o mínimo necessário. Como aquele aluno que não se esforça por tirar um 10,0, porque sabe que com 7,0 ele passa. Como aquele pastor que sabe que eloqüência, humorismo e gritaria arrancam mais aplausos do que o estudo sério e consagrado de horas num gabinete pastoral e uma disciplina de boas leituras cristãs. Como aquele mecânico que coloca uma peça usada num carro e a vende como se fosse nova.
Então crescemos pouco. Basta ir a apenas um culto por semana. Basta dar apenas uma oferta de vez em quando. Basta apenas saber como manusear a Bíblia. Pouco basta. Deus não pode querer tudo, tem de ficar um pouco para mim.
Por causa disso nossa fé sempre corre perigo e não raras vezes fraqueja e titubeia.

c) Ter compromisso com a integridade.
Integridade tem a ver com aquilo que é completo, pleno, cheio. Fazer sem integridade é fazer pela metade ou fazer com a motivação errada. Fazer pelo aplauso é ganhar somente o aplauso por recompensa.
Afinal quem mede a nossa integridade? O crescimento da igreja? O saldo da conta bancária? O prestígio na sociedade? Não a nossa integridade é mediada por Deus porque é diante dele que essas obras não foram encontradas íntegras.

III. NÃO SER NEGLIGENTE COM O ENSINO BÍBLICO QUE RECEBE V.3:

a) Lembra-te (continuamente) – Não se esqueça (I Ts 1.5).
Lembrar-se de que? Do ensino que recebemos. Lembrar para que? Para viver de acordo com a verdade. A doutrina não é só para achar bonita ou interessante. É para ser crida e obedecida!
Também o texto quer dizer que devemos exercitar a nossa memória continuamente a fim de não abandonarmos a verdade. Igrejas há aos montes que já não ensinam mais as doutrinas da graça e do evangelho, mas um punhado de opiniões fantasiadas de revelações de Deus.

b) Guarda-o – obedeça.
A igreja deve guardar o que ouve no coração. A igreja deve manter vivo o seu arrependimento.
Quando citamos o slogan da Reforma Protestante “Igreja reformada sempre se redormando” queremos dizer que a reforma de uma igreja deve ser reafirmada e revivida de acordo com o seu único padrão que são as escrituras. Reformar-se não significa inserir novas formas e novas fórmulas de culto e liturgia na vida da igreja, mas significa sempre lembrar-se do padrão e nunca abandona-lo através do arrependimento que sempre nos faz voltar ao que abandonamos.

c) Arrepende-te – organiza a sua vida.
Arrependimento é uma disposição de reorganizar-se segundo um modelo. Significa um retorno. Significa a aceitação de que houve um lamentável engano no nosso percurso.

d) Se não vigiar, virei como um ladrão.
E se não nos arrependermos? Então a presença de Cristo não será algo desejável e amável, mas uma experiência de julgamento, lágrimas e desespero, porque ele virá!
“Quem encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13). “Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão vos apanhe de surpresa” (I Ts 5.4).

IV. PRECISA APRENDER A ANDAR COM QUEM ANDA COM JESUS V.4:

a) São poucas pessoas.
O caminho da fidelidade não é trilhado por muitos não. Embora as Igrejas estejam cheias, muitos estão procurando apenas aquilo que é do seu interesse, por isso, não se preocupam tanto com consagração.
Qual o problema da igreja de Sardes? Ela fazia concessões para afirmar-se. Quem olhava para igreja de Sardes não via qualquer diferença entre ela e as demais religiões mundanas da cidade. Sardes era uma igreja sem luz! Os seus gostos eram os mesmos dos demais cidadãos. Sua música era a mesma. Seus cultos não se diferenciavam dos demais. Ir ao culto em Sardes era a mesma coisa que ir a qualquer outro compromisso social, nada mais.
Mas havia um grupo dentro da igreja que não compactuava com isso! Podemos chamá-los de “heróis da resistência”.

b) Eles não contaminaram as suas vestes.
Para não se contaminar, enfrentamos muitas lutas e incompreensões. Mas é preciso se lembrar, que após a conversão, não vivemos para nós mesmos, mas para Jesus Cristo (I Co 1.30,31).

c) São dignas.
Andarão de branco junto a Cristo – “Comigo”.
O branco sempre foi o símbolo da santidade.
Infelizmente as pessoas não levam isso mais a sério. Os casais se engravidam e depois querem esconder seus pecados debaixo de um vestido branco de noiva. Só que o vestido se suja e o casamento que nasceu debaixo da mentira é destruído também por ela menos de dez anos depois.
Dignidade não tem nada a ver com aparência, mas com brancura de caráter. Por isso temos de aprender a andar com aqueles que andam com Jesus.

Conclusão v.5,6:

O VENCEDOR:
1) Será vestido de branco, como eles.
Deus mesmo o vestirá. Uma honra maravilhosa.

2) Seus nomes não serão apagados do livro da vida.
A vida eterna é um prêmio imperdível, pois é dada por Deus em Cristo. Quem se afastou é porque nunca o conheceu verdadeiramente, pois não aceitou que a Sua graça mudasse a sua vida!

3) Jesus os confessará diante do Pai e de seus anjos (Mt 10.32; Lc 12.8).
“Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 10.32). “Digo-vos ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus” (Lc 12.8).
O testemunho de Jesus, nosso advogado, atestando nossa fé e nosso testemunho. Nada será esquecido de nossas lutas. Nada será deixado para depois. Ele lembrará de tudo e fará tudo lembrado diante do Pai que nos receberá e nos consolará nos braços eternos.

Portanto: OUÇA!!!

1º. Em Sardes, da Igreja só ficou a fachada.
Ela está lá até hoje, como memória de que ali houve uma Igreja e sua luz se apagou. Não deixe a nossa luz apagar-se!!!

2º. Ele tem os espíritos e os anjos nas mãos.
Quando Ele decide agir, o seu Espírito move os pastores. Se os pastores não obedecem, Ele os remove.
Ilustração: Saul e Davi – A capa rasgada de Samuel.

3º. Em qual livro o seu nome está escrito?
No rol de membros ou no livro da vida?!

Cântico:
Sei que Algum dia terei de partir.
E essa alegria vai ter que acabar.
Mas alegria maior que a daqui;
Tenho certeza, Jesus vai me dar.
E com Ele então vou viver,
E um cântico novo cantar.
Lá esperarei por você;
Até que um dia.
Você venha com a gente morar.
E as tristezas da vida esquecer.
E em nosso jardim reinará.
Alegria... alegria... alegria.

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