O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

07 = Sinais Falsos dos Verdadeiros Afetos Religiosos (Sinais 5 a 7)

http://mundohumor.wordpress.com/2008/04/09/cara-de-piedade-iii/

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
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Exposição 07 = Sinais Falsos dos Verdadeiros Afetos Religiosos (2) 21/09/2011
Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 80-93)

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Existem sinais que são citados como evidência de uma experiência real da ação do Espírito, mas que não constituem em evidências suficientes para a comprovação de que essas experiências são verdadeiras e duradouras:
1. A intensidade dos afetos religiosos não é evidência de que sejam verdadeiros.
2. Afetos físicos não é evidência dos verdadeiros afetos religiosos.
3. Fluência e fervor ao falar não são evidência dos afetos verdadeiros.
4. Emoções impostas não são evidências de afetos verdadeiros.

Nesse estudo são apresentados mais quatro sinais que não negam, mas que também não comprovam uma ação genuína e permanente do Espírito Santo na criação de afetos espirituais amadurecidos.

5. A Citação de Textos Bíblicos.
O fato de se lembrar um texto bíblico no momento da experiência para fundamentá-la ou para evocá-la num testemunho público não prova seguramente que os afetos da graça estejam presentes. As reações emocionais diante das escrituras não caracterizam uma real mudança de vida perante Deus. Emoções de alegria, esperança, prazer ou qualquer sentimento agradável não influenciam na salvação. Uma vez que as escrituras, como palavra de Deus são inerrantes (estão sempre certas) as experiências que provoca são sempre certas. Versículos bíblicos podem surgir na memória simplesmente como fruto de emoções e nada mais. O alvo das escrituras não é provocar emoções, mas mudanças na vida do cristão. Essa afirmação não exclui as emoções da vida cristã, simplesmente as coloca na perspectiva correta.
Há ampla evidência de que o diabo pode torcer textos da palavra a fim de alcançar seus objetivos malignos. Ele pode usar textos bíblicos para confortar o pecador diante de dúvidas verdadeiras ou para produzir alegrias falsas que desviam a atenção daquilo que é realmente necessário fazer. Ele tentou fazer isso com Cristo na tentação (Mt 4; Lc 4). A escritura também nos alerta dos falsos mestres fazendo a mesma coisa (II Pe 3.16 = II Tm 3.1-5; I Jo 2).
A parábola do semeador mostra que a semente que caiu em terreno pedregoso germinou ao receber a palavra com alegria, mas não sobreviveu (Mt 13). A diferença entre o solo bom e o pedregoso é a provação, porque a alegria inicial desvaneceu diante dela.

6. Exibição de Amor Não é Evidência dos Afetos Religiosos.
O amor é a principal virtude cristã, e por isso mesmo é foco de imitação falsa e enganosa por parte do coração corrompido dos homens e pela ação de satanás. Tanto satanás quanto o coração humano pecador são habilidosos e sutis em construir imitações do verdadeiro a fim de alcançar objetivos egoístas.
É claro nas escrituras a possibilidade de se ter um amor religioso sem a presença da graça salvadora nele (Mt 24.12,13). Aqueles cujo amor não durar até o fim não serão salvos. Multidões seguiram a Cristo a ponto de passarem fome e ficar sem dormir, e depois o traíram pedindo sua crucificação. Paulo deseja a graça de Cristo àqueles que têm um amor incorruptível (Ef 6.24) porque muitos podem nutrir por Cristo um amor que não é puro nem espiritual. O amor forte inicial pode dar em nada no final (Gl 4.11,15).

7. Muitos Tipos de Afetos Religiosos Não são Evidência Suficiente.
A hipocrisia é uma marca fatal na falsa religião, pois simula várias afeições cristãs a fim de galgar status e aplausos. Faraó, Saul, Acabe e Israel no deserto são exemplos inquestionáveis desse fato (Ex 9.27; I Sm 24.16,17; 26.21; I Rs 21.27; Nm 14.39,40). Havia temor de Deus entre os samaritanos, mas associado ao temor a falsos deuses (II Rs 17.32,33). Os inimigos de Deus muitas vezes demonstram reverência para com o seu nome, mas não o adoram como o seu Deus (Sl 66.3). Muitos que ouviram a João Batista e a Cristo o faziam de boa mente e até maravilhadas, porém sem o temor que os conduziria à salvação (Jo 5.35; Mt 13.20). Jeú serviu aos propósitos de Deus, mas nunca lhe rendeu o seu coração (I Rs 10.16); Paulo antes de sua conversão tinha zelo sem entendimento por Deus (Gl 1.14; Fp 3.6).

Conclusão parcial:
Devemos ficar atentos ao que vemos e ao que ouvimos como testemunhos da graça de Deus. Muito pode ser simples desejo de receber atenção ou pura manifestação hipócrita de uma fé falsa que vive por alcançar interesses pessoais tirando proveito da atenção de outros.

Por outro, não devemos ser apressados demais em nossos julgamentos, pois podemos cometer injustiças e falar mal daquilo que é bom e que o tempo mostrará o seu valor.
Todavia, o nosso critério sempre será a instrução bíblica, por isso ela deve habitar com riqueza em nosso coração, para que nas mãos do Espírito e sob a sua direção na nossa alma, possamos agir com prudência e de forma santa com os outros; seja aprovando a obra de Deus, seja rejeitando aquilo que não vem de Deus.

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